Portal da Educao Adventista

*Ciências da Natureza*

22

set
2013

Computador x Sistema Nervoso

Parece?

Computador... uma máquina ou aparelho tão útil para a vida humana hoje em dia, porém muito mal utilizado pela maioria.

Em que podemos relacionar nosso sistema nervoso com essa maravilhosa invenção?

Não sei o que vocês pensam, mas eu relaciono várias coisas, exemplo, enquanto estou tomando um delicioso cappuccino, imagino, quantas funções estou fazendo ao mesmo tempo e nem percebi, movendo músculos, entre  várias coisas, tirando as sinapses que a todo milésimo estão funcionando! Mas, o que  são sinapses? Só pra dar uma leve explicada, sinapse é um micro espaçamento, no qual o neurônio transmite um impulso nervoso para outro neurônio.

No meu caso, com o cappuccino, utilizo pelo menos 3 neurônios, o primeiro leva a mensagem até a minha medula, o segundo leva a mensagem até o cérebro e o terceiro está no cérebro, onde a mensagem é interpretada. Isso foi na velocidade da luz, aproximadamente 299.792 .458 m/s2, ou seja, isso é muito, mas muito rápido.

 Além de acontecer conosco, o computador  também faz esse processo, mas sem a medula, quando vamos escrever uma mensagem para um amigo ou amiga, por exemplo, ''Olá John! Nosso churrasco está confirmado, né?'', e apertamos ''Enviar'', uma informação atravessa os fios, até chegar na unidade central de processamento (CPU), que seria nosso sistema nervoso central, e esta mandará a resposta de executar a ação, e isso também é muito rápido, na velocidade da luz.

Muitos acreditam que o computador é mais inteligente que os seres humanos, mas eu não acho, pois os seus inventores e/ou programadores, tiram suas ideias do nosso sistema! Sim, o computador, está melhorando a cada dia, porque são cópias de nós mesmos.

Agora, o que podemos fazer para melhorar nosso sistema também, como os computadores? O que devemos fazer é ...exercitar nosso cérebro, e aumentar sua capacidade através de novas sinapses.

Autora: Gabrielle de Souza (8o. EF / 2013)

comentários[0]

8

jun
2013

Neurônios são criados na vida toda, diz estudo

HERTON ESCOBAR - Agência Estado

A formação - ou não - de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um dos assuntos que mais "queimam neurônios" dos neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo (chamado neurogênese) dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.

Agora, em um estudo "bombástico" publicado na revista científica "Cell", pesquisadores revelam evidências diretas e inéditas de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo (o cérebro tem dois, um em cada hemisfério). O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia.

Tão interessante quanto os resultados é o método que os pesquisadores desenvolveram para chegar até eles. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.

Cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo produzido pela explosão de bombas atômicas na superfície, nos vários testes realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960. Comparando a concentração de carbono-14 nas células às concentrações de carbono-14 na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Se um neurônio "nasceu" em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.

O próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

comentários[0]

9

abr
2013

Vitaminas

image

comentários[29]

29

mar
2013

ALIMENTOS DIET X LIGHT

Alimentos diet
Quando a palavra diet está estampada no rótulo de um alimento ou bebida, significa que existe a ausência total de algum ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, etc. Assim, produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura, e assim por diante...

Contudo, isso nem sempre quer dizer que ocorre uma redução nas calorias do produto em questão. É ai que muitas pessoas se enganam e é nesse caso que quero chamar a atenção do leitor. Tomamos como exemplo os chocolates diet, onde todo açúcar utilizado na sua fabricação é substituído por adoçantes, este tipo de alimento é desenvolvido para diabéticos, mas acabam também sendo adquiridos por pessoas que querem restringir as calorias de sua dieta. A palavra diet do chocolate dá muitas vezes uma conotação de que ele é pouco calórico e isso acaba estimulando a compra daqueles que querem emagrecer ou mater a forma. Mas o que poucos sabem é que a troca do açúcar por adoçante no momento da fabricação, modifica em grande parte a textura do alimento. Para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura, o que faz com que o total de calorias do chocolate diet (535 cal/100g) fique equivalente ao do não diet (565 cal/100g). [...]

 

Alimentos light

Os alimentos considerados light são aqueles com baixo teor de componentes (sódio, açúcares, gorduras, colesterol) e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet. Por isso, esses alimentos não têm como finalidade atender as necessidades dietoterápicas, nem são indicados para dietas específicas. Os alimentos são classificados como light quando houver uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente e/ou calorias em relação ao alimento tradicional. No caso de alimento sólido, no que se refere ás calorias, o valor total da redução deve ser no mínimo de 40 calorias para cada 100g de alimento e para alimentos líquidos esse valor diminui para 20 calorias.

Assim como os diet, os alimentos light também podem causar confusão ás pessoas mal informadas. Por exemplo, existem certos adoçantes light que podem colocar em risco a saúde de pessoas diabéticas, pois contém açúcares em sua composição. É fundamental também que o rótulo do alimento acuse o nutriente que foi visado pelo fabricante com o objetivo de tornar o alimento light, isto porque a utilização desse termo, por si só, não é o suficiente para que o consumidor identifique o perfil do produto.

[...]

A nossa recomendação para todos é que se leiam atentamente os rótulos desses produtos, observando a composição, o grau de calorias que cada um tem, a quantidade de aditivos químicos, etc. Só assim poderemos descobrir o que existe realmente dentro deles. Caso haja alguma dúvida a respeito de algum ingrediente, pergunte a algum profissional habilitado a reconhecer os componentes da formulação (nutricionistas, tecnólogos de alimentos, químicos, médicos, farmacêuticos e afins). Além disso, procure consumir produtos de indústrias idôneas, éticas, que também se preocupam com seus consumidores. Cuidado com as fábricas de fundo de quintal."

Fonte - Gazeta de Piracicaba - 04 de maio de 2004

comentários[0]

9

set
2012

Ditadura do sexo

Há dois anos, identificamos nos atendimentos realizados na Casa do Adolescente de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, uma situação que pode ser considerada precursora  da utilização hoje disseminada das chamadas pulseiras do sexo. À época eram conhecidas como "pulseiras do semáforo", usadas em festas de adolescentes.

Funcionava assim: se a jovem estivesse usando pulseira vermelha, é porque não queria conversa. A amarela dava o sinal de que algo poderia rolar, dependendo de sua vontade e da abordagem do menino. Já a pulseira verde era a senha de que a menina estava claramente a fim de um relacionamento. No melhor estilo "cala a boca e beija logo".

Em geral, as meninas não têm coragem de tocar no assunto. Quando muito, falam na terceira pessoa. É sempre uma amiga ou uma prima que usa a pulseira. Um pouco mais de conversa e não raro as jovens desabam no choro, desesperadas, envergonhadas de já terem usado um "crachá", não por vontade pura e simples, mas pela conhecida necessidade de ser aceita no grupo.

Adolescentes são inseguros pela própria fase que vivem. E por esse motivo, quase sempre, alguns começam a fumar, muitos passam a beber e outros usam drogas. É a fase das experimentações, compreensível por um lado, preocupante por outro. Mas todos os adultos que estão lendo este artigo já vivenciaram essa situação, em maior ou menor grau.

No campo do sexo, a curiosidade aguçada e os hormônios em ebulição, aliados às aflições e inseguranças inerentes a essa fase, compõem uma fórmula complexa que pode gerar os mais diversos tipos de comportamento, inclusive os de risco. A necessidade de aceitação e o medo de não agradar são fatores determinantes para que algumas dessas adolescentes sejam influenciadas pelo meio e utilizem pulseiras, verdadeiras algemas, que representam um carimbo facilmente identificável pelo sexo oposto.

Trata-se da nova ditadura do sexo, uma violência traduzida pela codificação da mulher por meio de um adereço. E mais uma vez a mulher fica em posição vulnerável frente ao triunfo do machismo. Se hoje o sexo surge cada vez mais cedo, a obrigatoriedade da relação sexual coloca novamente a mulher em desvantagem diante dos homens.

Na adolescência, eles também têm, invariavelmente, suas inseguranças. Sentem medo de não conquistarem o sexo oposto, de serem rejeitados. É óbvio que uma pulseira no braço da menina, que lhe dê sinais claros, é um elemento facilitador. Ele não apenas se fortalece como pode, depois, culpar a adolescente se algo acontecer. Afinal, "foi ela quem provocou". Antes a desculpa era a da minissaia, do decote. Agora é a da pulseira.

As meninas que possuem uma imagem negativa de si mesmas, com dificuldade de autoaceitação, com as angústias comuns à faixa etária, estão mais propensas a adotar comportamentos arriscados. Se a pulseira é um código, as consequências de seu uso podem deixar marcas indeléveis no corpo e na alma: gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, traumas por abusos sexuais.

Há, também, aquelas que por necessidade de autoafirmação, saem dizendo que já beijaram, já transaram. Perder a virgindade virou obrigação. O que antes era um atributo, hoje é um defeito. E, se a pulseira virou moda, quem não usa está fora do círculo.

Proibir a utilização das tais pulseiras parece uma solução rasa. Na esfera pública, o caminho passa pelo aprofundamento de políticas nas áreas de educação, assistência social e saúde, que deem poder de voz às adolescentes e trabalhem suas emoções.

Essa é a filosofia que adotamos e procuramos aprimorar nos atendimentos das 24 Casas do Adolescente espalhadas pelo Estado de São Paulo, que, nos últimos dez anos, permitiram expressiva redução do número de casos de gravidez na adolescência entre as paulistas de 10 a 19 anos de idade.

Segundo o último balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Fundação Seade, entre 1998 e 2008 houve redução de 36,2% no número de adolescentes grávidas em São Paulo. Foram 94.461 jovens grávidas no ano retrasado, para 148.018 casos em 1998, resultado de um conjunto de ações que inclui a disseminação da informação sobre a importância do sexo seguro e distribuição gratuita de preservativos e anticoncepcionais, além do trabalho que lida com as aflições e inseguranças juvenis.

Em casa ou na escola, tudo o que as adolescentes não precisam é se sentirem oprimidas. Estabelecer regras e impor certos limites é fundamental, mas elas necessitam igualmente de carinho e, principalmente, de espaço para falar o que sentem. É dessa forma que as pulseiras voltarão a significar apenas um adorno, em vez de um carimbo de mulher-objeto.

 

ALBERTINA DUARTE TAKIUTI, GINECOLOGISTA

E OBSTETRA, É COORDENADORA DO PROGRAMA

DE SAÚDE DO ADOLESCENTE DA SECRETARIA

DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO

comentários[0]

24

ago
2012

Redação 8o. EF

Vida de computador

 

O neurônio me ajuda a pensar

E com muita memória chego a travar

E quando estou com dor de cabeça

Chego até a esquentar

 

Com um beliscão no nervo,

Eu até fervo!

E com "control C"

Meus trabalhos vou fazer.

 

Quando eu ligo, demora pra iniciar

E para levantar da cama...

É uma luta que nunca vai acabar!

 

O computador é muito bacana

Por isso gosto de levá-lo pra minha cama.

E muitas noites ele me diverte,

Não vejo TV, só fico na net.

 

Autores: Gabriela Toniolo, Alexandre Medici e Gabriel Mateuzzo

comentários[1]

12

ago
2012

Projeto quer que paraplégico dê pontapé inicial da Copa 2014

O governo americano investe por ano 430 milhões de dólares na Duke, uma das principais universidades de medicina do mundo.

 

Estudos de ponta, publicados em algumas das revistas científicas mais importantes do planeta.
Um grupo internacional, de 50 especialistas, na linha de frente da ciência!

 

Conduzindo pesquisas que podem beneficiar pessoas aqui no Brasil, como Emerson, de apenas 12 anos. E Sidney, de 36 anos.

Emerson foi atingido por uma bala perdida há dois anos, quando empinava pipa em Guarulhos, São Paulo.

Emerson conta como foram os últimos dois anos. "Ficar no hospital, sem fazer nada. Só, sem brincar", diz a criança. Sidney ficou soterrado por seis horas no terremoto de Kobe, no Japão, em 1995. Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão.

"Devido ao terremoto, a casa literalmente caiu na minha cabeça", lembra Sidney Almeyda, analista de sistemas.

Mas o que a pesquisa feita nos Estados Unidos tem a ver com esses brasileiros que não podem mais andar?

É que o chefe desses cientistas da universidade Duke é do Brasil: o paulistano e palmeirense fanático Miguel Nicolelis.

Formado em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, ele vive no exterior há mais de 20 anos. Completa 51 de idade na semana que vem. E trabalha numa área que mais parece ficção científica: fazer máquinas funcionarem com a força do pensamento.
Um braço robótico, uma perna robótica, um braço virtual que realiza um determinado comportamento sob o comando da atividade do cérebro.

As aplicações práticas são muitas, porém ainda distantes. Mas Nicolelis tem pelo menos um projeto mais urgente, ambicioso e polêmico, que tem a ver com o Sidney e o Emerson: fazer um brasileiro, paraplégico, ou tetraplégico, de preferência uma criança, dar o pontapé inicial da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2014. Daqui a dois anos e três meses.

"Acho que vai dar sim, acho que nós temos uma boa chance de conseguir realizar essa demonstração", afirma.

O projeto tem nome em inglês: "Walk Again": andar de novo. Claro, tudo o que desejam o Emerson e o Sidney. Eles têm histórias diferentes, mas sonhos parecidos.

Quando você sonha, você está na cadeira ou está andando? "Andando', conta o menino Emerson.

"Por incrível que pareça eu sempre sonho que eu estou andando, afirma Sidney",

O cérebro produz os sonhos, e também é ele que pode devolver os movimentos pra quem não consegue andar. Tudo vem do cérebro.

"Felicidade, tristeza, nossas memórias, nossas lembranças, os nossos planos futuros", explica o cientista.

E os movimentos também. Quando nos movemos é porque, frações de segundo antes, o cérebro deu a ordem. Mais precisamente meio segundo.

O cérebro é formado por células chamadas neurônios. A quantidade nos seres humanos é muito, muito grande.

"Existem tantos neurônios no cérebro como existem galáxias no universo", afirma Nicolelis,

São cerca centenas de bilhões de neurônios, que se comunicam o tempo todo uns com os outros, por sinais de eletricidade.

No laboratório do professor Nicolelis, um equipamento especial consegue captar o som dessa tempestade elétrica dentro da cabeça. No caso, de um macaco.

Só que, nas pessoas paralisadas, a sinfonia de comandos não chega ao restante do corpo. O caminho está bloqueado, por uma doença ou por uma lesão.

Como nos casos do Emerson e do Sidney.

"Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão", conta Sidney.

A ideia, o pulo do gato do cientista brasileiro, é criar um atalho. Captar os comandos diretamente no cérebro, e transmitir para uma espécie de roupa de robô. O nome dessa veste é exoesqueleto - um esqueleto do lado de fora do corpo.

"O cérebro do paciente vai comandar os movimentos do exoesqueleto do paciente, da mesma maneira que comandava os movimentos do corpo antigamente".

Pra buscar os sinais elétricos lá no cérebro, a equipe de Nicolelis usa dezenas de sensores. São os chamados eletrodos, que entram só um pouco no cérebro - de três a cinco milímetros.

Esses fiozinhos finos como um fio de cabelo são o que a gente chama de eletrodos.

A próxima etapa é reunir tudo o que foi captado mandar para um chip, parecido com o de um telefone celular, implantado no crânio.

"Não é que esse chip você vai na loja de computador e compra, não compra, é. Foi tudo construído por alunos, pesquisadores", explica Nicolelis.

A energia vem de baterias, instaladas sob a pele e também numa espécie de mochila.

Depois entram em ação mais chips, também embutidos, com um papel crucial: transformar os sinais do cérebro em ordens para o chamado exoesqueleto.

Agora, os comandos são transmitidos, sem fio, pra antenas presas à cintura do paciente.

"Só que, diferentemente do corpo biológico, o que vai se mexer vai ser o exoesqueleto".

Tudo perfeito - só que nunca se construiu um exoesqueleto completo. Mas já existe um avanço muito importante, que anima os pesquisadores.

O Fantástico mostra como funciona o exoesqueleto, equipamento essencial para o projeto Wlak Again. Ninguém fora do laboratório do professor Nicolelis conhece esse equipamento.

Pra entender direito, nada melhor que uma demonstração. E o professor Nicolelis se entusiasma: manda buscar uma bandeira do Brasil. E claro, uma do Palmeiras.

O computador faz o papel do cérebro. Manda o protótipo dar o chute. E ele chuta. Diversas vezes!

"É o resultado de 25 anos de trabalho, nós sonhamos com isso, o nosso laboratório inteiro aqui, desde que a gente começou a trabalhar, conclui".

Pra chegar a esse ponto, a equipe se especializou em ler os pensamentos de animais - ratos e macacos.

Acompanhamos uma experiência. A macaquinha, a Kiwi, de seis anos, anda em uma esteira, como essas de academia. Infelizmente a gente não pode mostrar a kiwi, porque é uma regra da universidade que não se mostrem animais usados em pesquisa. Mas eu já dei uma olhada, e dá pra garantir que ela se diverte.

"Em um monitor a gente vê a atividade elétrica de uma centena de células do cérebro da Kiwi", explica Nicolelis.

Essa é a linha mestra da pesquisa: entender o que acontece dentro do cérebro quando o animal se mexe. E, a partir daí, usar esses sinais pra movimentar uma máquina só com a força do pensamento.

No laboratório, funcionou. Como nesta experiência, que trouxe fama internacional ao grupo de Nicolelis. Uma macaca foi treinada para jogar videogame, usando um joystick.

"Ele é recompensado com uma gota de suco quando ele consegue fazer a coisa correta", conta o cientista.

Aos poucos, os cientistas vão retirando o joystick. E o bicho percebe que consegue mover as coisas na tela sem o controle -- só com o pensamento.

As ordens do cérebro da macaquinha iam direto para um braço mecânico, que aparece no canto direito da imagem. Ela pensa, e o braço se mexe.

E um detalhe: as macacas são sempre fêmeas. "Como sempre, as mulheres são melhores. Mais atentas, mais confiáveis", analisa. As experiências vão ficando cada vez mais sofisticadas: Uma outra macaca usa as duas mãos para cumprir uma tarefa.

"Isso é vital evidentemente porque o exoesqueleto que nós estamos desenhando, construindo, tem dois braços, duas mãos, e eles precisam ser coordenados".

São desafios supercomplicados: instalar os eletrodos no lugar certo do cérebro. Na quantidade certa. E decifrar esses sinais elétricos, para que eles virem comandos de movimentos.

Uma mistura complexa de biologia, engenharia e computação!

E uma esperança para Sidney, que trabalha com informática e acredita no potencial da tecnologia.

"Me interessou muito. Caso surja alguma solução, A gente está preparado pra voltar a andar", afirma Sidney.

Mas o cientista avisa: o projeto não estará pronto na abertura da copa. A demonstração é apenas a primeira etapa de estudos que continuarão por anos.

A pesquisa ainda não chegou aos testes com seres humanos. Nicolelis ainda busca um hospital no Brasil para essa parceria. E também espera mais apoio.

"Nós precisamos ter uma decisão definitiva, clara, de que o governo brasileiro está disposto a ser parceiro e que vai nos ajudar a criar a infraestrutura necessária pra que isso ocorra".

Um detalhe importante: parte da pesquisa está sendo feita no Brasil, no Instituto de Neurociências que Nicolelis dirige em Natal desde 2005. Toda tecnologia que nós vimos aqui, os microchips, os eletrodos, já existem no Brasil - já foram transferidos para o Brasil.

Em 2011, o pesquisador enfrentou um sério problema político: 10 pesquisadores do instituto romperam com ele, e agora trabalham exclusivamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Mas ele explica que isso não vai atrasar o prazo. "Esse grupo não tinha nenhum envolvimento com o projeto Walk Again. Nós já temos novos pesquisadores contratados lá em Natal", explica.

Diante dessa confiança que parece inabalável, uma pergunta final para um dos únicos, senão o único, brasileiro com alguma chance de ganhar um Prêmio Nobel de Medicina. Se um gênio da lâmpada desse a ele uma única escolha: ou fazer um brasileiro com deficiência andar na abertura da Copa ou ganhar o prêmio Nobel, o que ele escolheria?

"Essa escolha é muito fácil, porque se realmente nós conseguirmos fazer alguém andar, não tem prêmio algum que se compare com isso. O primeiro chute da Copa do Mundo no Brasil vai ser um gol da ciência brasileira e um presente do Brasil para todo o mundo.

A torcida é grande. O repórter pergunta ao menino Emerson o que ele diria se pudesse falar alguma coisa para o cientista que está tentando fazer as crianças voltar a andar: "Obrigado", diz.

comentários[0]

20

mai
2012

Nutrição Humana

olá pessoal,

vejam como se alimentam as pessoas ao redor do mundo.

comentários[2]

29

abr
2012

Alimentação Balanceada

Alimentação Balanceada

 

Pesquisadores de Harvard propõem nova pirâmide alimentar

RENATA DE GÁSPARI VALDEJÃO

Colaboração para a Folha de S.Paulo

 

Há mais de uma década, em 1992, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) criou uma pirâmide alimentar, batizada de "Food Guide Pyramid", cuja missão era servir como um guia de fácil consulta sobre alimentação saudável para a população. As idéias contidas nesse ícone, que já eram ensinadas nas escolas, inclusive no Brasil, disseminaram-se ainda mais. A Harvard School of Public Health, um dos maiores centros de estudos sobre saúde pública dos Estados Unidos, diz, no entanto, que as informações contidas nela estão ultrapassadas.

 

Imagem: 1

 

Antiga pirâmide alimentar concebida pelo USDA tinha por objetivo transmitir a mensagem "gordura é ruim" e seu corolário "carboidratos são bons". Tais afirmações estão sendo questionadas

Estudos recentes derrubaram, segundo os pesquisadores, suas principais premissas: a) que todas as gorduras devem ser consumidas moderadamente; b) que todos os carboidratos são bons; c) que as proteínas podem ser obtidas na mesma proporção na carne vermelha, nas aves, nos peixes e nos ovos; d) que os laticínios devem ser consumidos de duas a três vezes por dia para a obtenção de cálcio.

Para atualizá-las, os especialistas de Harvard construíram uma nova pirâmide, que foi chamada de "Healthy Eating Pyramid". Um deles, o médico Walter Willett, descreve a situação no livro "Eat, Drink and Be Healthy" (Harvard Medical School e Simon & Schuster). Na prática, a nova pirâmide sugerida por Harvard inverte a do USDA. O que estava na base em 1992 (massas, pães, arroz branco e batatas) passou ao topo, e algumas gorduras (óleos), que estavam na extremidade, desceram para a base.

São dois os principais motivos da inversão, segundo os estudiosos: os óleos vegetais, inclusive o de oliva (azeite), nozes de diversos tipos, sementes e grãos integrais são ricos em "gorduras boas" (monoinsaturadas e poliinsaturadas), que exercem efeito protetor contra certas doenças. Devem, por isso, ser consumidos no lugar das gorduras saturadas (presentes em maior quantidade em alimentos de origem animal e relacionadas ao aumento do nível do colesterol "ruim" no sangue) e das chamadas gorduras "trans" ou hidrogenadas. "É perfeitamente aceitável consumir mais do que 30% das calorias diárias por meio das gorduras, contanto que a maior parte delas seja insaturada [monoinsaturada e poliinsaturada]", afirma Willett no livro.

O segundo motivo é o fato de que os carboidratos simples, encontrados em alimentos refinados, são rapidamente digeridos e absorvidos pelo organismo, o que aumenta os níveis de açúcar e de insulina no sangue, favorecendo também a elevação do nível de triglicérides e a queda da taxa do colesterol "bom", o HDL, além de ter como resultado o reaparecimento da fome em menos tempo.

A longo prazo, esse quadro favoreceria o desenvolvimento de diabetes e de doenças cardiovasculares, além de promover ganho de peso em quem tiver essa tendência. O ideal, segundo recomenda a pirâmide criada pelos médicos de Harvard, é manter os alimentos integrais ou feitos a partir de grãos integrais (arroz, pães, massas) na base, ou seja, consumi-los com maior freqüência, já que eles são digeridos mais lentamente, mantendo o organismo saciado por mais tempo. Os refinados devem ser banidos para o topo (comer esparsamente), juntamente com os doces.

 

Nova pirâmide alimentar: os alimentos que precisam ser consumidos numa quantidade maior estão na base da pirâmide e os que precisam ser consumidos em menos quantidade estão no topo da pirâmide.

 

Imagem: 2

 

- O Guia da Pirâmide Alimentar do USDA, publicado em 1992, recomendava às pessoas que evitassem gorduras, mas que comessem bastante alimentos ricos em carboidratos, como pão, cereais em flocos, arroz e massas. O objetivo era reduzir o consumo total de gordura saturada, que eleva os níveis do colesterol.

- Alguns pesquisadores descobriram que o consumo elevado de carboidratos refinados, como o pão branco e o arroz branco pode desequilibrar gravemente os níveis de glicose e insulina do corpo. Substituir esses carboidratos por gorduras saudáveis - mono ou poli-insaturadas - reduz, na verdade, o risco de ter uma doença cardíaca.

- Agora os nutricionistas estão propondo uma nova pirâmide alimentar que incentiva o consumo de gorduras saudáveis e cereais integrais e recomenda que se evitem os carboidratos refinados, a manteiga e a carne vermelha.

- Leitura complementar:

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/bases_da_piramide_alimentar.html

 

Responda:

- Quais os princípios da dieta baseada no modelo da pirâmide alimentar?

- Qual o papel dos exercícios físicos na nova pirâmide alimentar?

comentários[20]

27

mar
2011

Sistema Nervoso e o Computador

(por: Jaqueline M. dos Santos)

Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamentos automáticos de informações ou processamento de dados, um computador pode ler algo tão rápido, e então todo o seu sistema trabalha junto realizando um processo.

Sabemos que o sistema nervoso também pode ser algo automático pois está ligado à muitas partes de nosso corpo, sendo assim realiza muitas coisa com uma rapidez inexplicável.

Se furarmos o dedo do pé, por exemplo, é enviado ao cérebro pelo nervo sensorial, uma mensagem que avisa o corpo humano do perigo existente. E com o computador acontece o mesmo. Quando usamos o mouse para realizar alguma atividade, o processo pode ser rápido ou lento, ou seja, igualzinho ao sistema nervoso, que se machucarmos mais perto do cérebro sentiremos a dor mais rápido, do que se machucarmos mais longe.

Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles: armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura. Assim como o computador guarda e armazena dados o nosso sistema nervoso, recebe e transporta informações, e a nossa memória guarda todas as informaçoes recebidas.

Enquanto o computador, analógico e digital, possuem o ábaco, a calculadora, que servem para organizá-lo, o nosso sistema nervoso também tem sua organizaçao. Ele é dividido em dois: sistema nervoso periferico e central, neles incluem: nervos cranianos e espinhais, encéfalo, medula espinhal, bulbo, cerebelo e cérebro.

comentários[4]

27

mar
2011

As noites ardidas de verão

(por: João Carlos Miguel Thomaz Micheletti Neto)

Quem aqui nunca ficou ardido depois de um dia ensolarado de verão? Se vocÊ sabe do que estou falando, sabe também que as noites ardidas poderiam ter sido evitadas se tivéssemos alguns cuidados básicos.

Quando exageramos na exposição ao Sol, provocamos uma reação de defesa em nosso organismo, mais especificamente na pele, nosso órgão protetor. A vermelhidão ou o bronzeado nada mais são do que formas que a pele apresenta para tentar proteger nosso corpo da exposição prolongada ao Sol.

A pele de qualquer ser humano apresenta um tipo de célula conhecida como melanócito, que é responsável pela produção e acúmulo de melanina. A melanina é o pigmento que dá a coloração típica do indivíduo e protege contra a radiação (ultravioleta) nociva do Sol. Assim, ficamos bronzeados porque nossa pele aumentou a quantidade de melanina, tentando nos proteger do Sol.

Quando exageramos na dose de Sol, a pele fica ardendo ou, pior, com queimaduras sérias. Mas o ardor, os inchaços, as queimaduras e até mesmo o envelhecimento precoce e a flacidez da pele são os problemas menos graves dessa história toda. A radiação ultravioleta existente na luz solar pode provocar vários tipos de câncer de pele, inclusive um tipo mortífero, conhecido como melanoma. O melanoma, se não for tratado em seu início, é quase sempre fatal.

O envelhecimento precoce e o câncer de pele são efeitos do Sol que não são percebidos de um dia para o outro. A radiação ultravioleta apresenta influência cumulativa em nosso organismo, o que significa que a cada exposição indevida ao Sol aumentamos o risco de desenvolvimento de câncer. Mas se a radiação ultravioleta está sempre presente no Sol nosso de cada dia, será que estamos fadados a desenvolver câncer de pele? Não podemos fazer nada para evitar esse problema?

Com o conhecimento sobre os perigos associados à exposição prolongada ao Sol e com cuidados simples, podemos sim diminuir os riscos de desenvolver qualquer problema e podemos, até mesmo, evitá-los. Um dos cuidados mais simples que podemos tomar seria o uso correto e constante do protetor (filtro) solar.

Os filtros solares são produtos que proporcionam uma proteção adicional à nossa pele contra as radiações nocivas do Sol. A melanina seria um protetor natural que nosso corpo produz, mas, como você bem sabe, nós não ficamos bronzeados de uma hora para outra. Por isso, é muito importante nos protegermos antes da exposição ao Sol.


São duas as formas com as quais os filtros solares podem proteger a nossa pele: refletindo a radiação que nos atinge ou absorvendo esta radiação antes que nossa pele a absorva. Os materiais sob a forma de pasta branca bloqueiam a passagem da luz, impedindo a passagem da radiação ultravioleta. Este bloqueio acontece porque os materiais provocam alta reflexão da radiação que chega à nossa pele. Além disso, misturados à pasta branca, existem outros materiais que penetram superficialmente em nossa pele e que são capazes de absorver a radiação ultravioleta que não foi refletida.

Todos os filtros solares apresentam um número em sua embalagem que indica seu fator de proteção. Este número significa o nível de proteção que o produto oferece, ou seja, o tempo que a pessoa pode permanecer ao Sol sem ficar com a pele avermelhada (início de queimadura). Por exemplo, se a pele de uma pessoa, sem proteção, leva 20 minutos para ficar avermelhada, com um filtro solar de fator 15, a mesma pele levará 15 vezes mais tempo, ou seja, 300 minutos. Contudo, isso não significa dizer que, só porque a pessoa usou o filtro solar por uma vez, ela estará livre das queimaduras. Passado o tempo de proteção do filtro, a pele sofrerá os danos como se estivesse sem protetor solar.

Mas não são todas as pessoas que precisam de apenas de 20 minutos pra que sua pele comece a ficar queimada. Na verdade, este tempo é muito variável, pois depende de alguns fatores, como a quantidade de melanina (pigmentação) da pele e fatores geográficos como altitude e latitude. Como saber, então, qual é o filtro solar mais indicado para mim?

Segundo especialistas, o filtro solar mínimo para uma proteção adequada é o de fator de proteção 15. Filtros com fatores acima de 15 proporcionarão mais tempo de proteção à radiação ultravioleta. Todas as pessoas, independentemente da cor da pele, devem usar filtro solar nos momentos de exposição ao Sol, mas aquelas com peles mais claras (com menos melanina e, por isso, menos resistentes) devem se precaver ainda mais.

Além do uso de um filtro solar com fator mínimo igual a 15, a forma de utilização também influencia bastante na proteção. Não basta usar o filtro solar apenas uma vez, já que, após o tempo de proteção proporcionado pelo fator, a pele estará vulnerável novamente. O ideal é reaplicar o filtro a cada 3 horas, sempre 20 ou 30 minutos antes da exposição ao Sol, para que o produto se infiltre adequadamente na pele. Também é importante a reaplicação após grande transpiração ou após tomar banho.

Outros cuidados adicionais que podem aumentar ainda mais a proteção contra os raios ultravioleta seriam: uso de chapéu e óculos escuros; usar o protetor mesmo nos dias nublados e em áreas de sombra; e evitar a exposição ao Sol nos horários de maior incidência da radiação ultravioleta (entre 10h e 15h).

O bronzeado, que antes era considerado um sinal de saúde e beleza, hoje é considerado um alerta do corpo contra os danos provocados pelo Sol. Uma pele saudável ao longo da vida é muito mais importante do que um bronzeado que dura alguns dias. Tomando cuidados simples, mas necessários, você pode curtir os dias ensolarados sem se preocupar com as consequências desagradáveis de curto prazo, como ardência ou queimaduras, e até mesmo aquelas mais sérias e de longo prazo, como o câncer de pele. Pele vermelha nunca mais!

comentários[61]

27

mar
2011

Os cinco sentidos na terceira idade.

(por: Maíra Batistoni e Silva)

Todo ser vivo possui um tempo limitado de vida, compreendido entre o nascimento e a morte. A vida dos seres vivos pode ser dividida em três fases: a fase de crescimento e o desenvolvimento, a fase reprodutiva e a senescência ou envelhecimento. Durante a primeira fase, ocorre o desenvolvimento e crescimento dos órgãos, o organismo cresce até seu corpo desenvolver todas as funções para mantê-lo vivo e torná-lo apto à reprodução. A fase seguinte é caracterizada pela capacidade de reprodução do indivíduo, que garante a sobrevivência e perpetuação de sua espécie. A terceira fase, a senescência, é caracterizada pelo declínio da capacidade funcional do organismo. Com o passar dos anos, os cinco sentidos tornam-se menos eficientes, interferindo na segurança, nas atividades diárias e no bem-estar geral do indivíduo.

Vamos ver agora quais são as consequências do envelhecimento no funcionamento dos cinco sentidos (olfato, paladar, tato, visão e audição).


O olfato e o paladar
A redução do olfato na fase da velhice é pouco estudada, mas atualmente sabe-se que a diminuição da percepção dos cheiros inicia-se na meia-idade e progride ao longo da senescência, podendo interferir na qualidade de vida do idoso. Já as papilas gustativas da boca, responsáveis pelo paladar, diminuem cerca de 60%.
O paladar e o olfato reduzidos na senescência podem ocasionar problemas nutricionais, pois a falta de percepção do sabor e aroma dos alimentos reduz o interesse pela alimentação, causando a desnutrição ou, ao contrário, pode levar o idoso a adicionar mais sal, açúcar e gordura para intensificar o sabor dos alimentos, o que pode aumentar a incidência de doenças comuns desta faixa etária, tais como hipertensão, diabetes e doenças cardíacas.


O tato
O tato também é reduzido gradualmente durante o envelhecimento. A perda da capacidade de perceber a textura, a temperatura e a consistência dos materiais ocasiona dificuldades na realização de atividades motoras finas, tais como contar dinheiro, costurar, escrever, virar páginas de livros e revistas.


A visão
Ao longo do envelhecimento, a visão pode ser efetuada de diferentes formas, tais como: diminuição da percepção de cores e do campo visual, dificuldade de enxergar com baixa luminosidade, de perto e/ou de longe. Além disso, a visão pode ser afetada por doenças comuns entre os idosos, como a catarata e o glaucoma. A perda da capacidade visual interfere muito na qualidade de vida dos idosos, pois é o sentido que mais utilizamos para receber informações do ambiente e interagir com as coisas e pessoas que nos cercam. Isto sem falar no aumento de acidentes que podem ser ocasionados pela diminuição da visão, como, por exemplo, tropeços e atropelamentos.


A audição
A redução da audição pode ocorrer por alterações em qualquer uma das etapas do trajeto entre a captação do som no ouvido até a sua interpretação pelo cérebro. Essas alterações ocorrem progressivamente ao longo do processo de envelhecimento e podem atingir 70% dos indivíduos com mais de 75 anos. A perda da capacidade auditiva também diminui a qualidade de vida dos idosos, pois dificulta o diálogo com outras pessoas.


Cuidados para melhorar a qualidade de vida na senescência
Apesar da diminuição da capacidade funcional dos cinco sentidos, velhice não é sinônimo de doença, tristeza e inatividade e pode ser uma fase vivida com saúde e alegria. Para isto, é importante compreender e aceitar o processo, pois ele faz parte da vida e todos nós passaremos por ele um dia. O segundo passo para quem quer ter qualidade de vida com 60, 70, 80 ou 90 anos é começar a se cuidar agora!


Hábitos como a prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, sono adequado e hidratação constante do corpo e da pele são fundamentais para evitar maiores perdas dos sentidos. Além disso, os médicos lembram a costumeira recomendação contra o consumo de drogas, que podem acelerar a degeneração da capacidade sensitiva.


No caso da audição, é possível prevenir maiores danos evitando exposição excessiva a ruídos. Já no caso da visão, ainda não é possível retardar a chegada de problemas como catarata, mas o uso de óculos escuros com proteção ultravioleta diminui o risco de cegueira, doença que atinge de 6% a 10% da população com mais de 80 anos.


Não perca tempo! Afinal, cuidados como a alimentação, sono e hidratação, a prática de atividades físicas regularmente e o abandono do uso de cigarro, álcool ou outras drogas melhoram o dia de hoje... e o de amanhã também!

comentários[8]

27

mar
2011

Tudo para o alarme não tocar!

fonte: Suzana Herculano-Houzel

Quem tem o hábito de acordar sempre à mesma hora com um despertador já deve ter notado que muitas vezes acorda espontaneamente uns poucos minutos antes do desagradável escândalo matutino do aparelho, justamente a tempo de evitá-lo. E, quando há uma ocasião especial e nenhum despertador por perto, muitas pessoas conseguem se programar para acordar na hora certa. Como se houvesse um reloginho interno que funciona enquanto estamos dormindo.

Um estudo muito simpático, feito em Lübeck, na Alemanha, mostra que a capacidade de antecipar durante o sono o momento de acordar pode estar ligada à liberação no sangue, com hora marcada, de um hormônio. Jan Born e seus colegas sabiam que dois hormônios produzidos em situações de estresse, a adrenocorticotropina e o cortisol, são normalmente liberados em grandes quantidades no sangue no momento em que acordamos de maneira espontânea. Se o aumento do nível desses hormônios no sangue faz parte dos mecanismos que marcam o fim do sono todas as manhãs, talvez ele também possa acontecer com hora marca. Nesse caso, para ligar o "despertador", bastaria programas a liberação no sangue desses hormônios para a hora desejada!

Para determinar se é isso o que acontece no despertar programado, Born pdeu a voluntários para dormir no laboratório, e avisou-os de que eles seriam acordados a uma certa hora da manhã. Enquanto eles dormiam, eram colhidas amostras de sangue a cada 15 minutos para a análise do nível dos dois hormônios no sangue. Os pesquisadores descobriram que, quando os voluntários esperavam ser acordados às 6h, o nível de adrenocorticotropina no sangue de fato começava a subir uma hora antes, às 5h, como que já preparando o corpo para despertar na hora prevista. Em comparação, quando os mesmos voluntários esperavam pela chamada somente às 9h, mas eram acordados de surpresa às 6h, o nível da drenocorticotropina no sangue ainda não havia subido. Curiosamente, o nível de cortisol não mudou em nada no sangue com a expectativa de acordar no horário marcado.

Como o aumento da adrenocorticotropina no sangue parece falicitar o despertar espontâneo, talvez seja o aumento programado desse hormônio uma hora antes do despertar que nos permita ganhar a corrida contra o despertador.

Até faz sentido esse "hormônio despertador" ser normalmente um hormônio de estresse. É só lembrar da ansiedade que dá naqueles momentos de meio termo, nem bem sono nem bem vigília, virando na cama com os olhos entreabertos, pensando se já não estará na hora de acordar.

E quem programa a liberação da adrenocorticotropina no sangue?

Certamente o cérebro, que além de controlar o sono também tem um reloginho embutido que não para de bater, ajustando nossos horários ao dia do lado de fora.

Se você pensava que os trabalhos do cérebro não tem nada a ver com os hormônios, pense duas vezes: os dois se entendem até quando dorminos!

comentários[0]

Você está aqui

Twitter

Assinar RSS

mais buscadas

2004-2011 Educação Adventista Todos os direitos reservados.