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*Blog da Turma Teen*

27

dez
2011

Amigo é para sempre (parte 2)

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Marcello sentiu seu corpo gelar. Era uma situação complicada e ele nunca havia precisado dar algum conselho, mas logo pensou em um, um conselho que já havia recebido há tempo. Não era o melhor conselho que ela já ouviu, mas era o melhor que ele poderia dar, então:

 

- Olha, Ágata, se a Talita gosta mesmo de você, ela não vai lhe abandonar, pode até ser que a Talita converse bastante com a Paula e comece a ser amiga dela, mas se ela ama você realmente ela não vai deixar de ser sua amiga. Se ela ficar com a Paula, procure outra amiga; não vá ficar sofrendo por causa dela.

 

Ágata chorou, temendo que Talita deixasse de ser sua amiga. Ela não ligava que Talita ficasse com outras pessoas, mas ela sabia que Talita não era bem firme em suas decisões. Ela dizia que não gostava da Paula, mas nesse recreio mesmo as duas haviam lanchado sozinhas, e Ágata lanchou com a Mayara e com a Alice.

 

Os dias se passaram; 17 dias se passaram e faltavam apenas dois dias para o passeio. Nesses últimos dias, Talita andava com Paula e Ágata com Alice e Mayara. Ágata ainda amava Talita e ainda queria ficar junto com ela no passeio.

 

Voltaram da escola e Ágata voltou aos lamentos de novo:

 

- Marcello, hoje eu tentei andar com a Talita no recreio e a Paula disse que ela está cansada de me ver "governar" a vida da Talita, de eu só querer mandar nela. Mas a Talita vive dizendo que é a Paula que faz isso com ela. Eu quero saber se isso é verdade ou mentira.

 

Marcello nem teve chance de falar; Ágata correu na frente e entrou em casa:

 

- Alô? - diz Ágata no telefone. - Que bom que atendeu. Bem, Talita, eu acho que você já sabe por que eu estou ligando.

 

- É, me desculpe, é que hoje eu fui embora mais cedo e não deu pra conversar sobre onde vamos sentar no ônibus...

 

Ágata interrompe:

 

- Não! Como é que você disse? Sentar no ônibus? Talita, há 17 dias a gente não dá um oi uma pra outra. Eu não existo pra você! E depois você vem com o papo de que odeia a Paula! E, falando nisso, hoje mesmo a Paula disse que eu "governo" a sua vida! E eu quero ser sua amiga, quero que você fique comigo e me diga no que eu estou mandando demais e, por favor, continue sendo minha amiga.

 

- Eu só disse isso pra ela não ficar brava comigo.

 

- Então quer dizer que você diz que odeia a Paula só pra eu não ficar brava? Pense nisso.

 

Depois de uns instantes em silêncio, Ágata conclui:

 

- Talita, minha sugestão de onde sentar no ônibus é no meio, e se quiser outro lugar é só falar.

 

Ágata desliga e chorando se joga de cara no travesseiro.

 

Ágata não seguiu o conselho de Marcello e quis ainda sentar com a Talita no passeio. Seria difícil aceitar que Talita não era mais sua amiga.

 

Chegou o dia do passeio. Sua mãe Isabel, seu pai Julio e Marcello foram levar Ágata. A mãe foi no banco traseiro com ela. No caminho, a mãe foi conversando com ela sobre sua amiga:

 

- Ágata, tem certeza de que quer ir com a Talita? Você sabe que ela pode simplesmente brincar com a Paula e não ligar para você ou pode sentar com ela e deixar você sozinha. Eu não confio mais nessa menina; ela pode mudar a qualquer hora.

 

- Mãe, ela sempre foi minha amiga, a mais legal que eu já tive. Se eu não for com ela, com quem posso ir? Todas as meninas já têm seus pares e ela é o meu.

 

- Tudo bem, se cuide - diz mamãe beijando a testa filha.

 

Junto com as outras crianças, Ágata e Talita entram no ônibus e se sentam juntas nas poltronas quatro e cinco. No começo não foi nada mal, mas também não foi nada legal. Ágata se lembrou do primeiro passeio, de que tinham passado a viagem toda conversando e brincando, mas desta vez Talita e Ágata não tinham nada para conversar, porque nunca mais ficavam juntas.

 

A viagem acabou, desceram do ônibus e até ali Talita e Ágata não falavam nada, a não ser de vez em quando aquela coisinha: "Olha essa planta", "Que camiseta bonita", "Que pássaro engraçado", etc.

 

Todos desceram e foram para o banheiro. Quando voltaram do banheiro, Talita deu de cara com a Paula, e Paula tinha a sua "jogada" para fazer com que Talita ficasse com ela. Logo Paula puxou assunto, fez brincadeirinhas, e Talita tinha muito mais coisas para falar com Paula. Ágata tentava puxar algum assunto antes, mas Talita não estava muito a fim de prosseguir na conversa, mas sim continuar os assuntos da Paula.

 

E foi isso que Paula fez: fez com que Talita quisesse ficar com ela. Ágata tentou entrar na conversa, tentou fazer com que Talita percebesse que ela estava ali e que também queria se divertir, mas Talita nem deu bola pra ela. Então Ágata saiu de perto, para não ficar vendo e ter vontade de ganhar atenção também. Lágrimas encheram seus olhos. Mamãe tinha razão. Ela subia as escadas do zoológico lembrando de cada coisa que fizeram juntas, e de como Talita tinha sido capaz de fazer aquilo.

 

Quando foram para o ônibus, Talita teve coragem de chegar sem dizer nada, pegar sua mochila, passar por Ágata e ir sentar com Paula. Ainda bem que Ágata também tinha boas amigas que deixaram que ela se sentasse com elas: eram Maria Clara e Ana Luíza. Ela ficou com elas durante o passeio.

 

Ágata, na hora de voltar, ficou sozinha. Estava cansada e não queria ficar apertada, então ficou sozinha, encostada na janela, chorando, lembrando de tudo o que havia se passado. A professora pediu que ela contasse o motivo, e quando Ágata contou, a professora tentou consolá-la.

 

Ágata voltou pra casa e contou pra sua mãe o que havia acontecido no passeio. E lamentou dizendo que a mãe tinha razão sobre Talita. Marcelo disse pra ela ficar com a Ana Luíza e com a Maria Clara, e foi isso o que ela fez.

 

Ágata começou a andar com elas, e Talita com Paula, e agora Ágata tinha amizades verdadeiras com amigas de verdade, e elas tinham fidelidade com ela - não que as amigas não pudessem ficar com outras amigas, mas que não a abandonassem. E Ágata também era fiel com elas.

Leia a primeira parte dessa história 

[Texto: Giovanna Borges - Imagem: Paula Lobo]

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20

dez
2011

A história do verdadeiro Papai Noel

imageEste conto não é de adolescentes, é de um vovô e seus netinhos: Alice, de sete anos, Laura, de cinco anos, Gabrielzinho (era assim que o chamavam por ser pequeno), de quase três anos (vai fazer no dia 27) e o bebê que mamãe está esperando, chamado: Nicolas.

Flávio passou a mão na testa rapidamente e voltou a por a mão no volante; estava suando. Mesmo estando de férias, tinha um trabalho: se vestir de Papai Noel para agradar a criançada lá na praça. O que ele fazia era simplesmente dizer: "ho, ho, ho, feliz Natal", dar uma balinha para cada criança e escutar os pedidos de cada uma delas. Mas aquela roupa, touca e barba o deixavam suado; ele tinha vontade de criar uma roupa de Papai Noel que fosse de manga curta, sem toca e com barba mais curta (ou mesmo sem barba falsa, pois a dele já era curta e branca). Uma coisa que ele desejou e era possível foi um bom banho frio.

Chegando à casa de seu filho, seus netinhos logo vieram abraçá-lo. Alice lhe deu uma florzinha lilás e viu um sorriso na face de seu avô; Laura colocou em seu avô a toca que ele havia tirado e o Bibi (Gabrielzinho) deu um beijo no vovô e disse:

- Não achei nenhuma flor no jardim que fosse vermelha com azul e verde que você pediu.

- Não tem problema, eu achei uma pra você lá na floricultura. Sabe por que eu lhe pedi? Porque essas cores lembram o Natal. Conheço a história de um "Papai Noel" que nasceu no Natal. Querem que eu conte a história dEle?

Todos disseram que sim e vovô começou:

- Esse "Papai Noel" era filho de uma moça chamada Maria e de um carpinteiro chamado José. Ele veio do Céu e um anjo veio avisar Maria e José que eles teriam um filho e o nome dEle seria Jesus. José e Maria tiveram que ir para a cidade de Belém para um recenseamento; todas as pessoas deveriam ir à cidade em que nasceram para se registrar e José havia nascido em Belém. José e Maria iam de burro e bem devagar, já que Maria estava grávida e seu bebê já estava para nascer. Por causa disso eles chegaram depois de todo mundo e não tinha um lugar para eles ficarem.

Laurinha levantou a mão interrompendo a história:

- Que nem quando não achamos vaga no shopping?

Alice com um tom de autoridade e um olhar de repreensão, falou:

- É, é sim, mas agora psiu eu quero ouvir a história.

- Tudo bem, Laura, imagine o estacionamento lotado do shopping, só que bem pior. Imagine que você está cansada, passou o dia todo balançando e carregando peso... Você ia querer um banho, uma cama quentinha, lençóis limpos, um travesseiro bem macio e, acima de tudo, um quarto limpo, não mal cheiroso e sem animais! José e Maria também queriam muito isso. Mas batiam em portas e todos diziam que não havia lugar para ninguém. Mas uma pessoa ficou com dó e disse que não havia lugar, mas atrás da sua hospedaria, que eram os hotéis daquela época, havia um estábulo; lá não era um bom lugar pra se ficar, mas era o único lugar que eles poderiam usar. Pensem se vocês iriam gostar de ficar lá: não havia cama quentinha com lençóis limpos, mas palhas frias e desconfortáveis; o estábulo não tinha porta e o vento da noite entrava; o lugar estava cheio de animais e era mal cheiroso. O barulho de animais à noite incomodava, mas eles não dormiram muito, pois logo Maria deu à luz Jesus, e o estábulo se encheu do Seu chorinho. Ele era muito importante porque, como veio do Céu, era filho de Deus e não de José. Mas as pessoas estavam tão ocupadas que nem O perceberam; apenas três pastores foram avisados pelo anjo e foram até o estábulo. Quando Maria e José...

- Vovô, desculpe interromper, mas eu já ouvi falar dessa história. Mamãe fala que Jesus nasceu em um estábulo e pastores e reis magos foram até lá. Você não falou de reis magos.

- Calma cada coisa a seu tempo, Alice. Quando José e Maria conseguiram uma casa pra ficar, três reis magos foram visitá-los. Os reis magos estudavam as estrelas e eram sábios; eles eram do Oriente. Não eram judeus, eram reis do Oriente. Eles liam a Bíblia, e quando viram a estrela a seguiram e levaram também presentes para Jesus. Depois de um tempo, José e Maria voltaram para Nazaré, que era onde eles moravam. Jesus crescia um bom menino. Quando esse "Papai Noel" cresceu, Ele levava a todos os Seus presentes, mesmo quando não era Natal. Os presentes dEle Ele não levava em um saco e deixava pela chaminé. Ele sabe o nome de cada criança. Os presentes que Ele dava eram: milagres, Ele curava os doentes, ressuscitava mortos, fazia paralíticos andarem, surdos ouvirem, mudos falarem e cegos enxergarem. Ele também contava muitas histórias. Jesus ama tanto cada um de nós, que deu Sua vida por nós! Ele morreu na cruz para poder nos dar o melhor presente de todos! Pra poder nos dar vida eterna no Céu! Lá no Céu não haverá morte, doenças, tristezas, nem dor. Lá nós vamos poder construir nossa casa com pedras preciosas, e também teremos uma casa preparada na linda cidade de Nova Jerusalém. Essa cidade foi o próprio Jesus que fez. Vocês querem saber a única coisa que vocês devem fazer para ganhar esse presente?

- SIM!!! - disseram todos ao mesmo tempo.

- Basta aceitar a morte dEle na cruz e deixá-Lo morar no coração de vocês!

- Então eu aceito e quero que esse "Papai Noel", Jesus, faça parte da minha vida!  

Os outros disseram: "Eu também", e abraçaram o vovô e ele disse:

- Então um dia Jesus vai dar esse grande presente para vocês.

- Mas, vovô, só quero fazer mais uma pergunta: Jesus não é o Papai Noel, né? - perguntou Laura.

- Não - respondeu vovô, - mas a palavra Noel, em francês, significa Natal.

- Então já entendi - Alice nem esperou mais explicações. - Jesus é o verdadeiro Papai Noel porque Ele é o verdadeiro sentido do Natal.

Todos voltaram a se abraçar, aproveitando aquele fim de dia gostoso em família.


[Texto: Giovanna Borges - Imagem: Christos Georghiou/Fotolia]

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16

dez
2011

Férias culturais

imageAproveite as férias para conhecer lugares interessantes que enriquecerão sua cultura. Veja a lista com alguns museus e centros culturais.

 

 

 

 

 

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14

dez
2011

Pinheiro de Natal que não é pinheiro

imageSabia que o seu pinheiro de natal pode não ser um pinheiro de verdade? Quer saber mais? Veja quais são as árvores especificas para essa comemoração.

 

 

 

 

 

 

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29

nov
2011

Sorvete de Frutas Vermelhas

Tempo de Preparo: 40 min mais o tempo para congelar
Rendimento: 8 porções
Nível de Dificuldade: 3 - Tem que saber manusear um liquidificador (ou processador), facas, um fogão.

Você vai precisar de:
450g de morangos
225g de framboesas
225g de amoras
150g de açúcar
150 ml de creme de leite fresco
Açúcar de confeiteiro (opcional)

Como se faz:
1.Lave as frutas vermelha com cuidado, e tire os cabinhos. Corte os morangos ao meio.
2.Coloque as frutas e o açúcar numa panela, tampe e cozinhe em fogo baixo por 5 a 10 min.
3.Quando as frutinhas estiverem começando a soltar o caldo, aumente o fogo e cozinhe por mais 5 min.
4.Deixe as frutas esfriarem e bata no liquidificador até obter um purê.
5.Passe o purê na peneira para retirar as sementes.
6.Distribua o purê em forminhas de gelo e leve ao freezer até congelar.
7.Coloque o creme de leite numa tigela e bata até formar picos leves.
8.Deixe o sorvete descansar por 5 min e bata no processador (ou mesmo no liquidificador). Acrescente o creme de leite.
9.Bata até misturar bem e acrescente o açúcar de confeiteiro a gosto.
Sirva ou leve ao freezer por 1 hora.

Dica: Você pode fazer o sorvete com outras frutas, como manga, banana, abacaxi, etc.

[por Narumi Imayuki]

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