Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

2

set
2014

Figuras de linguagem

Em nosso cotidiano convivemos com uma grande diversidade de textos. Todos possuem um objetivo em comum: estabelecer a comunicação entre os interlocutores. Essa, por sua vez, possui uma finalidade específica, seja para instruir, persuadir, provocar humor, informar, dentre outras. 

Quando se trata de textos informativos, como por exemplo, os jornalísticos, notamos que os mesmos são permeados por uma linguagem clara, objetiva e dinâmica, pois a intenção é única e exclusivamente informar ao leitor sobre fatos decorrentes do universo social, sejam eles polêmicos ou não. Portanto, não é permitido nenhum juízo de valor, nem tão pouco, comentários pessoais por parte do emissor.

Todavia, ao nos depararmos com textos poéticos e com outros ligados à linguagem publicitária de um modo geral, não identificamos essa mesma característica. Ao contrário, notamos que a linguagem revela emoção, subjetividade, proporcionando espaço para múltiplas interpretações por parte do leitor. 

Trata-se de alguns recursos empregados pelo emissor, nos quais o objetivo é conferir maiorexpressividade à mensagem, ornamentando-a para justamente realçar a beleza do ato comunicativo. 

Tais recursos são denominados de linguagem figurada, conotativa, ou seja, aquela que se difere do seu sentido denotativo, prescrito no dicionário. Desta forma, o autor instaura um jogo de palavras apostando no emprego de acréscimos, supressão, repetição de termos, entre outros. 
Todos realizados de maneira intencional, para atingir os objetivos por ele pretendidos.

Com o objetivo de ampliarmos nossos conhecimentos sobre o referido assunto, vejamos alguns exemplos e suas respectivas características:

Figuras de Sintaxe

Elipse

Consiste na omissão de um termo tendo em vista que este já faz parte da inferência do interlocutor, permitindo, portanto, a compreensão da mensagem:

Fiquei ansiosa para saber o resultado do concurso.
Podemos perceber que houve a omissão do pronome pessoal (Eu).

Zeugma


Sua característica pauta-se também por omitir um termo, porém o mesmo vem expresso anteriormente na oração:

Kátia e sua prima foram ao cinema, Marília e Cibele não.
Notamos que houve a omissão do termo (não foram). 


Polissíndeto

Ocorre a repetição sequencial de conectivos, geralmente do "e".

Os garotos chegaram e começaram a lanchar e subiram para assistir ao filme e depois saíram para o passeio ciclístico.

Assíndeto


Ao contrário do polissíndeto, há a supressão do conectivo:

Estudava pela manhã, trabalhava à tarde, fazia aula de canto à noite. 

Pleonasmo:

Consiste no emprego desnecessário de um termo, uma vez que este já foi anteriormente mencionado:

Eu a vi com olhos de admirador apaixonado. 

Silepse:

Figura que retrata a concordância com a ideia exposta na oração, não com as palavras explícitas na mesma:

Silepse de pessoa:

As crianças somos o futuro da nação.

Note, portanto, que há discordância entre o sujeito e a pessoa verbal.

Silepse de número:

A multidão chegaram aflitos para assistir à carreata. 


Silepse de Gênero:

Vossa Excelência parece nervoso.

Anáfora: 

Consiste na repetição sequencial de um termo para reforçar a ideia na oração:

O amor tudo suporta, o amor tudo crê, o amor tudo perdoa. 

Figuras de palavras: 

Metáfora: 

É uma comparação oculta que consiste no emprego de uma palavra em lugar de outra, tendo em vista a relação de semelhança entre ambas:

Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira. 


Comparação: 

É uma comparação explícita entre as palavras por intermédio da conjunção comparativa:

Sua boca é como um cadeado
E meu corpo é como uma fogueira.

Antítese:


Como o próprio nome já diz, a figura consiste no jogo contrário de ideias:

Eu adoro o dia, mas admiro a noite.
Contemplo o sol, enalteço a chuva. 


Metonímia 

É a substituição de uma palavra por outra, estabelecendo uma relação de sentido entre ambas:

Adoro ler Machado de Assis. (a obra) 


Figuras de pensamento:

Eufemismo: 

É o emprego de uma expressão com o objetivo de suavizar a mensagem, diversificando-a do seu sentido literal:

Meu amigo entregou a alma a Deus. (para não dizer: Meu amigo morreu!) 

Hipérbole: 

Consiste no exagero intencional atribuído ao sentido das palavras:

Aquele garoto é um poço de ignorância
Chorarei um mar de lágrimas até que você volte. 


Personificação ou prosopopeia: 

É o emprego de características humanas a seres inanimados:

O mar está mostrando a sua face mais bela.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Em: http://www.brasilescola.com/redacao/figuras-de-linguagem.htm

 As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

Figuras de som:

a)     aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
"Esperando, parada, pregada na pedra do porto."

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
"Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral."

c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
"Eu que passo, penso e peço."

 

Figuras de construção

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
"Na sala, apenas quatro ou cinco convidados." (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
" E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)"

d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
"De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco."

e)Silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

%u2022 De gênero
Vossa Excelência está preocupado.

%u2022 De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

%u2022 De pessoa
"O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca."

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
"E rir meu riso e derramar meu pranto."

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
" Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"

Figuras de pensamento

a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
"Os jardins têm vida e morte."

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
"A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças."

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
"Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo."

g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!"


Figuras de palavras

a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
"Meu pensamento é um rio subterrâneo."

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

Vícios de linguagem

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)

b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.
Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.
Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia. 
O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
O menino repetente mente alegremente.

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura

Em: http://www.brasilescola.com/portugues/figuras-linguagem.htm

 

 

 

 

 

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2

set
2014

Funções da Linguagem

 

 

A linguagem, uma eficiente forma de comunicação, é elemento fundamental para estabelecermos comunicação com outras pessoas. Por ser múltipla e apresentar peculiaridades de acordo com a intenção do falante, divide-se em seis funções:

Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade.

A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta.

Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.

Por exemplo: "Bancos terão novas regras para acesso de deficientes". O Popular, 16 out. 2008.

Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

Por exemplo: "Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte./Quase não conversa./Tem poucos, raros amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode." (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)

Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.

Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!

 

Função Metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. Veja:

"Pegue um jornal

Pegue a tesoura.

Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.

Recorte o artigo."

Este trecho da poesia, intitulada "Para fazer um poema dadaísta" utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema.

Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa.

Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso receptor "Está entendendo?", estamos utilizando este tipo de função ou quando atendemos o celular e dizemos "Oi" ou "Alô".

 

Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos lingüísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música.

Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0

Na poesia acima "Epitáfio para um banqueiro", José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.

Por Sabrina Vilarinho

(disponível em: http://www.brasilescola.com/gramatica/funcoes-linguagem.htm)

 

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2

set
2014

Literatura Enem e Vestibulares

Em se tratando da prova relacionada a essa área do conhecimento - a Literatura -, você primeiramente precisa se conscientizar de que ela, assim como toda arte, é uma transfiguração do real, isto é, a realidade recriada por meio do espírito do artista vivendo em seu tempo.

Sendo assim, o artista, de acordo com sua ideologia, submetido a um contexto histórico, político e social, realiza um trabalho especial, cuja matéria-prima é a própria palavra. Dessa forma, torna-se evidente que em todo esse "manejo" predomina tão somente a função poética da linguagem, na qual a intenção do emissor, no caso o artista, é voltada para a própria mensagem, seja na estrutura ou na seleção e combinação das palavras, de forma a atingir plenamente seu objetivo "artístico".

Com base nesses pressupostos, você terá condições de entender alguns dos objetivos referentes ao processo pelo qual irá passar, uma vez que é esperado que o aluno demonstre seus conhecimentos relacionados ao campo da Literatura, tendo em vista a capacidade de:

- Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.

- Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.

- Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.

- Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.

Torna-se importante ressaltar que tais objetivos estão intrinsecamente relacionados ao objetivo maior do Exame Nacional do Ensino Médio, que é - em vez de conduzi-lo a memorizações mecanicistas de conceitos - fazer com que você entenda acerca da aplicação dos termos e suas funções na língua. Vejamos, pois, como na prática isso funciona, partindo do exemplo de uma questão referente ao exame realizado no ano de 2012:

 

 

O quadro Les Demoiselles d'Avignon (1907), de Pablo Picasso, representa o rompimento com a estética clássica e a revolução da arte no início do século XX. Essa nova tendência se caracteriza pela

a) pintura de modelos em planos irregulares.

b) mulher como temática central da obra.

c) cena representada por vários modelos.

d) oposição entre tons claros e escuros.

e) nudez explorada como objeto de arte.       

Confira a resolução comentada do Brasil Escola acerca da questão em evidência:

A questão em evidência tem como verdadeira a alternativa "a", para respondê-la, é preciso associar a figura de Picasso ao cubismo, movimento nascido a partir das experiências deste artista. A proposta cubista centrava-se na liberdade que o artista possuía para criar e recriar, ou compor e recompor a realidade. A obra cubista é repleta de formas geométricas e através destas, o objeto é revelado, em seus múltiplos ângulos, logo, não existe regularidade nos planos da arte cubista. 

 (disponível em: http://vestibular.brasilescola.com/enem/literatura-no-enem.htm) 

 

 

 

 

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