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*Ciências da Natureza*

11

dez
2012

Enem: Os Rankings Que Mentem

Baseado em texto da Revista Nova Escola

No último dia 22, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as médias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) alcançadas por cada escola em 2011. Quase instantaneamente, os dados geraram rankings das instituições com melhores e piores desempenhos de Piracicaba e repassadas pelas redes sociais por gente mal intencionada, ou melhor, desinformada.

A formação de rankings não considera a realidade na qual a escola está inserida. Informações como o perfil dos alunos, dos professores e da comunidade, que impactam diretamente o desempenho dos estudantes, são deixadas de lado. Além do que o ENEM não foi criado com esta finalidade.

Além disso, é necessário levar em conta que parte das instituições nas primeiras posições dos rankings não só de Piracicaba, mas de várias outras cidades do país, utiliza estratégias para maquiar seu real desempenho. Estas filtram apenas os bons alunos, selecionando os estudantes no decorrer da Educação Básica, fazendo com que apenas quem alcança as melhores notas chegue ao último ano e participe da avaliação.

Falando especificamente no ENEM, existem ainda outros agravantes. Questões metodológicas colocam em xeque a validade das notas do exame para analisar a qualidade das escolas - e da Educação. Em primeiro lugar, trata-se de uma prova de adesão voluntária, ou seja, a decisão de participar, ou não, fica a cargo do aluno. O universo de estudantes que realizam a avaliação, portanto, não é representativo nem das instituições, nem de Piracicaba, nem do país.

Ainda que todo esse panorama fosse diferente, a criação de rankings continuaria não sendo ferramenta válida. O ideal seria analisar a quantidade de alunos que atingiu um nível adequado de aprendizagem, e não apenas apresentar a média alcançada pela instituição.

Dentro do modelo de exame que se tem hoje, portanto, a publicação de resultados por escola gera interpretações erradas e deveria ser evitada, pois só revela interesses mercadológicos de grandes corporações da cidade. Os resultados de cada escola até poderiam ser entregues à direção, como forma de ajudar a mapear problemas e possíveis soluções. Mas o processo deveria parar neste ponto. Afinal, o exame pode até indicar aspectos pontuais, mas está longe de ser uma fonte segura para analisar todo o trabalho realizado ao longo do Ensino Médio. Para isso, seria preciso criar uma nova avaliação.

E, para aqueles que acharam que o desempenho de nossa escola caiu, vai aqui um dado, o rankings divulgado foi do ano de 2011, quando tivemos uma ascensão de cerca de 50% em universidades públicas, além de melhorarmos nossa nota em relação ao mesmo ano. Já em 2012, temos o mesmo número de alunos, que havíamos aprovado nos vestibulares, na segunda fase do vestibular da Unesp. Então, de que serve o ranking ? De nada, portanto, se informe antes. 

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