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*Professor Genivaldo *

21

jan
2016

Nasa declara 2015 o ano mais quente da história

 

A média da temperatura global em 2015 foi a mais alta já registrada desde o início da medição das temperaturas na superfície da Terra, em 1880. A informação foi divulgada hoje (20) pela Nasa e confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que chegaram a essa conclusão em estudos independentes.

 

A temperatura média global no ano passado superou o recorde anterior, de 2014, em 0,13 °C. A Nasa informou que o recorde de 2015 acompanha a tendência de aquecimento observada nos últimos anos. Segundo a agência espacial, de 2001 para cá, ocorreram 15 dos 16 anos mais quentes já registrados na história.

 

A temperatura média do planeta subiu 1°C desde o final do século 19, aumento atribuído em grande medida às emissões de dióxido de carbono e outros gases resultantes da atividade humana na atmosfera.

 

Segundo a agência espacial, fenômenos como El Niño, com forte efeito no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, ao longo do ano passado, podem contribuir com variações temporárias da temperatura média global.

 

No entanto, o especialista Gavin Schmidt, que dirigiu a análise da Nasa, diz que 2015 foi um ano notável mesmo no contexto do El Nino. “As temperaturas do ano passado tiveram, sim, influência de El Niño, mas é o efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos vendo”, afirma Schmidt, em declaração publicada no no site da Nasa.

 

As análises da Nasa têm por base medições feitas em 6.300 estações meteorológicas, navios e boias de temperatura nos oceanos, além de estações de pesquisa da Antartida. As medições brutas são analisadas com o uso de um algoritmo que leva em conta a distância entre as estações em todo o mundo e os efeitos do aquecimento urbano, que poderiam distorcer os resultados.

 

Os cientistas da NOAA baseiam-se nos mesmos dados brutos de temperatura, mas usam métodos diferentes para analisar as temperaturas globais.

 

Com informações da Agência Brasil - Via Tribuna de Petrópolis.

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12

nov
2015

Gosma cor-de-rosa na costa da Noruega intriga cientistas

 

 

Uma área enorme da costa norte da Noruegaficou coberta com uma gosma de coloração rosada e avermelhada.

 

Cientistas afirmam que provavelmente o aumento na quantidade de gosma na área se deve a um grande número de águas-vivas mortas e em processo de decomposição.

 

Os pescadores da região começaram a relatar a aparição do lodo no fiorde de Lyngen no final de agosto e agora eles a descrevem como uma "praga", que tem causado problemas em equipamentos usados na pesca, nas redes e nas cordas.

 

Ainda não se sabe com certeza a origem do lodo colorido, mas os oceanógrafos do Instituto de Pesquisa Marinha local suspeitam que sejam águas-vivas de uma espécie comum da área.

 

"Provavelmente são águas-vivas mortas ou parcialmente mortas - acreditamos que seja a espécie Ctenophora Beroe. Não podemos explicar por que (a água) está assim, mas não é incomum que águas-vivas surjam em aglomerações muito densas como essas, especialmente nas profundezas do fiorde", disse a pesquisadora Tone Falkenhaug a um site de notícias local.

 

A gosma agora cobre uma área muito grande do fiorde.

 

"Estamos falando em milhões de metros cúbicos", disse à emissora NRK o professor da Universidade Ártica de Tromso Roger B. Larsen. "As imagens que estamos captando com sonares e outros equipamentos são totalmente atípicas."

 

Ele acrescentou que a substância tem uma consistência parecida com a de margarina.

 

Larsen, que é especialista em pesca, contou que faz viagens anuais à região. "Nunca vi nada parecido nestes fiordes."

 

O oceanógrafo Jan Helge Fossa afirmou que esse tipo de proliferação é normal, mas a escala atual pode ser inédita na região - o que tem causado espanto entre pescadores.

 

Equipamentos de pesca lançados ao mar na região ficaram cobertos com a substância (Foto: Gunnar Saetra/Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega)Equipamentos de pesca lançados ao mar na região ficaram cobertos com a substância (Foto: Gunnar Saetra/Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega).
Fonte: G1

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29

out
2015

É verdade que o pum das vacas aumenta o efeito estufa?

 

Durante a digestão, bois e vacas produzem muito metano, um gás que contribui com 23% do efeito estufa e é 21 vezes mais ativo que o gás carbônico na retenção dos raios solares que aquecem o globo! No Brasil, os rebanhos de bovinos e outros ruminantes (cabras, ovelhas, búfalos...) são responsáveis por 90% do metano gerado no país - no mundo, esse índice cai para 28%. O gás é produzido por bactérias do rúmen (uma das quatro cavidades do estômago dos bichos), que ajudam a retirar a energia dos alimentos que o gado come. O mais curioso é que a maior parte dos gases não sai estrondosamente pelo ânus do bicho, mas pela boca, como se fosse um arroto, junto com a respiração. Mas, antes que alguém resolva dar nome aos bois e mandar as vacas para o brejo por causa do efeito estufa, vale lembrar que o maior responsável pelo excessivo aquecimento global é o gás carbônico emitido por fábricas e carros." No caso dos ruminantes, dá para reduzir a emissão de metano mexendo na dieta dos animais e diminuindo o tempo para o abate", afirma o agrônomo Sérgio Raposo, da Embrapa.

 

Bufando e andando Ruminantes emitem 28% do metano produzido no mundo.

Fontes produtoras de metano no planeta


Animais ruminantes - 28%

Gás natural - 15%

Aterros - 13%

Cultivo de arroz - 11%

Esgoto - 10%

Outros - 23%

 

Fonte: Painel intergovernamental em mudanca do clima (IPCC) - Via Mundo Estranho

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17

jul
2014

Meio Ambiente:Poeira do Saara fertiliza a floresta amazônica

 

 

 

Mesmo parecendo auto-suficiente, há mais de uma década os cientistas sabem que a existência da floresta amazônica depende, em grande parte, do abastecimento de materiais minerais que são retirados do solo do deserto do Saara pela ação das chuvas. Esses materiais chegam até a América do Sul através das tempestades de areia e poeira, que sopram da África em direção ao Atlântico.

 

O interessante é que mais mais da metade dessa poeira fertilizante têm origem em um único local, um vale na região norte do Chad conhecida como Depressão Bodele.

 

De acordo com um estudo internacional, liderado pelo cientista Ilan Koren, do Instituto de Ciências Ambientais e Pesquisas Energéticas, dos EUA, pelo menos 56% da poeira que chega até a Amazônia têm origem no vale da Depressão Bodele. Segundo Koren e seus colegas americanos, israelenses e brasileiros, aproximadamente 50 milhões de toneladas de poeira trazidas do deserto chegam à floresta todos os anos. Um número bem maior que as 13 toneladas consideradas até agora.

 

A nova estimativa coincide com os cálculos que sugerem a quantidade necessária de minerais vitais para continuidade da floresta.

 

Os pesquisadores acreditam que o Vale de Bodele tem essa importância na fertilização mineral da floresta devido ao seu formato e características geográficas. O vale é flanqueado, em ambos os lados, por enormes montanhas basálticas, que formam uma espécie de cone com uma estreita abertura do lado nordeste.

 

Os ventos que circulam dentro do vale o fazem de forma muito parecida como a luz é focalizada por uma lente, criando uma espécie de túnel de vento. Com resultado, violentas rajadas pontuais de superfície são aceleradas e "focalizadas", no solo, praticamente extraindo a a poeira que é soprada em direção ao oceano através das tempestades de areia. Esse mecanismo permite que o Vale de Bodele exporte esse material rico em minerais, milhares de quilômetros a oeste, contribuindo de maneira decisiva para a sustentação da vida da floresta amazônica.

 

Fotos: A imagem superior mostra uma intensa tempestade de areia e poeira na região da Depressão Bodele, no Chad, ocorrida no dia 29 de dezembro de 2006, e captada pelo satélite de sensoriamento remoto Aqua. Alguns dias depois, outra tomada de satélite mostra a mesma poeira rica em nutrientes soprada sobre as ilhas de Cabo Verde. Destino: Amazônia.

 

Fonte: "Apolo11.com - Todos os direitos reservados". http://tinyurl.com/poj2sg6

 

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10

jul
2014

Vegetarianismo e o meio ambiente.

Se o mundo fosse vegetariano, haveria menos da metade de emissões de CO2 a partir de alimentos.

 

vegan-meal

Mais que um quarto de nossas emissões de gases do efeito estufa vêm da produção de alimentos. Isso significa, entre outras coisas, que se a população mundial parasse de comer carne, a emissão de carbono diminuiria.

 

Nós sabemos disso já faz um tempo. No entanto, os cientistas não sabiam exatamente quanto economizaríamos com a troca de bifes para hambúrgueres de tofu.

 

Agora, um novo estudo da Universidade de Oxford (Reino Unido) afirma que o vegetarianismo poderia reduzir a emissão de gases de efeito estufa para menos da metade do que é hoje. Isso é uma queda muito maior do que as estimativas anteriores calculavam.

 

No passado, pensávamos que se o mundo virasse vegetariano, poderíamos cortar em 25% as emissões relacionadas com a alimentação. No entanto, tudo depende do que você come. Com algumas substituições, as emissões poderiam até mesmo aumentar.

 

Peter Scarborough e seus colegas resolveram fazer as contas usando dados das dietas reais de mais de 50.000 pessoas no Reino Unido, calculando suas emissões de carbono relacionadas com a alimentação.

 

Eles descobriram que, se as pessoas que comem mais de 100 gramas de carne por dia - o equivalente a um bife de alcatra relativamente pequeno - se tornassem vegetarianas, sua contribuição de carbono relacionada com a comida diminuiria em 60%, economizando o equivalente a 1,5 toneladas de dióxido de carbono por ano.

 

Talvez de forma mais realista, se uma pessoa reduzisse seu consumo de carne para menos de 50 gramas por dia, as emissões relacionadas com os alimentos cairiam em um terço. Isso economizaria quase uma tonelada de CO2 a cada ano.

 

Diferentes graus, diferentes economias

 

Pescatarianos, que comem peixe, mas não outros tipos de carne, são quase tão amigos do meio ambiente quanto os vegetarianos, gerando apenas cerca de 2,5% mais emissões relacionadas com os alimentos. Mas os veganos superam os vegetarianos, emitindo 25% menos gases do efeito estufa em comparação com os que ainda comem ovos e laticínios.

 

Vale lembrar a diferença entre esses dois regimes alimentares. Enquanto o vegetariano exclui todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, porco, frango e outras aves), bem como alimentos derivados de carne, veganos são pessoas que não consomem nenhum produto que tenha origem animal ou que tenha sido testado em animais, como alguns cosméticos e produtos de limpeza, o que também exclui gelatina, lacticínios, ovos e mel, por exemplo.

 

"Em geral, há uma tendência clara e forte de redução das emissões de gases de efeito estufa em dietas que contêm menos carne", diz Scarborough.

 

Levando em conta não só o consumo alto de carne do mundo, bem como o grande desperdício de alimentos que existe (de acordo com o ONU, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente, segundo relatório de 2013), os pesquisadores afirmam que diminuir a quantidade de carne pode fazer uma enorme diferença para o meio ambiente.

 

Além disso, essa é uma ação contra o efeito estufa mais fácil para as pessoas realizarem do que parar de usar seu carro, por exemplo.

 

Fonte: [NewScientist, ONU, GiroGourmet] - via hypescience.

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6

jan
2014

Cientistas aquecimentistas ficam presos em geleira

Nada como a ironia do destino, ou como os duros fatos da realidade para derrubar, na prática, as teorias. Um time liderado pelo cientista Chris Turney estava tentando documentar as "mudanças climáticas" no Antártico, na expectativa de mostrar o derretimento das geleiras. Essa era sua previsão documentada em entrevistas.

 

Seu navio, MV Akademik Schokalskiy, acabou preso nas geleiras do polo, com espessura bem maior do que a esperada. Tiveram que pedir resgate às 5 horas da madrugada do dia de Natal, após ficarem presos no gelo. O navio Aurora Australis, para a retaguarda do grupo, tampouco conseguiu atravessar a barreira de gelo.

 

Eis o reseumo da história: cientistas partem para o Antártico em busca de evidências do derretimento de geleiras e acabam sendo forçados a abandonar a expedição... pois ficaram presos em enormes geleiras! Algo incomum nessa época do ano.

 

Por essas e outras que eu digo: não seria melhor se os ambientalistas deixassem o complexo fenômeno climático um pouco de lado e tentassem cuidar da poluição das praias, algo bem mais concreto, especialmente nas viradas de ano?

 

(Veja.com)

 

Nota: Os pesquisadores já foram resgatados.

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17

set
2013

Energia renovável, mas assassina. Que dilema.

 

Colisão com torre eólica já matou 67 águias em 5 anos nos EUA, diz estudo

 

É o 1º censo sobre impacto de energia renovável na população de águias.


Número pode ser subestimado, apontam pesquisadores.

 
Turbinas para energia eólica são vistas em Altamont Pass, na Califórnia, no dia 12 de maio (Foto: Noah Berger/AP)Turbinas para energia eólica são vistas em Altamont Pass, na Califórnia (Foto: Noah Berger/AP)

 

Estudo publicado nos Estados Unidos aponta que ao menos 67 águias morreram nos últimos cinco anos após colidirem com torres de energia eólica, um número que, segundo cientistas, é preocupante e pode ser ainda maior.

A pesquisa, publicada "Journal of Research Raptor", é uma das primeiras contagens de mortes de águias atribuídas à crescente indústria de energia eólica do país, considerada um dos pilares do plano do presidente Barack Obama para reduzir a poluição global, responsável pelo aumento da temperatura e pelas mudanças climáticas.

Parques eólicos são aglomerados de turbinas com tamanhos que podem chegar ao de um prédio de 30 andares. Embora as lâminas parecem se mover lentamente, elas podem atingir velocidades altas nas pontas.

Os cientistas dizem que fazendas eólicas em dez estados dos EUA já mataram ao menos 85 águias desde 1997, sendo que a maioria dos óbitos ocorreu entre 2008 e 2012, período que coincide com a expansão das fazendas eólicas. Os estudiosos afirmam que o número de óbitos pode ser muito maior, já que as empresas relatam poucos casos e de forma voluntária.

A maioria dos óbitos (79) foram de águias-douradas que colidiram com as turbinas. Uma delas, segundo o estudo, foi eletrocutada por linhas de energia. De acordo com o vice-presidente da Associação Americana de preservação de pássaros, tais informações são um "registro alarmante e preocupante".

A Associação Americana de Energia Eólica informou em comunicado que o total de mortes causadas pelas usinas eólicas é muito menor se comparado a outras causas. O grupo informou que trabalha junto ao governo e a grupos ambientais para encontrar formas de evitar que novas águias sejam vítimas.

De acordo com o Departamento de Pesca e Vida Selvagem, há investigações abertas sobre a morte de 18 pássaros envolvendo instalações eólicas. Sete delas foram encaminhadas ao Departamento de Justiça.

A águia dourada Solomon perdeu parte de sua asa esquerda em um catavento (Foto: Noah Berger/AP)A águia-dourada Solomon perdeu parte de sua asa esquerda em uma torre eólica (Foto: Noah Berger/AP)

 

Fonte: G1

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13

set
2013

Novo relatório da ONU aponta risco climático maior

 

Nova cor em definição do nível de vulnerabilidade sugere agravamento.

IPCC deve divulgar primeira parte de relatório no dia 27 de setembro.

 

Algumas partes da natureza e da sociedade estão mais vulneráveis do que se esperava à mudança climática, segundo versão preliminar de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que adota uma nova cor, o roxo, para mostrar o agravamento do risco além do nível vermelho usado até agora.

 

O texto diz que "sistemas ímpares e ameaçados", como os recifes de corais, espécies vegetais e animais sob risco de extinção, comunidades indígenas do Ártico, geleiras tropicais e pequenos Estados insulares, parecem menos capazes de se adaptar ao aquecimento do que se acreditava no relatório anterior, de 2007.

 

O esboço de 44 páginas do Sumário para Definidores de Políticas, redigido pelo Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), tem a data de março de 2013, e é parte de uma série de relatórios do IPCC atualizando informações de 2007 para orientar os governos nacionais.

 

A Reuters teve acesso a uma cópia do relatório, cuja versão final deverá ser lançada em março de 2014, no Japão, após sofrer várias alterações por especialistas. "Seria equivocado tirar conclusões a partir dele", disse Jonathan Lynn, porta-voz do secretariado do IPCC.

 

Riscos extremos


Seja como for, o esboço feito pelos principais climatologistas do mundo adota o roxo em um dos seus cinco diagramas, o que resume os riscos para comunidades humanas e a sistemas naturais.

 

Esses diagramas são apelidados de "brasas", porque contém barras verticais cujo topo fica mais vermelho, refletindo uma escala em que as temperaturas médias do planeta sobem até 5 ºC.

 

O novo roxo substituirá o vermelho por volta dos 2º C de elevação da temperatura em relação aos níveis atuais, indicando riscos extremos para muitos sistemas naturais e humanos sob ameaça.

 

Os outros quatro diagramas que mostram as principais "razões para preocupação" continuarão terminando no vermelho.

 

O esboço diz que no geral não houve alterações significativas desde 2007 nos riscos nessas categorias -- riscos decorrentes de eventos climáticos extremos, difusão dos danos no planeta, custo geral da mudança climática e riscos de grandes mudanças, como um derretimento da capa de gelo da Groenlândia.

 

Quase 200 governos nacionais já concordaram em adotar até o final de 2015 um acordo que se destina a limitar o aquecimento global a 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. Já houve um aumento de 0,8 ºC.

 

À esquerda, imagem de 1984 do reservatório Elephant Butte, no Novo México (EUA). À direita, o mesmo reservatório, em 2013. Mudança climática alterou nível da água (Foto: Divulgação/Jet Propulsion Laboratory/Nasa)
À esquerda, imagem de 1984 do reservatório Elephant Butte, no Novo México (EUA). À direita, o mesmo reservatório, em 2013. Mudança climática alterou nível da água (Foto: Divulgação/Jet Propulsion Laboratory/Nasa)
Fonte: G1

 

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23

jul
2013

Por que ocorrem tantos ataques de tubarão em Recife?

Morreu no final da noite de ontem, 22, a turista paulista Bruna Silva Gobbi, 18 anos, que passava férias com familiares e foi atacada por um tubarão por volta das 13h20 na praia de Boa Viagem, no Recife. Ela foi mordida na altura da coxa esquerda, perdeu muito sangue e passou por uma cirurgia às 15 horas, no Hospital da Restauração (HR), quando teve a perna amputada.

 

De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), esta foi a 24ª morte desde 1992 e a segunda neste ano. Cinquenta e nove ataques de tubarão ocorreram neste período. As espécies cabeça-chata e tubarão-tigre são as mais comuns na área. Em toda a extensão das praias de Boa Viagem e Piedade - no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes - há placas alertando para o risco. Nesta área ocorreram 70% dos ataques nos últimos 21 anos.

 

Por que ocorrem tantos ataques de tubarão em Recife?

 

Existem vários fatores que explicam esses ataques, mas os especialistas consideram que talvez o principal deles tenha sido a construção do porto de Suape, ao sul de Recife. Ele foi inaugurado em meados da década de 80, mas passou a funcionar a pleno vapor a partir dos anos 90. E foi exatamente nessa última década que começaram a explodir os ataques de tubarões nas praias metropolitanas de Recife - foram cerca de 40 incidentes, causando a morte de 13 pessoas. Antes desse período, quase nenhum caso havia sido registrado na região. "Parece haver uma correlação significativa entre o número de navios do porto e a ocorrência de ataques. Os tubarões reconhecidamente costumam seguir grandes embarcações", afirma o biólogo Fábio Hazin, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 

Mas também existem outros fatores que explicam o problema, como a elevação do número de surfistas e banhistas no mar, a crescente pesca de arrasto de camarão - com os barcos despejando restos da pescaria no mar, o que atrai os tubarões -, a topografia do relevo submarino da região e até mesmo algumas condições climáticas, como a influência dos ventos nas correntes marítimas. De acordo com Fábio, que tem acompanhado de perto a situação, as principais espécies responsáveis pelos ataques são o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o cabeça-chata (Carcharhinus leucas). As duas espécies são conhecidas pela ferocidade de seus ataques e pelo grande apetite. Uma prova desse poder predatório é que já foram encontrados no estômago de tubarões capturados os mais variados objetos, como placas de carro, garrafas, sacos plásticos e até mesmo latas de cerveja.

 

Fuja deles Duas espécies são responsáveis pela maioria dos incidentes

Até 3,5 metros

CABEÇA-CHATA (Carcharhinus leucas)


Extremamente adaptável à água doce, ele já foi encontrado no rio Amazonas a 4 quilômetros da costa. Tem nariz largo e achatado, olhos pequenos, barriga branca e corpo acinzentado. As fêmeas costumam ser maiores que os machos.

 

Até 6 metros

TUBARÃO-TIGRE (Galeocerdo cuvier)


É uma das espécies mais temidas em função da violência de seu ataque. Ele come uma grande variedade de animais (tartarugas, raias, moluscos), inclusive membros da mesma espécie. Tem esse nome em função das manchas pretas no corpo.

 

Atração fatal Condições naturais e modernização da região fizeram as feras se aproximar dos banhistas

Ventos preocupantes


A maioria dos ataques ocorre quando o vento sopra forte de sul e sudeste. Nesses dias, as correntes oceânicas do sul para o norte se intensificam, trazendo para perto das praias de Recife os tubarões que seguem os rastros de navios no porto de Suape.

 

Vítima preferencial


Os surfistas são os que mais sofrem, pois ficam muito tempo na água. Além disso, as ondas se formam longe da praia, perto do banco de areia, aproximando ainda mais surfistas e tubarões, que podem confundir as pernas boiando na água com peixes se debatendo.

 

Porto polêmico


O crescimento das atividades do porto de Suape, ao sul de Recife, fez aumentar o tráfego de navios na região. Atraídos pelos restos de alimentos e dejetos jogados no mar, tubarões seguem as embarcações, aproximando-se da costa.

 

Maternidade nova


A destruição de mangues onde foi construído o porto de Suape fez com que as fêmeas de tubarão cabeça-chata que usavam o local para parir migrassem para o estuário do rio Jaboatão, ao norte. Esse rio desemboca exatamente nas praias de Recife.

 

Canal tentador


Um banco de areia se estende no mar a cerca de mil metros das praias recifenses. Entre essa longa faixa, com profundidade entre 1 e 3 metros, e a praia é formado um canal profundo (entre 5 e 8 metros), que se transforma numa espécie de refeitório para os tubarões.

 

Comida fácil


O problema da existência de um canal entre as praias e o banco de areia é que ele atrai várias espécies de raias, justamente um dos "pratos favoritos" dos tubarões. A presença de tantas presas nessa área faz os tubarões permanecerem mais tempo perto das praias.

 

Fonte: Mundo Estranho



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17

jul
2013

Seu consumo consciente pode ajudar a proteger as florestas

 

Saiba mais sobre as ações que podem ser realizadas no seu cotidiano para apoiar essa causa e colaborar com o combate ao desmatamento.

 

Dia 17 de julho é Dia de Proteção às Florestas. Uma das maiores ameaças a este ecossistema é o desmatamento, que continua avançando em grandes proporções. Dados oficiais do governo brasileiro mostram que, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2013, foi desmatada uma área estimada em 12.589 km2 de florestas na Amazônia, da qual 62,2% foi ocupada por pastagens. São quase oito mil km2 de florestas virando pasto, área equivalente a cinco vezes o município de São Paulo, ou 1 milhão de campos de futebol.

 

Todo produto tem uma história que começa na extração de matérias-primas e termina no descarte do produto. Hoje, o desmatamento faz parte da maioria das cadeias produtivas daquilo que consumimos - como a carne, que citamos no exemplo acima.

 

Mudanças de hábito em favor do consumo consciente podem contribuir para mudar essa realidade, favorecendo um modo de produção e consumo mais responsável e sustentável. Reduzir o consumo cotidiano de carne, por exemplo, pode ajudar a mudar o cenário de devastação da Amazônia.

 

Assista ao vídeo acima, que convida os internautas a assinar uma petição em favor de um projeto de lei de iniciativa popular pelo Desmatamento Zero. Assine, divulgue, compartilhe: www.ligadasflorestas.org.br! Além disso, os depoimentos também explicam como o consumo nas grandes cidades está relacionado às matas brasileiras e divulga as ações que podem ser realizadas no seu cotidiano para apoiar essa causa.

 

Fonte: Portal do Consumidor

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17

jul
2013

Nível do mar pode subir 2,3 m para cada grau de aquecimento

 
 

O nível do mar poderá subir aproximadamente 2,3 metros a cada grau centígrado de aumento da temperatura do planeta e permanecerá elevado por séculos, de acordo com um novo estudo realizado por um destacado instituto de pesquisas sobre o clima, divulgado nesta segunda-feira (15).

 

Anders Levermann disse que seu estudo para o Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto no Clima é o primeiro a examinar evidências da história do clima e combiná-las com simulações de computador de fatores que contribuem para a elevação do nível do mar a longo prazo: a expansão termal de oceanos, o derretimento de geleiras nas montanhas e o derretimento de camadas de gelo na Groenlândia e Antártida.

 

Cientistas afirmam que o aquecimento global é responsável pelo derretimento do gelo. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, ligado à ONU) diz que gases do efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis estão empurrando as temperaturas para cima.

 

Um pequeno número de cientistas não considera que o aquecimento global seja resultado da interferência humana, pois argumentam que essa mudança decorre de flutuações naturais no clima do planeta.

 

"Estamos confiantes que nossa estimativa seja sólida por causa da combinação da física com as informações que usamos", disse Levermann à Reuters. "Achamos que estabelecemos pontos de referência sobre quanto o nível do mar vai subir com os aumentos de temperatura."

 

O nível do mar subiu cerca de 17 centímetros no século passado e o ritmo tem acelerado em mais de 3 milímetros por ano, segundo o IPCC. Um terço da atual elevação provém da Antártida e da Groenlândia.

 

Cerca de 200 governos concordaram em limitar o aquecimento global para menos de 2 graus centígrados acima da era pré-industrial e planejam entrar em acordo, até o fim de 2015, sobre um tratado para conter emissões de gases.

 

A temperatura média da superfície do planeta subiu cerca de 0,8 grau centígrado desde a Revolução Industrial e o IPCC afirma que as temperaturas provavelmente vão ficar de 0,4 a 1 grau centígrado mais altas de 2016 a 2035, em comparação com as décadas de 1985 a 2005.

 

"Antes havia alguma incerteza e as pessoas não sabiam quanto [seria o aquecimento]", comentou Levermann. "Agora, nós estamos dizendo, considerando tudo o que sabemos, que temos uma sólida estimativa de 2,3 metros de elevação do mar para cada grau de aquecimento."

 

Alguns estudos específicos projetaram a elevação do nível do mar para cerca de 2 metros até 2100, uma cifra que resultaria no alagamento de amplas porções de terra, em lugares como Bangladesh e o Estado americano da Flórida, por exemplo.

 

Fonte: UOL

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16

jul
2013

Holandeses inventam pavimento que absorve poluição

 

Tecnologia pode reduzir custos ambientais de carros e caminhões.

 

 

Pesquisadores holandeses criam pavimento que absorve poluição (Foto: BBC)Pesquisadores holandeses criam pavimento que tem a capacidade de absorver a poluição (Foto: BBC)

 

Cientistas holandeses inventaram um pavimento que absorve a poluição.

 

A tecnologia poderia ter enormes implicações para a redução dos custos ambientais de carros e caminhões em todo o mundo.

 

Uma repórter da BBC visitou uma cidade na Holanda que está testando o pavimento fotocatalítico.

 

O preço da pavimentação, porém, sobe em cerca de 50%.

 

China, África do Sul e Estados Unidos têm demonstrado interesse no potencial desta nova tecnologia.

 

Fonte: G1

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