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*Ciências da Natureza*

29

mar
2013

ALIMENTOS DIET X LIGHT

Alimentos diet
Quando a palavra diet está estampada no rótulo de um alimento ou bebida, significa que existe a ausência total de algum ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, etc. Assim, produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura, e assim por diante...

Contudo, isso nem sempre quer dizer que ocorre uma redução nas calorias do produto em questão. É ai que muitas pessoas se enganam e é nesse caso que quero chamar a atenção do leitor. Tomamos como exemplo os chocolates diet, onde todo açúcar utilizado na sua fabricação é substituído por adoçantes, este tipo de alimento é desenvolvido para diabéticos, mas acabam também sendo adquiridos por pessoas que querem restringir as calorias de sua dieta. A palavra diet do chocolate dá muitas vezes uma conotação de que ele é pouco calórico e isso acaba estimulando a compra daqueles que querem emagrecer ou mater a forma. Mas o que poucos sabem é que a troca do açúcar por adoçante no momento da fabricação, modifica em grande parte a textura do alimento. Para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura, o que faz com que o total de calorias do chocolate diet (535 cal/100g) fique equivalente ao do não diet (565 cal/100g). [...]

 

Alimentos light

Os alimentos considerados light são aqueles com baixo teor de componentes (sódio, açúcares, gorduras, colesterol) e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet. Por isso, esses alimentos não têm como finalidade atender as necessidades dietoterápicas, nem são indicados para dietas específicas. Os alimentos são classificados como light quando houver uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente e/ou calorias em relação ao alimento tradicional. No caso de alimento sólido, no que se refere ás calorias, o valor total da redução deve ser no mínimo de 40 calorias para cada 100g de alimento e para alimentos líquidos esse valor diminui para 20 calorias.

Assim como os diet, os alimentos light também podem causar confusão ás pessoas mal informadas. Por exemplo, existem certos adoçantes light que podem colocar em risco a saúde de pessoas diabéticas, pois contém açúcares em sua composição. É fundamental também que o rótulo do alimento acuse o nutriente que foi visado pelo fabricante com o objetivo de tornar o alimento light, isto porque a utilização desse termo, por si só, não é o suficiente para que o consumidor identifique o perfil do produto.

[...]

A nossa recomendação para todos é que se leiam atentamente os rótulos desses produtos, observando a composição, o grau de calorias que cada um tem, a quantidade de aditivos químicos, etc. Só assim poderemos descobrir o que existe realmente dentro deles. Caso haja alguma dúvida a respeito de algum ingrediente, pergunte a algum profissional habilitado a reconhecer os componentes da formulação (nutricionistas, tecnólogos de alimentos, químicos, médicos, farmacêuticos e afins). Além disso, procure consumir produtos de indústrias idôneas, éticas, que também se preocupam com seus consumidores. Cuidado com as fábricas de fundo de quintal."

Fonte - Gazeta de Piracicaba - 04 de maio de 2004

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14

mar
2013

Nanopartícula feita de veneno de abelha pode matar HIV

Carregada com a toxina melitina, a partícula consegue romper o envelope de proteção do vírus HIV

Uma toxina presente no veneno de abelhas pode ajudar a combater o vírus do HIV. Em uma pesquisa publicada no periódico Antiviral Therapy, pesquisadores da Universidade de Washington conseguiram que uma nanopartícula carregada com a toxina melitina destruísse o vírus. Segundo eles, a descoberta pode ser um passo importante no desenvolvimento de um gel vaginal eficaz em prevenir a disseminação do vírus causador da AIDS.

A toxina melitina, presente no veneno da abelha, tem uma ação tão potente que consegue fazer pequenos buracos na camada protetora que envolve o HIV %u2014 assim como outros vírus. Quando essa toxina é colocada dentro das nanopartículas, no entanto, as células normais não são prejudicadas por sua ação. Isso porque a equipe de pesquisadores adicionou uma espécie de pára-choques de proteção em sua superfície. Assim, quando entra em contato com uma célula normal, que é muito maior em tamanho, a nanopartícula se afasta. O vírus do HIV, por outro lado, é menor do que a nanopartícula, cabendo no espaço existente entre esses pára-choques. Ao fazer contato com a superfície da partícula, o HIV entra em contato também com a toxina da abelha. "A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus, arrancando esse envelope", diz Joshua L. Hood, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Ataque %u2014 Segundo os pesquisadores, uma das vantagens da nova abordagem é que a nanopartícula ataca uma parte essencial da estrutura viral: o envelope protetor. A maioria dos medicamentos anti-HIV disponíveis hoje no mercado atuam inibindo a habilidade do vírus de se replicar. Essa estratégia, no entanto, não consegue barrar a infecção inicial, e algumas cepas do vírus acabam driblando o remédio e se reproduzindo mesmo assim. "Teoricamente, não há como o vírus se adaptar a nossa técnica. O vírus precisa ter essa capa protetora, essa camada dupla que o reveste."

Além da prevenção na forma de gel vaginal, Hood também espera que essas nanopartículas possam ser usadas como uma terapia para infecções por HIV já existentes, especialmente aquelas resistentes a drogas. Nesse contexto, as nanopartículas poderiam ser injetadas no paciente de maneira intravenosa e, em tese, seriam capazes de eliminar o HIV da corrente sanguínea.

"A partícula básica que estamos usando no experimento foi desenvolvida há muitos anos como um produto sanguíneo artificial", diz Hood. "Ela não funcionou muito bem para a entrega de oxigênio, mas circula de maneira segura pela corrente sanguínea e nos dá uma boa plataforma adaptável para o combate a diferentes tipos de infecção." Como a melitina ataca indiscriminadamente membranas duplas, o conceito não se limita apenas ao HIV. Diversos vírus, incluindo hepatite B e C, contam com o mesmo tipo de envelope protetor e seriam vulneráveis às nanopartículas carregadas com melitina.

 

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9

mar
2013

Contaminações por micróbios

Sua bolsa é sim, um depósito de germes e bactérias. Isso se deve ao fato do acúmulo de muitos objetos dentro delas contendo esses microrganismos, que podem provocar doenças, como resfriados ou até algo pior, como uma gastroenterite, por exemplo.

Germes adoram qualquer alimento, principalmente que contenham umidade e açúcar.

Em contato com a bactéria E. coli, uma goma de mascar pode facilmente causar diarreias e dores abdominais. Por isso, mantenha tudo selado com plástico e elimine as embalagens de balas e guloseimas.

Absorventes higiênicos, por exemplo. Tanto o tipo tradicional quanto o tampão interno costumam ser envoltos em papel frágil, que se rasga com facilidade. O resultado são portas abertas para a sujeira que fica grudada no revestimento interno da bolsa. Para não arriscar pegar uma infecção vaginal, mantenha apenas um ou dois, dentro de um nécessaire menor, em um saco plástico novo e lacrado.

Fuja de batons com a validade vencida. Se tiver hidratante na fórmula, é pior, pois os microrganismos adoram umidade. Não empreste às amigas, pois também há risco de pegar herpes labial, candidíase oral (sapinho) e cáries. Contaminado, serve de trampolim ao Helicobacter pylori, germe causador da gastrite e da úlcera.

A escova de dentre é outro perigo. Deve ser trocada de três em três meses no máximo e a cada uso lavá-la com água e uma solução de gluconato de clorexidina a 0,12%, especialmente se ela fica exposta no banheiro antes de ser colocada na bolsa. As cerdas podem abrigar desde bactérias fecais até as causadoras de otite, conjuntivite e sinusite.

Cuidado também com comprimidos. Remédios que ficam expostos ao oxigênio e ao calor dentro da bolsa podem provocar uma bela dor de cabeça. O ideal é levar apenas a quantidade para consumo diário e em um recipiente.

Escovas de cabelo também são um abrigo para fungos. Suas cerdas podem conter ácaros, o vilão das alergias e fungos da caspa. Deixar esse objeto exposto ao lado de outras coisas dentro da bolsa, como uma fruta, por exemplo, é que mora o principal inimigo. Por isso o recomendável é lavar a escova de dois em dois dias, com água e sabão. E usar separadores dentro da bolsa.

Já a carteira é um dos principais alvos de contaminação. Tudo porque as notas de dinheiro passaram por lugares que jamais imaginamos, sem contar quantas vezes elas passaram de mãos em mãos. As cédulas transportam germes como o Staphylococcus aureus, que provoca otite, conjuntivite, sinusite e doenças alimentares, entre infecções. Além da Candida albicans, causadora de candidíase e fungos das micoses. Para se proteger, lave bem as mãos. Géis antissépticos são úteis, mas o ideal é sempre lavar as mãos.

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9

mar
2013

Transplante de célula-tronco pode ter curado pessoas com HIV

Estudo sobre nova técnica foi divulgado durante conferência nos EUA. Pacientes receberam transplante de medula e tratamento com antirretroviral.

*Com informações da France Presse

Um estudo divulgado em Washington, durante a 19ª Conferência Internacional da AIDS, afirma que dois homens com HIV não apresentaram sinais do vírus no período de oito e 17 meses, respectivamente, depois de receber transplantes de células-tronco devido a uma leucemia.

A pesquisa feita por Daniel Kuritzkes, professor de medicina do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, traz a possibilidade de que os dois homens estejam livres do HIV.

De acordo com os cientistas, as células-tronco transplantadas repovoaram o sistema imunológico dos pacientes e os traços de HIV foram perdidos. Após receberem a medula de doadores, foi mantido o tratamento com antirretrovirais. Isso permitiu que as células doadas não fossem infectadas e criou ainda defesas imunitárias.

Atualmente, de acordo com o estudo, não há traços de HIV no DNA, RNA ou ainda no sangue dos homens que serviram de cobaia. De acordo com a pesquisa, o próximo passo será determinar a existência de HIV nos tecidos.

Os dois casos são diferentes do famoso "paciente de Berlim", o americano Timothy Brown, que se considera curado do HIV e da leucemia após receber um transplante de medula óssea de um raro doador que possuía resistência natural ao HIV (sem receptor CCR5, que age como porta de entrada do vírus nas células).

Tratamento experimental

Brown, 47 anos, um ex- HIV positivo de Seattle, nos EUA, ficou famoso depois de passar por um novo tratamento de leucemia com células-tronco de um doador resistente ao HIV e desde então não apresenta traços do vírus.

Depois de 2007, Brown passou por dois transplantes de alto risco de medula óssea e seus testes continuam a indicar negativo para o HIV, impressionando os pesquisadores e oferecendo perspectivas promissoras sobre como a terapia genética pode levar à cura da doença.

"Eu sou a prova viva de que pode haver uma cura para a AIDS ", disse Brown em uma entrevista. "É maravilhoso estar curado do HIV". Brown parecia frágil quando se reuniu com jornalistas durante a XIX Conferência Internacional sobre a AIDS, o maior encontro mundial sobre a pandemia, realizada durante esta semana na capital americana.

O transplante de medula óssea é delicado e um a cada cinco pacientes não sobrevive. Mas Brown afirma que apenas sente dores de cabeça ocasionais. Também disse estar consciente de que sua condição gerou polêmica, mas negou as afirmações de alguns cientistas que acreditam que ele pode ter traços de HIV no corpo e que pode contaminar outros. "Sim, estou curado", declarou. "Sou HIV negativo".


Prazo de vida

Brown estudava em Berlim quando descobriu ser HIV positivo, em 1995. Na época, deram-lhe dois anos de vida. Contudo, um ano depois, apareceu no mercado a terapia antirretroviral combinada, que fez com que o HIV deixasse de ser uma sentença de morte e passasse a uma doença controlável por milhões de pessoas em todo o mundo.

Brown tolerou bem as drogas, mas com fadiga persistente visitou um médico em 2006 e foi diagnosticado com leucemia. Passou por quimioterapia, o que lhe causou uma pneumonia e uma infecção que quase o matou.

A leucemia voltou em 2007 e seu médico, Gero Heutter, cogitou um transplante de medula óssea com um doador que tinha uma mutação do receptor CCR5. Pessoas sem este receptor parecem ser resistentes ao HIV, porque não têm a porta através da qual o vírus entra nas células. Mas essas pessoas são raras: cerca de 1% da população do norte da Europa.

A nova técnica pode ser uma tentativa para curar o câncer e o HIV, ao mesmo tempo. Brown foi submetido a um transplante de medula óssea com células-tronco de um doador com a mutação CCR5. Ao mesmo tempo, parou de tomar antirretrovirais. No fim do tratamento o HIV não foi mais identificado em Brown. Mas sua leucemia retornou, e por isso foi submetido a um segundo transplante de medula em 2008, utilizando as células do mesmo doador.

Brown afirmou que sua recuperação da segunda cirurgia foi mais complicada e o deixou com alguns problemas neurológicos, mas continua curado da leucemia e do VIH. Quando perguntam se acredita em um milagre, Brown hesita. "É difícil dizer. Depende de suas crenças religiosas, se você quer acreditar que foi a ciência médica ou que se trata uma intervenção divina", disse. "Eu diria que é um pouco dos dois".

 

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9

mar
2013

Cientistas pedem cautela no caso do bebê "curado" de AIDS

Fonte: Jornal de Hoje

Bebê é filho de mãe infectada pelo HIV. A criança nascida no Mississippi foi medicada com três drogas usadas para tratamento e não para a profilaxia da AIDS. Os níveis do vírus diminuíram rapidamente. Mas, cientistas questionam.

Apesar de ter causado entusiasmo a notícia de que médicos dos Estados Unidos teriam conseguido curar um bebê infectado pelo vírus HIV, o transmissor da AIDS, os cientistas de todo o mundo estão pedindo cautela antes de comemorar os resultados. O trabalho ainda falta ser submetido à chamada revisão por pares, quando os dados de um estudo são esmiuçados por especialistas independentes. No Brasil, os médicos também pedem detalhes mais aprofundados sobre o caso.

"Se esse resultado for confirmado, vai ser realmente uma coisa incrível. Mas, ainda é cedo para tirar qualquer conclusão. Só o tempo é que vai dizer, como essa criança vai reagir, se ela vai ficar indefinidamente sem manifestação laboratorial e clínica do HIV", avaliou o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas.

Médicos norte-americanos disseram que conseguiram pela primeira vez curar um bebê com HIV. O trabalho foi apresentado ontem num congresso especializado em Atlanta, no Estado da Geórgia. Mas os detalhes foram antecipados ao jornal The New York Times. A criança, que nasceu em uma zona rural do Estado do Mississippi, foi tratada com remédios antirretrovirais 30 horas depois de seu nascimento, um procedimento sem ser o normalmente adotado nesses casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o tratamento com o AZT, uma droga antirretroviral de aplicação consagrada no coquetel de combate ao vírus.

A criança, que tem agora dois anos e meio, está há cerca de um ano sem tomar medicamentos e não apresenta sinais do vírus. Se estudos futuros comprovarem o resultado e indicarem que o método funciona com outros bebês, o tratamento de recém-nascidos infectados em todo o mundo deve mudar, dizem especialistas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), há mais de três milhões de crianças vivendo com vírus da AIDS.

Quando chegou a um hospital na zona rural, em 2010, a mãe da criança já estava em trabalho de parto. Ela deu à luz prematuramente. Como a mãe não havia feito qualquer exame pré-natal, ela desconhecia ser portadora do HIV. Quando um exame mostrou que ela estava infectada, o hospital transferiu a criança para o Centro Médico da Universidade do Mississippi, onde chegou com cerca de 30 horas de vida. A médica responsável pelo caso, numa entrevista ao Times, disse que solicitou duas amostras de sangue com uma hora de intervalo para testar a presença do HIV no RNA e no DNA do bebê.

Os exames identificaram 20 mil cópias do vírus por milímetro de sangue, índice baixo para bebês. Sem esperar os exames que confirmariam a infecção, a médica deu à criança três drogas usadas para tratamento, e não para a profilaxia. Com esse tratamento, os níveis do vírus diminuíram rapidamente, e ficaram indetectáveis quando o bebê completou um mês de vida.

 

ENTENDA A NOTÍCIA

Os especialistas afirmam que o caso do bebê norte-americano pode mudar a atual prática médica, ao revelar o potencial de um tratamento antirretroviral muito cedo, após o nascimento de crianças com altos riscos potenciais.

 

Saiba mais

Quando a criança completou 18 meses, a mãe parou de levá-la ao hospital. Ao retornarem, os testes deram negativo. Suspeitando de erro nos exames, ela pediu mais testes. Uma quantidade praticamente desprezível de material genético viral foi encontrado, mas sem vírus que pudesse se replicar. Por isso, foi uma cura funcional da infecção. Mais testes ainda são necessários para verificar se o tratamento teria o mesmo efeito em outras crianças.

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