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*Educ' arte - Prof.ª Séulima*

25

out
2011

Para crescer, crianças devem dormir

Assistir a um filme até tarde, passar a madrugada em chats na internet ou perder o horário só para tentar atingir a última fase de um videogame. Trocar horas de sono para realizar atividades como essas pode não provocar nenhum mal a curto prazo. Porém, se a prática se tornar um hábito, a saúde de crianças e jovens pode ser diretamente afetada: o déficit de crescimento é um dos riscos. É o que explica Márcia Pradella Hallinan, neurologista e chefe do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A especialista defende ainda que os pais estabeleçam limites bem claros aos filhos, como um horário para desligar a TV. "Só não devemos esperar que as próprias crianças saibam seus limites", diz. Confira a seguir a entrevista que ela concedeu a VEJA.com.

Por que ver TV antes de dormir pode ser ruim para o sono?

Sempre oriento os pais a tirar a criança ou o adolescente da frente do monitor - qualquer monitor, de TV ou computador - uma hora antes de dormir. Isso sem entrar no contexto da influência dos dispositivos eletrônicos em si, mas por questões fisiológicas. Assim que começa a escurecer, ocorre a liberação da melatonina, hormônio que ajuda a iniciar e a manter o sono. Se houver algum estimulo luminoso, essa liberação é prejudicada. Por consequência, o repouso também. O ideal para ajudar a dormir é uma leitura, com foco de luz voltado para o livro.

Um filme de terror ou um jogo violento é capaz de perturbar o sono dos jovens?

Isso pode criar ansiedade, deixar a pessoa mais alerta quando ela deveria estar relaxada. Ao dormir, trabalhamos as memórias daquilo que vivemos no dia anterior ao sonho. Se você trabalhar uma memória estressante, ela pode se transformar em um pesadelo. Às vezes, ao ter um pesadelo, a pessoa acorda com taquicardia, suor, palidez. Para que isso tudo aconteça, o organismo gasta muito mais energia, quando ele deveria estar descansando. Quem acorda assustado, leva mais tempo para dormir novamente. Vai fazer com o que o sono perca a qualidade e fique fragmentado.

E no caso daqueles que, em vez de dormir cedo para se prepararem para a aula do dia seguinte, ficam navegando na web ou assistindo à TV. Quais são as consequências disso?

Uma criança que não dorme bem fica mais irritada e agitada. Os professores percebem um comportamento hiperativo - o que altera a performance acadêmica e dificulta o aprendizado. Ela não vai querer participar das brincadeiras e jogos com os amigos. Já o adolescente vai manifestar claramente uma sonolência diurna. Ele não consegue prestar atenção na aula, vai pedir para faltar, apresentar notas ruins e evitar exercícios físicos. Quando o sono não é bom, a tendência é comer mais para compensar a falta de energia. Com isso, inicia-se o ciclo: falta de sono, mais ingestão de alimento, pouca disposição para atividades físicas e obesidade. Além disso, é durante o sono que é liberado o hormônio do crescimento. Se não dormir o tempo necessário, poderá haver déficit de crescimento.

O que os pais devem fazer nesse caso?

Eles precisam saber que existe a necessidade do sono. Até os três anos de vida, uma criança precisa dormir dez horas a cada noite. Em idade escolar, a criança deve descansar por nove horas e um adolescente, nove horas e meia. Dormir não é capricho, nem preguiça. A falta de sono pode trazer consequências sérias a longo prazo. É preciso mudar os hábitos e estabelecer horas para repousar. Não é indicado que os jovens tenham TV ou computador em seu quarto. Quanto maior a disponibilidade dessas novas tecnologias, mais os pais têm que impor uma maneira saudável de administração. Só não devemos esperar que as próprias crianças saibam seus limites.

(Veja)

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25

out
2011

Os efeitos do vício em cafeína nas crianças

Cafeína é uma droga estimulante que a maioria dos adultos usa em abundância para ficar "ligado": ser um viciado em café é algo perfeitamente normal. Mas qual o impacto dessa substância em crianças e adolescentes que a consomem nos refrigerantes? Jennifer Temple, pesquisadora da Universidade de Buffalo, EUA, e sua equipe, vêm estudando o consumo de cafeína em crianças e jovens adolescentes há mais de quatro anos. Agora uma versão parcial de sua pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Pharmacology e é a primeira a observar os efeitos de refrigerantes cafeinados em crianças e adolescentes. Temple também já havia feito outros estudos do gênero e os resultados das pesquisas anteriores serviram de apoio para esse novo estudo.

Os efeitos da cafeína em adultos já são conhecidos: alterações no ritmo cardíaco, pressão sanguínea mais alta e tremores nas mãos são normais nesses indivíduos, além do desequilíbrio no padrão do sono. Isso vale para as crianças e adolescentes também. Entretanto, os resultados do estudo liderado por Temple mostraram que há uma diferença nos padrões de consumo entre os gêneros.

Observando o hábito de consumo de meninos e meninas, cujas idades variavam entre 8 e 12 anos, os pesquisadores observaram que os garotos se dispuseram a ficar bem mais tempo e trabalhar com mais afinco em um teste de laboratório cuja recompensa era um refrigerante com cafeína (não é preciso citar marcas, afinal, é quase senso comum quais são os que mais "espantam o sono").

"Observamos também que diversas crianças não consomem somente os refrigerantes com cafeína, mas também consomem doses de café normal. E quando você vê uma criança de 12 anos dizendo que acorda todo dia e toma uma xícara de café, não é possível pensar que isso seja algo bom", diz a pesquisadora.

Os dados obtidos por Temple mostraram o quanto algumas pessoas se dedicam para obter um alimento em particular - no caso, refrigerantes com cafeína na fórmula - e como o reforço positivo de ações por meio de alimentos é muito similar aos mecanismos de reforço do vício em drogas.

Temple também observa que a diferença do potencial de reforço - ou seja, associar algo que dá prazer a uma determinada atividade - da cafeína entre os meninos e meninas surpreendeu os pesquisadores.

"Isso pode ter relações com os hormônios circulando pelo corpo nessa idade, ou então, as meninas simplesmente são menos sensíveis aos efeitos da cafeína", diz a pesquisadora, que também afirma que o trabalho é apenas uma parte dos estudos sobre o consumo dessa substância entre crianças. Uma terceira parte do estudo foca agora uma questão crucial: se o consumo de cafeína pode, de alguma maneira, servir de ponte entre outras drogas (legais ou não).

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25

out
2011

Cafeína interfere na produção hormonal feminina

Um estudo que acaba de ser finalizado pela Escola Médica de Harvard indica que a cafeína afeta a produção de estrogênio e de outros hormônios sexuais femininos, podendo favorecer casos de câncer de mama e nos ovários. Os especialistas ainda não desvendaram os detalhes da relação entre a substância e o risco de câncer. Mas, conhecendo a influência dos hormônios sexuais na doença, a hipótese é que a variação hormonal causada pela substância acabe aumentando a incidência de câncer quando já existe a propensão.

"Segundo a IFIC (International Food Information Council), o ideal é consumir, no máximo, 300 mg de cafeína por dia, o que equivale a três xícaras de café", afirma a nutricionista Roseli Rossi, diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional [mas por que arriscar? O ideal mesmo é nenhuma...]. Para ultrapassar esse limite, sem temer os riscos, ela indica uma consulta com o cardiologista ou, no caso das mulheres, até mesmo com o ginecologista. Para chegar a esta conclusão, os médicos acompanharam 1.200 mulheres, verificando a relação entre o consumo de cafeína e as variações hormonais.

As pacientes ainda preencheram vários questionários, relatando hábitos alimentares e descrevendo o estilo de vida, além de fornecerem amostras sanguíneas para avaliação das dosagens hormonais. Após a análise dos dados, foi confirmado que quanto maior o consumo de cafeína numa mulher em pré-menopausa, menores são os níveis do hormônio estradiol na segunda metade do ciclo menstrual. (...)

Onde ela está? Não é somente o café que contém a substância polêmica:

Refrigerantes tipo cola - lata (355 ml) - 37 a 45 mg de cafeína
Café coado - 1 xícara pequena (50 ml) - 39 mg de cafeína
Café coado - 1 xícara grande (240 ml) - 186 mg de cafeína
Café instantâneo - 1 xícara pequena (50 ml)- 22 mg de cafeína
Café instantâneo - 1 xícara grande (240 ml) - 106 mg de cafeína
Chá [preto] em saquinho - 1 xícara grande (240 ml) - 3,2 mg de cafeína
Leite com achocolatado - 1 copo (240 ml) - 5 mg de cafeína
Chocolate ao leite - 30 g - 60 mg de cafeína

(Yahoo Minha Vida)

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25

out
2011

Os adventistas e a cafeína

A Igreja Adventista não mudou sua posição na questão do chá, café e outras bebidas que têm cafeína. Nos Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral de 2007/2008, página 293, lemos o seguinte: "É desaconselhado o uso do café, chá e outras bebidas que contêm cafeína e qualquer substância prejudicial." Também, no Concílio Anual, no outono de 2007, a administração da igreja confirmou que "os ministérios adventistas de cuidado da saúde devem promover apenas as práticas baseadas na Bíblia ou no Espírito de Profecia, ou métodos de prevenção de doenças, tratamentos e manutenção da saúde baseados em evidências" (Ibid., p. 297).

Temos declarações firmes do Espírito de Profecia concernentes às bebidas que contêm cafeína, aconselhando o não uso. Ellen White nunca falou da cafeína propriamente dita, mas a descrição que ela faz dos efeitos do chá e do café reflete as ações dessa substância, e presumimos que esteja falando contra ela.

Há alguns relatórios confusos, provenientes da literatura científica, de estudos que mostram aparentes benefícios da cafeína para a saúde. O "lobby" pró-cafeína faz com que esses dados cheguem a nossa caixa postal com objetivo e rapidez!

Entretanto, a farmacologia básica da cafeína não mudou. Ela é a droga psicoativa mais popular do mundo (mudança de humor), mais amplamente usada do que o álcool e o fumo. Pode levar à dependência física, a qual, por definição, resulta na síndrome de abstinência, quando a ingestão habitual é interrompida abruptamente. Quando isso acontece, muitos e variados sintomas podem ocorrer, incluindo dor de cabeça, canseira, irritabilidade, falta de concentração e náusea.

Embora a morte provocada por "overdose" de cafeína não seja comum, acontece e pode ser intencional, podendo ocorrer com a ingestão de cafeína em comprimidos, mas com o aumento da popularidade de refrigerantes com cafeína e bebidas energéticas, os médicos de pronto socorro e toxicólogos estão percebendo um aumento de problemas e sintomas relacionados com a cafeína, especialmente entre jovens.

Em 2006, cerca de quatro bilhões de dólares americanos foram gastos em bebidas energéticas apenas nos Estados Unidos, o que é indicação da tendência mundial. Além disso, quinhentas novas marcas de bebidas energéticas foram introduzidas em todo o mundo, no mesmo ano. As chamadas "bebidas energéticas" têm níveis significativamente mais altos de cafeína do que a maioria dos refrigerantes que contêm cafeína. A análise desse cenário revela o seguinte: crianças e jovens são expostos a refrigerantes açucarados; depois, a cafeína é adicionada e, na seqüência, as bebidas energéticas. O passo seguinte é a adição de álcool às bebidas energéticas, que são divulgadas e comercializadas de uma forma muito semelhante. A confusão de marcas pode acontecer facilmente, auxiliada pela estratégia de dar preço mais baixo à bebida energética com álcool do que às não alcoólicas. Além disso, a fabricação e comercialização desses produtos têm como consumidor-alvo o jovem, que almeja ser um "bêbado bem acordado". Que enganação! Um em cada três adolescentes usa bebidas energéticas comparado a um em dez adultos. Temos o dever de informar nossos jovens, dar o devido exemplo em nossos próprios hábitos e usar nossa influência contra esse ataque do mal contra nossa sociedade.

A cafeína é útil como componente de certos analgésicos usados no tratamento de enxaqueca e para outros tipos de dor. Pode representar alívio para quem precisa fazer uso de tais medicamentos. Ellen White menciona que usou café (presume-se que esteja se referindo à cafeína) em algumas ocasiões, como medicamento. (Ver Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 302.)

Fazemos bem em orar e aplicar coerentemente o princípio da temperança: "A verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas, e usar judiciosamente aquilo que é saudável" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 562).

Allan R. Handysides, M.B., Ch.B., FRCPC, FRCSC, FACOG, é diretor do Departamento do Ministério da Saúde da Associação Geral. Peter N. Landless, M.B., B.Ch., M.Med., F.C.P.(SA), F.A.C.C., é diretor executivo da ICPA e diretor associado do Ministério da Saúde.

(Adventist World)

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25

out
2011

Rede Adventista de ensino propõe hábitos de saúde

Pesquisa recente da Unicamp (Universidade de Campinas) em parceria com pesquisadores de Madri, Espanha, revela algo simples de se chegar à conclusão, mas que de tão óbvio, passa despercebido a muitos: fumar e beber em casa, na frente de crianças pequenas, incentiva o uso de drogas no futuro. Os números da pesquisa realizada com crianças brasileiras e espanholas de escolas públicas na faixa dos 11 anos apontam índices alarmantes: 40% das crianças brasileiras já fizeram uso de bebida alcoólica e 36% dizem já ter visto a mãe bêbada, por exemplo. Além disso, 12% já fizeram uso de tabaco - tudo isso graças ao exemplo recebido em casa. E o resultado desse contato precoce com o cigarro e com a bebida tem sido o de incontáveis adolescentes perderem essa importante fase da vida para as drogas.

Jovens de 13 e 14 anos, que foram parar, inclusive, no hospital com início de overdose contam que o vício começou inocentemente, ao acenderem o cigarro da avó, por exemplo, ou comprarem bebida alcoólica com o pai, mãe ou outro parente.

Parece absurdo pensar, mas muitos pais dão goles de bebidas a crianças de apenas 5, 6 anos ou molham o dedo da criança na bebida; outros ainda permitem que esses pequenos deem tragadas em cigarro. No futuro, vem conta a ser paga por esses procedimentos, e o que foi brincadeira irresponsável do passado, se torna em graves dramas que começam em indivíduos, mas que geram consequências para toda a sociedade, quando muitos desses chegam até mesmo a entrar para o mundo do tráfico de drogas.

Entendendo que os pequenos maus hábitos levam aos grandes problemas do futuro e contemplando a educação de forma holística, em que o aluno deve crescer integralmente, o que se estende até os limites de seu lar e da comunidade onde mora, a Rede de Educação Adventista da zona Sul de São Paulo promove cursos gratuitos aos pais dos alunos, incentivando-os a substituírem os vícios por uma vida saudável.

O curso "Como deixar de fumar em cinco dias" é um bom exemplo disso e tem sido um grande sucesso entre os pais dos alunos, que não só melhoram a própria saúde como a de quem está perto, os chamados fumantes passivos.

O curso realizado por meio de palestras com médicos e psicólogos, dentre outras formas de informação e orientação, habilita o pai a ser um exemplo de maior credibilidade dentro de casa, a fim de que possa proibir o filho de fazer uso de algo prejudicial, não por palavras somente, mas por um comportamento que lhe confira autoridade para tal.

"É proibido fumar" é uma regra adotada pela Educação Adventista em suas mais de 300 unidades espalhadas pelo Brasil. Esta ação aberta no combate ao tabaco está alinhada à promoção da saúde proporcionada pela rede de ensino através de cursos gratuitos sobre qualidade de vida e como deixar de fumar em cinco dias.

A atitude da Educação Adventista com relação ao cigarro vem mudando a história de muita gente. E o mais surpreendente neste caso é que são os filhos que desejam que os pais parem de fumar e não o contrário, como é mais comum, por isso lhes fazem o convite de irem até à escola participar do curso.

Foi assim com Aurora da Silva, moradora da Vila das Belezas, que por 25 anos fazia parte do quadro dos fumantes. Felizmente, após participar do curso "Como deixar de fumar em cinco dias" oferecido pelo colégio Adventista da Vila das Belezas, onde seu filho estuda, Aurora superou o vício e, atualmente, comemora pelos mais de 2 anos que deixou a dependência. "Foi meu filho quem me trouxe um panfleto com o convite e eu fui para não decepcioná-lo, mas para minha surpresa, valeu muito a pena participar, pois há mais de 2 anos não sei mais o que é colocar um cigarro na boca", diz.

Aurora ainda conta que sua saúde melhorou muito: "Hoje, me sinto bem melhor. O cansaço e falta de ar passaram. Faço caminhadas e tomo mais água - tudo melhorou depois que participei do curso."

A Educação Adventista da zona Sul de São Paulo, dessa forma, além de ser uma ponte para a informação funciona também como instrumento de formação dentro de casa, a fim de que os dados demonstrados pela pesquisa citada, no início deste texto, sejam minimizados por ações simples como esta, mas bastante eficazes na prevenção do uso posterior de drogas.

(Portal Fator Brasil)

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