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*Educ' arte - Prof.ª Séulima*

7

set
2011

Professor de sucesso

Para nós um Professor de Sucesso é aquele que reúne as competências necessárias para criar em sala de aula, exactamente, aquilo que estas questões nos levantam.

Mas quais serão as competências fundamentais que um docente carece reunir para ser, verdadeiramente, um Professor de Sucesso?

A resposta a esta questão pressupõe, previamente, que relembremos aquelas que são, ainda nos dias de hoje, as tão sobrevalorizadas particularidades de um professor mas que, do nosso ponto de vista, já não são suficientes para o considerarmos um profissional de sucesso.

Deste modo, é frequente pensarmos que um professor bem sucedido é aquele que:

  • Conhece os conteúdos da sua disciplina;
  • Expõe e organiza os conteúdos com uma sequência lógica e adequada (do simples para o complexo, do fácil para o difícil);
  • Impõe disciplina e ordem dentro da sala de aula com recurso ao poder que lhe é atribuído pela instituição (Ex. recurso ao grito, à participação ao Encarregado de Educação, exclusão do aluno da sala de aula, ...);
  • Consegue manter todos os seus alunos em silêncio dentro da sala de aula;
  • Consegue que os alunos desinteressados ou perturbadores não prejudiquem os alunos que participam ou que estão interessados na disciplina;
  • Motiva, pelo medo (e não pelo prazer), os alunos a estudarem para os testes;
  • Utiliza métodos centrados na exposição da matéria para que os alunos aprendam;
  • Consegue que os alunos "aprendam" os conteúdos leccionados pelo professor recorrendo à repetição (memorização), ou seja, eles decoram e procuram repetir o que o professor ensina;
  • Acredita que o aluno aprende quando este obtém positiva num teste escrito, independentemente do aluno se esquecer ou não das matérias minutos, horas ou dias subsequentes à realização da prova escrita;
  • Acredita que uma das suas funções deverá ser cumprir os programas escolares, de preferência, na íntegra.

Para a nossa equipa, tais capacidades são já exíguas. Também relevantes, certamente! Porém, escassas para a nossa actual realidade.

Em suma, admitimos que um PROFESSOR DE SUCESSO, actualmente, é aquele que, junto dos seus alunos, consegue MOTIVÁ-LOS para as suas aulas, fazendo com que eles:

  • possuam uma postura adequada em sala de aula;
  • desenvolvam, com a utilização dos conteúdos da sua disciplina, um conjunto de competências fundamentais (que se encontram contempladas na legislação em vigor);
  • obtenham sucesso escolar.

Por esta ocasião, já todos nos deveremos confrontar com a questão: "Mas, afinal, de que necessita um docente fazer para que isto aconteça em contexto de sala de aula, junto dos seus alunos?"

Para que tal se concretize, nós, professores, carecemos adquirir ou desenvolver um conjunto de competências diferenciadas. Algumas delas já nos são inatas, no entanto, muitos de nós, infelizmente, nunca desfrutámos da oportunidade de possuir alguém que nos auxiliasse a desenvolvê-las ou a adquiri-las. Muitas delas têm de ser aprendidas, exercitadas e desenvolvidas no dia-a-dia em ambiente escolar, dentro e fora da sala de aula.

Reunimos estas COMPETÊNCIAS em DUAS grandes ÁREAS relacionadas com:

  • Relacionamentos;
  • Conteúdos programáticos.

Sermos professores de sucesso implica treinarmos e/ou aperfeiçoarmos determinados COMPORTAMENTOS específicos que nos permitirão alcançar as competências desejadas. Serão estas que contribuirão para que cada um de nós, professores, atinjamos mais sucesso na nossa prática educativa.

Encetaremos, brevemente, uma série de artigos intitulados "Aumentar a motivação na sala de aula -- soluções concretas e eficazes!", nos quais poderá conhecer mais acerca dos comportamentos supramencionados.

Com o que iremos partilhar, seguramente, contribuiremos para que os docentes adquiram algumas características, competências ou capacidades que, segundo as nossas convicções, deverão ser uma constante na prática educativa:

1. Estabelecer uma relação afectiva/amistosa com todos os seus alunos (é preponderante que tal seja realizado nas primeiras aulas ou semanas de aulas; investir, prioritariamente, no relacionamento com os seus alunos);

2. Sobrepor o interesse pelas relações que estabelece com os alunos (o que lhe permitirá conhece-los) ao cumprimento de programas ou conteúdos;

3. Interiorizar a crença de que os conteúdos deverão ser utilizados, primeiramente, para auxiliar o relacionamento professor-alunos (gestão de relacionamentos) e só posteriormente, para promover o desenvolvimento de competências pessoais e das aprendizagens nos alunos (gestão dos conteúdos programáticos);

4. Contribui para que os seus alunos adquiram, efectivamente, algumas competências pessoais e relacionais ao nível do saber estar e fazer. Tais competências deverão manifestar-se em comportamentos concretos. Desta forma, cada aluno, em geral, deverá:

  • Saber aceitar-se nas suas forças e fragilidades (auto estima);
  • Saber estar e comunicar, de forma confiante e com ideias organizadas, perante um colega ou toda a turma;
  • Desenvolver a sua capacidade de pensar, de criar, de liderar, de comunicar, de motivar, de resolver problemas, de propor soluções, de gerir conflitos;
  • Ter uma atitude interior positiva perante os seus fracassos e os seus sucessos;
  • Desenvolver uma atitude adequada para enfrentar a "pressão" das avaliações a que está sujeito e dos objectivos que tem de atingir;
  • Desenvolver a capacidade de empenho e de autoconfiança de forma a realizar as tarefas necessárias para concretizar os seus planos ou objectivos, independentemente do interesse e do grau de dificuldade das mesmas;
  • Ter uma atitude cooperativa, criativa, de inter ajuda, proactiva, alegre e construtiva.
  • ...

5. Alterar um conjunto de crenças ou paradigmas que consideramos "caducos", que continuam instituídos e enraizados na nossa forma de estar e fazer, muitas vezes não conscientes, e que estão, negativamente, a influenciar a nossa forma de educar e motivar. A título exemplificativo:

  • "Tenho de cumprir programas" que deverá ser alterado para "Os programas são umas das ferramentas que tenho à disposição para me ajudar a estabelecer uma relação saudável e amistosa com o aluno, para o ajudar a crescer de uma forma mais equilibrada através da aprendizagem ou desenvolvimento de um conjunto de competências pessoais, relacionais e ..."
  • "Os alunos, as crianças e jovens de hoje são uma "lástima"! Não sei como será esta geração no futuro!" que deverá ser alterado para "As crianças e jovens aprendem com os adultos. Se estão uma "lástima", nós, adultos, somos os responsáveis por este facto. Se somos os responsáveis pelo estado em que se encontram as nossas crianças e jovens, deveremos também assumir a responsabilidade de aprender ou desenvolver competências que contribuam para a formação ou educação mais saudável dos nossos alunos";
  • "Tenho de cumprir o plano de aula" que deverá ser alterado para "O meu plano de aula é apenas o guião, que define o meu fio condutor durante a mesma, já que eu e a turma estamos sujeitos a "n" variáveis que ultrapassam o âmbito do que possa ser previsto no plano de aula (Ex. motivações e dificuldades dos alunos, problemas pessoais e relacionais, falta de funcionários, acidente na aula, estado do tempo, falta de materiais necessários, ...). Sem tal certeza fico impossibilitado de saber, com exactidão, o que irei gerir ou concretizar"
  • "Os pais são responsáveis pelo que os alunos são hoje" que deverá ser alterado para "Eu tenho a possibilidade de influenciar positivamente os alunos no seu processo educativo. Preciso de aprender mais sobre como fazer isto";
  • "É preciso disciplinar os alunos e estes têm de respeitar mais os professores!" que deverá ser alterado para "Se consigo motivar os meus alunos estes, naturalmente, tornar-se-ão disciplinados e, também, me respeitarão";
  • "Actualmente os alunos não estão nada motivados!" que deverá ser alterado para "É da minha responsabilidade, apesar das inúmeras condicionantes que não controlo, procurar encontrar os meios ou as estratégias para conseguir motivar mais os meus alunos para as aprendizagens e para o espaço da minha aula";
  • "A culpa da desmotivação generalizada está nos programas e nas políticas educativas" que deverá ser alterado para "Compete-me a mim motivar os meus alunos dentro da sala de aula, independentemente dos programas escolares, das politicas centrais, das directrizes da escola, ..."
  • "O aluno não aprende porque não está atento!" que deverá ser alterado para "O aluno não está atento, não aprende, porque ainda não consegui encontrar a melhor forma de captar a sua atenção para os assuntos que trago para aula".
  • ...

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7

set
2011

Sou Educador

     Tudo que aprendi no jardim de infância inspiraram-me as palavras.
     Os gestos e os textos foram orientações para despertar e construir na minha vida a imagem do diálogo e da orientação humana.
     Nas palavras proferidas; desperta a sabedoria.
     Nas verdades criadas; compreendo.
     Nos passos dados; missão exercida.
     Nos caminhos percorridos; aventuras da vida para a realidade.
     Na comunicação exercida; coragem do recomeço.
     Na trajetória da minha caminhada sou solicitado para ser semente, luz, água, ar, sopro... Amigo.
     Nas etapas da minha vida profissional pude ser serviço e servir e estar servindo.
     Inspirou-me na minha vocação de educador; a paciência e a humildade para poder compreender a minha clientela. Aqueles que cobram de mim o exercício do artista, do amigo, do psicólogo, do pai, do irmão, do palhaço, do discípulo, do médico, do herói, do confidente.
     Chorei lágrimas, das dores e sentimentos dos que alcancei.
     Enxuguei lágrimas daqueles que precisavam de apoio.
     Fui ouvinte dos diversos problemas, sejam de caráter pessoal, familiar ou de grupo. Sepultei sentimentos de inferioridade.
     Sei que muito mais posso fazer. Sou apenas uma parte da ponte neste crescente mundo de tantas incertezas e descréditos. Mas nesta escola que trabalho, eu haverei de ser sempre mais um discípulo em meio a tantos. Não aquele que usará meras palavrinhas de desconforto em nome da traição escondida, mas aquele que mesmo tendo que, negar para o engrandecimento da ação de educar, lutará para ser alicerce e pedra para a construção do Cidadão.
     Sou Educador!
     Com muito orgulho!

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7

set
2011

Professor

Mensagem - Foto

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7

set
2011

O valor do educador

Ser transmissor de verdades,
De inverdades...
Ser cultivador de
amor,
De
amizades.
Ser convicto de acertos,
De erros.
Ser construtor de seres,
De vidas.
Ser edificador.
Movido por impulsos, por razão, por
emoção.
De
sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.
Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais
Para a felicidade dos "seus".
Ser conquistador de almas.
Ser lutador,
Que enfrenta agruras,
Mas prossegue, vai adiante realizando sonhos,
Buscando se auto-realizar,
Atingir sua plenitude humana.
Possuidor de potencialidades.
Da fraqueza, sempre surge a força
Fazendo-o guerreiro.
Ser de incalculável sabedoria,
Pois "o valor da sabedoria é melhor que o de rubis".
É...
Esse é o valor de ser educador.


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7

set
2011

O educadores

 

O ilustre escritor brasileiro Augusto Cury enumera em seu livro intitulado Pais brilhantes, professores fascinantes, o que ele considera os sete pecados capitais dos educadores.
 
O primeiro deles é corrigir o educando publicamente.
 
Um educador jamais deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ele seja, diante dos outros.
 
Um educador deve valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa.
 
O segundo é expressar autoridade com agressividade.
 
Os educadores que impõem sua autoridade são aqueles que têm receio das suas próprias fragilidades.
 
Para que se tenha êxito na educação, é preciso considerar que o diálogo é uma ferramenta educacional insubstituível.
 
O terceiro é ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança.
 
Os fracos condenam, os fortes compreendem, os fracos julgam, os fortes perdoam. Os fracos impõem suas idéias à força, os fortes as expõem com afeto e segurança.
 
O quarto é punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações.
 
A maturidade de uma pessoa é revelada pela forma inteligente com que ela corrige alguém. Jamais coloque limites sem dar explicações.
 
Para educar, use primeiro o silêncio e depois as idéias. Elogie o educando antes de corrigi-lo ou criticá-lo.
 
Diga o quanto ele é importante, antes de apontar-lhe o defeito. Ele acolherá melhor suas observações e o amará para sempre.
 
Quinto: ser impaciente e desistir de educar.
 
É preciso compreender que por trás de cada educando arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto.
 
Todos queremos educar jovens dóceis, mas são os que nos frustram que testam nossa qualidade de educadores. São os filhos complicados que testam a grandeza do nosso amor.
 
O sexto, é não cumprir com a palavra.
 
As relações sociais são um contrato assinado no palco da vida. Não o quebre. Não dissimule suas reações. Seja honesto com os educandos. Cumpra o que prometer.
 
A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
 
Sétimo: destruir a esperança e os sonhos.
 
A maior falha que os educadores podem cometer é destruir a esperança e os sonhos dos jovens.
 
Sem esperança não há estradas, sem sonhos não há motivação para caminhar.
 
O mundo pode desabar sobre uma pessoa, ela pode ter perdido tudo na vida, mas, se tem esperança e sonhos, ela tem brilho nos olhos e alegria na alma.
 
* * *
 
Você que é pai, professor ou responsável pela educação de alguém, considere que há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem.
 
Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo.
 
Lembre-se que a educação é a única ferramenta capaz de transformar o mundo para melhor, e que essa ferramenta está nas suas mãos.
 
Do seu uso adequado depende o presente e dependerá o futuro. O jovem é o presente e a criança é a esperança do porvir.
 
Pense nisso e faça valer a pena o seu título de educador. Eduque. Construa um mundo melhor. Plante no solo dos corações infanto-juvenis as flores da esperança.
 


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