Portal da Educao Adventista

*Professor Genivaldo *

31

jan
2017

História da Barba

 

 

O costume de preservar ou retirar os pelos da face, mais do que indicar um hábito corriqueiro, abre caminhos para que compreendamos traços de diferentes culturas espalhadas ao redor do globo. Desde os promórdios da História, os nossos ancestrais descobriram ser possível remover a barba com o uso de lascas de pedra afiada. De fato, desde o Paleolítico vários indícios comprovam que o homem da antiguidade vivia cercado de determinados hábitos de higiene e vaidade.

 

No Egito Antigo, os pelos do corpo eram costumeiramente usados para diferenciar os membros da sociedade egípcia. Os membros mais abastados da nobreza, por exemplo, cultivavam a barba como um sinal de seu status. No entanto, a falta da mesma não indicava necessariamente algum tipo de demérito. A classe sacerdotal optava por uma total depilação de seus pêlos. De acordo com estudiosos, o hábito sacerdotal indicava o distanciamento do mundo e dos animais.

 

Entre os gregos o uso da barba era bastante comum. Prova disso é que muitas das imagens que representavam os famosos filósofos gregos eram sempre acompanhadas de uma farta rama de pêlos. Entretanto, durante a dominação macedônica essa tradição grega foi severamente proibida pelo rei Alexandre, O Grande. Segundo o famoso líder político e militar, a manutenção da barba poderia trazer desvantagens aos seus soldados durante um confronto direto.

 

Na civilização romana a barba integrava um importante ritual de passagem. Todos os rapazes, antes de alcançarem a puberdade, não poderiam cortar nenhum fio de cabelo ou barba. Quando atingiam o momento de passagem entre a infância e a juventude, raspavam todos os pêlos do corpo e os ofereciam aos deuses. Os senadores costumavam preservar a barba como símbolo de seu status político. Nessa mesma sociedade surgiram os primeiros cremes de barbear, produzidos através do óleo de oliva.

 

Durante a Idade Média, a barba sinalizou a separação ocorrida na Igreja Cristã com a realização do Cisma do Oriente. Muitos dos clérigos católicos eram aconselhados a fazerem a barba para que não parecessem com os integrantes da igreja ortodoxa ou até mesmo com os costumeiramente barbudos judeus ou muçulmanos. Além disso, o uso dos bigodes gerava bastante polêmica entre os cristãos medievais, pois estes eram ostentados pelas levas de germânicos que invadiam o decadente Império Romano.

 

Com o desenvolvimento comercial e o grande número de invenções que marcaram o mundo moderno, a barba começou a indicar um traço da vaidade masculina. Talvez em consequência desse fenômeno, o francês Jean-Jacques Perret, em 1770, criou um modelo de navalha mais seguro para barbear. No século seguinte a famosa navalha em “T” foi inventada pelos irmãos americanos Kampfe.

 

O grande salto na “tecnologia peluginosa” foi dado por um vendedor chamado King Camp Gillette. Utilizando aguçada inventividade, o então caixeiro viajante percebeu a possibilidade de adotar lâminas descartáveis para os barbeadores. Com o auxílio de Willian Nickerson (engenheiro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), criou uma nova marca de lâminas e barbeadores que ainda é largamente utilizada por homens e mulheres de várias partes do planeta.

 

Durante o século XX, o rosto lisinho virou sinônimo de civilidade e higiene. Muitas empresas e instituições governamentais não admitiam a presença de barbudos em seus quadros. No entanto, entre as décadas de 1970 e 1980, cavanhaques e bigodes começaram a virar uma febre entre os homossexuais norte-americanos. Esse novo dado se instituiu na cultura gay do final do século XX e teve como um dos seus maiores representantes o cantor Freddie Mercury.

 

Nos dias de hoje, a barba se associa aos temíveis terroristas do Islã ou a pessoas com um visual mais alternativo. Mesmo não indicando obrigatoriamente um determinado comportamento ou opção, a barba nos revela como as diferentes culturas salientam seus valores de unidade e diferença por meio dos mais “insignificantes” dados. O corpo (e a barba) se transforma em uma verdadeira via de expressão do indivíduo.

 

Adaptado de http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/historia-da-barba.htm

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26

jan
2017

Pequena história da Montanha-russa

 

 

As montanhas-russas como seu nome já diz, foram originadas na Rússia. No inverno, as pessoas começaram a se divertir com seus trenós em pequenas elevações de gelo. A brincadeira dos trenós chamou a atenção de muitas empresas, até que a companhia Les Montagnes Russes à Belleville construiu a primeira montanha-russa de gravidade em Paris, 1812.



As primeiras montanhas-russas dos Estados Unidos começaram a ser construídas em 1884, com base nos modelos anteriores. Em 1885, LaMarcus Adna Thompson fez a patente da primeira montanha-russa. No século XIX, o parque nova-iorquino Sea Lion Park introduziu a montanha-russa com looping. Nessa época, os passeios eram bastante perigosos, e devido à falta de segurança, o looping foi rapidamente extinto.

 

A montanha-russa “Underfriction” introduziu o uso de dispositivo de rodas extras nos carrinhos, possibilitando movimentos intensos e dinâmicos. Outros fatos importantes relativos ao desenvolvimento da montanha-russa foram a inauguração da montanha-russa Cyclone, em 1927, que marcou o aparecimento do brinquedo em madeira; e o Matterhorn Bobsleds, em 1959, que foi a primeira montanha-russa a usar trilhos de aço tubular.

 

Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/montanharussa.htm

Foto: http://www.curtoecurioso.com/2014/12/a-fascinante-historia-esquecida-da.html

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23

jan
2017

Torrada muito queimada pode levar a câncer, alerta órgão bri

 

LONDRES - Batatas e torradas expostas a altas temperaturas por algum tempo podem aumentar o risco de câncer em pessoas que as ingerem regularmente, alertaram cientistas do governo britânico nesta segunda-feira.


A Agência de Normas Alimentares do Reino Unido (FSA) apontou que uma substância chamada acrilamida, produzida naturalmente quando alimentos ricos em carboidratos são fritos, cozidos, assados ou tostados, aumentou o risco de câncer em testes com animais.

Em um comunicado que despertou ceticismo entre alguns estudiosos independentes, a FSA afirmou que, para reduzir os riscos, os consumidores devem cozinhar estes alimentos em temperaturas mais baixas e ingeri-los quando estiverem próximos de uma cor dourada, em vez de marrom.

 

"O consenso científico é de que a acrilamida tem o potencial para causar câncer em humanos", diz a nota. "Como uma regra geral, busque por uma cor dourada ou mais leve ao fritar, assar, torrar ou cozinhar alimentos com amido como batatas, raízes e pão".

 

Mas alguns especialistas apontaram que existem fatores de risco muito mais estabelecidos na literatura, como o tabagismo, o consumo de álcool e o sobrepeso — e os consumidores devem priorizar a mudança destes hábitos.

 

"As evidências a partir de estudos com animais mostram que a acrilamida tem o potencial de interagir com o DNA de nossas células, então ela pode estar relacionada ao câncer. No entanto, a evidência de estudos com humanos mostrou que, para a maior parte dos tipos de tumores, não há relação entre a acrilamida e o risco de câncer", defendeu o Centro de Pesquisas em Câncer do Reino Unido em resposta ao anúncio da FSA.

 

O núcleo de pesquisas sobre câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a acrilamida como um "carcinogênico humano provável", colocando-a na mesma categoria de risco do consumo de anabolizantes, carne vermelha e bebidas muito quentes.


Fonte: O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/torrada-muito-queimada-pode-levar-cancer-alerta-orgao-britanico-20811418#ixzz4WbNmJeHk
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23

jan
2017

Como a Esfinge de Gizé perdeu o nariz?

 

Sempre quando vemos retratos da esfinge em livros, ou a vemos na TV, há algo que nos é impossível nos passar desapercebido: Ela não tem nariz ! Os Egípcios, exímios construtores não a teriam construído com esse defeito notório. Logo, o nariz caiu. Mas o que teria provocado essa queda ?

 

 

Não há certeza a respeito. Durante muito tempo, o estrago foi creditado às tropas de Napoleão, que invadiram o Egito em 1798. Depois, surgiu a versão de que, pouco antes dessa indesejável chegada dos franceses, os mamelucos – milícia turco-egípcia que comandava o país – teriam usado o colosso como alvo enquanto calibravam seus canhões. Tudo isso é lenda. Um desenho do artista e arquiteto naval Frederick Lewis Norden, que visitou o Egito em 1755 – mais de quatro décadas antes da chegada de Napoleão, portanto -, mostra a Esfinge de Gizé já sem o nariz. “Essas lendas se consolidaram muito por conta da fama de louco de Napoleão”, afirma o egiptólogo Antônio Brancaglion, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

 

Segundo ele, a hipótese mais provável é a de que, em algum momento entre os séculos XVI e XVII, cristãos coptas (da mesma etnia dos antigos egípcios) ou otomanos tenham feito a “cirurgia” utilizando barras de metal e cinzéis, já que as marcas que se podem observar na magnífica escultura indicam uma intervenção desse tipo. “No Egito antigo, os ladrões tinham o nariz extirpado como forma de punição e fácil reconhecimento. Mais tarde, os egípcios e também alguns povos invasores passaram a mutilar estátuas assim como forma de, simbolicamente, tirar a honra de uma pessoa”, diz Antônio.

 

Fonte: Adaptado de Mundo Estranho.

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13

jan
2017

Sexta-feira 13.

Na América do Norte e na Europa, uma parcela significativa da população se comporta de maneira estranha em sextas-feiras 13. Nesse dia, essas pessoas não entram em aviões, não dão festas, não se candidatam a empregos, não se casam, nem iniciam um novo projeto. Algumas dessas pessoas nem vão trabalhar. Nos Estados Unidos, cerca de 8% da população tem medo da sexta-feira 13, uma condição conhecida como parasquavedequatriafobia. A "sexta-feira 13", como conhecemos, está enraizada em muitas tradições e culturas.

 

A superstição acerca da sexta-feira 13 é na verdade uma combinação de dois medos separados: o medo do número 13, chamado triskaidekafobia, e o medo de sextas-feiras. A fonte mais familiar de ambas as fobias é a teologia cristã. O treze é significativo para os cristãos porque é o número de pessoas que estavam presentes na última ceia (Jesus e seus 12 apóstolos).

 

Os cristãos, tradicionalmente, têm mais cautela com as sextas-feiras por Jesus ter sido crucificado nesse dia. Além disso, alguns teólogos dizem que Adão e Eva comeram o fruto proibido em uma sexta-feira, e que o grande dilúvio começou em uma sexta-feira. No passado, muitos cristãos não iniciavam nenhum novo projeto ou viagem em uma sexta-feira, por medo de que o esforço fosse condenado desde o princípio.

 

Os marinheiros eram particularmente supersticiosos nesse sentido e costumavam recusar-se a embarcar em sextas-feiras. De acordo com uma lenda, no século 18, a Marinha Britânica comissionou um navio chamado H.M.S. Friday (sexta-feira em inglês) com a intenção de suprimir a superstição. A marinha selecionou a tripulação em uma sexta-feira, lançou o navio em uma sexta-feira e até escolheu um homem chamado James Friday para ser o capitão do navio. E assim, em uma manhã de sexta-feira, o navio partiu em sua primeira viagem - e desapareceu para sempre.

 

Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos com as sextas-feiras em oposição geral às religiões pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês em homenagem a Frigg, a deusa nórdica do amor e do sexo. Essa forte figura feminina, de acordo com os historiadores, representava uma ameaça ao cristianismo, que era dominado por homens. Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo.

 

Alguns ligam a infâmia do número 13 à cultura nórdica antiga. Na mitologia nórdica, o amado herói Balder foi morto em um banquete com o deus do mal Loki, que se infiltrou em uma festa de 12, totalizando um grupo de 13. Essa história, bem como a história da Santa Ceia, levam a uma das mais fortes conotações do número 13. Nunca se deve sentar-se à mesa em um grupo de 13.

 

Outra parte significativa da lenda da sexta-feira 13 é a sexta-feira 13 particularmente ruim ocorrida na idade média. Em uma sexta-feira 13 de 1306, o Rei Filipe da França queimou os reverenciados cavaleiros templários, marcando a ocasião como um dia do mal.

 

Algumas pessoas adquirem o medo da sexta-feira 13 por causa de má sorte que tiveram nesse dia no passado. Se você se envolver em um acidente de carro em uma sexta-feira 13, ou perder sua carteira, o dia ficará marcado para você. Mas se pensarmos bem, coisas ruins (como derramar o café ou problemas mais sérios) ocorrem todos os dias, portanto, se você procurar por má sorte em uma sexta-feira 13, você provavelmente encontrará.

 

Fonte: Adaptado de http://pessoas.hsw.uol.com.br/questao614.htm.

 

Nota: Quem tem Deus como seu protetor não tem o que temer.

"Por isso não tema, pois estou com você;
não tenha medo, pois sou o seu Deus.
Eu o fortalecerei e o ajudarei;
eu o segurarei
com a minha mão direita vitoriosa". Isaías 41:10

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10

jan
2017

Fenícios estiveram no Brasil?

 

Quando se estuda Idade Antiga, a civilização fenícia possui muito destaque, sobretudo quando se trata das guerras que os romanos promoveram contra Cartago (Guerras Púnicas), a principal cidade construída pelos fenícios, situada no Noroeste da África. Além disso, a criação do primeiro alfabeto – as famosas inscrições fenícias – e as intensas rotas de comércio marítimo destacam ainda mais a importância dessa civilização.

 

Contudo, em alguns momentos da história aparecem recorrentemente algumas teorias mirabolantes relacionadas a essas antigas civilizações. Uma delas refere-se especificamente aos fenícios, ou melhor: a indícios da presença dos fenícios no Brasil. Essa teoria é fruto de uma conjunção de fatores que leva em conta: lendas europeias antigas, anteriores à descoberta do Brasil, e os achados arqueológicos em terras brasileiras, que só seriam satisfatoriamente explicados a partir do avanço dos estudos arqueológicos no século XX.

 

O imaginário europeu anterior às grandes navegações dos séculos XV e XVI, e do consequente descobrimento do continente americano, concebia uma série de lendas a respeito de civilizações perdidas e de grandes aventuras além mar, isto é, incursões marítimas através do Oceano Atlântico, até então pouco explorado. A história da ilha perdida de Atlântida é a mais famosa dessas lendas.

 

Os fenícios eram exímios comerciantes marítimos e haviam conseguido estabelecer rotas por praticamente todo o mar mediterrâneo. Por esse motivo, os europeus imaginaram a mítica fundação de uma colônia fenícia numa ilha do Atlântico – não havia a perspectiva de que pudesse existir um continente além mar. Essa ilha faria parte de regiões desconhecidas desde a época do dilúvio, relatado pelo Gênesis.

 

Após o descobrimento do Brasil e o processo de colonização, os primeiros estudiosos europeus que fizeram expedições pelo sertão nordestino se depararam com achados arqueológicos bastante impressionantes, sobretudo inscrições e pinturas rupestres. As mais famosas destas inscrições rupestres são as itacoatiaras (“pinturas em pedra”, em tupi-guarani) de Ingá, no estado da Paraíba.

 

As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.2
As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.

 

 

Segundo informações da arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso se deu, em parte, porque a grande autoridade em arqueologia no Brasil naquela época, Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade. Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

 

Sabe-se hoje que o município de Pouso Alto e Joaquim Alves da Costa jamais existiram e que as supostas inscrições fenícias eram, na verdade, as itacoatiaras de Ingá, referidas acima. Provavelmente alguém que conhecia o Marquês de Sapucaí e Ladislau Netto lhes enviou a transcrição de um texto fenício qualquer, sugerindo, de má-fé, que tivesse sido encontrado em rochas da Paraíba. Ladislau Netto havia estudado na Europa e foi aluno do grande arqueólogo Ernest Renan, especialista em arqueologia fenícia, o que dava ainda mais credibilidade à história da presença dos fenícios no Brasil. Entretanto, em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto admitiu que tinha sido vítima de uma fraude e reconhecia que não havia provas concretas sobre a presença de fenícios no Brasil.

 

Ainda segundo Gabriela Martin, outra personalidade que contribuiu para a lenda da presença dos fenícios no Brasil foi Ludwing Schwennhagen. Schwennhagen era austríaco e tinha um interesse excêntrico pelas pinturas rupestres e pelas estruturas dos achados arqueológicos no Nordeste do Brasil. Esteve no Brasil nas décadas de 1910 e 1920, dando aulas e viajando pelo sertão. Esse pesquisador austríaco unia métodos de arqueologia com as fantasias de lendas antigas, como a lenda das Sete Cidades (uma lenda que surgia na Península Ibérica, na Idade Média, por volta do século VIII, que versava sobre a vigem do último rei dos Visigodos para fundar uma civilização no além-mar, conhecida como Sete Cidades) e a lenda da cidade mítica de Tutoia, no vale do Paraíba. Nesta última, segundo Schwennhagen, os fenícios teriam se unido a troianos e construído várias cidades, dentre as quais, a mais importante: Tutoia.

 

Essas histórias fantasiosas só foram possíveis, em grande parte, por conta da falta de sofisticação das técnicas de datação arqueológica, que só em meados do século XX seriam desenvolvidas e aqui aplicadas. Mas, como se percebe com as informações acima, as lendas antigas, motivadas pelo mistério gerado pela imensidão do Oceano Atlântico, anterior à descoberta da América, também contribuíram para que o imaginário ficasse por um bom tempo ocupando o lugar das explicações mais rigorosas.

 

Por Me. Cláudio Fernandes - fonte: http://historiadomundo.uol.com.br

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6

jan
2017

7 alimentos futuristas que estarão a disposição em 30 anos

 

No ano 1000, as pessoas definitivamente não compreenderiam a ideia de comer um Dorito. A alimentação é uma coisa que muda com o tempo e, dadas as preocupações atuais, nossa comida deve ficar muito mais estranha.

 

A pesquisa científica não nos traz apenas opções de alimentos mais convenientes e mais baratos, como também a esperança de superar questões de sustentabilidade.

 

A indústria da carne, por exemplo, desempenha um papel enorme na mudança climática, uma vez que uma boa parte das emissões de gases de efeito estufa vem do setor agrícola (o metano liberado por bovinos é prejudicial).

 

Enquanto isso, a população da Terra cresce rapidamente, e não sabemos como alimentar os 9 bilhões de pessoas que estarão habitando o planeta em 2050. Entre as soluções propostas para um futuro não tão distante, estão:

 

Insetos

Cerca de dois bilhões de pessoas já se alimentam de artrópodes, mas comer insetos não é uma coisa comum no Ocidente.

 

Isso provavelmente terá que mudar. Vamos ter que nos acostumar com grilos, gafanhotos e minhocas. Enquanto os dois primeiros são ótimas fontes de proteína, as últimas são boas fontes de gordura dietética.

 

Então, melhor um grilo que um pedaço de boi? Talvez. Um estudo do ano passado descobriu que os grilos alimentados com dietas de baixa qualidade não cresceram tanto quanto os que receberam dietas de maior qualidade, semelhantes às que os fazendeiros alimentam o gado. Mas outros insetos podem ser melhores. A mosca soldado-negro não sofreu este mesmo problema, e produziu proteína de forma mais eficiente.

 

Insetos supostamente tem um gosto muito bom quando preparados adequadamente, mas uma aceitação mais ampla provavelmente exigirá a superação de tabus culturais.

 

Carne de laboratório

Empresas como Memphis Meat e Mosa Meat também querem superar nossos problemas de gado, padronizando células-tronco em tecidos animais e usando esse tecido para fazer carne sintética.

 

Um estudo de 2011 publicado na revista Environmental Science and Technology descobriu que a carne de laboratório gastaria 7 a 45% menos energia, geraria 78 a 96% menos emissões de gases de efeito estufa, e necessitaria de 99% menos uso do solo do que a carne produzida convencionalmente.

 

Provavelmente vai demorar de 10 a 20 anos até vermos carne sintética nos mercados, mas alguns querem agilizar o processo. O cientista Mark Post crê que sua companhia pode começar vender o produto em apenas alguns anos. Suas primeiras amostras foram consideradas “comestíveis, mas não deliciosas”. Ele está trabalhando para melhorar o seu sabor agora.

 

Cultivo de peixe

Além das questões mencionadas acima sobre as emissões de gases do efeito estufa, a criação de gado também ocupa muita terra e necessita de um monte de alimentos para os animais. Os peixes requerem uma quantidade bem menor de alimento para gerar a mesma quantidade de proteína.

 

A sobrepesca é uma grande preocupação, mas um estudo recente descobriu que práticas sustentáveis, como limites de captura, poderiam aumentar os estoques de peixe até 2050.

 

Se melhores práticas de pesca comercial forem implementadas e combinadas com avanços na aquicultura ou na piscicultura, vamos ter mais peixes para substituir a carne vermelha de nossos pratos.

 

Em 2011, a aquiicultura atingiu um marco histórico quando o mundo cultivou mais peixe do que carne bovina pela primeira vez. Esse quadro ainda não mudou.

 

Frutos do mar falsos

Se estamos cultivando carne em laboratório, por que não fazer isso com frutos do mar também?

 

Pesquisadores da NASA criaram filés mergulhando músculos de peixe em soro bovino fetal, um processo usado pelos fabricantes de carne sintética também. Outra empresa, New Wave Foods, está tentando criar camarão sintético usando algas vermelhas.

 

Ainda não sabemos se estes produtos “falsos” de fato podem resolver nossos problemas de recursos naturais. “Acho que faz muito mais sentido dizer que isso poderia ser um bem de luxo”, disse Oron Catts, diretor da SymbioticA, um centro de pesquisa em biotecnologia da Universidade da Austrália Ocidental.

 

Algas

As microalgas, como outras plantas, se alimentam do dióxido de carbono na atmosfera.

 

Um estudo de 2013 descobriu que estas pequenas criaturas verdes produzem uma série de proteínas, gorduras e carboidratos que são uma boa fonte de nutrientes em produtos alimentares.

 

Uma pesquisa mais recente concluiu que algumas espécies de algas continham bastante ácido graxo ômega 3, bem como outros ácidos graxos que poderiam promover uma boa saúde cardíaca.

 

Dadas todas as vantagens, elas podem se tornar muito mais frequentes nos nossos pratos.

 

Alimentos geneticamente modificados

A modificação genética já faz aparições comuns no milho, soja, canola, beterraba, batata e outros vegetais, principalmente para conferir resistência a herbicidas ou pesticidas para que insetos e ervas daninhas não destruam as colheitas.

 

Mas por que parar por aí? A nova ferramenta de edição de genes CRISPR/Cas-9 permite que os cientistas alterem os genomas das plantas com incrível precisão. Os pesquisadores a usaram para produzir maçãs que não escurecem, batatas sem feridas e porcos resistentes a vírus.

 

Alimentos impressos em 3D

Alimentos impressos nas modernas máquinas 3D podem economizar tempo e oferecer uma opção saborosa e fácil de comer para pessoas idosas que sofrem com dificuldade para engolir.

 

A NASA já investiu na pesquisa de alimentos impressos em 3D em gravidade zero, para que os astronautas possam “cozinhar” nessas missões espaciais.

 Fonte: [comentários[0]

5

jan
2017

Morar próximo ao tráfego intenso aumenta risco de demência

 

 

Pessoas que vivem próximo a vias onde o tráfego de veículos é intenso têm mais risco de desenvolver demência senil como o Mal de Alzheimer, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (5) na revista especializada britânica "The Lancet".



O estudo não estabeleceu vínculos entre a exposição ao tráfego de veículos e outras duas enfermidades neurológicas: Mal de Parkinson e esclerose múltipla.



Ao analisar os casos de mais de 6 milhões de adultos residentes na província canadense de Ontário entre 2001 e 2012, os pesquisadores concluíram que entre 7% e 11% dos casos de demência senil observados em pessoas residentes a menos de 50 metros de uma via de trânsito intenso podem ser atribuídos a essa exposição.

 

O risco aumenta em 7% para as pessoas que vivem a menos de 50 metros, em 4% para os que estão a uma distância de entre 50 e 100 metros e em 2% para uma distância de entre 100 e 200 metros.

 

Além dos 200 metros, não existe risco, segundo a equipe liderada por Hong Chen, da agência de saúde pública de Ontário.



O trabalho identificou dois elementos contaminantes mais envolvidos na demência, que são o dióxido de nitrogênio (NO2) e as partículas finas emitidas pelos veículos, mas há outros fatores, como o barulho, que podem desempenhar um papel.



Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 47,5 milhões de pessoas com demência senil no mundo, das quais entre 60% e 70% sofrem do Mal de Alzheimer, enfermidade neurodegenerativa que leva à perda da capacidade cognitiva.

 

Fonte: UOL - http://zip.net/bstB2g

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4

jan
2017

Qual é a quantidade de água que deve ser ingerida por dia?

 

 

Todos nós sabemos que a ingestão diária de água é fundamental para a nossa sobrevivência. Entretanto, existe muita dúvida a respeito da quantidade adequada para cada pessoa e se o número de litros indicado varia de acordo com o sexo e com a idade.

 

Primeiramente devemos nos lembrar de que a água ingerida não pode ser inferior àquela eliminada pela urina, fezes, transpiração e respiração. Sendo assim, podemos perceber rapidamente que a quantidade de água que deve ser ingerida varia de pessoa para pessoa, dependendo de suas atividades diárias e de seu estado de saúde.

 

Uma pessoa que faz exercícios físicos e, consequentemente, perde muita água pela transpiração necessita de maior hidratação quando comparada a uma pessoa que passa grande parte do dia em repouso. Uma maior hidratação também é recomendada para pessoas com queimaduras, com diarreia prolongada, que consomem álcool, que fazem uso de diuréticos, diabéticos, gestantes, lactantes, entre outros.

 

Além dos hábitos de vida e da saúde de cada um, a idade e o sexo também influenciam na quantidade de água necessária. Bebês de até seis meses de idade, por exemplo, não necessitam ingerir água, uma vez que retiram essa substância do leite materno. Segundo alguns autores, adolescentes do sexo masculino devem beber 2,6 litros de água, enquanto as meninas necessitam de 1,8 litro. Já as pessoas adultas, independentemente do sexo, devem beber em média 2,2 litros diários, segundo alguns autores, e 2,5 litros, segundo outros. O Ministério da Saúde recomenda pelo menos dois litros de água diariamente.


Diante das divergências de dados entre os autores, alguns médicos e nutricionistas recomendam um cálculo simples baseado no fato de que, a cada quilograma de massa, uma pessoa necessita de 35 ml de água. Sendo assim, uma pessoa de 60 kg deveria tomar 2,1 litros de água diariamente.

 

Litros de água diários = 35 x Peso


É importante que a água seja ingerida independentemente da sede do paciente, pois esse é um sinal claro de início de desidratação, um problema grave causado pela falta de água e alguns sais nela presentes. Outro sinal de que seu corpo necessita de água é a urina. Quando ela está muito escura, é sinal de que seu corpo precisa de hidratação.

 

Sendo assim, fique atento aos sinais do corpo. A hidratação é fundamental para a saúde e está relacionada com uma melhora nos quadros de enxaqueca, fadiga, constipação e também ajuda na perda de peso.

 

A ingestão de água é essencial para a saúde! Hidrate-se!

 

Fonte: Mundo Educação - http://zip.net/bftBFl

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4

jan
2017

O mesentério, o "novo" órgão do corpo humano

 

A primeira menção ao mesentério publicamente conhecida foi feita por Leonardo da Vinci em um de seus escritos sobre a anatomia humana no início do século 16.

 

Mas esta parte do corpo, que até bem pouco tempo era considerada apenas um ligamento do aparelho digestivo, acaba de ser reclassificada.

 

Ao fim de um estudo que durou mais de seis anos, cientistas acreditam agora que a estrutura é, na verdade, um órgão único e contínuo.

 

Trata-se, portanto, da mais nova descoberta no corpo humano.

 

"A descrição anatômica de cem anos atrás era incorreta. Este órgão está longe de ser fragmentado; é uma estrutura simples, contínua e única", assinalou J. Calvin Coffey, pesquisador do University Hospital Limerick, na Irlanda, responsável pela equipe que realizou a descoberta.

 

A reclassificação foi publicada em um artigo assinado por Coffey e por seu colega Peter O'Leary na prestigiada revista científica The Lancet Gastroenterology

 

"No estudo, que foi revisado e aprovado por colegas, dizemos que agora temos um órgão no corpo que até esta data não era reconhecido como tal", assinalou Coffey.

 

Novo órgão, nova ciência

 

O mesentério é uma dobra dupla do peritônio - como se chama o revestimento da cavidade abdominal - que une o intestino com a parede do abdômen e permite que ele se mantenha no lugar.

 

Dessa forma, o estudo das funções deste novo órgão pode abrir caminho para novos métodos cirúrgicos do aparelho digestivo.

Mesentério é uma dobra dupla do peritônio
Mesentério é uma dobra dupla do peritônio
Foto: J Calvin Coffey/D Peter O'Leary/Henry Vandyke Cart / BBCBrasil.com

 

Em 2012, Coffey e seus colegas mostraram os resultados de sua pesquisa com microscópio nos quais sugeriam que o mesentério tinha uma estrutura contínua, característica necessária para que fosse considerado um órgão.

 

Desde então, os pesquisadores se dedicaram a coletar provas para embasar a reclassificação dessa parte do corpo humano, que culminaram na publicação do artigo.

 

E embora o funcionamento do aparelho digestivo não mude com a descoberta, a confirmação de que esta estrutura é efetivamente um órgão "novo" abre caminho para novos estudos.

 

"Podemos categorizar doenças digestivas relacionadas a este órgão", exemplifica Coffey.

 

Função

 

No entanto, depois de detalhar estrutura e características anatômicas, cientistas pretendem agora entender melhor a função do novo órgão, além de proporcionar sustentação e permitir a irrigação sanguínea às vísceras.

 

"Esse é o próximo passo. Se entendemos sua função, podemos identificar as anomalias, e estabelecer quando há uma doença, ou seja, quando o órgão passe a funcionar de modo anormal", afirma Coffey, em nota enviada à imprensa.

 

Enquanto a pesquisa não é concluída, uma das mudanças mais imediatas, contudo, será no ensino da medicina, que passará a incluir o mesentério na lista dos quase 80 órgãos do corpo humano que conhecemos.

 

Fonte: Terra - http://zip.net/bctBKm


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3

jan
2017

Você sente arrepio qdo houve o som de giz riscando a lousa?

 

Se você é do tipo que não suporta o som de unhas ou giz raspando na lousa ou de isopor, provavelmente deve estar sentindo um arrepio agora só de pensar neles. Por ser fonte de tamanha "aflição" em tantas pessoas, muitos pesquisadores, ao longo dos anos, tentam descobrir porque determinados sons nos deixam tão desconfortáveis.

 

Mas a verdade é que, até agora, nenhum dos estudos chegou ao veredicto final. O que eles têm em comum, no entanto, é que nosso ouvido se incomoda com sons de determinadas faixas de frequência, especialmente entre 2.000 e 5.000 hertz, que inclui o giz e a unha raspando na lousa.

 

Em 2006, uma dessas pesquisas chegou a ganhar o Ig Nobel — uma espécie de sátira do Nobel dedicada a entidades ou cientistas que tiveram ideias curiosas. Três pesquisadores de universidades norte-americanas gravaram o som de um rastelo de grama raspando ao longo de um quadro-negro. Em seguida, remodelaram a gravação, removendo as frequências altas, médias e baixas de diferentes gravações.

 

Depois de apresentar os sons modificados aos voluntários, os pesquisadores descobriram que remover as altas frequências não tornava o som mais agradável. Além disso, perceberam que o ruído das unhas no quadro era parecido com o grito de alerta de um chimpanzé.

 

"Especulamos que o som de unhas em um quadro-negro têm uma característica aversiva quase universal porque provoca em nós um reflexo inconsciente, automático, como se estivéssemos ouvindo um grito de advertência", disse o psicólogo Randolph Blake, um dos participantes do estudo à revista "Medical Press".

 

Uma outra pesquisa, publicada em 2011 no jornal da Sociedade de Acústica Americana, sugeriu que o desconforto acontece por conta do tamanho de nossa orelha e do canal auditivo.  

 

Na ocasião, os participantes do estudo avaliaram o desconforto que sentiam ao serem expostos a vários ruídos desagradáveis. Os dois sons classificados como mais irritantes, segundo eles, eram das unhas e de giz arranhando uma lousa.

 

Os pesquisadores, então, criaram variações destes dois sons, modificando certas faixas de frequência. Todos foram expostos aos ruídos enquanto seus indicadores de estresse, como pressão e frequência cardíaca, eram analisados.

 

O resultado foi que, em ambos os grupos, os ruídos mudaram a condutividade elétrica da pele dos ouvintes, o que apontava uma reação de estresse físico significativa. Os pesquisadores perceberam também que as frequências mais "irritantes" estava entre 2.000 e 4.000 Hertz.

 

Com os resultados, um dos pesquisadores que conduziu o estudo, Michael Oehler, professor de mídia e gerenciamento de música na Universidade de Macromedia, na Alemanha, concluiu que o ouvido humano é mais sensível a sons que se enquadram nesta faixa de frequência.

 

Para ele, o canal auditivo humano pode ter evoluído (sic!!! prefiro se adaptou - obs. do blogueiro) para amplificar as frequências que são importantes para a comunicação e a sobrevivência. Assim, o arrepio causado por esse tipo de ruído seria apenas um efeito colateral do desenvolvimento.

 

Fonte: UOL - http://zip.net/bwtz9G

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2

jan
2017

Crocodilo morde turista que fazia selfie na Tailândia

 

Autoridades tailandesas transportam a francesa Muriel Benetulier, atacada por um crocodilo enquanto fazia um selfie no parque nacional Khao Yai

Autoridades tailandesas transportam a francesa Muriel Benetulier, atacada por um crocodilo enquanto fazia um selfie no parque nacional Khao Yai

 

Um crocodilo selvagem mordeu no domingo (1º) uma turista francesa que tentava fazer um selfie junto ao perigoso animal em um grande parque nacional tailandês ao norte de Bancoc.

 

"Quis fazer um selfie com o crocodilo que descansava no rio", disse um funcionário do parque Khao Yai, que pediu o anonimato.

 

O animal "foi surpreendido e a mordeu na perna", acrescentou.

 

A vítima chamada Muriel Benetulier foi levada ao hospital, mas está fora de perigo.

 

Meios de comunicação locais publicaram várias fotografias que mostram guardas florestais transportando em uma maca a turista, que estava com o joelho enfaixado.

 

Também divulgaram imagens do rio tingido de vermelho devido ao sangue, diante de uma placa que alertava que a área era perigosa.

 

"Nesta área do parque há um sinal que indica que aqui vive um crocodilo e que as pessoas podem observá-lo a partir da plataforma, mas suponho que ela quis vê-lo mais de perto", acrescentou o funcionário.

 

Antigamente, os crocodilos eram onipresentes no sudeste da Ásia, mas a sua presença foi reduzida drasticamente devido à caça e à destruição do seu habitat natural.

 

Fonte: UOL - http://zip.net/bftBwK

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