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*Professor Genivaldo *

4

jan
2017

O mesentério, o "novo" órgão do corpo humano

 

A primeira menção ao mesentério publicamente conhecida foi feita por Leonardo da Vinci em um de seus escritos sobre a anatomia humana no início do século 16.

 

Mas esta parte do corpo, que até bem pouco tempo era considerada apenas um ligamento do aparelho digestivo, acaba de ser reclassificada.

 

Ao fim de um estudo que durou mais de seis anos, cientistas acreditam agora que a estrutura é, na verdade, um órgão único e contínuo.

 

Trata-se, portanto, da mais nova descoberta no corpo humano.

 

"A descrição anatômica de cem anos atrás era incorreta. Este órgão está longe de ser fragmentado; é uma estrutura simples, contínua e única", assinalou J. Calvin Coffey, pesquisador do University Hospital Limerick, na Irlanda, responsável pela equipe que realizou a descoberta.

 

A reclassificação foi publicada em um artigo assinado por Coffey e por seu colega Peter O'Leary na prestigiada revista científica The Lancet Gastroenterology

 

"No estudo, que foi revisado e aprovado por colegas, dizemos que agora temos um órgão no corpo que até esta data não era reconhecido como tal", assinalou Coffey.

 

Novo órgão, nova ciência

 

O mesentério é uma dobra dupla do peritônio - como se chama o revestimento da cavidade abdominal - que une o intestino com a parede do abdômen e permite que ele se mantenha no lugar.

 

Dessa forma, o estudo das funções deste novo órgão pode abrir caminho para novos métodos cirúrgicos do aparelho digestivo.

Mesentério é uma dobra dupla do peritônio
Mesentério é uma dobra dupla do peritônio
Foto: J Calvin Coffey/D Peter O'Leary/Henry Vandyke Cart / BBCBrasil.com

 

Em 2012, Coffey e seus colegas mostraram os resultados de sua pesquisa com microscópio nos quais sugeriam que o mesentério tinha uma estrutura contínua, característica necessária para que fosse considerado um órgão.

 

Desde então, os pesquisadores se dedicaram a coletar provas para embasar a reclassificação dessa parte do corpo humano, que culminaram na publicação do artigo.

 

E embora o funcionamento do aparelho digestivo não mude com a descoberta, a confirmação de que esta estrutura é efetivamente um órgão "novo" abre caminho para novos estudos.

 

"Podemos categorizar doenças digestivas relacionadas a este órgão", exemplifica Coffey.

 

Função

 

No entanto, depois de detalhar estrutura e características anatômicas, cientistas pretendem agora entender melhor a função do novo órgão, além de proporcionar sustentação e permitir a irrigação sanguínea às vísceras.

 

"Esse é o próximo passo. Se entendemos sua função, podemos identificar as anomalias, e estabelecer quando há uma doença, ou seja, quando o órgão passe a funcionar de modo anormal", afirma Coffey, em nota enviada à imprensa.

 

Enquanto a pesquisa não é concluída, uma das mudanças mais imediatas, contudo, será no ensino da medicina, que passará a incluir o mesentério na lista dos quase 80 órgãos do corpo humano que conhecemos.

 

Fonte: Terra - http://zip.net/bctBKm


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25

dez
2016

O que são os rastros brancos que os aviões deixam no ar?

 

Imagem: Getty Images

Imagem: Getty Images

 

Parece fumaça, mas não é. Os rastros brancos deixados no céu por alguns aviões são como pequenas nuvens, na verdade, formadas pela condensação do vapor de água. 

 

 

O fenômeno é conhecido como “trilha ou esteira de condensação” ou, em inglês, ''contrails''. Geralmente, essas nuvens aparecem quando o avião está em uma altitude acima de 8.000 metros e com uma temperatura externa abaixo de -40ºC.

 

Como funciona


Normalmente, a temperatura externa dos aviões quando atingem grandes altitudes (acima de 8.000 metros) é bastante baixa, chegando a -50ºC.

 

 

Ao mesmo tempo, as turbinas das aeronaves produzem uma descarga de gases quentes, com mais de 300ºC. Quando esses gases entram em contato com o ar extremamente frio, o vapor de água se resfria rapidamente e se condensa, formando pequenas gotas de água.

 

 

Com o movimento do avião, o resultado é uma fina nuvem, que pode ser longa e duradoura ou curta e rápida, dependendo da umidade e da temperatura da atmosfera. Quanto mais frio e úmido, maior e mais duradouro será o rastro. 

 

 

Embora sejam constituídos, em sua grande maioria, por cristais de gelo, as trilhas também podem conter outros elementos provenientes da exaustão das aeronaves, como fuligem e dióxido de enxofre.

 

 

Primeiras observações


Os primeiros trilhos de condensação foram observados durante e logo após o término da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), quando os aviões finalmente alcançaram altitudes necessárias para o fenômeno.

 

Uma das primeiras observações aconteceu em 1919, durante um voo em Munique, na Alemanha. Na ocasião, a aeronave alcançou uma altitude de pouco mais de 9.200 metros.

 

 

Fontes: Nasa e Departamento de Controle do Espaço Aéreo, via UOL

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22

abr
2016

9 aranhas bizarras (e maravilhosas)

 

Existem mais de 45.000 espécies conhecidas de aranhas no mundo, habitando todos os continentes, exceto a Antártida.

A maioria tem quatro pares de olhos e oito pernas, o que as tornam fáceis de detectar. Mas, como você provavelmente sabe, esses animais não são todos iguais. Aranhas vêm em várias formas e tamanhos, e muitas têm características incomuns que as distinguem do resto. Como:

 

Aranhas que se alimentam de morcegos

aranhas bizarras 1

Normalmente, aranhas gostam de comer moscas. Existem poucas espécies que preferem uma refeição mais pesada – como as que se alimentam de morcegos. Tais aranhas podem ser encontradas em todo o mundo, mas cerca de 90% delas vivem em climas mais quentes. Uma assassina de morcegos comum é a Nephila pilipes (conhecida como aranha tecedeira-de-seda-dourada), que pega regularmente essas presas em sua teia. Ela pode ser encontrada em muitos países, incluindo Austrália, Japão e Índia. As fêmeas desta espécie podem chegar a 20 centímetros de comprimento e são muito maiores do que os machos.

 

Aranha do peso de um filhote de cachorro

aranhas bizarras 2

A criatura que se acredita ser a maior aranha do mundo é a aranha-golias-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi), da Guiana. O bicho pode chegar a cerca de 30 cm, ou o tamanho do antebraço de uma criança, e pode pesar aproximadamente o mesmo que um filhote de cachorro. Você provavelmente iria ouvir este monstro chegando, já que pesquisadores descreveram o estalo de suas pernas como fazendo um barulho semelhante a “cascos de cavalo batendo no chão”. E, se você ouvir isso, é melhor correr, porque suas presas de 2 cm podem dar uma mordida desagradável. Apesar do nome, essas aranhas normalmente não se alimentam de pássaros, mas certamente são capazes disso, além de atacarem basicamente qualquer coisa que encontram.

 

50 tons de aranha

aranhas bizarras 3

As aranhas-de-jardim têm um método de acasalamento pouco convencional, que poderia rivalizar com as aventuras descritas no best-seller “50 tons de cinza”. Os machos dessas espécies (são 355) costumam “amarrar” as pernas da fêmea com seda antes e durante o encontro. Os cientistas pensam que esta poderia ser uma tática de sobrevivência, porque as fêmeas gostam de fazer um lanche depois da hora H, e, infelizmente, os machos são muitas vezes a refeição mais próxima no momento.

 

Aranha Drácula

aranhas bizarras 4

A aranha-teia-de-funil (Atrax sutherlandi) da Austrália tem presas vermelhas que lhes valeram o apelido de “Drácula”, mas essas criaturas se alimentam principalmente de insetos. Elas podem, no entanto, mordê-lo se você chegar muito perto. Estes animais tímidos possuem cerca de 5 cm de comprimento e são notoriamente difíceis de capturar porque passam todo o tempo em tocas subterrâneas, o que significa que sua gama de cores não é bem documentada.

 

Aranhas fashionistas

aranhas bizarras 5

aranhas bizarras 5-

Em 2015, duas novas espécies de aranhas pavão foram descobertas na Austrália. Se houvesse um concurso de moda entre esses animais, elas ganhariam. Encontradas no sudeste de Queensland por uma estudante na Universidade de Califórnia (EUA), uma foi nomeada “Skeletorus” por causa de suas listras preto e branco, que lhe dão uma aparência semelhante a um esqueleto, enquanto a outra foi chamada de “Sparklemuffin”, com suas listras azuladas e avermelhadas na barriga. Aranhas como estas fazem danças de acasalamento características, durante as quais elevam suas pernas e exibem uma parte do seu corpo chamada fã.

 

Aranhas vegetarianas

aranhas bizarras 6

Algumas aranhas gostam de ser saudáveis e comer vegetais como parte de sua dieta. Um estudo de 2016 descobriu que cerca de 60% dos casos relatados de aranhas comendo verde vieram de membros da família Salticidae (as aranhas-saltadoras). Os pesquisadores acreditam que devorar vegetais torna os animais mais resistentes em períodos de escassez de alimentos. Em cerca de 75% dos episódios, as aranhas foram vistas comendo néctar, que pode acabar melando todo seu corpo. Duas espécies (Myrmarachne foenisex e Myrmarachne melanotarsum) foram vistas “ordenhando” melado de insetos.

 

Aranhas mergulhadoras

aranhas bizarras 7

Aranhas-de-água (Argyroneta aquatica) podem usar bolhas de ar para respirar debaixo d’água, como se fossem mini tanques de mergulho. Esses animais são minúsculos, medindo apenas 10 a 15 milímetros de comprimento, de forma que uma bolha pode fornecer mais de um dia de ar para eles. Cientistas alemães imitaram condições extremas de baixo oxigênio em um laboratório e observaram as criaturas construindo teias pelo aquário, e depois recolhendo grandes bolhas de ar em suas pernas, abdomes e traseiros.

 

Disfarce perfeito

aranhas bizarras 8

Muitos animais têm formas interessantes de se camuflar e se esconder de predadores, mas aranhas Cyclosa ginnaga são verdadeiras mestras nesta arte. Seus corpos prateados e suas teias com decorações em tons brancos (feitas de carcaças de presas, cascas de ovos, matéria vegetal ou seda) fazem com que elas pareçam excrementos de pássaros. Algo não exatamente apetitoso, de forma que ninguém presta atenção nelas.

 

Aranha Viagra

aranhas bizarras 9

Há uma aranha cuja picada oferece muito mais do que apenas dor. A armadeira, também chamada de aranha-da-banana (Phoneutria nigriventer), tem veneno que pode estimular uma ereção em homens que dura horas. Pacientes infelizes experimentaram um aumento global na pressão sanguínea e um aumento nas quantidades de óxido nítrico no corpo, o que leva a tal ereção demorada. Embora não seja confortável para o pobre mordido, estas aranhas poderiam fornecer informações valiosas e possíveis avanços para a pesquisa sobre disfunção eréctil.

Fonte: [LiveScience] Via Hyspciense

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11

fev
2016

cientistas provam que ondas gravitacionais existem

 

Ondas gravitacionais geradas por colisões de buracos negros foram observadas pela primeira vez pelo LIGO - Divulgação de vídeo do LIGO
 

Cem anos depois de Albert Einstein publicar a Teoria da Relatividade geral, uma de suas ideias mais revolucionárias acaba de ser provada. Cientistas anunciaram nesta quinta-feira, dia 11, em Washington, que dados do experimento LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) confirmam que as ondas gravitacionais -  capazes de ondular o tecido espaço-tempo - de fato existem.

 

Em coletiva de imprensa às 10h30 (horário local, o que significa às 13h30 no horário de Brasília), a equipe do LIGO declarou ter descoberto ondulações no espaço-tempo criadas pela colisão de dois buracos negros maciços, de 150 km de diâmetro cada um, acelerando à metade da velocidade da luz. As ondas criadas a partir da fusão dos dois buracos negros viajam a 1,3 bilhão de anos e esticam o espaço em uma direção e o apertam em outra, são como vibrações do tecido do universo que fazem tudo "tremer". Apesar de toda a energia gerada nesse processo, esse fenômeno chega ínfimo à Terra, com cerca de um bilionésimo do diâmetro de um átomo e precisa de instrumentos extremamente precisos para ser detectado - um dos maiores méritos do LIGO.

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-  Nós detectamos ondas gravitacionais - disse David Reitze, diretor executivo do LIGO, recebendo uma demorada salva de palmas de todos na coletiva. - Elas foram detectadas em 14 de setembro de 2015 e são exatamente o que Einstein previu que aconteceria na colisão de dois buracos negros.

 

A comunidade científica internacional é unânime em considerar que a descoberta é uma das maiores das últimas décadas e é a favorita para ganhar o próximo Prêmio Nobel. O achado é chamado por alguns de o Santo Graal dos físicos modernos.

 

Ulrich Sperhake, físico teórico da Universidade de Cambridge que estuda a relação entre ondas gravitacionais e buracos negros, foi taxativo:

 

- Isto nada mais é senão o início de uma nova era na astronomia observacional gravitacional - pontuou.

 

Processo que mostra a colisão de dois buracos negros, o que acontece em pouquíssimos segundos - Divulgação/LIGO

 

Cientistas mundo afora têm se esforçado, ao longo do último século, para obter sinais da existência de ondas gravitacionais, mas seus esforços, até o momento, tinham sido frustrados por falsas evidências e instrumentos que não eram suficientemente sensíveis para detectar as ondas no momento em que chegam à Terra.

 

O sucesso, enfim, veio com o LIGO, projeto fundado em 1992 nos EUA e dono do mais vultoso patrocínio da Fundação Nacional de Ciência, importante órgão americano. O experimento reúne um grupo internacional de de mil cientistas, oriundos de mais de 40 instituições de 16 países, que trabalham no projeto há 25 anos. Eles têm detectores em Washington e em Louisiana.


Fonte: O Globo

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10

fev
2016

Cães ou gatos: quem ama mais seus donos?

 

quem ama mais caes ou gatos

Um novo estudo realizado pelo neuroeconomista Dr. Paul Zak parece resolver o debate de quem ama mais seus donos: cães ou gatos.

 

De acordo com a pesquisa, feita como parte de uma nova série da BBC intitulada "Cats v Dogs" (em tradução livre, "Gatos versus Cães"), cães produzem mais oxitocina, o "hormônio do amor", depois de brincar com seus proprietários do que os gatos.

 

Obviamente, a conclusão do estudo não é tão simples quanto dizer que cães gostam mais de nós do que gatos. Mas é um ponto de vista a ser considerado.

 

O método

 

A oxitocina é um produto químico liberado pelo cérebro que tem sido fortemente implicado na formação de laços sociais.

 

Como os gatos são geralmente mais independentes do que os cães, Zak queria descobrir se os níveis deste hormônio diferiram nestes animais após interações com os seres humanos.

 

O experimento envolveu 20 pares de humanos com seus animais de estimação, sendo dez cães e dez gatos.

 

Zak tomou amostras de saliva de todos os companheiros peludos, pouco antes e depois deles interagirem com os seus donos, a fim de medir seus níveis de oxitocina. Enquanto estudos anteriores já haviam mostrado que cães e seus proprietários liberam oxitocina ao olhar nos olhos um do outro, provavelmente fortalecendo a conexão entre ambos, poucas pesquisas tinham analisado essa ligação com gatos.

 

Resultados

 

Em média, os cães produziram quase cinco vezes mais oxitocina do que os gatos após brincar com seus companheiros humanos, com os níveis de saliva aumentando 57,2% e 12% em relação aos níveis iniciais, respectivamente.

 

Além disso, apenas metade dos gatos realmente exibiu níveis elevados de oxitocina. Enquanto isso não significa que os cães nos amam cinco vezes mais, Zak diz que é algo parece fazer sentido, evolucionariamente.

 

Em geral, gatos são mais solitários do que cães – os ancestrais caninos, os lobos, são animais altamente sociais que vivem e caçam em bandos, enquanto muitos felinos vivem sozinhos.

 

E gatos não costumam formar ligações fortes com seus proprietários, enquanto os cães normalmente dependem de seres humanos para comida e segurança.

 

Limitações da pesquisa

 

Como já apontamos acima, existem limitações óbvias tanto para o estudo quanto para as conclusões.

 

Por exemplo, o Dr. Zak apontou para o jornal Huffington Post que o estudo foi conduzido em um ambiente de laboratório. Gatos são conhecidos por serem altamente territoriais. Como eles adoram ficar em casa, é possível que estar em um ambiente desconhecido os tenha estressado. (Embora a oxitocina também já tenha sido associada com a regulação do estresse, pelo menos em roedores).

 

Por fim, o excesso de simplificação é um problema grande. Não é possível dizer exatamente se um animal ama mais seu dono do que outro, porque o amor é complicado e a oxitocina também.

 

A oxitocina tem muitos apelidos, como hormônio da felicidade e molécula do amor, mas nenhum reflete a complexidade desta substância. Envolvida em uma abundância de comportamentos e processos fisiológicos, de formação de laços de confiança a lactação, reduzi-la a um sentimento -  o amor - não é nada científico.

 

Fonte: [IFLS] Via http://hypescience.com

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22

jan
2016

Cientistas dizem ter evidências de novo planeta gigante

Desde o rebaixamento de Plutão, o Sistema Solar passara a ter não mais nove, mas oito planetas. No entanto, a suposta existência de um novo planeta gigante pode fazer com que o número de planetas volte a ser o que se pensava.

 

Em um estudo publicado no periódico Astronomical Journal, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) dizem terem encontrado "evidências sólidas" de um nono planeta, com órbita estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste, na periferia do Sistema Solar.

 

Apelidado de "Planeta Nove", ele ainda não foi visto, ou seja, então não é possível ter certeza de sua existência.

 

Mas as pesquisas indicam que tem uma massa dez vezes superior à da Terra e orbita o Sol a uma distância média 20 vezes superior à de Netuno, que fica localizado, em média, a 4,48 bilhões de quilômetros do Sol e é considerado atualmente o mais longínquo do Sistema Solar.

 

Quanto à distância média da Terra em relação ao Sol, a distância do novo planeta seria 597 vezes superior. Por isso, esse aparente novo planeta levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para realizar uma única órbita completa em torno do Sol.

 

Os pesquisadores Konstantin Batygin e Mike Brown se depararam com as primeiras pistas do "Planeta Nove" em 2014 e, desde então, usaram modelos matemáticos e simulações de computadores para chegar às conclusões de sua pesquisa. No entanto, ainda não conseguiram observá-lo diretamente.

 

"Só dois planetas foram descobertos desde os tempos antigos. Este seria o terceiro", disse Brown, em comunicado da Caltech. "É uma porção significativa de nosso Sistema Solar que ainda precisa ser descoberta. É muito empolgante."

 

Fonte: BBC Brasil

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15

jan
2016

Pesquisadores descobrem tubarão que brilha no escuro

 


 

tubarao brilha escuro

Este tubarão recém-descoberto não é muito grande, mas ainda assim é assustador: ele possui a capacidade de se tornar invisível, de forma que você não vai vê-lo se aproximando, exatamente como no famoso suspense de Steven Spielberg.

 

Tubarão ninja

Com cerca de meio metro de comprimento, o chamado “ninja lanternshark” (em tradução livre, algo como “tubarão lanterna ninja”) vive a uma profundidade de cerca de 1.000 metros.

Oito indivíduos foram encontrados na costa do Oceano Pacífico na América Central até o momento. O animal foi descoberto pelo Centro de Pesquisa de Tubarões do Pacífico, que fica no estado americano da Califórnia.

O nome latino dado a espécie foi Etmopterus benchley, em homenagem a Peter Benchley, o autor de “Tubarão”.

Já seu nome popular foi sugerido pelos primos da pesquisadora Vicky Vasquez, que disseram que a aparência impressionante do novo animal o fazia parecer um “super ninja”.

 

Brilhando

A pele do tubarão é negra, o que lhe permite se “camuflar” nas profundezas marinhas onde caça. Ele também brilha no escuro, mas isso não é uma vantagem para as presas: na realidade, é uma combinação mortal que o torna ainda mais imperceptível.

 

De acordo com Vasquez, o animal é quase invisível para suas vítimas. Ele usa os fotóforos em sua pele para produzir um brilho fraco que, em combinação com sua pele negra, permite que o tubarão se misture com a luz limitada das profundezas do oceano.

 

Fonte [IFLS] via http://hypescience.com

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26

abr
2015

Impressionante: formiga capturando piolho de cobra

 

Formiga captura centopeia: estudante de Bornéu conseguiu fotografar a cena inusitada (Foto: Frenki Jung/Media Drum World)
Formiga captura piolho de cobra: estudante de Bornéu conseguiu fotografar a cena inusitada (Foto: Frenki Jung/Media Drum World)

 

O estudante Frenki Jung, que vive na cidade de Sambas, em Bornéu, na Indonésia, flagrou uma cena inusitada no jardim de sua casa.

 

Ele fotografou o momento em que uma formiga conseguiu a façanha de capturar um piolho de cobra com tamanho muitas vezes maior do que o seu próprio.

 

Jung fez uma série de registros que mostram a luta entre a formiga e o piolho de cobra. Apesar de seu tamanho, a formiga parece levar a melhor na briga.

 

Fonte: G1 Natureza

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7

abr
2015

Novas espécies de "dragões anões" descobertas nos Andes

 

Exemplar da espécie 'Enyalioides altotambo', novo lagarto encontrado por cientistas no Equador (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Exemplar da espécie 'Enyalioides altotambo', novo lagarto encontrado por cientistas no Equador (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)

Um grupo de cientistas descobriu três novas espécies de lagartos anões com a forma de dragão nos Andes equatorianos e peruanos, segundo pesquisa publicada pela revista científica "Zookeys".

 

As espécies descobertas por cientistas do Equador, Peru e Estados Unidos os distiguem de seus parentes mais próximo em termos de tamanho, cor e DNA.

 

Os três lagartos pertencem ao gênero Enyalioides, que são diurnos e vivem em selvas tropicais, como Chocó ou a parte ocidental da bacia amazônica, e nas florestas nubladas dos Andes.

 

Os cientistas classificaram a descoberta de surpreendente, já que esses lagartos estão "entre os de maior tamanho e mais coloridos" nas selvas da América do Sul.

 

As equipes de Omar Torres-Carvajal, do Museu de Zoologia QCAZ do Equador, Pablo J. Venegas, do CORBIDI do Peru, e Kevin de Queiroz, do Instituto Smithsoniano do Museu de História Natural dos Estados Unidos, recolheram vários tipos de lagartos durante uma viagem ao Equador e Peru.

 

Depois, eles fizeram uma comparação com espécimes encontrados em museus de história natural de todo o mundo. Um estudo de DNA confirmou que estavam diante de três exemplares desconhecidos de lagartos. Essa descoberta eleva para 15 as espécies do gênero Enyalioides.

 

Um espécime adulto do lagarto 'Enyalioides sophiarothschildae', que foi encontrado no Peru (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Um espécime adulto do lagarto 'Enyalioides sophiarothschildae', que foi encontrado no Peru (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)

Exemplar adulto do lagarto 'Enyalioides anisolepis', também encontrado no Equador por cientistas (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)Exemplar adulto do lagarto 'Enyalioides anisolepis', também encontrado no Equador por cientistas (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Fonte: G1 Natureza

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29

mar
2015

Cientistas descobrem que fungo que brilha no escuro

 

 

Cientistas descobriram que fungos encontrados no Brasil e que emitem luz natural, um fenômeno chamado de bioluminescência, têm o "relógio biológico" semelhante ao dos humanos. Os organismos conseguem diferenciar o dia da noite e, a partir disso, regulam seu comportamento.

 

A percepção dessa característica ocorreu durante estudos com exemplares de cogumelos bioluminescentes conduzidos pelo professor Cassius Stevani, associado ao Instituto de Química, da Universidade de São Paulo (USP).

 

Ele percebeu que exemplares do fungo N. gardneri economizavam energia durante o dia para brilhar intensamente no período noturno.

 

Uma hipótese para a "motivação" seria que a "tecnologia" serviria para atrair insetos e artrópodes, como as aranhas, para auxiliarem o fungo a disseminar seus esporos.

 

Stevani investiga a emissão de luz por fungos desde 2002. Ele já descreveu ao menos 12 espécies diferentes de cogumelos luminescentes que podem ser encontradas em florestas da Mata Atlântica, Amazônia e até do Cerrado. Também há exemplares fora do país.

 

Seu objetivo é entender a produção da luminescência natural, processo químico pelo qual animais como o vagalume e a água-viva emitem luz a partir de suas células.

 

Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas.

 

No caso da luminosidade dos fungos, além da possibilidade de ajudarem nas áreas já citadas, o entendimento deste processo pode auxiliar na criação de indicadores para pesquisas genéticas.

 

A investigação foi publicada na versão on-line da revista "Current Biology", que faz parte das publicações do grupo Cell. O trabalho foi conduzido por cientistas das universidades de São Paulo (USP), Federal de São Carlos (Ufscar), além da Escola de Medicina Dartmouth, dos Estados Unidos.

 

Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

Durante o dia, fungo economiza energia (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)Durante o dia, fungo economiza energia (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

À noite, a energia acumulada é utilizada para gerar a iluminação natural (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)À noite, a energia acumulada é utilizada para gerar a iluminação natural (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)
Fonte: G1

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18

mar
2015

Como se forma a neblina?

Toda vez que o vapor d’água é submetido a um resfriamento, ele tende a se condensar, formando uma névoa parecida com uma nuvem. Quando essa névoa fica próxima ao solo, é chamada de neblina. O mesmo fenômeno é fácil de observar em automóveis durante o inverno, quando a temperatura dentro do carro fica mais quente do que fora. Nesses casos, os vidros - por estarem em contato com o frio externo - permanecem gelados. Quando as gotículas de vapor, suspensas no interior do veículo, entram em contato com o pára-brisa, elas se condensam, deixando-o embaçado.

 

"Existem, na natureza, diversas maneiras deformar neblina, dependendo em grande parte da topografia (o relevo do terreno) e da distância das fontes de umidade: rios, lagos e oceanos", afirma a meteorologista Maria Assunção Dias, da USP. Assim, é muito comum aparecerem nevoeiros noturnos em regiões fluviais: basta esfriar um pouco para que a umidade resultante da evaporação do rio se resfrie e surja a névoa.

Cortina de fumaça Evaporação e condensação dão origem às névoas

 

 

A neblina é mais comum onde há rios e lagos. Durante o dia, a água evapora e parte do vapor fica perto da superfície.

 

A evaporação do mar causa neblina: o vapor sobe a serra e se condensa com o resfriamento provocado pela elevação de altitude.

 

À noite, ou na presença de frentes frias, a temperatura cai e a água condensa, formando a nebulosidade.

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24

fev
2015

Como se formam os ventos?

 

Classificados como horizontais ou verticais (ascendentes ou descendentes), os ventos se formam pelas diferenças de pressão e temperatura entre as camadas do ar. "Quando uma massa de ar com alta pressão atmosférica ou baixa temperatura se move em direção a uma região de baixa pressão, geram-se ventos verticais", afirma o meteorologista Mário Festa, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo.

 

Os ventos verticais também se formam quando a camada de ar quente próxima ao solo sobe (por ser mais leve), substituída por outra fria, que desce. No caso dos ventos horizontais, o processo é semelhante: quando a massa de ar sobre uma região se aquece, ela sobe; porém, seu lugar será preenchido pelas massas de ar frio que estão na vizinhança.

 

Ventos verticais


Eles ocorrem quando o ar rente ao solo se aquece, fica mais leve e sobe, sendo substituído pela camada de cima.

 

Ventos horizontais


A massa de ar quente perto do chão se eleva e é substituída pelas massas mais frias que se encontram ao lado.

 

Fonte: Mundo Estranho

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