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*Ciências da Natureza*

19

mar
2012

A primeira célula, artigo de Marcelo Gleiser

Para entender a vida, temos de buscar a origem de sua unidade


Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo". Artigo publicado na "Folha de SP":

Aprendemos em biologia, numa das primeiras lições: a célula é a unidade fundamental de um organismo, consistindo de uma membrana circundando um núcleo que flutua em citoplasma.

Sabemos que células podem sobreviver por conta própria. Muitos organismos microscópicos, como a ameba ou o paramécio, consistem em apenas uma célula.

Um vírus é uma entidade ainda mais simples, mas que não é propriamente viva: consistindo de uma cápsula feita de proteína e um interior com material genético, só consegue se replicar quando está dentro de uma célula viva.

Portanto, podemos dizer que a célula é a unidade fundamental da vida. Se quisermos entender a origem da vida, temos que entender como surgiram as primeiras células.

Alguns cientistas estão tentando fazer exatamente isso. Em seus laboratórios, procuram sintetizar uma célula primitiva, capaz de se reproduzir e sobreviver por si mesma. Em ciência, a mesma questão pode ser abordada de várias formas diferentes. No caso da origem da primeira célula, existem três caminhos.

No primeiro, investigado no Instituto J. Craig Venter, cientistas procuram uma célula mais básica: usando o micróbio parasita Mycoplasma genitalium, responsável por infecções urinárias, partem do mais complicado para o mais simples.

O parasita tem apenas 528 genes no seu DNA, dos quais muitos são supérfluos. A questão é quais são eles e qual é o número mínimo de genes numa célula capaz de sobreviver. O processo é lento: combinações de genes são extraídas metodicamente e a célula resultante é testada.

Um dia os pesquisadores esperam chegar ao conjunto mínimo de genes capaz de manter a célula viva. Uma vez que estes sejam encontrados (se forem encontrados), o plano é recriar o DNA sinteticamente.

A tarefa é complexa: ninguém conseguiu criar um DNA com centenas de milhares de unidades. Mesmo se o projeto falhar, as técnicas que estão sendo desenvolvidas permitirão o reparo e a reconstrução de material genético. Por exemplo, seria possível criar uma célula capaz de converter detritos orgânicos em hidrogênio combustível.

Críticos afirmam que esse procedimento não leva de fato à resolução do enigma da primeira célula. Afinal, esse parasita evoluiu durante centenas de milhões de anos para chegar ao seu estado atual.

Outro grupo publicou uma receita para a construção de uma célula usando partes avulsas, como num kit de montagem de aeromodelo. Nessa receita, o maquinário molecular responsável pela vida seria baseado num genoma sintético com 151 genes e mais algumas proteínas.

Uma vez encontrado, esse material é circundado por uma membrana de gordura (lipídios). Ao menos a membrana foi construída com sucesso. E proteínas foram sintetizadas em seu interior, o começo de algo semelhante à vida.

Mesmo esse processo usa moléculas modernas, produtos de bilhões de anos de evolução. O desafio é começar do começo, criando vida a partir do que não vive, como ocorreu na Terra há aproximadamente 3,8 bilhões de anos.

Um terceiro grupo, da Universidade Harvard, vem tentando fazer isso: uma célula consistindo de uma membrana e uma única molécula de RNA capaz de se auto-replicar.

O desafio aqui é encontrar essa molécula. Estamos em desvantagem: a vida teve centenas de milhões de anos para realizar seus experimentos até encontrar a combinação certa. Por outro lado, temos nossa curiosidade e o conhecimento acumulado de centenas de anos de ciência. Com paciência e persistência, não se surpreenda se, em algumas décadas, gerar vida no laboratório virar rotina. (Folha de SP, 10/2)

A explicação científica para o surgimento da vida na Terra é melhor do que as outras porque se baseia em experimentos feitos pelos cientista. Você concorda com esta afirmação? Por quê?

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31

mar
2012

Adriel Dacome Pereira

eu acho que se deixando de lado a biblia,a melhor explicação é a cientifica,mesmo não tendo provado que 3,8 bilhões de anos trais existiu vida,porém foi provado que existia aminoacidos que existe na composição dos ser humanos , com o passar do anos pode sim ter tido uma evolução e ter vida. Mais por enquanto as provas de vida são muito limitadas,mais com o parsar do tempo eu acho que o ser humano vai ser capas de provar como e onde originol a vida.

26

mar
2012

Ana Mendes - 1º E.M.

As explicações científicas são melhores e mais usuais por conter maior argumentação baseada em estudos e análises, não significa que estejam completamente corretas, mas que são mais confiáveis, assim quando uma idéia vem de crenças externas, deve-se passar por estudos científicos para conseguir um embasamento realista e concreto. A Teoria do Big Bang busca de forma cientifica e exata provar a origem da Terra, fazendo uso de estudos científicos, não como o Criacionismo que vai além, atingindo uma crença e fé das pessoas, sobre a origem estar relacionada a um criador maior, porém eles buscam fontes e provas concretas e cientificas para sua tese, não apenas a religião, mas procuram argumentos concretos para uma crença.

26

mar
2012

Larissa Estequi

Não concordo. Segundo o texto de Marcelo Gleiser, mais especificamente o último parágrafo, ainda não foi possível originar vida com as mesmas condições de aproximadamente 3,8 bilhões de anos atrás. Mesmo com o conhecimento acumulado, com experiências realizadas com credibilidade em laboratórios, não de pôde reproduzir a vida humana exatamente como no passado, de acordo com a teoria da evolução (começando de uma simples molécula, até a formação de órgãos, tecidos, etc.). Portanto, em minha opinião falta-se muito para reproduzir com certeza os primeiros seres vivos que habitaram a Terra. Por esses e outros fatores é que existem várias teorias a respeito do surgimento da vida, cabe a cada um escolher um estudo que o “convença” mais sobre essa discussão tão complexa e esperar, talvez, daqui algumas décadas esse tabu acabe e tudo fique cientificamente comprovado e reproduzido assim como há quase 4 bilhões de anos atrás.

26

mar
2012

Gustavo Silva

Bom, acredita-se que sim, pois, deixando de lado a Bíblia, os experimentos realizados pela ciência, que não comprovam de fato a origem da vida, mas que de certa forma chegam perto disso, são mais concretos do que a Fé e outras crenças. Eu não concordo com essa afirmação, pois não existem provas concretas da existência de Deus, por isso acho que não existem explicações melhores ou piores, e sim deve ser feita a análise de cada uma e a formação de opinião. Mas existem experimentos que são muito bem pensados e bem realizados, que merecem atenção e que de certa forma nos deixa um pouco intrigado. Tá aí professor, abraço. VAI CURINTIA.

26

mar
2012

Nayara Tainã Casemiro Rego

Não, pois o q a ciência faz é tentar mostrar de como surgiu a vida por meio de experimentos, e ninguém sabe ao certo de como isso foi criado. Podem fazer experimentos e chegarem a um resultado, mais nunca saberão q por meio desse resultado obtido se criou a vida!

26

mar
2012

João Franco

Vai Corinthans

25

mar
2012

Kevin Gnutzmans 9o Ano O.O

Primeiro temos que analisar dois pontos de vista.O primeiro é que cientistas como esses sitados no texto tem anos de experiência acumulada, fora que outros cientistas tem desenvolvido experimentos do tipo por anos, e com isso á maior probabilidade de chegarem a um resultado através de um experimento. Mas por outro lado podemos ver que o surgimento da vida é uma coisa que ocorreu a milhões de anos atrás, muito antes da ciência existir, e como ninguém nunca esteve lá, não sabemos as condições que se encontravam as primeiras formas de vida. Baseado nesses dois pontos posso concluir que com experimentos podemos dar mais credibilidade a uma tese, mas não total credibilidade, a menos que o experimento seja testado e de certo, concluo isso pois não basta acreditarmos cegamente que os seres surgiram a milhões de anos atrás devemos provar isso.

25

mar
2012

Vanessa

Não. Eu não concordo com essa afirmação pois para mim todos os cientistas podem fazer seus experimentos para chegar uma conclusão de como surgiu a vida, mas não terá a resposta certa.

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