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*Professor Genivaldo *

9

abr
2015

Pesquisa cria bateria dobrável que carrega celular em 1min

 

Nova bateria também pode ser recarregada mais vezes sem perder capacidade (Foto: Mark Shwartz/Universidade Stanford/BBC)
Nova bateria também pode ser recarregada mais vezes sem perder capacidade (Foto: Mark Shwartz/Universidade Stanford/BBC)

Cientistas americanos construíram uma bateria flexível de alumínio que, segundo eles, pode se transformar na alternativa barata, segura e muito rápida aos modelos existentes. Além disso, ela pode ser totalmente recarregada em menos de um minuto.

O protótipo de bateria é uma pequena bolsa contendo alumínio para um eletrodo e espuma de grafite para outro eletrodo, tudo cercado por um sal líquido especial.

Além da rapidez no recarregamento, os cientistas afirmam que ela é muito mais segura e duradoura que as atuais baterias de lítio, comuns em dispositivos eletrônicos como smartphones. A bateria também dura mais do que as pilhas alcalinas.

"Desenvolvemos uma bateria recarregável de alumínio que pode substituir os dispositivos atuais que, ocasionalmente, pegam fogo", disse o autor da pesquisa Hongjie Dai, da Universidade de Stanford, na Califórnia.

"Nossa nova bateria não vai pegar fogo nem se você perfurá-la", acrescentou. E um vídeo feito pelos pesquisadores mostra que a bateria até continua funcionando por um período curto depois de ser perfurada.

Os cientistas divulgaram os resultados obtidos com a nova bateria na revista especializada "Nature".

 

Leve e barato


Por ser um material leve e barato, o alumínio vem atraindo o interesse de muitos setores nos últimos anos, mas isto nunca resultou em um produto viável até o momento.

Mas, a chave para esta nova bateria foi a escolha do material para o eletrodo positivo (o cátodo) que vai com o alumínio do eletrodo negativo (ou ânodo). O grafite, uma forma de carbono na qual os átomos formam folhas finas e planas, tem uma performance muito boa e também é leve, barato e disponível.

Para conectar os dois eletrodos, a bolsa é preenchida com líquido.

"O eletrólito é, basicamente, um sal que é líquido e está na temperatura ambiente, então é muito seguro", disse o estudante Ming Gong, outro autor do projeto.

Outro ponto crucial é que a bateria pode completar mais de 7,5 mil ciclos (recargas) sem perder nada de sua capacidade, muito mais do que a maioria das baterias de íons de lítio e centenas de vezes melhor do que as baterias experimentais que também usam alumínio.

O dispositivo também é capaz de gerar dois volts, o mais alto que uma bateria de alumínio já chegou. E também uma capacidade maior do que o 1,5 volt gerado por pilhas alcalinas.

No entanto, ela fica atrás da geração de energia das baterias de íons de lítio usadas em smartphones e laptops.

"Nossa bateria produz cerca de metade da voltagem de uma bateria de lítio. Mas melhorando o material do cátodo, poderemos, no futuro, aumentar a voltagem e a densidade da energia", disse o professor Dai.

Mesmo com a baixa voltagem em relação às baterias usadas hoje, a equipe já conseguiu juntar duas destas baterias experimentais, conectar a um adaptador e carregar um smartphone em um minuto.

Além disso, os cientistas sugerem que este tipo de bateria será muito útil para dispositivos com telas flexíveis, uma das propostas para a próxima geração de dispositivos eletrônicos.

"Nossa bateria tem tudo o que você sonha que uma bateria deveria ter: eletrodos baratos, segurança, carregamento em alta velocidade, flexibilidade e longo ciclo de vida. Acho que são os primeiros dias de uma nova bateria. É muito animador", disse Dai.

Desafio


Para Clare Grey, especialista em química de materiais da Universidade de Cambridge, a nova bateria pode ser uma grande mudança e o "método de armazenar as cargas dentro do grafite", desenvolvido pelos cientistas de Stanford, "é bem esperto".

Mas, ela acredita que transformar este protótipo em um produto para ser comercializado em larga escala será um desafio. Um dos problemas, para Clare, é que colocar íons entre as folhas do grafite pode acabar fazendo com que o material fique se contraindo e expandindo, o que "é ruim para a bateria".

"E também, quanto maior forem as folhas de grafite, mais os íons terão que ficar difusos, então eles ficarão mais lentos. Então, parte da razão pela qual as taxas (apresentadas pela bateria) ainda são altas é que usa plaquetas muito pequenas de grafite", explicou.

Mesmo com estes problemas, a pesquisadora ainda tem muito interesse nesta nova bateria.

"Acho muito animador e nos mostra novos caminhos sobre como poderíamos fazer este tipo de química funcionar."

 

Fonte: G1Ciência

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Deixe seu comentário

25

nov
2015

Michelle Moreira

Quem usa muito o celular é uma tristeza quando acaba a bateria no momento que mais precisamos, e isso seria ótimo para mim.

25

nov
2015

Nicole Cipriano de Souza

Com certeza será muito útil na vida de muitas pessoas, é certo que com o avanço da tecnologia temos alguns contras, mas muitas vezes temos os pros, quero muito uma dessas.

23

nov
2015

Adrienne Baumann Sell

Olha, que interessante! Necessito de uma dessas!

27

set
2015

Talyta

Mal posso esperar para ter uma bateria dessas.

14

jul
2015

Gabriel Brassiani Mafra

nossa isso é muito bom. mas as empresas não produzem pois tem um acordo com as empresas em que tenque deixar o celular na tomada bastante tempo para carregar assim ocorrendo o consumo de energia.

9

jul
2015

Thomas Topfstedt

Realmente necessito desta bateria pois hoje com o consumo excessivo dos aplicativos fica difícil utilizar o smartphone

7

jul
2015

luana

eu preciso de uma dessa...

7

jul
2015

Fellipe Astigarraga

Muito bom saber que um dia essas baterias possam tomar lugar das baterias de lítio atuais, que são os maiores problemas dos smartphones. Tomara que cada vez mais possamos ver a tecnologia evoluindo em nosso prol.

6

jul
2015

Fellipe Astigarraga

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o desafiador cenário globalizado acarreta um processo de reformulação e modernização dos métodos utilizados na avaliação de resultados para a melhora das naçoes.

1

mai
2015

Isadora Bussi

Quanta praticidade, estou precisando dessa bateria...

28

abr
2015

Gustavo Merini Seibt

Isso seria muito bom para os iphones, nunca vi um celular que acaba a bateria tão rapido.

10

abr
2015

Millena da costa

Que legal professor!! Tomara que chegue no Brasil logo para gente esperimentar :)

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