Portal da Educao Adventista

*Professor Genivaldo *

29

jun
2013

Tempo de lazer é importante para reduzir o estresse

Descansar também é preciso. E assim como acontece com o corpo, o nosso cérebro também se desgasta quando o usamos demais. Para quem duvida, um estudo feito em fevereiro de 2012 em Taiwan, na China, demonstrou que adultos com menos tempo para prazer e lazer tinham maiores problemas relacionados ao estresse.
 
Para definir melhor essa condição, o estresse ocorre quando o organismo está sempre em alerta, ou seja, libera constantemente adrenalina para o corpo. "Horas de sono e de lazer servem para reduzir os níveis desse hormônio", explica Leonard Verea, psiquiatra especializado em Medicina Psicossomática e em Medicina do Trabalho.
 
Mas o que exatamente é um tempo de lazer? "É qualquer momento que se disponibiliza para atividades que se goste muito e o faça pensar fora do usual", define Christian Barbosa, especialista em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal. Quanto tempo devo reservar para isso? Preciso relaxar todo santo dia? Confira as respostas para essas e outras dúvidas sobre esse assunto a seguir: 
 
Quanto tempo devo dedicar ao lazer no meu dia?
 
Se houvessem regras rígidas sobre quanto tempo caracteriza o tempo ideal de lazer, ele perderia todo o sentido. "Tentar respeitar rigidamente as horas de diversão também pode impedir o relaxamento", conclui Leonard Verea, psiquiatra especializado em Medicina Psicossomática e em Medicina do Trabalho. Para ele, existem quatro momentos importantes em cada dia, para o trabalho, a família, o lazer e para si mesmo, e cada um deve entender como administrar isso.
 
Portanto, a definição do tempo adequado vai de acordo com a sua rotina. "Depende de cada pessoa, mas quanto mais melhor, dentro do que você precisa. Algumas pessoas precisam de 6 horas, outras 3 horas, e algumas até 24 horas! Tente o máximo que você puder", ensina Christian Barbosa, especialista em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal. 
 
E se em algum dia eu não conseguir?
 
Não são todos os dias que você consegue separar um tempinho para respirar fundo e relaxar, não é mesmo? Muitas vezes o trabalho até mais tarde ou mesmo o trânsito podem consumir horas que você poderia estar descansando. Mas não há problema apenas se essa exceção não acabar virando uma regra! "Claro que isso uma vez ou outra não mata ninguém, mas ao se tornar uma constante, aumenta o nível de estresse, trazendo problemas de saúde", alerta Barbosa.
 
É importante ter ao menos um dia por semana sem pensar sobre trabalho?
 
Com certeza, afinal para isso servem os finais de semana ou as folgas! "Sim, o estresse é uma das causas mais comuns de afastamento do trabalho por longos períodos. No entanto, é possível evitar que isso aconteça se funcionário e empregador trabalharem juntos por isso", acredita o psiquiatra Verea. Mas muitas vezes a culpa da falta de descanso não é nem da empresa, afinal não é só o trabalho que tira o descanso de uma pessoa: atividades domésticas, preocupações financeiras ou mesmo problemas de família podem causar estresse, e não adianta nada tirar um dia de folga e ficar mergulhado nesses outros problemas. 
 
Quais atividades podem ser feitas nesse momento?
 
A única regra dentro dessas atividades é fazer algo que traga diversão e relaxamento. O mais indicado é escolher algo que o distraia de uma forma que você esqueça os problemas de uma vez. "Ver os amigos, ir ao cinema, levar os filhos ao parque, atividade física, mas sem cobrança de desempenho perfeito, curtir alguns hobbies... Tudo isso ajuda muito", lista o psiquiatra Verea. Mas não adianta também fazer algo relacionado ao trabalho. Se você é policial, por exemplo, ler um romance ou ver um filme sobre crimes não será de grande ajuda.
 
Aparelhos eletrônicos podem fazer parte desse momento de lazer?
 
Celulares e computadores muitas vezes são inimigos do relaxamento. Principalmente por estarem ligados também ao trabalho. "Checar e-mails constantemente piora os níveis de estresse do trabalhador. O ideal é que sejam feitas coisas que te tirem da rotina", ressalta Verea. Outro problema da máquina é que ela envolve um uso mais complexo do cérebro, ativando ambos os hemisférios e liberando hormônios que atrapalham o relaxamento, como alerta Barbosa. 
 
Existe diferença entre o tempo que você passa sozinho e acompanhado?
 
Para Verea, existe sim! "O tempo que se passa sozinho é importante para pensar em si mesmo, em relaxar e colocar em ordem os pensamentos. E o tempo de lazer com a família não pode ser considerado lazer se durante esse tempo, houver atividades de casa, como limpar, cozinhar", frisa o especialista. Além disso, tudo depende da companhia que você terá durante esses momentos. Muitas famílias podem trazer mais problemas para a pessoa pensar do que ajudá-la a se distrair dos dela. 
 
Intervalos de relaxamento no trabalho são considerados tempo de lazer?
 
De acordo com o psiquiatra Verea, eles não podem ser considerados especificamente um tempo de lazer, principalmente por terem um tempo determinado para acabarem. Porém, são muito importantes para manter a sanidade no trabalho, como acredita Barbosa. "Essas pequenas pausas ajudam o profissional em sua criatividade. Podem colaborar no descanso dos funcionários, tornando-os mais produtivos", considera o especialista em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal. 
 
 
Fonte: Minha Vida - via Lakes Villas
Texto: Nathalie Ayres
Tenho uma boa dica para relaxar:
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dis de sábado e o santificou. Êxodo 20:8-11
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11

comentários[2]

29

jun
2013

Talheres influenciam percepção da comida, diz pesquisa

 

O que vai à mesa interfere na alimentação e isso vai além da comida. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, aponta que os objetos desempenham papel importante na alimentação também.
 
Tamanho, formas e cores de garfos, facas e colheres podem até mesmo mudar a maneira como a pessoa vai avaliar a comida. Isso porque o cérebro começa a julgar os alimentos a partir da visualização. Para chegar às conclusões, pesquisadores realizaram experimentos com 100 voluntários.
 
Confira as principais descobertas publicadas pelo jornal Daily Mail.
 
Queijos parecem mais salgados quando comidos com faca em vez de garfo.
 
Segundo a pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, colheres brancas deixam os iogurtes com gosto melhor.
 
Já os iogurtes saboreados com colheres pretas pareceram menos doces, segundo o resultado obtido pelos 100 voluntários que participaram da pesquisa.
 
As comidas parecem mais doces se servidas em colheres pequenas, usadas normalmente para comer sobremesas.
 
 
Fonte: Ponto a Ponto Ideias / Terra - via Lake Villas

comentários[1]

24

jun
2013

Secura na boca pode ser sinal de problema

 

Sentir uma secura na boca uma vez ou outra é normal. Mas se a sensação se repete com frequência, fique atento: talvez você esteja produzindo pouca saliva. "Além de incômodo, o sintoma pode causar outros males, dentre eles má digestão, cárie e maior risco de infecções", aponta o cirurgião-dentista Flávio Luposeli (SP). O problema costuma ser desencadeado por estress, determinados medicamentos (analgésicos, diuréticos e controladores da pressão), doenças como diabetes e Parkinson, hidratação inadequada ou tabagismo. Previna-se!
 
- Tome água ou suco sem açúcar com frequência
 
- Não utilize enxaguantes bucais com álcool
 
- Masque chicletes sem açúcar ou chupe balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva
 
- Evite bebidas com cafeína, como café, chá e alguns refrigerantes, que também podem provocar a secura
 
Se o mal persistir, consulte um especialista, que indicará o tratamento adequado para o seu caso.
 
 
Fonte: MÁXIMA / M de Mulher - via Lake Villas

comentários[3]

24

jun
2013

Arqueólogos descobrem antiga cidade maia em selva do México

 

Localidade de Chactún, no leste do país, ficou oculta durante séculos.


Região de 22 hectares viveu seu esplendor entre os anos 600 e 900 d.C.

 

 

                                   Batizado de Cactún (Pedra Vermelha ou Pedra Grande), área fica ao norte da Reserva da Biosfera de Calakmul e teve seu esplendor entre 600 e 900 d.C. (Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História do México/Divulgação)
Batizada de Chactún, área teve seu esplendor entre 600 e 900 d.C. (Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História do México/Divulgação)

Um grupo internacional de arqueólogos descobriu em Campeche, no leste do México, uma antiga cidade maia que dominou uma vasta região há 1.400 anos, informou nesta terça-feira (18) o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do país.

 

A cidade "permaneceu oculta na selva" durante séculos, até ser descoberta há duas semanas por uma equipe que a batizou de Chactún, que significa "Pedra Vermelha" ou "Pedra Grande" no idioma maio, segundo o Inah.

 

A expedição foi financiada pela National Geographic Society e pelas empresas Villas, da Áustria, e Ars longa, da Eslováquia.

 

A cidade maia, situada entre as regiões de Rio Bec e Chenes, tem mais de 22 hectares e viveu seu esplendor entre os anos 600 e 900 d.C.

"É definitivamente um dos maiores sítios das Terras Baixas Centrais" dessa civilização, disse o arqueólogo Ivan Sprajc, do Centro de Pesquisas Científicas da Academia Eslovena de Ciências e Artes, que liderou a expedição.

 

"São as estelas (pedras verticais destinadas a inscrições ou esculturas) e altares que melhor refletem o esplendor dessa cidade, contemporânea de outros centros maias, como Calakmul, Becán e El Palmar", destacou o Inah.

 

Inscrições em uma das estelas contam que o governante K'inich B'ahlam "cravou a Pedra Vermelha no ano de 751". O sítio tem numerosas estruturas de tipo piramidal, com até 23 metros de altura, além de dois campos para jogar bola, pátios, praças, monumentos e residências.

 

A descoberta foi possível graças à análise de fotos aéreas de vestígios arquitetônicos, explicou Sprajc. Segundo o arqueólogo, o achado pode esclarecer a relação entre as regiões de Rio Bec e Chenes, assim como seu vínculo com a dinastia Kaan, estabelecida em Calakmul.

 

Área fica ao norte da Reserva da Biosfera de Calakmul  (Foto: YouTube/Reprodução)Cidade maia ficava ao norte da Reserva da Biosfera de Calakmul, no México (Foto: YouTube/Reprodução)
 

Fonte: G1

comentários[0]

19

jun
2013

Ver imagens da pátria atrapalha fluência em outro idioma

 

Cientistas analisaram imigrantes chineses e europeus que vivem nos EUA.


Rosto ou objeto da terra natal pode alterar padrões cerebrais e sociais.

 

Linguagem (Foto: Dmitry Rukhlenko/iStockphoto.com/PNAS)Comunicação em 2° língua pode ser alterada por imagens de casa (Foto: Dmitry Rukhlenko/iStockphoto.com)

 

Ver imagens da terra natal pode atrapalhar a capacidade de uma pessoa em processar uma língua estrangeira, aponta um novo estudo feito pela Columbia Business School, em Nova York, e pela Universidade de Administração de Cingapura. Os resultados, segundo os autores, podem ajudar a entender como imigrantes adquirem fluência em um segundo idioma e como uma fala pode interferir na outra.

 

De acordo com a pesquisa, publicada na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS) de segunda-feira (17), essas imagens podem ser tanto de um rosto quanto de um objeto que represente a pátria do indivíduo.

 

Estudos anteriores já haviam descoberto que estímulos que evocam a cultura de um lugar podem alterar, no subconsciente, os padrões de funcionamento cerebral e o comportamento social em pessoas bilíngues.

 

Nesse trabalho, porém, a equipe liderada por Shu Zhang e Michael Morris analisou se as imagens da terra natal poderiam desencadear mudanças no uso do idioma nativo e, consequentemente, no processamento da segunda língua.

 

Para isso, foram avaliados dois grupos: um de chineses que vivem nos EUA e outro de imigrantes europeus. Os cientistas viram que, ao ter acesso a imagens que remetem à China (como a Grande Muralha), o primeiro grupo aumentou seu conforto social, mas reduziu a fluência no inglês. Esses efeitos, porém, não foram identificados entre os europeus.

 

A pesquisa apontou também que, após o contato visual com a própria cultura, os chineses tiveram uma maior tendência de nomear objetos com traduções literais do idioma pátrio, como chamar pistache de "nozes felizes" - pelos ideogramas, o significado desse fruto seco verde. Isso sugere que as estruturas lexicais do chinês se intrometeram no processamento do inglês.

comentários[0]

16

jun
2013

Museu humano expõe humanidade urbana e dá bituca de presente

 

Sem-teto e punks em gaiola estão na mostra de museu em Hamburgo.


Objetivo dos responsáveis é 'quebrar estereótipos'.

 
Cigarros são expostos em 'Museu sobre o ser humano' em Hamburg, na Alemanha. (Foto: Reuters)Cigarros são dados para visitantes para 'presentear' ' réplicas de seres humanos, no museu humano; em Hamburgo. (Foto: Reuters)

 

Pontas de cigarro e doces são oferecidos em uma loja para comprar como "presentes" para os participantes do "zoológico humano" no centro cultural de Kampnagel em Hamburgo. O "Human Zoo", criado pelo grupo  "Entertainment de Deus" de Viena, mostra o que ele chama de "indesejados humanos urbanos", tais como pessoas sem moradia, ex-criminosos e punks sentados em gaiolas. O objetivo do movimento é "quebrar os estereótipos sociais existentes".

 

Sem-teto também é mostrado no museu (Foto: Reuters)Sem-teto também é mostrado no museu (Foto: Reuters)

 

Museu Humano expõe pessoas urbanas (Foto: Reuters)Museu Humano expõe pessoas urbanas (Foto: Reuters)

Ser humano em gaiola faz parte de exposição alemã (Foto: Reuters)Ser humano em gaiola faz parte de exposição alemã (Foto: Reuters)

 

Fonte: G1

comentários[3]

16

jun
2013

Veja qual a ordem ideal de ingestão dos alimentos

Detalhes podem fazer a diferença na hora da dieta, como, por exemplo, a ordem de ingestão dos alimentos. Segundo os especialistas da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a sequência de uma alimentação correta é: primeiro apenas legumes e verduras, depois grãos e proteínas e, por fim, carboidratos. Além disso, de acordo com a entidade, 1/3 do prato deve ser constituído por alimentos com densidade calórica baixa, como legumes e verduras, enquanto os outros 2/3 devem ser compostos por proteínas e carboidratos, que podem ser carnes e peixes grelhados, integrais e até mesmo uma pequena porção de massa.
 
"Comer os alimentos com menor densidade calórica (verduras e legumes) primeiro, pode auxiliar a ter saciedade com menor teor energético e mais rapidamente", explica o Dr. José Ernesto dos Santos, médico nutrólogo da entidade. A regra vale tanto para o almoço quanto para o jantar.
 
O passo a passo da alimentação correta:
 
- Coma primeiro os alimentos com baixo valor calórico, como legumes e verduras
- O segundo passo é se alimentar com proteínas e carboidratos
- Monte o prato com pelo menos 1/3 de alimentos leves
- Alimente-se diversas vezes ao dia, em pequenas porções
- Alimente-se de ingredientes leves, principalmente à noite
- Coma calmamente, isso ajuda na digestão
- Evite beliscar entre as refeições. Isso o faz perder a noção da quantidade ingerida
- Beba líquidos leves para não terminar a refeição com aquela sensação de desconforto por ter "comido demais"
 
 
Fonte: iTodas - via Lake Villas

comentários[0]

16

jun
2013

Farinha branca traz riscos de obesidade, diabetes e doenças

Pão, bolo, bolacha, macarrão, pizza e torta são comidas deliciosas e diferentes uma da outra quanto ao modo de preparo. Contudo, têm um ingrediente em comum em sua composição: a farinha branca. Essa simples semelhança os torna um perigo para a saúde, já que a substância engorda e traz riscos de obesidade, compulsão alimentar, diabetes e doenças crônicas, além de prejudicar o funcionamento do intestino.
 
"A farinha branca é um ingrediente pobre em nutrientes e de alto índice glicêmico. Tem ação semelhante ao açúcar no organismo, aumentando a taxa de glicose no sangue e, por isso, o consumo em excesso está associado ao aumento de triglicérides e incidência de diabetes, obesidade e doenças crônicas", alerta a nutricionista Cintya Bassi, que explica o que acontece. "O que torna a farinha de trigo maléfica a saúde é o processo de refinamento, que separa do trigo a casca e o gérmen, mantendo apenas o endosperma do grão que depois é moído. Nesse processo retira-se grande parte das propriedades nutricionais do alimento".
 
Faltam fibras - Esse é um dos principais problemas: o processo de refino da farinha de trigo em farinha branca reduz 80% da quantidade de fibras, o que a torna muito pobre nesse quesito. "As fibras alimentares estão entre os principais fatores da alimentação na prevenção de doenças crônicas, além de melhorar o controle de diabetes mellitus, reduzir o risco de câncer e regularizar o funcionamento intestinal", comenta a especialista. Ausência de fibras pode ocasionar constipação e desordens intestinais, daí a importância do consumo!
 
Gera compulsão alimentar - Esse problema pode acontecer porque os alimentos com farinha branca não promovem saciedade. "Com a mesma rapidez com que o açúcar se eleva no sangue e aumenta os níveis de serotonina, hormônio ligado a sensação de bem estar, ele também baixa, podendo gerar em um curto período de tempo, uma necessidade de consumir mais do alimento".
 
Farinha Branca x Farinha Integral
Em geral possuem valor calórico semelhante, porém, os produtos preparados com a farinha de trigo branca (refinada) não apresentam os mesmos benefícios para a saúde que aqueles preparados com farinha integral. O trigo não refinado preserva parte da casca do cereal e também o gérmen, onde se encontram os principais nutrientes, como fibras, vitaminas e minerais.
 
Portanto, a farinha integral mantém em sua composição as fibras e alguns nutrientes que não contém na farinha branca, como magnésio, zinco, selênio e vitaminas B1 e B6. Em contrapartida, a durabilidade do produto integral é menor e a textura e cor diferentes, sendo o grão mais endurecido e de coloração escura.
 
Como consumir
Não é necessário eliminar completamente da dieta os alimentos preparados com farinha branca, mas é essencial limitar a ingestão e substituir, sempre que possível, pela forma integral, que é muito mais saudável. A atenção deve ser redobrada para diabéticos - devido ao aumento da glicemia - e os celíacos - por conter glúten na farinha branca. Pessoas com elevação nos níveis de triglicérides e colesterol também devem moderar.
 
Como comprar alimento integral
"Infelizmente a falta de regulamentação sobre alimentos integrais ainda ocasiona em falhas e fraudes nos produtos. Além disso, a indústria opta por utilizar a farinha branca misturada à integral para aumentar o prazo de validade e melhorar a aparência do produto", lamenta a nutricionista Cintya Bassi.
 
Ao comprar um produto integral é importante olhar no rótulo para entender os valores nutricionais. Se, entre os ingredientes, a farinha integral aparecer em primeiro lugar, é um bom sinal, pois os alimentos que aparecem na frente são os que estão presentes em maior quantidade no alimento.
 
Repare também na quantidade de fibras do alimento, já que produtos integrais devem conter maior quantidade desse nutriente. "Para reforçar a classificação, uma organização internacional chamada Whole Grains Council criou um selo para identificar produtos com quantidade de grãos integrais superior a 51% em sua composição e algumas marcas brasileiras possuem o selo", indica a profissional.
 
 
Fonte: Bolsa de Mulher

comentários[0]

12

jun
2013

Temperatura cairia 0,5 ºC até 2050 se China e EUA agissem

 

Corte de emissões de gases HFCs conteria aquecimento global.


Resultado foi divulgado por cientistas nesta quarta-feira, na Alemanha.

 

 

Relatório publicado nesta quarta-feira (12) por organizações não-governamentais afirma que eliminar os "super gases-estufa", que grandes emissores como China e Estados Unidos concordaram em restringir, poderia conter o aquecimento global em até 0,5 ºC até 2050.

 

O documento, divulgado no mesmo período em que ocorre as negociações climáticas da Organização das Nações Unidas em Bonn, na Alemanha, destaca que um novo acordo entre as duas potências para reduzir as emissões de hidrofluorcarbonos (HFCs) "pode fazer a diferença". "Se conseguirmos remover os HFCs, teríamos benefícios significativos", disse Bill Hare, diretor do "think tank" Climate Analytics, coautor do estudo.

 

Se os HFCs forem eliminados globalmente, isto "poderia resultar em uma redução do aquecimento entre 0,1 ºC e 0,5 ºC", afirmou.

 

O cálculo se baseia em uma contenção mundial que, até 2020, poderia poupar a atmosfera de emissões anuais equivalentes a cerca de 300 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) ou aproximadamente o que a Espanha emite em um ano.

 

Os HFCs são usados em refrigeradores, aparelhos de ar condicionado e solventes industriais como alternativa aos clorofluorcarbonos (CFCs) e hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), produtos químicos que destroem a camada de ozônio.

 

Os Estados Unidos e a China são hoje os principais emissores de gases de efeito estufa, e respondem juntos por mais de 40% das emissões globais.

Geradas especialmente pela produção em países em desenvolvimento, as emissões de HFCs têm uma perspectiva de crescimento da atual uma gigatonelada (1 Gt, ou seja, um bilhão de toneladas) de CO2 equivalente (CO2e) por ano, para de quatro a nove GtCO2e ao ano em 2050.

 

Os Estados Unidos e a China são hoje os principais emissores de gases de efeito estufa, e respondem juntos por mais de 40% das emissões globais. O relatório também advertiu que o aquecimento global tem a probabilidade de exceder, talvez até dobrar, a meta de 2ºC estabelecida pela ONU para uma mudança climática administrável.

 

Com base em diferentes relatórios sobre tendências de emissões, o mundo provavelmente ficará 3,8ºC mais quente em 2100, com 40% de probabilidade de exceder os 4ºC, e 10%, os 5ºC, alertou o estudo. "Estamos nos defrontando com uma imagem muito perturbadora", disse Hare. "Estamos ficando cada vez mais céticos de que os compromissos (dos governos) serão totalmente implementados", acrescentou.

 

Negociações pré-COP


O relatório foi divulgado na última rodada das negociações climáticas globais em Bonn, que têm tropeçado em objeções procedimentais dos russos. O processo atual da ONU, que visa a um novo acordo em 2015 para conter as emissões de gases-estufa causadoras do aquecimento global, tem sido contido desde o princípio por minúcias, contendas e defesas de interesses nacionais.

 

Desta vez, a Rússia, apoiada por Belarus e Ucrânia, congelou o trabalho de um dos três corpos técnicos, o Corpo Subsidiário de Implementação (SBI em inglês), que pretende apresentar um importante trabalho de campo na próxima rodada das conversas climáticas da ONU, prevista para novembro, em Varsóvia.

 

O SBI tem a tarefa de mensurar os avanços feitos rumo à redução de emissões alteradoras do clima e esboçar o próximo orçamento para o secretariado da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), sob cujos auspícios as negociações climáticas globais são celebradas.

 

Moscou exasperou-se por considerar que suas objeções foram ignoradas no último grande encontro anual, celebrado em Doha, em dezembro do ano passado, pelo presidente catari da conferência, que aprovou um acordo estendendo o Protocolo de Kyoto até 2020 para conter as emissões de gases-estufa.

 

A decisão de Doha paralisou a venda planejada por Moscou de 5,8 bilhões de toneladas de créditos de carbono, acumuladas durante a primeira rodada do protocolo, que expirou no final de 2012.

 

Imagem de dezembro de 2009 mostra fumaça de chaminés na província de Shanxi, na China (Foto: Andy Wong/AP)Imagem de dezembro de 2009 mostra fumaça de chaminés na província de Shanxi, na China (Foto: Andy Wong/AP)

 

Fonte: G1

comentários[0]

12

jun
2013

Viva-voz nos carros é mais perigoso do que falar ao celular

 

Segundo universidade, sistemas de interatividade 'roubam' concentração.


Motoristas se esquecem de retrovisores e não reagem às sinalizações.

 
Cérebro foi monitorado durante a pesquisa sobre condução distraída (Foto: Manuel Balce Ceneta)Cérebro foi monitorado durante a pesquisa sobre condução distraída (Foto: Manuel Balce Ceneta)

Estudo realizado nos Estados Unidos pela Universidade de Utah, encomendado pela American Automobile Association (AAA), aponta que sistemas de interatividade para carros conhecidos como "hands free" ou "mãos livres" são mais perigosos do que simplesmente falar ao celular enquanto dirige. Estes recursos consistem em botões mais acessíveis e comandos em viva-voz para telefonar e mandar mensagens de dentro do carro, entre outras atividades. O resultado da pesquisa foi divulgado nesta quarta-feira (12).

 

Os sistemas são muito utilizados pelas montadoras para atrair o público mais jovem, imerso no mundo de redes sociais e aplicativos de smartphones. De acordo com as fabricantes, os dispositivos "hands free" são mais seguros, porque os motoristas conseguem manter as mãos no volante e os olhos na estrada.

 

No entanto, a pesquisa da associação automotiva americana mostra que a concentração para comandar o sistema por voz exige muito mais a atenção do motorista. Tal distração é definida pelos pesquisadores como "visão de túnel" ou "cegueira de desatenção". Isso porque a primeira reação dos condutores é se esquecer de olhar pelos espelhos retrovisores e prestar atenção aos detalhes do que vê na frente, seja a luz de freio de um carro ou pedestres.

 

"As pessoas não estão enxergando o que elas precisam ver para dirigir. Essa é a parte mais assustadora para mim", afirmou o presidente e CEO da fundação AAA, Robert L. Darbelnet, sobre o resultado da pesquisa.

Existem cerca de 9 milhões de carros e caminhões nos Estados Unidos em circulação com sistemas de informação e entretenimento. De acordo com a entidade, esse volume vai saltar para 62 milhões de veículos até 2018. A associação ressalta ainda que as pessoas se consideram seguras ao falar pelos sistemas de viva-voz, assim, mantêm o hábito.

 

"Nós acreditamos que há uma crise de segurança pública iminente", disse. "Esperamos que este estudo vá mudar alguns conceitos errados, amplamente defendidos pelos motoristas", alerta o representante da entidade.

 

                                       Pesquisa foi realizada pela Universidade de Utah, nos EUA (Foto: Manuel Balce Ceneta/AP)
Pesquisa foi realizada pela Universidade de Utah, nos EUA (Foto: Manuel Balce Ceneta/AP)

 

Metodologia


O estudo foi aplicado pela equipe do especialista Dr. David Strayer, da Universidade de Utah. Foram medidas ondas cerebrais, além de movimentos oculares e outras reações para avaliar o que acontece com a carga de trabalho mental dos motoristas quando eles tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo, tomando como base décadas de pesquisa das indústrias aeroespacial e automobilística.

 

Ao todo, 32 estudantes universitários dirigiram enquanto executavam uma série de tarefas secundárias, que vão desde ouvir música a enviar e-mails e SMS. Câmeras foram montadas dentro do carro para acompanhar os movimentos da cabeça e dos olhos dos motoristas. Outro dispositivo permitiu gravar o tempo de reação a luzes vermelhas e verdes introduzidas no campo de visão dos condutores.

 

Fonte: G1

comentários[2]

9

jun
2013

Demissão de profº expõe limite entre ensino e religião

 

Professor de história em uma escola de Porto Alegre (RS) foi demitido, segundo ele, por se recusar a abordar conteúdos religiosos nas aulas

Giovanni Biazzetto dava aulas no colégio La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre, há cinco anos Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Giovanni Biazzetto dava aulas no colégio La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre, há cinco anos Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

 

A demissão de um professor de história do colégio particular La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre (RS), ocorrida no dia 17 de maio, provocou protesto dos alunos contra a direção e trouxe à tona dúvidas sobre até que ponto a doutrina religiosa de escolas confessionais (ligadas a uma crença religiosa) pode influenciar o currículo e a rotina da comunidade escolar.

 

Há quase cinco anos como professor de história na escola confessional de linha cristã, Giovanni Biazzetto foi demitido, segundo sua versão, sem ter recebido uma "explicação plausível". O professor alega que houve "perseguição religiosa" por parte do novo diretor, o irmão Olir Facchinello - que está no comando da instituição desde janeiro deste ano). O docente conta que, durante as reflexões diárias com que as turmas iniciam a aula, foi exigido que ele abordasse conteúdos de cunho religioso, tarefa que recusava.

 

"Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: 'todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula'", comenta Biazetto. O professor também se defende dizendo que nunca recebeu nenhuma advertência anteriormente. "Minhas aulas sempre foram estruturadas no debate, na leitura e na escrita. Isso sem contar os projetos educacionais que criamos no colégio e que estão em andamento desde 2010", diz.

 

Conforme informações divulgadas em nota pela assessoria de comunicação da rede La Salle Porto Alegre, o professor foi demitido devido a "uma questão técnico-pedagógica". A assessoria não atendeu a solicitação da reportagem para entrevistar a direção da escola ou da rede e não comentou as afirmações do professor demitido.

 

Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: 'todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula (Giovanni Biazzetto Professor demitido).

 

Ao lado de Biazetto, estão dezenas de alunos e seus pais que protestaram em frente à escola contra a demissão. De acordo com uma mãe que não quis se identificar, o grupo teria recebido ameaças por parte da escola de perder bolsas, por isso, os pais dos alunos envolvidos denunciaram a escola no Conselho Tutelar, que está apurando o caso. Atualmente, o La Salle Pão dos Pobres conta com cerca de 430 alunos, sendo que 70% deles possui bolsa integral e 25% bolsa parcial.

 

Ensino religioso é facultativo, mas proselitismo é vedado


A postura do novo diretor também é alvo de críticas da professora de filosofia do colégio, Gabriela Bercht, que resolveu pedir demissão depois do ocorrido com o colega. "A escola foi se tornando um lugar mais conservador em todos os sentidos. Nossa autonomia como professor vinha sendo limitada, o que torna nosso trabalho quase impossível".

 

Biazzetto conta ainda que, um dia antes de sua demissão, o presidente da mantenedora, irmão Jardelino Menegat, fez um discurso para o grupo de educadores da escola que gerou preocupação no corpo docente. "Ele disse: 'quem não é cristão não serve para a nossa instituição'. Isso comprova que a escola não está apenas seguindo uma identidade cristã. No plano pastoral do La Salle, diz que é preciso zelar pelos valores e pelos princípios, mas nunca impor para alguém uma doutrina. Tanto é que na rede não existe catequese. E o irmão tenta impor esta questão religiosa", conta o professor demitido.

 

De acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) do Ministério da Educação (MEC), as escolas possuem autonomia quanto à metodologia de ensino adotada, mas devem contemplar conteúdos obrigatórios. A educação religiosa, conforme o artigo 33 da LDB, é facultativa. No caso da escola oferecer a disciplina, seja ela privada ou pública, deve ser assegurado o respeito à diversidade e fica vedada qualquer forma de proselitismo religioso, ou seja, nenhuma doutrina pode ser imposta aos alunos.

 

A diferença para as escolas privadas confessionais é, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), que elas têm autonomia para dar mais ênfase à sua religião no projeto pedagógico.

 

Segundo a assessora educacional da rede em Porto Alegre, Rosemari Fackin, o ensino religioso nas instituições lassalistas segue os parâmetros nacionais da lei e trabalha valores da doutrina sem cunho catequético. "Não temos a ideia de catequisar os alunos. Fazemos reflexões diárias, o que não quer dizer que seja uma reza ou algo doutrinário. Tanto que temos crianças de outras religiões e que assistem à aula de ensino religioso. E se o pais não quiserem, o aluno pode sair da sala", explica.

 

Evolucionismo X Criacionismo


A coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo, Roseli Fischmann, afirma que, nas escolas confessionais, os pais devem conhecer previamente qual o tipo de abordagem educacional da instituição. Contudo, deve ser assegurado o ensino dos conteúdos obrigatórios, mesmo aqueles que, como o evolucionismo de Darwin, vão contra ao que ensina a doutrina do colégio.

 

"Não se pode interferir no conteúdo como se ele fosse algo que muda de escola para escola. Dentro destas três categorias, pública, particular privada e a particular comunitária confessional, as instituições devem oferecer conhecimento científico acumulado pela humanidade", explica. Roseli reforça que "os professores não podem ser obrigados a ensinar algo que não está correto do ponto de vista pedagógico e da legislação ou que vá ferir a consciência deles enquanto profissionais".

 

De acordo com a assessora educacional da rede em Porto Alegre, a contratação dos professores independe de crença, e as escolas lassalistas contemplam os conteúdos obrigatórios. "Por exemplo, eu posso ser cristã e, no entanto, acreditar na evolução de Darwin. Existem as duas teorias, e elas precisam ser explicadas e podem ser debatidas em uma aula de ciências", diz Rosemari.

 

Fonte: Terra

comentários[1]

7

jun
2013

Por que as mulheres se lembram melhor do rosto das pessoas?

 

Os cientistas descobriram que que as mulheres se fixam nos traços faciais muito mais do que os homens, o que ajuda a lembrar do rosto dos outros.

                             Os cientistas ainda não sabem a que se devem estas diferenças de mecanismos entre os dois sexos Foto: BBCBrasil.com

Os cientistas ainda não sabem a que se devem estas diferenças de mecanismos entre os dois sexos Foto: BBCBrasil.com

Um estudo de um grupo de cientistas baseados no Canadá apontou que as mulheres podem ter memória superior aos homens quando se trata de reconhecer rostos e ligar fisionomias às pessoas certas. O motivo, segundo os pesquisadores, é que a mulheres prestam mais atenção às feições das pessoas com quem estão falando.


 
"A maneira com que dirigimos nosso olhar a um rosto novo afeta nossa capacidade de reconhecer este indivíduo depois", diz a cientista Jennifer Heisz, da Universidade de McMaster, coautora do estudo, ao lado dos psicólogos David Shore e Molly Pottruff.



"Tanto os homens como as mulheres se fixam nos olhos, no nariz e na boca", afirmou Heisz à BBC Mundo. "A diferença está no número de vezes que nos fixamos em cada um destes traços: dentro de um limite de tempo concreto, de cinco segundos, as mulheres fazem mais movimentos com os olhos examinando um novo rosto do que os homens."


 
Esta diferença quanto ao tipo de olhar gera depois uma "memória superior" entre as mulheres, que, de acordo com os cientistas, se tornou evidente quando os participantes de um experimento voltaram a se encontrar com as mesmas pessoas que tinham conhecido anteriormente.


 
"Nossos resultados apontam novos conhecimentos sobre os potenciais mecanismos da memória episódica e sobre as diferenças entre os sexos", acrescenta Heisz.


 
A memória episódica se relaciona a eventos autobiográficos, que podem ser acionados, e é diferente de outros tipos de memória, como a semântica ou empírica.


 
Padrões do inconsciente 


Os cientistas analisaram o padrão de visão e reconhecimento facial de 40 homens e 40 mulheres, utilizando uma tecnologia que rastreia o movimento dos olhos. Assim, foi possível registrar para onde os participantes estavam olhando enquanto eram confrontados com os rostos de pessoas selecionadas de forma aleatória em uma tela de computador. Eles tinham que lembrar do nome associado a cada rosto.

 

"Descobrimos que as mulheres se fixam nos traços faciais muito mais do que os homens, porém, esta estratégia funciona completamente à margem da nossa consciência", afirma Heisz. "Os indivíduos normalmente não sabem em que fixam seus olhos, de forma que tudo é inconsciente."

 

A equipe, no entanto, não sabe ainda a que se devem estas diferenças de mecanismos entre os dois sexos. "Poderia ser porque as mulheres estão mais interessadas na interação social, mas isso é pura especulação, há se que investigar mais", diz a cientista.

 

Diferenças


Outro estudo recente sobre o tema, realizado no Brooklyn College e publicado em setembro de 2012, concluiu que os olhos dos homens são mais sensíveis aos pequenos detalhes e aos objetos que se movem em alta velocidade, enquanto os das mulheres são melhores para distinguir cores.

 

Heisz diz que aí pode estar uma "conexão interessante". "Os resultados atuais mostram que os homens perdem mais tempo em um ponto, ao invés de fazer um rastreamento de todo o rosto", afirma.

 

"Isso poderia significar que estão se concentrando em alguns detalhes, mas esta maneira de olhar não leva a uma boa representação mental do rosto para a memória."

 

Uma das principais inferências deste estudo, diz a cientista, é que todos nós podemos aprender a rastrear melhor as feições e potencialmente desenvolver uma memória melhor, algo que pode ser especialmente útil "para os indivíduos com deficiências de memória, como os idosos", conclui Heisz.

 

Fonte: Terra

comentários[0]

Clima Tempo