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*Professor Genivaldo *

31

mai
2011

Bactéria dos 'pepinos assassinos' chega à Inglaterra


Tipo letal da E.Coli, que já matou nove pessoas na Alemanha, foi diagnosticada em morador inglês


Uma pessoa na Inglaterra foi diagnosticada com um tipo letal da bactéria E. Coli que pode ter vindo de pepinos orgânicos cultivados na Espanha. A bactéria já matou nove pessoas na Alemanha e quase 300 foram internadas em hospitais. Alguns casos também foram registrados na Suécia, na Dinamarca e na Holanda. Por conta das mortes, os produtos foram apelidados de "pepinos assassinos" nos locais afetados.

Francisco Bonilla/Reuters
Francisco Bonilla/Reuters
Bactéria pode ter vindo de pepinos orgânicos cultivados na Espanha

A recomendação das autoridades é que pessoas que estejam viajando para a Alemanha não comam pepinos, tomates crus ou alface. A Autoridade de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha afirmou que três alemães que estão atualmente na Inglaterra ficaram doentes e já foi confirmado que um dos casos envolve a bactéria. Segundo a autoridade, a epidemia da Alemanha é séria. A bactéria é infecciosa e pode provocar infecções secundárias. As informações são da Dow Jones.

Fonte: O estadão

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31

mai
2011

A moda de ir à praia começou como recomendação médica


Para se livrar de um carrapato, o rei dom João VI inaugurou o costume no Brasil


Até 1810 ninguém tomava banho de mar no Brasil. Mulher nenhuma se esticava na areia de biquini fio dental até torrar como um camarão. Não tinha futebol ainda e muito menos futebol de areia. Não tinha surf, nem rodinhas de banhistas descansando sob guarda-sóis. Ninguém considerava costumeiro nem civilizado lagartear na areia até 1810. Mas, naquele ano, o rei dom João VI faria um mergulho na Praia do Caju, hoje um lugar degradado na zona portuária do Rio de Janeiro. O monarca estava com a perna infeccionada por causa de um carrapato e seguia orientações médicas. Sem querer, ele inaugurou o costume que hoje lota as praias de banhistas e vendedores de queijo coalho.


Na França e na Grã-Bretanha, distintas senhoras já tomavam seus banhos para curar doenças físicas e até psíquicas. As teorias sobre o benefício do banho de mar eram a última palavra na medicina da Europa. E foi lá que os desesperados médicos de dom João foram buscar a receita para curar o rei que vivia no Brasil havia dois anos.


A idéia de que a água - sobretudo a água salgada do Canal da Mancha - era um santo remédio veio de uma teoria do médico e religioso inglês John Floyer nos primeiros anos do século 18. Além de criticar a igreja por modernizar a cerimônia do batismo (que virara um mero espirro de gotas na testa), o doutor Floyer acreditava que o mar tinha poderes milagrosos até para paralíticos. Sua obra inaugural, a História do Banho Frio, foi publicada em dois volumes, em 1701 e 1702. Mas a corrida às praias na Europa começou mesmo meio século mais tarde, em 1749, quando outro inglês, o doutor Richard Frewin, descreveu a primeira cura por banho de mar.


Sessenta anos depois, havia no Velho Continente uma enxurrada de publicações de métodos para o tratamento marinho. Os médicos de dom João decidiram tentar. E a receita deu certo: o monarca curou-se. Com o sucesso, os banhos atraíram a corte portuguesa alojada no país. Logo surgiram as primeiras casas de banhos terapêuticos, que ofereciam aos banhistas piscinas com água do mar e locais para se trocar e guardar as roupas. Em um anúncio de 2 de dezembro de 1811, do jornal A Gazeta do Rio de Janeiro, uma casa de banho oferecia seus serviços por 320 réis, o dobro do preço de um ingresso do Circo Olímpico, o principal da cidade.


Fonte: Aventruasnahistória

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31

mai
2011

Radiação de telefones celulares pode causar câncer, diz OMS


Não há, no entanto, casos confirmados ligados ao uso do aparelho.


Anúncio foi feito a partir de análises de estudos científicos.



A radiação eletromagnética vinda de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro, de acordo com anúncio feito nesta terça-feira (31), na França, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), um braço da Organização Mundial de Saúde (OMS). A agência, no entanto, ressaltou que, até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho.

Segundo estimativas da agência, há mais de 5 bilhões de aparelhos celulares em operação no mundo.


O anúncio foi feito a partir da revisão de estudos médicos sobre o tema, feita por um grupo de 31 cientistas de 14 países. Os pesquisadores colocaram a radiação dos telefones móveis no mesmo nível de perigo que a emissão de gases vinda de automóveis, o chumbo e o clorofórmio, o "grupo 2-B", "possivelmente carcinogênico para humanos".


Os detalhes do levantamento serão publicados na edição de julho da revista médica "Lancet".


Em resumo: embora não haja até agora nenhum caso de câncer ligado ao uso de celulares, isso pode ocorrer no futuro, de acordo com a organização.


No ano passado, um estudo encomendado pela própria OMS não havia encontrado elos o bastante para justificar o risco aumentado para tumores entre usuários de telefones celulares.


Segundo a agência, não há estudos suficientes para garantir que a radiação de celulares é segura e há dados o bastante sobre os riscos para que os consumidores sejam alertados.


Conclusões


O grupo afirma que há evidências "limitadas" de aumento de risco para gliomas e neuromas -- o suficiente para a classificação no grupo 2-B, segundo o cientista Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, presidente do grupo de trabalho da Iarc.


"A conclusão é de que pode haver algum risco e portanto precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer", afirmou ele em nota.


Os cientistas não quantificaram o risco, mas Samet informou que um dos estudos analisados apresentou um risco aumentado de 40% para gliomas entre as pessoas que usavam celulares em média por 30 minutos por dia ao longo de 10 anos.


Outro lado

A GSMA, associação de operadoras de celular, comentou em nota o trabalho da Iarc. Segundo o texto, o relatório da Iarc diz que o perigo dos telefones celulares é "possível, mas não provável".


A associação diz que compreende a preocupação de alguns usuários, mas que os parâmetros de segurança atuais continuam válidos. A nota afirma ainda que os resultados divulgados pela Iarc não podem ser tratados como definitivos e requerem mais pesquisas.


Fonte: G1


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31

mai
2011

Google cria ferramenta para monitorar surtos de dengue


Google cria ferramenta para monitorar surtos de dengue
Aedes aegypt, transmissor da dengue - Foto: James Gathany/Creative Commons


O Google criou o Dengue Trends, uma ferramenta experimental que alerta para os surtos de dengue na Bolívia, no Brasil, na Índia, na Indonésia e em Cingapura.


Para identificar os surtos, o serviço monitora quase em tempo real a incidência de buscas relativas aos sintomas da dengue, além de analisar os dados provenientes dos ministério de saúde do país em questão ou da Organização Mundial de Saúde. Febre, dor nas juntas e enxaqueca são sintomas da doença.


O sistema indica se a tendência é mínima, baixa, moderada, alta ou intensa. No Brasil, por exemplo, o Dengue Trends aponta que no domingo (29) o nível era "moderado".


O software foi criado com a ajuda do professor epidemiologista John Borwnstei, do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos. Ele é um dos criadores do HealthMap, sistema inteligente de monitoramento de doenças infecciosas.


Como não há vacina para a dengue, o sistema pode ajudar os governos reagirem com mais rapidez à disseminação da doença, comentou o engenheiro de software Vikran Sahai, no blog oficial do Google. Para evitar os surtos da doença, o governo pode recomendar o uso de repelentes e combater o acúmulo de água, usada para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.


A ferramenta Dengue Trends faz parte do Google Correlate, um serviço que relaciona análise de buscas no site com dados coletados em pesquisas realizadas por governos e organizações.

Fonte: Nationalgeographic

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31

mai
2011

Casca de eucalipto pode ser matéria-prima para o etanol


Estudo realizado por pesquisadores da USP - Universidade de São Paulo revelou que é possível produzir etanol a partir dos resíduos de casca de eucalipto que sobram do processo de produção de papel e, também, de celulose

Segundo a pesquisa, cada hectare de eucalipto é capaz de fornecer matéria-prima para a produção de 2,6 mil litros de etanol. No Brasil, atualmente, existem mais de 4,5 milhões de hectares de floresta de eucalipto, destinados à fabricação de papel e celulose, que podem gerar resíduos capazes de produzir cerca de 11,7 bilhões de litros de etanol. 

A intenção dos pesquisadores é divulgar o estudo para que em, no máximo, 10 anos o etanol de casca de eucalipto chegue ao mercado brasileiro, reforçando o setor dos biocombustíveis no país. 

A próxima apresentação da pesquisa será feita na 6ª edição do Congresso Internacional de Bioenergia, que acontecerá em agosto, na cidade de Curitiba, e contará com a presença de especialistas, do Brasil e do mundo, em energias renováveis.


Fonte: planetasustentável

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30

mai
2011

Copa de 2014 e a questão da sustentabilidade

Os organizadores da Copa de 2014 pretendem usar a visibilidade do evento para colocar na agenda mundial a questão da sustentabilidade. De acordo com o diretor de Responsabilidade Social da Fifa, Federico Addiechi, o papel do Brasil será de grande relevância para que a entidade consiga avançar em seu objetivo de usar o esporte mais popular do mundo para desenvolver uma cultura sustentável e social não apenas nos países-sede, mas em todo o planeta.


"O Brasil é um exemplo para o mundo, até mesmo em função de suas características físicas. Esta será uma oportunidade de o país mostrar ao mundo que a agenda de responsabilidade social e ambiental deve ser levada adiante, para além dos eventos mundiais esportivos", disse Addiechi durante os trabalhos de abertura da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014.


Segundo ele, desde 2005 a Fifa tem uma estratégia de associar responsabilidade social ao futebol. "É no Brasil que temos a chance de avançar de forma mais significativa nessas áreas. Acreditamos que a Copa será uma plataforma de comunicação muito importante em relação a esses temas".


Addiechi disse que as benesses da Copa vão além da infraestrutura e da economia. "Teremos a possibilidade de deixar legados maiores, em termos educativos, permitindo um diálogo com a cidadania brasileira e mundial sobre temas relacionados à proteção do meio ambiente e à responsabilidade social".


Quem também defende o mesmo ponto de vista do diretor da Fifa, é o assessor especial do Ministério dos Esportes, Claudio Langone. "O Brasil é reconhecido internacionalmente como país mega diverso, o que implica em uma oportunidade para avançarmos nesses temas. É uma decisão política do governo federal agendar o mundo para a questão da sustentabilidade, correspondendo à grande expectativa que a Fifa tem nesse campo", disse.


A Copa, avalia Langone, "é uma oportunidade para aportarmos em agendas relacionadas ao meio ambiente urbano nas 12 principais regiões metropolitanas, envolvendo novas alternativas de transportes menos danosos ao meio ambiente e combustíveis mais amigáveis ecologicamente. Os projetos visam também à integração de modais motorizados com não motorizados, como ciclovias, já que as diretrizes da Fifa apresentam fortes restrições a veículos particulares nas proximidades dos estádios, que terão preocupação centrada na sustentabilidade".


Addiechi destacou que nunca houve iniciativas como a de hoje onde, com três anos de antecedência ao evento, a direção da principal entidade futebolística participa de uma câmara específica da área de meio ambiente e de sustentabilidade para discutir a implantação de projetos. "Isso também será um elemento motivador para a Rússia e para o Catar [onde acontecerão as competições de 2018 e de 2022]".


Por sua vez, Langone concorda com o representante da Fifa, no que se refere às vantagens econômicas que podem ser proporcionadas ao país, a partir da associação de sua imagem à questão ambiental. "A oportunidade é ótima para as empresas que desenvolvem negócios verdes e para a indústria do ecoturismo, com o fortalecimento dos parques brasileiros", disse o assessor do Ministério dos Esportes. "Novos mercados para produtos orgânicos e sustentáveis brasileiros podem surgir, além das oportunidades que a reciclagem pode proporcionar para novos negócios", completou.


Langone, no entanto, chama atenção para os cuidados a serem tomados em relação ao cumprimento de prazos. "Não estamos atrasados. Estamos fazendo as discussões no momento certo e com a metodologia certa. Mas daqui para frente não podemos relaxar. Qualquer espaço de tempo perdido certamente trará prejuízos aos objetivos que estamos desenhando", disse.


Entre os pontos que mais preocupam o governo, Langone destaca os atrasos das cidades-sede em definir claramente os responsáveis pelos projetos. "Precisamos fazer os desenhos técnicos já tendo definidos os orçamentos".


Fonte: planetasustentável

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30

mai
2011

Muçulmana de 19 anos é apedrejada até a morte


Uma jovem muçulmana de 19 anos foi encontrada morta em uma aldeia na região da Crimeia, na Ucrânia. Katya Koren foi julgada pela Sharia, lei islâmica, e apedrejada até a morte depois de participar de um concurso de beleza, informou o jornal britânico "Daily Mail".

Segundo amigos da vítima, ela gostava de vestir roupas modernas e ficou em sétimo lugar no concurso. O corpo de Katya foi encontrado enterrado em uma floresta e encontrado uma semana após o desaparecimento da jovem.


A polícia ucraniana abriu um inquérito para investigar o caso. Por enquanto, a principal suspeita é que três jovens muçulmanos tenham assassinado a adolescente, usando como preceito a Sharia, lei muçulmana. Um dos três suspeitos, Bihal Gaziev, de 16 anos, está preso e confessou a polícia que não tem nenhum arrependimento no crime, porque a jovem havia "violado a Sharia".


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/30/muculmana-de-19-anos-apedrejada-ate-morte-depois-de-participar-de-concurso-de-beleza-924561564.asp#ixzz1NsetUjZD
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29

mai
2011

"A escola virou um depósito de crianças"

Professora do Rio Grande do Norte ganha fama ao enfrentar deputados e expor a situação precária da educação no País


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"Comecei a me desesperar diante de alunos de sexto ano
que não sabiam ler palavras básicas, como bola"


Oito minutos. Foi o tempo necessário para a professora potiguar Amanda Gurgel roubar a cena, dias atrás, numa audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com apenas 1,57 m de altura, mas postura de gigante, ela proferiu um discurso no qual dizia, com ideias bem amarradas e rara transparência, receber salário de R$ 930 por mês ("menos do que os deputados gastam em suas indumentárias"), que os professores vivem uma crise de identidade e estão doentes. A condição indigna dos docentes não é novidade, mas o vídeo com a sincera fala de Amanda correu o País com intensidade impressionante e colocou em foco esse profissional, sobre quem está depositado o futuro do Brasil. Duas semanas depois de o vídeo do discurso ser postado na rede, havia sido visto quase 1,6 milhão de vezes.

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Amanda e seu vídeo:
1,6 milhão de visualizações


Amanda, 28 anos, começou a dar aula aos 21. Há três, foi diagnosticada com depressão, afastou-se da escola e retornou em funções fora da sala de aula. Hoje, dá expediente na biblioteca de um colégio estadual e no laboratório de informática de um municipal. Além dos R$ 930, seu salário do município, recebe R$ 1.217 pelo Estado. Amanda decidiu lecionar ainda adolescente, mesmo sabendo que a remuneração era baixa. "Só entendi de fato o que isso significava quando tive de me sustentar e comprar meu primeiro quilo de feijão", conta. Órfã de pais desde menina, ela nasceu em Natal e foi criada pelos tios. Estudou em escolas públicas e privadas, no interior do Estado. Solteira, sem filhos, tem uma rotina puxada. Mora sozinha numa quitinete, acorda às 5 horas, pega três ônibus para ir trabalhar e volta para casa somente às 22 horas.

 

ISTOÉ - O que mudou na sua vida desde a divulgação do vídeo?
Amanda Gurgel - Minha rotina está temporariamente alterada. A repercussão do vídeo gerou um assédio nacional e esse é um momento que eu quero divulgar os problemas da educação no País e ser uma porta-voz de meus colegas. Então, estou me doando.

ISTOÉ - Pensa em se candidatar a algum cargo público?
Amanda - Olha, não me vejo agora fazendo outra coisa. Sei que o meu lugar é na classe trabalhadora, no chão, na escola, junto com os meus colegas. Sou filiada ao PSTU desde o ano passado, mas sempre fui militante, primeiro no movimento estudantil, depois pela causa da educação. Mas, nunca pensei em me candidatar a nada. É uma discussão futura.

ISTOÉ - Como gasta seu salário?
Amanda - Não tenho luxo, só gasto com o essencial, como alimentação, moradia, vestimentas e plano de saúde. Quase não tenho acesso a lazer. A última vez que fui ao cinema foi em 2010.

ISTOÉ - Por que se afastou da sala de aula?
Amanda - Houve um tempo em que eu trabalhava em três horários, estava na rede privada, acabei assumindo o município e tinha uma média de 600/700 alunos. Comecei a dar aula em 2002, tinha 21 anos, estava eufórica, topando tudo. O ápice do problema de saúde foi de 2007 para 2008, quando percebi que estava estafada. Estava em sala de aula com alunos pouquíssimos proficientes. Alunos de sexto ano que não sabiam ler palavras básicas como bola, pato, entendeu? Comecei a me desesperar diante da realidade, não sou alfabetizadora. O que vou fazer se nada do que estou preparada para oferecer eles estão preparados para receber? Sou professora de língua portuguesa e literatura portuguesa e brasileira de alunos dos ensinos fundamental II e médio.

ISTOÉ - Por que as crianças não aprendem?
Amanda - O aluno de 6 anos está em uma sala de aula superlotada e não há condição de alfabetizar ninguém dessa forma. Fala-se muito em democratização do ensino básico, mas se cada etapa do processo de aprendizado não é trabalhada de forma adequada, não há democracia. A escola virou um depósito de crianças, que é o que os políticos querem. Eles querem ter um lugar para deixar a criança enquanto os pais vão trabalhar e nada mais.

ISTOÉ - Foi o início da sua crise?
Amanda - Foi. Fiquei um tempo de licença e voltei em adaptação de função. Minha última aula como professora de português foi em 2008.

ISTOÉ - Quais funções você desempenha em cada escola?
Amanda - A resposta revela um sério problema de infraestrutura. Na escola do Estado, onde trabalho de manhã, estou na biblioteca. Na escola do município, passei por diversas funções. Passei pela coordenação e pela biblioteca e agora estou no laboratório de informática. Apesar de os computadores terem chegado há cinco anos na escola, só agora eles começaram a funcionar.

ISTOÉ - Por quê?
Amanda - Por várias questões. Primeiro, a instalação das máquinas foi muito demorada. Para isso, é necessário um técnico da secretaria porque a escola perde completamente a garantia daquelas máquinas se acontecer qualquer coisa errada. Depois de instaladas, foi um longo processo para a chegada de um técnico para fazer funcionar a internet e outro extenso período para a instalação do ar-condicionado na sala. Foram cinco anos que nós passamos com os computadores na caixa e com aquela sala fechada, apesar de toda a carência que se tem de espaço.

ISTOÉ - Qual o principal problema da educação no País?
Amanda - Se for para eleger um apenas, eu diria a falta de investimento. Como pode um País que deveria investir 5% do seu PIB em educação e investe 3%, paga esse salário irrisório aos professores e deixa a estrutura da escola chegar a um estágio de precarização que precisa ser interditada, como aconteceu numa escola no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Ceará Mirim?

ISTOÉ - Por que foi interditada?
Amanda - O corpo de bombeiros interditou a escola porque nada mais funcionava lá. O teto estava para desabar, a instalação elétrica estava precária, oferecendo risco à integridade física dos alunos e dos professores. Todos esses problemas estão relacionados à falta de investimento. Com um salário digno, o professor poderia ficar na escola, preparando as aulas, conhecendo os alunos, poderia evitar casos como o do atirador Wellington de Menezes. Como um professor vai ser capaz de observar algo se ele tem 600 alunos e não é capaz de, quando chega em casa, visualizar quem são todos? Não temos como mudar essa realidade se não tivermos um investimento imediato. Não estou falando de daqui a dez anos. Há a necessidade de se investir 10% do PIB do País em educação.

ISTOÉ - A que você credita a sua educação?
Amanda - É uma junção de coisas. Desde muito novinha, sempre fui metida. Comecei a ser alfabetizada e já corrigia as pessoas. Também acho que o funcionamento das escolas no interior é bem diferente do da capital. Nas cidades pequenas, onde estudei, funciona melhor. O fato de o professor ter acesso direto aos pais dos alunos coloca a criança e o adolescente na situação de "eu não posso sair da linha, senão o professor vai falar para a minha mãe". Então, há mais disciplina. Minha educação de base foi de fato muito boa.

ISTOÉ - Se algum aluno disser a você que quer ser professor o que diria?
Amanda - Depende do dia. Acho que fiz certo, mas tenho meus momentos. Já cheguei a dizer 'não quero mais', mas em outros momentos, como hoje, estou me sentindo cheia de energia para estar na sala de aula e trabalhar com o aluno. Quando a gente é adolescente, tem uma estrutura familiar por trás. Sempre soube que professor ganhava mal, mas só entendi de fato o que isso significava quando tive de me sustentar e comprar meu primeiro quilo de feijão. 


Fonte: IstoÉ

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29

mai
2011

Amamentação pode reduzir riscos de obesidade, aponta estudo


Análise revela que quem recebeu só leite até os 6 meses é menos gordo.


Estudo com 118 jovens foi apresentado em congresso de obesidade em SP.


Uma análise de dados de 118 adolescentes obesos entre 14 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que quem recebeu exclusivamente leite materno até os seis meses de idade - uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) - apresenta hoje menor índice de massa corporal (IMC), taxa de gordura e circunferência da cintura.


A nutricionista Débora Masquio, que apresentou o estudo no 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, na capital paulista, entrevistou os pais desses jovens para saber o peso deles ao nascer e o período de amamentação exclusiva (nunca, de 1 a 5 meses ou até 6 meses). O trabalho serviu como dissertação de mestrado, a ser defendida até o fim do ano.


Segundo Débora, dados da literatura médica apontam que crianças desmamadas precocemente podem, ainda, ter um maior consumo de proteínas. Além disso, os adolescentes que nunca receberam apenas leite materno tiveram menor concentração de um hormônio chamado adiponectina, que facilita a perda de peso e melhora a sensibilidade à insulina, entre outras funções. Essa deficiência foi observada também entre aqueles (18 no total) que nasceram com peso insuficiente (abaixo de 2,9 kg, segundo parâmetros da OMS).


O baixo peso no nascimento vem sendo associado à obesidade, hipertensão e a outras doenças durante a vida adulta. Na literatura científica, esses bebês também costumar apresentar ganho de peso excessivo nos primeiros meses e alterações no pâncreas e nos rins.


Concluída a primeira fase do estudo, Débora pretende avaliar outros fatores, como consumo alimentar e hormônios desses adolescentes.


Fonte: G1

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28

mai
2011

Himalaia "cresce" 4 milímetros por ano

Movimento de placas tectônicas levanta pouco a pouco a cordilheira mais alta do planeta e faz crescer temor de um novo terremoto



Monte Everest, chamado de teto do mundo, tem um crescimento lento e contínuo por causa da movimentação de placas tectônicas


A neve no topo do Himalaia parece eterna e adormecida, mas não está: cresce a um ritmo anual de quatro milímetros devido à pressão das placas tectônicas, o que aumenta no Nepal o temor por um terremoto.


O fenômeno escapa ao olho humano, mas data de milhões de anos. A placa indiana desliza com lentidão sob a placa eurasiática, e essa pressão levanta pouco a pouco as montanhas mais altas da terra.


"O subcontinente indiano está situado sobre a placa tectônica indo-asiática, que empurra a europeia a cada ano em direção ao norte", disse à Agência Efe o geólogo Sudhir Rajouria, do Departamento de Minas e Geologia do Governo do Nepal.


Há centenas de milhões de anos, o subcontinente indiano estava situado, segundo os geólogos, onde hoje está a ilha africana de Madagascar, e desde este local iniciou sua viagem para o nordeste pelo movimento da litosfera terrestre.


"Há 50 ou 55 milhões de anos, o subcontinente bateu na placa eurasiática, na qual está o Tibete", explicou Rajouria.


O impacto entre as duas gigantescas massas terrestres deve ter sido intenso, afinal criou a cordilheira mais alta da terra: o Himalaia, uma fileira de 2.200 quilômetros de montanhas, onde estão o Everest e grande parte dos picos mais procurados pelos alpinistas.


A ação das placas pode ser sentida: a cordilheira, segundo Rajouria, cresce por ano 4 milímetros para o alto, porque a placa indiana segue deslizando entre 2 e 2,5 centímetros anuais sob a eurasiática.


Na superfíce, a queda-de-braço entre as duas placas tem consequências potencialmente aterrorizantes no Nepal, onde os especialistas preveem um "grande terremoto" e a população reage aterrorizada a qualquer notícia de sismos em outros lugares.


Do turismo associado ao Himalaia, o Nepal obtém uma de suas principais fontes de receita, mas, ao mesmo tempo, sua situação geográfica na confluência das duas placas faz com que seja inevitável sofrer algum grande terremoto ocasionalmente.


"Um avanço acumulado da placa entre 3 e 5 metros é suficiente para causar um grande terremoto. Se o empurrão acumulado é de 2,5 centímetros ao ano, em 100 anos o avanço é de 2,5 metros", declarou à Efe o geólogo Amod Mani Dixit.


Na última década aconteceram dois grandes terremotos associados ao movimento da placa indo-asiática: um na região indiana de Gujarat em 2001, e outro que causou a morte de 75 mil pessoas no território da Caxemira, repartido entre a Índia e Paquistão.


O último grande tremor no Nepal ocorreu em 1934, deixando mais de 20 mil mortos no leste do país, mas o oeste não sofreu sismos significativos nos últimos 500 anos, ressaltou Dixit, diretor da Sociedade Nacional de Tecnologia de Terremotos (NSET).


Diferentes estudos identificaram no Nepal um total de 95 falhas ativas que poderiam funcionar como possíveis epicentros de terremotos e ter consequências catastróficas; um terremoto de 8 graus na escala Richter causaria 100 mil mortos e 300 mil feridos em Katmandu e destruiria 60% das casas, pontes e instalações elétricas, segundo um estudo da NSET.


"A preparação para os terremtos é de pouca prioridade para os políticos. Existem 28 agências diferentes implicadas e, quando for necessário, a coordenação entre elas será difícil", afirmou Dixit.


De acordo com o geólogo, o Nepal, um dos países mais pobres do mundo, precisa de uma resposta integrada para os sismos, e não tem ferramentas eficazes nem para prevenir a catástrofe nem para enfrentar suas possíveis consequências.


O Governo aprovou em 2009 uma iniciativa de prevenção batizada como Estratégia Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres, mas ainda não fez nada para aplicá-la.


Apesar do medo de terremotos, o Nepal também reconhece que a magia da atividade tectônica está relacionada à sua própria existência.


"O Nepal não existiria sem esse movimento. Provavelmente seríamos parte da Índia ou da China", reconheceu o especialista.


Fonte: IG

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28

mai
2011

Escolha sistemas com uso eficiente para o banheiro


Diminuir o tempo de banho e fechar a torneira para escovar os dentes são apenas duas maneiras de economizar e ser mais sustentável no banheiro. Usar lâmpadas de LED ou fazer xixi no banho são mais ações que podem ajudar o planeta.


Ainda assim, algumas mudanças que podem ser feitas exigem reformas ou troca de aparelhos. É o caso de sistemas que reutilizam a água do banho para a descarga no vaso sanitário ou outros aparelhos que garantem uma utilização mais eficiente da água e da energia.


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Sistema controla a vazão da água de acordo com a pressão. (Imagem: Divulgação)


É o exemplo dos produtos da marca alemã Hansgrohe, como chuveiros e metais para banheiros e cozinhas, com produtos que prezam pela economia da água enquanto são usados. Entre as medidas de sustentabilidade da empresa, entre 2009 e 2013, o consumo de água, tanto na fase de utilização dos produtos como na produção, deve ser reduzido em 10%, enquanto as emissões de CO2 devem diminuir em 20%. A empresa se compromete também em reduzir em 10% o uso de materiais perigosos no processo de produção.


Para Marcus Menezes, diretor da Hagsgrohe no Brasil, cada vez mais as escolhas por produtos sustentáveis será relevante no mercado. "É cada vez mais comum consumidores preocupados com a responsabilidade ambiental, o que gera a busca por produtos que tenham esse princípio. O consumidor, ao adquirir um produto, primeiramente deve verificar a cultura de responsabilidade da empresa, checando se há realmente uma tecnologia 'verde' naquele chuveiro ou misturador, por exemplo", explica Marcus.


Para isso, a Hansgrobe desenvolvei a tecnologia EcoSmart, presente em misturadores, chuveiros e duchas, e capaz de consumir até 60% menos que produtos convencionais. Esse sistema limita a vazão de água de acordo com a pressão de água do cano. Outra tecnologia utilizada é o Air Power, que mescla ar com água.


Fonte: Atitudesustentável

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28

mai
2011

Produtos de limpeza podem causar obesidade


Nelson Rassi citou compostos que alteram função e produção hormonal.


Médico participou de congresso sobre obesidade na capital paulista.


Alguns compostos comuns no dia a dia, presentes em coisas que vão desde produtos de limpeza, plásticos e agrotóxicos até metais e plantas, são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade, de acordo com o endocrinologista Nelson Rassi, do Hospital Geral de Goiânia.

Essas substâncias, chamadas de "disruptores endócrinos", alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal, afirmou o médico em um simpósio realizado nesta quinta-feira (26)  durante o 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, em São Paulo.

Esse compostos são encontrados em diversos produtos industriais ou farmacêuticos. E, quanto mais jovem for a pessoa - ainda criança ou na vida intrauterina -, mais suscetível ela está.

"As leis devem ser mais rígidas em relação aos produtos cujos efeitos desconhecemos, principalmente os destinados ao público infantil", disse Rassi.

A exposição ao "bisfenol A", um dos componentes que revestem o plástico, sobretudo de mamadeiras e alimentos industrializados para bebês, demonstrou um aumento de obesidade em ratos. No organismo, a substância simula a ação do estrogênio e pode desregular o sistema endócrino. E exames revelam que 95% das crianças e dos adolescentes nos Estados Unidos têm essa substância na urina.

Por ano, os EUA produzem 800 mil toneladas de bisfenol A, que já foi proibido em países como Canadá, Costa Rica, Dinamarca e deve ser banido ainda este ano da União Europeia. No Brasil, a substância é encontrada em garrafas plásticas e mamadeiras.

Trabalhos mostram que esse composto eleva a resistência do corpo à insulina - uma das causas da diabetes -, o índice de massa corporal (IMC) e casos de câncer e infertilidade.

"A tendência é proibi-lo, mas precisamos de meios alternativos. Teríamos que voltar, por exemplo, às mamadeiras de vidro, mas as mães temem acidentes", afirmou o médico.

Rassi citou outro produto como possível causa de obesidade: um composto químico denominado "ftalato", utilizado em brinquedos e banido da Europa em 1999 e dos EUA em 2008. O produto continua sendo aplicado em perfumes, laquês, embalagens e revestimento de paredes.

O médico mencionou, ainda, a "genisteína", um derivado da soja, e o fungicida "tributilina", usado na preservação de madeiras, que têm sido apontados como responsáveis pelo ganho de peso em animais. "A soja em si não tem esse poder deletério, mas sim esse concentrado", explicou.

Por fim, Rassi citou a ação de um estrogênio sintético chamado "dietilbestrol", que foi amplamente usado para impedir abortos espontâneos e proibido na década de 1970. Além de aumento de peso, ele pode causar câncer, problemas reprodutivos e de desenvolvimento uterino. E todos esses produtos listados podem ficar no organismo durante anos após a exposição.


Falta de cálcio e vitamina D


Outra causa não clássica de obesidade pode estar na deficiência de cálcio e vitamina D. Cerca de 1 milhão de pessoas no mundo têm falta dessa vitamina, e entre os adultos o problema chega a atingir de 30% a 50% da população.

Segundo o endocrinologista Luiz Henrique Griz, de Recife, estudos sugerem que níveis abaixo de 15 ng/ml podem ter ligação com o aumento da resistência à insulina. Mas esse ponto de corte - quando a deficiência começa a fazer mal - ainda não está claro para a ciência.

Griz afirmou, ainda, que pesquisas revelam que o baixo consumo de cálcio também pode desencadear quadros de obesidade.


Flora intestinal


Além disso, a doença pode estar ligada à flora intestinal, como sugeriu no congresso o endocrinologista Mário José Saad, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Essa flora é determinada por vários fatores: se a criança nasceu de parto normal ou não, qual foi seu peso ao nascer e sua alimentação no primeiro ano de vida, além de questões genéticas e ambientais.

Algumas bactérias que predominam no intestino ajudam a quebrar as moléculas de comida. Entre os obesos, a proporção desses micro-organismos é menor. E, de acordo com o médico, um indivíduo que passa por uma cirurgia de redução de estômago tem sua flora alterada depois disso.


Fonte: G1

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