Portal da Educao Adventista

*Professor Genivaldo *

10

jan
2017

Fenícios estiveram no Brasil?

 

Quando se estuda Idade Antiga, a civilização fenícia possui muito destaque, sobretudo quando se trata das guerras que os romanos promoveram contra Cartago (Guerras Púnicas), a principal cidade construída pelos fenícios, situada no Noroeste da África. Além disso, a criação do primeiro alfabeto – as famosas inscrições fenícias – e as intensas rotas de comércio marítimo destacam ainda mais a importância dessa civilização.

 

Contudo, em alguns momentos da história aparecem recorrentemente algumas teorias mirabolantes relacionadas a essas antigas civilizações. Uma delas refere-se especificamente aos fenícios, ou melhor: a indícios da presença dos fenícios no Brasil. Essa teoria é fruto de uma conjunção de fatores que leva em conta: lendas europeias antigas, anteriores à descoberta do Brasil, e os achados arqueológicos em terras brasileiras, que só seriam satisfatoriamente explicados a partir do avanço dos estudos arqueológicos no século XX.

 

O imaginário europeu anterior às grandes navegações dos séculos XV e XVI, e do consequente descobrimento do continente americano, concebia uma série de lendas a respeito de civilizações perdidas e de grandes aventuras além mar, isto é, incursões marítimas através do Oceano Atlântico, até então pouco explorado. A história da ilha perdida de Atlântida é a mais famosa dessas lendas.

 

Os fenícios eram exímios comerciantes marítimos e haviam conseguido estabelecer rotas por praticamente todo o mar mediterrâneo. Por esse motivo, os europeus imaginaram a mítica fundação de uma colônia fenícia numa ilha do Atlântico – não havia a perspectiva de que pudesse existir um continente além mar. Essa ilha faria parte de regiões desconhecidas desde a época do dilúvio, relatado pelo Gênesis.

 

Após o descobrimento do Brasil e o processo de colonização, os primeiros estudiosos europeus que fizeram expedições pelo sertão nordestino se depararam com achados arqueológicos bastante impressionantes, sobretudo inscrições e pinturas rupestres. As mais famosas destas inscrições rupestres são as itacoatiaras (“pinturas em pedra”, em tupi-guarani) de Ingá, no estado da Paraíba.

 

As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.2
As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.

 

 

Segundo informações da arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso se deu, em parte, porque a grande autoridade em arqueologia no Brasil naquela época, Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade. Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

 

Sabe-se hoje que o município de Pouso Alto e Joaquim Alves da Costa jamais existiram e que as supostas inscrições fenícias eram, na verdade, as itacoatiaras de Ingá, referidas acima. Provavelmente alguém que conhecia o Marquês de Sapucaí e Ladislau Netto lhes enviou a transcrição de um texto fenício qualquer, sugerindo, de má-fé, que tivesse sido encontrado em rochas da Paraíba. Ladislau Netto havia estudado na Europa e foi aluno do grande arqueólogo Ernest Renan, especialista em arqueologia fenícia, o que dava ainda mais credibilidade à história da presença dos fenícios no Brasil. Entretanto, em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto admitiu que tinha sido vítima de uma fraude e reconhecia que não havia provas concretas sobre a presença de fenícios no Brasil.

 

Ainda segundo Gabriela Martin, outra personalidade que contribuiu para a lenda da presença dos fenícios no Brasil foi Ludwing Schwennhagen. Schwennhagen era austríaco e tinha um interesse excêntrico pelas pinturas rupestres e pelas estruturas dos achados arqueológicos no Nordeste do Brasil. Esteve no Brasil nas décadas de 1910 e 1920, dando aulas e viajando pelo sertão. Esse pesquisador austríaco unia métodos de arqueologia com as fantasias de lendas antigas, como a lenda das Sete Cidades (uma lenda que surgia na Península Ibérica, na Idade Média, por volta do século VIII, que versava sobre a vigem do último rei dos Visigodos para fundar uma civilização no além-mar, conhecida como Sete Cidades) e a lenda da cidade mítica de Tutoia, no vale do Paraíba. Nesta última, segundo Schwennhagen, os fenícios teriam se unido a troianos e construído várias cidades, dentre as quais, a mais importante: Tutoia.

 

Essas histórias fantasiosas só foram possíveis, em grande parte, por conta da falta de sofisticação das técnicas de datação arqueológica, que só em meados do século XX seriam desenvolvidas e aqui aplicadas. Mas, como se percebe com as informações acima, as lendas antigas, motivadas pelo mistério gerado pela imensidão do Oceano Atlântico, anterior à descoberta da América, também contribuíram para que o imaginário ficasse por um bom tempo ocupando o lugar das explicações mais rigorosas.

 

Por Me. Cláudio Fernandes - fonte: http://historiadomundo.uol.com.br

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1

jan
2017

Dia da Paz Mundial foi celebrado pela primeira vez em 1968

 

No dia primeiro de janeiro vários povos ao redor do muno celebram no começo do novo ano o Dia Mundial da Paz, ou o Dia da Fraternidade Universal.

 

Trata-se de um feriado internacional adotado por muitas nações. O Dia da Paz foi criado pelo papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967. Com isso, o dia é celebrado desde 1968.

 

De acordo com a proposta do papa Paulo VI, o Dia Mundial da Paz não tem o objetivo de ser uma data excluswivamente religiosa ou católica. A ideia é que essa iniciativa ocorra de maneira livre, e mais de acordo com a índole particular de quantos avaliam bem, como é bela e importante ao mesmo tempo, a consonância de todas as vozes do mundo, consonância na harmonia, feita da variedade da humanidade moderna, no exaltar este bem primário que é a PAZ.

 

Fonte: History - http://zip.net/bytB2y

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24

abr
2016

Há 509 anos, surgiu o nome do continente americano

 

Em 24 de abril de 1507 pouca gente prestou atenção à impressão em Saint-Dié de um documento de cartografia. Era um comentário anexado a um grande mapa-múndi intitulado Universalis Cosmographiæ e desenhado pelo monge geógrafo Martin Waldseemüller.



Quinze anos depois que Cristóvão Colombo pôs os pés numa ilha das Antilhas, este documento com tiragem de mil exemplares iria revolucionar a percepção que os homens tinham de seu planeta mostrando as terras descobertas pelo navegador genovês e que constituíam um Novo Mundo e não apenas um apêndice da Ásia. Por uma singular injustiça do destino, esse Novo Mundo assumiria o prenome de um garrido florentino sem maiores méritos.



Wikicommons
O comentário estava dividido em duas partes. A primeira descrevia o projeto de uma nova geografia. A segunda transcrevia em latim a carta pela qual o navegador florentino Américo Vespúcio narrava suas viagens. No capítulo IX da Introdução à Cosmografia, pode-se ler em latim a ata de batismo de um novo continente: "Hoje essas partes da Terra - Europa, Ásia e África - foram mais completamente exploradas e uma quarta parte foi descoberta por Américo Vespúcio como veremos adiante. E como a Europa e a Ásia receberam nomes de mulheres, não vejo nenhuma razão para não chamar essa outra parte de América, ou seja, terra de Américo, segundo o homem sagaz que a descobriu. Poderemos nos informar exatamente sobre a localização dessa terra e sobre os costumes de seus habitantes pelas quatro viagens de Américo que seguem."

Numa das margens estava impressa pela primeira vez a palavra América, fadada a um imenso destino.



Em junho de 1498, depois de Colombo e de alguns outros navegadores como o espanhol Alonzo de Ojeda, uma esquadra explora o Oceano Atlântico por conta do rei Ferdinando de Aragão, acostando na Florida, entre a baía de Chesapeake e o atual cabo Canaveral.



A esquadra é comandada por Juan Diaz de Solis e por Vincent Pinzon, quem comandara a Niña quando da primeira viagem de Colombo. A seu lado figurava um homem de 46 anos, filho de uma rica família de Florença, Américo Vespúcio.



A família de Américo era ligada aos Médicis que governavam a República de Florença. O navegador teve o cuidado de enviar cartas e documentos a Lorenzo di Medici a fim de informá-lo de suas viagens e de se dar valor.



Sua carta, judiciosamente intitulada de "Mondus Novus", é um relato em italiano destinado a leitores cultos mas que não conheciam técnicas de navegação. Granjeou bastante sucesso, especialmente porque contava histórias sobre a vida sexual dos indígenas.



Traduzido em vários idiomas, circulou a partir de 1503 pela Europa. Numa versão latina pôde-se ler: "A fim que as pessoas instruídas possam ver como coisas prodigiosas foram percebidas durante esses dias".



Martin Waldseemüller, que se fez chamar de "Hylacomylus", toma conhecimento, no mesmo ano, da carta de Américo. O cartógrafo tratou de atualizar seus mapas e explicou por quê as novas terras deveriam ser nomeadas segundo os seus descobridores.

 

Américo Vespúcio nasceu em Florença em 9 de maio de 1452 numa família bastante rica. Terceiro filho de Nastagio e Lisa Vespúcio, estudou Platão, Virgílio, Dante e Petrarca mas se destinou ao comércio. Por volta de 1491, foi enviado a Sevilha como agente dos Medici, o que lhe permitiu entrar em contato com o banqueiro Gianetto Berardi, financiador de diversas expedições marítimas espanholas.


Vespúcio encontra-se com Colombo na casa de Berardi e se interessa pela navegação, a cartografia e a cosmografia. Participa do afretamento das frotas de Colombo e não tarda ele mesmo a buscar o mar. Depois da Flórida, o Brasil. Morreu em 1512.


Em 1513, seis anos após a primeira publicação de um mapa indicando a existência de um Novo Mundo, Martin Waldseemüller publica uma atualização pelo editor Jean Schott, de Estrasburgo.



Curiosamente, sobre esta nova carta conservada pela Biblioteca Nacional e Universitária de Estrasburgo, o nome "América" é substituído por "Terra Incógnita" e somente o nome de Colombo é mencionado. Todavia, já era muito tarde para modificar a prática nascida da publicação de 1507.



Em 1538, o cartógrafo flamengo Mercator retoma o nome "América" em um de seus mapas. O Novo Mundo seria batizado a partir de então e para a eternidade como América.

 

Fonte:

Opera Mundi

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14

jul
2015

O 14 de julho não comemora a queda da Bastilha. Como assim?

 

Faz parte do senso comum afirmar que no dia 14 de julho é comemorada a queda da Bastilha, ato que marcou o início da Revolução Francesa em 1789. Pouca gente sabe, no entanto, que a data entrou para o calendário cívico daquele país como a celebração de outro evento: a Festa da Federação, realizada em 14 de julho de 1790.

A escolha do evento a ser celebrado foi feita no fim do século XIX, quando a Terceira República da França buscava consolidar o novo regime e construir um imaginário nacional próprio. Em 1880, o deputado Benjamin Raspail propôs o dia da tomada da Bastilha como data da festa nacional. Alguns parlamentares, no entanto, lembraram a violência que havia marcado aquela jornada revolucionária, quando o povo de Paris cortou a cabeça do governador da prisão e linchou os veteranos encarregados de vigiar os prisioneiros.

Por conta do caráter polêmico da tomada da Bastilha, os deputados preferiram escolher a manifestação de 1790, por ser mais consensual. A Festa da Federação marcou o momento em que, após os enfrentamentos do ano anterior, o povo francês se reconciliou.

A partir do dia 1º de junho de 1790, operários trabalharam ao lado de burgueses para transformar o Campo de Marte, em Paris, em um imenso circo com capacidade para 100 mil pessoas, no centro do qual se erguia o Altar da Pátria. A reforma, para a qual se recorreu à boa vontade dos parisienses, foi realizada em um clima de fraternidade e entusiasmo. Até mesmo o rei Luís XVI foi visto empunhando uma enxada, assim como o marquês de La Fayette, nobre que apoiava a revolução, apareceu em mangas de camisa.

Naquele momento a França ainda não era uma República. A agitação social do ano anterior havia levado a monarquia a aceitar uma Constituição. Até ali, os franceses ainda respeitavam seu rei, contanto que ele observasse as leis e a autoridade emanadas do povo. A Festa da Federação foi organizada justamente para celebrar uma decisão da Assembleia Constituinte de 7 de junho de 1790, que reunia as diversas milícias de cidadãos formadas nas províncias.

Assim, no dia 14 de julho de 1790, cerca de 100 mil soldados federados entraram em Paris e desfilaram da Bastilha ao Campo de Marte. Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e o delfim (príncipe herdeiro) instalaram-se no pavilhão montado em frente à Escola Militar. Do outro lado, haviam erigido um arco triunfal. Nas tribunas, acotovelavam-se 260 mil parisienses.

Por fim, no ponto alto da celebração, La Fayette jurou fidelidade à nação, ao rei e à lei, juramento repetido pela multidão. Luís XVI jurou fidelidade à Constituição. Um Te Deum (hino litúrgico) encerrou a jornada, que terminou em vivas e abraços.

Não se contestou a monarquia, ratificou-se a revolução e se celebrou a união nacional. Foi esse espírito que os deputados do século XIX quiseram associar ao 14 de julho. Na memória coletiva, porém, a data sempre será lembrada como o dia em que o povo tomou a Bastilha, o maior símbolo do absolutismo francês.

 

Fonte: História Viva - UOL

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4

jun
2015

Como eram as armaduras vikings?

 

 

Os vikings eram responsáveis pela elaboração de algumas armas que ferreiros de hoje ainda olham com admiração. Mas com isso, ficou uma pergunta na cabeça dos historiadores: os engenheiros também eram evoluídos o suficiente para construção de algo capaz de parar essas armas? Sim, mas elas podem não parecer exatamente como você imaginou.

 

Como eram as armaduras vikings?

 

O problema de armadura de escamas é que ela era ineficaz. Em um campo de batalha, tudo o que atrapalha o movimento pode ser uma má ideia. Os principais itens para um viking, então, eram um capacete, um escudo, uma faca e, para arrematar, uma lança ou um machado.

 

Usando um escudo redondo, eles conseguiam uma boa vantagem protetora que fazia a armadura menos importante quando estavam lutando em uma parede de escudos.

Vestes acolchoadas provavelmente também eram usadas na maioria das vezes, que eram uma espécie de "armadura fofa" fácil de colocar uma vez que um viking chegasse em terra firme.

Os capacetes, porém, eram muito importantes no conjunto da obra - uma coisa que os estereótipos de vikings que vemos na TV não mostram direito.

 

Ah, mas com o que esses capacetes se parecem?

 

A falta de capacetes seria verdade no início da época de incursões. Capacetes provavelmente seriam mais como bonés de couro endurecido da época, e eles provavelmente apodreciam muito rápido. Então, não era um equipamento exatamente sustentável.

Conforme as brigas foram evoluindo e ficando cada vez mais violentas, os invasores e as forças locais na Inglaterra e na França desenvolveram melhoras significativas nas armaduras.

Conforme reis decidiram patrocinar frotas para invadir novas e maiores terras, o desenvolvimento de armaduras melhores foi natural para o sucesso dessas missões.

 

No fim da era viking

No fim da era viking, a maioria dos guerreiros provavelmente teria um capacete, seja herdado de um parente ou tirado de alguém caído na batalha.

 

Fonte [io9] - via HypeScience

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20

abr
2015

Um Brasil holandês

 

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1. Antes mesmo de ocupar parte do Nordeste, os holandeses já atuavam na economia do Brasil. Com apoio de Portugal, eles haviam investido no maquinário de processamento da cana-de-açúcar e cuidavam de parte do refino. A parceria entre os países acabou em 1580, quando a Espanha aproveitou um vácuo de poder em Lisboa e incorporou o reino português (e suas colônias)

 

2. Os espanhóis romperam o acordo sobre a produção de açúcar, que rendia bons lucros aos holandeses. Isso azedou ainda mais a relação entre os dois povos, que já era ruim porque, em 1581, a Holanda, ex-colônia da Espanha, conseguiu sua independência. A invasão do Brasil em 1624 foi quase uma "revanche", integrando uma série de conflitos entre as duas nações

 

3. A primeira investida militar dos Países Baixos contra o Brasil foi em Salvador. Durou apenas um ano, entre maio de 1624 e maio de 1625. Em 14 de fevereiro de 1630, atracaram em outro local: Pau Amarelo, no litoral de Pernambuco. Passaram os sete anos seguintes enfrentando vários focos de resistência, até, enfim, dominarem um território que ia do Maranhão a Alagoas

 

4. Em 1637, a Companhia das Índias Ocidentais (empresa holandesa que administrava rotas comerciais no mundo todo) enviou um representante para botar ordem na "Nova Holanda", destruída pelos sete anos de conflito. Era Johan Maurits von Nassau-Siegen, ou Maurício de Nassau. Ele chegou com sua própria "agência de publicidade", formada por 46 artistas, cronistas e naturalistas

 

5. Até então, Olinda era a cidade mais importante do estado. Mas Nassau queria transformar Recife na "capital das Américas". Investiu em uma grande reforma no atual bairro de Santo Antônio, rebatizado como Mauritsstad. A vila caótica, onde as pessoas jogavam fezes na rua, virou uma cidade urbanizada, com novas ruas, praças, jardins, canais e a primeira ponte da América Latina

 

6. Para os padrões da época, a Nova Holanda era bastante tolerante com outras religiões. Muitos judeus fugidos da Europa se instalaram em Recife, onde inauguraram a primeira sinagoga das Américas (na atual Rua do Bom Jesus). Pastores da Igreja Cristã Reformada ergueram 22 templos, tentaram traduzir a Bíblia para o tupi e até enviaram seis índios para aprender a nova fé na Europa

 

7. A Companhia das Índias trouxe à região funcionários de várias partes do mundo. E o porto de Recife começou a bombar com a exportação de açúcar e com a chegada de navios negreiros (cuja carga era repassada para todo o Nordeste, Caribe e Virgínia, nos EUA). Logo, a cidade se tornou um centro cosmopolita, com alguns dos bordéis mais agitados do mundo

 

8. Nassau se tornou bem-quisto na região - mas era cada vez menos popular na Holanda. Seu salário era alto, sua equipe era muito grande e suas obras eram caras. Para piorar, ele não era rigoroso com os senhores de engenho na hora de cobrar os empréstimos feitos pelo governo. Acusado de improbidade administrativa, foi forçado a voltar para a Europa em 1644

 

9. Quando Nassau foi embora, Portugal já havia se separado da Espanha. Mas demorou para enviar soldados para retomar o Nordeste. A região só foi reintegrada ao Brasil após esforços dos próprios habitantes locais, revoltados com a nova política de cobrança de dívidas instituída pela Holanda. Mesmo mal armados e em menor número, conseguiram expulsar os invasores, em janeiro de 1654

 

E se eles tivessem ficado no Brasil?

 

No lugar de parte do Nordeste haveria outro país: a Nova Holanda

 

Se a invasão tivesse dado certo, hoje o Brasil faria fronteira com a Nova Holanda. Recife seria conhecida como Mauritsstad, Natal como Nieuw-Amsterdam e João Pessoa como Frederikstad. Teriam uma típica arquitetura holandesa, com bom uso de canais e transporte por água. As universidades e os centros de pesquisa teriam se desenvolvido antes que as do resto do Brasil. Mas nada indica que esse país hipotético seria mais rico que o Nordeste atual. Basta ver o caso do Suriname e da Indonésia, colonizados pela Holanda e pouco desenvolvidos.

 

FONTES Livros O Brasil e os Holandeses, de Evaldo Cabral de Mello (org.), Guerra, Açúcar e Religião no Brasil dos Holandeses, de Adriana Lopez, Brasil Holandês: História, Memória e Patrimônio Compartilhado, de Hugo Coelho Vieira, Nara Neves Pires Galvão e Leonardo Dantas Silva

CONSULTORIA Marcos Galindo, historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Via Mundo Estranho

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6

mar
2015

Como surgiu o origami?

 

Os estudiosos acreditam que essa arte de fazer pequenas esculturas com dobraduras de papel tenha nascido junto com a própria matéria-prima que ela utiliza. Os primeiros registros do surgimento do papel vêm da China do ano 105 d.C. De lá, monges budistas levaram o método de fabricação do produto para outros países asiáticos, a partir do século VII. Um desses países foi o Japão, onde a técnica do origami, importada junto com o papel, iria se desenvolver. Já no século VIII, as dobraduras passaram a fazer parte de cerimônias xintoístas, representando divindades adoradas pelos japoneses. Os sacerdotes xintoístas pregavam regras rígidas para a arte com papéis, proibindo que as folhas fossem cortadas ou coladas, pois acreditavam que dessa forma honravam os espíritos das árvores que davam vida ao papel. Com o passar dos séculos, essas limitações foram atenuadas com o uso de novas técnicas.

 

No kirigami, por exemplo, as formas começaram a ser feitas com pequenos pedaços de papel que eram unidos, em vez de usar uma única folha. No kirikomiorigami, a cola podia ser empregada. Até o século XIX, porém, a arte das dobraduras era restrita aos adultos por causa do alto custo dos papéis. A situação mudou a partir de 1876, quando o origami passou a fazer parte da educação dos japoneses nas escolas. Também foi até o final do século XIX que surgiram alguns dos formatos de dobraduras mais famosos até hoje, como o pássaro tsuru. Aliás, as representações mais populares são exatamente as de animais, a maioria deles com uma simbologia especial. Nos anos 80, surgiu uma nova técnica: o origami arquitetônico, que cria dobraduras em três dimensões, enriquecendo tanto os detalhes que, além de ser uma forma de arte, também é usado por arquitetos para produzir maquetes.

Dobraduras clássicas  -  Cada animal tem uma simbologia

 

Tsuru

 

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Esse pássaro, da família das garças e das cegonhas, é feito quando os japoneses desejam conseguir algo. Para pedir a cura de um enfermo, por exemplo, eles dobram e oferecem tsurus ao doente. Ele também é usado nas mais diferentes festividades, como símbolo de saúde e fortuna. Na cerimônia de entrega da taça da última Copa do Mundo, entre os papeizinhos que voavam em volta do capitão brasileiro Cafu, estavam quase 3 milhões de tsurus feitos por estudantes japoneses.

 

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No Japão, as dobraduras são feitas com qualquer tipo de papel, até mesmo folhas de jornal. Mas os origamistas empenhados em desenvolver um trabalho mais sofisticado usam um papel especial chamado washi. Feito de maneira artesanal, ele é, ao mesmo tempo, mais maleável e resistente que o papel industrializado, além de trazer um acabamento texturizado.

 

Sapo

 

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A figura do sapo está identificada com o retorno e expressa um desejo de que as coisas boas voltem. Isso porque a palavra sapo em japonês tem o mesmo som da palavra retorno. Portanto, confeccionar um sapo de origami e carregá-lo como amuleto é acreditar em coisas como a volta do dinheiro gasto ou a volta da saúde para uma pessoa que está doente.

 

Tartaruga

 

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Por viver muitos anos, a tartaruga está naturalmente associada à longevidade. Um mito oriental diz que se o tsuru, a ave da felicidade, vive mil anos, a tartaruga vive dez vezes mais - e todas as criaturas que vivem bastante atingem um estágio de sabedoria e experiência muito superior ao dos outros seres vivos. A tartaruga expressa o desejo de vida longa para quem a recebe.

 

Fonte: Mundo Estranho

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4

fev
2015

Quando surgiram os homens-bomba?

 

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Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16. "Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um perído de expansão. Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ).

 

Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50. Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos. Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos. Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel.

 

Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé" - o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein chegava a pagar 25 mil dólares para a família de um suicida. E a moda macabra já lança tendências: no Sri Lanka e na Chechênia já existem mulheres-bomba e, na Palestina, os terroristas não são mais mortos de fome sem perspectivas.

 

Uma pesquisa recente mostrou que a maioria dos homens-bomba palestinos vêm da classe média e têm boa educação.

 

Vestidos para matar Carregados de explosivos, suicidas usam disfarces até o momento do atentado

 

MASSINHA PERIGOSA

O explosivo conhecido como C-4 (ciclotrimetileno-trinitramina) tem consistência maleável, semelhante à argila. Depois de ser acionado por uma carga elétrica, o C-4 explode quase instantaneamente, voando por um raio de centenas de metros. A ironia é que os Estados Unidos são os principais fabricantes desse explosivo plástico.

 

DESTRUIÇÃO MULTIPLICADA

Pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro são embalados junto com a massa explosiva. Quando a bomba é acionada, o material é arremessado com um impulso que supera em várias vezes a velocidade do som, alojando-se no corpo das vítimas. A hemorragia causada pelos estilhaços causa mais mortes que o impacto da explosão.

 

O ÚLTIMO TRAJE

Embora não haja um padrão de roupa, no Oriente Médio os homens-bomba costumam usar um cinturão ou um colete com vários bolsos, onde são colocados pacotes contendo até 9 quilos de explosivo. Esse traje é usado sob a roupa normal do terrorista. Assim, disfarçado, ele chega ao alvo sem ser identificado.

 

FOGO NA BOMBA

Nos atentados mais recentes, homens-bomba palestinos têm usado detonadores elétricos ligados a uma pilha. Quando o botão é acionado, a pilha emite um leve impulso elétrico, que logo detona toda a carga de C-4.

 

CÍRCULO DO TERROR

Um homem-bomba consegue ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão. Na hora da detonação, os terroristas escolhem locais cheios de gente, como centros comerciais.

 

Fonte: Mundo Estranho

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22

jan
2015

4 cidades que já dominaram o mundo antigo, e você nem sabia.

 

Essas cidades já foram o ponto alto do comércio, política, cultura e economia de todo o mundo antigo.

 

A humanidade encontrou muitos benefícios no trabalho coletivo e na formação de tribos. Antes nômades, os humanos agora podiam se estabelecer, melhorarem suas habilidades na caça, agricultura, pesca e se protegerem dos perigos de uma vida nômade. Acima de tudo, viver em grupos tornou mais fácil para se sobreviver.

 

Após o advento da agricultura as tribos cresceram em tamanho. O luxo de não precisar se arriscar mais para conseguir alimentos deu à humanidade a oportunidade de concentrar a nossa atenção para outro lugar. Os assentamentos em que as tribos habitavam puderam ser aprimorados e ao longo dos séculos foram se transformando em reinos e cidades.

 

A seguir você confere algumas das cidades que surgiram no mundo antigo e que na época eram verdadeiros centros de comércio, poder e cultura.

 

Pataliputra (Índia)

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Quando Alexandre o Grande ampliou o alcance de seu império da Grécia até a Índia, ele inspirou um príncipe indiano local chamado Chandragupta a criar um império de sua autoria. Este príncipe começou a reprimir as tribos locais, e seu império ocupava quase toda a atual Índia, Paquistão e Afeganistão.

 

Chandragupta expulsou todos os gregos restantes do território indiano e fundou o império Maurya em 326 A.C. A cidade capital de seu império recém-formado foi Pataliputra. Vários viajantes e embaixadores, alguns gregos e alguns chineses que viram a capital a descreveram como uma cidade bela e livre de crimes.

 

Hindus e budistas vivia em perfeita harmonia, mesmo os mais pobres da sociedade. Durante seus primeiros anos, as estruturas da cidade foram construídas principalmente de madeira. Com o reinado do imperador Ashoka (273-232 aC), os edifícios de pedra surgiram na cidade também. Ashoka proibiu a caça para o esporte e introduziu hospitais veterinários na cidade. Pataliputra era de fato um grande destaque na cultura indiana e pode ser facilmente comparado a Roma e Xi'an em termos de poder e influência.

 

Xi'an (China)

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Ela foi uma das seis capitais da China Antiga. Xi'an foi o lar da maioria das dinastias, incluindo a Han e Qin. Imperador Qin Shi Huang, fundador da dinastia Qin, foi o curador das famosas esculturas dos Guerreiros de Terracota.

 

A China era uma sociedade fechada. Isso inicialmente ajudou o desenvolvimento do país. Em um momento em que o mundo inteiro estava em um estado de miséria, ignorância e barbárie, a China liderava a marcha em direção a filosofia, ciência e tecnologia. Eles foram os primeiros a inventar papel, a pólvora, a moeda, e uma série de outras coisas que hoje consideramos banais.

 

A Rota da Seda foi nomeada assim após a outra das invenções da China: a seda. Esta estrada ligava o Oriente para o Ocidente e foi um dos motivos da criação de Xi'an.  Na cidade era possível encontrar diversas caravanas que iam rumo ao ocidente além de ter um rico comércio repleto de todos os tipos de produtos e materiais. Durante o século VIII, a população de Xi'an atingiu um recorde mundial: dois milhões de cidadãos.

 

Chan Chan (Peru)

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Chan Chan foi a capital do reino Chimu, que reinou sobre atual Norte do Peru. Foi a maior cidade da América pré-colombiana, feito quase inteiramente de tijolos de adobe. A cidade existiu entre 850 AC até 1470 DC, quando o Inca conquistou a capital Chimu. A área onde foi localizado Chan Chan é um dos desertos mais hostis no planeta.

 

Chan Chan tinha templos, palácios, jardins, cemitérios e reservatórios de água. Chan Chan tinha nove cidadelas com alojamentos, cobrindo uma área de 20 quilômetros quadrados, e cada uma de suas nove cidadelas eram muradas separadamente tinham seus próprios templos, palácios, jardins, cemitérios e reservatórios de água.

 

Hattusa (Turquia)

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No tempo de Homero Ilíada e Odisséia , o império Hitita estava no auge de seu poder. Quando a poderosa cidade de Tróia foi sitiada pelo rei Agamenon dos gregos, Hattusa, capital do império Hitita, era uma metrópole vibrante movimentada  pelo comércio e os viajantes de terras distantes.

 

Hattusa foi habitado pelos Hatti que estavam lá desde 2400 AC.  Uma vez que os Hatti foram derrotados, o rei Hattusili dos hititas reconstruiu a cidade e fez dela a capital do império em 1700 AC. Por volta de 1274 AC, na famosa batalha de Kadesh, os exércitos do Rei Muwattali II e do Faraó Ramsés II terminaram sua luta em um impasse.

 

Um tratado de paz foi então escrito em uma tabuleta de argila, resultando em paz entre os dois poderes.Esse tempo de paz durou até o fim do império hitita. Uma cópia deste primeiro acordo de paz entre duas nações é exibido atualmente na sede da ONU em Nova York.

 

Fonte: Fatos Desconhecidos

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15

jan
2015

Hoje na História: fim da ditadura militar.

 

Tancredo Neves era eleito há 30 anos e encerrava o poder do militarismo.

 

Há 30 anos, Tancredo Neves era eleito presidente do Brasil, encerrando assim o ciclo dos militares no poder. Era a Nova República que se desenhava, mas uma doença causou a morte do presidente.

 

Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito indiretamente no Congresso como o primeiro presidente civil após 21 anos de Ditadura Militar. Em uma sessão que durou três horas e meia, o colégio eleitoral escolheu Tancredo por 480 votos contra 180 do candidato Paulo Maluf.

 

Foi uma festa no Plenário e houve muita comemoração nas ruas. Mas Tancredo ficou doente e não chegou a tomar posse. Ele foi internado com diverticulite, uma inflamação no intestino, e no dia 21 de abril houve o anúncio da morte. José Sarney, que já estava no cargo interinamente, foi efetivado presidente do Brasil.

 

"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", discursou Sarney.

 

Fonte: http://g1.globo.com/hora1

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11

nov
2014

Há 96 anos a Alemanha assina acordo que põe fim à 1ª Guerra

 

Às 11 horas da manhã de 11 de novembro de 1918, a Alemanha assinou o armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial - conhecida à época como a Grande Guerra. Quatro anos de trincheiras, de lama, de horror, de gás, nos dois campos de batalha. O armistício não era percebido como o fim apenas daquela guerra, mas como o fim definitivo das guerras.

Eis que a Alemanha se rende ainda que não tenha sido vencida militarmente. E o Tratado de Versalhes viria a lhe impor modalidades de paz excessivamente duras para fazer com que rancores e desejos de vingança fincassem raízes.

Wikicommons

Soldados alemãos se encaminham para Paris durante o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914


No final do outono de 1918, a aliança das potências da Europa Central desmoronava diante das Forças Aliadas, melhor supridas e coordenadas. Com suas tropas no campo de batalha próximas da exaustão, o apoio logístico encontrando enormes dificuldades, agitação social no front doméstico, rendição dos aliados mais fracos, Império Austro-húngaro, Bulgária, Império Otomano, a Alemanha viu-se forçada a buscar um armistício com os Aliados nos primeiros dias de novembro de 1918.

Em 7 de novembro, o chanceler alemão, Max von Baden, enviou delegados a Compiegne, França, a fim de negociar o acordo, finalmente firmado na manhã do dia 11.

O marechal Ferdinand Foch, comandante-em-chefe das forças aliadas no front ocidental despachou um telegrama a todos os seus comandantes: "As hostilidades cessarão em todos os fronts em 11 de novembro, às 11 horas, horário francês".  Apesar disso, os comandantes ordenaram que a batalha prosseguisse durante toda a manhã daquele dia, provocando futuras acusações de que soldados foram mortos desnecessariamente nas últimas horas da guerra.

 

Tratado de Versalhes

A Grande Guerra resultou na morte de cerca de 9 milhões de soldados; 21 milhões ficaram feridos. As baixas civis ascenderam perto de 10 milhões. As duas nações mais afetadas foram a França e a Alemanha, cada qual tendo enviado para os campos de batalha cerca de 80% de suas populações masculinas entre 15 e 49 anos.

Wikicommons

Na Conferência de Paz de Paris em 1919, os lideres aliados afirmariam seu desejo de construir um mundo pós-guerra em condições de salvaguardá-los de futuros conflitos de escala tão devastadora.O Tratado de Versalhes assinado em 28 de junho de 1919 não iria alcançar esse desiderato.

[Tratado de Versalhes ficou conhecido como Tratado da Paz também]

Os alemães são julgados os únicos responsáveis pelo conflito. Versalhes lhes impõe pesadas reparações de guerra, proibições, anexação de uma parte de seu território, além de ter negada sua adesão à Liga das Nações. Os germânicos o vêem como um tratado infamante, um insulto impossível de aceitar.

A paz e a jovem República de Weimar, criada em seguida à abdicação de Guilherme II, repousavam em frágeis alicerces. A Alemanha continuou a se queixar que assinara o armistício sob falso pretexto, tendo acreditado que qualquer paz seria uma "paz sem vitória nem vitoriosos" como havia sido adiantado pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson em seu famoso discurso dos 14 Pontos de janeiro de 1918.

Com o passar dos anos, dominada pelo ódio aos termos do tratado e aos seus autores, mergulhada em ressentimento mal disfarçado e desejo de vingança, a Alemanha listou o acordo de Versalhes como uma das grandes causas da Segunda Guerra Mundial. Hitler e seu partido nazista iriam medrar neste fértil terreno.

Mas isto viria mais tarde. Em novembro de 1918, a emoção que dominava a todos era a chegada da paz e o alívio que traria mesclada com a lúgubre dor por tantas vidas perdidas inutilmente.

 

Fonte: Opera Mundi

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17

out
2014

Cristóvão Colombo se livrou da morte graças a um eclipse

 

Como você sabe, Colombo "descobriu" a América em 1492, quando aportou com suas embarcações a uma ilha a noroeste de Cubaà qual ele batizou de San Salvador. Mas, segundo uma incrível história publicada pelo site Space.com, essa não foi a única vez que o genovês se aventurou por estas bandas. Ao longo de 10 anos após o descobrimento, o explorador fez outras quatro viagens ao novo mundo e, durante a última delas, ele se viu na maior enrascada.


Em maio de 1502, depois de partir do porto de Cádiz, na Espanha, com as embarcações Gallega, Santiago de Palos, Vizcaína e Capitana rumo à costa da América Central, Colombo foi obrigado a abandonar duas delas pelo caminho devido a uma infestação de cupins-do-mar. Os navios restantes acabaram chegando ao norte da costa da Jamaica em junho de 1503 e, em um primeiro momento, os náufragos foram bem recebidos pelos nativos.

 

Visitantes sem noção


Contudo, você já se viu na situação de receber aquelas visitas sem noção que nunca vão embora? Então, depois de alguns meses, os nativos começaram a se cansar de fornecer alimentos e abrigo em troca das bugigangas que os estrangeiros usavam como moeda, e foi apenas uma questão de tempo até que a situação se tornasse tensa.

 

Para piorar, a tripulação de Colombo se rebelou contra os anfitriões e acabou roubando e matando alguns dos nativos. Vendo que ficaria sem saída, o genovês esperto bolou um plano. Naquela época, um item indispensável em qualquer viagem - considerado tão importante quantos mapas e bússola - era um almanaque de autoria de Johannes Müller von Königsberg, um famoso astrólogo, cosmógrafo e matemático alemão, e nenhum marinheiro saía de viagem sem ele.


Esse livro bendito continha informações detalhadas sobre a Lua, o Sol e os planetas, assim como listas das principais estrelas e constelações de interesse para os navegadores. Mais importante ainda para Colombo, o almanaque trazia tabelas que cobriam os principais eventos astronômicos de 1475 até 1506. O almirante, evidentemente, havia estudado o conteúdo da publicação com cuidado, e sabia que em fevereiro de 1504 ocorreria um eclipse total da Lua.

 

Pondo o plano em ação


Com essa preciosa informação em mãos, Colombo procurou o chefe dos nativos três dias antes do eclipse. O perspicaz genovês inventou que seu Deus cristão estava muito, muito, aborrecido com os locais porque eles haviam decidido deixar de fornecer teto e comida aos estrangeiros e que o todo-poderoso mostraria um sinal de sua fúria!

 

No período de três dias o altíssimo faria com que a Lua aparecesse inflamada pela ira no céu, e que isso seria o prelúdio de uma série de desgraças que se abateria sobre os nativos. Quando a Lua surgiu no terceiro dia, ficou claro que algo muito terrível estava acontecendo. Depois que apareceu completamente, não demorou para que uma pequena parte desaparecesse de sua extremidade inferior.

 

Trevas!


E você sabe como são os eclipses, não é mesmo? Pois, para a sorte de Colombo, os nativos não sabiam! Assim, pouco mais de uma hora depois do anoitecer, as trevas caíram sobre a Terra e a Lua pairava como se tivesse sido banhada de sangue. Segundo um dos filhos do almirante, Fernando, os habitantes locais ficaram aterrorizados e começaram a trazer provisões e abastecer os navios imediatamente, suplicando que Colombo intercedesse junto ao seu Deus.

 

Em troca do perdão divino e de que a Lua voltasse ao normal, os nativos prometeram que cooperariam com estrangeiros. Colombo, por sua vez, ainda bancou o importante, dizendo que precisava se retirar para debater a questão com o todo-poderoso. Durante esse período, o almirante ficou com os olhos grudados em uma ampulheta para não perder o desenrolar do eclipse e, algum tempo depois, retornou anunciando que os nativos haviam sido poupados.

 

E, como por milagre, a Lua começou a voltar ao normal gradativamente. Os nativos, aliviados, cumpriram com a promessa e mantiveram os homens de Colombo abastecidos e abrigados até que uma caravela enviada da Espanha chegasse e socorresse a tripulação alguns meses depois.

 

Fonte(s) Via Megacurioso  Space.com
Imagens Wikipédia 1Wikipédia 2

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