Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

21

set
2010

Adolescer...

 

 

 

 

A adolescência é uma fase evolutiva na vida do ser humano onde se busca uma nova forma de visão de si e do mundo; uma reedição de todo desenvolvimento infantil visando definir o caráter social, sexual, ideológico e vocacional.

Esse processo evolutivo ocorre dentro de um tempo individual e de forma pessoal em que o adolescente se vê envolvido com as manifestações de seus impulsos intuitivos exteriorizados através de suas condutas nem sempre aceitas como normais pela sociedade.

Podemos dizer que adolescência é sinônimo de crise, pois o adolescente, em busca de identidade adulta, passa para o período "turbulento" (variável segundo o seu ecossistema (sócio-familiar).

Segundo a teoria kleiniana, essa fase poderia ser definida como correspondente à positiva elaboração da posição depressiva.

A esta crise, provocada pela ampla e profunda desestruturação em todos os níveis da personalidade, segue-se um processo de reestruturação, passando por ocasiões nas formas de exprimir-se ao longo dos anos.

o eixo central dessa reestruturação é o processo de elaboração dos lutos gerados pelas três perdas fundamentais desse período evolutivo:

1. Perda do corpo infantil:

Nessa fase, o adolescente vive com muita ansiedade as transformações corporais ocorridas a partir da puberdade, as quais exigem dele uma reformulação de seus mundos interno e externo. Muitas vezes, as restrições familiares e sociais para controlar esses impulsos, ameaçam tanto o seu desenvolvimento que chega a causar retardo em seu crescimento e no aparecimento natural das funções sexuais próprias dessa fase.

2. Perda dos pais da infância:

Os pais, antes idealizados e supervalorizados, passam a ser alvo de críticas e questionamentos. Dessa forma, o adolescente busca figuras de identificação fora do âmbito familiar.

Nesta fase, se caracteriza a dependência/independência dos filhos em relação aos pais e vice-versa; é o momento em que o adolescente busca substituir muitos aspectos da sua identidade familiar por outra mais individual.


3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil:

Da relação de dependência natural do convívio da criança com os pais, segue-se uma confusão de papéis, pois o adolescente, não sendo mais criança e não sendo ainda um adulto, tem dificuldades em se definir nas diversas situações de sua cultura.

No caminho para a sua independência, sentindo-se ora inseguro, ora temeroso, busca o apoio do grupo, que tem importante função, pois facilita o distanciamento dos pais permitindo novas identificações.

Para atingir a fase adulta, o adolescente deverá fazer uma síntese de todas essas identificações desde a infância.

Essa perdas se elaboram realizando-se verdadeiros processos de luto, psicanaliticamente falando.

O adolescente exterioriza os seus conflitos e formas de elaboração de acordo com as suas possibilidades e as do seu meio, com as suas experiências psico-físicas, ocorrendo o que chamamos de "patologia normal da adolescência".

Para se compreender e lidar com adolescentes é fundamental que se conheça essa aparente "patologia", chamada "Síndrome da Adolescência Normal", com as seguintes características:

1. busca de si mesmo e da identidade adulta
2. tendência grupal
3. necessidade de intelectualizar e fantasiar
4. crises religiosas
5. deslocação temporal
6. evolução sexual
7. atitudes sociais reivindicatórias
8. contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta
9. separação progressiva dos pais
10. constantes flutuações do humor e do estado de ânimo

O desconhecimento das mudanças que ocorrem no processo adolescer
(1. atingir a adolescência; tornar-se adolescente. 2. Crescer; desenvolver-se. 3. Rejuvenescer, remoçar, juvenecer. (Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa - Folha/Aurélio), implicará em dificuldades na relação do adolescente com a família, professores e profissionais, gerando situações de conflito.

Observamos que os adolescentes assim como os seus familiares estão, na maioria das vezes, desinformados sobre as mudanças que ocorrem nesta fase, gerando, na maioria das vezes, conflitos na relação e dificuldades na convivência.

Cabe aos profissionais da área da Saúde preencher essas lacunas com informação, orientação e, sobretudo, acolhimento.


"Amadurecer é um ato complicado... Perceber a hora de mudar é ainda mais difícil, mas não tanto se encontramos uma certa figura capaz de abrir nossos olhos e mostrar que as possibilidades de vida são ilimitadas..."
(encontrado no diário de uma menina de 12 anos)

Autora: Alaide Degani de Cantone
Psicóloga Clínica/Hospitalar/Psicossomática
Pós-graduada em Psicologia e Saúde/Psicologia Hospitalar
Mestranda em Psicologia

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20

set
2010

Lei, palmada ou diálogo

 

 

Palmada no passado era método pedagógico e, portanto, pais e professores tinham direito legítimo de uso. Mas os estudos evoluíram e hoje sabemos que castigo físico não garante aprendizagem. Pode até parecer que garante porque, como ninguém gosta de apanhar, inibe comportamentos inadequados mais rapidamente. Na ausência do agressor, porém, a atitude criticada reaparece. O que revela que não houve aprendizagem de fato. Portanto, a discussão não deve ser se bater deve ser proibido por lei, mas de que forma conscientizar quem educa - em todas as instâncias - de que, com objetivos claros, segurança e afeto, se conseguem melhores resultados do que com agressão física.
Se parece que nossos antepassados conseguiram mais com os jovens do que se consegue hoje, seguramente não foi porque nossos avôs batiam nos filhos... O que ocorreu foi que uma série de fatores se conjugou nas últimas décadas, tornando educar um desafio gigantesco: a influência das novas mídias exacerbando o consumismo; a corrupção (e a impunidade) por parte dos que deveriam dar o exemplo aos mais jovens; a desestruturação da família; a ausência de ambos os pais em casa são apenas alguns deles. Com isso, os pais acabaram perdendo o foco do que é realmente importante. Muitos hoje consideram sua tarefa principal "fazer o filho feliz", o que acaba resultando em apenas satisfazer desejos e vontades. Anteriormente, era "fazer dos filhos homens de bem", significando priorizar fundamentos éticos na educação. E isso se alcança com muito diálogo, ensinando a pensar e a não se deixar conduzir por mídias ou grupos. No entanto, é tarefa quase inexequível para quem não tem certeza do que é prioritário.
Em vez de novas leis, o que a sociedade precisa é realocar a ética - para si e para as novas gerações; também fundamental é resgatar conceitos deturpados. Afinal, autoridade não é sinônimo de autoritarismo; democracia e liberdade não significam fazer apenas o que se tem vontade. Como se ensina isso: com lei ou com palmada? Nem com um, nem com outro.
Obviamente, ainda há muito a ser feito quanto à inclusão e melhoria da qualidade do ensino, multiplicação do número de bibliotecas públicas e disseminação do hábito de leitura. No entanto, os avanços são inegáveis nos 188 anos de nossa Independência, comemorados no 7 de setembro de 2010. Em todo esse período, o livro tem sido um dos protagonistas dos processos de transformação política e social, pois a conquista do conhecimento é essencial para credenciar pessoas e povos à plena liberdade!
A nossa é a geração do diálogo, a que acreditou que a melhor forma de comunicação interpessoal se faz através da discussão e da troca de ideias. Mas será que, na prática, o diálogo está efetivamente acontecendo? Pais e filhos, professores e alunos, colegas de trabalho estão verdadeiramente sabendo ouvir, falar e reivindicar? Infelizmente, não. São muitos os que não sabem dialogar. Alguns usam o diálogo como bandeiras para alcançarem o que desejam e, em seguida, se mostram autoritários, fazendo com isso grassar a desesperança e a descrença entre os jovens. Outros o abandonam à primeira dificuldade. Entender-se de verdade com o outro, mantendo a ética e o equilíbrio frente a opiniões e objetivos contrários aos seus, é tarefa difícil - e raros são os que dominam tal competência.
Quem é autoridade e deseja exercê-la de forma a congregar, alcançar adesão e favorecer a afetividade - seja pai, chefe ou professor - deve utilizar o diálogo como forma de busca de entendimento. Todos - líderes e liderados - precisamos estar cientes, porém, de que nem sempre seremos atendidos em tudo. É o que torna o diálogo tão difícil: a expectativa utópica de que, através dele, todos os anseios se concretizem. Ocorre, porém que entendimento não é atendimento. Não se pode supor que só houve diálogo quando atendem a tudo o que desejamos; diálogo é troca, análise, decisão; não é imposição.
No diálogo verdadeiro não há vencedores nem vencidos, há, isso sim, pessoas ou grupos que se ouvem sem pré-julgamentos; há respeito recíproco e intenção concreta de analisar argumentos e reivindicações. E, mais importante: há, ao final, aceitação das decisões tomadas pelo grupo ou pela autoridade - ainda que nem sempre tais decisões contemplem, no todo ou em parte, aquilo que todos e cada um desejavam.

Texto de Tania Zagury, filósofa e mestre em Educação.

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13

set
2010

Independência e Livros

O primeiro livro impresso no Brasil antecede a criação da Imprensa Régia, em 1808, por D. João VI. Sua publicação data de 1747. Foi produzido na tipografia clandestina de Antônio Isidoro da Fonseca, abordando a "Relação da entrada que fez o excelentíssimo e reverendíssimo senhor D. Fr. Antonio do Desterro Malheyro, Bispo do Rio de Janeiro". Nosso bibliófilo maior, José Mindlin, observa o seguinte: "Este livro raríssimo é, aparentemente, o único realmente publicado no Brasil no século XVIII. Apesar do seu texto inocente, provocou violenta reação em Portugal. Seu impressor foi preso e enviado a Lisboa e sua oficina foi apreendida. O simples fato de se poder imprimir no País já constituía perigo de sedição". Quase três séculos depois, o Brasil produziu 386,4 milhões de livros em 2009, conforme indica a recém-divulgada Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe), para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Ademais, ao contrário do que ocorria na Colônia e em alguns tristes períodos do Império e da República, a produção editorial e o hábito de leitura tornaram-se os paradigmas da liberdade de expressão e pensamento conquistada por nossa sociedade. Sob essa égide, o livro consolida-se no País como um dos mais eficazes e acessíveis meios de democratização do conhecimento e da cultura (seus preços caíram mais 3,52% no ano passado).
O brasileiro percebe com clareza essa realidade. Tanto que, em plena era cibernética, 743 mil pessoas visitaram a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, nos dez dias nos quais ficou aberta ao público não-profissional. E 80% desse contingente, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, compraram livros na feira, com um gasto médio individual de 90 reais, movimentando total próximo a R$ 50 milhões.
Os números do evento e as estatísticas da Pesquisa Fipe indicam haver boas perspectivas para o Brasil resgatar seu passivo cultural e educacional, pelo qual tem pago alto preço, em especial no tocante à sua agenda de desenvolvimento. A negligência com a educação e o descaso com a formação intelectual da população, equívocos de quase cinco séculos, vão sendo paulatinamente revertidos, com o maior acesso à escola pública e combate aos resquícios do analfabetismo.
Obviamente, ainda há muito a ser feito quanto à inclusão e melhoria da qualidade do ensino, multiplicação do número de bibliotecas públicas e disseminação do hábito de leitura. No entanto, os avanços são inegáveis nos 188 anos de nossa Independência, comemorados no 7 de setembro de 2010. Em todo esse período, o livro tem sido um dos protagonistas dos processos de transformação política e social, pois a conquista do conhecimento é essencial para credenciar pessoas e povos à plena liberdade!

Texto de Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

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8

set
2010

Persistência

 

Um Homem investe tudo o que tem em uma pequena oficina, trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos  negócios, empenha as próprias jóias da esposa.
Quando apresentou o resultado final de seu trabalho à uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. 
O Homem desiste ? Não ! 
Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário". 
O Homem fica chateado? Não ! 
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. 
Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que, grande parte dela é destruída. 
O Homem se desespera e desiste ? Não ! 
Reconstroi sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d´água. 
O Homem desiste ? Não ! 
Imediatamente após a guerra, segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. 
Ele entra em pânico e desiste ? Não ! 
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas ''  bicicletas motorizadas ''. 
A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadorias. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. 
Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantaram o capital necessário para a indústria.
Encurtando a história : Hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. 
Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente. 
Portanto, se você adquiriu a mania de viver reclamando, 
PARE COM ISSO ! 
O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano. 
Lembre-se, nosso dia não se acaba ao anoitecer e sim começa sempre amanhã. Não desanime, vamos acordar todo dia como se tivéssemos descobrindo um mundo novo. 
_____ 
" A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
  ( Vinicius de Moraes)

 

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8

set
2010

Lições de Vida

 

Para pensar no passado e prever o futuro.....PORQUE VIVER É APRENDER A VIVER!!!
Aprendi que peixinhos dourados não gostam de gelatina (Com 05 anos)
Aprendi que não dá para esconder brócolis no copo de leite (06 anos)
Aprendi que meu pai pode dizer um monte de palavras que eu não posso (08 anos)
Aprendi que minha professora sempre me chama quando eu não sei a resposta (09 anos)
Aprendi que os meus melhores amigos são os que sempre me metem em confusão (11 anos)
Aprendi que, se tenho problemas na escola, tenho mais, ainda, em casa (12 anos)
Aprendi que quando meu quarto fica do jeito que quero, minha mãe manda eu arrumá-lo (13 anos)
Aprendi que não se deve descarregar suas frustrações no seu irmão menor, porque seu pai tem frustrações maiores e mão mais pesada (15 anos)
Aprendi que nunca devo elogiar a comida de minha mãe, quando estou comendo alguma coisa que minha mulher preparou (25 anos)
Aprendi que se pode fazer, num instante, algo que vai lhe dar dor de cabeça a vida toda (29 anos)
Aprendi que quando minha mulher e eu temos, finalmente, uma noite sem as crianças, passamos a maior parte do tempo falando delas (35 anos)
Aprendi que casais que não têm filhos, sabem melhor como você deve educar os seus (37 anos)
Aprendi que é mais fácil fazer amigos do que se livrar deles (40 anos)
Aprendi que mulheres gostam de ganhar flores, especialmente sem nenhum motivo (42 anos)
Aprendi que não cometo muitos erros com a boca fechada (44 anos)
Aprendi que existem duas coisas essenciais para um casamento feliz: contas bancárias e banheiros separados (44 anos)
Aprendi que a época que preciso, realmente, de férias é justamente quando acabei de voltar delas (45 anos)
Aprendi que você sabe que sua esposa o ama, quando sobram dois bolinhos e ela pega o menor (46 anos)
Aprendi que nunca se conhece bem os amigos, até que se tire férias com eles (46 anos)
Aprendi que casar por dinheiro é a maneira mais difícil de conseguí-lo (47 anos)
Aprendi que você pode fazer alguém ganhar o dia, simplesmente, mandando-lhe um pequeno cartão (48 anos)
Aprendi que a qualidade de serviço de um hotel é diretamente proporcional à espessura das toalhas (49 anos)
Aprendi que crianças e avós são aliados naturais (50 anos)
Aprendi que quando chego atrasado ao trabalho, meu patrão chega cedo (51anos)
Aprendi que o objeto mais importante de um escritório é a lata de lixo (54 anos)
Aprendi que é legal curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele (57 anos)
Aprendi que não posso mudar o que passou, mas posso deixar prá lá (63anos)
Aprendi que a maioria das coisas com que me preocupo nunca acontecem (64anos)
Aprendi que todas as pessoas que dizem que "dinheiro não é tudo", geralmente, têm muito (66 anos)
Aprendi que se você espera se aposentar para começar a viver, esperou tempo demais (67 anos)
Aprendi que quando as coisas vão mal, eu não tenho que ir com elas (72 anos)
Aprendi que amei menos do que deveria.(88 anos)
Aprendi que tenho muito a aprender (90 anos)

 ( gentilmente enviado por Pastor Moreira)

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