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*Profª Luciana e Profº Hermes *

19

set
2011

Brasil se torna o País das doutoras

Total de estudantes do sexo feminino tituladas nos últimos sete anos foi 5% superior ao de homens. Nos mestrados, a diferença chega a 17%. Mas ainda há discriminação contra elas. O Brasil está tornando-se um País de doutoras. De 2004 a 2010, as mulheres obtiveram mais títulos de mestre e de doutor que os homens. É o que revelam dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Ciência e Tecnologia, obtidos com exclusividade pelo Correio. No total, foram tituladas 35.626 estudantes femininas nos últimos sete anos, 5% mais que os homens (33.765). No mestrado, a diferença é maior: foram beneficiadas 117.382 mulheres, frente a 100.202 estudantes do sexo masculino - 17% mais. A supremacia feminina também se dá relação ao número dos matriculados e aos que ainda não tiveram a dissertação aprovada.
Elas estão conscientes de que quanto mais estudo, maior será o salário no bolso. A remuneração de um doutor pode ser até 37% superior à paga a quem só tem o curso superior, dependendo da área de atuação. Mas o estudo a mais não conta apenas para quem quer seguir a carreira de professor. Para cargos de chefia, a especialização faz enorme diferença. No governo, já se paga salários diferenciados conforme a titulação do servidor. Os pesquisadores do Instituto de Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) com doutorado ganham de 16% a 21% mais que os colegas com mestrado e de 27% a 32% mais do aqueles com apenas o curso superior. O mesmo ocorre no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi): a diferença salarial entre quem tem mestrado e doutorado e os demais chega a 30%.
"É uma tendência mundial as mulheres ultrapassarem os homens no ensino superior", constata o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann. O Brasil está entre os países que mais titulam mulheres em  doutorado. Em termos proporcionais, está em terceiro lugar no mundo, atrás apenas de Portugal e Itália, conforme o Centro de Gestão e Estudos estratégicos (CGEE). Pochmann destaca que, com a globalização, a demanda maior é por mão de obra intelectual, e as mulheres estão mantendo a dianteira.
Michelle Flaviane Soares Pinto, 27 anos, é uma dessas tituladas. Depois de concluir o mestrado em biotecnologia, resolveu aprofundar-se no tema e partiu para o doutorado na Universidade Católica de Brasília. "Descobri a área de pesquisa ainda na faculdade e me apaixonei", conta. Ela divide a sala com 11 mulheres e sete homens. "É um curso tradicionalmente masculino, mas estamos conquistando cada vez mais espaço. É gratificante saber que podemos contribuir com a ciência e ajudar em alguma coisa", emociona-se.
Colegas de curso de Michelle, a bióloga Jéssica Carvalho Bergmann, 28 anos, e a farmacêutica Daiva Domenech Tupinambá, 38 anos, destacam o esforço para se aperfeiçoarem, mas avaliam que isso não é totalmente reconhecido no mercado de trabalho, sobretudo quando o assunto é salário. "Ainda hoje sofremos preconceito", lamenta Daiva.
Doutora em artes, dança e teatro, Cristina Fernandes Rosa, 37 anos, avalia que quem opta pela especialização máxima deve ter em mente a carreira acadêmica ou de pesquisa. "Quando decidi fazer o doutorado em artes, dança e teatro, sabia que ficaria na área acadêmica. Para o mercado de trabalho tradicional, não vale a pena. Nesse caso, as melhores opções são a pós-graduação e o MBA (Master of Business Administration)", afirma.
(Correio Braziliense)

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10

set
2011

A física 100 anos depois da revolução de Einstein

São vídeos interessantes sobre a física. Vale a pena assistir!!!

O mundo inteiro tratou de comemorar em 2005 o centenário das grandes descobertas do gênio Albert Einstein. Em menos de um ano, em 1905, ele redefiniu a natureza da luz, provou a existência dos átomos e moléculas, revolucionou os conceitos de espaço e tempo e a relação entre matéria e energia. As já não tão novas teorias de Einstein permitiram termos hoje energia nuclear, computadores, transmissões de satélite, raios laser, DVDs e muito mais. Mas tudo isto pode ser muito pouco. O que a física explicou até agora, dizem os especialistas, seria apenas uns 4% do que existe no Universo.

 

Participantes: Henrique Lins de Barros, doutor em física, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), integrante do Conselho Editorial do Tome Ciência. Jorge Sá Martins, pesquisador do CNPq e coordenador do ensino de graduação em física na Universidade Federal Fluminense (UFF). Martin Makler, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e doutor em física na área de cosmologia. Alfredo Tiomno Tolmasquim, diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que trabalha com história da ciência e lançou recentemente o livro "Einstein, o viajante da relatividade na América do Sul".

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10

set
2011

Estudantes brasileiros conquistam medalhas em Olimpíada

O Brasil será o próximo anfitrião da Olimpíada. Em 2013,
 será a vez da Grécia.
O Brasil conquistou duas medalhas de bronze na 5ª
Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica
(IOAA, na sigla em inglês), realizada entre os dias 25
 de agosto e 3 de setembro, em Gdansk, na Polônia. Os
medalhistas foram Gustavo Haddad e Ivan Tadeu, ambos com
 16 anos. Tábata Amaral, de 17 anos, e Pedro Caetano,
 de 16, obtiveram menção honrosa. Os quatro brasileiros
 se destacaram entre competidores de 27 nações.
À frente do grupo, estavam os professores Thaís Mothé-Diniz,
do Observatório do Valongo, da UFRJ e Felipe Gonçalves
 Assis, ex-participante da olimpíada. No próximo ano,
a IOAA acontecerá no Brasil.
Antes de viajarem para a Europa, os jovens acompanharam
palestras e conheceram o Planetário do Ibirapuera,
em São  Paulo. O treinamento contou com aulas de
astronomia e astrofísica, além de analisarem o céu
da Polônia através de uma projeção. A preparação
foi feita pelos professores Julio Klafke e Thaís Mothe
 Diniz, membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB),
 e organizada por João Canalle, coordenador da
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
As provas da olimpíada internacional foram realizadas em
 três modalidades: observacional, teórica e prática.
Primeiramente, os participantes tiveram que demonstrar
 seus conhecimentos sobre o céu "que podemos ver".
Depois, resolveram problemas de variados níveis sobre
 astrofísica, astronomia de posição, mecânica celeste
e cosmologia. Por fim, aplicaram tudo o que estudaram
 na interpretação de dados de observação do céu como
um astrônomo profissional.
Para participar da olimpíada internacional, os candidatos
 devem conquistar as primeiras posições da Olimpíada
Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
Destinada aos jovens dos ensinos fundamental e médio,
 a competição é realizada numa única fase, dentro da
própria escola dos participantes. Nesse ano, a OBA
reuniu cerca de 800 mil estudantes. Além disso,
os melhores classificados têm a oportunidade de conhecer
 as instalações do Centro Técnico Aeroespacial (CTA)
e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Segundo Canalle, a competição motiva os estudantes a
se interessarem pela astronomia: "Nossa área é muito
carente de profissionais especializados e dispomos de
pouquíssimos professores formados. Tanto a OBA quanto
 a IOAA surgem com o objetivo de atrair não só os jovens,
 mas também os futuros mestres em Astrofísica".
A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional
 (IAU, na sigla em inglês). A organização da competição
exige que cada país se comprometa a sediar uma edição
 da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas
 ao evento, que recebe apoio de diferentes setores da
 sociedade. Já a OBA é realizada por uma comissão formada
 por membros da SAB. O grupo responsável é constituído
pelos astrônomos João Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ),
 Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ) e Jaime Fernando Villas
 da Rocha (Unirio).

Mais informações: http://www.oba.org.br.
(Ascom da OBA)

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10

set
2011

Satélite estrangeiro testado no Inpe inicia operações

A Nasa anunciou que as medidas do nível de salinidade 
dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius,
satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
 (Inpe), e lançado em junho da base de Vandenberg, na
Califórnia, Estados Unidos.
Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina
 (Conae) e norte-americana (Nasa), o satélite tem como
principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por
 meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet
 Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center,
 da Nasa. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram
 coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de
 barcos e bóias.
  Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator
 que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes
marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas
oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados
do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos
 climáticos de longo prazo.
Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius
 irá analisar e calibrar as medições para liberação dos
 dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores
em todo o mundo.
Testes - De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório
 de Integração e Testes (LIT), o Inpe realizou uma série
 de testes e ensaios para demonstrar que o satélite
 SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento
 e ao ambiente na órbita da Terra.
No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais,
 mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam
nas instalações do LIT/Inpe, o único laboratório do gênero
 no Hemisfério Sul capacitado para a realização de
atividades de montagem, integração e testes de satélites
 e seus subsistemas.

Foram realizados testes de interferência e compatibilidade
 eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de
separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades
 de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita
 torna imprescindível a simulação em Terra de todas as
condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento
 até o final de sua vida útil no espaço.
Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos
sites http://www.nasa.gov/aquarius e
http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html.
(Ascom do Inpe)

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30

ago
2011

Elevador...

chc.cienciahoje.uol.com.br
Na coluna A aventura da física, descubra como subir e descer pelos andares pode variar o peso que a balança marca para você

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