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*Professor Genivaldo *

28

fev
2013

Quando um veneno vence, ele fica menos ou mais venenoso?

 

Fica menos venenoso. Os princípios ativos de um desinfetante, inseticida ou defensivo químico têm eficácia com prazo para acabar. Com o passar do tempo, todos eles perdem o poder de ação. Os ativos vão se degradando e, por isso, é mais correto dizer que eles ficam menos eficientes, embora não estejam inertes. Alguns fatores, como luz do sol, calor e umidade, aceleram a deterioração desses compostos químicos. Porém, em geral, a data de validade inscrita nas embalagens não corresponde exatamente ao envelhecimento completo do produto, principalmente se ele for mantido em lugares adequados, sem exposição ao sol. De qualquer forma, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que o fabricante recolha os produtos vencidos.

 

FONTES Agência Nacional de Viligância Sanitária; Iran de Soares, químico da Sanigrans - via Mundo Estranho

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28

fev
2013

Perigo para os olhos: coçar e usar colírio por conta própria

 

No verão, é comum as pessoas se lembrarem de passar protetor solar. Mas muita gente se esquece de usar óculos escuros. Os olhos, que também precisam de cuidados especiais nessa época do ano, geralmente são negligenciados. Não cuidar bem deles pode causar uma série de problemas - alguns irreversíveis.
 
O principal cuidado é fazer visitas periódicas ao oftalmologista. Muita gente só procura esse profissional quando sente algum incômodo - o que geralmente é sinal de um problema já enraizado ou em estágio avançado. "Muitos problemas de visão podem ser prevenidos com visitas periódicas ao oftalmologista. Casos que acabam se tornando graves poderiam ser resolvidos com uma simples consulta", alerta a oftalmologista Andréa Lima Barbosa, diretora-médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis (RJ).
 
Para as pessoas que já têm problema de visão ou estão acima dos 40 anos, a recomendação é que a consulta seja feita anualmente. Os mais jovens e sem problemas oculares podem se consultar a cada dois anos.
 
Usar óculos de sol é fundamental, especialmente em um país tropical como o Brasil. E isso não deve ser feito apenas no verão: durante todo o ano os olhos devem ser protegidos dos raios ultravioletas.
 
"Óculos com proteção contra raios UV devem ser usados em todas as estações, sempre que se fica exposto a essa radiação por mais de 15 minutos", explica Eduardo Rocha, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Sem a proteção adequada, a radiação pode causar problemas como irritações, queimaduras na córnea e tumores, além de favorecer o desenvolvimento de catarata e degeneração macular.
 
Mas é preciso ficar atento à qualidade dos óculos. Não basta que sejam escuros; eles devem ter filtro contra os raios ultravioletas - caso contrário, podem ter efeito oposto, pois dilatam a pupila, permitindo a entrada de mais luz e, consequentemente, de mais raios nocivos.
 
Nunca coçar os olhos
 
Também é preciso prestar muita atenção a alguns hábitos que muitas pessoas têm, como coçar os olhos ou usar colírios sem prescrição médica. Coçar os olhos pode causar sérias lesões na córnea, e até mesmo levar ao desenvolvimento da ceratocone, uma deformação da córnea que a torna mais fina e com formato mais cônico.
 
Além disso, coçar os olhos com as mãos sujas aumenta o risco de alergias, irritações e até mesmo conjuntivite infecciosa. Usar colírio sem receita também traz riscos: "o uso indiscriminado de colírios pode causar uma importante perda de visão e até cegueira", alerta Carlos Eduardo Arieta, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Unicamp.
 
Alimentando os olhos
 
Uma alimentação adequada é essencial para manter a saúde dos olhos. Ela pode ajudar a fortificá-los e até mesmo a evitar o surgimento de alguns problemas. "Uma alimentação equilibrada, a fim de se ter um aporte de diversas vitaminas (incluindo a vitamina A), é muito importante para os olhos", diz o médico Jayter Silva de Paula, professor da faculdade de medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo).
 
Um dos principais nutrientes para a saúde dos olhos é a vitamina A. Tanto que um dos primeiros sintomas de sua deficiência no organismo é a cegueira noturna. Portanto, é importante consumir alimentos ricos neste nutriente, como cenoura, abóbora, espinafre e fígado. Certos minerais também estão ligados à saúde dos olhos, como o zinco, que ajuda a reduzir o risco de DMRI (degeneração macular relacionada à idade).
 
Os carotenoides luteína e zeaxantina estão diretamente ligados à saúde dos olhos, pois são encontradas na mácula (parte central da retina). Encontrados na laranja, mamão, couve-flor, ervilha e brócolis, absorvem o excesso de luz, têm efeito antioxidante e evitam o acúmulo de gordura no interior dos vasos oculares.
 
Os antioxidantes também são muito importantes para a visão. Isso porque os olhos sofrem, assim como o resto do corpo, um processo natural de degeneração. E esses nutrientes impedem o dano celular causado pela oxidação. Segundo um estudo feito pelo National Institute of Health (The Age-Related Eye Disease Study - AREDS) os altos níveis de antioxidantes presentes nas vitaminas A, C e E reduzem significativamente o risco de desenvolver DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), e protegem os olhos contra a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes internas dos vasos oculares).
 
 
Fonte: Uol - via Lake Villas

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28

fev
2013

Porque você fica feio em fotos 3×4?

 

Um estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA) mostrou que fotos muito próximas (closes) distorcem ligeiramente os detalhes do seu rosto, e essas mudanças sutis podem fazer você parecer menos atraente e menos confiável para os outros (e até mais suspeito).

 

O estudo foi inspirado por Pietro Perona, um professor de engenharia elétrica e entusiasta da história da arte. Perona suspeitava que as pinturas renascentistas usavam deformações geométricas sutis de rostos para fazer o espectador se sentir mais próximo ou mais distante de um retrato.

 

Em vários experimentos, os pesquisadores pediram que os participantes do estudo julgassem 36 fotografias que mostravam duas imagens diferentes de 18 indivíduos. Uma imagem tinha sido tirada a cerca de 60 centímetros da pessoa e a segunda foi tirada de uma distância de cerca de 2,1 metros.

 

Os pesquisadores escolheram estas duas distâncias, porque uma está dentro e outra fora dos limites tradicionais de espaço pessoal. Para ver o efeito que a foto mais próxima tinha (sem contar outros fatores associados), os cientistas garantiram que os rostos estivessem com a mesma expressão e parecessem ter o mesmo tamanho nas duas imagens.

 

A imagem mais próxima normalmente tinha maior resolução, iluminação diferente, etc, mas os pesquisadores controlaram todos esses fatores para que o efeito de distorção ficasse tão sutil que ninguém no estudo o percebesse.

 

                    

 

                       

 

De fato, ninguém os percebeu. Entretanto, foi um indício de percepção que influenciou inconscientemente as suas decisões.

 

Os participantes do estudo julgaram as pessoas em fotos de close menos confiáveis, menos atraentes e menos competentes.

 

Os resultados são confiáveis. Os pesquisadores fizeram um monte de experiências, algumas em laboratório, outras na internet. Em alguns momentos, para avaliar a confiabilidade percebida das imagens, os pesquisadores pediam para os participantes investirem dinheiro real em pessoas desconhecidas, cujos rostos eram a medida direta de confiança.

 

As conclusões se mantiveram as mesmas até quando os pesquisadores consideraram a relação entre largura e altura do rosto. Estudos anteriores mostraram que rostos largos em homens estão ligados com agressividade, comportamento antiético e percepções de deslealdade. Mas as fotos mais próximas continuaram menos confiáveis, independentemente da relação do rosto.

 

Os pesquisadores suspeitam que o efeito tenha a ver com o espaço pessoal e percepção social. Vários estudos sugerem que a distância interpessoal (se alguém está dentro ou fora de seu espaço pessoal) pode impactar comportamentos sociais.

 

Ainda mais, a distância tem sido relacionada à atividade em certas estruturas cerebrais como a amígdala, que está ligada à avaliação de ameaça e até mesmo confiabilidade de rostos.[MSN, CBS< ] via Hypsciense

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28

fev
2013

Veja fotos de calçados egípcios de 2 mil anos

 

1

 

 

Arqueólogos descobriram sete sapatos que parecem ser feitos de couro bovino, dentro de um frasco (foto acima) em um templo egípcio.

 

Mais de 2.000 anos atrás, numa época em que o Egito era governado por uma dinastia de reis de ascendência grega, alguém, talvez um grupo de pessoas, escondeu alguns dos bens mais valiosos que tinha: seus sapatos. Eles foram depositados em um frasco em um templo egípcio em Luxor - três pares e um sapato isolado.

 

Dois pares foram originalmente usados por crianças e tinham apenas cerca de 18 centímetros de comprimento. Usando corda de fibra de palmeira, os sapatos infantis foram amarrados dentro de um sapato adulto isolado e colocados no pote (foto abaixo).

 

2

 

Outro par de sapatos, com mais de 24 centímetros de comprimento, que havia sido usado por um adulto que mancava, também foi inserido na jarra.

 

Em 2004, uma expedição arqueológica liderada pelo italiano Angelo Sesana descobriu os artefatos. "O frasco de sapatos, junto com outros dois frascos, tinha sido deliberadamente colocado em um pequeno espaço entre duas paredes de tijolos", disse o arqueólogo.

 

"O achado é extraordinário. Os sapatos estavam em bom estado e ainda flexíveis após a descoberta", comentou André Veldmeijer, especialista em vestuário egípcio. "Infelizmente, depois de terem sido descobertos, os itens tornaram-se extremamente frágeis", acrescentou.

 

Sapato e saúde

 

Os sapatos forneceram uma visão sobre a saúde das pessoas que os usaram. No caso do sapato isolado, Veldmeijer encontrou uma "área semicircular saliente", que poderia ser um sinal de uma condição chamada de hálux valgo, mais popularmente conhecida como joanete.

 

3

 

"Nesta condição, o dedão do pé começa a desviar na direção dos outros dedos", explica Veldmeijer. "Embora hereditária, também pode desenvolver-se como resultado de usar sapatos apertados, embora estudiosos contestem esta ideia".

 

Outra descoberta curiosa veio de um par de sapatos adultos. Veldmeijer notou que o sapato esquerdo tinha mais evidências de reparo e uso que o sapato direito. "O par de sapatos foi exposto à pressão desigual", disse, "o que mostra que a pessoa que o usou mancava, caso contrário, o desgaste teria sido muito mais igual".

 

Apesar de seus problemas médicos, as pessoas que usavam os sapatos tiveram o cuidado de mantê-los e repará-los, ao invés de simplesmente jogá-los fora como tendemos a fazer hoje com tênis velhos. "Estes sapatos foram altamente valorizados", conclui Veldmeijer.

 

4

 

Qualidade x status

 

A análise de Veldmeijer sugere que os sapatos podem ter tido fabricação estrangeira e sido "relativamente caros".

 

Sandálias eram o calçado mais comum no Egito, e o estilo e a qualidade destes sete sapatos é tal que "todo mundo devia olhar" para eles, dando um bom status aos seus donos.

 

Veldmeijer afirma que as pessoas que usavam os sete sapatos os amarravam usando tiras de couro na parte superior do calçado, que formavam nós e eram passadas através das aberturas para fechar os sapatos. Depois que eram fechados, uma longa tira de couro pendia, decorativa, em ambos os lados.

 

Concepção artística de como os sapatos teriam parecido na época

Concepção artística de como os sapatos teriam parecido na época

 

O mais surpreendente foi que o sapato adulto isolado tinha um dispositivo que até agora os pesquisadores pensavam que tinha sido usado pela primeira vez na Europa medieval: uma tira de couro dobrada que ia da sola do sapato até sua parte superior, reforçando a costura, já que a parte superior era muito propensa a rasgar.

 

O dispositivo é útil em clima úmido e terreno enlameado, já que torna a costura muito mais resistente à água. No clima seco e geralmente não barrento do antigo Egito, é uma inovação inesperada e parece indicar que os sapatos foram feitos em algum lugar no exterior.

 

5

 

Mistérios

 

A data dos calçados foi baseada no frasco onde foram encontrados e nos outros dois frascos próximos, assim como na estratigrafia, ou formação de camadas de sedimentos, da área na qual foram descobertos. Pode ser possível, no futuro, datação de carbono para confirmar sua idade.

 

Por que eles foram deixados no templo ainda é um mistério. "Não há nenhuma razão para armazená-los sem ter a intenção de pegá-los de volta em algum ponto", opina Veldmeijer, sugerindo que algum problema ou confusão obrigou os proprietários a abandonar os sapatos e fugir apressadamente.

 

O próprio templo no qual foram achados antecede os sapatos por mais de 1.000 anos, e foi construído originalmente para o faraó Amenhotep II (1424 - 1398 aC).

 

Fonte: [LiveScience 1 e 2] via Hypsciense

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26

fev
2013

Fumar não alivia o estresse, diz pesquisa

Se lagar o cigarro foi sua promessa de Ano-Novo? Então, aqui vai mais um motivo para colocá-la em prática. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford e King's College, ambas na Inglaterra, fumar não alivia o estresse como muitos pensam. Mas abandonar o fumo traz esse benefício. Os dados são do jornal Daily Mail.
 
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram os níveis de ansiedade de 491 fumantes, antes e depois de tentar se livrar do vício. Um em cada cinco participantes disse que fumar ajuda a lidar com o estresse, mas, seis meses depois do programa, os 68 que conseguiram evitar o cigarro se mostraram menos ansiosos que antes. No entanto, os que não resistiram ao fumo se mostraram mais estressados que no início, provavelmente pelo sentimento de fracasso. 
 
"A crença de que o fumo alivia o estresse é generalizada, mas é errada. O inverso é verdadeiro: o fumo provavelmente provoca ansiedade e fumantes merecem saber disso e entender como sua própria experiência pode ser enganosa", disseram os cientistas. O mito deve ter surgido porque um dos efeitos da retirada da nicotina é o nervosismo.
 
 
Fonte: Ponto a Ponto Ideias / Terra - via Lake Villas

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26

fev
2013

Abraçar traz benefícios à saúde, mas só se for sincero

Pesquisas já apontaram que o ato de abraçar pode trazer uma série de benefícios ao organismo, e até mesmo ajuda a controlar a pressão arterial. Isso porque aumenta a quantidade do hormônio ocitocina no sangue. Mas o efeito só ocorre quando o abraço é sincero e o ato foi desejado por quem abraça. Segundo pesquisa da Universidade de Viena, na Áustria, abraçar apenas por educação pode ter o efeito contrário. As informações são do site do jornal Daily Mail.
 
"O efeito positivo acontece se as pessoas confiam uma nas outras, se os sentimentos associados são mútuos e se outros sinais estão incluídos. Se as pessoas não se conhecem ou o abraço não é desejado por ambos, o efeito é perdido", afirmou o neurologista Jürgen Sandkühler ao jornal.
 
Quando abraçamos alguém, o hormônio ocitocina, produzido pela glândula pituitária, ajuda a baixar a pressão arterial, reduzir o estresse e a ansiedade e até pode melhorar a memória. A substância é associada à criação de laços entre os humanos, que permite o comportamento social e a aproximação de pais, crianças e entre o casal.
 
Pares que vivem em harmonia ou mães que estão amamentando possuem altos níveis do hormônio. Outro benefício apontado decorrente do ato de abraçar é de tornar a personalidade mais suave, pois deixa a pessoa mais empática ao longo do tempo.
 
Já quando o abraço não é desejado, o hormônio ocitocina não é liberado e os níveis de ansiedade aumentam. "Isso pode levar ao estresse porque o desejo de distância foi rompido e o corpo secreta cortisona, o hormônio do estresse", explica o especialista.
 
Portanto, o estudo conclui que abraçar traz benefícios, mas que muito mais do que a frequência no gesto, o que vale é a confiança entre as pessoas. De outra maneira, é entendido como ato que causa desconforto emocional. "Todos entendem esse efeito, por exemplo, quando alguém que não conhecemos se aproxima muito sem motivo aparente. Isso é percebido como desconcertante ou até mesmo ameaçador", disse.
 
 
Fonte: Ponto a Ponto Ideias / Terra - via Lake Villas

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26

fev
2013

Qual é a origem da pizza?

 

pizza

 

Seus criadores foram mesmo os italianos. Mas existem várias hipóteses para explicar a chegada do ancestral da pizza à Itália. A principal delas conta que, três séculos antes de Cristo, os fenícios costumavam acrescentar ao pão coberturas de carne e cebola. Só que o pão deles era parecido com o pão sírio, redondo e chato como um disco.

 

A mistura também foi adotada pelos turcos, que preferiam cobertura à base de carne de carneiro e iogurte fresco. "Durante as Cruzadas, no século XI, o pão turco foi levado para o porto italiano de Nápoles", conta o sociólogo Gabriel Bollaffi, da USP. Os napolitanos tomaram gosto pelo petisco e foram aperfeiçoando-o com trigo de boa qualidade para a massa e coberturas variadas, especialmente queijo. Nascia, então, a pizza quase como a conhecemos hoje. Faltava só o tomate, introduzido na Itália no século XVI, vindo da América, e incorporado como ingrediente tão básico quanto o queijo.

 

A mais antiga pizzaria que se conhece está em Nápoles e foi fundada em 1830. A pizza Margherita também surgiu nessa cidade, em 1889, feita de encomenda para o rei Umberto I e a rainha Margherita.

 

Fonte: Mundo Estranho

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26

fev
2013

Quais são os alimentos mais consumidos no mundo?

 

O grande campeão é o leite. A cada ano, cerca de 479 milhões de toneladas desse produto vão parar em copos e pratos espalhados pelo mundo. A quantidade de alimentos consumidos no planeta é calculada e divulgada anualmente pela FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O ano em que nos baseamos para fazer nossa lista é 2001, o último disponível até agora. No caso do leite, o total inclui queijos, iogurtes, coalhadas e outros derivados - só a manteiga fica de fora. O segundo lugar vai para o trigo, a principal matéria-prima de pães e massas alimentícias. "Praticamente todo o trigo do mundo segue para o consumo humano, quase sempre processado como farinha. No Brasil, cerca de 50% da farinha é usada para fabricar pães e outros 20% para fazer macarrão", afirma o engenheiro químico Rogério Germani, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroindústria de Alimentos, do Rio de Janeiro (RJ). Na seqüência da lista aparecem o arroz e a batata.

 

Ao contrário do trigo, esses alimentos geralmente são consumidos in natura, ou seja, não precisam passar por complicados processos industriais antes de chegarem à nossa mesa. Quem fecha o "Top 5" é o milho, que possui uma particularidade curiosa: a oferta anual desse cereal ultrapassa os 629 milhões de toneladas. Mas, dessa quantidade, menos de um quinto vira comida para seres humanos. "Algo em torno de 65% do milho serve como ração animal", diz Rogério. Outro gênero muito produzido e pouco consumido é a cana-de-açúcar. Anualmente, a oferta anual bate em 1,2 bilhão de toneladas, mas como menos de 3% são consumidos diretamente - a maioria vira açúcar -, a planta nem aparece no ranking. Entre os vencedores, os cereais se destacam pelo valor nutricional. "Trigo, arroz e milho fazem parte da chamada base da pirâmide alimentar. Os três possuem altos níveis de carboidratos, substâncias essenciais para a obtenção de energia", diz a nutricionista Claudia Ridel Juzwiak, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Cardápio nutritivo Os cinco produtos mais populares são também indispensáveis na dieta diária.

BATATA

Consumo humano: 196,4 milhões de toneladas

Oferta anual: 314,7 milhões de toneladas

 

Repleta de carboidratos, a batata é uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas B e C. Esta última, porém, é quase totalmente eliminada durante o cozimento, dissolvida na água e no calor intenso. Uma alternativa é cozinhar o tubérculo ainda com a casca. Isso não chega a evitar a perda por completo, mas consegue diminuir um pouco a fuga de nutrientes.

 

ARROZ

Consumo humano: 345,5 milhões de toneladas

Oferta anual: 386,9 milhões de toneladas

 

Como em outros cereais, o forte do arroz é a presença de carboidratos. Seu ponto fraco é a deficiência em lisina, um dos aminoácidos essenciais para a síntese de proteína no organismo. No Brasil, para nossa sorte, seu companheiro inseparável no prato, o feijão, supre essa carência. O arroz, por outro lado, completa a quantidade de metionina que falta no feijão.

 

LEITE

Consumo humano: 479,3 milhões de toneladas

Oferta anual: 582,6 milhões de toneladas

 

O maior atrativo do leite é a presença de todos os chamados aminoácidos essenciais, substâncias indispensáveis para formar proteínas. Outro chamariz é a boa quantidade de cálcio, mineral que previne a osteoporose. Recomenda-se que um adulto tome quatro copos de leite por dia. Essa quantidade deve ser dosada em uma dieta balanceada, pois o leite integral é bem gorduroso.

 

TRIGO

Consumo humano: 419,1 milhões de toneladas

Oferta anual: 591,7 milhões de toneladas

 

Considerado um dos alimentos mais importantes da dieta humana, o trigo é rico em carboidratos, substâncias que fornecem energia. Também tem muita vitamina B, mas o nutriente se perde com a eliminação da casca na hora de fazer farinha. Uma opção são os produtos integrais, que ainda utilizam trigo industrializado, mas incluem pelo menos uma porcentagem de grãos com casca.

 

MILHO

Consumo humano: 112,6 milhões de toneladas

Oferta anual: 629,9 milhões de toneladas

 

O milho é outro cereal bastante energético e rico em carboidratos, mas é pobre em aminoácidos, especialmente lisina e triptofano. Para piorar, ele não costuma ser misturado a nenhum alimento que diminua essa carência. Em busca de uma solução para o problema, laboratórios utilizam a biotecnologia para modificar o genoma da planta e melhorar suas características nutricionais.

 

Fonte: Mundo  Estranho

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24

fev
2013

O que são metais pesados e por que fazem mal à saúde?

 

O adjetivo "pesado" é literal, resultado de esses materiais serem mais densos - isto é, seus átomos ficam mais próximos uns dos outros. Para ter uma idéia, 1 centímetro cúbico de um metal considerado leve, como o magnésio, pesa 1,7 grama. Já 1 centímetro cúbico de qualquer metal pesado tem pelo menos 6 gramas. E onde entram os riscos para a saúde? Em contato com o organismo, esses metais acabam atraindo para si dois elementos essenciais do corpo: proteínas e enzimas. Eventualmente eles se unem a algumas delas, impedindo que funcionem - o que pode levar até à morte. "Os metais pesados também se ligam às paredes celulares, dificultando o transporte de nutrientes", diz o químico Jorge Masini, da USP. Mesmo assim, o organismo também tem necessidade de pequenas quantidades de alguns desses metais. É o caso do cobre, que nos ajuda a absorver vitamina C. Em concentrações altas, porém, os mesmos metais são tóxicos.

 

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Tríade inimiga Mercúrio, chumbo e cádmio são os metais mais perigosos

 

PULMÕES

Ficam inflamados em contato com o cádmio

 

FÍGADO E RINS

São os órgãos mais danificados pelo cádmio

 

MÃOS

Suas articulações - até as dos dedos e do pulso - ficam paralisadas por contaminação de chumbo

 

CÉREBRO

Ingerido em peixes contaminados, o mercúrio debilita as funções cerebrais. E o vapor do metal causa distúrbios psíquicos, como depressão

 

APARELHO DIGESTIVO

É atacado pelo chumbo e pelo cádmio

Males metálicos Metais pesados têm diferentes graus de toxicidade

 

Altamente tóxicos

Tóxicos, mas os riscos de contaminação se restringem a trabalhadores da indústria

Úteis para o organismo em pequenas quantidades, mas tóxicos em grandes quantidades

Não-tóxicos em pequenas quantidades, mas tóxicos em grandes quantidades

 

METAL - CÁDMIO (Cd)

DANOS AO ORGANISMO - Inflamação nos pulmões, problemas no fígado e nos rins

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Fumaça de cigarro e alimentos preparados em vasilhas feitas com esse metal

 

METAL - CHUMBO (Pb)

DANOS AO ORGANISMO - Dores abdominais, distúrbios na visão, paralisia nas mãos

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Tintas e alimentos contaminados por pesticidas à base do elemento

 

METAL - MERCÚRIO (Hg)

DANOS AO ORGANISMO - Perda da visão, debilitamento das funções cerebrais, coma

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão de peixes contaminados e o vapor do metal

 

METAL - CROMO* (Cr)

DANOS AO ORGANISMO - Úlceras, inflamação nasal, câncer de pulmão

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos na indústria de curtição de couros

 

METAL - NÍQUEL (Ni)

DANOS AO ORGANISMO - Doenças respiratórias, alergias

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Exposição a vapores do metal em indústrias metalúrgicas

 

METAL - PLATINA (Pt)

DANOS AO ORGANISMO - Urticária, problemas respiratórios

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos em fábricas que industrializam o metal

 

METAL - PRATA (Ag)

DANOS AO ORGANISMO - Dores abdominais, vômito e diarréia

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão acidental em indústrias que trabalham com derivados do material

 

METAL - COBALTO (Co)

DANOS AO ORGANISMO - Problemas respiratórios, alergias

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com a poeira do metal em indústrias

 

METAL - COBRE (Cu)

DANOS AO ORGANISMO - Febre, náuseas, diarréia

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Ingestão de água contaminada pelo metal presente em encanamentos

 

METAL - FERRO (Fe)

DANOS AO ORGANISMO - Vômitos, diarréias e problemas intestinais

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Transfusões de sangue, excesso de ferro na alimentação

 

METAL - MANGANÊS (Mn)

DANOS AO ORGANISMO - Distúrbios neurológicos, como Mal de Parkinson

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Inalação de poeira do material na indústria de mineração

 

METAL - ZINCO (Zn)

DANOS AO ORGANISMO - Tosse, febre, náusea, vômitos

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Contato com resíduos de indústrias metalúrgicas

 

METAL - ESTANHO (Sn)

DANOS AO ORGANISMO - Náusea, vômito e diarréia

FORMAS DE CONTAMINAÇÃO - Resíduos do metal em comidas enlatadas

 

* O Cr(III) - uma das formas do cromo - é essencial para o corpo humano. Mas, nessa forma de Cr(VI), é nocivo à saúde.

 

Fonte: Mundo Estranho

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24

fev
2013

Formigas podem levar bactérias q causam doenças a hospitais

 

 

Formigas podem carregar bactérias causadoras de doenças. E o pior, levar esses micro-organismos para os hospitais. É o que mostra uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).
 
Conduzido pela veterinária Ana Paula Couceiro, o estudo foi feito em um hospital público no interior de São Paulo. As análises apontaram a ocorrência de micobactérias ambientais relacionadas a infecções oportunistas que podem ocorrer na pele, por exemplo, e não respondem à terapia convencional com antibióticos.
 
O hospital, pertencente à Secretaria Estadual de Saúde, é especializado na assistência a pacientes com tuberculose. Justamente em centros como esse, os internos estão fragilizados imunologicamente devido à doença, e, por isso, a infestação com esses patógenos implica em mais riscos. As formigas foram coletadas num tubo estéril em diversos pontos das instalações do hospital.
 
Segundo a pesquisadora, as micobactérias ambientais estão amplamente distribuídas, inclusive em hospitais. O monitoramento desses micro-organismos não é habitual. No entanto, com o aumento de surtos relacionados às mesmas em estabelecimentos de saúde, a preocupação com estes agentes aumentou.
 
Desde 2003, enquanto fazia seu projeto de mestrado, a veterinária verificou que formigas contribuíam para contaminação de testes de diagnósticos e disseminação de partículas. No levantamento para seu doutorado, notou que algumas características inerentes às formigas facilitavam a sua dispersão, como o fato de andarem até 200 metros a partir do seu ninho em um único dia. Por ter uma dieta generalista, a formiga é um inseto de fácil adaptação, convivendo bem em diversos ambientes.
 
Pesquisas anteriores, segundo ela, descrevem a formiga em ambiente hospitalar como transportadora de microrganismos, porém seu trabalho é o primeiro que investiga a disseminação de micobactérias desta maneira. Os insetos podem contaminar roupas, alimentos e água utilizados pelas pessoas internadas.
 
Perto dos pacientes
 
As formigas coletadas para o estudo eram da espécie Tapinoma melanocephalum e dos gêneros Dorymyrmex sp, Camponotus sp, todas encontráveis em domicílios brasileiros. Os pontos nos quais a pesquisadora mas se atentou para suas amostragens foram os próximos aos pacientes, inclusive o solário, espécie de terraço no qual as pessoas em tratamento tomam sol.
 
Após a coleta, as formigas eram congeladas, e pelo menos 24 horas depois, eram maceradas com soro fisiológico e inoculadas em meio de cultura. Durante a incubação, a veterinária acompanhou o crescimento das colônias de microrganismos e, a partir disso, fez identificações específicas. Ainda, submeteu as amostras ao Centro de Referência Professor Hélio Fraga para sequenciamento do código genético das bactérias, de forma a caracterizar corretamente as colônias isoladas.
 
As micobactérias isoladas foram da espécie M. chelonae, M. parafortuitum e M. murale, além de micobactérias que não puderam ser identificadas talvez porque ainda não tenham sido descritas. A M. chelonae, encontrada nos vasos sanitários dos quartos dos pacientes, é considerada uma micobactéria ambiental patogênica e já descrita em surtos hospitalares no Brasil.
 
Na coleta das formigas, a veterinária percebeu que a estrutura dos locais favorecia a sua infestação, uma vez que havia a presença de aéreas verdes e também residências. Para ela, é importante alertar-se quanto aos riscos que estes artrópodes representam na disseminação de infecções hospitalares, e revisar a frequência e efetividade das desinsetizações.
 
 
Fonte: Agência USP / Uol - via Lake Villas

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22

fev
2013

Conheça a diferença entre os tipos de água para consumo

 

 

A água está presente em todo corpo humano e é fundamental para o seu bom funcionamento. Uma boa hidratação regula a temperatura e o pH do sangue, elimina toxinas, além de proporcionar outros benefícios.
 
Conheça, abaixo, alguns tipos de água, terapêuticas ou não, essenciais para a saúde, listadas pelo diretor de nutrição do Hospital do Coração, Daniel Magnoni e o PhD em engenharia sanitária e ambiental Frederico Lage Filho.
 
Água potável: é a que recebe tratamento específico para abastecimento de residências. Para ser potabilizada, a água precisa ser incolor, inodora, conter alguns sais minerais naturais (atualmente, costuma-se acrescentar à água sais de flúor, o que impede o desenvolvimento de cáries) e ser estéril, isto é, isenta de micróbios causadores de doenças.
 
Água de filtragem caseira: geralmente a água potável passa por outro processo de filtragem, por meio de filtro de barro ou carvão ativo. Como a água da torneira chega tratada, os filtros domésticos garantem que a purificação fique ainda melhor. O importante é que esses filtros sejam devidamente validados com o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
 
Água mineral: contém no mínimo 500 mg de minerais por litro e recomenda-se ingeri-la após intensa atividade física, quando o corpo perde minerais ao transpirar. É importante também ficar atento ao rótulo, verificando o índice de sódio (entre 1 e 2 mg por litro) e se o pH é neutro (entre 6,5 e 7,5).
 
Água natural: não sofre nenhuma modificação no conteúdo. Ela é retirada da fonte, desinfetada e engarrafada para consumo. Pode haver alterações no sabor ou odor, dependendo de sua fonte, o que não significa que a água esteja suja. O importante é que a fonte seja pura, isenta de resíduos químicos.
 
Águas termais: são as minerais não potáveis, mas podem ser ingeridas em pequenas quantidades, por serem consideradas medicinais. Também são usadas em banhos para tratamentos reumáticos.
 
Radioativa: indicada para o sistema respiratório. Inalar essa água ajuda no tratamento de asma, já que o radônio é um gás volátil e por isso não prejudica o organismo. Pode ser ingerida em pequena quantidade.
 
Água destilada: a água sofre um aquecimento instantâneo, o que separa os vapores dos seus minerais. Os vapores são em seguida resfriados e voltam ao estado líquido. Pode ser ingerida, mas, geralmente, é utilizada para fins medicinais.
 
 
Fonte: Uol - via Lake Villas

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22

fev
2013

5 estudos científicos despublicados em 2012

 

Hoje em dia, quando surge um artigo falando sobre descobertas revolucionárias na medicina, é bom não ficar muito esperançoso. Não por causa de hipérboles jornalísticas, ou por que a cura ainda deve demorar anos depois da publicação do resultado inicial. Aparentemente, devemos ser cautelosos porque um número cada vez maior de estudos científicos acabam se mostrando equívocos e sendo despublicados (retirados da publicação científica sem poderem mais ser considerados textos científicos revisados por semelhantes).

 

Pior - um estudo publicado em outubro de 2012 no periódico Proceedings of the National Academy of Science ("Procedimentos da Academia Nacional de Ciências" ou PNAS) alega que muitos dos artigos são despublicados devido a algum tipo de fraude, e não de erros honestos como se pensava. Isso, é claro, se este trabalho não for uma fraude também.

 

Movidos por ambição (um trabalho que seja publicado em uma revista científica confiável significa mais verbas, avanço na carreira, e propostas de trabalho e parceria, além do fato de que o primeiro a publicar algo sobre um assunto importante é lembrado, enquanto o segundo não), alguns cientistas acabam forjando dados, plagiando o trabalho de outros ou ignorando evidências contrárias.

 

Veja aqui cinco casos de despublicação que aconteceram em 2012:

 

5. Hyung-In Moon é um gênio, segundo Hyung-In Moon

 

1-

 

O cientista coreano Hyung-In Moon levou a ideia de revisão por pares (a revisão de um trabalho científico por cientistas da mesma área confiáveis) para um nível completamente diferente. Ele revisou os próprios trabalhos, usando nomes falsos para dar a impressão de legitimidade. E, por incrível que pareça, os revisores fajutos estavam bem impressionados pelo trabalho de Moon.

 

No fim, o "cientista" admitiu falsificar dados de vários trabalhos, incluindo um estudo sobre doença hepática causada pelo álcool, e outro sobre a substância de uma planta que seria supostamente anticancerígena. Ele já despublicou 35 de seus trabalhos.

 

4. Zero para o trabalho de matemática

 

2-

 

Os editores científicos deveriam, mas não desconfiaram deste trabalho apresentado em 2010. Não estranharam nada - nem sequer o fato do resumo ter só uma frase ("Neste estudo, um aplicativo de computador foi usado para resolver um problema matemático"), ou o endereço de e-mail de um dos co-autores ser ohm@budweiser.com.

 

Os editores de Computers and Mathematics with Applications ("Computadores e Matemática com Aplicações") publicaram um trabalho de uma página feito pelos fictícios M. Sivasubramanian e S. Kalimuthu em janeiro de 2010, e só o despublicaram em abril de 2012, apesar de ter pérolas como "este é um problema problemático".

 

Duas das referências no trabalho são sobre trabalhos anteriores feitos pelo mesmo M. Sivasubramanian, que de alguma forma foram publicados, uma é sobre uma loja que vende jogos matemáticos, e outras três referências são a websites que não existem.

 

Finalmente, o trabalho foi despublicado por que "não contém conteúdo científico". A publicação foi atribuída a "um erro administrativo".

 

3. Sem dor, sem ganho?

 

3-

 

Alguma vez você já se perguntou se a frase "no pain, no gain" ("sem dor, sem ganho") tem algum fundo de verdade, ou se o fracasso pode ser melhor para você que o sucesso?

 

O psicólogo holandês Diederik Stapel pensou neste assunto profundo. Sua pesquisa descobriu que, paradoxalmente, o fracasso pode fazer você se sentir melhor que o sucesso: propagandas de cosméticos fazem as mulheres se sentirem feias; o poder aumenta a infidelidade entre homens e mulheres; comparar-se com outros pode ajudar você a perseverar em coisas como estudos e dietas, mas não te faz feliz, e assim por diante.

 

Estas são só algumas das descobertas de Stapel. Seu trabalho apareceu em jornais importantes. Sua aparência bonita e seus tópicos de pesquisa inteligentes o tornaram o queridinho da mídia, aparecendo até no The New York Times e programas de notícias televisivas.

 

O único problema é que a sua pesquisa parece ter sido falsificada, quase ou inteiramente. Até agora, 31 de seus trabalhos foram despublicados, de acordo com o Retraction Watch.

 

2. Os testículos dos coelhos estão seguros, por enquanto

 

4-

 

Estudos que tentam encontrar alguma relação entre o uso de celulares e câncer geralmente são baseados em estatísticas fracas. Mas esta aqui usou dados falsos.

 

Em 2008, um trabalho publicado no International Journal of Andrology ("Periódico Internacional de Andrologia") apontou que os celulares diminuíam a contagem de esperma e causavam alterações adversas nos testículos de coelhos. O estudo, apesar de ser pequeno e publicado em um periódico obscuro, ganhou a atenção da mídia. Humanos cautelosos, ao lerem sobre os riscos, podem ter movido seu celular do bolso da frente para o de trás das calças.

 

Em março de 2012, os autores despublicaram o trabalho. Parece que o autor principal não tinha autorização de publicação de seus coautores. Também, de acordo com o aviso de retirada, havia "ausência de evidência que justificasse a precisão dos dados apresentados no artigo".

 

1. Cura para doença cardíaca usando células-tronco provavelmente é falsa

 

5-

 

O momento não poderia ser melhor. O biólogo Shinya Yamanaka, da Universidade Kyoto, tinha acabado de receber seu Nobel de 2012 pela descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS), que são células adultas reprogramadas para retornar ao estágio "embriônico".

 

Pouco depois, o pesquisador Hisashi Moriguchi alegou, durante um encontro do New York Stem Cell Foundation, que havia avançado tal tecnologia para curar pacientes com falência cardíaca terminal. Fazia sentido, e o anúncio deu voltas ao mundo.

 

Igualmente rapidamente a alegação começou a ruir. Duas instituições listadas como colaboradoras com trabalhos relacionados do Moriguchi, a Escola de Medicina Harvard e o Hospital Geral Massachusetts, dos EUA< negaram que Moriguchi tivesse feito alguma das pesquisas que ele alegava ter feito lá.

 

No dia 19 de outubro, a Universidade de Tokyo demitiu Moriguchi por desonestidade científica, mesmo que as investigações estivessem apenas começando.

 

Bônus: candidato certo para despublicação em 2013?

 

Se o caso de Hyung-In Moon parece absurdo, espere até conhecer Melba S. Ketchum, autora de recente estudo sobre o mítico "Pé Grande". A pesquisadora conseguiu superar o coreano e mostrar que ele foi muito tímido na sua abordagem.

 

Isto por que a pesquisadora, após ter seu trabalho rejeitado por diversas revistas científicas, resolveu chutar o balde, e criou uma revista "científica" própria, que até agora só publicou um trabalho - o seu.

 

Colocamos este trabalho como um candidato para despublicação em 2013, mas considerando que o "DeNovo Scientific Journal" foi criado por Ketchum aparentemente apenas para publicar este trabalho, talvez não vejamos o mesmo ser efetivamente despublicado. Se o "Denovo" fosse uma publicação séria, certamente faria isso, no entanto. O que será que é mais improvável: a despublicação do artigo ou a existência do Pé Grande?[LiveScience] via Hypsciense

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