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*Ciências da Natureza*

30

mar
2012

Hora do Planeta (WWF - Brasil)

Hora do Planeta bateu novos recordes: 147 países e mais de 5 mil cidades apagarão as luzes amanhã. No Brasil, até o momento são 125 cidades, das quais 24 capitais.

A um dia da Hora do Planeta, 147 países estão se preparando para apagar as luzes. No Brasil, 24, das 26 capitais estaduais, vão participar do movimento que se espalhou por todas as regiões do país, com três estreantes: Porto Velho/RO, Macapá/AP e Boa Vista/RR . Serão 546 monumentos apagados em 125 cidades.

No Rio de Janeiro, cidade oficial do movimento no Brasil, as luzes do Cristo Redentor, da orla de Copacana, dos Arcos da Lapa e muitos outros símbolos serão apagadas às 20h30. O evento, organizado pelo WWF-Brasil, acontecerá no Arpoador a partir das 17h, com oficinas, exibição de vídeos, música e apresentações de dança e circo.

Além disso, em cada cidade, as prefeituras, organizações, empresas e até mesmo os cidadãos engajados estão preparando sua programação. Da pedalada ao jantar à luz de velas são muitas as opções e todo mundo pode participar, desligando suas luzes neste ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Neste ano de 2012, a Hora do Planeta no Brasil é patrocinada pela TIM e o Pão de Açúcar, e busca mostrar ao mundo que nós, brasileiros,  anfitriões da Conferência Rio 20, queremos um futuro sustentável: com um desenvolvimento econômico que respeite os limites do planeta e gere inclusão social.

"É muito bom ver que o Brasil está engajado e aderindo à Hora do Planeta. Ter quase todas as capitais é bastante significativo de que o país está atento à necessidade de agir para enfrentar os problemas ambientais. Por isso, também convidamos todos esses participantes a irem 'Além da Hora' e colocarem em prática ações mais sustentáveis em suas cidades, empresas e casas", afirmou Regina Cavini, superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil.

No mundo:
Lançada em 2007 na Austrália, a Hora do Planeta chega mais longe a cada ano. 147 países participarão do movimento este ano %u2014 em 2011 foram 135 %u2014, que será registrado do espaço pelo astronauta e embaixador do WWF, André Kuipers.
Centenas de monumentos em mais de 5 mil cidades e vilas vão ficar no escuro no sábado, hora local. Entre os países que participam pela primeira vez estão a Líbia, Argélia e Butão.

Entre os monumentos que terão suas luzes desligadas destacam-se: a Torre de Tóquio, a Grande Muralha da China, o Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaro), o Museu da Líbia , Biblioteca Nacional da Bielorrússia, a Torre Eiffel, o Louvre, Portão de Brandenburgo, a Torre de Pisa, a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano, Palácio de Buckingham, a Tower Bridge, Casas do Reino Unido do Parlamento , Big Ben, Cristo Redentor, Times Square, o Empire State Building, a sede da ONU e muito mais.

Não fique de fora:

Participe da Hora do Planeta; acompanhe as luzes se apagando no mundo inteiro e apague as suas às 20h30. Aproveite este momento para refletir sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

No sábado, dia 31 de março de 2012, das 20h30 às 21h30, estaremos todos juntos nesse ato simbólico em prol da nossa vida no planeta.

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19

mar
2012

Vestibular 2012

Unesp vai oferecer 465 vagas no vestibular 2012 de inverno

Do UOL, em São Paulo

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) publicou a resolução do vestibular de inverno de 2012. Serão oferecidas 465 vagas e as inscrições serão realizadas no site da Vunesp (responsável pela seleção). Confira a resolução divulgada pela instituição:

O exame é realizado em duas fases. O candidato poderá optar pelo uso da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 ou 2011 para composição do resultado final do vestibular. A taxa de inscrição é de R$ 110.

Distribuição de vagas do vestibular de inverno 2012

Área

Curso

Período

Local

Vagas

Ciências Biológicas

Agronomia

Integral

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Biológicas

Agronomia

Integral

Registro

40

Ciências Biológicas

Zootecnia

Integral

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Biológicas

Zootecnia

Integral

Dracena

40

Ciências Exatas

Engenharia Ambiental

Integral

Sorocaba

60

Ciências Exatas

Engenharia Civil

Integral

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Exatas

Engenharia de Controle e Automação

Integral

Sorocaba

40

Ciências Exatas

Engenharia de Produção

Noturno

FE / Bauru

40

Ciências Exatas

Engenharia Elétrica

Integral

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Exatas

Engenharia Mecânica

Integral

FE /Ilha Solteira

40

Humanidades

Geografia (bacharelado e licenciatura)

Noturno

Ourinhos

45

 

Outras informações pode ser obtidas neste documento ou pelos sites da Unesp e da Vunesp.

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19

mar
2012

Vestibular 2012

Inscrições para o vestibular 2012 de inverno da Unesp serão feitas de 16 de abril a 10 de maio

Do UOL, em São Paulo
 

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) divulgou nesta segunda-feira (19) o calendário do vestibular de inverno de 2012. As provas da primeira fase serão aplicados no dia 3 de junho. Veja abaixo:

 

Calendário do vestibular de inverno 2012 da Unesp

Solicitação de Redução de Taxa

09/04/2012 a 12/04/2012

Solicitação de Isenção de Taxa

09/04/2012 a 12/04/2012

Inscrições

16/04/2012 a 10/05/2012

Prova da 1ª Fase

03/06/2012

Convocados para a segunda fase

15/06/2012

Prova de 2ª fase

23/06/2012 e 24/06/2012

Resultado

12/07/2012

Serão oferecidas 465 vagas e as inscrições serão realizadas no site da Vunesp (responsável pela seleção), no período de 16 de abril a 10 de maio. A taxa de inscrição é de R$ 110. O candidato poderá optar pelo uso da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 ou 2011 para composição do resultado final do vestibular. Veja a distribuição de vagas:

 

Distribuição de vagas do vestibular de inverno 2012

Área

Curso

Local

Vagas

Ciências Biológicas

Agronomia

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Biológicas

Agronomia

Registro

40

Ciências Biológicas

Zootecnia

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Biológicas

Zootecnia

Dracena

40

Ciências Exatas

Engenharia Ambiental

Sorocaba

60

Ciências Exatas

Engenharia Civil

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Exatas

Engenharia de Controle e Automação

Sorocaba

40

Ciências Exatas

Engenharia de Produção

FE / Bauru

40

Ciências Exatas

Engenharia Elétrica

FE / Ilha Solteira

40

Ciências Exatas

Engenharia Mecânica

FE /Ilha Solteira

40

Humanidades

Geografia (bacharelado e licenciatura)

Ourinhos

45

Os aprovados para a segunda fase farão as provas nos dias 23 e 24 de junho. O resultado final está previsto para ser liberado no dia 12 de julho.

De 13 a 15 de julho, todos os candidatos classificados deverão declarar interesse por vaga, no site da Vunesp, inclusive os alunos que forem convocados para matrícula.

Mais informações podem ser obtidas no site da Vunesp

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19

mar
2012

Biólogos acham gene das ervilhas de Mendel

Demorou quase um século e meio, mas a biologia molecular finalmente acertou o compasso com Gregor Mendel, o monge tcheco que descobriu como a genética funciona nos anos 1850 e 1860. Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de descobrir o gene que controla a cor (amarela ou verde) das ervilhas que o religioso estudava e que, hoje em dia, todo aluno do ensino médio passa a conhecer nas aulas de biologia.

A existência teórica do gene foi predita por Mendel. Ao cruzar uma variedade de ervilhas amarelas com outra de ervilhas verdes, o religioso do mosteiro agostiniano de São Tomé em Brno (então dentro do Império Austro-Húngaro) notou um fato curioso. A primeira geração inteira do cruzamento era amarela. No entanto, quando os membros da primeira geração foram cruzados entre si, surgiram tanto ervilhas amarelas quanto verdes, numa proporção de três para um.

A resposta, segundo a genética mendeliana, é que o fator responsável pela cor das ervilhas vinha em duas "cópias", uma do pai e outra da mãe. A cópia amarela é dominante (vamos chamá-la de "A"), enquanto a verde é recessiva (ou "a"). Por ser dominante, a cópia amarela anula a ação da verde, de forma que tanto uma planta AA ou Aa é igualmente amarela - daí o motivo de a primeira geração "híbrida" ser totalmente dessa cor. Foi o primeiro passo para fundar a ciência da genética.

Tudo isso nós já sabíamos, ou temos de aprender nas aulas de biologia do ensino médio. Mas ninguém sabia que trecho de DNA das ervilhas domésticas era responsável pelo truque. Ian Armstead, do Instituto de Pesquisas Ambientais de Gramíneas do Reino Unido, ao lado de seus colegas, identificaram numa série de plantas, de espécies diferentes, o que parecia ser um bom candidato ao papel.

O gene, apelidado de sgr (sigla de "staygreen", ou "continue verde"), parece ter uma ligação forte com o processo de amadurecimento das partes verdes das plantas. Sua ação mais forte ocorre nas plantas, mas ele também atua em pétalas e, claro, sementes.

Por meio de experimentos e técnicas de mapeamento do genoma, eles finalmente conseguiram determinar também a localização de uma forma do sgr nas ervilha. Mendel, que morreu esquecido em 1884 e só teve seu trabalho reconhecido décadas mais tarde, certamente ficaria feliz com o achado.

O estudo está na edição desta semana da revista americana "Science".

Cabe a você fazer um breve relato a Mendel, informando esta descoberta e o que tudo iniciado por ele ajuda a humanidade na atualidade.

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19

mar
2012

HIV é centenário

Agência FAPESP - Um estudo feito por um grupo internacional de pesquisadores indicou que a forma mais comum do vírus HIV começou a se espalhar entre humanos no período entre 1884 e 1924, e não durante a década de 1930, como havia sido relatado em estudos anteriores.

A origem mais antiga do vírus coincide com o estabelecimento de centros urbanos na África ocidental e central, região onde emergiu a epidemia desse tipo específico - o HIV-1 grupo M -, sugerindo que a urbanização e os comportamentos de alto risco a ela associados favoreceram a pandemia de HIV-Aids. A pesquisa foi publicada na edição da revista Nature.

O estudo, coordenado por Michael Worobey, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, foi financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas de quatro continentes rastreou amostras de tecidos múltiplos e descobriu a segunda sequência genética mais antiga do mundo do HIV-1 grupo M, que data de 1960. Os cientistas a utilizaram então, juntamente com dezenas de outras sequências de HIV-1 previamente conhecidas, para construir árvores genealógicas plausíveis para esse subtipo viral.

Os comprimentos dos ramos da árvore representavam os períodos de tempo em que os vírus divergiram geneticamente de seus ancestrais. A duração e o número dessas mutações genéticas permitiram que os cientistas calibrassem os prováveis intervalos de taxas em que as árvores genealógicas cresceram - o que corresponde provavelmente às taxas de evolução do HIV-1 grupo M.

Com base nessas taxas, os cientistas projetaram retroativamente o período em que as árvores genealógicas provavelmente estavam em suas raízes: por volta da virada do século 20. Isso marca a provável data de origem do HIV-1 grupo M, segundo eles.

Utilizando novas técnicas, os cientistas recuperaram os fragmentos do gene de HIV de 1960 a partir de uma biópsia de tecido de nódulo linfático de uma mulher de Kinshasa, na República Democrática do Congo. A sequência genética mais antiga conhecida do HIV-1 grupo M, de 1959, foi retirada de uma amostra de sangue de um homem também de Kinshasa.

A comparação entre a mesma região genética dos vírus de 1959 e 1960 forneceu evidências adicionais de que seu ancestral comum existia em 1900. A análise revelou que o grau de divergência genética entre essas duas sequências de HIV levou mais de 40 anos para evoluir.

De acordo com Worobey, o grupo conseguiu comparar, pela primeira vez, duas estirpes relativamente antigas de HIV. "Isso nos ajudou a calibrar a velocidade com que o vírus evoluiu e possibilitou algumas inferências robustas sobre quando ele passou para os humanos, com que velocidade a epidemia cresceu a partir daquela época e quais fatores permitiram que o vírus se tornasse um patógeno humano de sucesso", afirmou.

As pesquisas mostram que o HIV passou dos chimpanzés para humanos no sudeste dos Camarões. Worobey afirma que, a partir daí, a epidemia entre seres humanos esteve sempre correlacionada ao crescimento de centros urbanos nessa área, especialmente no Congo, na República Democrática do Congo, na República Centro Africana, no Gabão e na Guiné Equatorial.

Por volta de 1960, um grande número de pessoas nessa região foi infectada com o HIV, o que se refletiu na considerável diversidade genética do vírus. "A partir daí, a epidemia se espalhou para diferentes partes do mundo. Em 1981, as pessoas começaram a perceber que algo preocupante estava acontecendo", disse Worobey.

O artigo Direct evidence of extensive diversity of HIV-1 in Kinshasa by 1960, de Michael Worobey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Pensando no artigo que você leu e no filme que assistimos em aula, por que a aglomeração nos centros urbanos teria favorecido a proliferação do vírus HIV? E mais, por que é tão difícil fazer uma vacina para este tipo de vírus?

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19

mar
2012

Como a gripe se espalha pelo mundo

Agência FAPESP - Da Ásia para o mundo, ano após ano. Focos sazonais de gripe causados pelo vírus da influenza do tipo A (o mais comum) evoluem constantemente em epidemias que se sobrepõem umas às outras na Ásia e, a partir dali, espalham-se pelo resto do planeta.

A afirmação é de um estudo publicado na edição de 18 de abril da revista Science. De acordo com a pesquisa, feita por cientistas da Europa, Estados Unidos, Japão e Austrália, o vírus se manifesta inicialmente no leste e no sudeste da Ásia e, de seis a nove meses depois, espalha-se pela Oceania, Europa e América do Norte. Mais alguns meses e alcança a América do Sul, onde termina seu ciclo.

De acordo com a pesquisa, essa movimentação a partir do que chamaram de "rede de circulação do leste e sudeste asiático" tem ocorrido desde 2002. Os cientistas analisaram 13 mil amostras do subtipo H3N2, colhidas em seis continentes de 2002 a 2007 pela Rede Mundial de Vigilância da Influenza, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foram comparadas diferenças físicas entre as amostras em uma glicoproteína de superfície. Essa proteína, a hemaglutina, é o alvo primário da resposta imunológica e mesmo pequenas alterações nela facilitam a ação do vírus para invadir o sistema imunológico.

Por meio da análise, os pesquisadores identificaram diferentes cepas do vírus do tipo A à medida que elas se manifestavam em diferentes continentes. Com isso, foi possível construir um mapa da circulação mundial do vírus.

Segundo a OMS, as epidemias de gripe atingem anualmente de 3% a 15% da população mundial, provocando de 3 milhões a 5 milhões de casos de gravidade considerada severa e de 250 mil a 500 mil mortes.

"O principal objetivo de nossa colaboração é aumentar a capacidade de estimar a evolução do vírus da influenza. Esse estudo representa um passo à frente nesse caminho e, particularmente, destaca a importância de futuras colaborações na vigilância a partir do leste e do sudeste da Ásia", disse Derek Smith, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e um dos autores do trabalho.

Para eles, os resultados poderão ajudar nas iniciativas de combate à doença. Ao centralizar esforços de controle na Ásia, será possível avaliar os tipos de vírus com mais chances de causar epidemias em outras regiões.

Com isso, os sistemas de saúde poderão decidir quais cepas deverão ser usadas na produção de vacinas a cada ano. Em todo o mundo, são vacinados cerca de 300 milhões de pessoas anualmente contra a gripe.

A produção de vacinas é dificultada pela capacidade que o vírus tem de evoluir muito rapidamente. De modo a produzir vacinas eficientes, duas vezes por ano (em fevereiro e em setembro), um comitê da OMS se reúne para selecionar as cepas de vírus da influenza que serão usados.

Os tipos são escolhidos entre os considerados como mais ameaçadores para a temporada seguinte. Diversos membros do comitê participaram do estudo agora publicado.

Os autores da pesquisa destacam que as vacinas atuais contra a gripe funcionam muito bem e que a população deve continuar a se vacinar anualmente, mas que, de tempos em tempos, novas cepas do vírus da influenza passam a atingir pessoas depois que a vacina foi produzida contra outro tipo.

O artigo The global circulation of seasonal influenza A (H3N2) viruses, de Colin Russel e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Explique de maneira resumida como se dá a produção de vacinas, e o por quê das epidemias de gripe não ficarem restritas a uma única região do planeta.

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19

mar
2012

A primeira célula, artigo de Marcelo Gleiser

Para entender a vida, temos de buscar a origem de sua unidade


Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo". Artigo publicado na "Folha de SP":

Aprendemos em biologia, numa das primeiras lições: a célula é a unidade fundamental de um organismo, consistindo de uma membrana circundando um núcleo que flutua em citoplasma.

Sabemos que células podem sobreviver por conta própria. Muitos organismos microscópicos, como a ameba ou o paramécio, consistem em apenas uma célula.

Um vírus é uma entidade ainda mais simples, mas que não é propriamente viva: consistindo de uma cápsula feita de proteína e um interior com material genético, só consegue se replicar quando está dentro de uma célula viva.

Portanto, podemos dizer que a célula é a unidade fundamental da vida. Se quisermos entender a origem da vida, temos que entender como surgiram as primeiras células.

Alguns cientistas estão tentando fazer exatamente isso. Em seus laboratórios, procuram sintetizar uma célula primitiva, capaz de se reproduzir e sobreviver por si mesma. Em ciência, a mesma questão pode ser abordada de várias formas diferentes. No caso da origem da primeira célula, existem três caminhos.

No primeiro, investigado no Instituto J. Craig Venter, cientistas procuram uma célula mais básica: usando o micróbio parasita Mycoplasma genitalium, responsável por infecções urinárias, partem do mais complicado para o mais simples.

O parasita tem apenas 528 genes no seu DNA, dos quais muitos são supérfluos. A questão é quais são eles e qual é o número mínimo de genes numa célula capaz de sobreviver. O processo é lento: combinações de genes são extraídas metodicamente e a célula resultante é testada.

Um dia os pesquisadores esperam chegar ao conjunto mínimo de genes capaz de manter a célula viva. Uma vez que estes sejam encontrados (se forem encontrados), o plano é recriar o DNA sinteticamente.

A tarefa é complexa: ninguém conseguiu criar um DNA com centenas de milhares de unidades. Mesmo se o projeto falhar, as técnicas que estão sendo desenvolvidas permitirão o reparo e a reconstrução de material genético. Por exemplo, seria possível criar uma célula capaz de converter detritos orgânicos em hidrogênio combustível.

Críticos afirmam que esse procedimento não leva de fato à resolução do enigma da primeira célula. Afinal, esse parasita evoluiu durante centenas de milhões de anos para chegar ao seu estado atual.

Outro grupo publicou uma receita para a construção de uma célula usando partes avulsas, como num kit de montagem de aeromodelo. Nessa receita, o maquinário molecular responsável pela vida seria baseado num genoma sintético com 151 genes e mais algumas proteínas.

Uma vez encontrado, esse material é circundado por uma membrana de gordura (lipídios). Ao menos a membrana foi construída com sucesso. E proteínas foram sintetizadas em seu interior, o começo de algo semelhante à vida.

Mesmo esse processo usa moléculas modernas, produtos de bilhões de anos de evolução. O desafio é começar do começo, criando vida a partir do que não vive, como ocorreu na Terra há aproximadamente 3,8 bilhões de anos.

Um terceiro grupo, da Universidade Harvard, vem tentando fazer isso: uma célula consistindo de uma membrana e uma única molécula de RNA capaz de se auto-replicar.

O desafio aqui é encontrar essa molécula. Estamos em desvantagem: a vida teve centenas de milhões de anos para realizar seus experimentos até encontrar a combinação certa. Por outro lado, temos nossa curiosidade e o conhecimento acumulado de centenas de anos de ciência. Com paciência e persistência, não se surpreenda se, em algumas décadas, gerar vida no laboratório virar rotina. (Folha de SP, 10/2)

A explicação científica para o surgimento da vida na Terra é melhor do que as outras porque se baseia em experimentos feitos pelos cientista. Você concorda com esta afirmação? Por quê?

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