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**Prof%uFFFD Thainara* *

6

jan
2011

O papel da psicomotricidade na escola

As crianças precisam ter a psicomotricidade estimulada

As crianças precisam ter a psicomotricidade estimulada (Imagem: Shutterstock)

A importância da estimulação precoce

Você já experimentou rastejar como se fosse um jacaré? Bem, primeiro você tem que observar como o jacaré rasteja! Pata dianteira direita para frente, acompanhada da esquerda traseira para frente. Pata dianteira esquerda para frente, pata traseira direita para frente, e assim por diante. Esta é a forma correta do rastejar. Experimente! Você vai ver que não é tão fácil assim. É um movimento cruzado.



Filogênese

Muitas crianças não são suficientemente estimuladas a desenvolver o que o psicomotricista chama de trabalho filogenético. A Filogênese estuda o desenvolvimento da constituição do homem como sujeito cognitivo (inteligente). A palavra deriva do grego phylon, que quer dizer: tribo, raça; e genetikos, que está relacionada com gênese ou origem. O processo do desenvolvimento filogenético normal começa no ventre materno, a partir da formação do sistema nervoso central (é chamado de ontogênese).

Note a sequência do desenvolvimento na ilustração, como ele parte da cabeça à cauda (céfalo-caudal). 

(Imagem: Shutterstock)

 

(Imagem: Shutterstock)

 

                           
                                                     http://netobio.files.wordpress.com

Os evolucionistas relacionam este fato com a evolução das espécies, mas nós sabemos, pelo relato bíblico, que Deus, em Sua sabedoria, criou os seres sob leis pré-estabelecidas que servissem de base para a continuação do desenvolvimento pós-natal.

1.    Da cabeça à cauda
2.    Do coração às extremidades

Por que esta ênfase no desenvolvimento céfalo-caudal e próximo-distal? Ao observarem-se os primeiros movimentos voluntários do bebê no berço, nota-se que ele segue a mesma sequência do desenvolvimento no útero. O que ele faz primeiro? Ele rola sobre o próprio eixo. Logo chega o tempo quando a mãe já não pode deixá-lo sozinho na cama, porque pode cair. E o que faz depois? Ele não se mexe só de um lado para outro, mas para frente e para trás, não só de bruço, como de costas. Logo começa a erguer a cabeça para ver o mundo. Algum tempo depois, percebe que tem braços e que pode erguer o tronco com eles. Aí ele já está brincando com os pezinhos, pondo-os na boca, e percebe que pode girar o corpo com auxílio de braços e pernas e começa a sentar (ele sai do próprio eixo e parte para as extremidades)! Daí para o engatinhar, o quadrupejar (locomover-se com mãos e pés no chão, como o macaquinho) e o andar é só um "pulinho".

Crianças que, por alguma razão, não passaram por todas estas fases podem ter seu aprendizado e comportamento comprometidos na escola. Sua visão de mundo e de si mesmas fica prejudicada.

Há pais que têm muita pressa que a criança aprenda a ler e escrever. Mas é bom entender que ela precisa, antes de manusear um lápis e um papel, saber explorar seu espaço com o próprio corpo, para depois explorar o espaço na folha de papel com o lápis.

Todo o processo da aprendizagem, tanto corporal, quanto intelectual parte da mesma lei céfalo-caudal/próximo-distal. Ou seja:

  • Do global para o específico;
  • Do simples para o complexo;
  • Do grande para o pequeno.


Estas leis regem todo o processo de maturação física e cognitiva do indivíduo. Em cada fase do desenvolvimento a criança passa por determinados processos de maturação e em cada uma delas precisa de três tipos de ações:

  • Querer Fazer - a necessidade desperta o desejo;
  • Poder fazer - é preciso que tenha aptidões físicas e psíquicas para realizar o que quer;
  • Saber fazer - é preciso que tenha as capacidades cognitivas adequadamente desenvolvidas para aquela fase.

Qualquer impedimento em qualquer uma destas ações comprometerá todo o seu desempenho.

Corpo sentido - Corpo vivido - Corpo representado


  •     Do nascimento aos dois anos (período sensório motor) a criança aprende a sentir seu corpo. Ela não compreende a relação que estas partes têm entre si.
  •     Dos dois aos sete anos (período pré-operatório) a criança passa a vivenciar seu corpo. Ela começa a perceber que o outro tem as mesmas partes do corpo que ela tem.
  •     Dos sete anos em diante (período operatório formal) a criança passa a representar seu corpo. O desenho da figura humana é a expressão de uma representação mental e não a tradução de uma percepção direta. Isto é, a criança não desenha o que vê, mas o que sabe.


Por esta razão é tão importante que a criança vivencie todas as fases do seu desenvolvimento, apreendendo a organização do corpo, "descobrindo-o por si mesma para que realmente a noção do corpo e suas partes residam nela e para que ela possa expressar-se através de todos os meio possíveis: verbais, dinâmicos, corporais, de linguagem, etc." (Roseli Lepique, em apostila do curso de extensão ministrado na ASSETA - Faculdades de Tatuí - Interdisciplinaridade na Educação Infantil: a Psicomotricidade Como Alicerce (2002).

Como já dissemos, muitas dificuldades de aprendizagem têm sua origem num esquema corporal mal elaborado devido à falta de estimulação e envolvimento da família. Damos, então, algumas sugestões de exercícios e atividades que poderão ajudar seu aluno a conhecer melhor seu corpo e seus movimentos facilitando, assim, seu desempenho acadêmico. Estas atividades devem estar intimamente relacionadas à vivência psicomotora da criança na escola. Tiradas da apostila de Roseli Lepique.

Atividades de Tonicidade:

1. Começar e terminar a aula sempre com esta atividade da música folclórica Tindolelê.

Tindolelê
Oi, fecha a roda tindolelê
Oi, abre a roda tindolalá
Oi, fecha a roda tindolelê
Oi, abre a roda tindolalá

Batendo palmas, tindolelê
Batendo os pés, tindolalá
Dou uns pulinhos, tindolelê
Tindolelê, tindolalá

Uma gargalhada, tindolelê
Uma palhaçada, tindolalá
E muito bravo!
Com o corpo duro!
Mole!
Duro...
    
2. Reorganização neurológica

  • Como um bastão, um lápis que rola no chão.
  • Como uma minhoca que se arrasta, se arrasta pela terra.
  • Como um gato que engatinha pela casa, sem fazer ruído na casa pintada.
  • Como um macaco, pé e mão no chão, levanta o bumbum, não vá soltar um...
  • Marchando, marchando, batendo os pés, para frente para trás, é assim que se faz.
  • Saltitando, saltitando, como a Chapeuzinho. Saltitando e cantando, tralalalalalá.
  • Galopando como um cavalo, força na perna, reforça o ritmo...
  • E... cai no chão, ouvindo a respiração, o barulho do coração, silêncio, silêncio, vamos descansar...

3. Expressão corporal

Sementinha

Como uma semente pequenininha
Debaixo da terra cai uma chuvinha
....................
Brilha o Sol
....................
E a sementinha vai crescendo (bem devagar)

Crescendo,
Crescendo,
Crescendo.
E balança para um lado,
Balança para o outro
Balança para frente
Balança para trás.
Cuidado com o macha-do-do-do! (todos caem)

4. Marcha Soldado - canção

Marchar pela sala marcando o ritmo com o pé. O corpo muito ereto (os soldados têm uma ótima postura). Quando a música para, todos paramos e não nos mexemos. Escutamos os ruídos da sala e sentimos nosso corpo. Todas as partes estão bem duras? Continuemos. Parar a música e pedir que os soldados mexam apenas uma parte do corpo, começando pela cabeça (lei céfalo-caudal/próximo-distal).

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13

ago
2013

Marcia Santos

Olá, me interessei pelo assunto da apostila acima.Sou professora e trabalho em creche.Como faço para ter acesso a ela na integra.Grata

Bem Vindos!

Olá


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