Portal da Educao Adventista

*Ciências da Natureza*

17

jun
2011

Olimpíada 2011 - Mensagem Final

Senhor meu Deus, agradeço pela possibilidade de realização desse projeto, pela nossa escola e pelos meus alunos que participaram com compromisso e seriedade deste evento. Estou muito feliz!

E, se for da sua vontade que em 2012 tenhamos a 2a. edição.

Abençoe a todos, por Jesus!

Amém.

 

 

 

 

comentários[0]

17

jun
2011

Olimpíada - Premiação

PREMIAÇÃO DO ENSINO MÉDIO - GERAL

 

1º. LUCAS TONIOLO PEREIRA (1 INSCRIÇÃO PARA O VESTIBULAR) - 24 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2º. STÉFANO POLISEL BONAZZI (1/2 INSCRIÇÃO PARA O VESTIBULAR) - 23 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3º. RENAN VITTI RUIZ (1/2 INSCRIÇÃO PARA O VESTIBULAR) - 23 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4º. DIOGO H. ZAMBETTA (LIVRO DE BIOLOGIA) - 22 PONTOS

5º. GILLYADE C. MENINO (LIVRO DE BIOLOGIA) - 21 PONTOS

6º. MAYARA C. OKAMOTO (LIVRO DE BIOLOGIA) - 21 PONTOS

7º. NATHALIA S. DORIGON (LIVRO DE BIOLOGIA) - 21 PONTOS

8º. ERIK ROBERTO VICENTE (LIVRO DE BIOLOGIA) - 21 PONTOS

comentários[0]

17

jun
2011

Olimpíada - Premiação

PREMIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL - GERAL

 

 

1º. ISABELLA AUGUSTI (MEDALHA DE OURO, PEN DRIVE E LIVRO DE BIOLOGIA) - 21 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2º. LEONARDO MEDICI CEREGATO (MEDALHA DE PRATA E PEN DRIVE) - 20 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3º. ANA RAQUEL MENDES (MEDALHA DE BRONZE E PEN DRIVE) - 19 PONTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4º. FELIPE GUARNIERI PEREIRA (LIVRO DE BIOLOGIA) - 16 PONTOS

5º. JESSICA (LIVRO DE BIOLOGIA) - 16 PONTOS

6º. LAURA CAETANO MENEGHELLI (LIVRO DE BIOLOGIA) - 16 PONTOS

7º. CAROLINE RESENDE SILVEIRA (LUPA) - 16 PONTOS

8º. VITOR GOMES ANTUNES (LUPA) - 15 PONTOS

comentários[0]

17

jun
2011

Olimpíada - Resultado Final

Ensino Médio

 

3º.EM

1o. - RENAN

2o. - NATHALIA

3o. - ERIK

4o. - VITOR

5o. - SARA

 

 

2º.EM

1o. - LUCAS

2o. - STÉFANO

3o. - DIOGO

4o. - MAYARA

5o. - BEATRIZ

 

1º.EM

1o. - GILLYADE

2o. - MARIANE

3o. - CAIO

4o. - DAIANE

5o. - FELIPE

comentários[0]

17

jun
2011

Olimpíada - Resultado Final

Ensino Fundamental

 

9o. EF

1o. - ANA RAQUEL

2o. - CAROLINE

3o. - KEVIN

4o. - GUSTAVO

5o. - LUANA

comentários[0]

17

jun
2011

Olimpíadas - Resultado Final

Ensino Fundamental

 

6º.EF

1o. - PABLO

2o. - DEBORA

3o. - THAINA

4o. - ARTHUR

5o. - LUCAS FERNANDES

 

 

7º.EF

1o. - FELIPE 

2o. - RUBENS

3o. - IZADORA

4o. - GUILHERME MOURA

5o. - ANGELO FABRICIO

 

 

8º.EF

1o. - ISABELLA

2o. - LEONARDO

3o. - JÉSSICA

4o. - LAURA CAETANO

5o. - VITOR

comentários[0]

13

jun
2011

Olimpíada - Resultado Parcial

Turma

Média de Acertos

6º. EF

8,8

7º. EF

8,9

8º. EF

10,3

9º. EF

10,8

1º. EM

13,3

2º. EM

13,7

3º. EM

14,1

comentários[0]

10

jun
2011

Olimpíada de Ciências

Boa sorte a todos!

1- A

11- C

21- D

2- D

12- E

22- D

3- B

13- E

23- E

4- D

14- B

24- A

5- C

15- E

25- C

6- B

16- E

26- E

7- D

17- B

27- E

8- A

18- D

28- A

9- A

19- E

29- D

10- B

20- D

30- A

comentários[4]

7

jun
2011

Olimpíada de Ciências

Protocolo de Kyoto - Histórico

 

1988: A primeira reunião entre governantes e cientistas sobre as mudanças climáticas, realizado em Toronto, Canadá, descreveu seu impacto potencial inferior apenas ao de uma guerra nuclear. Desde então, uma sucessão de anos com altas temperaturas têm batido os recordes mundiais de calor, fazendo da década de 1990 a mais quente desde que existem registros.

 

1990: O primeiro informe com base na colaboração científica de nível internacional foi o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, em inglês), onde os cientistas advertem que para estabilizar os crescentes níveis de dióxido de carbono (CO2) - o principal gás-estufa - na atmosfera, seria necessário reduzir as emissões de 1990 em 60%.

 

1992: Mais de 160 governos assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática na ECO-92. O objetivo era "evitar interferências antropogênicas perigosas no sistema climático". Isso deveria ser feito rapidamente para poder proteger as fontes alimentares, os ecossistemas e o desenvolvimento social. Também foi incluída uma meta para que os países industrializados mantivessem suas emissões de gases-estufa, em 2000, nos níveis de 1990. Também contém o "princípio de responsabilidade comum e diferenciada", que significa que todos os países têm a responsabilidade de proteger o clima, mas o Hemisfério Norte deve ser o primeiro a atuar.

 

1995: O segundo informe de cientistas do IPCC chega a conclusão de que os primeiros sinais de mudança climática são evidentes: "a análise das evidências sugere um impacto significativo de origem humana sobre o clima global. Um evidente desafio para os poderosos grupos de pressão em favor dos combustíveis fósseis, que constantemente legitimavam grupos de cientistas céticos quanto a essa questão,  para sustentar que não haviam motivos reais de preocupação.

 

1997: Em Kyoto, Japão, é assinado o Protocolo de Kyoto, um novo componente da Convenção, que contém, pela primeira vez, um acordo vinculante que compromete os países do Hemisfério Norte a reduzir suas emissões.

 

 

Do que trata o Protocolo de Kyoto

(resumo)

 

Compromete a uma série de nações industrializadas (Anexo B do Protocolo) a reduzir suas emissões em 5,2% - em relação aos níveis de 1990 - para o período de 2008-2012. Esses países devem mostrar "um progresso visível" no ano de 2005, ainda que não se tenha chegado à um acordo sobre o significado desse item.

 

Estabelece 3 "mecanismos de flexibilidade" que permitem à esses países cumprir com as exigências de redução de emissões, fora de seus territórios. Dois desses mecanismos correspondem somente a países do Anexo B: a Implementação Conjunta e o Comércio de Emissões; o terceiro, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo-MDL permite atividades entre o Norte e o Sul, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento sustentável.

 

Espera-se que os distintos "crédito de carbono", destinados a obter reduções dentro de cada item, serão comercializados entre países de um mesmo mercado de carbono. As negociações acerca dos detalhes, incluindo a forma em que se distribuirão os benefícios, estão em andamento.

 

 

As ONGs

 

O Greenpeace considera que os projetos relacionados com sorvedouros de carbono, energia nuclear, grandes represas e "carbono limpo" não cumprem com os requisitos necessários para receber "créditos" de emissão, de acordo com o MDL. O MDL requer que os projetos produzam "benefícios à longo prazo, reais e mensuráveis".

comentários[0]

6

jun
2011

Olimpíada de Ciências

 Sombras sobre a floresta

Nuvens de fumaça das queimadas bloqueiam 20% da luz solar, diminuem as chuvas e esfriam a Amazônia

Marcos Pivetta

Edição Impressa 86 - Abril 2003 © PAULO ARTAXO / IF-USP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pôr-do-sol às 10 horas em Ji-Paraná: atmosfera saturada de partículas

 

 Quase todo mundo já viu esta cena, ao vivo ou na televisão: nuvens de fumaça tingem de cinza o céu da Amazônia no auge da estação das queimadas, entre agosto e outubro, a época mais seca do ano na região. Nesse período, por falta de visibilidade, microscópicas partículas decorrentes da combustão da vegetação, chamadas de aerossóis, turvam de forma tão marcante o firmamento que aeroportos de capitais como Rio Branco e Porto Velho fecham constantemente para pousos e decolagens. Num dia especialmente opaco, um falso, lento - e lindo - pôr-do-sol pode começar ao meio-dia e se arrastar por horas.

Tudo por causa da sombra de aerossóis que paira sobre partes significativas da Amazônia quando o homem usa uma das formas mais primitivas e poluidoras de limpar e preparar a terra para o cultivo, o fogo. A escuridão fora de hora, como se sobre a floresta houvesse um guarda-sol gigante fabricado pelo homem, pode ser o efeito mais visível de uma atmosfera saturada de finíssimas partículas suspensas, mas nem de longe é o único.

Só agora a ciência começa a ter elementos para ver que as queimadas, principal fonte de aerossóis durante a estiagem na região Norte, perturbam o clima e a vegetação de formas ainda mais sutis e perversas. Ao desencadear uma cascata de eventos físico-químicos poucos quilômetros acima da floresta, a espantosa concentração de aerossóis na Amazônia no auge da estação do fogo - com picos de 30 mil partículas por centímetro cúbico de ar, uma taxa cerca de 100 vezes maior do que a verificada na poluída cidade de São Paulo em pleno inverno - altera o ambiente imediatamente abaixo da nuvem de fumaça: reduz em média um quinto da luz solar que incide sobre o solo, tem potencial para esfriar a superfície em até 2º Celsius e diminuir de 15% a 30% as chuvas na região.

A redução da radiação solar na superfície, provocada pelo excesso de partículas em suspensão, pode ainda puxar para baixo a taxa de fotossíntese das árvores. "Como as partículas, às vezes, viajam milhares de quilômetros na atmosfera antes de caírem no chão, os efeitos dos aerossóis podem se manifestar em pontos distantes de onde ocorrem as queimadas", afirma Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade São Paulo (IF/USP), um dos pesquisadores que participam do Experimento de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). "Partículas provenientes da Amazônia já foram encontradas nos Andes e em São Paulo."

Isso não quer dizer que, em razão do resfriamento e da estiagem associados à ação dos aerossóis, a venda de malhas tenha disparado ou que os guarda-chuvas tenham caído em desuso em setores da Amazônia entre agosto e outubro. Tampouco há evidências inequívocas de que as árvores sofram uma baixa na fotossíntese nesse período do ano. Por ora, com exceção da mensurável queda na luminosidade que incide sobre a superfície na época das queimadas, as demais conseqüências atribuídas ao manto de poeira suspensa sobre a floresta ainda carregam um considerável grau de incerteza.

Aparecem mais na teoria, nos cálculos e modelos climáticos rodados em computadores, do que na realidade do dia-a-dia. Mas não se pode esquecer que os modelos são, em grande medida, o laboratório dos cientistas do clima, que, de outra forma, não teriam como estudar o impacto de alguns fenômenos da natureza. A boa notícia é que a quantidade de informações que começa a surgir sobre o clima da Amazônia com o LBA - megaprojeto internacional de US$ 80 milhões que, desde 1999, reúne mais de 300 pesquisadores da América Latina, Europa e Estados Unidos, sob a liderança do Brasil - não tem paralelo e já está ajudando a entender o efeito dos aerossóis nesse ecossistema. "Agora, temos informações riquíssimas que nunca foram disponíveis", diz a pesquisadora Maria Assunção Faus da Silva Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, que também participa do LBA.

 

Ação dos aerossóis

Quando se fala em queimadas na Amazônia, o primeiro vilão ambiental que vem à mente é o dióxido de carbono (CO2), o popular gás carbônico, um dos subprodutos da combustão da vegetação. Principal composto associado ao aumento do efeito estufa, fenômeno responsável por provocar um aquecimento no clima de todo o planeta que pode alterar drasticamente as condições de vida na Terra, o dióxido de carbono é um tema recorrente. Já os aerossóis, cujo diâmetro varia de 0,01 a 20 micrômetros (1 micrômetro é a milionésima parte do metro), são um tema mais novo e menos compreendido. Nem por isso, menos importante. "Esse campo de estudo ainda está em franco desenvolvimento", comenta Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, coordenador científico do LBA. "O impacto dos aerossóis é mais difícil de entender."

A hipótese de os aerossóis serem um fator amenizador das temperaturas não é inédita, tampouco é usada somente no contexto amazônico. Quando entrou em erupção em 1991, o vulcão filipino Pinatubo expeliu enormes quantidades de lava e cinzas e levou a uma redução significativa na temperatura média da maior parte do planeta durante um ano. Nesse contexto, um apressadinho poderia concluir que o homem deveria aumentar deliberadamente as taxas de produção de aerossóis para combater o aquecimento global causado pelo aumento do efeito estufa. Além de ninguém saber com certeza se essa solução seria realmente eficaz, há uma insanidade embutida nesse raciocínio: os aerossóis são uma forma de poluição do ar e não faz sentido combater o aquecimento global com mais sujeira. "Eles fazem mal à saúde humana e carregam elementos tóxicos que afetam os ecossistemas", lembra Artaxo.

Tudo o que produz fumaça em grande quantidade pode originar aerossóis. Essas partículas podem ser emitidas pelas atividades industriais, erupções de vulcões, motores de carros, grãos de pólen, bactérias, poeira do solo, entre outras fontes. Na região Norte, durante a estiagem, o que provoca um aumento brutal nas concentrações de aerossóis são as cinzas das queimadas. Por terem vida curta, de cerca de uma semana na atmosfera, os aerossóis produzem efeitos mais em nível local ou regional. Não são como o dióxido de carbono, gás que demora mais de 100 anos para sumir da atmosfera e tem uma ação muito mais cumulativa e de ordem global no clima da Terra. Mas, como todo ano, durante pelo menos três meses, as partículas lançadas ao ar pelas queimadas se incorporam ao ecossistema amazônico com uma intensidade impressionante, suas repercussões não devem ser tão temporárias assim na região Norte do país.

 

Bloqueador solar

Com a ajuda de imagens de satélites, instrumentos instalados em pontos da floresta que registram ininterruptamente a temperatura, a radiação solar e o fluxo de gases, e medições feitas com auxílio de aviões, sobretudo durante as duas grandes campanhas realizadas pelo megaprojeto (uma na estação mais úmida, entre janeiro e fevereiro de 1999, e outra na época de transição entre a seca e o início das chuvas, de agosto a novembro do ano passado), a ação dos aerossóis sobre o clima da Amazônia saltou à vista dos pesquisadores do LBA. Há muitas incertezas sobre o impacto das partículas em suspensão, mas uma coisa é certa: elas realmente são muito eficientes em bloquear a luz durante as queimadas na Amazônia, uma vez que o manto de fumaça pode se estender por uma área de 2 a 4 milhões de quilômetros quadrados, algo entre 40% e 80% do território total desse ecossistema.

É verdade que para enxergar isso nem é necessário ser cientista, basta olhar para o céu num dia enfumaçado. Mas os pesquisadores acabam de quantificar esse decréscimo de radiação solar na superfície com grande riqueza de detalhes. Cálculos feitos em dois pontos da região Norte - em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, e em Ji-Paraná, em Rondônia - mostram que, em média, de agosto a outubro, 20% da radiação solar é absorvida pelos aerossóis ou refletida e enviada de volta ao espaço. Em casos extremos, ocorrem picos em que a retenção ou a reflexão dos raios de sol podem chegar a 50%. Mesmo a luz que consegue atravessar a espessa camada de fumaça chega à superfície em grande parte alterada: a quantidade de radiação direta cai freqüentemente a um terço do normal e a de radiação difusa (que não incide frontalmente sobre os olhos) pode aumentar até sete vezes.

Para chegar a esses resultados, a pesquisadora Aline Sarmento Procópio, da equipe de Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, analisou dados referentes a quatro anos de observações em Ji-Paraná e Alta Floresta. "É interessante destacar que, mesmo separadas por aproximadamente 700 quilômetros, essas duas cidades apresentam padrões semelhantes de alterações no fluxo de radiação solar causadas pelos aerossóis. Isso indica que o problema é de ordem regional e afeta grande parte da Amazônia ", comenta Aline.

 

Resfriamento

Se a poeira suspensa funciona como uma espécie de guarda-sol opaco sobre a floresta, impedindo a chegada de uma parte considerável de luz à superfície, nada mais natural do que pensar que essas partículas exerçam um efeito resfriador ao nível do solo durante o período de seca. Pode parecer uma ironia afirmar que um subproduto da combustão vegetal - processo que, num primeiro momento, logicamente aquece o local onde ocorre a queimada - possa ocasionar, num segundo instante, uma queda na temperatura.

Mas, pelas contas dos pesquisadores, a concentração de partículas provenientes das queimadas tem, teoricamente, a capacidade de diminuir a temperatura na superfície imediatamente abaixo da nuvem de fumaça em torno dos 2º C (Celsius). Numa região como a Amazônia, onde se atingem facilmente médias diárias de 35º C, essa redução na temperatura pode parecer modesta. Mas esses valores são, ao contrário, extremamente altos, ainda mais quando se sabe que alterações significativas no clima do mundo podem ser provocadas por oscilações da ordem de apenas meio grau Celsius.

Há, no entanto, alguns senões nessa história de encarar as partículas em suspensão como um ar-condicionado instalado sobre a Amazônia. Esse conceito é válido para os prováveis efeitos dos aerossóis ao nível do solo - mas não alguns quilômetros acima da floresta, onde se encontram essas partículas de poluição. Se resfriam a superfície terrestre ao barrar a passagem de parte da luz solar que incidiria sobre o planeta, os aerossóis produzem justamente o efeito contrário na troposfera, a camada atmosférica que se estende até aproximadamente 15 quilômetros acima da superfície terrestre. Uma porção da radiação solar bloqueada é absorvida pelos próprios aerossóis, que se encarregam de elevar a temperatura da atmosfera pela emissão de radiação térmica.

Nesse caso, o ar aquecido transmite algum calor para o que está embaixo, para o solo, como uma lareira esquenta uma pessoa não muito distante. "Por convecção, uma parte do calor extra na atmosfera passa para a superfície, diminuindo assim a ação resfriadora dos aerossóis sobre o solo", diz Carlos Nobre, do Inpe. Nesse caso, em vez de reduzir em 2º C a temperatura na superfície, os aerossóis, na prática, acabariam baixando em apenas 0,5º C a temperatura no chão, segundo Nobre. Isso porque a queda de temperatura produzida pelos aerossóis na superfície é de uma magnitude um pouco maior do que o aquecimento ocasionado na troposfera.

Deu para entender? Quer mais complexidade nesse quadro? A escassez de séries históricas sobre o clima na região Norte dificulta qualquer comparação de mais longo prazo sobre o impacto atual dos aerossóis nas temperaturas. Ninguém, por exemplo, sabe qual era a temperatura média em Alta Floresta durante os meses de estiagem na década de 60, antes do início dos projetos de colonização na Amazônia. Portanto, fica difícil confrontar os dados do passado, que não existem, com os de hoje.

Aliás, há 40 anos, a cidade não havia sequer sido fundada e seu atual território não passava de um pedaço intocado de selva. Mais um complicador? Como a presença de aerossóis não é nem de longe o único fator que determina a temperatura real medida num lugar, a ação de resfriamento das cinzas pode não ser tão intensa assim. Outras variantes climáticas podem amenizar ou mesmo contrabalançar o seu efeito. Em anos em que, por exemplo, ocorre o fenômeno climático El Niño, que altera os índices pluviométricos em vários pontos do globo, costuma chover menos no norte da Amazônia. "Por todos esses condicionantes, ainda não vemos de maneira clara a ação dos aerossóis sobre a temperatura na superfície da Amazônia", afirma Artaxo, que coordena um projeto temático da FAPESP no âmbito do LBA.

 

Chuvas atrasadas

Resta a questão das chuvas. Qual o impacto dos aerossóis nos índices pluviométricos da Amazônia? Ninguém sabe dizer com certeza, mas, de maneira geral, há evidências de que as chuvas podem ser atrasadas ou reduzidas em até 30% em decorrência da presença elevada de aerossóis na atmosfera. Num raciocínio lógico, os pesquisadores acreditam que se as altas concentrações de aerossóis diminuem as temperaturas na superfície, a taxa de formação de nuvens na região também se reduz. Como há menos calor no nível do solo, formam-se menos correntes ascendentes de ar quente, as chamadas térmicas. Visto que são exatamente essas bolhas de calor as responsáveis por transportar o vapor d'água da superfície terrestre para os céus - como se sabe, o ar quente sobe -, a quantidade disponível de matéria-prima para a ocorrência de chuvas na atmosfera também se torna menor.

O excesso de aerossóis pode ainda influenciar a formação de nuvens na Amazônia por meio de outro mecanismo. Cerca de dois terços das partículas de fumaça em suspensão na atmosfera são capazes de reter água e exercer o papel de núcleos de condensação de nuvens (NCN). O vapor d'água se acumula sobre esses núcleos e forma gotas de nuvens que crescem até o ponto em que as gotas se tornam muito grandes e pesadas e despencam na forma de chuva. Quando há poucas partículas de aerossóis na atmosfera da Amazônia, fora da época das queimadas, a água evaporada se concentra em poucos NCNs, que atingem mais rapidamente o tamanho necessário para voltar ao solo como chuva. É um mecanismo muito eficiente de precipitação.

Às vezes, em apenas uma hora a gota, apoiada num núcleo de condensação, cresce de tamanho 1 milhão de vezes e cai na superfície. Nesse caso, as nuvens, típicas de ambiente com ar limpo, são do tipo marítimo pela sua baixa altitude, reduzido número de NCN e grande tamanho de gota. Alcançam até 5 quilômetros de altura e produzem chuva constante e regular. Esse é o padrão dominante de formação natural de nuvens na Amazônia durante a maior parte do ano, quando o número de núcleos de condensação na atmosfera oscila entre 300 e 800 partículas por centímetro cúbico.

No auge das queimadas, os céus ficam tão carregados de aerossóis que os picos de concentração de NCN podem atingir 30 mil partículas por centímetro cúbico. Esse alto grau de poluição muda todo o cenário de formação de nuvens e chuva na Amazônia. "Quando há excesso de aerossóis, o vapor d'água se espalha por mais núcleos de condensação e demora mais para virar chuva", explica Maria Assunção, do IAG-USP, coordenadora de outro projeto temático da FAPESP no âmbito do LBA. Nessa situação, as nuvens são do tipo continental, comumente encontradas em locais poluídos, e podem atingir até 15 quilômetros de altura. O crescimento das gotas é tão lento que, em alguns casos, a água, em vez de cair na forma de chuva, evapora novamente na atmosfera e é levada pelas correntes de vento para outras regiões. Ocorre, então, um deslocamento geográfico da pluviosidade: a chuva que deveria cair numa área desloca-se para outra.

 

 Tempestades

Se a água das nuvens continentais não evaporar e essa formação passar dos 5 quilômetros de altura, ela se solidifica e vira gelo, visto que nessa porção da atmosfera a temperatura é inferior a 0º C. Resultado: surge um cúmulo-nimbos, a nuvem de tempestade, que produz raios e trovões. Nesse caso, a chuva demora mais para ocorrer, mas, quando acontece, é muito mais violenta e se concentra num só período. "Durante a campanha do LBA no ano passado em Rondônia, esperávamos que as chuvas começassem em meados de outubro, mas elas só vieram em novembro", relembra Maria Assunção. "Não dá para assegurar que esse atraso se deveu aos aerossóis lançados à atmosfera pelas queimadas, embora suspeitemos disso."

Como se vê, as altas taxas de aerossóis, como as verificadas ao menos três meses ao ano na Amazônia, podem bagunçar três grandes variantes do clima: os níveis de radiação solar, a temperatura na superfície (e na atmosfera) e o regime de chuvas. Se o impacto dessas alterações na dinâmica do próprio clima ainda não é bem conhecido, o que dizer então de suas conseqüências no ecossistema em si, na floresta e seus habitantes? Num primeiro momento, a incidência de menos luz sobre a mata aguça a hipótese de que a fotossíntese das plantas deve diminuir nesse ambiente mais embaçado criado pela fumaça das queimadas. Mas a fisiologia vegetal não responde de forma tão simples e direta. "Pode até ser que o efeito dos aerossóis seja maior na ecologia do que na física da atmosfera, mas ainda precisamos fazer estudos nessa linha", comenta Carlos Nobre, do Inpe.

O desarranjo no clima da Amazônia provocado pela emissão de aerossóis também interessa diretamente às outras regiões brasileiras e aos demais países. Se ficar comprovado que as altas concentrações de fumaça diminuem as chuvas na região Norte, o tema entra na ordem do dia da agenda internacional. Isso porque a floresta amazônica - arainforest , em inglês - é, depois dos oceanos, a maior fonte de vapor d'água do planeta.

Se muda a chuva na Amazônia, provavelmente altera a chuva em outras partes do globo. Num estudo publicado em outubro passado noJournal of Geophysical Research , pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, simularam em computador efeitos climáticos em alguns pontos do planeta que poderiam ser decorrentes do desmatamento da Amazônia. No trabalho, observaram reduções significativas nos índices de chuva e evaporação, sobretudo durante a estação mais úmida, em pontos da terra tão distantes como os estados norte-americanos de Dakota do Sul e Dakota do Norte, unidades federativas próximas à fronteira com o Canadá.

comentários[0]

4

jun
2011

#lutopelasflorestas

Hoje é o dia mundial do meio ambiente.

 

 

 

 

 

Expresse aqui sua indignação pela falta de respeito com a natureza!!!

Informe outras pessoas, vamos passar essa corrente.

 

Participe também desta interessante ação no site:

http://florestadepixel.danoninho.com.br

comentários[1]

3

jun
2011

Festa do Milho

Vem aí...

comentários[0]

3

jun
2011

Olimpíada de Ciências

Políticas para a Floresta Amazônica

Está exposta a necessidade de um processo de estruturação das políticas ambientais na Amazônia, até o contexto da concepção da gestão pró-ambiente, inserido até mesmo na questão do pagamento por serviços ambientais prestados.

O modelo de ocupação da Amazônia, induzido pelo Estado Brasileiro, vem dificultando a estruturação de um processo de crescimento e desenvolvimento equilibrado. Portanto, existem muitos fatores que contribuem para a falta de efetividade na aplicação das políticas públicas ambientais para a Amazônia e estas questões influenciam a vida das pessoas do local.

Deve ser analisada a concepção e aplicação de uma política pública e sua relação com o desenvolvimento rural, no que tange à questão dos serviços ambientais, da estrutura social, econômica e ambiental. 

Estatísticas mostram que a renda média das pequenas propriedades pode melhorar mediante políticas de inserção aos mercados da produção de frutas abundantes na região. Outro aspecto verificado foi o desenvolvimento da consciência ambiental pelos moradores. No entanto, verificou-se que o limite desta consciência está nos incentivos econômicos, dados para a oferta dos serviços ambientais. Identificou-se a falta de sintonia entre os órgãos gestores para o avanço do Programa na Amazônia Legal.

O baixo nível de empoderamento enfraquece o Programa quando não há a fiscalização necessária, sobretudo, na liberação e aplicação dos recursos que devem atender o calendário produtivo. Pode-se dizer que a não aprovação do Projeto de Lei que trata da remuneração dos serviços ambientais coloca em cheque o avanço dessas políticas. No entanto, os organismos governamentais e não governamentais podem criar alternativas de incentivos econômicos para tornar viável a produção agropecuária na Amazônia, sem a derrubada de nenhum hectare de floresta.

Para pensar:

  

 

comentários[1]

2

jun
2011

Vestibular

Conselho da USP aprova mudanças na Fuvest

 

A USP (Universidade de São Paulo) definiu mudanças no vestibular 2012, elaborado pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). As alterações nas regras devem deixar o processo mais difícil. As decisões foram tomadas na manhã desta quinta-feira (2) em reunião do Conselho de Graduação da USP, com representantes de 42 unidades. O conselho permanece reunido até o final da tarde.

 

No próximo vestibular, a nota da primeira fase terá peso na nota final do candidato -- anteriormente, ela era considerada apenas para selecionar o candidato da segunda fase.

 

A nota mínima de corte subirá de 22 para 27 pontos; de dois a três candidatos podem ser aprovados para a 2ª fase - antes eram três. Caso não seja convocado após a 3ª chamada, o candidato poderá mudar de carreira.

 

No segundo dia da segunda fase, a prova terá 16 questões - antes eram 20 . Nessa prova, são cobrados conhecimentos do núcleo comum de conhecimento do ensino médio: história, geografia, matemática, física, biologia e inglês e as questões podem abranger mais de uma disciplina.

 

 

Polêmica

 

As mudanças já haviam passado por outras duas outras rodadas de discussões este ano no conselho antes da aprovação final. Representantes discentes apontaram que o vestibular, um dos mais difíceis do país, se tornaria ainda mais "elitizado".

 

Outro ponto questionado é a mudança de carreira a partir da 3ª chamada. Aqueles que elegeram um curso como 1ª opção terão prioridade sobre os outros? Itens como esse ainda serão discutidos em outras instâncias. 

 

 

Bônus

 

Além dessas mudanças, o conselho já tinha aprovado um aumento no bônus nas notas dos estudantes de escolas públicas de 12% para 15%. Esse acréscimo depende do desempenho do candidato em duas provas do vestibular da 1ª fase da Fuvest durante o segundo e o terceiro ano do ensino médio.

 

Atualmente, o vestibular da Fuvest é formado por uma primeira fase, com 90 questões de múltipla escolha, e uma segunda fase com três dias de provas dissertativas e redação.

 

Os interessados em fazer a Fuvest devem se inscrever pela internet, entre os dias 26 de agosto de 2011 e 9 de setembro. A primeira fase será realizada no dia 27 de novembro e a lista dos convocados e dos locais de exames da segunda fase será divulgada no dia 19 de dezembro.

As provas da 2ª fase serão nos dias 8, 9 e 10 de janeiro de 2012. A primeira chamada será publicada no dia 4 de fevereiro, com matrículas nos dias 8 e 9 do mesmo mês.

 

Como era o vestibular

Como será a partir de hoje

Nota da 1ª fase não é considerada no resultado final

Nota da 1ª fase será aceita no resultado

Nota mínima de corte da 1ª fase é 22

Nota mínima da 1ª fase passa para 27

Segundo dia da 2ª fase tem 20 questões

Segundo dia da 2ª fase terá 16 questões

Na 2ª fase, cursos convocam 3 candidatos por vaga

Na 2ª fase, cursos vão convocar de 2 a 3 candidatos por vaga

Não é permitido mudar de opção de carreira

A partir da 3ª chamada, será possível mudar de carreira

 

 fonte: www.uol.com.br

comentários[2]

2

jun
2011

Olimpíada de Ciências

O maior bioma do mundo

(por Herton Escobar)

O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora existentes em todo o mundo - e a maior parte delas está na Amazônia. A floresta de 4,2 milhões de quilômetros quadrados é habitada por centenas de milhares de espécies de plantas, animais, fungos, bactérias. Um refúgio de suas matas ou um braço de seus rios pode conter mais espécies do que continentes inteiros.

A Amazônia brasileira tem 1.200 espécies conhecidas de aves. Só num raio de 150 km de Manaus é possível encontrar 800 delas, mais do que nos Estados Unidos e Canadá juntos (que têm 700). E ocorre o mesmo com os peixes: o número de espécies descritas na Amazônia (mais de 2 mil) é dez vezes maior que o de toda a Europa - apenas 200. Só no Lago Catalão, entre os Rios Negro e Solimões, em frente a Manaus, há 300 espécies conhecidas, segundo os especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

As estimativas dos cientistas são de que só 10% das espécies existentes na Amazônia brasileira sejam conhecidas. Talvez menos. Ainda assim, na escala amazônica, 10% já englobam números espantosos. Só de anfíbios são 250 espécies catalogadas, ante as 81 da Europa. Os mamíferos são 311, com mais de 70 espécies de macacos e 122 de morcegos. As abelhas são 3 mil; borboletas e lagartas, 1.800. Em uma única árvore da Amazônia já foram encontradas 95 espécies de formigas - 10 a menos do que em toda a Alemanha.

Mas há uma imensidão ainda a ser desbravada. E não é preciso ir longe para encontrar novas espécies: mesmo no Rio Amazonas, o mais explorado da região, as descobertas são rotineiras - em 2005, foi identificado um exemplar de piraíba, que pode chegar as mais de 2 metros. Levantamentos recentes feitos com redes de arrasto revelaram um universo de peixes elétricos e outros animais exóticos que vivem nas regiões mais profundas do rio, em áreas de escuridão total. "Mesmo o que pensamos ser muito conhecido é pouco conhecido. É impressionante", diz o especialista Jansen Zuanon, do Inpa. A média para o Brasil é de uma nova espécie de peixe de água doce descrita por semana.

No Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, 70 novas espécies foram descritas nos últimos seis anos, incluindo vespas, aranhas, peixes, macacos, cobras e plantas. "Se tivéssemos mais pesquisadores, certamente descobriríamos muito mais", diz a diretora do museu, Ima Vieira.

A maior parte da Amazônia ainda é território inexplorado pela ciência. Estima-se que até 70% das coletas feitas sobre biodiversidade na região estão restritas aos entornos de Manaus e Belém - onde estão o Inpa, o Museu Goeldi e as principais universidades da região. Diante do tamanho e da heterogeneidade da Amazônia, é o mesmo que observar a região por um buraco de fechadura. Faltam respostas para perguntas básicas: quantas espécies existem na região? Como elas estão distribuídas? Qual o papel de cada uma na natureza? Ninguém sabe dizer ao certo. A maior biodiversidade do planeta é também a mais desconhecida.

Organismos menores e altamente diversos, como os invertebrados (que constituem 95% das espécies animais do planeta), não têm nem estimativas. "Não chamo isso nem de lacuna; é uma cratera gigantesca de informação", diz o ecólogo Thomas Lewinsohn, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenador do maior levantamento sobre biodiversidade já feito no Brasil. E completa: "Nem é incapacidade dos cientistas, é um buraco negro mesmo. Não dá nem para chutar números."

Não se trata apenas de saciar uma curiosidade científica. A falta de informações é uma ameaça direta à conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais prestados por ela. "Como é que vamos entender o funcionamento de um ecossistema se nem conhecemos as espécies que fazem parte dele?", pergunta o zoólogo Miguel Trefaut Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP).

O planejamento de obras e a definição de áreas para conservação, por exemplo, dependem diretamente desse conhecimento. "Produzimos muitas informações sobre a Amazônia, mas elas não estão organizadas de uma forma prática que possa nos dar respostas rápidas para perguntas importantes", resume José Maria Cardoso da Silva, da ONG Conservação Internacional (CI).

A última Avaliação do Estado do Conhecimento da Biodiversidade Brasileira calculou o número de espécies conhecidas no Brasil entre 168 mil e 212 mil - uma diferença de 44 mil. Prever o número real de espécies (incluindo as desconhecidas) é ainda mais difícil. Lewinsohn estima um total entre 1,4 milhão e 2,4 milhões de espécies. Baseando-se no ritmo atual, com uma média de 700 novas espécies descritas por ano, serão necessários 1.200 anos até que seja conhecida toda a biodiversidade brasileira - incluindo a da Amazônia.

A lista oficial da fauna ameaçada do Brasil inclui 58 espécies da Amazônia - 9% do total. É pouco, se for levado em conta que muitas espécies provavelmente estão ameaçadas ou já foram extintas sem que os cientistas tenham tido chance de conhecê-las. "Certamente já perdemos muito mais do que conseguimos avaliar", lamenta o ornitólogo Alexandre Aleixo, do Museu Goeldi.

 (fonte: http://www.estadao.com.br/amazonia/radiografia_o_maior_bioma_do_mundo.htm)

comentários[2]

Você está aqui

Twitter

Assinar RSS

mais buscadas

2004-2011 Educação Adventista Todos os direitos reservados.