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*Ciências da Natureza*

25

set
2010

Alimentos x Biocombustíveis

Realizando um debate sobre o assunto chegamos a conclusão que os dois itens tem pontos positivos e negativos. Sabemos que os biocombustíveis são muito utilizados em nossos veículos de transporte e, também, poluem menos do que os combustíveis fósseis, não agredindo tanto o meio ambiente.

No mundo, atualmente, utilizamos os transportes para quase tudo (viajar, passear, trabalhos e etc), imagine o que seríamos sem eles. Se com automóveis muitas vezes não cehgamos a tempo em nossos compromissos, imagine a pé? ou então, de bicicleta?

Mas, por outro lado, sabemos que a produção de biocombustíveis para suprir essa demanda, terá impacto direto nos preços dos alimentos, devido a grande necessidade de terras, gerando falta destas para a produção agrícola, fazendo com que a população carente não tenha condições financeiras para comprá-los. E se realmente não conseguirem? Ricos viverão e pobres morrerão?

Com esses argumentos chegamos a uma tentativa de acordo pois, necessitamos tanto de um quanto o outro. O governo e a população poderiam ter um pensamento no futuro, utilizando os carros somente para trajetos longos, substituindo-os dentro das cidades por bicicletas elétricas, transportes públicos melhores e outros, o que também ajudaria a diminuir o aquecimento global, além de novas fontes de energia, como o caso da energia solar.

Dessa forma, todos ficariam satisfeitos e não precisaríamos ocupar novos espaços para gerar biocombustíveis.

Esse texto foi escrito pelos alunos do 9o. EF do Colégio Adventista de Piracicaba em um debate realizado no dia 24/09/2010.

Bruna, Daiane, Fernando e William Kato 

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18

set
2010

Surto de ascaridíase intradomiciliar em região urbana

Em 6 de junho de 2008 a Vigilância Epidemiológica de Jacareí, SP, recebeu a notificação de ocorrência de um surto de diarréia por ascaridíase envolvendo uma família de dez pessoas, entre elas, um óbito, atendidas na Santa Casa de Misericórdia e posto de saúde da cidade. Jacareí, um município com 210.988 habitantes (IBGE, 2008), com taxa de urbanização de mais de 95%, localiza-se na região do Vale do Paraíba, a 19 quilômetros de São José dos Campos e a 80 quilômetros da capital. Possui 20 unidades públicas de saúde (unidades básicas de saúde, programa de saúde da família, unidades mistas e pronto-socorro conveniado), seis unidades de referência em diferentes especialidades, um laboratório municipal, dois hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e três particulares. É considerado município com boas condições sociais e econômicas, com 98% de ligações de água e 95% de esgoto sanitário coletado, estando entre as regiões de alto desenvolvimento.

Foram identificados dez casos de ascaridíase, sete deles internados na Santa Casa de Jacareí, e um óbito domiciliar. (...) Todos apresentaram diarréia desde o dia 2/6/2008 e eliminavam vermes via oral, nasal e intestinal. (...)

A criança que foi a óbito em casa foi encaminhada à Santa Casa já em rigidez cadavérica. Na tentativa de entubação para ressuscitação, a equipe médica constatou a saída de vermes via oral e nasal. A causa mortis foi perfuração intestinal por Ascaris.

Em 10/6/2008 cinco pessoas da família receberam alta hospitalar, exceto duas crianças, uma que ainda eliminava verme e outra que se mantinha com quadro grave. Em 15/6/2008, ambas as crianças receberam alta hospitalar.

Todas as crianças estavam com o esquema de  vacinação em atraso, não possuíam os documentos legais, não tinham acompanhamento médico e não frequentavam a escola. Importante ressaltar que o endereço de residência era no centro da cidade; porém, a família não usufruía de água da rede pública por estar em débito com a companhia de abastecimento local, com uma dívida de cerca de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). Também não recebia Bolsa-Família por não cumprir o exigido e não estava inserida no Programa de Leite Fluído, por abandono. (...)

O episódio em questão causa perplexidade - em pleno 2008, no Vale do Paraíba, eixo Rio-São Paulo, pólo industrial importante do Estado de São Paulo e Brasil -, porque demonstra que ainda morre criança com perfuração intestinal por Ascaris lumbricoides, e, especialmente, pelo fato de que focos de exclusão social e de saúde podem existir em meio a toda uma infraestrutura urbana ou frente a políticas de saúde e sociais em vigor.

Muito se refletiu sobre o episódio. De um lado, tentamos mostrar a responsabilidade desses genitores junto aos seus filhos e que não podem simplesmente "esperar sentados" pela ação dos gestores municipais. É importante pedir ajuda e lutar por ela. Por outro lado, torna-se evidente a necessidade de atuações mais dinâmicas e ativas frente a possíveis focos de exclusão social e de saúde. Atitudes proativas em políticas de saúde pública são necessárias, pois permitem responder mais eficazmente ao conceito universal de medicina preventiva e ao de multifatorialidade, isto é, dispor de equipe composta por vários setores capazes de oferecer os cuidados de saúde às populações, em particular às mais carentes, entendendo-se que saúde representa bem-estar físico, emocional, mental, social e espiritual.

Elaborado por: Mariza Innocente, Luciana de Almeida Oliveira, Cristina Gehrke
Departamento de Vigilância à Saúde. Vigilância Epidemiológica. Prefeitura de Jacareí, SP, Brasil

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18

set
2010

Os combustíveis e os meios de transporte

Apesar de estarmos usando o termo "combustível", nem sempre a energia utilizada nos transportes tem origem em uma combustão (queima). Nos ônibus elétricos que ainda circulam na cidade de São Paulo, por exemplo, a energia usada é elétrica. Por exemplo, há fios que ligam o ônibus à fonte de energia elétrica. Esses fios são similares àqueles que levam energia elétrica às nossas residências. Essa energia elétrica, por sua vez, pode vir de diferentes tipos de fontes.

Se pensarmos nos combustíveis mais utilizados hoje em veículos, temos: gasolina, álcool, diesel e gás natural. A gasolina e o diesel são derivados do petróleo e são conhecidos como combustíveis fósseis, já que o petróleo é formado a partir de uma lenta decomposição de plantas e animais. Esses combustíveis também são classificados como não renováveis porque sua renovação ocorre em uma escala de tempo de milhões de ans. Ainda que os combustíveis fósseis continuem sendo gerados a partir da decomposição da matéria orgânica, não são sufucientes para a tender à enorme demanda mundial.

O gás natural, assim como os derivados de petróleo, hoje em dia muito utilizado em geração elétrica nas termelétricas e em alguns meios de transportes, também é um combustível fóssil e não renovável. Contudo, vem ganhando importância no cenário mundial, principalmente por sua menor emissão de gases que provocam o efeito estufa.

O álcool é um biocombustível, já que sua produção vem da cana-de-açúcar, do milho, do trigo ou da beterraba. No Brasil, o mais comum é o uso da cana-de-açúcar para produzir o etanol, o álcool que utilizamos para abastecer alguns automóveis. A Europa usa o trigo e a beterraba, já os EUA usam, principalmente, o milho para a produção do álcool.

Assim como no caso das usinas geradoras de eletricidade, cada um dos combustíveis citados tem vantagens e desvantagens. No caso dos biocombustíveis, por exemplo, uma crítica que se faz se deve à larga utilização de terras para plantações, fazendo com que a área de terras para a plantação de alimentos fique cada vez menor.

Em abril de 2008, Jean Ziegler, relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, afirmou que considera um crime contra a humanidade a produção em massa dos biocombustíveis, por seu impacto nos preços dos alimentos. Já o professor José Goldemberg comenta a posição de ambientalistas sobre a produção de álcool em um artigo ao jornal O Estado de São Paulo, do dia 18 de fevereiro de 2008, fornecendo argumentos em prol de sua utilização.

 

elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

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18

set
2010

O futuro do programa do álcool

O álcool produzido a partir da cana-de-açúcar, no Brasil, do milho, nos Estados Unidos, e da beterraba, na Europa, equivale hoje a menos de 1% da quantidade do petróleo usado no mundo. É um excelente substituto da gasolina, que não tem as impurezas que ela tem, além de não contribuir para as emissões de gases que provocam o aquecimento global e as mudanças climáticas, como todos os combustíveis derivados do petróleo. A produção de álcool é de cerca de 600 mil barris por dia, que é a produção de um campo de petróleo de proporções médias, como há muitos no mundo.

O uso do álcool não deveria, portanto, ser visto como uma ameaça aos grandes produtores de petróleo, mas esta não é a forma como ele tem sido considerado pelas grandes companhias petrolíferas e, particularmente, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Várias dessas empresas se opuseram e se opõem violentamente aos subsídios que o governo norte-americano dá aos produtores de etanol de milho nos Estados Unidos e tentaram - sem sucesso, contudo - impedir que esses subsídios fossem renovados na nova lei sobre energia adotada naquele país. Se os objetivos dessa lei forem atingidos até 2022, o etanol substituirá cerca de 21% da gasolina usada nos Estados Unidos e boa parte do milho produzido, dependendo de avanços tecnológicos, que ainda são incertos.

Existe uma certa lógica nas preocupações dos produtores de petróleo e a principal delas é a existência de um equilíbrio muito delicado entre a capacidade de produção e o seu consumo. A produção média é de cerca de 85 milhões de barris por dia, que são integralmente consumidos. Pequenas flutuações na produção (para cima ou para baixo) e no consumo (também para cima ou para baixo) determinam o preço do petróleo, que já ultrapassou os US$ 100 por barril. Basta uma tempestade no Golfo do México, um inverno mais rigoroso na Europa ou a crescente motorização dos chineses para elevar o seu preço.

Para complicar as coisas, a capacidade de refino existente não tem praticamente nenhuma ociosidade, de modo que, se ocorrer um aumento na demanda de um dos seus produtos - seja óleo diesel, óleo combustível ou gasolina -, aumenta mais ainda o preço do petróleo ou de seus derivados.

A situação que o mundo enfrenta hoje é diferente da que originou a crise de petróleo da década de 1970, quando a Opep decidiu reduzir a sua produção por motivos inteiramente políticos, lançando o preço dele às alturas. Não havia falta de petróleo na ocasião, mas os produtores decidiram reduzir a sua produção. Hoje, a crise não é política, mas real, no sentido de que a capacidade de produção está no limite e as forças de mercado, isto é, o equilíbrio entre oferta e demanda, determinam o preço do petróleo. Além da especulação que existe nas bolsas mundiais, onde o produto é negociado. Acredita-se que 20% do preço do petróleo se deva a esse fato. Basta a Arábia Saudita, que produz cerca de 12 milhões de barris por dia (15% do total), diminuir a sua produção em 1 milhão de barris para criar pânico nos mercados mundiais.

Esta é a razão por que o etanol começa a ameaçar o mercado do petróleo: quando a sua produção aumentar duas ou três vezes em relação à atual, o etanol poderá atuar como o fiel da balança que determinará o preço da gasolina no mundo - como a Arábia Saudita faz hoje com o petróleo.

A probabilidade de que isso venha a se concretizar nos próximos 10 ou 15 anos é grande, considerando os programas em andamento nos Estados Unidos e no Brasil. Os países da Europa também produzem etanol, mas em quantidades pequenas, que, provavelmente, não aumentarão muito, por causa da falta de área agriculturável. Nos Estados Unidos, o agressivo programa do presidente George W. Bush de estímulo à produção de álcool de milho deverá triplicar a sua produção nos próximos anos - e o mesmo deverá ocorrer no Brasil, onde o álcool de cana-de-açúcar já é economicamente competitivo.

A produção atual de etanol utiliza cerca de 10 milhões de hectares da área dedicada à agricultura no mundo - a área total, no planeta, de terras agriculturáveis é mais de cem vezes maior, destinada às plantações de trigo, soja, milho, café e outros alimentos.

É o caso de perguntar, portanto, se duplicar ou triplicar a área destinada à produção de álcool (a partir da cana-de-açúcar ou do milho) não vai afetar seriamente o preço mundial dos produtos agrícolas. De fato, esses preços têm subido, mas contribui muito para tal o consumo crescente de grãos pelos países emergentes, principalmente pela China. Esse país importa hoje cinco vezes mais grãos dos Estados Unidos do que há dez anos. É por isso que surgiram problemas com o milho nos Estados Unidos, que avançou consideravelmente na área plantada de soja em 2007.

A solução natural para esse problema está em aumentar a produção de etanol, principalmente da cana-de-açúcar, nos países em desenvolvimento. Algo similar aconteceu há 2 mil anos, quando o trigo, indispensável para alimentar a população de Roma e suas legiões, não era produzido na Itália, mas no Norte da África. É nesses países que a expansão da produção agrícola pode ocorrer, o que abre grandes oportunidades para o Brasil. Na Índia e na China não existem grandes áreas para expandir a agricultura.

A médio e a longo prazos, haverá aumentos de produtividade, isto é, mais etanol será produzido por hectare. E há também grandes esperanças no desenvolvimento de novas tecnologias baseadas no uso de celulose, que qualquer produto vegetal tem. Enquanto essas expectativas não se concretizarem, o etanol da cana-de-açúcar e do milho dominará o mercado.

elaborado por: José Goldemberg é professor da Universidade de São Paulo (USP)

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18

set
2010

O programa do álcool e os ambientalistas

O álcool é um bom substituto da gasolina: não tem impurezas de enxofre e emite menos dióxido de carbono - o principal dos gases responsáveis pelo "efeito estufa" e pelas mudanças climáticas - do que a gasolina. O que se esperaria, portanto, seria um apoio entusiástico dos ambientalistas a estes programas tanto na Europa como nos Estados Unidos. Não é o que está acontecendo e não deixa de ser interessante analisar quais as objeções que são levantadas por eles.

A primeira delas é que a produção das grandes quantidades de álcool, necessárias na Europa e nos Estados Unidos, criará um conflito entre a produção de combustível e a produção de alimentos, o que resultará no aumento dos preços dos alimentos e prejudicará os mais pobres, aumentando a fome no mundo. Entre outros, este argumento foi articulado por A. Ziegler, da Suíça, relator de um documento preparado para a Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas em 2007.

Sucede que os argumentos de Ziegler são incorretos: não existe falta de alimentos no mundo, mas problemas de distribuição, e a fração da população mundial que é desnutrida - cerca de 800 milhões de pessoas - não será atendida enquanto a renda não for melhor distribuída no mundo. Além disso, a área destinada à produção de álcool no mundo hoje é inferior a 1% da área dedicada à agricultura. O preço de cereais e de alimentos, em geral, tem caído ao longo das últimas décadas, apresentando, contudo, flutuações que dependem das condições climáticas e de muitos outros fatores. É por essa razão que atribuir o aumento do preço do milho nos Estados Unidos a uma catástrofe que vai atingir a população mais pobre do mundo é um exagero. Nos Estados Unidos, de 2006 a 2007, a área dedicada ao milho aumentou 5 milhões de hectares sobre a área dedicada à soja. A área total usada na produção de milho e soja nos Estados Unidos é de 60 milhões de hectares e, no mundo todo, cerca de três vezes maior.

A segunda delas, que atribui ao avanço do milho nos Estados Unidos o aumento do desmatamento da Amazônia, como foi feito recentemente por um cientista americano radicado no Panamá, é outro exagero. A idéia é que a redução da área de soja nos Estados Unidos leva ao aumento da sua produção na Amazônia, o que aumentaria a devastação naquela região. Sucede que os números não batem. As plantações de soja não aumentaram nos últimos três anos na Amazônia: o que aumentou foi o rebanho bovino, que já é de 75 milhões de cabeças. Este é o verdadeiro problema. A soja poderia vir depois, mas isso não acontece ainda na escala prevista em base ao argumento acima.

Finalmente, um grupo suíço fez uma análise para verificar se o uso de álcool (de milho e cana-de-açúcar) reduz, de fato, as emissões de carbono. A novidade introduzida por esse grupo é considerar também as emissões resultantes do desmatamento, onde o produto agrícola foi plantado. E conclui, corretamente, que, se isso for feito à custa da devastação de florestas nativas, o resultado seria péssimo.

Sucede que a única região do mundo em que isso está ocorrendo é na Indonésia, onde estão sendo derrubadas florestas nativas para expandir a produção de dendê (que dá origem ao biodiesel). A expansão das plantações de milho nos Estados Unidos ou de cana-de-açúcar no Brasil está ocorrendo em áreas que já são dedicadas à agricultura ou à pecuária e, no Brasil, existem cerca de 200 milhões de hectares de pastagens para expansão não predatória da cana-de-açúcar, que poderiam se transformar em pecuária mais intensiva, liberando áreas para a cana-de-açúcar, como ocorreu no Estado de São Paulo de 2002 a 2006.

As objeções à produção de etanol ganham mais substância quando apontam os problemas que a produção tem quando é baseada no milho ou na beterraba: o balanço energético não é bom porque é usado combustível fóssil na sua preparação. Neste particular o etanol de cana-de-açúcar é claramente superior: o bagaço da cana fornece toda a energia necessária à produção do álcool e o seu custo a partir de 2004 é inferior ao da gasolina. Aliás, com o progresso da tecnologia, as usinas de álcool passaram a "exportar" eletricidade. No Estado de São Paulo se acredita que este excedente chegará a mais de 10 milhões de quilowatts no ano 2015, quase a eletricidade gerada em Itaipu.

Por esta razão o etanol da cana-de-açúcar terá um papel essencial em suprir as necessidades não só brasileiras, como as mundiais, dentro de 10 ou 15 anos. A Europa produz hoje apenas 2 bilhões de litros por ano (a partir da beterraba) e necessitará de pelo menos 20 bilhões de litros em 2020 para cumprir com a meta que adotou de substituir 10% da gasolina derivada do petróleo, que não conseguirá produzir na própria Europa. Os Estados Unidos planejam utilizar 136 bilhões de litros em 2022 (50 bilhões de litros de etanol de milho) e o restante de novas tecnologias. É pouco provável que essas metas sejam atingidas. A solução será importar etanol de países da área tropical, principalmente do Brasil, e as barreiras alfandegárias que existem nesses países foram introduzidas justamente para proteger os produtores locais, que, sem elas, não teriam condições de competir.

As resistências ao uso crescente de etanol se originam, portanto, de duas direções: de alguns ambientalistas pouco esclarecidos sobre as verdadeiras proporções do problema e dos produtores locais na Europa e nos Estados Unidos, que usam os argumentos dos ambientalistas para proteger seus interesses comerciais.

José Goldemberg é professor da Universidade de São Paulo

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18

set
2010

Bagaço da cana também produz álcool

Uma pesquisa inovadora promete consolidar a posição estratégica do Brasil como um grande produtor mundial de biocombustíveis. Pesquisadores da Petrobras e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram uma tecnologia para a obtenção de etanol a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o que poderá aumentar em 40% a produção nacional desse biocombustível e incrementar a participação das fontes renováveis na matriz energética do país.

A iniciativa surgiu da necessidade da Petrobrás de investir em alternativas que aumentassem a produção de álcool sem expandir a área de cana plantada, o que evitaria a competição com a agricultura voltada para a produção de alimentos e não estimularia o desmatamento. A partir de um levantamento feito pela empresa nas principais universidades do país, teve início em 2004 um projeto baseado em resultados promissores de uma pesquisa conduzida pelo professor Ney Pereira Junior, da Escola de Química da UFRJ.

A tecnologia utiliza matérias-primas que contêm lignocelulose, presente em qualquer fibra vegetal, para obter bioetanol - nome técnico do álcool produzido a partir de resíduos vegetais. O etanol convencional é produzido a partir da fermentação do caldo de cana, e não da biomassa propriamente dita. Com o álcool de lignocelulose, inaugura-se a segunda geração de biocombustíveis, extraídos da matéria descartada nos processos usuais de produção do etanol.

A coordenadora do projeto, Lídia Santa Anna, da Petrobras, explica que a lignocelulose é composta principalmente por celulose, hemicelulose e lignina. A celulose e a hemicelulose são polímeros constituídos de açúcares e a lignina é um composto que protege essas substâncias de microrganismos e dá resistência à fibra. "O objetivo do nosso processo é desorganizar essa estrutura", diz.

A pesquisadora destaca que a tecnologia desenvolvida pela Petrobras pode ser ajustada para outros rejeitos vegetais que tenham potencial para produção de bioetanol, como os resíduos da palha ou o capim. "Resíduos de torta de mamona, pinhão-manso e soja também estão sendo cogitados para produzir bioetanol por meio de tecnologia semelhante", conta.

Segundo Santa Anna, a escolha da cana-de-açúcar para iniciar o projeto não foi ao acaso. "A partir de uma tonelada de bagaço de cana, é possível hoje gerar 220 litros de etanol e, em poucos anos, pretendemos chegar à marca de 270 litros", estima.

Do bagaço ao combustível

Para se fabricar etanol a partir da lignocelulose, o bagaço da cana é prensado dentro de um reator e submetido a uma solução ácida que quebra a estrutura da fibra. No processo, a hemicelulose é decomposta em açúcares que ficam em um resíduo líquido. Este passa por uma etapa de fermentação, em que microrganismos usam os açúcares para produzir o bioetanol.

Paralelamente, a lignina presente no resíduo sólido do pré-tratamento do bagaço é retirada e o material, rico em celulose, recebe enzimas que quebram o composto em açúcares, que também seguem para fermentação. "Para esse estudo, usamos duas espécies de leveduras naturais: Pichia stipitis e Sacharomyces cerevisiae", conta a pesquisadora. A etapa final é a destilação, ou seja, a recuperação e purificação do etanol que conhecemos. "Tudo é aproveitado", destaca ela.

A grande vantagem do processo é a reciclagem de resíduos que seriam descartados para a geração de energia. "O bagaço da cana é o resíduo agroindustrial mais expressivo no país", ressalta Santa Anna.

Após os resultados positivos em laboratório, a nova tecnologia passa por testes em escala piloto em uma unidade experimental instalada no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro. "O equipamento foi projetado de forma que o processo todo seja integrado, desde o pré-tratamento do bagaço até a fermentação e destilação do álcool", afirma a pesquisadora. E completa: "A Petrobrás prevê que em 2010 seja inaugurada uma planta demonstrativa para produzir álcool a partir de lignocelulose, no Rio de Janeiro, de olho no potencial imenso do Brasil para exportar esse produto."

fonte: http://ceticismo.net/2007/12/17/bagaco-da-cana-tambem-produz-alcool

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12

set
2010

Vestibular Inicial

A palavra vestibular significa vestíbulo ou ante-sala.

 

Única porta de entrada para a universidade pública no Brasil o exame de admissão tornou-se obrigatório a partir de 1911, antes disso, somente alguns estudantes de colégios privilegiados tinham o direito de estudar nessas universidades. Em 1915 foi utilizada a palavra vestibular pela primeira vez.

 

Atualmente, vestibular deve seguir alguns critérios para que ocorra justiça e total isenção no processo, são eles: Igualdade de direitos aos estudantes, Transparência e Qualidade.

 

O número de vagas relativamente pequeno nas universidades públicas começou a ficar evidente a partir da década de 1960, e para solucionar o problema o Ministério da Educação permitiu a abertura de inúmeros cursos particulares por todo o Brasil. Atualmente são cerca de 900 instituições particulares em todo o Brasil, e o número só aumenta.

 

Depois da virada do milênio, com quase 3 milhões de inscritos ao ano, o vestibular recupera traços do modelo original e a tendência é que o sistema de ingresso volte a mudar nos próximos anos.

 

A universidade pública e gratuita tem sido por muitos anos, sinônimo de progresso e desenvolvimento, trazendo às pessoas grandes discussões e importantes pensadores.

 

O ingresso na universidade depende de aprovação no exame vestibular. Este tipo de prova é considerado, por muitas pessoas, difícil e desonesto; mas, apesar de tudo isto, é a maneira mais eficaz de selecionar alunos para as universidades. Desonestidade é criar um sistema de cotas para estudantes de escolas públicas ingressarem na universidade, ao invés de dar condições escolares a todos.

 

Valorize a nossa universidade pública e gratuita.

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11

set
2010

Histórias de Vacinação

Capítulo 1 - A camponesa destemida
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Houve uma época em que contrair a doença chamada varíola era quase uma sentença de morte. As primeiras febres e indisposições podiam ser confundidas com uma gripe, mas o aparecimento de feridas vermelhas na pele já era motivo de muita preocupação. Como é uma doença extremamente contagiosa, assim que se descobria um doente, tratava-se de isolá-lo das pessoas sadias e aguardar o destino: uma rara recuperação ou, o que acontecia muitas vezes, a morte.

Na Inglaterra do início do século XVIII, o médico Edward Jenner presenciou essa terrível situação. Tratando dos doentes isolados, que estavam desenganados e aguardando a morte, Jenner ouviu falar de uma senhora que se gabava de não pegar varíola. Ela, ao contrário das outras pessoas, andava entre os doentes, sem medo de contrair a terrível moléstia.

Intrigado com o comportamento dessa mulher, o médico tentou descobrir por que tinha ela tanta certeza de ser imune à doença. Ao que ela respondeu:

- Ora, isso porque eu trabalho com as vacas. E todos sabem que quem trabalha com elas não pega varíola. Alguma coisa nos currais nos deixa fortes contra esta doença.

E o médico viu que era verdade: nenhuma das companheiras de trabalho daquela camponesa jamais contraíra varíola, apesar de terem tido contato com muitos doentes.

 

Capítulo 2 - A vacínia
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Edward Jenner intrigou-se com a camponesa e resolveu investigar melhor o caso, visitando os currais onde as camponesas trabalhavam. Ele procurava por alguma coisa que estivesse presente nesses currais, e em mais nenhum outro lugar, e que estivesse protegendo essas camponesas do contato com a varíola mortal.

- Vocês bebem muito leite de vaca aqui, certo?
- Nem tanto - respondeu a camponesa. - O leite é caro, vendemos quase tudo para as pessoas da cidade. Aposto que tem gente lá que bebe muito mais leite que eu.

"Não pode ser o leite", raciocinou o médico. "Muita gente que bebe desse leite, vindo dessas mesmas vacas, pegou a varíola e agora está em quarentena".

Ele ia por esses pensamentos quando, quase que por acidente, notou que algumas vacas tinham feridas muito parecidas com as que os doentes de varíola possuíam. Isso chamou muito a sua atenção.

- Essas vacas estão doentes, com varíola - esclareceu a camponesa. - Só que essa é a varíola das vacas, que chamamos de vacínia.
- E quem mexe nessas vacas não pega varíola? - quis saber o médico.
- Pega sim. Mas não é como a varíola da cidade, que pode até matar. A pessoa fica doente, com febre, mas não chega nem a ficar de cama. Pode voltar pro trabalho logo, logo. Aquela varíola que mata, ninguém daqui pega, não. Não depois de pegar a varíola das vacas.

De fato, naqueles currais nunca houve ninguém que contraísse a varíola.

 

Capítulo 3 - A cólera das galinhas
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Pelos idos de 1870, o cientista Louis Pasteur buscava uma solução para a queda de produção das granjas da França. Os frangos e as galinhas estavam morrendo em grandes quantidades devido à desidratação. Apesar de os criadores fornecerem água suficiente para os animais, eles morriam, porque perdiam água em decorrência de diarreia, ou seja, fezes mais líquidas que o normal. Essa doença chamava-se "cólera das galinhas", por comparação à cólera humana, que também pode matar pessoas por desidratação.

Pasteur já havia descoberto que a doença era causada por uma bactéria, que havia encontrado em intestinos de animais doentes. Ele estava criando essas bactérias em tubos de ensaio, para descobrir maneiras de eliminá-las sem matar os animais. Às vezes, esse serviço ficava a cargo de seu assistente, Charles Chamberland:

- Monsieur Charles, nos próximos dias não venho trabalhar. Por favor, tome conta dessas culturas de bactérias com cuidado. Mantenha-as dentro das estufas, atentando para que a temperatura seja constante.

Apesar das recomendações do chefe, Charles também não foi trabalhar. E acabou deixando alguns dos tubos fora das estufas. As bactérias que estavam naqueles tubos de ensaio morreram.

Na semana seguinte, sem saber da folga clandestina do seu assistente, Pasteur injetou aquelas culturas de bactérias estragadas em alguns frangos. Sua intenção era testar possíveis remédios assim que eles ficassem doentes. Para sua surpresa, esses frangos não contraíram cólera.

Desconfiado, Pasteur preparou novas culturas de bactérias ele mesmo e reinoculou nos frangos. Novamente, eles não contraíram cólera. O mais interessante é que essa cultura de bactérias, preparada com rigor pelo próprio Pasteur, era capaz de causar cólera em todos os outros frangos, que nunca haviam sido inoculados.

Charles Chamberland assumiu, inicialmente, o seu erro:
- Monsieur Pasteur, a culpa desses resultados estranhos é toda minha. Eu deixei de cuidar desse lote de tubos e agora eles provavelmente estão podres. Para o lixo.

E caminhou com os tubos na mão, em direção a um grande latão, no canto da sala.

Quando estava prestes a jogar tudo fora, Pasteur o impediu. Ele se lembrou, de repente, de um experimento feito por um médico inglês, quase cem anos antes. Naqueles tubos poderia estar a resposta que salvaria a produção das granjas da França.

 

Capítulo 4 - O método turco
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Mary Montagu era a esposa de um embaixador inglês que vivia em Istambul em 1716 (cerca de 60 anos antes das investigações do médico Edward Jenner). Também ali a varíola eraameaça constante. Milhares de pessoas, principalmente crianças, morriam todos os anos por causa dessa doença. Uma das vítimas foi o próprio irmão de Mary, o que a deixou desesperada.

Ela percebeu que o perigo da varíola também rondava sua casa, e a possibilidade de ter seus dois filhos pequenos infectados a atormentava.

Entretanto, quando contou seu receio a um médico de Istambul, ele a tranquilizou, dizendo que os turcos conheciam um método de evitar a varíola.

- Esse método é usado há muitos e muitos anos no Oriente - contou-lhe o médico turco.
- Basta encontrar um doente de varíola e passar um pano em suas feridas. Depois, fazemos um pequeno corte na pele dos seus filhos e esfregamos nele o pano.
- Mas dessa forma eles certamente ficarão doentes!
- Sim, senhora, mas será uma forma mais fraca da doença. Com o tempo, ficarão sãos e não poderão contrair a forma mais grave, mortífera, da varíola.

Mary Montagu tinha medo do modo turco de prevenir a doença. Porém, ela tinha ainda mais medo de que seus filhos morressem de varíola como seu irmão, que havia sofrido muito.

Pesando as possibilidades, ela resolveu submeter seus filhos e a si mesma ao procedimento do médico de Istambul.

Os três tiveram febre e algumas feridas na pele. Mas, ao fim de algumas semanas, haviam se recuperado. E nenhum deles, ao longo de toda a vida, contraiu varíola

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11

set
2010

Histórias de Vacinação

Capítulo 5 - Mais leve que uma pena
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Notícias sombrias ocuparam o noticiário no fim de dezembro de 2007. A pequena cidade de Pirenópolis, interior de Goiás, era foco de uma série de casos de febre amarela. Havia o risco, afirmavam as autoridades, de que muitas pessoas contraíssem a doença. Recomendava-se procurar postos de saúde o quanto antes, para garantir a vacinação.

Preocupado, Pedro dirigiu-se a um hospital em Sorocaba. Ele não havia Estado em Goiás nos últimos tempos, não pretendia visitar a região num futuro próximo e não vivia em locais onde apareceram os doentes. Mas, mesmo assim, resolveu tomar a vacina. "Cuidado nunca é demais", pensou.

Não doeu nada.

- O toque da agulha foi mais leve que o de uma pena, nem senti - contou ele à esposa, já em casa.

Dois dias depois, Pedro estava de cama, com febre. Dores no corpo, vontade de ficar no escuro, não foi trabalhar. Preocupada, a esposa insistiu que voltassem ao hospital. Lá chegando, contaram toda a história para um plantonista sonolento.

- É normal - disse o médico, depois de examiná-lo. - É a reação do corpo à vacina.

De fato, o médico tinha razão. Um dia de repouso, e Pedro já pôde voltar ao trabalho. Só que agora estava protegido contra a febre amarela.
 
 
 
Capítulo 6 - O experimento cabal
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

Edward Jenner, o médico que assistia à triste disseminação da varíola entre os ingleses, já não tinha dúvidas: a varíola das vacas tinha alguma coisa a ver com a incrível imunidade das camponesas à mortal varíola humana. Ele já havia feito vários testes com as camponesas e elas eram, de fato, imunes: quando ele as deixava junto com os doentes que estavam em isolamento, nenhuma nunca contraiu varíola. Contudo, outras pessoas que eram submetidas ao menor contato com os doentes, ainda que acidental, ficavam doentes.

Ele desconfiava de que a chave para entender a questão estava nas feridas das vacas doentes.

O contato com as feridas imunizava contra a varíola humana; essa era a hipótese de Jenner.

Mas, para ter certeza, restava realizar um teste cabal, um experimento que deixasse claro que era o contato com as vacas que garantia a imunização. Ele precisava que uma pessoa que nunca tivesse estado perto nem das vacas nem dos doentes fosse posta em contato com o líquido que saía das feridas das vacas. Se essa pessoa ficasse imune, então ele saberia que aquela era mesmo a resposta que procurava.

Jenner sabia, contudo, que isso poderia custar a vida de uma pessoa. Isso porque, para ter certeza de que a imunização ocorrera, era preciso colocar a cobaia perto dos doentes. Se Jenner estivesse errado e o experimento falhasse, essa pessoa certamente contrairia a varíola, e havia grandes chances de morte.

Com muitas dúvidas, o médico decidiu fazer o experimento em uma criança. James, assim ele se chamava, teve o seu braço cortado de leve com um estilete, onde o médico esfregou um pano úmido com o líquido das feridas das vacas. Depois de alguns dias, o menino teve febre, e algumas feridas apareceram em seu rosto.

"Isso era esperado", pensou o médico. "O menino pegou a varíola das vacas."

Restava ainda a parte mais perigosa do teste. O médico levou o menino para a casa onde estavam os doentes em isolamento. Era um lugar triste, onde muitos apenas aguardavam a morte, com o corpo desfigurado pelas muitas feridas. O menino ficou lá durante alguns dias.

Para alegria do médico, o menino não pegou a doença. A ferida das vacas tinha realmente deixado a criança imune à varíola. Meses depois, Jenner escreveu uma carta para a Sociedade real, na qual eram anunciadas as descobertas científicas da época: "Chamei o processo de vacinação, porque ele é derivado da vacínia, a varíola das vacas."
 
 
 
Capítulo 7 - O carbúnculo
elaborado por Felipe Bandoni de Oliveira

As criações de carneiros na Europa eram ameaçadas pelo carbúnculo, uma doença que causa problemas respiratórios graves e leva à morte dos animais. Rebanhos inteiros estavam ameaçados, e Pasteur tentava resolver o problema.

Examinando os pulmões de animais mortos pelo carbúnculo, Pasteur descobriu uma bactéria que nunca estava presente em animais sadios. Ele imaginou que a bactéria poderia ser a causadora da doença e que, de modo semelhante ao que havia feito para a cólera das galinhas, seria possível imunizar os animais por meio de vacinação. Pensando nisso, ele produziu duas culturas de bactérias do carbúnculo: na primeira, ele teve muito cuidado para que as bactérias se mantivessem vivas; na segunda, expôs as bactérias a grandes quantidades de gás oxigênio, que ele sabia que funcionava como um veneno para elas. Portanto, Pasteur dispunha de dois tipos de bactérias: as normais e as que chamou de "atenuadas".

Antes de espalhar sua vacina, o que exigiria muito dinheiro e trabalho, Pasteur decidiu fazer um teste para verificar se ela funcionaria. Para isso, ele dispunha de 50 carneiros, a cultura de bactérias normais e a cultura de bactérias "atenuadas".

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10

set
2010

A verdade em Ciência

Como já estudamos, a ciência baseia-se em observações reproduzíveis, mas nunca pode-se estar seguro de que não existem exceções.

 

A ciência não pode fornecer provas definitivas das leis da natureza porque, apesar de poder testar ideias repetidas vezes, nunca pode estar segura de que não existirá uma resposta melhor no futuro.

 

Um cientista cria uma hipótese para ser testada. Ele e outros cientistas, rivais e não-rivais, submetem a hipótese a testes experimentais que possam mostrar se ela é falsa. Se a hipótese "sobreviver" a repetidos testes, ela será aceita como uma "verdade científica".

 

Segundo alguns pesquisadores, não importa a quantos testes uma hipótese "sobreviva": nunca teremos uma prova filosófica de que ela seja verdadeira.

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9

set
2010

Apresentação

Caro Aluno

 

Este Blog foi idealizado e criado para você; por isso essa conversa inicial, para que você possa utilizar esse espaço da melhor maneira possível.

Por que estudar Ciências Naturais e suas Tecnologias?

Talvez o motivo mais importante seja aumentar nossa capacidade de entender e de participar do que se passa no nosso dia-a-dia. Grande parte das notícias atuais se relaciona com termos científicos.

Mesmo que você não vá seguir uma carreira nesta área, aprender as noções básicas de ciências ampliará seus conhecimentos do mundo, permitindo que decida e escolha o melhor, sempre que, como cidadão, tiver que fazer suas opções.

Nosso Blog, por melhor que seja não deve ser a única fonte a ser utilizada em uma pesquisa. A leitura de textos de ciências de jornais, revistas e da internet ampliará muito sua visão desta área.

 

Um excelente trabalho a todos e que Deus nos acompanhe neste novo projeto.

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