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*SEBÁ DAMACENO DIRETOR *

11

abr
2011

Ellen G. White

Ellen Gould White (1827-1915) foi uma cristã americana, profetisa e escritora cujo ministério foi fundamental para fundação do movimento Adventista sabatista, que mais tarde veio a formar a Igreja Adventista do Sétimo Dia [1]. Os adeptos do Adventismo consideram Ellen G. White uma profetisa contemporânea, embora ela mesma nunca tenha reivindicado para si esse título. Os adventistas acreditam que Ellen White teve o Dom de Profecia[2], como descritos em Apocalipse 12:17 e 19:10. A base dessa crença está no fato do Novo Testamento apontar que nos últimos dias os cristãos teriam novamente o dom de profecia para orientar a igreja.

Os escritos de Ellen White são restauracionistas e se esforçam para mostrar a mão de Deus guiando os cristãos ao longo da história. Em seus livros, evidencia a existência de um conflito cósmico sendo travado na terra entre o bem (Deus) e o mal (Satanás). Esse conflito é conhecido como a "a grande controvérsia" e foi fundamental para o desenvolvimento da teologia adventista.

Ellen White, que também é conhecida como irmã White pelos adventistas, foi uma das líderes que fundaram o movimento adventista do sétimo dia, ao lado do seu marido, Tiago White e de um amigo do casal: José Bates. [3]

A Sra. White foi uma figura controversa em seu tempo, gerando ainda hoje muitas discursões, especialmente entre outros grupos cristãos, assim como de pessoas de outras religiões. Ellen afirmou ter recebido uma visão logo após o Grande Desapontamento Milerita. Num contexto onde muitas outras pessoas alegavam também ter recebidos visões, ela era conhecida por sua convicção e fé fervorosa. Randall Balmer, a descreveu como "uma das figuras mais vibrantes e fascinantes da história da religião americana."[4] Walter Martin afirmou que ela era "uma das personagens mais fascinantes e controversas do seu tempo a aparecer no horizonte da história religiosa."[5] Ellen White é a autora feminina mais traduzida de não-ficção na história da literatura, bem como o mais traduzido autor de não-ficção americana de ambos os sexos.[6] Seus escritos tratam de teologia, evangelização, vida cristã,educação e saúde (ela foi uma defensora do vegetarianismo). Ellen também promoveu a criação de escolas e centros médicos.

Durante sua vida, ela escreveu mais de 5 mil artigos e 40 livros. Hoje em dia, graças as compilações feitas de seus manuscritos, mais de 100 títulos estão disponíveis em Inglês e 52 em português. Alguns de seus livros mais populares são Caminho a Cristo, O Desejado de Todas as Nações e O Grande Conflito.

 

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11

abr
2011

James White

Nascido de uma família de pioneiros ingleses. Ele relatou em seu livro Life Incidents (p. 9) que seu pai descendia de um dos Peregrinos que vieram no navio Mayflower e desembarcaram em Plymouth Rock, em dezembro de 1620. Registros genealógicos publicados em 1900 remontam os ancestrais de James White como sendo da família de John White, de Salem, que se sabe ter estado na Nova Inglaterra em 1638. A mãe de James era neta do Dr. Samuel Shepard, um ministro batista da Nova Inglaterra.

James, o quinto de nove filhos, quando menino era débil fisicamente, sofria especialmente de uma enfermidade nos olhos, que o impediu de ir à escola até os 19 anos. Então, entrou no colégio perto de Albany, Maine. Estudando 18 horas por dia, em 12 semanas ele obteve um certificado indicando suas qualidades para ensinar as matérias normais de seu curso.

Aos 15 anos de idade, James foi batizado na denominação chamada Conexão Cristã, à qual seus pais pertenciam. Ao voltar para casa depois de uma classe de inverno, conheceu, por sua mãe, a mensagem adventista. Persuadido a assistir as reuniões realizadas pelos "Irmãos Oakes, de Boston", convenceu-se da importância do que ele tinha ouvido e da exigüidade do tempo. Deixou a escola a fim de se unir à proclamação da mensagem adventista. Em setembro de 1842, em Castine, no Oeste do Maine, ouviu William Miller e Josué V. Himes. Adquirindo um dos novos diagramas proféticos e alguns folhetos, aventurou-se a pregar, viajando com um cavalo emprestado, com sela e freios mal consertados. Sendo consagrado, fervoroso e corajoso e adquirindo conhecimento e perspicácia, obteve sucesso no evangelismo. Relatou-se que, em resposta à sua pregação nos meses do inverno de 1842-1843, mais de 1.000 homens e mulheres foram levados a Cristo. Ao voltar para Palmyra em abril de 1843, foi ordenado ao ministério na denominação cristã a qual pertencia. Com seus amigos adventistas, White sofreu sensivelmente a Desapontamento de 22 de outubro de 1844, mas apegou-se à Palavra de Deus e foi preparado a ir avante à medida que mais luz dessa Palavra brilhasse em seu caminho.

Logo em 1845, White tornou-se conhecido de Ellen Harmon quando, por ocasião de sua viagem ao Maine Ocidental trabalharam juntos para combater o fanatismo, trabalhou com ele. Antes do Desapontamento, em uma visita a Portland, no Maine, ele se encontrou com ela e a observou. Um namoro iniciou-se mas amadureceu somente após eles terem se assegurado de que estava dentro da providências de Deus que se casassem. Casaram-se por um juiz de paz na cidade de Portland, Maine, no dia 30 de agosto de 1846.

No primeiro ano de seu casamento, James e Ellen White moraram na casa dos pais de Ellen, primeiramente em Portland, Maine, e então em Gorham, Maine. Embora o sábado tenha sido apresentado a eles por José Bates em 1846, somente após seu casamento começaram a guardá-lo. O folheto de 48 páginas sobre o sábado publicado por Bates, em agosto de1845, foi um fator para este passo. Em outubro de 1847, James e Ellen White foram convidados a trazer Henry, seu filho de cinco semanas apenas a Topsham, Maine, e a estabelecerem seu lar nas salas do segundo andar do lar dos Howlands. Começaram sua vida com mobília emprestada, mas decidiram ser financeiramente independentes. James cortava madeira e trabalhava na construção de uma ferrovia para seu sustento. Mas não ficaram ali por muito tempo. Com a aceitação de um convite para assistir a uma conferência em Rocky Hill, Connecticut, em abril de 1848, James dedicou-se desde então ao ministério.

No ano de 1850, James começou a dirigir a organização dos Adventistas Guardadores do Sábado. Isso culminou na formação da Associação Geral em maio de 1863, em meio à Guerra Civil e num tempo em que os líderes da Igreja estavam enfrentando grandes problemas. Ele serviu em diversas ocasiões como presidente da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (1865-67; 1869-71; 1874-80).

As muitas responsabilidades de James exauriram suas forças. Ao aproximarem-se os anos de 1870 e ele já chegar à idade dos 60, estava exausto. Ele ansiava e pedia para que jovens entrassem no trabalho e ajudassem a levar a carga, mas teve dificuldade em repassar as responsabilidades. De novembro de 1878 até abril de 1879, os Whites fizeram seu lar no Texas. Mas estavam viajando para as reuniões campais novamente no verão de 1879. Então, exceto para as reuniões campais de 1880 e 1881, James White passou em Battle Creek. Enquanto estavam ali em 1o de agosto de 1881, tendo assistido a certas reuniões campais e esperando ir a outras, ele ficou repentinamente doente e no dia 06 de agosto, morreu no sanatório de Battle Creek. A doença foi diagnosticada primeiramente como malária, mas antes dela, estavam anos de trabalho excessivo e a pressão de carregar as responsabilidades da grande tarefa de desenvolver a Igreja. O funeral foi realizado no Tabernáculo de Battle Creek na tarde de sábado, de 13 de agosto.

James White conhecia muito bem e utilizou eficientemente o poder da página impressa. Sua primeira publicação foi um folheto de 24 páginas publicado em maio de 1847, em Brunswick, Maine, intitulado A Word to the "Little Flock" (Uma Palavra ao Pequeno Rebanho, disponível atualmente em uma reedição fac-símile em inglês). No verão de 1849, animado por sua esposa e utilizando sua Bíblia de 75 centavos e a concordância, já sem capa pelo uso, James White preparou os artigos para o Present Truth, que tinha oito páginas. As primeiras quatro publicações foram feitas em Middletown, Connecticut, em julho, agosto e setembro de 1849. Essas consistiram, em grande parte, de artigos escritos por ele mesmo. O folheto formava um laço que mantinha os Adventistas Guardadores do Sábado em comunhão bem íntima. Em dezembro de 1849, publicou o Hymns for God's Peculiar People That Keep the Commandments of God and the Faith of Jesus (Hinos para o Povo peculiar de Deus que Guardam os Mandamentos de Deus e têm a Fé de Jesus) um hinário de 48 páginas contendo letras de hinos sem música. Nos anos posteriores, ele editou hinários maiores, alguns com música.

Enquanto viveu, James White era a influência diretiva na Review and Herald, e na maior parte do tempo, atuou como editor, redator-correspondente ou um membro do grupo de editores. Através dessa revista, a influência de White era fortemente sentida nas fileiras ASD. Seus artigos e editoriais cobriam muitos assuntos importantes para a Igreja iniciante. Eram claros e poderosos em apresentar as necessidades da obra e os altos padrões que seus membros e instituições deveriam ter. De tempos em tempos, em artigos informativos escritos em seu próprio estilo, James White revelou o progresso da obra ASD e previa uma obra sempre crescente durante dias mais felizes no futuro.

Em agosto de 1852, James White começou a publicação do Youth's Instructor (Instrutor dos Jovens), um material mensal editado primariamente com o fim de levar lições da Escola Sabatina para crianças e jovens. Ele mesmo preparou as primeiras lições. Logo repassou os fardos deste jornal a outros associados com ele na obra de publicações.

Como citado anteriormente, em 1874, White iniciou o Signs of The Times (Sinais dos Tempos), com o objetivo de ser um jornal religioso semanal. Como o ocorreu com a Review and Herald, White foi o primeiro editor e então enquanto viveu, seu nome apareceu como editor. Escreveu e editou quatro livros, todos publicados pela imprensa a vapor da Associação de Publicações dos ASD, em Battle Creek: Incidentes Comuns em Relação Com o Grande Movimento do Advento (373 pp), 1868; Esboços da Vida Cristã e Labores Públicos de William Miller (416 pp.), 1875; e Vida, Experiências e Labores do Irmão José Bates (320 pp.), 1878; Esboços da Vida de James e Ellen G. White (416 pp), 1880.

Teve influências significativas no desenvolvimento de várias doutrinas da denominação Adventista do Sétimo Dia.

White opôs-se firmemente a doutrina da Trindade. Em 1846 ele escreveu em "The Day Star", e em diversas ocasiões na Review & Herald, 1852 (5 de agôsto, vol. 3, no. 7, página 52, par. 42), 1854 (12 de setembro, vol. 6, no. 5, página 36, par. 8), 1855 (11 de dezembro, vol. 7, no. 11, página 85, par. 16), 1856 (7 de fevereiro, vol. 7, no. 19, página 148, par. 26), 1877(29 de novembro) & 1881 (4 de janeiro), que a trindade era "não-escritural" (James White, January 24, 1846, The Day Star). De acôrdo com "History of the Trinity Doctrine", esse ensinamento era comum entre os primeiros Adventistas do Sétimo Dia, incluindo Josué Himes, José Bates, Uriah Smith, John Norton Loughborough e Ellet Joseph Waggoner. Citando uma parte: "De acôrdo com John Kiesz (entrevista pessoal, abril 1991), o líder Adventista James White ridicularizava a idéia da Trindade". Foi depois da morte de Ellen G. White em1931 e 1980, em seu Year Book, que os Adventistas manifestaram a sua fé na Trindade, sendo hoje parte fundamental das Crenças da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 

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11

abr
2011

Nelson Mandela

Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.

De etnia Xhosa, Mandela nasceu no pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali tomou interesse no boxe e nas corridas. Após se matricular, ele começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid.

Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).

No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em vários países.

Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa. 

Ele se casou três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Ele recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth 2ª., a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.

Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos atacando a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada "46664" - seu número na época em que esteve na prisão.

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Fez uma exceção, no entanto, por seu compromisso em lutar contra a AIDS.

A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessa luta.

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11

abr
2011

John F. Kennedy

John Fitzgerald Kennedy representava uma nova era de esperança, paz e prosperidade para os americanos. A sedução que exerceu sobre os americanos devia-se à sua capacidade de estimular seus ouvintes, em aumentar a confiança no país e a esperança no futuro. Como um democrata, Kennedy levava uma mensagem de respeito aos direitos civis e sociais. 

Kennedy nasceu no Estado de Massachusetts, um dos maiores redutos democratas dos EUA, em 1917. Após sua formatura em Harvard em 1940, ele entrou para a Marinha. Em 1943, seu torpedeiro foi afundado por um destróier japonês e Kennedy, ferido, conduziu os sobreviventes até um local seguro. 

Após voltar da guerra, ele se tornou um congressista democrata pela região de Boston, avançando em 1953 para o Senado. Enquanto se recuperava de uma cirurgia nas costas em 1955, ele escreveu "Profiles in Courage", que conquistou o Prêmio Pulitzer em história. 

Em 1960, surpreendendo o meio político norte-americano, o jovem senador conquistou a indicação democrata para a presidência da república. Naquele ano, todos consideravam uma barbada a eleição do vice-presidente republicano Richard Nixon. 

Mas a mensagem de otimismo de Kennedy, aliada à sua competência nos debates presidenciais (que foram transmitidos ao vivo pela primeira vez) contribuíram para uma virada espetacular e sua vitória. Kennedy se tornou o primeiro presidente americano católico. 

Seu discurso de posse apresentava o preceito memorável: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você -pergunte o que você pode fazer por seu país". Como presidente, seus programas econômicos lançaram o país no maior crescimento sustentado desde a Segunda Guerra Mundial. 

Kennedy agiu vigorosamente na causa da igualdade de direitos, pedindo por uma nova legislação de direitos civis. Com a Aliança para o Progresso e as Peace Corps (força da paz), ele empregou o idealismo americano na ajuda aos países em desenvolvimento. Mas persistia a dura realidade da guerra fria. 

Kennedy permitiu que um grupo de exilados cubanos, já armados e treinados, invadisse sua terra natal. Essa tentativa de derrubar o ditador Fidel Castro, a invasão da Baía dos Porcos, fracassou. 

Em seguida, a União Soviética retomou sua campanha contra Berlim Ocidental. Kennedy reforçou a guarnição em Berlim e aumentou a força militar na Alemanha Ocidental, incluindo novos esforços na corrida espacial. 

Confrontada com esta reação, Moscou reduziu a pressão sobre a Europa, mas buscou instalar mísseis nucleares em Cuba. Quando isto foi descoberto por um reconhecimento aéreo em outubro de 1962, Kennedy impôs um bloqueio naval a todos os mísseis nucleares destinados a Cuba. Os soviéticos recuaram e concordaram com a retirada dos mísseis. 

Kennedy passou a argumentar que ambos os lados tinham interesse vital em impedir uma proliferação de armas nucleares e em desacelerar a corrida armamentista -uma posição que levou ao tratado de proibição de testes de 1963. 

Os meses que se seguiram à crise de Cuba mostraram um progresso significativo na busca de sua meta de "um mundo de lei e livre escolha, banindo a guerra e a coerção". Seu governo viu assim o início de uma nova esperança tanto de direitos iguais entre americanos quanto de paz mundial. 

Kennedy era praticamente um ídolo nacional quando foi brutalmente assassinado em 22 de novembro de 1963. De acordo com a historiografia oficial, Kennedy foi morto pelas balas de um assassino enquanto desfilava em carro aberto por Dallas, Texas. 

Entretanto, há historiadores que sustentam a tese da conspiração: Kennedy teria contrariado profundamente os interesses de indústrias bélicas e de militares ao lutar pelo fim da corrida armamentista. Como resposta, industriais e militares poderosos teriam tramado a morte do presidente. 

A morte de Kennedy provocou comoção dentro e fora dos EUA. Para os americanos, ficou a impressão de que o futuro de paz, prosperidade e igualdade representado por Kennedy jamais seria alcançado.

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11

abr
2011

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln nasceu em 1809 no Estado de Kentucky, no sul dos Estados Unidos. Filho de um homem da fronteira, teve que lutar para sobreviver, com esforços para estudar enquanto trabalhava em uma fazenda e dirigia uma loja em Illinois. 

Lincoln foi capitão contra um levante dos índios, passou oito anos na Assembléia Legislativa do Estado de Illinois, no norte do país, e exerceu advocacia por muitos anos no circuito de tribunais.
 

Em 1858, Lincoln concorreu contra Stephen A. Douglas para o Senado. Ele perdeu a eleição. Mas no debate com Douglas ganhou uma reputação nacional que lhe valeu a indicação republicana para a disputa presidencial em 1860, que ele venceu com facilidade, devido ao colapso do Partido Democrata, decorrente da crise entre norte e sul em torno da escravidão (o norte era contra, e o sul, a favor).
 

Lincoln alertou o sul em seu discurso de posse: "em suas mãos, meus compatriotas insatisfeitos, e não nas minhas, se encontra esta questão momentosa da guerra civil". Para ele, a secessão era ilegal. Ele estava disposto a usar a força para defender a lei federal e a União. Quando as baterias dos confederados dispararam contra o Forte Summer e forçaram sua rendição, ele pediu aos estados 75 mil voluntários. Foi o início da Guerra Civil.
 

Como presidente, ele transformou o Partido Republicano em uma forte organização naciona, atraindo democratas do Norte para a causa da União. Em 1º de janeiro de 1863 ele divulgou a Proclamação da Emancipação que declarava a libertação dos escravos.
 

Na inauguração do cemitério militar em Gettysburg, Lincoln declarou: "Que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, venha gerar uma nova liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra".
 

Ele venceu a reeleição em 1864, enquanto os triunfos militares da União prenunciavam o fim da guerra. Em seus planos para a paz, o presidente era flexível e generoso, encorajando os sulistas a baixarem suas armas e voltarem à União. O espírito que o guiava era claramente o de seu segundo discurso de posse, atualmente gravado em uma parede do Memorial de Lincoln em Washington, DC:
 

"Sem malícia contra ninguém; com caridade para com todos; com firmeza no correto, que Deus nos permita ver o certo, nos permita lutar para concluirmos o trabalho que começamos; para fechar as feridas da nação..."
 

Em 14 de abril de 1865, uma sexta-feira santa, Lincoln foi assassinado no Teatro Ford em Washington por John Wilkes Booth, um ator que achava estar ajudando o Sul. O resultado foi o oposto pois, com a morte de Lincoln, morreu a possibilidade de paz com magnanimidade.



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