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*Ciências da Natureza*

27

ago
2011

Novidades

 

 

A facilidade com que se encontram informações na internet estão transformando nossa memória e a forma como processamos o conhecimento.

Revista Veja - por Alexandre Salvador e Filipe Vilicic

A internet produziu transformações es­petaculares nas sociedades na última década, mas a mais profunda delas só agora começa a ser estudada pela ciência. A facilidade e a rapidez com que se encontram informações na rede, sobre qualquer assunto e a qualquer hora, podem estar alterando os processos de cognição do cérebro. Até a popularização da web, as principais fontes de conhecimento com que todos contavam eram os li­vros e, evidentemente, a própria memória do que se aprende ao longo da vida. A internet mudou esse pa­norama: a leitura em profundidade foi substituída pela massa de informações, em sua maioria superficiais, oferecidas pelos sites de busca, blogs e redes de rela­cionamento. A memória, por sua vez, perdeu relevân­cia - para que puxar pela cabeça para se lembrar de um fato ou do nome de uma pessoa se essas informa­ções estão prontamente disponíveis no Google, a dois toques do mouse? Quanto mais dependemos dos sites de busca para adquirir ou relembrar conhecimentos, mais nosso cérebro se parece com um computador obsoleto que necessita de uma memória mais potente.

Um dos estudos mais completos so­bre essa mudança determinada pela in­ternet na forma como assimilamos e pro­cessamos conhecimento foi divulgado na semana passada. Conduzido pela psi­cóloga Betsy Sparrow, da Universidade Columbia, e por outros dois colegas, ele mostra que a memória processada pelos 100 bilhões de neurônios do cérebro está se adaptando rapidamente à era da infor­mação imediata. Hoje, diz uma das con­clusões da pesquisa, nós nos preocupa­mos menos em reter informações porque sabemos que elas estarão disponíveis na internet. Em lugar de guardar conheci­mentos, preferimos guardar o local na rede onde eles estão disponíveis. A inter­net se tornou uma memória externa, o que faz com que as informações sejam armazenadas não mais no nosso cérebro, mas coletivamente. "Desenvolvemos uma relação de simbiose com as ferra­mentas de nosso computador, da mesma forma que com as pessoas de nossa fa­mília", disse Betsy Sparrow a VEJA.

Na frase genial do cientista brasileiro Miguel Nicolelis: "o cérebro é uma orquestra sinfônica em que os instru­mentos vão se modificando à medida que são tocados". Dificilmente alguém conseguirá explicar essa plasticidade com uma imagem mais exata e intrigan­te. Imagine se um violino cerebral que, tocado de forma medíocre por anos a fio, vai se transformando aos poucos em um berimbau. Ou um piano por um músico de uma nota só que, ao fim e ao cabo, vira um bumbo. A lição básica de Nicolelis é que o cérebro pre­cisa de impulsos para se desenvolver­ quanto mais variados, complexos, har­mônicos e desafiadores eles forem, mais humanamente melhor o cérebro se tor­nará. Essa corrida para a perfeição não se completa nunca. Por definição. Quan­to mais o cérebro se modifica pela quali­dade dos impulsos que recebe, melhor e mais eficiente ele se toma, o que aumen­ta sua prontidão para processar infor­mações ainda mais intrincadas. Portan­to, o cérebro é uma estrutura que apre­cia desafios e se transforma com eles. Facilitar sua atividade pode como mos­tra o estudo da pesquisadora Sparrow, torná-lo mais preguiçoso e menos ávido por se aperfeiçoar. Sparrow se debruçou mais sobre os efeitos na atividade cognitiva da facilidade que a  internet oferece a seus usuários de encontrar praticamen­te qualquer informação histórica, cientí­fica ou literária já produzida pela huma­nidade e estocada de forma digital. Essa memória acessória externa descomunal em prontidão permanente e de fácil aces­so é algo inédito na caminhada evolutiva do cérebro humano. Ela oferece um conforto tal que nenhuma geração pas­sada teve nesse mesmo volume e rique­za de informações. Sparrow se pergunta - mas não responde totalmente na pesquisa que acabou de publicar - que ti­po de efeito sobre a plasticidade do cére­bro a internet, e mais precisamente os mecanismos de buscas como o Google, pode exercer. Seria um efeito equivalen­te ao que tem para os músculos de um atleta ele deitar-se em um sofá com uma lata de refrigerante na mão e os olhos pregados na televisão? Ou, de outra for­ma, a facilidade de estocagem e recupe­ração de virtualmente qualquer tipo de informação pode, com o passar do tem­po, atrofiar os instrumentos da orquestra cerebral humana especializados na bus­ca e seleção de informações? Sem saber, talvez, Betsy Sparrow abriu uma linha nova de investigação científica que tem um grande futuro pela frente.

A pesquisa foi conduzida em quatro etapas, com alunos das universidades Harvard e Colúmbia. Os participantes tiveram de memorizar afirmações tri­viais, daquelas tipicamente encontradas no Google, os alunos informados de que não teriam um novo acesso às infor­mações conseguiram memorizá-las em maior número do que o grupo que sabia que as frases estariam na internet. Se­gundo os autores do estudo, isso mostra que, quando as pessoas sabem que terão acesso fácil a uma informação, não se preocupam em memorizá-la.

A pesquisa de Sparrow levanta entre muitos cientistas e educadores o temor de que estejamos nos transformando em ter­minais de informações, e não em agentes capazes de processar conhecimento por meio da memória e do raciocínio. A neu­rocientista Maryanne Wolf, diretora do Centro de Pesquisas de Leitura e Lingua­gem da Universidade Tufis, de Boston, trabalha com o desenvolvimento da leitu­ra em crianças. Segundo ela, o cérebro é capaz de se adaptar e formar sinapses en­tre os neurônios de acordo com o tipo de leitura que se faz. Em seu livro Proust and lhe Squid: The Story ano Science of lhe Reading Brain (Proust e a Lula: a História e Ciência do Cérebro que Lê), Maryanne demonstra preocupação em como a leitura tem se desenvolvido. Ela diz: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar além das palavras, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica. Co­mo consequência, o cérebro começou a ter dificuldades na hora de ler com concentração". 'Na sua conclusão, os jovens estão desenvolvendo menos as conexões de seus neurônios.

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22

ago
2011

Unicamp abre inscrições para vestibular 2012

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recebe a partir das 9h desta segunda-feira (22) as inscrições para o vestibular 2012. Os interessados devem se cadastar pela internet (www.unicamp.br), até as 20h do dia 23 de setembro.

 

A taxa custa R$ 128.

 

São oferecidas 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto).

 

 

Veja Manual do Candidato

(http://download.uol.com.br/vestibular2/manual/unicamp_manual2012.pdf)

 

veja Revista do Vestibulando

(http://download.uol.com.br/vestibular2/unicamp_revista2012.pdf)

 

 

A prova da primeira fase será aplicada no dia 13 de novembro e a segunda etapa acontece entre os dias 15 e 17 de janeiro de 2012.

 

A lista de convocados para a segunda fase e os locais de realização dos exames serão divulgados em 20 de dezembro. As provas de habilidades específicas serão aplicadas entre os dias 23 e 26 de janeiro de 2012.

 

As provas serão no mesmo formato do ano passado.

 

Na primeira fase, o exame terá duas partes: a redação, em que o candidato precisará produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória, e a parte de conhecimentos gerais, com 48 questões de múltipla escolha.

 

Na segunda fase, realizada em três dias, todas as provas serão discursivas, sendo:

1º dia - prova de língua portuguesa e de literaturas da língua portuguesa e prova de Matemática;

2º dia - prova de ciências humanas e artes e prova de língua inglesa;

3º dia - prova de ciências da natureza.

 

A Unicamp anunciou que voltará a utilizar as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para compor a nota final do vestibular (http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/23/unicamp-utilizara-as-notas-do-enem-2011-no-vestibular-deste-ano.jhtm). A utilização da nota é opcional e pode acrescentar até 20% da nota da primeira fase.

 

A previsão é que a primeira chamada seja divulgada no dia 6 de fevereiro. A matrícula está marcada para o dia 9 do mesmo mês.

 

As informaçoes foram retiradas do site UOL e podem ser alteradas por ela sem aviso prévio. É recomendável confirmar datas e horários no site oficial ( http://www.unicamp.br/unicamp).

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19

ago
2011

Fumar ou não, eis a questão

(fonte: LOPES, Sonia. Bio: Volume 2. Sao Paulo: Saraiva, 2006.)

Apresentamos aqui algumas informações a respeito das conseqüências do ato de fumar.

 

Leia, pense, discuta e tire suas conclusões.

%u2022 A vida de uma pessoa que fuma quinze cigarros por dia é reduzida, em média, em cinco anos.

%u2022 Uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia tem probabilidade vinte vezes maior de desenvolver câncer de pulmão do que uma pessoa que não fuma.

%u2022 Uma pessoa que fuma tem o dobro de chance de vir a ter doenças cardiovasculares do que uma pessoa que não fuma.

%u2022 Uma pessoa que fuma tem vinte vezes mais chances de desenvolver bronquite crônica (os brônquios secretam excesso de muco e os cílios responsáveis pela eliminação desse muco passam a funcionar mal; o muco fica assim acumulado nos brônquios e bronquíolos, que inflamam, e a pessoa passa a tossir muito e a ter dificuldade em respirar) e enfisema pulmonar (rompimento dos alvéolos, com redução da área para as trocas gasosas) do que uma pessoa que não fuma.

%u2022 O fumante tem sete vezes mais chances de desenvolver úlceras e câncer de estômago do que os não fumantes.

%u2022 Na circulação do fumante existe 5% menos oxigênio do que na circulação do não-fumante.

%u2022 Fumar na gravidez representa perigo para o feto: há o dobro de risco de aborto, de nascimentos prematuros e de morte de fetos; quando isso não ocorre, o bebê de uma gestante fumante terá menor peso no nascimento.

%u2022 Os fumantes obrigam os não-fumantes a fumar, pois os não-fumantes confinados em ambientes fechados, como carros, escritórios, salas de espera, bares, restaurantes e outros recintos, são afetados pela fumaça do cigarro dos fumantes;  respirando  passivamente  essa fumaça,  os não-fumantes podem, ao longo do tempo, desenvolver os mesmos problemas circulatórios e respiratórios que os fumantes. Filhos de pais fumantes, por exemplo, têm o dobro de chance de contrair pneumonia ou bronquite no primeiro ano de vida.

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19

ago
2011

Fotossíntese artificial

Pesquisa FAPESP
Edição 156 - Fevereiro 2009

Novas células solares de baixo custo reproduzem processo vegetal de transformação da luz solar
Dinorah Ereno

Células solares que mimetizam o funcionamento do sistema de fotossíntese das plantas têm sido estudadas e desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com resultados que prometem uma nova geração de matérias-primas de baixo custo, em comparação com o silício usado na conversão da luz do sol em eletricidade. As novas células solares sensibilizadas por corantes, também chamadas de DSC, sigla de dye-sensitized solar cells, têm se mostrado uma alternativa promissora para produção de energia elétrica em todo o mundo. No Brasil, as pesquisas feitas no Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) resultaram em uma empresa spin-off, a Tezca Células Solares, incubada na Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), que pretende fabricar até 2012 células solares para recarregar baterias de telefones celulares, máquinas fotográficas ou que possam ser acopladas a notebooks e brinquedos. 

"A empresa já tem uma patente de montagem de células solares com material totalmente nacional", diz a professora Ana Flávia Nogueira, coordenadora de um grupo de 15 pesquisadores composto por pós-doutores e alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado, que desenvolve dispositivos para aproveitamento da energia solar. A pesquisadora começou a se interessar pela área em 1996, durante a sua dissertação de mestrado orientada pelo professor Marco-Aurélio De Paoli, também do Instituto de Química. Atualmente, as pesquisas que coordena estão concentradas em duas tecnologias que utilizam mecanismos diferentes para converter energia solar em eletricidade. 

Uma delas é baseada na tecnologia dye-cells ou células fotoeletroquímicas preparadas com dióxido de titânio (TiO2), uma substância utilizada em pastas de dente e tintas brancas de parede, com propriedades semicondutoras. Mas como o dióxido de titânio não absorve luz por ser branco, é preciso recorrer a um corante adequado para sensibilizá-lo e promover a absorção da energia solar. "O termo sensibilizar pode ser usado como sinônimo de dar cor ao óxido de titânio com corantes naturais ou sintéticos que absorvam na faixa de luz visível ao olho humano", explica a pesquisadora. 


Extratos naturais - Os corantes inorgânicos que possuem um metal parecido com o magnésio encontrado na clorofila - pigmentos vegetais que funcionam como fotorreceptores na fotossíntese - são os mais eficientes para desempenhar essa tarefa. Até agora os compostos de rutênio, elemento químico usado em catalisadores, têm se mostrado imbatíveis nesse papel pela capacidade de absorção e transferência de energia, mas outros corantes também têm apresentado bons resultados. Na Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa da professora Neyde Yukie Murakami Iha, do Laboratório de Fotoquímica e Conversão de Energia, que desde 1985 dedica-se ao estudo de sistemas para armazenamento e conversão de energia solar, tem testado corantes naturais com extratos de amora, jabuticaba, açaí, jambolão e outras frutas e flores que contêm pigmentos antioxidantes chamados antocianinas, com cores características como vermelho, azul e roxo. "Fizemos uma célula solar com corante natural que está funcionando há mais de um ano", relata Neyde. "A vantagem é que fica muito mais viável economicamente e agride bem menos o ambiente." 

Em 1995, a pesquisadora começou a desenvolver as células solares sensibilizadas por corantes do tipo dye-cells. "O grande impulso para essas pesquisas veio com o professor Michael Grätzel, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, que mostrou a viabilidade comercial do sistema de nanopartículas de cristais de dióxido de titânio", diz Neyde. Em 1991, Grätzel criou uma célula que, em vez de usar uma camada única de dióxido de titânio, era formada por pequenas partículas do óxido metálico com cerca de 20 nanômetros de diâmetro, cobertas com uma fina camada de pigmento. O método aumentou a superfície efetiva disponível para a absorção de luz solar. Desde então o grupo do pesquisador suíço e outros grupos de pesquisa têm procurado aumentar a eficiência de conversão energética desses dispositivos, utilizando novos materiais e soluções inovadoras para montagem dessas células. 
Basicamente, elas funcionam de maneira semelhante a uma bateria de celular, com dois eletrodos e, entre eles, um eletrólito, um meio condutor que faz o transporte das cargas elétricas por meio de íons. "O funcionamento dessas células, que são montadas como um sanduíche, constitui um verdadeiro sistema químico integrado", diz Ana Flávia. Esse sistema é constituído por um corante com alta absorção de luz, que separa e transfere a carga elétrica para o dióxido de titânio e é regenerado pelo eletrólito. As cargas elétricas separadas nesse processo se recombinam após passar por um circuito externo, fazendo com que ocorra a criação de uma corrente elétrica. Na USP, um protótipo da célula solar de 10 por 10 centímetros demonstra as possibilidades da tecnologia. Ligado a uma fonte de luz, é capaz de movimentar um pequeno motor que faz girar uma hélice. 

Recentemente, a empresa G24 Innovations, do Reino Unido, que tem o licenciamento da patente de Grätzel para a Europa, colocou à venda carregadores de celulares e casacos com placas de captação de energia solar, feitos com filmes flexíveis sensibilizados por corantes. A empresa australiana Dyesol está se preparando para lançar em escala comercial painéis com essa tecnologia para aplicação em fachadas de casas e edifícios. "Ela já tem a tecnologia pronta para isso", diz Neyde, que em 2007 fez uma visita à empresa. "Só não colocou ainda os produtos no mercado porque quer ter a garantia de que a manutenção será feita de forma adequada, para que os painéis efetivamente tenham vida útil de dez anos, como o planejado." Para isso, a Dyesol está fazendo consórcios com empresas e centros de pesquisa de vários países. "Uma das grandes vantagens das dye--cells é a capacidade que elas têm de operar em baixas condições de luminosidade", diz Neyde. 

O grupo da USP, que contou com financiamento da FAPESP e do CT-Energ, Fundo Setorial de Energia do Ministério da Ciência e Tecnologia, para realização das pesquisas, tem cinco patentes depositadas com a tecnologia. Algumas empresas se interessaram em começar a produzir as dye-cells, mas as negociações ainda estão em andamento. "Além de converter a energia solar em eletricidade, essa tecnologia tem potencial para produzir hidrogênio e metano, que podem ser utilizados como combustíveis", relata Neyde. O laboratório da USP fez uma parceria com o professor Thomas Meyer, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de catalisadores e sistemas integrados para a realização da fotossíntese artificial produzindo combustíveis solares. 

A outra tecnologia que está sendo pesquisada na Unicamp, a mesma empregada nos filmes flexíveis dos produtos lançados pela empresa britânica, são as células solares que utilizam materiais semicondutores orgânicos, como polímeros ou moléculas, como camada ativa nos equipamentos de energia solar. Para prepará-las são usados dois semicondutores com características diferentes para fazer o transporte eletrônico. Nesse caso, os dois eletrodos são colocados diretamente em contato, sem necessidade de um eletrólito. "As células orgânicas nos permitem trabalhar com diversos materiais, o que propicia o desenvolvimento de módulos flexíveis, coloridos e transparentes", diz Ana Flávia. Na Universidade Federal do Paraná, desde 1998 o professor Ivo Hümmelgen, do Departamento de Física, pesquisa esses dispositivos feitos com polímeros, que podem também ser associados a fulerenos ou a nanotubos, estruturas nanométricas feitas de átomos de carbono. "Usamos como camada ativa derivados de poliotiofenos, uma família de polímeros que têm uma absorção bastante acentuada na região visível do espectro solar", diz Hümmelgen. Os fulerenos e nanotubos aumentam a eficiência do processo, pois são os responsáveis por separar e transportar a carga no interior do dispositivo.


Conversão energética - "Um problema básico tanto das dye-cells como das orgânicas é que a eficiência ainda é mais baixa do que as células solares inorgânicas de silício utilizadas atualmente", diz Hümmelgen. Isso porque as condições de produção em laboratório, com processos extremamente controlados, nem sempre são possíveis de ser repetidas na produção em larga escala. Enquanto as células comerciais à base de silício policristalino têm eficiência média de 11%, as dye-cells chegam a 7% ou 8% em laboratório. "Em alguns laboratórios já foram obtidas células certificadas com até 11% de eficiência", relata Neyde. Os cálculos para medição da eficiência energética englobam a totalidade da luz do sol que é convertida em eletricidade. "Esse cálculo leva em conta todo o espectro solar, que vai desde o visível até o infravermelho próximo", explica Neyde. "Existem regiões com eficiência de 80% e outras sem nenhum aproveitamento." 

Os carregadores de celular da empresa inglesa G24, por exemplo, permitem 20 minutos de conversação a cada hora de luz solar. Apesar de parecer pouco, é preciso considerar que essa é uma aplicação portátil, ideal para locais não conectados à rede elétrica. Apesar da menor eficiência, a tecnologia é promissora não só para aplicações em comunidades isoladas como também em áreas urbanas. A previsão de custo em escala industrial é cerca de 50% menor do que o de uma célula de silício. "Como a presença de pequenas impurezas no semicondutor não constitui problema para o funcionamento das dye-cells, são dispensados procedimentos complicados necessários para a fabricação das células de silício, como o uso de sala limpa e de roupas especiais", diz Neyde. O custo projetado para as células solares orgânicas e dye-cells é de US$ 0,40 por watt, ante US$ 3,00 por watt de tecnologias à base de silício.

No Brasil, o potencial de geração de energia fotovoltaica é de 10 mil megawatts (MW), quase uma usina de Itaipu, mas não é possível aproveitá-la totalmente porque é necessário ter espaços disponíveis para a instalação de usinas de energia solar. Até agora apenas 12 MW estão efetivamente instalados em comunidades isoladas, enquanto outros 80 integram sistemas conectados à rede elétrica, mas em caráter experimental.

O Brasil é um grande exportador de quartzo, matéria-prima usada para fabricar o silício de grau solar, mas não domina a tecnologia de produção desse material semicondutor com alto valor agregado. "O processo de crescimento dos cristais de silício é extremamente caro, porque envolve temperaturas altíssimas e um processo litográfico complexo para obtenção de cristais perfeitos", explica Ana Flávia. Outra crítica feita pelas pesquisadoras à utilização do silício é o custo da energia gasta para a sua produção. "Para fins espaciais, por exemplo, é uma tecnologia que justifica o preço final", diz Neyde. Mas o alto custo impede que seja empregada em larga escala. "O custo de instalação de um sistema de captação solar baseado no silício para uma casa de 200 metros quadrados fica em torno de US$ 35 mil", diz Ana Flávia. Os cálculos foram feitos pela empresa SunLab, de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. 

1- Em uma planta viva, que molécula realiza o papel de "um corante adequado para promover a absorção da energia solar"?

2- De acordo com o texto, as células fotoeletroquímicas são constituídas "por um corante com alta absorção de luz" e permitem "a criação de uma corrente elétrica". Nos organismos fotossintetizantes em seu estado natural, a energia luminosa também é transformada em energia elétrica? Explique.

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19

ago
2011

Trabalho bem feito!

Vídeo do 9o.EF

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8

ago
2011

Água em Marte

Nasa anuncia evidência de água líquida na superfície de Marte

FOLHA DE SÃO PAULO (04/08/2011-16h12)

A Nasa (agência espacial americana) confirmou, nesta quinta-feira, ter fortes evidências da existência de água líquida na superfície de Marte.

Os dados foram coletados pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho.

"[A descoberta] reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro", comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

A água líquida, que seria salgada, aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte --a existência de água congelada próximo à superfície, em diversas regiões do planeta, já havia sido anunciada antes.

De cor enegrecida, a substância foi vista durante a primavera e o verão. No inverno, tornou-se menos visível. E voltou a surgir na primavera seguinte.

"As linhas escuras são diferentes de outros tipos de recursos [encontrados] nas encostas marcianas", disse o cientista Richard Zurek, do projeto JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, Califórnia.

"Repetidas observações mostram que [elas] se estendem cada vez mais para baixo com o tempo, durante o aquecimento da temporada."

Segundo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona e principal autor de um estudo sobre o assunto publicado nesta quinta-feira na revista "Science", o fluxo não é negro por estar úmido, mas por outras razões ainda desconhecidas.

Alguns aspectos das observações feitas pela sonda intrigam os cientistas, mas o fato de a água ser salgada reforçaria a hipótese de o solo marciano conter o líquido.

Nas estações mais quentes, a temperatura local subiria acima do ponto de congelamento e a água escorreria sob uma fina camada de poeira, encosta abaixo.

Depósitos salinos na superfície marciana eram abundantes no passado, e estudos recentes sugerem que eles ainda se formariam de modo mais limitado em algumas áreas.

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4

ago
2011

ITA

O ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) está com suas inscrições abertas de 01/08 a 15/09 para os cursos de Engenharias: Aeroespacial, Aeronáutica, Eletrônica, Mecânca-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica e Computação.

Taxa de Inscrição: R$ 100,00

Matérias cobradas na prova: Física, InglÊs, Matemática, Português e Química.

Maiores Informações: vestita@ita.br ou www.ita.br

Provas: Campinas, Ribeirão Preto ou São Paulo.

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4

ago
2011

Filtro Solar - 6o.EF

Assista duas vezes, ou mais. Preste atenção na letra.

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4

ago
2011

DNA - música

Essa é a versão melhorada!!! rs

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3

ago
2011

Fuvest - novidades

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) divulgou nesta segunda-feira (1º) o manual do candidato do vestibular 2012 da USP (Universidade de São Paulo) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP. A inscrição para a prova acontece entre os dias 26 de agosto e 9 de setembro pela internet, com taxa de R$ 120.

Baixe o manual por este link:

http://download.uol.com.br/vestibular2/fuvest2012/fuv2012manual.pdf

 

A Pró-Reitoria de Graduação da USP descartou o uso das notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 para composição da nota do vestibular de 2012.

Os locais de prova da primeira fase poderão ser consultados a partir de 21 de novembro. A lista de convocados para a segunda fase e os locais do exame serão divulgados em 19 de dezembro.

A divulgação da primeira chamada está prevista para 4 de fevereiro, com matrícula nos dias 8 e 9 do mesmo mês.

O calendário pode ser encontrado neste link da própria instituição:

http://www.fuvest.br/vest2012/calend/calend.stm

 

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3

ago
2011

Quentinhas - últimas novidades do vestibular

Enem 2011 será única forma de seleção em pelo menos 30 universidades federais

 

Confira pelo mapa, no link a seguir:

http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/08/02/enem-2011-sera-unica-forma-de-selecao-em-pelo-menos-30-universidades-federais-confira.jhtm

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