Portal da Educao Adventista

*Professor Genivaldo *

31

jan
2017

História da Barba

 

 

O costume de preservar ou retirar os pelos da face, mais do que indicar um hábito corriqueiro, abre caminhos para que compreendamos traços de diferentes culturas espalhadas ao redor do globo. Desde os promórdios da História, os nossos ancestrais descobriram ser possível remover a barba com o uso de lascas de pedra afiada. De fato, desde o Paleolítico vários indícios comprovam que o homem da antiguidade vivia cercado de determinados hábitos de higiene e vaidade.

 

No Egito Antigo, os pelos do corpo eram costumeiramente usados para diferenciar os membros da sociedade egípcia. Os membros mais abastados da nobreza, por exemplo, cultivavam a barba como um sinal de seu status. No entanto, a falta da mesma não indicava necessariamente algum tipo de demérito. A classe sacerdotal optava por uma total depilação de seus pêlos. De acordo com estudiosos, o hábito sacerdotal indicava o distanciamento do mundo e dos animais.

 

Entre os gregos o uso da barba era bastante comum. Prova disso é que muitas das imagens que representavam os famosos filósofos gregos eram sempre acompanhadas de uma farta rama de pêlos. Entretanto, durante a dominação macedônica essa tradição grega foi severamente proibida pelo rei Alexandre, O Grande. Segundo o famoso líder político e militar, a manutenção da barba poderia trazer desvantagens aos seus soldados durante um confronto direto.

 

Na civilização romana a barba integrava um importante ritual de passagem. Todos os rapazes, antes de alcançarem a puberdade, não poderiam cortar nenhum fio de cabelo ou barba. Quando atingiam o momento de passagem entre a infância e a juventude, raspavam todos os pêlos do corpo e os ofereciam aos deuses. Os senadores costumavam preservar a barba como símbolo de seu status político. Nessa mesma sociedade surgiram os primeiros cremes de barbear, produzidos através do óleo de oliva.

 

Durante a Idade Média, a barba sinalizou a separação ocorrida na Igreja Cristã com a realização do Cisma do Oriente. Muitos dos clérigos católicos eram aconselhados a fazerem a barba para que não parecessem com os integrantes da igreja ortodoxa ou até mesmo com os costumeiramente barbudos judeus ou muçulmanos. Além disso, o uso dos bigodes gerava bastante polêmica entre os cristãos medievais, pois estes eram ostentados pelas levas de germânicos que invadiam o decadente Império Romano.

 

Com o desenvolvimento comercial e o grande número de invenções que marcaram o mundo moderno, a barba começou a indicar um traço da vaidade masculina. Talvez em consequência desse fenômeno, o francês Jean-Jacques Perret, em 1770, criou um modelo de navalha mais seguro para barbear. No século seguinte a famosa navalha em “T” foi inventada pelos irmãos americanos Kampfe.

 

O grande salto na “tecnologia peluginosa” foi dado por um vendedor chamado King Camp Gillette. Utilizando aguçada inventividade, o então caixeiro viajante percebeu a possibilidade de adotar lâminas descartáveis para os barbeadores. Com o auxílio de Willian Nickerson (engenheiro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), criou uma nova marca de lâminas e barbeadores que ainda é largamente utilizada por homens e mulheres de várias partes do planeta.

 

Durante o século XX, o rosto lisinho virou sinônimo de civilidade e higiene. Muitas empresas e instituições governamentais não admitiam a presença de barbudos em seus quadros. No entanto, entre as décadas de 1970 e 1980, cavanhaques e bigodes começaram a virar uma febre entre os homossexuais norte-americanos. Esse novo dado se instituiu na cultura gay do final do século XX e teve como um dos seus maiores representantes o cantor Freddie Mercury.

 

Nos dias de hoje, a barba se associa aos temíveis terroristas do Islã ou a pessoas com um visual mais alternativo. Mesmo não indicando obrigatoriamente um determinado comportamento ou opção, a barba nos revela como as diferentes culturas salientam seus valores de unidade e diferença por meio dos mais “insignificantes” dados. O corpo (e a barba) se transforma em uma verdadeira via de expressão do indivíduo.

 

Adaptado de http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/historia-da-barba.htm

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26

jan
2017

Pequena história da Montanha-russa

 

 

As montanhas-russas como seu nome já diz, foram originadas na Rússia. No inverno, as pessoas começaram a se divertir com seus trenós em pequenas elevações de gelo. A brincadeira dos trenós chamou a atenção de muitas empresas, até que a companhia Les Montagnes Russes à Belleville construiu a primeira montanha-russa de gravidade em Paris, 1812.



As primeiras montanhas-russas dos Estados Unidos começaram a ser construídas em 1884, com base nos modelos anteriores. Em 1885, LaMarcus Adna Thompson fez a patente da primeira montanha-russa. No século XIX, o parque nova-iorquino Sea Lion Park introduziu a montanha-russa com looping. Nessa época, os passeios eram bastante perigosos, e devido à falta de segurança, o looping foi rapidamente extinto.

 

A montanha-russa “Underfriction” introduziu o uso de dispositivo de rodas extras nos carrinhos, possibilitando movimentos intensos e dinâmicos. Outros fatos importantes relativos ao desenvolvimento da montanha-russa foram a inauguração da montanha-russa Cyclone, em 1927, que marcou o aparecimento do brinquedo em madeira; e o Matterhorn Bobsleds, em 1959, que foi a primeira montanha-russa a usar trilhos de aço tubular.

 

Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/montanharussa.htm

Foto: http://www.curtoecurioso.com/2014/12/a-fascinante-historia-esquecida-da.html

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23

jan
2017

Como a Esfinge de Gizé perdeu o nariz?

 

Sempre quando vemos retratos da esfinge em livros, ou a vemos na TV, há algo que nos é impossível nos passar desapercebido: Ela não tem nariz ! Os Egípcios, exímios construtores não a teriam construído com esse defeito notório. Logo, o nariz caiu. Mas o que teria provocado essa queda ?

 

 

Não há certeza a respeito. Durante muito tempo, o estrago foi creditado às tropas de Napoleão, que invadiram o Egito em 1798. Depois, surgiu a versão de que, pouco antes dessa indesejável chegada dos franceses, os mamelucos – milícia turco-egípcia que comandava o país – teriam usado o colosso como alvo enquanto calibravam seus canhões. Tudo isso é lenda. Um desenho do artista e arquiteto naval Frederick Lewis Norden, que visitou o Egito em 1755 – mais de quatro décadas antes da chegada de Napoleão, portanto -, mostra a Esfinge de Gizé já sem o nariz. “Essas lendas se consolidaram muito por conta da fama de louco de Napoleão”, afirma o egiptólogo Antônio Brancaglion, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

 

Segundo ele, a hipótese mais provável é a de que, em algum momento entre os séculos XVI e XVII, cristãos coptas (da mesma etnia dos antigos egípcios) ou otomanos tenham feito a “cirurgia” utilizando barras de metal e cinzéis, já que as marcas que se podem observar na magnífica escultura indicam uma intervenção desse tipo. “No Egito antigo, os ladrões tinham o nariz extirpado como forma de punição e fácil reconhecimento. Mais tarde, os egípcios e também alguns povos invasores passaram a mutilar estátuas assim como forma de, simbolicamente, tirar a honra de uma pessoa”, diz Antônio.

 

Fonte: Adaptado de Mundo Estranho.

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13

jan
2017

Sexta-feira 13.

Na América do Norte e na Europa, uma parcela significativa da população se comporta de maneira estranha em sextas-feiras 13. Nesse dia, essas pessoas não entram em aviões, não dão festas, não se candidatam a empregos, não se casam, nem iniciam um novo projeto. Algumas dessas pessoas nem vão trabalhar. Nos Estados Unidos, cerca de 8% da população tem medo da sexta-feira 13, uma condição conhecida como parasquavedequatriafobia. A "sexta-feira 13", como conhecemos, está enraizada em muitas tradições e culturas.

 

A superstição acerca da sexta-feira 13 é na verdade uma combinação de dois medos separados: o medo do número 13, chamado triskaidekafobia, e o medo de sextas-feiras. A fonte mais familiar de ambas as fobias é a teologia cristã. O treze é significativo para os cristãos porque é o número de pessoas que estavam presentes na última ceia (Jesus e seus 12 apóstolos).

 

Os cristãos, tradicionalmente, têm mais cautela com as sextas-feiras por Jesus ter sido crucificado nesse dia. Além disso, alguns teólogos dizem que Adão e Eva comeram o fruto proibido em uma sexta-feira, e que o grande dilúvio começou em uma sexta-feira. No passado, muitos cristãos não iniciavam nenhum novo projeto ou viagem em uma sexta-feira, por medo de que o esforço fosse condenado desde o princípio.

 

Os marinheiros eram particularmente supersticiosos nesse sentido e costumavam recusar-se a embarcar em sextas-feiras. De acordo com uma lenda, no século 18, a Marinha Britânica comissionou um navio chamado H.M.S. Friday (sexta-feira em inglês) com a intenção de suprimir a superstição. A marinha selecionou a tripulação em uma sexta-feira, lançou o navio em uma sexta-feira e até escolheu um homem chamado James Friday para ser o capitão do navio. E assim, em uma manhã de sexta-feira, o navio partiu em sua primeira viagem - e desapareceu para sempre.

 

Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos com as sextas-feiras em oposição geral às religiões pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês em homenagem a Frigg, a deusa nórdica do amor e do sexo. Essa forte figura feminina, de acordo com os historiadores, representava uma ameaça ao cristianismo, que era dominado por homens. Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo.

 

Alguns ligam a infâmia do número 13 à cultura nórdica antiga. Na mitologia nórdica, o amado herói Balder foi morto em um banquete com o deus do mal Loki, que se infiltrou em uma festa de 12, totalizando um grupo de 13. Essa história, bem como a história da Santa Ceia, levam a uma das mais fortes conotações do número 13. Nunca se deve sentar-se à mesa em um grupo de 13.

 

Outra parte significativa da lenda da sexta-feira 13 é a sexta-feira 13 particularmente ruim ocorrida na idade média. Em uma sexta-feira 13 de 1306, o Rei Filipe da França queimou os reverenciados cavaleiros templários, marcando a ocasião como um dia do mal.

 

Algumas pessoas adquirem o medo da sexta-feira 13 por causa de má sorte que tiveram nesse dia no passado. Se você se envolver em um acidente de carro em uma sexta-feira 13, ou perder sua carteira, o dia ficará marcado para você. Mas se pensarmos bem, coisas ruins (como derramar o café ou problemas mais sérios) ocorrem todos os dias, portanto, se você procurar por má sorte em uma sexta-feira 13, você provavelmente encontrará.

 

Fonte: Adaptado de http://pessoas.hsw.uol.com.br/questao614.htm.

 

Nota: Quem tem Deus como seu protetor não tem o que temer.

"Por isso não tema, pois estou com você;
não tenha medo, pois sou o seu Deus.
Eu o fortalecerei e o ajudarei;
eu o segurarei
com a minha mão direita vitoriosa". Isaías 41:10

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3

jan
2017

Você sente arrepio qdo houve o som de giz riscando a lousa?

 

Se você é do tipo que não suporta o som de unhas ou giz raspando na lousa ou de isopor, provavelmente deve estar sentindo um arrepio agora só de pensar neles. Por ser fonte de tamanha "aflição" em tantas pessoas, muitos pesquisadores, ao longo dos anos, tentam descobrir porque determinados sons nos deixam tão desconfortáveis.

 

Mas a verdade é que, até agora, nenhum dos estudos chegou ao veredicto final. O que eles têm em comum, no entanto, é que nosso ouvido se incomoda com sons de determinadas faixas de frequência, especialmente entre 2.000 e 5.000 hertz, que inclui o giz e a unha raspando na lousa.

 

Em 2006, uma dessas pesquisas chegou a ganhar o Ig Nobel — uma espécie de sátira do Nobel dedicada a entidades ou cientistas que tiveram ideias curiosas. Três pesquisadores de universidades norte-americanas gravaram o som de um rastelo de grama raspando ao longo de um quadro-negro. Em seguida, remodelaram a gravação, removendo as frequências altas, médias e baixas de diferentes gravações.

 

Depois de apresentar os sons modificados aos voluntários, os pesquisadores descobriram que remover as altas frequências não tornava o som mais agradável. Além disso, perceberam que o ruído das unhas no quadro era parecido com o grito de alerta de um chimpanzé.

 

"Especulamos que o som de unhas em um quadro-negro têm uma característica aversiva quase universal porque provoca em nós um reflexo inconsciente, automático, como se estivéssemos ouvindo um grito de advertência", disse o psicólogo Randolph Blake, um dos participantes do estudo à revista "Medical Press".

 

Uma outra pesquisa, publicada em 2011 no jornal da Sociedade de Acústica Americana, sugeriu que o desconforto acontece por conta do tamanho de nossa orelha e do canal auditivo.  

 

Na ocasião, os participantes do estudo avaliaram o desconforto que sentiam ao serem expostos a vários ruídos desagradáveis. Os dois sons classificados como mais irritantes, segundo eles, eram das unhas e de giz arranhando uma lousa.

 

Os pesquisadores, então, criaram variações destes dois sons, modificando certas faixas de frequência. Todos foram expostos aos ruídos enquanto seus indicadores de estresse, como pressão e frequência cardíaca, eram analisados.

 

O resultado foi que, em ambos os grupos, os ruídos mudaram a condutividade elétrica da pele dos ouvintes, o que apontava uma reação de estresse físico significativa. Os pesquisadores perceberam também que as frequências mais "irritantes" estava entre 2.000 e 4.000 Hertz.

 

Com os resultados, um dos pesquisadores que conduziu o estudo, Michael Oehler, professor de mídia e gerenciamento de música na Universidade de Macromedia, na Alemanha, concluiu que o ouvido humano é mais sensível a sons que se enquadram nesta faixa de frequência.

 

Para ele, o canal auditivo humano pode ter evoluído (sic!!! prefiro se adaptou - obs. do blogueiro) para amplificar as frequências que são importantes para a comunicação e a sobrevivência. Assim, o arrepio causado por esse tipo de ruído seria apenas um efeito colateral do desenvolvimento.

 

Fonte: UOL - http://zip.net/bwtz9G

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31

dez
2016

Pular 7 ondas e se vestir branco. Qual a origem?

 

O Réveillon é uma festa repleta de otimismo, uma noite em que a passagem de ano nos dá a esperança de que tudo pode melhorar, desde nossa situação financeira à felicidade.

 

E muita gente acredita que pode dar um "empurrão" na realização de metas se seguir tradições e superstições. No Brasil e na América Latina, existem inúmeros "rituais" de Ano Novo. Abaixo mais dois dos mais populares e que tentamos explicar de onde vêm.

 

Saltar 7 ondas


Entrar no mar à meia-noite e saltar sete ondas, fazendo sete desejos, é um costume conhecido dos brasileiros. O mar está associado à purificação em muitas culturas ao longo da história. E, neste caso em particular, a tradição remete às raízes africanas.

 

O sete é um número espiritual na umbanda e está vinculada à deusa das águas, Iemanjá. Segundo esta tradição de Ano Novo, essa é uma forma de ganhar forças para passar por cima das dificuldades.

 

Mas os saltos não podem ser feitos com as costas para o mar, pois isso traz má sorte com o dinheiro.

 

 

Vestir branco


O costume de vestir branco também vem das religiões africanas. Teria sido "emprestado" por leigos e católicos no Rio de Janeiro a partir dos rituais umbandistas na Praia de Copacabana. Originalmente, o uso do branco era uma homenagem ao deus Oxalá, mas passou a ser um símbolo de pedidos de paz no Ano Novo.

 

Fonte: G1 http://zip.net/bwtz3Z

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31

dez
2016

Comer 12 uvas na virada do ano.Como surgiu essa superstição?

 

O Réveillon é uma festa repleta de otimismo, uma noite em que a passagem de ano nos dá a esperança de que tudo pode melhorar, desde nossa situação financeira à felicidade.

 

E muita gente acredita que pode dar um "empurrão" na realização de metas se seguir tradições e superstições. No Brasil e na América Latina, existem inúmeros "rituais" de Ano Novo. Abaixo estão quatro dos mais populares e que tentamos explicar de onde vêm.

 

Uvas à meia-noite

 

A tradição de comer 12 uvas exatamente à meia-noite chegou à América Latina graças aos espanhóis.

 

Para se ter 12 meses de boa sorte e prosperidade, é necessário comer uma uva a cada uma das 12 badaladas.

 

Segundo o jornalista americano Jeff Koehler, autor do livro Espanha, há duas teorias sobre as origens dessa superstição.

 

A primeira versão remontaria à década de 1880. Segundo jornais da época, a burguesia espanhola começou a imitar a francesa e a celebrar o Réveillon comendo uvas e tomando vinho espumante.

 

"Pouco tempo depois, o costume foi adotado por pessoas que iam até a Porta do Sol (conhecido cartão postal de Madrid) para ouvir as badaladas da meia-noite. E comiam uvas, bem possivelmente para debochar da classe alta", escreveu Koehler, em um artigo para o site da rádio americana NPR.

 

A segunda teoria situa as origens algum tempo depois, mais precisamente em 1909. Naquele ano, os produtores vinícolas da região de Alicante, no Sudeste espanhol, tiveram um amplo excedente na safra das uvas brancas típicas locais, conhecidas como Aledo.

 

Para vender o produto, usaram o baixo preço e criatividade: até hoje as frutas são conhecidas como as "uvas da boa sorte".

 

O costume sofreu algumas alterações na América Latina: além de consumir outras variedades de uvas por uma questão de estação, disponibilidade e preço, há quem coma passas.

 

Fonte: G1 http://zip.net/bwtz3Z

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28

dez
2016

Por que pessoas desmaiam quando cheiram clorofórmio?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque ele é uma substância tóxica com grande afinidade com tecidos gordurosos.

 

Sabe onde há gordura? Nos neurônios. Mais especificamente na bainha de mielina, espécie de isolante que envolve os axônios e é composta de gordura e proteínas.

 

Os axônios são o prolongamento dos neurônios e funcionam como uma rede que permite receber e encaminhar informações entre os neurônios e outras células. Como a mielina absorve o clorofórmio, o funcionamento do sistema nervoso central fica comprometido. Por isso, a substância causa confusão mental, torpor, sensação de anestesia, tonturas, desmaio e até morte.

 

Fonte: Mundo Estranho http://zip.net/bktzsF

 

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27

dez
2016

Conheça o brasileiro que discursou mais do que Fidel Castro

 

Nos últimos tempos, com a morte de Fidel Castro, muito se tem falado sobre a duração de seus discursos, que bateram sucessivos recordes de duração. Em 1956, falou durante cinco horas. Em 1959, falou durante sete horas. E em 1998, conseguiu ultrapassar sua própria marca, falando durante sete horas e quinze minutos.

 

Aparentemente, a duração de seus discursos parece imbatível. E não é que um brasileiro importante na nossa história foi além dessa duração de Fidel proferindo um discurso por longas oito horas! Essa proeza é creditada a José Maria Paranhos, Visconde do Rio Branco, em 1865, após ser demitido por ter conquistado acordo de paz no conflito entre Brasil e Uruguai.

 

A iniciativa de Paranhos era importante para o Brasil. Com o início da guerra com o Uruguai, em 1864, pelo fato de brasileiros proprietários de terras uruguaias terem sido assassinados, o ditador paraguaio Solano López aproveitou a oportunidade, não perdeu tempo e resolveu impor uma liderança regional. Inicialmente, atacou a província do Mato Grosso.

 

Em seguida, de olho na província brasileira de São Pedro do Rio Grande do Sul, invadiu a Argentina. Quanto antes terminasse a guerra com o Uruguai, mais o Brasil poderia se dedicar e concentrar esforços para combater os paraguaios. Sem contar com as milhares de vidas que seriam (e efetivamente foram) poupadas com o acordo de paz.

 

Estragou a festa e foi demitido

Essa vitória de Paranhos, entretanto, não foi vista com bons olhos por Joaquim Marques Lisboa, então Barão de Itararé, que depois se tornaria o Marquês de Itararé. Marques Lisboa comandava as Forças brasileiras e havia cercado Montevidéu. Se conquistasse a capital uruguaia, o governo brasileiro ganharia popularidade e ampliaria seu prestígio. O acordo de paz de Paranhos de certa forma estragou a festa.

 

O Barão de Itararé reclamou da atitude de Paranhos e este, mesmo tendo sido bem-sucedido na sua difícil empreitada, foi demitido. De volta ao Brasil, indignado com a demissão, o Visconde do Rio Branco assomou a tribuna do Senado e fez sua defesa por longas oito horas ininterruptas. Quem testemunhou disse que chegou ao final do seu discurso sem nenhum sinal de cansaço.

 

Em seu discurso de defesa, ressaltou a importância daquele pacto de paz: "O que quiserem (dizer) sobre o ato diplomático de 20 de fevereiro; vocês não serão capazes de tirar de mim esta grande convicção: o pensamento que naquela solução eu salvei a vida de 2.000 compatriotas, e evitei a destruição de uma importante capital".

 

Machado de Assis cobriu o discurso

 

Esse discurso ficou imortalizado nas palavras de Machado de Assis. O fundador da Academia Brasileira de Letras foi um admirador da oratória de Paranhos. Nessa época, como jornalista, Machado fazia a cobertura das sessões parlamentares:

 

"Galerias e tribunas estavam cheias de gente; ao salão do Senado foram admitidos muitos homens políticos ou simplesmente curiosos. Era uma hora da tarde quando o presidente deu a palavra ao senador por Mato Grosso; começava a discussão do voto de graças. Paranhos costumava falar com moderação e pausa; firmava os dedos, erguia-os para o gesto lento e sóbrio, ou então para chamar os punhos da camisa, e a voz ia saindo meditada e colorida."


"Naquele dia, porém, a ânsia de produzir a defesa era tal, que as primeiras palavras foram antes bradadas do que ditas: 'Não a vaidade, sr. presidente...' Daí a um instante, a voz tornava ao diapasão habitual, e o discurso continuou como nos outros dias. Eram nove horas da noite, quando ele acabou, estava como no princípio, nenhum sinal de fadiga nele nem no auditório, que o aplaudiu."


"Foi uma das mais fundas impressões que me deixou a eloquência parlamentar. A agitação passara com os sucessos, a defesa estava feita. Anos depois do ataque, esta mesma cidade aclamava o autor da lei de 28 de setembro de 1871, como uma glória nacional; e ainda depois, quando ele tornou da Europa, foi recebê-lo e conduzi-lo até a casa."


"Ao clarão de um belo sol, rubro de comoção, levado pelo entusiasmo público, Paranhos seguia as mesmas ruas que, anos antes, voltando do Sul, pisara sozinho e condenado."


Dedo em riste, para 'levantar' a palavra

 

Há uma curiosidade contada por Josué Montello, no seu livro "Anedotário Geral da Academia Brasileira", sobre a comunicação de José Maria Paranhos. O futuro Visconde do Rio Branco possuía na tribuna um cacoete: erguia o braço, dedo indicador em riste, nos momentos em que parecia mais arrebatado. E diz que o próprio deu esta explicação ao seu gesto: "Quando a ideia não vale por si para ir bastante alto, trato de suspendê-la na ponta do dedo".

 

Essa é a história de um dos mais longos discursos de que se tem notícia. Além dos seus sucessos como grande negociador nas questões em terras estrangeiras, o Visconde do Rio Branco teve também o grande mérito de nos legar seu filho, José Maria Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, que se tornou patrono da diplomacia brasileira.

 

Fonte: UOL - http://zip.net/bhtznP

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23

dez
2016

Devemos comemorar o Natal no dia 25 de dezembro?

Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas-novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.” Lucas 2:10, 11


Nos primeiros séculos do cristianismo, os cristãos estavam mais interessados na ressurreição de Cristo do que em seu nascimento. Por isso, a data da chegada de Jesus ao mundo ficou perdida para sempre na neblina dos tempos. Ao longo dos séculos, foram feitas muitas tentativas de recuperar a data. Um astrônomo e pastor luterano chamado David Fabricius (1564-1617) catalogou 136 opiniões de eruditos sobre o assunto. Entre as datas propostas para o Natal estão 6 de janeiro, 2 de fevereiro, 25 de março, 29 de setembro, 4 de outubro e 17 de novembro. Por uma série de razões, o dia vitorioso, 25 de dezembro, não deve ser o correto. Ligado aos festivais pagãos de Mitra e cristianizado no 4º século, o festival do Natal foi criticado pelos puritanos e chegou a ser proibido na Inglaterra no século 17.

 

Charles Spurgeon, o grande pregador londrino, ressaltava que é absurdo celebrar o Natal como dia santo, mas admitia que não há mal em refletir sobre o Deus encarnado nessa data. “Deixemos a superstição para os supersticiosos”, dizia. Na religião de Ellen White (escritora cristã norte-americana) também havia lugar para essa celebração natalina, desde que o foco estivesse em Cristo e, num clima espiritual, a ocasião fosse usada para ofertar a Deus.

 

Portanto, podemos celebrar o Natal. Contudo, é essencial perceber o que é mais importante. O Natal, embora em data errada, relembra o dia em que o Céu se uniu à Terra por um laço que jamais se partirá. O Natal celebra o dia em que o Filho de Deus se transformou em Filho do Homem para que você seja transformado em filho de Deus.

 

Adaptado de Meditações Diárias do dia 23 de dezembro de 2016 - CPB (Casa Publicadora Brasileira) - Título Original: A Grande Notícia

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22

abr
2016

Por que ficamos fracos qdo rimos e fortes qdo temos raiva?

 

Por causa da endorfina e da adrenalina, substâncias liberadas em momentos de relaxamento e tensão, respectivamente.

 

A endorfina é um neurotransmissor que funciona como uma espécie de "analgésico natural", relaxando a musculatura. É uma herança evolutiva: servia para evitar desgaste físico e queima de energia nas horas de sossego. A adrenalina também foi importante na preservação da espécie: ela é o hormônio liberado nas situações de perigo. "Ela tonifica o músculo e prepara o indivíduo para lutar ou correr", explica o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, da Unifesp. Compare abaixo como essas duas substâncias agem.

 

ADRENALINA


O que é? Hormônio.

 

Onde é produzida? Nas glândulas suprarrenais, acima dos rins.

 

Quando é liberada? Em situações de alerta ou estresse, como ser abordado na rua por um assaltante, pular de paraquedas ou vendo algum episódio de Demolidor.

 

Qual o seu efeito? Aumento da frequência de batimentos cardíacos e da circulação sanguínea, tonificação dos músculos, dilatação da pupila e aceleração da respiração.

 

Quanto tempo dura? É proporcional à duração do evento que provocou sua descarga. Ou seja: é mais breve em um susto curto (como quase ser atropelado) e mais duradouro em uma ameaça longa (como um assalto).

 

ENDORFINA


O que é? Neurotransmissor.

 

Onde é produzida? Na glândula hipófise, na base do cérebro.

 

Quando é liberada? Em situações que despertam algum tipo de relaxamento ou bem-estar, como durante uma transa, uma gargalhada... ou um episódio de Demolidor, oras! (Exercícios também liberam endorfina. Estudos indicam que é ela quem causa a euforia experimentada por maratonistas e corredores durante as provas).

 

Qual o seu efeito? Euforia e prazer, relaxamento muscular, alívio da dor, redução do estresse e melhora no humor.

 

Quanto tempo dura? Em média, o efeito no organismo dura em torno de 20 minutos. Mas esse tempo também pode ser proporcional ao da atividade que desengatilhou sua liberação.

 

Fonte: Mundo Estranho

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22

mar
2016

Por que tem tantas cidades cujo nome começa com "ita"?

 

ita

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ILUSTRA Nik Neves

 

Porque vários locais brasileiros receberam nomes indígenas?

 

Na língua tupi, falada pelos habitantes do nosso país nos primeiros 200 anos de colonização, "itá" significa "pedra". Esse prefixo é bastante comum, porque tanto os nativos quanto os bandeirantes usavam referências da natureza para batizar as áreas onde moravam ou por onde passavam. Ao todo, o país tem 148 cidades cujo nome começa com"itá". A maioria está na Bahia (25), em Minas Gerais (24) e em São Paulo (21).

 

Na ilustração acima, você pode aprender o idioma tupi com a tradução do nome de algumas cidades, bairros e lugares no país.

 

ITAJAÍ: rio das pedras que emergem.
Itá (pedras)  (pronome relativo que) (terceira pessoa do indicativo do verbo nascer, emergir, sair fora, parecer, ter forma arredondada) (rio). Cidade e município de SC.

 

Fonte: Mundo Estranho e dicionário tupi-guarani.

 

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