Portal da Educao Adventista

*Ciências da Natureza*

29

abr
2011

Excursão para Poços de Caldas - 2011

olá pessoal,

vocês podem encontrar algumas fotos da excursão aqui mesmo no Blog na sessão álbuns, ou encontrar todas as que tirei no meu orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=7351922036110251031

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26

abr
2011

Datas dos vestibulares 2011

CALENDÁRIO UNIFICADO DOS VESTIBULARES

VESTIBULAR

1ª FASE

2ª FASE

Fuvest

27 de novembro de 2011

8 a 10 de janeiro de 2012

Unicamp

13 de novembro de 2011

15 a 17 de janeiro de 2012

Unesp

6 de novembro de 2011

18 e 19 de dezembro de 2011

ITA

13 a 16 de dezembro de 2011 (fase única)

                  ----------

Unifesp (sistema misto)

15 e 16 de dezembro de 2011

(considera nota do Enem)

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18

abr
2011

Matéria no Portal

olá pessoal,

sairam algumas matérias minhas no portal da educação adventista.

Um dos textos fala sobre a radioatividade.

http://www.educacaoadventista.org.br/fundamental-2/pesquisa-escolar/717/os-efeitos-da-radioatividade-no-homem.html

O outro sobre produção de energia.

http://www.educacaoadventista.org.br/fundamental-2/pesquisa-escolar/728/como-e-produzida-a-energia.html

até mais

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17

abr
2011

NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO

Recentemente uma grande polêmica tomou conta dos noticiários do país e preocupam os ambientalistas, técnicos especializados em meio ambiente e pessoas que têm consciência da importância do equilíbrio ecológico no funcionamento das paisagens e sua influência sobre as atividades humanas.

Trata-se da proposta da bancada ruralista da câmara dos Deputados em alterar o Código Florestal Brasileiro. Estes políticos têm grande influência do setor agropecuário da grande lavoura, que pedem por incentivos às suas atividades.

O agronegócio é responsável pela movimentação da economia em muitos estados do Norte e Centro Oeste do Brasil, nas chamadas regiões da fronteira agrícola, que avança sobre os cerrados, vegetação já quase toda destruída e sobre a Floresta Amazônica, principalmente nos Estados do Mato Grosso, Rondônia e Pará.

Os interesses deste grupo econômico, no entanto, podem ser conflitivos com o ideal do desenvolvimento sustentável, se eles não partirem de um planejamento de uso e ocupação do solo, que proteja mananciais e preserve uma parte da floresta, que é um banco genético, de forma que o uso não ponha em risco certas espécies.

Os ruralistas, no entanto, acham que o código florestal e a proteção que ele garante ao meio ambiente é algo ruim para a economia e, a partir deste argumento, propõem uma alteração do código florestal que segue:

·        Anistia geral aos desmatadores de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente;

·        Redução da área da Reserva Legal no Cerrado de 50% para 20%;

·        Redução da área de Reserva Legal da Amazônia de 80% para 50%;

·        Reflorestamentos de eucaliptos ou de Pinus (que são espécies exóticas) e ainda plantios de eucalipto, manga, côco, limão ou outras culturas, por exemplo, poderão ser consideradas como Reserva Legal, ou seja, recebem 'status' de vegetação nativa.

 

O projeto permite ainda que florestas nativas sejam absurdamente convertidas em lavouras nas propriedades mais produtivas, sem qualquer licença das autoridades ambientais e a exploração econômica de florestas e  outras formas de vegetação nas áreas de preservação permanente (margens de rios, lagos e reservatórios, áreas de encosta e topos de morros). Admite, também, que se usem florestas de preservação permanente para realização de construções, abertura de estradas, canais de derivação de água e ainda atividades de mineração e garimpo.

O relator da Comissão Especial da Câmara que analisa as mudanças, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), já disse que pretende apresentar seu relatório ainda este mês, com a possibilidade de o projeto de lei ser votado também em breve.

A corrida contra o tempo não tem sido o único motivo de preocupação, em decorrência do forte lobby armado no Congresso. Tal comissão, criada para analisar as propostas que pretendem mudar e até mesmo revogar a legislação ambiental vigente e ainda a Lei de Crimes Ambientais, tem a maioria de seus membros da base aliada do governo federal, que tendem muito mais para o lado ruralista do que para a área ambiental.

Pelas novas propostas, além de permitir o aumento do desmatamento, agravando a incidência de crimes ambientais, coloca-se por terra o compromisso assumido pelo Brasil na Conferência do Clima, em Copenhague, Dinamarca, de reduzir as emissões de gases estufa.

No Espírito Santo, famoso por seus atentados ambientais, a intenção já faz coro. Os deputados ruralistas se articulam para criar um código estadual próprio, a exemplo da desastrosa legislação implementada em Santa Catarina, com inúmeros prejuízos ao meio ambiente e alvo de muitas críticas. Desde o ano passado, o deputado Atayde Armani (DEM) lidera movimento nesse sentido. Recentemente, uma comitiva esteve em Brasília, para encontro com a bancada ruralista. Junto, o secretário de Estado de Agricultura, Ênio Bergoni.

Não restam dúvidas que o impasse sobre o Código Florestal está muito longe de um acordo viável. Portanto, a pressa dos ruralistas é um atropelo descabido, que acarretará impactos ambientais incalculáveis e de impossíveis reparações.


Mobilização

Algumas ONG´s e entidades ambientais estão fazendo campanha contra as mudanças no código florestal, como a SOS Mata Atlântica.

A Fundação lançou no dia 10 de março a campanha "Exterminadores do Futuro" com o objetivo de divulgar quem são os políticos e pessoas públicas que agem contra o meio ambiente.

A ação será feita com a ajuda da população, que pode acessar o hotsite "Exterminadores do Futuro" e indicar candidatos a exterminadores, baixar modelos de cartas para enviar aos deputados e outros materiais da iniciativa. "Queremos mostrar para a população que todos podem fazer alguma coisa contra aqueles que querem promover retrocessos a nossa legislação ambiental e juntos construir políticas públicas em atos de cidadania ativa. E também mostrar aos políticos que estamos de olho neles e acompanhando tudo de perto", explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

A campanha usa o período eleitoral para informar os eleitores sobre como agem os candidatos em relação a temas ambientais, de forma participativa e mostrando formas de adequar planos de governo. Ainda este ano, a SOS Mata Atlântica lançará uma nova Plataforma Ambiental, criada em 1989, com o objetivo de mostrar a todos uma agenda política socioambiental.

Nos últimos anos, o Brasil tem presenciado diversas tentativas da bancada ruralista em aprovar projetos de leis que pretendem desfigurar o Código Florestal Brasileiro (Projeto de Lei 6424/0) ou desmantelar a legislação ambiental como um todo (Código Ambiental - PL 5367/09), além de outras iniciativas semelhantes. "O Brasil tem uma das melhores leis ambientais do mundo, o que resta é elas serem colocadas em prática. Um país sem legislação ambiental não tem futuro. Para isto trabalhamos há mais de 20 anos com a Plataforma Ambiental", ressalta Mantovani.

 

Resumindo

O novo código florestal coloca ambientalistas e proprietários rurais em uma disputa que pode se arrastar por anos. Entenda as principais mudanças propostas:

- Áreas de Preservação Permanente: atualmente a lei protege no mínimo 30 metros nas margens dos rios, áreas de encosta e topos de morros e as várzeas. Quem desmatou, tem de recompor. Pelo projeto do novo código a proteção mínima cai para 7,5 metros nas margens dos rios. Estados poderão decidir também sobre a conveniência de plantar em encostas e topos de morros e dispensar a recomposição de área considerada consolidada. Várzeas deixam de ser consideradas áreas de proteção permanente podendo ser desmatadas em decorrência de empreendimento, quando não houver alternativa técnica. Áreas de proteção permanente podem ser descontadas do cálculo da reserva legal.

- Reserva Legal: atualmente os produtores são obrigados a manter a vegetação nativa em pelo menos 20% das propriedades; na floresta amazônica, o percentual vai a 80%. A recomposição deve ser feita com espécies nativas. Pelo projeto do novo código propriedades até quatro módulos (varia de município para município) não precisam ter reserva, que só conta na parcela das demais propriedades que excederam quatro módulos. Áreas de cerrado na Amazônia podem ter reduzida a proteção para 20% da propriedade.

- Regularização Ambiental: atualmente quem não registrou reserva legal e desmatou áreas de proteção permanente está sujeito a multas e embargo da produção. Pelo projeto do novo código florestal estados têm cinco anos para definir programas de regularização ambiental e poderão desobrigar desmatadores a recompor área abatida até julho de 2008. Recuperação da reserva legal pode ser feita com espécies exóticas intercaladas a nativas.

- Novos Desmatamentos: atualmente são proibidos por lei. Pelo novo código proíbe desmatamentos por cinco anos para o agronegócio, mas assegura o uso de áreas desmatadas até julho de 2008, além das autorizações concedidas até a publicação da lei.


Comente: O que você acha mais importante, o desenvolvimento econômico ou conservação do Meio Ambiente?

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9

abr
2011

Experimentos

olá pessoal do 6o.EF

os experimentos que fizemos nesta sexta-feira estão disponíveis nos endereços abaixo.

Bexiga: http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=741&PROVANDO QUE O AR OCUPA LUGAR NO ESPACO.

Canudinho: http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=744&CANUDINHO MAGICO

vá passando pelos passos do experimento até chegar ao vídeo.

até mais

Prof. Gustavo

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6

abr
2011

A biodiversidade do mundo atual

(fonte: Redefor)

 

Cerca de 2 milhões de espécies de animais, plantas e microrganismos já foram descritos pelos cientistas ao redor do mundo.

Esse número, no entanto, é apenas uma parcela da biodiversidade que atualmente habita a Terra. Milhares de espécies desconhecidas são descobertas todos os anos, especialmente de organismos de pequeno porte, como insetos e micro-organismos.

São descritas a cada ano, em média, mais de 7.000 espécies de insetos (2.500 só de besouros!), mais de 1.500 espécies de fungos e cerca de 400 vertebrados (especialmente peixes, anfíbios e répteis). Mesmo para os grupos de vertebrados mais conhecidos, a taxa de descoberta de novas espécies ainda é alta: em média, 25 novas espécies de mamíferos e 5 de aves são descritas anualmente.

As estimativas do total de espécies viventes variam de alguns milhões a várias dezenas de milhões. Esses números - dezenas de milhões de espécies - são resultado de uma série de extrapolações feitas a partir de insetos capturados em copas de árvores de florestas tropicais e de vermes nematódeos no fundo de oceanos. Como isso acontece?

Fez-se a contagem de espécies ainda desconhecidas em uma determinada área (copa de árvore ou fundo de oceano, por exemplo) e, a partir disso, foram feitas projeções, estimativas, de quantos haveria no total. Entretanto, essas extrapolações são, em geral, amplamente criticadas pelos cientistas, e várias evidências contrárias a elas estão-se acumulando nos últimos 10 anos. Atualmente, são mais aceitas estimativas ao redor de 10 a 15 milhões de espécies.

 

Grupos

Número de espécies descritas

Total Estimado

 

Virus

6.000

500.000

 

Bactérias

10.000

400.000

Animais

mamíferos

4.600 

5.500

aves

9.900 

10.300

répteis

8.100 

9.700

anfíbios

5.500 

7.200

peixes

28.400 

35.000

insetos e miriápodos

980.000

6.000.000

aracnídeos e outros

80.000

750.000

moluscos

70.000

200.000

crustáceos

40.000

150.000

nematódeos

25.000

400.000

Fungos (total)

72.000

1.500.000

algas

23.500 

musgos

12.800 

pteridófitas (samambaias)

12.000 

gimnospermas (pinheiros)

800 

angiospermas

220.000 

protistas

40.000

600.000

Total

~1.750.000

10 a 15 milhões

                                                          Adaptado de www.redefor.usp.br

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1

abr
2011

Branqueamento de Corais

Centro de Biologia Marinha - CEBIMar/USP 

Uma associação extremamente importante para os recifes-de-coral é a simbiose (relação ecológico onde os seres que fazem parte se beneficiam) que ocorre entre as espécies de corais e microalgas. Essas 'algas' vivem no interior dos tecidos dos corais construtores dos recifes, realizando fotossíntese e liberando para os corais compostos orgânicos nutritivos. Por sua vez, as 'algas' sobrevivem e crescem utilizando os produtos gerados pelo metabolismo do coral, como gás carbônico, compostos nitrogenados e fósforo. As necessidades nutricionais dos corais são em grande parte supridas pelas 'algas' que também estão envolvidas na secreção de cálcio e formação do seu esqueleto. Apesar de espécies de corais serem encontradas praticamente em todos os oceanos e latitudes, as espécies construtoras de recifes estão restritas às regiões tropicais e subtropicais. Os recifes necessitam, geralmente, de águas quentes (25 - 30o C) e claras, longe da influência de água doce. A poluição (esgoto doméstico, vazamento de petróleo etc.) e sedimentação põem em risco muitos recifes de corais, incluindo os inúmeros outros organismos que deles dependem.

Um fenômeno aparentemente recente - não ainda totalmente compreendido pelos pesquisadores - que tem ocorrido em todas as regiões recifais do globo de forma maciça é o branqueamento. Trata-se basicamente da 'perda' dos organismos fotossimbiontes (microalgas) presentes nos tecidos do coral. Como a cor da maioria dos hospedeiros advém, em grande parte, da 'alga' simbionte, seus tecidos tornam-se pálidos ou brancos. Nos corais, os tecidos ficam praticamente transparentes, revelando o esqueleto branco subjacente.

Geralmente, os tecidos de colônias branqueadas estão vivos e intactos. Entretanto, a ausência das 'algas' simbiontes implica em:

1) 'jejum' compulsório ao hospedeiro, uma vez que as 'algas' simbiontes suprem a maior parte das necessidades nutricionais do hospedeiro e

2) diminuição das taxas de calcificação.

Portanto, as partes moles e o esqueleto de um coral branqueado não crescem, e a colônia fica mais vulnerável a outros possíveis estresses, como poluição, sedimentação excessiva, colonização por macroalgas do esqueleto eventualmente exposto etc. Apesar de tudo, as colônias branqueadas podem recuperar-se completamente, em poucos dias ou até mais de um ano, a coloração, dependendo da espécie e do grau de branqueamento. Do mesmo modo, dependendo da espécie, intensidade e duração do estresse, a morte de parte, ou de toda, colônia pode ocorrer logo em seguida ao inicio do branqueamento, ou mesmo algum tempo depois (semanas ou meses). Nestes casos, o esqueleto será rapidamente recoberto por algas e animais sésseis, perdendo a cor branca.

Antes de 1980, todos os casos de branqueamento conhecidos eram de extensão geograficamente limitada e causados por estresses claramente locais, geralmente em áreas de circulação restrita ou em recifes atingidos por furacões. Eventos de larga escala, são conhecidos apenas após o início da década de 1980, e desde então têm se tornado mais freqüentes e intensos. Provavelmente o primeiro evento de ocorrência praticamente cosmopolita ocorreu em 1980, afetando todo o Caribe e regiões vizinhas, e grandes áreas do Pacífico. Eventos de grande amplitude ocorreram em 1982/83, 1987/88, e 1993/94; outros, um pouco menores, em 1981, 1986, 1989, 1990. No Brasil, o fenômeno só foi registrado no verão de 1994 (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco) e observado novamente no início de 1996 (São Sebastião).

O branqueamento agudo é uma resposta a um estresse resultante de várias condições ambientais fora do limite normal de um determinado local. Os estímulos indutivos podem ser:

 

I- temperatura anormalmente alta ou baixa: quando se considera variações bruscas de temperatura, os corais são mais vulneráveis ao aquecimento do que ao resfriamento da água. Muitas espécies vivem aparentemente próximas ao limite superior letal de temperatura. O aumento de temperatura resulta num aumento da atividade fotossintetizante dos simbiontes e, consequentemente, numa alta concentração de oxigênio nos tecidos do hospedeiro. Isto causa um aumento nas taxas metabólicas do coral que podem danificar as células do hospedeiro e interferir nas vias bioquímicas. O branqueamento geralmente ocorre após um período cuja temperatura superficial da água do mar se eleva alguns graus acima da média histórica para aquele determinado período e local. Exposição a temperaturas 4 a 5º C acima da média, por 1 a 2 dias, pode ser suficiente para causar branqueamento e alta mortalidade, enquanto que a elevação de 2 a 3º C, e o mesmo tempo de exposição, leva a um branqueamento gradual e menor mortalidade. O branqueamento têm ocorrido em áreas aquecidas pelo fenômeno 'El Niño', mas também em locais e/ou anos não afetados por ele.


II- turbidez (níveis baixos de radiação solar): porque as 'algas' simbiontes necessitam de luz para a fotossíntese, as comunidades recifais estão limitadas à águas rasas. As taxas máximas de acresção e produtividade ocorrem entre 5 e 15 metros. Esse intervalo pode ser reduzido em locais onde a claridade da água é afetada por sedimentos em suspensão ou pelo aumento de produtividade. Associado à turbidez, altos níveis de sedimentação podem 'sufocar' as colônias, diminuindo seu crescimento e inibindo o recrutamento de larvas.


III- altos níveis de radiação UV: a radiação ultravioleta é capaz de danificar o material genético de todos os organismos; em condições experimentais causa branqueamento em corais. Apesar disto e de poder penetrar consideravelmente na coluna d'água (até cerca de 20 m em águas claras), alguns autores acham improvável que o UV seja uma causa importante de branqueamento em condições naturais, porque os corais contêm altos teores de pigmentos protetores, que se mantêm mesmo após o branqueamento. Além disso, corais branqueados são geralmente vistos bem abaixo do limite de penetração da luz UV. Entretanto, uma vez que as condições de insolação que elevam a temperatura dos oceanos incluem também o comprimento de onda ultravioleta, é difícil separar os efeitos destes dois fatores. Não se sabe, também, como a incidência da radiação ultravioleta vai aumentar, e se os mecanismos naturais serão suficientes para a proteção adequada dos organismos potencialmente afetados.


IV- poluição: os recifes de corais se desenvolvem em regiões de águas com poucos nutrientes externos, porque possuem mecanismos internos eficientes de reciclagem de nutrientes entre si e as 'algas'. Recifes sujeitos a altos níveis de nutrientes se deterioram devido ao aumento da turbidez decorrente da maior densidade da água, e crescimento excessivo de algas filamentosas bentônicas (que nessas condições são competitivamente superiores aos corais), briozoários e cracas, que acaba por afetar o recrutamento dos corais e aumentar a bioerosão.

Estudos recentes, entretanto, indicam que o aumento de temperatura da água do mar seria o causador primário do branqueamento em larga escala, e, secundariamente, o aumento da incidência de radiação UV.
Isto levou à hipótese de que os recifes de corais seriam particularmente sensíveis e vulneráveis ao aquecimento global. Há, entretanto, controvérsia se os ecossistemas recifais como um todo têm sofrido estresse climático, porque uma série de outros estresses locais causam potencialmente o branqueamento, podendo atuar sinergicamente com a temperatura (caso do UV, por exemplo). Não se sabe também se o branqueamento é realmente um fenômeno recente, e se em nível sub-letal é patológico ou um mecanismo adaptivo. De qualquer forma muitos pesquisadores acreditam que os recifes de coral atuariam como indicadores do aquecimento global, através do branqueamento maciço. Mundialmente, os recifes têm sido seriamente ameaçados pela destruição física propriamente dita, sedimentação, poluição, pesca predatória, coleta etc.

O clima é comumente visto como algo estável, mesmo considerando-se as variações sazonais e de curto prazo. Entretanto, tem variado substancialmente no passado, sendo previstas mudanças no futuro próximo, particularmente como resultado da atividade humana com relação à composição dos gases da atmosfera. Ao longo de sua evolução, os recifes de coral passaram por mudanças drásticas de clima, e se espera que sejam capazes de sobreviver futuros eventos deste tipo (os cenários previstos são menos extremos que os sofridos em eras passadas). Mas a combinação destas mudanças climáticas com os atuais estresses pode se mostrar letal para muitos ecossistemas recifais.

As mudanças climáticas que já estão ocorrendo, particularmente na atmosfera mas também nos continentes e oceanos, são parte do crescente impacto humano no ambiente planetário. O efeito estufa (apesar de ser um processo natural que possibilitou a evolução da vida na terra, o equilíbrio natural dos gases estufa tem sido modificado artificial e rapidamente pela humanidade) e o buraco de ozônio poderão afetar os recifes de coral de várias maneiras:

- aumento da temperatura devido ao efeito estufa: este aumento não deverá ameaçar a sobrevivência dos recifes, mas os frequentes episódios de picos extremos de temperatura aumentará a incidência de branqueamento e mortalidade, tornado-os vulneráveis a outros estresses.

- aumento do nível do mar associado ao aumento de temperatura: provavelmente não deve ameaçar a maioria dos ecossistemas recifais mas poderá devastar muitas ilhas e planícies costeiras que são protegidas por recifes, incluindo nações inteiras (insulares) e grandes cidades, tornando a vida dos que dependem dos recifes difícil ou impossível.

- alterações nos padrões normais do clima e variações em eventos climáticos extremos - precipitação, nuvens e ventos: deverão ocorrer mudanças no padrão de chuvas, aumento na amplitude geográfica, frequência e intensidade das tempestades tropicais, e nos eventos de seca e inundações. Consequentemente, grandes mudanças deverão ocorrer nas regiões costeiras em termos de erosão e sedimentação.

- mudanças na química da água do mar devido altas concentrações de CO2:   acarretará mudanças de pH e do estado de saturação dos carbonatos nos oceanos. O aumento da acidez das águas superficiais, devido à maior concentração do ácido carbônico, poderá diminuir as taxas de deposição de carbonato de cálcio pelos corais, afetando o crescimento. Por outro lado, deverá estimular o crescimento e aumento populacional de muitas algas, afetando a relação competitiva entre elas e os corais.

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1

abr
2011

Aprovados CAP 2010

Da esquerda para a direita: Samuel (Unesp), André e Willian (USP)

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1

abr
2011

Aprovado Unesp - Rio Claro

 

 

 

- Samuel Davi Muller de Souza - CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO

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