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*Ciências da Natureza*

10

fev
2011

Aconteceu em Portugal...

UM COICE DA NATUREZA          

       Ao todo, a História registrou apenas umas dezenas de mulas férteis, no mundo inteiro. Os partos comprovados cientificamente não chegam à meia dúzia. Em Portugal, uma mula teve uma cria - fizeram-lhe análises citológicas, de ADN, testes de fertilidade e ganhou um lugar no pódio das raridades. Atualmente, vive em Vila Real, mas está de mudança para Lisboa, onde os especialistas vão tentar que repita a façanha. Afinal, uma mula é um ponto final na biologia dos equídeos, um híbrido estéril que resulta do cruzamento entre duas espécies diferentes - os cavalos e os burros. Os romanos tinham mesmo um ditado a propósito de acontecimentos impossíveis: cum mula peperit, que é como quem diz, "quando a mula parir". Pois esta pariu e isso foi apenas o começo da história.

      É bonita, alta e elegante, de pêlo negro lustroso e tudo começou quando partilhava com um burro o estábulo de uma propriedade agrícola, no Alentejo. A 28 de Abril de 1995, pasmou as pessoas de Vale de Vargo, com um parto observado pelo veterinário local. Segundo o Diário do Alentejo, "o espanto foi grande e, mesmo vendo, muita gente não acreditava".

      Teresa Rangel, 43 anos, a investigadora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) que tem tido a mula e a cria à sua guarda garante que se trata de caso verídico. "O parto foi assistido por um veterinário, o que lhe confere ainda mais credibilidade - por vezes os relatos carecem de confirmação, porque não se observa o nascimento e os animais facilmente adotam crias que não são suas".

       A mula e a sua cria, um animal do sexo masculino (o "mulo", como lhe chamam, nos estábulos da Universidade), tomaram-se, então, num material biológico de grande valor para os cientistas. O proprietário dos animais, Manuel Barradas, prontamente os emprestou para serem estudados. Recolheram-se também amostras de sangue dos pais possíveis (o burro companheiro de estábulo ou o cavalo de um vizinho) e, no laboratório, construiu-se o álbum de família. (Revista Visão. Portugal, 6 set. 2001)

     

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8

fev
2011

Aprovados na USP (Esalq - Piracicaba)

                                         

William da Silva Baptista                                  André Silva de Paula

Aprovados em Engenharia Agronômica

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5

fev
2011

Os pioneiros da Genética

OS PIONEIROS DA GENÉTICA: HIPÓCRATES E ARISTÓTELES

 
Hipócrates (460-377 a.C.)

A história da Genética começou, há dois mil quatrocentos e dezoito anos, quando Hipócrates considerado o fundador das ciências médicas propôs, em 410 a.C., a Hipótese da Pangênese, para explicar a hereditariedade.
De acordo com essa hipótese, a transmissão das características hereditárias baseava-se na produção, por todas as partes do corpo, de partículas muito pequenas que eram transmitidas para a descendência no momento da concepção. Para validar essa teoria, Hipócrates argumentava que os filhos, geralmente, reproduzem as características dos pais: cor de olhos, tipo de cabelo e até mesmo deficiências como o estrabismo, inclusive doenças que, atualmente, sabemos que não são hereditárias.
A pangênese permaneceu como a única teoria geral de hereditariedade até o final do século XIX. Foi de Hipócrates, também, o conceito de hereditariedade de caracteres adquiridos - adotado pelo naturalista francês Jean Baptiste Lamarck, em 1809, como o mecanismo das mudanças evolutivas - uma explicação, ainda hoje, aceita por muitas pessoas. Sobre isso Hipócrates escreveu: "A semente vem de todas as partes do corpo, as saudáveis das partes saudáveis, as doentes das partes doentes. Pais com pouco cabelo têm, em geral, filhos com pouco cabelo, pais com olhos cinzentos têm filhos com olhos cinzentos, pais estrábicos têm filhos estrábicos."
A teoria da pangênese, assim como as idéias sobre a transmissão das características adquiridas foram adotadas por Darwin, em 1859, em suas explicações sobre a evolução.
 

Aristóteles (384-322 a.C.)

Para Aristóteles existia uma base física da hereditariedade no sêmen produzido pelos pais. Essa idéia foi fundamental para o desenvolvimento posterior da Genética pois a partir da sua proposição passou-se a considerar a hereditariedade como resultado da transmissão de algum tipo de substância pelos pais.
O termo "sêmen" foi usado por Aristóteles com o sentido de semente. Atualmente, o termo correspondente seria gametas, cujo papel na reprodução só foi estabelecido em meado do século XIX.
Aristóteles conhecia a hipótese da pangênese e apesar de relacionar argumentos importantes que apoiavam a pangênese como uma hipótese plausível, ele a rejeitou.
Algumas características não estruturais, como a voz ou o jeito de andar, que eram herdadas levaram Aristóteles a se perguntar como essas características poderiam produzir material para o sêmen. Além disso, filhos de pais com cabelos e barbas grisalhos não são grisalhos ao nascer.
As evidências mais importantes que refutaram, tanto a pangênese de Hipócrates, como a de Darwin, cerca de dois mil anos mais tarde, estavam ligados à não transmissividade das mutilações; plantas mutiladas produziam descendência perfeita, assim como homens que haviam perdido partes do corpo. Além disso, havia ainda o poderoso argumento de que se o pai e a mãe produzem sêmen com partículas precursoras de todas as partes do corpo, não deveria se esperar que os descendentes tivessem suas cabeças, quatro braços etc.?
Aristóteles era um cientista à frente do seu tempo. Ele propôs uma hipótese, que embora vaga, é ainda hoje considerada verdadeira acima de qualquer suspeita. Pode-se considerar que nenhum avanço relevante, em termos de transmissão das características hereditárias, foi alcançado até o final do século XIX, ou seja, a compreensão da hereditariedade não progrediu entre Aristóteles (384-322 a.C.) e Gregor Mendel (1899-1884).

São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do Aluno: Ensino Médio - 2a Série, 2o Bimestre - 2010, págs. 7-8.

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4

fev
2011

Aprovado na UFSCar

- William da Silva Baptista- ENGENHARIA AGRONÔMICA

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