Portal da Educao Adventista

*Professor Genivaldo *

25

out
2013

Quais são as diferenças entre os vários tipos de uva?

 

Cada uma das mais de 60 mil variedades conhecidas possui características únicas de cor, sabor, aroma e tamanho. Tudo indica que os primeiros ancestrais das atuais videiras tenham surgido há milhões de anos na Groenlândia. De lá, elas chegaram à América, Ásia e Europa, onde surgiram os dois principais grupos da fruta. O primeiro reúne os tipos da espécie Vitis vinifera, que apareceu primeiro no continente asiático, mas depois se espalhou pela Europa. "São as variedades de maior qualidade, geralmente usadas para a fabricação de vinhos nobres. Alguns exemplos são as famosas uvas francesas merlot, cabernet e chardonnay. Apenas 20% dos tipos pertencem a esse grupo", diz o engenheiro agrônomo Fernando Picarelli Martins, consultor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Campinas (SP). O segundo grupo engloba as videiras americanas, principalmente da espécie Vitis labrusca.

 

Consideradas menos requintadas, variedades como a uva niagara servem apenas para vinhos baratos, mas são muito populares na alimentação ou no preparo de geléias e sucos, além de possuírem maior resistência às variações de clima e doenças. No Brasil, as primeiras uvas chegaram com a expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, em 1532, mas o cultivo só cresceu no século 19, com a imigração italiana para os estados da região Sul, que hoje concentram 90% da área cultivada com a fruta no país. Por aqui, o sucesso da uva vem acompanhado de um costume: antes de apreciar o sabor, muita gente costuma desprezar a casca da fruta. Mas os especialistas garantem que comer essa embalagem natural não faz mal. "Não há registro de contaminação por agrotóxicos, porque o produtor respeita um período pré-determinado entre a aplicação do produto e a venda. De qualquer forma, é só lavar bem a uva antes de comer", diz Fernando.

 

Com essa simples precaução, vale a pena aproveitar os benefícios nutritivos da casca. "Estudos recentes indicam que ela ajuda na proteção imunológica e reduz a formação de radicais livres, moléculas que podem estar ligadas ao aparecimento de câncer no corpo", afirma a nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Fonte: Fernando Picarelli Martins, consultor da Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Campinas, SP, e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

Boas de mesa e de copo As européias são matéria-prima para vinhos nobres. As americanas, para a alimentação.


NACIONAL


Suco campeão


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Também conhecida como uva Isabel, é o tipo mais plantado no Brasil, ocupando quase a metade das videiras. O nome é uma homenagem à americana Isabella Gibbs, que iniciou o cultivo nos Estados Unidos, no início do século 19. Excelente para a produção de geléias e sucos, sofre com a fragilidade para o transporte e armazenamento.

 

 

 

 

 

NIAGARA ROSADA


Mutação natural


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Chamada também de uva rosada, é uma variedade brasileira. Foi descoberta no meio de uma plantação de niagaras brancas nos vinhedos de Louveira (SP) em 1933. Encontrada por acaso por um agricultor, espalhou-se pelo estado de São Paulo. A fruta de polpa mole e doce é o tipo de uva mais consumido no país.

 

 

 

CABERNET SAUVIGNON


Buquê requintado


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É uma das uvas mais nobres, servindo de base para os famosos vinhos tintos da região de Bordeaux, na França. A excelente qualidade da bebida, cujo aroma e buquê evoluem com o envelhecimento, fez com que a cultura se expandisse pela Itália, Espanha, Grécia e Estados Unidos. O cultivo da cabernet responde por só 0,5% do total de uvas plantadas no Brasil.

 

 

 

THOMPSON


Adeus à semente


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É o tipo mais plantado no mundo. Originalmente chamada de sultanina, apareceu na Ásia Menor há muitos séculos. Na América, foi rebatizada em homenagem a William Thompson, primeiro a cultivá-la na Califórnia. Seu grande atrativo é não ter sementes, o que faz dela a uva mais popular nos Estados Unidos. Também serve para produzir passas.

 

 

 

CHARDONNAY


Referência obrigatória


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Essa variedade de cachos pequenos é a mais tradicional na produção de vinhos brancos em todo o mundo. Ganhou fama no século 19, na região da Borgonha, na França, e começou a ser plantada no Brasil na década de 1980. Por aqui, a produção aumentou nos últimos 15 anos, mas ainda representa apenas 0,1% do total dos vinhedos cultivados.

 

 

 

 

MOSCATEL BRANCA


Berço milenar


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Surgida provavelmente na Grécia antiga, essa uva verde-amarelada de aroma forte se adaptou bem aos diversos continentes para onde foi levada. Em cada país, recebia um nome diferente - o "moscatel" apareceu na região de Setúbal, em Portugal. No Brasil, é usada para a alimentação e na produção de vinhos brancos.

 

 

 

ITÁLIA


Sabor popular


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Batizada pelo italiano Alberto Pirovano em 1927, surgiu a partir de um cruzamento entre as uvas bicane e moscatel de Hamburgo. Sua polpa saborosa não costuma ser usada para a produção de vinhos, mas é um tipo bastante apreciado como fruta fresca. Tem uma versão rosada, chamada no Brasil de uva-rubi.

 

 

 

MERLOT


Tinto tradicional


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Junto com a cabernet, pinot noir e syrah, é considerado um dos quatro tipos mais requisitados para os vinhos tintos. Também surgiu em Bordeaux, na França. Em 1900, fixou-se no Rio Grande do Sul, onde mais de 5 mil toneladas anuais (0,6% da produção nacional) servem de matéria-prima para a bebida.

 

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20

out
2013

Conheça a verdadeira história da foto do urubu e a criançar

 

 

Por muitos anos, a foto acima foi utilizada para sensibilizar milhares de pessoas quanto ao tema da fome na África. Conta-se, ou pelo menos se subentende, que a menina da foto virou alimento de urubu, e que o fotógrafo suicidou-se, após um ano, vítima de remorso. A famosa imagem, tirada em uma aldeia do Sudão, rendeu um prêmio Pullitzer ao fotógrafo Kevin Carter.

 

Contudo, uma investigação realizada pelo jornal espanhol El Mundo, na zona de Ayod, no sul do país africano onde a foto foi tirada, comprovou que a menina magérrima retratada na publicação de 1993 não morreu nesse momento, nem poucos dias depois. Segundo o pai da criança, a pequena morreu, após quatro anos, "de febres".

 

No momento da sua publicação no The New York Times, a foto desencadeou uma série de polêmicas ao redor do mundo, gerando críticas ao fotógrafo sul-africano.

 

A história de que Kevin Carter teria cometido suicídio por remorso, também não é verdadeira. De acordo com as investigações, Carter, que se matou no dia 27 de julho de 1994, padecia de diversos vícios, tinha muitas dívidas e estava afetado pela perda de amigos, alguns mortos nos distúrbios da efervescente África do Sul pré-Mandela. Inclusive, ressalta o jornal El Mundo, Carter já havia tentado o suicídio antes da famigerada foto.

 

De acordo com o El Mundo, a suposta menina era, na verdade, um menino chamado Kong. Segundo o jornalista Alberto Rojas, a criança sobreviveu ao período de fome que afetava o país, vindo a falecer quatro anos mais tarde.

 

Além disso, se a foto for vista em alta resolução, é possível distinguir uma fita branca em suas mãos. O objeto, diz o jornal, identificada que o pequeno Kong recebia ajuda das Nações Unidas, que tinha um centro de apoio a 10 metros do local da foto.

 

Outro fato interessante é que o urubu não comeu, na ocasião, mais que fezes desta e de outras crianças.

 

Fonte: Novo Tempo - Da Redação, com base na notícia postada no seguinte link: http://www.observa.com.uy/MasLeidas/nota.aspx?id=109206 

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18

out
2013

Por que os EUA perderam a Guerra do Vietnã?

 

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Porque, após uma longa resistência dos vietnamitas, o governo norte-americano cedeu a pressões políticas e populares e se retirou do conflito. Essa medida permitiu que o Vietnã do Norte, comunista, invadisse e conquistasse o Vietnã do Sul, unificando a nação. Com um exército menor e pior equipado, os vietnamitas evitavam grandes confrontos fazendo escapadas estratégicas. Além disso, estimulavam a moral de seus soldados com as mortes constantes de soldados norte-americanos, principalmente por meio de armadilhas na selva.

 

Em janeiro de 1968, uma grande estratégia militar vietnamita, conhecida como Ofensiva do Tet, tentou fragilizar várias bases do Vietnã do Sul. Fracassou, mas fez com que a guerra fosse repensada pelos EUA. Protestos e uma grande corrente antiguerra se iniciaram no país, fazendo com que o presidente Richard Nixon (que se elegeu prometendo o fim do confronto) realizasse uma lenta retirada das tropas a partir daquele ano. O acordo de cessar-fogo foi assinado pelos EUA em janeiro de 1973 e faz 40 anos em 2013. A guerra terminou oficialmente em 1975.

 

Corrida de obstáculos

11% das baixas dos EUA foram causadas por armadilhas nas florestas.


ESFERA DA MORTE


Uma bola de espinhos mortais, feitos de madeira, bambu ou até mesmo de concreto, era amarrada como um pêndulo a uma árvore. A esfera era ocultada em um dos lados do caminho e presa com uma corda que ficava estendida ao longo da trilha. Quando o inimigo passava, os vietnamitas liberavam o ataque.

 

LINHAS CRUZADAS


Também eram utilizados vários aparelhos disparadores de flechas. Uma das gambiarras encaixava um arco tradicional, permanentemente tensionado, em um buraco no solo, e o conectava a uma corda escondida na mata. O projétil era liberado quando alguém tocava na fiação.

 

CUIDADO ONDE PISA


Minas comuns e improvisadas eram espalhadas pela selva, especialmente ao redor de árvores caídas. As tradicionais eram acionadas quando se pisava em uma delas, ao retirar o pé. Já as improvisadas continham um cartucho de fuzil que, quando pisado, era comprimido contra um pino que detonava e disparava.

 

VIDA POR UM FIO


Granadas eram colocadas dentro de latas de alumínio presas em troncos de árvores. Um fio era ligado à trava de segurança do artefato e estendido até outro tronco. Quando o inimigo passava e puxava o fio, a trava era liberada, causando a explosão. Também era usada dentro de rios.

 

INDO PRO BURACO


Uma das mais tradicionais arapucas eram as estacas punji, lanças de madeira ou bambu afiadíssimas e sujas de fezes e veneno. Elas eram colocadas em buracos e cobertas por uma tela de folhagem frágil, que enganava soldados norte-americanos distraídos.

 

SAINDO DA TOCA


Para se deslocarem pelo território e surpreender o exército rival, os vietcongues, guerrilheiros do Vietnã do Norte, usavam uma rede de túneis subterrâneos com cerca de 120 km de extensão. Ali, havia quartos, hospitais e até arsenais. Além de se protegerem, os combatentes também usavam os túneis para surpreender os inimigos.

 

Em alguns casos, os norte- americanos ficavam entalados nos túneis por causa dos corpos dos companheiros mortos.

 

Os EUA perderam mesmo?


Saiba os argumentos de quem discute o desfecho do confronto.


VITÓRIA


Com um exército superior e mais bem treinado, os EUA estavam vencendo todas as batalhas importantes e teriam derrotado os comunistas se tivessem permanecido na guerra.

 

DERROTA


Ao se retirarem do conflito antes do seu fim, os EUA não atingiram o objetivo de evitar a unificação do Vietnã sob o domínio comunista. Portanto, perderam.

 

 

Consultoria Gianpaolo Dorigo, supervisor de História do Curso Anglo, José Salvador Faro, professor de história e cultura contemporânea do curso de jornalismo da Umesp, Eduardo Casagrandi Mansoldo Filho, oficial da Reserva do Exército Brasileiro.

 

Fontes Livros The Vietnam War (vários autores), A Guerra do Vietnã (Nelson Basic Olic), The Vietnam War 1956-1975 (Essential Histories), de Andrew Wiest e site Global Security - Via Mundo Estranho

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14

out
2013

Por que soluçamos?

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Trata-se de uma contração involuntária do diafragma - músculo que separa o tórax do abdome, localizado logo abaixo do pulmão. Esse músculo, responsável pelo controle da respiração, é acionado pelo chamado nervo frênico, também relacionado com o soluço. A contração costuma ocorrer várias vezes seguidas, separadas por um curto intervalo de tempo (às vezes, menos de um segundo) e pode se prolongar por vários dias. Elas são seguidas de um fechamento repentino da glote (espécie de tampa da laringe) que corta subitamente a passagem de ar da boca para os pulmões e faz vibrar as cordas vocais, provocando o som característico do soluço. Sua principal causa é a irritação do nervo frênico - mas, na maioria das vezes, não é possível identificar o que causou essa irritação. "Sabemos que mudanças abruptas de temperatura desencadeiam soluços.

 

Outra causa pode ser uma irritação do esôfago (a entrada do estômago)", afirma o clínico geral do Hospital das Clínicas de São Paulo, Arnaldo Lichtenstein. Uma das principais causas dessa irritação é um refluxo de ácido estomacal, que ocorre, por exemplo, numa hérnia de hiato (orifício de passagem, no esôfago, entre o tórax e o estômago). Nesse caso, o ângulo fechado que serviria de impedimento para o refluxo se desfaz e o ácido acaba atacando o esôfago. A irritação, por sua vez, faz o nervo frênico disparar a contração do soluço. Não é lenda que um bom susto pode curar um ataque de soluços, pois faz o organismo liberar adrenalina, que ativa o nervo frênico, fazendo-o interromper as contrações. Mas um copo de água gelada, que tem o mesmo efeito, também pode ajudar.

 

Reflexo incontrolável - Irritações são a principal causa do soluço - que, uma vez disparado, pode durar horas e até dias.

1. A irritação do esôfago (na boca do estômago) é uma das causas mais comuns do soluço.

 

2. O reflexo é disparado pelo nervo frênico, que aciona a contração do diafragma (plexo solar). A contração se repete seguidas vezes - podendo durar até mais que um dia.

 

3. Com a contração do diafragma, a laringe (na garganta) se fecha, prendendo o ar. Esse segundo reflexo faz as cordas vocais vibrarem, causando o ruído típico do soluço.

 

Fonte: Mundo Estranho

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13

out
2013

Como surgiu o aperto de mão?

 
 

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Esse cumprimento é um dos mais antigos e universais em toda a história da humanidade.

 

No início, as pessoas estendiam a mão para mostrar que não estavam armadas - o gesto era, portanto, um sinal de paz, numa época em que praticamente todo mundo carregava alguma arma. (A exceção eram as mulheres, por isso o aperto de mão nasceu como hábito tipicamente masculino.)

 

O primeiro registro do cumprimento está nos hieróglifos egípcios. Segundo arqueólogos e historiadores, no Egito antigo a mão estendida representava o verbo "dar" - acreditava-se que as divindades conferiam poder ao faraó ao estender as mãos para ele.

 

Fonte: Mundo Estranho

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12

out
2013

Por que sentimos nojo?

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Porque o nojo é vantajoso para a sobrevivência, então tornou-se uma herança genética e cultural comum na humanidade. O nojo nos ajuda a ficar longe de coisas que podem nos adoecer, como comidas estragadas, secreções corporais e animais infectos (baratas, ratos etc.). Também há um componente cultural forte: a aversão instintiva nos leva ao desejo de aprender o que devemos evitar.
Basicamente, o nojo te ajuda a sobreviver para procriar e passar a sabedoria e os genes adiante. A parte do cérebro responsável pelo nojo, a ínsula, também está ligada a emoções. Por isso sentimos nojo de coisas abstratas, como de crueldade e da política brasileira.

 

Fonte abr.io/fontesnojo - via Mundo Estranhoa

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12

out
2013

Origem do Dia das Crianças

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O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920.

Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.


Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes!


Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto.
A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos.


Em outros países


Alguns países comemoram o dia das Crianças em datas diferentes do Brasil. Na Índia, por exemplo, a data é comemorada em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Em 5 de maio, é a vez das crianças da China e do Japão comemorarem!


Dia Universal da Criança


Muitos países comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.

Fonte: http://www.interney.net/?p=9753075

Medite:

Jesus, certa vez, tomou uma criança, colocou-a no meio dos Seus discípulos e disse: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18:3).


Ora, se Jesus disse que os adultos precisam se tornar como crianças, seria importante descobrir que qualidades são essas que as crianças têm, e que os adultos também deverão possuir se quiserem herdar a salvação. Há muitas: a capacidade de surpreender-se, de perdoar e esquecer, mesmo quando os adultos e os pais as tratam de modo injusto, como acontece com frequência; a criança tem memória curta, isto é, não guarda ressentimentos. Ela esquece, e o faz tão completamente, que nem mesmo é necessário pedir perdão.


Outra virtude infantil é a obediência. É claro que, às vezes, a criança é desobediente. Mas, por estranho que possa parecer, seu instinto natural é o de obedecer.

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10

out
2013

Qual é a diferença entre cravo, órgão e piano?

 

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A principal diferença é entre órgão de um lado, e piano e cravo do outro. Enquanto nestes dois o som é produzido pela vibração de cordas, no órgão as notas saem com a passagem do ar por tubos verticais. O órgão não tem cordas. Quando uma tecla é acionada, ela libera a passagem de ar por um certo tubo, e cada um deles produz um timbre diferente. Dependendo do órgão, ele pode ter centenas de teclas e tubos.

 

Piano

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O piano possui cordas que vibram quando acionadas pelas teclas. É essa vibração que gera o som. Um sistema mecânico faz com que as cordas recebam o impacto de uma peça (martelo) toda vez que o pianista toca uma tecla - e ele ainda pode controlar a força com a qual a corda é percutida. O piano possui 88 teclas e mais os pedais, que servem para prolongar, suavizar e até abafar a vibração das cordas.

 

Cravo

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Externamente, o cravo difere do piano por não ter pedais e por ser menor - ele tem as teclas mais finas que o piano. Mas o que muda mesmo é a parte mecânica. No cravo, as cordas não recebem impacto, elas são "beliscadas", de um jeito parecido ao que os dedos fazem ao tocar um violão. Isso impede que o cravista mude a intensidade do som. Não adianta bater na tecla com mais força. O som é sempre o mesmo.

 

Dentro do piano

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1. Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado

 

2. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso

 

Dentro do cravo

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1. O prolongamento da tecla também existe no cravo. A diferença é que não há um martelo. No lugar, o cravo possui uma espécie de agulha, o plectro, que fica na ponta de uma peça chamada saltador

 

2. Quando a tecla é acionada, o saltador sobe. Aí o plectro belisca a corda, fazendo-a vibrar, e volta à posição original. O contato entre plectro e corda acaba aí. Não importa a força aplicada na tecla

 

CONSULTORIA: EDUARDO MONTEIRO, PROFESSOR DE PIANO DO DEPARTAMENTO DE MÚSICA DA USP - Via Mundo Estranho

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9

out
2013

Como surgiu o hábito oriental de comer com pauzinhos?

 

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Essa tradição milenar começou na China durante a dinastia Shang, entre 1766 e 1122 a.C. Os chineses - que antes disso usavam as mãos e a faca de caça para comer - passaram a adotar os pauzinhos como talher, pois acreditavam que era falta de educação submeter os convidados a qualquer tipo de esforço durante as refeições, como ter que cortar um alimento. Os chineses consideravam um ato bárbaro servir um frango assado ou peixe por inteiro durante as refeições, costume ilustrado por um velho provérbio: "Nós sentamos à mesa para comer, não para cortar carcaças". Chamados kuai-tzu, os pauzinhos acabaram sendo levados por chineses também para o Japão, por volta do século VII, onde ganharam o nome de hashi. No início, os japoneses utilizavam o hashi somente para oferecer alimentos às divindades, pois as mãos eram consideradas impuras para tocar a comida dos deuses.

 

Mas não demorou para que, a exemplo dos chineses, também adotassem o hábito de comer com pauzinhos e hoje o hashi é um dos principais símbolos da cultura nipônica. Uma das razões para a preservação desse hábito tão antigo é o isolamento em relação ao resto do mundo ao qual os países orientais foram submetidos durante séculos. "Os talheres só se tornaram conhecidos no Oriente no mundo moderno", afirma a economista Lumi Toyada, especializada em cultura e etiqueta social japonesa.

 

Fonte: Mundo Estranho

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9

out
2013

Por que rosa é cor "de menina" e azul, "de menino"?

 

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Não tem a ver com biologia ou psicologia, e sim com marketing. Até o fim do século 19, tintura de tecido era cara, então os pais não se preocupavam com isso. A definição das cores "certas" para cada gênero surgiu só no início do século 20. E era o inverso da atual! Um catálogo de roupas dos EUA de 1918 dizia que o rosa, por ser mais forte, era adequado aos garotos. E o azul, por ser delicado, às garotas! Foi só entre 1920 e 1950 que as lojas começaram a sugerir azul para eles e rosa para elas, como forma de agitar as vendas. Essa imposição social tem sido reforçada desde então. "A afinidade com alguma cor não determina personalidade ou sexualidade", diz a psicanalista Fani Hisgail.

 

Tudo é unissex

 

Outros estereótipos que não fazem o menor sentido

 

Vestido é coisa de menina

 

Até o fim do século 19, crianças pequenas de ambos os sexos usavam essa peça, que facilitava os movimentos e a higiene. (Uma foto (abaixo) de 1884 registra o futuro presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, então com 2 anos, de vestidinho). Mulher usar calça também é algo novo: surgiu só com a Revolução Industrial, no século 19.

 

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 Boneca é coisa de menina

 

Uma pesquisa de 2010 feita pela Universidade de Cambridge com bebês de 1 ano mostrou que quase a mesma quantidade de meninos e meninas indicava preferência por bonecas. A partir dos 2 anos, os garotos passavam a curtir carrinhos. A conclusão do estudo foi a de que o gosto por brinquedos é adquirido socialmente, e não algo inato.

 

Em 1927, a revista Time chegou a publicar uma tabela indicando quais lojas dos EUA sugeriam azul para meninos e quais sugeriam rosa.

 

FONTES Sites Pink Is for Boys, The Telegraph, The Guardian e Cracked - Mundo Estranho

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9

out
2013

Como era o treinamento de um gladiador?

 

É PRECISO SABER MORRER

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O treinamento incluía pão com cinzas na dieta e técnicas para encarar a morte em combate.

 

Escolhidos entre escravos, soldados fugitivos e prisioneiros de guerra, os gladiadores romanos dormiam em celas apertadas, mas comiam muito bem e tinham acesso a médico e massagista. Esses guerreiros são mais antigos que Roma.

 

Os etruscos, que viviam na atual região da Itália antes que a cidade fosse fundada, promoviam torneios entre escravos até a morte durante rituais funerários de pessoas importantes. Foi com os romanos, porém, que esse tipo de combate se transformou em um grande espetáculo público. Começando em 264 a.C., continuaram até o século 5, mas o auge das batalhas aconteceu entre os séculos 1 a.C. e 2 d.C. - nessa época, o império tinha mais de 100 escolas de esportistas, espalhadas desde a Espanha até o Oriente Médio. "Eram centros de treinamento para prisioneiros que sabiam que iriam morrer", afirma Mike Loades, historiador britânico especialista em batalhas da Antiguidade. "O treinamento consistia em formar homens capazes de se movimentar com agilidade na arena e aplicar golpes precisos, que limitassem a capacidade de ataque do adversário", completa Loades.

 

CARAS DE PAU

 

O treinamento começava com uma corrida em círculos - quem usava armamentos mais leves dava mais voltas. Os golpes eram treinados com réplicas das armas, só que mais pesadas e feitas de madeira. Os lutadores acertavam sacos de areia pendurados em postes giratórios ("palus"). Combates simulados fechavam o dia.

 

TREINAMENTO EM EVOLUÇÃO

 

Os atletas eram divididos em três níveis de acordo com a experiência em combate

 

NOVICIUS

 

Após a avaliação médica e a aprovação do"lanista" (o dono dos gladiadores),o novato treinava com muita corrida, para adquirir condicionamento, e poucos combates.

 

VETERANI

 

Quem vencia a primeira luta ganhava o respeito dos colegas, já que era comum morrer na estreia. Até que ele superasse outros adversários, porém, o treino mudava pouco.

 

PRIMUS PALUS

 

Nível de quem sobreviveu a várias lutas (de três a cinco por ano). Tinha privilégios, como um quarto maior e o direito de usar armas reais, pouco afiadas, em alguns treinos.

 

Escolinha moderna

 

Nos arredores do Coliseu, em Roma, é possível ser gladiador por um dia. Adultos e crianças participam de treinamentos (de mentirinha, claro!) por cerca de 150 reais. Os lutadores eram agrupados nos quartos de acordo com seu estilo de luta.

 

Prisioneiros de guerra fortes eram vendidos para as escolas de luta. Como muitos não falavam latim, os treinadores recorriam à mímica.

 

CADEIA NELES

 

Após a revolta de escravos lideradapor Spartacus no século 1 a.C., os centros de treinamento viraram presídios. Além das acomodações dos treinadores, havia quartos minúsculos e sem camas para os lutadores. Geralmente, havia um cemitério ao lado para quem morresse treinando ou espancado pelos professores.

 

DIETA PESADA

 

O cardápio incluia muita carne (vermelha ou de peixe, dependendo da região), grãos, pães, ovos e cereais - tudo temperado com cinzas de madeira, que conferiria força extra. Para beber, só água. As refeições diárias eram três: uma logo ao nascer do sol, outra ao meio-dia e a terceira ao fim da tarde.

 

PEÇAS E ACESSÓRIOS

 

O corpo também fazia partedo arsenal dos guerreiros

 

PROTEÇÃO EXTRA

 

O guerreiro lutava com capacetes, cintos, luvas de couro e cobertura de metal para as pernas e os ombros. Os escudos, feitos de metal polido, eram ornamentados com desenhos.

 

MARCAS DA GUERRA

 

Tatuagens, conhecidas como "stigma", marcavam os lutadores no rosto, nas pernas ou nas mãos. Os desenhos identificavam a origem do guerreiro e quem era seu proprietário. Fugitivos recapturados tinham tatuagens na testa. Já os prisioneiros de guerra eram marcados nas mãos.

 

ESCUDO NATURAL

 

Esqueça os filmes: os gladiadores eram fortes, mas tinham barrigas bem salientes. Isso funcionava como uma estratégia de defesa, dificultando a perfuração de órgãos vitais.

 

TIME DE APOIO

 

Os treinadores, ou "doctores", eram guerreiros aposentados, na casa dos 30 anos, especialistas em algum estilo. Os mestres dos lutadores de "retiarius" (aqueles que usavam rede e tridente), por exemplo, eram os "doctores retiarii". Médicos e massagistas atendiam os que saíam estourados no fim dos treinos.

 

O IMPORTANTE É COMPETIR

 

Na arena, o combate durava até um dos envolvidos morrer ou ficar gravemente ferido. Nesse caso, o público decidia se ele deveria viver (a massa geralmente escolhia sua morte). O código de conduta exigia que o perdedor pedisse para ser morto, apresentando-se de peito aberto ao vencedor - ritual praticado nos treinos.

 

FONTES: Gladiator: The Roman Fighter's (Unofficial) Manual,de Philip Matyszak, e Life as a Gladiator, de Michael Burgan - Via Mundo Estranho

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