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*Educ' arte - Prof.ª Séulima*

3

jun
2011

Atividades Montessorianas

É a característica da escola montessoriana criar um ambiente propício para as crianças, levando considerando inclusive a decoração dos espaços e os materiais adequados ao desenvolvimento infantil. "É fundamental educar os sentidos, depois o intelecto", acreditava Maria, que defendia a tese de que os pequenos deviam ter a liberdade de escolher o que desejavam trabalhar.

O método pesquisado e desenvolvido por Montessori, é especialmente para as crianças e têm como objetivo principal a Educação sensorial dos sentidos, como o tato, olfato, paladar, audição e linguagem e equilíbrio corporal.

Desenvolvida a partir de atividades diferenciadas, o método também têm como objetivo criar condições de apropriação de valores como: autonomia, normalização e construção de conhecimento.

Autonomia está relacionada com ser independente, ou seja, fazer as atividades de vida diária sozinho. Normalização trás o sentido de aprender a cumprir com as regras sociais, valor fundamental para o convívio sadio com grupos sociais e carregando com ela a importância de aprender a ter conseqüências com a escolha de alguma coisa. Construção de conhecimento, atualmente a pedagogia moderna trabalha com a noção de construção de conhecimento, como o aluno sendo protagonista desta construção, e o professor o mediador das construções. Como conseqüência desta construção o aluno aprende aquilo quer lhe carrega sentido.

As atividades montessorianas criam inúmeras condições para o desenvolvimento destes valores.

Atividades Montessorianas - Aula de linha

Atividade que têm como objetivo específico a apresentação de noções e a construção de conhecimento mediada pela professora. Na Aula de Linha as crianças aprendem sobre animais, frutas, verduras, legumes, números, letras, moradias, atualidades, análise de quadros artistícos, artistas, pintores, escritores, gêneros musicais, instrumentos musicais , enfim toadas as noções importantes para a faixa etária que eles se encontram.

Qualquer assunto que será apresentado no dia têm ao centro da Linha algo que o represente. As crianças nesta faixa etária estão em construção do raciocínio abstrato e compreendem algo a partir do concreto, não adianta falar sobre cavalo se ela não possui um conhecimento prévio sobre o mesmo, por exemplo.

A Aula de linha é composta por cinco fases :

1a fase - Atenção: Observação dos alunos ao que está no centro da roda e questionamento da professora sobre os conhecimentos prévios de cada um.

2a fase - Andamento: Andar em círculo em cima da linha, com diversos movimentos do corpo, como: andar com as mãos na cabeça, andar na ponta dos pés, andar com um copo d´água na mão, etc. O objetivo é desenvolver a consciência corporal e temporal dos movimentos.

3a fase - Desconcentração: Consiste na escolha das músicas pelos alunos, cada aluno escolhe a música favorita para o grupo cantar. Esta fase têm diversos objetivos e desenvolve muitas habilidades como : linguagem , ampliação de repertórios de palavras, atenção , concentração, memória, autonomia e respeito, pois, os alunos aprendem a respeitar as vontades dos outros.

4a fase - Diálogo (conversa plural): Construção de conhecimento simbólico para as crianças, pois, a professora vai associar o conhecimento prévio com outras informações sobre o assunto, construindo novos sentidos para o mesmo assunto e aprendendo a relacioná-lo com a vida cotidiana.

5a fase - Desabrochamento Feliz: Esta fase trabalha com as brincadeiras e têm como objetivo desenvolver a criatividade e a imaginação. Geralmente são contadas histórias para as crianças imaginarem as cenas e os personagens.

6a fase - Lição do silêncio: As crianças devem aprender a ficar em silêncio para interiorizarem o que foi construído e aprendido, no silêncio escutam músicas de relaxamento, o assobio dos passarinhos e o barulho das outras crianças no pátio.

Atividades Montessorianas - Trabalho Pessoal

O ambiente para o desenvolvimento desta atividade necessita ser livre e organizado, para que as crianças possam aprender a organização, disciplina e autonomia. Consiste em ser um trabalho socializante.

Os materiais utilizados para a atividade são tapetes de curvim e materiais pedagógicos e montessorianos. Na sala deve conter tapetes individuais e quando as crianças estiverem trabalhando não deve sobrar nenhum tapete na prateleira , com relação aos brinquedos a mesma coisa, porém o montessoriano deve ter apenas um de cada vez na prateleira.

As crianças têm a livre escolha de optar pelo material que quer utilizar e somente irá manusea-lo em cima do seu tapete , conhecido como " casinha", e requer cuidados como limpeza e conservação.

Quando há uma escolha por algo que meu amigo está trabalhando, preciso esperar ele guardar o material na prateleira para pega-lo.

Ao término de cada material o aluno deve aprender guarda-lo e coloca-lo na prateleira.

OBS: A livre escolha das atividades pela criança é um aspecto fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja formadora e imaginativa.

Essa escolha se realiza com ordem disciplina e com um relativo silêncio.

Atividades Montessorianas - Vida Prática

Acontece em todos os ambientes da escola, campo, parque , sala de informática, casinha de boneca, no lanche, no banheiro, enfim em todos os momentos do cotidiano escolar, porém, uma atividade sempre é escolhida pela professora para ser realizada e estudada a sua importância.

A professora escolhe a vida prática a partir da necessidade da classe.

A vida prática têm como objetivo cuidados pessoais, cuidados com as plantinhas e boas maneiras. Criando condições dos alunos desenvolverem autonomia para as atividades de vida diária.

OBS: O silêncio também desempenha papel preponderante.

A criança fala quando o trabalho assim o exige, a professora não precisa falar alto.

 

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3

jun
2011

Maria Montessori

"A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir" .

 

Maria Montessori - Primeira mulher a se formar em Medicina em seu país, foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento.

Individualidade, atividade e liberdade do aluno são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma "educação para a vida". A filosofia e os métodos elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância, associando-o à vontade de aprender %u2014 conceito que ela considerava inerente a todos os seres humanos.

O método Montessori é fundamentalmente biológico. Sua prática se inspira na natureza e seus fundamentos teóricos são um corpo de informações científicas sobre o desenvolvimento infantil. Segundo seus seguidores, a evolução mental da criança acompanha o crescimento biológico e pode ser identificada em fases definidas, cada uma mais adequada a determinados tipos de conteúdo e aprendizado.

Maria Montessori acreditava que nem a educação nem a vida deveriam se limitar às conquistas materiais. Os objetivos individuais mais importantes seriam: encontrar um lugar no mundo, desenvolver um trabalho gratificante e nutrir paz e densidade interiores para ter capacidade de amar.

A educadora acreditava que esses seriam os fundamentos de quaiquer comunidades pacíficas, constituídas de indivíduos independentes e responsáveis. A meta coletiva é vista até hoje por seus adeptos como a finalidade maior da educação montessoriana.

Ao defender o respeito às necessidades e aos interesses de cada estudante, de acordo com os estágios de desenvolvimento correspondentes às faixas etárias, Montessori argumentava que seu método não contrariava a natureza humana e, por isso, era mais eficiente do que os tradicionais. Os pequenos conduziriam o próprio aprendizado e ao professor caberia acompanhar o processo e detectar o modo particular de cada um manifestar seu potencial.

Por causa dessa perspectiva desenvolvimentista, Montessori elegeu como prioridade os anos iniciais da vida. Para ela, a criança não é um pretendente a ser adulto e, como tal, um ser incompleto. Desde seu nascimento, já é um ser humano integral, o que inverte o foco da sala de aula tradicional, centrada no professor. Não foi por acaso que as escolas que fundou se chamavam Casa das Crianças (Casa dei Bambini, em italiano), evidenciando a prevalência do aluno. Foi nessas "casas" que ela explorou duas de suas idéias principais: a educação pelos sentidos e a educação pelo movimento.

Nas escolas montessorianas, o espaço interno era é cuidadosamente preparado para permitir aos alunos movimentos livres, facilitando o desenvolvimento da independência e da iniciativa pessoal. Assim como o ambiente, a atividade sensorial e motora desempenha função essencial. Ou seja, dar vazão à tendência natural que a garotada tem de tocar e manipular tudo o que está ao seu alcance.

Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o mundo ao seu redor. "A criança ama tocar os objetos para depois poder reconhecê-los", disse certa vez. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora %u2014 hoje utilizados largamente na Educação Infantil %u2014 objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho).

O método Montessori parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que meninos e meninas aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta. Para tornar esse processo o mais rico possível, a educadora italiana desenvolveu os materiais didáticos que constituem um dos aspectos mais conhecidos de seu trabalho. São objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.

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3

jun
2011

Jean Piaget

 O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança
descobrir. Cria situações-problemas".

 

Jean Piaget (1896-1980) foi um renomado psicólogo e filósofo suíço, conhecido por seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil. Piaget passou grande parte de sua carreira profissional interagindo com crianças e estudando seu processo de raciocínio. Seus estudos tiveram um grande impacto sobre os campos da Psicologia e Pedagogia.

Até o início do século XX assumia-se que as crianças pensavam e raciocinavam da mesma maneira que os adultos. A crença da maior parte das sociedades era a de que qualquer diferença entre os processos cognitivos entre crianças e adultos era sobretudo de grau: os adultos eram superiores mentalmente, do mesmo modo que eram fisicamente maiores, mas os processos cognitivos básicos eram os mesmos ao longo da vida.

Piaget, a partir da observação cuidadosa de seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que em muitas questões cruciais as crianças não pensam como os adultos. Por ainda lhes faltarem certas habilidades, a maneira de pensar é diferente, não somente em grau, como em classe.

A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, uma teoria que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.

O interacionismo, a idéia de construtivismo seqüencial e os fatores que interferem no desenvolvimento são os pressupostos básicos de sua teoria.

A criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. 

Essa interação com o ambiente faz com que construa estrutura mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida. 

Considera, ainda, que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição  de valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).

A educação na visão Piagetiana: com base nesses pressupostos  deve possibilitar à criança um   desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato.

A escola deve partir dos esquemas de assimilação da criança, propondo atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.

Para construir esse conhecimento, as concepções infantis combinam-se às informações advindas do meio, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente pela criança, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior ou pelos adultos, mas, como resultado de uma interação, na qual o sujeito é sempre um elemento ativo, que procura ativamente compreender o mundo que o cerca, e que busca resolver as interrogações que esse mundo provoca.

É aquele que aprende basicamente através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo, e que constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo. Não é um sujeito que espera que alguém que possui um conhecimento o transmita a ele por um ato de bondade.

Principais objetivos da educação segundo Piaget : formação de homens "criativos, inventivos e descobridores", de pessoas críticas e ativas, e na busca constante da construção da autonomia.

Piaget não propõe um método de ensino, mas, ao contrário, elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos. 

Implicações do pensamento piagetiano para a aprendizagem

  • Os objetivos pedagógicos necessitam estar centrados no aluno, partir das atividades do aluno.
  • Os conteúdos não são concebidos como fins em si mesmos, mas como instrumentos que servem ao desenvolvimento evolutivo natural.
  • primazia de um método que leve ao descobrimento por parte do aluno ao invés de receber passivamente através do professor.
  • A aprendizagem é um processo construído internamente.
  • A aprendizagem depende do nível de desenvolvimento do sujeito.
  • A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva.
  • Os conflitos cognitivos são importantes para o desenvolvimento da aprendizagem.
  • A interação social favorece a aprendizagem.
  • As experiências de aprendizagem necessitam estruturar-se de modo a privilegiarem a colaboração, a cooperação e intercâmbio de pontos de vista na busca conjunta do conhecimento.

Piaget não aponta respostas sobre o que e como ensinar,  mas permite compreender como a criança e o adolescente aprendem, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

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3

jun
2011

Celéstin Freinet

"Não é o jogo que é natural na criança, mas o trabalho".

 

O pedagogo francês Celéstin Freinet (1896-1966) foi um grande educador popular e um inovador que conseguiu a façanha de ser expulso do Partido Comunista e do sistema público de ensino francês, apesar dos excelentes resultados educativos de seus métodos. Com certeza, sua paixão pelo diálogo com as crianças e a aversão a qualquer forma de autoritarismo e de "didatismo" não angariaram muita simpatia para esse comunista convicto junto aos burocratas.

Por volta de 1925, Freinet encontrava-se incapacitado de passar o dia dando aulas expositivas para os filhos de camponeses, seus alunos, nas aldeias do sul da França, por causa de um ferimento no pulmão durante a Primeira Guerra Mundial. Conhecedor das idéias da Escola Nova (na época, chamada de "Escola Ativa"), ele buscava caminhos para adaptá-las ao trabalho com crianças humildes.

A solução veio quando Freinet comprou uma velha imprensa, dessas de fazer jornais, e colocou-a no coração de sua sala. As crianças começaram a montar textos em que descreviam seus passeios pela aldeia, seus sonhos, seu mundo. Eles eram compostos e impressos até pelas crianças ainda não alfabetizadas. Logo, os alunos trocavam, pelo correio tradicional, textos, desenhos e poesias com escolas da França, de outros países da Europa e até da África.

Essa técnica, que ficou conhecida como correspondência interescolar, juntamente com os contatos com a comunidade e o texto livre (desenha-se e/ou escreve-se livremente sempre que houver vontade de expressar algo), constitui um dos fundamentos do método natural, criado por Freinet e relatado em uma série de livros belíssimos.

O trabalho de Freinet despertou grande admiração, inclusive de Piaget, que considerava o educador francês um pedagogo genial. Também teve muitos críticos, que o censuravam por promover a anarquia e a falta de rigor. As acusações parecem injustas, especialmente quando constatamos o alto grau de desenvolvimento da autonomia e do espírito crítico em alunos que freqüentam boas escolas Freinet.

O trabalho iniciado pelo pedagogo francês multiplicou-se e, até hoje, encontramos um grande número de escolas que adota a sua pedagogia. O trabalho de Freinet também pode inspirar escolas de linha mais tradicional que buscam renovar e enriquecer suas práticas.

A pedagogia Freinet é centralizada na criança e baseada sobre alguns princípios:

      • senso de responsbilidade
      • senso cooperativo
      • sociabilidade
      • julgamento pessoal
      • autonomia
      • expressão
      • criatividade
      • comunicação
      • reflexão individual e coletiva
      • afetividade

Invariantes Pedagógicas:

1. A criança é da mesma natureza que o adulto.
2. Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
3. O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, orgânico e constitucional.
4. A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
5. A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto siginifica obedecer passivamente uma ordem externa.
6. Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
7. Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
8. Nnguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa.
9. É fundamental a motivação para o trabalho.
10. É preciso abolir a escolástica.
10- a. Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.
10- b. Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.
11. Não são a observação, a explicação e a demonstração - processos essenciais da escola - as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experência tateante,que é uma conduta natural e universal.
12. A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser quando está integrada no tateamento experimental,onde se encontra verdadeiramente a serviço da vida.
13. As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, mas sim pela experîencia. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.
14. A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
15. A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade fica fixada na memória por meio de palavras e idéias.
16. A criança não gosta de receber lições autoritárias.
17. A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de sua vida.
18. A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso carcteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
19. As notas e classificações constituem sempre um erro.
20. Fale o menos possível.
21. A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
22. A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
23. Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.
24. A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
25. A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
26. A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria barreiras.
27. A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
28. Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.
29. A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
30. É preciso ter esperança otimista na vida. (Sampaio, 1989: 81-99)

Técnicas Freinet

      • Aula passeio
      • Texto livre
      • Imprensa escolar
      • Correção
      • Livro da vida
      • Fichário de consulta
      • Plano de Trabalho
      • Correspondência interescolar
      • Auto-avaliação

Aula Passeio
        Por acreditar que o interesse da criança não estava na escola e sim fora dela, Freinet idealizou esta atividade com o objetivo de trazer motivação, ação e vida para a escola.

Texto Livre
        É a base da livre expressão, pode ser um desenho, um poema ou pintura. A criança determina a forma, o tema e o tempo para sua realização. Porém se a criança desejar que seu texto seja divulgado deverá passar pela correção coletiva.

Imprensa Escolar
        Seu ponto de partida são as entrevistas, pesquisas, vivências e aulas-passeio. Freinet usava o tipógrafo. Todo processo de construção e impressão é coletivo.

Correção
        Para o texto ser divulgado é necessário que esteja perfeito e a correção é fundamental. Ela pode ser feita coletivamente, ou em auto-correção. Freinet acredita que o "erro" deva ser trabalhado com a criança para que ela perceba e faça o acerto.

Livro da Vida
        Funciona como um diário da classe, registrando a livre expressão (texto, desenho e pintura). Esta atividade permite que as crianças exponham seus diferentes modos de ver a aula e a vida.

Fichário de Consulta
        Põe a disposição da criança exercícios destinados à aquisição dos mecanismos do cálculo, ortografia, gramática, história, ciências etc. São construídas em sala de aula pelos professores na interação com a turma. Freinet criticava duramente os livros didáticos fora da realidade da criança.

Plano de Trabalho
        Tendo o currículo escolar como ponto de partida, os grupos de alunos se organizavam para escolher as estratégias de desenvolvimento das atividades que podiam ser realizadas em grupos, duplas, ou individualmente. Para registro do plano são elaboradas fichas onde são anotadas as realizações da semana.

Correspondência Interescolar
        É uma atividade em que a criança faz a aprendizagem da vida coooperativa, uma classe se corresponde com a outra. Depois dos professores terem se comunicado e organizado a forma. Podem enviar: cartas, textos, fitas, vídeos, desenhos e e-mail.

Auto-Avaliação
        A criança registra o resultado do seu trabalho em fichas de auto-avaliação que permitem constantes comparações entre os trabalhos realizados. Segundo Freinet o aluno e o professor devem se avaliar regularmente.

Para saber mais PPD recomenda:

  • FREINET, Celestin, BALESSE, L.. A leitura pela imprensa na escola. Lisboa: Dinalivro, 1977.
  • FREINET, Celestin, SALENGROS, R.. Modernizar a escola. Lisboa: Dinalivro, 1977.
  • FREINET, Elise. O itinerário de Célestin Freinet: a livre expressão na pedagogia de Freinet. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
  • FREINET, Elise. Nascimento de uma pedagogia popular. Lisboa: Estampa, 1978.
  • SAMPAIO, Rosa Maria Whitaker Ferreira. Freinet: evolução histórica e atualidades. São Paulo: Scipione, 1989.

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jun
2011

Pensamentos de Paulo Freire

"Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem - por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais".
 
"O mundo não é, o mundo está sendo".
 
"A leitura do mundo precede a leitura da palavra"
 
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda".
 
"O homem, ser de relações, e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo"
 
"É porque eu amo o mundo que luto para que a justiça social venha antes da caridade"
 
"Somente o homem pode distanciar-se do objeto para admirá-lo"
 
"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."
 
"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".
 
"A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais
 
"Não posso continuar sendo humano se faço desaparecer em mim a esperança"
 
''Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes''
 
"Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha".
 
"O tempo que levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo é o tempo que perdemos para começar a inventar e a viver a alegria".
 
"...aprender não é um ato findo.Aprender é um exercício constante de renovação..."
 
"...Inauguram o desamor, não os desamados, mas os que não amam, porque apenas se amam..."
 
"A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realizacao me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiencia social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de AMAR!!!"

"Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero."
 
"Por isso a alfabetização não pode ser feita de cima para baixo, como uma dádiva ou uma imposição, mas de dentro para fora, pelo próprio analfabeto e apenas com a colaboração do educador".

"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo; os homens educam-se entre si, mediados pelo mundo".
 
"A teoria sem a prática é puro verbalismo inoperante, a prática sem a teoria é um atavismo cego".
 
"O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer uma ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em invenção e em reinvenção".
 
"Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil. porque estudar pressupõe criar, recriar, e não apenas repetir o que os outros dizem ..."

"Estudar é um dever revolucionário"

"A escola sozinha não muda as condicões de injustiças sociais... Resta perguntar: Está fazendo tudo que pode?"
 
"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes,mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente".

"A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando".
 
"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".
 
" Não se deve confundir liberdade com libertinagem".
 
"Ai de nós, educadores e educadoras, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis".
 
"Educar é educar-se na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabem - por isso sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais."
 
"Crescer como Profissional,significa ir localizando-se no tempo e nas circunstâncias em que vivemos,para chegarmos a ser um ser verdadeiramente capaz de criar e transformar a realidade em conjunto com os nossos semelhantes para o alcance de nosso objetivos como profissionais da Educação".
 
"Se nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da eqüidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção"...
"O educador se eterniza em cada ser que educa".
 
"Todo conhecimento é auto-conhecimento".
 
"Sem limites, é impossível que a liberdade se torne liberdade e também é impossível para a autoridade realizar sua obrigação, que é precisamente a de estruturar limites"
"O erro na verdade não é ter um certo ponto de vista, mas absolutizá-lo e desconhecer que, mesmo do acerto de seu ponto de vista é possível que a razão ética nem sempre esteja com ele".
 
"Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade."
 
"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa".
" Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo.
A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim a vida"
" É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática."
 
É preciso ousar, aprender a ousar , para dizer NÃO a burocratização da mente a que nos expomos diariamente".
"É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional.
Nao deixe que o medo do difícil paralise você".
"Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção"
 
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".

"A educação necessita tanto de formação técnica e científica como de sonhos e utopias".

"A prática educativa é tudo isso: afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico à serviço da mudança ou lamentavelmente, da permanência do hoje."

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