Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

22

ago
2014

Dicas rápidas para uma boa redação... bora lá!

Dicas rápidas para uma boa redação

 

 

 

Olá! Você tem um grande desafio: A Redação do Vestibular.  Quero deixar aqui algumas dicas valiosas:

Antes de iniciar se texto, escolha entre os temas, aquele que te parece familiar ou simples.  Pense em tudo o que sabe sobre o assunto.

Os períodos longos estão fora da jogada. Escreva períodos curtos. Isso facilita a organização das ideias. Além de ser mais chique, claro!

Fuja das expressões que derrubam seus argumentos:  "eu acho", "eu penso", "quem sabe", " vou tentar", "na minha opinião".  Todas essas formas são um verdadeiro perigo. E ninguém merece...

Um belo vocabulário, palavras "difíceis" mas totalmente fora do tema,  serão o fermento para a anulação da redação. Misericórdia!

Escreva de forma impessoal, deixe o eu descansar. Evite a 1ª pessoa do singular. Só se for ordem na comanda da redação!

Espera-se de um candidato algo mais que uma simples "reflexão" sobre um determinado  assunto.  Opinião e argumentos ligados de forma coesa e coerente fazem sucesso! Adoooro!

Na redação, uma boa grafia, ortografia e organização clara das ideias são fundamentais. Alguém muito melhor que você lerá o texto!

Argumentos e intervenção fazem parte de uma redação de qualidade. Não se esqueça de organizar o texto em parágrafos.  Mostre conhecer os dois "lados da moeda".

Antes de passar para a forma definitiva, leia. Imagine quem será seu interlocutor.  Se tudo estiver de acordo e você gostar do que leu, passe a limpo. Bora lá...

O título ajuda na nota. Pense nisso!

 Sucesso!

 

Prof.ª Ritíssima

 

 

 

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22

ago
2014

Possíveis temas para redações - vestibular 2014

Acho que esses assuntos são bem interessantes...

 

1. Comissão do Senado estuda abolir "ç", "ch" e "ss" da língua portuguesa...
E não é nenhuma piada. O fato é que, após a reforma ortográfica de 2008, vem uma nova proposta e dessa vez envolvida de muita polêmica. 

As novas regras para o português devem ser apresentadas pelo grupo técnico da Comissão de Educação até 12 de setembro e tem como objetivo reduzir ainda mais o número de regras e exceções da nossa língua.

 

2. A lei de cotas nas universidades

Contexto: A presidente Dilma Rousseff sancionou, em agosto de 2012, a lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a alunos oriundos de escolas públicas. A distribuição das 120.000 vagas a serem ocupadas dessa forma deverá observar ainda a cor da pele dos candidatos - sempre haverá, portanto, vagas reservadas a negros, pardos e índios na proporção dessas populações em cada estado.

 

3. O papel do Brasil no mundo

Figurando no bloco das nações emergentes, o Brasil ascendeu economicamente sem deixar de lado a redução da desigualdade social, como apontou o recente Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) 2013. A previsão é de que o país, juntamente com China e Índia, respondam em 2050 por 40% da riqueza global.

 

4. Energias alternativas e matriz energética brasileira

É fundamental também compreender as controvérsias envolvendo a exploração de petróleo nas áreas do Pré-sal e a construção da usina de Belo Monte, no Pará %u2014 além dos impactos dessas ações no meio ambiente.

 

5. Desenvolvimento sustentável e economia verde

O tema desenvolvimento sustentável se relaciona não só com questões ambientais, mas também com áreas como política, economia e urbanização.

 

E mais, segundo simulados da Uol:

1. O voto nulo é uma ato político válido?
2. Maconha: manter proibição, legalizar, descriminalizar?
3. Automedicação; Por que a prática é tão comum entre os jovens?
3. Racismo: como virar de vez essa triste página da história?
4. Cultura do estupro: A culpa é da vítima?

Vale a pena pensar... não se desesperar! Vocês tem autonomia para escrever sobre qualquer um deles...

 

Existem ainda várias tiras e tiradas por aí!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um tema recorrente sã as redes sociais...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre vale a pena saber!

 


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14

ago
2014

"Não desistam do Brasil" Eduardo Campos

Aos 49 anos, Eduardo Campos era considerado um dos políticos mais promissores de sua geração

Candidato à presidência da República pelo PSB, o pernambucano ganhou força após dois mandatos como governador

Ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República pelo PSB, aos 49 anos o economista Eduardo Henrique Accioly Campos mirava no Palácio do Planalto o ápice de uma carreira política de mais de duas décadas.

Natural do Recife, nascido em 10 de agosto de 1965, Campos era considerado um dos políticos mais promissores da nova geração, em especial após sua gestão em Pernambuco, marcada por avanços na educação, saúde e geração de emprego. Foi ao longo dos seus mandatos que o Estado teve uma retomada econômica, com a consolidação do porto de Suape.

Campos deixou a viúva Renata e cinco filhos, Maria Eduarda, João, Pedro, José Henrique e Miguel. O nascimento de Miguel, em janeiro de 2014, veio junto com a notícia de que o menino é portador da síndrome de down.

- Eu e Renata queremos agradecer aos milhares de votos de felicidades, enviados com carinho de todas as partes do Brasil - afirmou Campos na oportunidade.

"A morte de Eduardo Campos é a maior tragédia envolvendo políticos na história recente do Brasil", diz Rosane de Oliveira.

 

Filho da ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes e do escritor Maximiano Campos, Eduardo Campos trazia a política do berço. Neto do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, era próximo do avô e foi seu principal herdeiro político.

Campos iniciou sua militância ainda na Universidade Federal de Pernambuco, como presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Economia. Participou da campanha que elegeu o avô governador, em 1986, e foi chefe de gabinete de Miguel Arraes. Em 1990, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi eleito deputado estadual. Em 2005, Campos assumiu a presidência do PSB, em virtude da morte do avô, também ocorrida em um 13 de agosto.

Ao longo da carreira política, Campos manteve relação próxima ao PT, que lhe deu apoio nas duas campanhas para o governo de Pernambuco. Em 2006, venceu a eleição com 65% dos votos. Quatro anos depois, obteve a reeleição em primeiro turno, com mais de 82% dos votos.

Com altos índices de aprovação e taxas de crescimento elevada em Pernambuco, Campos ganhou envergadura e capital político para pavimentar a candidatura à presidência. Em 2013, o PSB formalizou a ruptura com o PT e a saída do governo Dilma Rousseff. Em outubro, o socialista conseguiu o grande fato da pré-campanha até o momento, ao filiar ao PSB a ex-ministra Marina Silva, que não conseguiu o registro junto à Justiça Eleitoral do seu novo partido, a Rede.

Para oficializar a candidatura ao Palácio do Planalto, Campos renunciou ao governo de seu Estado em abril e passou a adotar o discurso de mudança e melhora na gestão pública e da economia.

- Vamos concorrer para oferecer ao Brasil uma chance de mudar, mas mudar para o futuro, não para o passado. Unir o Brasil é fundamental para melhorar a política. Precisamos de uma renovação que aposente as velhas raposas ou que as coloque na oposição - afirmou    a Zero  Hora.

 

Em campanha e confiante que Marina Silva o ajudaria a romper a barreira dos dois dígitos nas pesquisas. Afirmou que não se constrangia por ter auxiliado na articulação que levou sua mãe, Ana Arraes, ao TCU.

Campos ainda destacou a necessidade de acabar com os cargos vitalícios no Judiciário e distribuiu críticas ao governo Dilma. O socialista acusou a petista de permitir o retorno da inflação, com uma má condução da economia.

A morte de Eduardo Campos provocou comoção   no meio político  nacional. Em Brasília, aliados e adversários políticos renderam elogios ao socialista.

- Apesar de vir de uma família de políticos, o Eduardo trazia ideias novas. Não agora, pela conjuntura, mas seria um forte nome para ocupar a presidência do país - afirmou o ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

 

 

Disponível em:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/eleicoes-2014/noticia/2014/08/aos-49-anos-eduardo-campos-era-considerado-um-dos-politicos-mais-promissores-de-sua-geracao-4574233.html

 

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6

ago
2014

A lei da Palmada

É muito importante apoderar-se das opiniões que circula por aí... Pessoal, vejam só este texto!

 

Uma lei com a idade mental do "Xou da Xuxa" e a idade moral do stalinismo ou do fascismo

Um lixo autoritário, apelidado de "Lei da Palmada", foi aprovado nesta quarta no Senado, em votação simbólica, e seguirá agora para a sanção certa da presidente Dilma Rousseff. A madrinha do texto, que estava lá deitando seu proselitismo inteligente, é a apresentadora Xuxa. A gente sabe que ela ama as criancinhas. Bem, não sou político, né? Não dependo de voto nem preciso ficar bem com celebridades. Só tenho o compromisso de escrever aqui o que eu penso.

O Estatuto da Criança e do Adolescente já diz no nome as categorias que protege. Também há o Código Penal, que pode dar conta da conduta indevida dos pais ou dos responsáveis pela criança. Esse texto só recebeu o apelido de "Lei da Palmada" porque, com efeito, um pai pode, sim, ser punido por dar um tapa do traseiro de seu filho. Trata-se de um notável mimo do autoritarismo, abraçado com entusiasmada ignorância por amplos setores da imprensa. Vamos ver o que a nova lei acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente:

 

Como se nota, não se define aí o que é "castigo físico" ou "tratamento cruel ou degradante", certo? Então é preciso cuidar disso. E a Lei então especifica:

 

Ora, leitor amigo: um tapa na bunda "humilha" ou "ridiculariza" a criança? Quem vai definir isso? O que significa exatamente "humilhar"? Ou o que quer dizer, com precisão, "ridicularizar"? Ninguém sabe. Qualquer mãe, qualquer pai, qualquer pessoa encarregada da educação de uma criança estarão à mercê do juízo subjetivo do Conselho Tutelar ou de quem fizer a denúncia.

E se a denúncia for considerada procedente? Bem, aí entra o "estado soviético" para reeducar o cidadão. Vejam o que pode acontecer (sem prejuízo, claro!, de outras punições):

 

A coisa para por aí? Não! A nova lei institui um verdadeiro regime persecutório. Vejam o Artigo 245. Se uma pessoa que exerce função pública deixar de comunicar às autoridades casos de que tenha conhecimento, poderá ser punida com multa de até 20 salários mínimos %u2014 ou o dobro se for considerado reincidente.

 

Há algum funcionário público morando no seu prédio, leitor amigo? Se o seu moleque lhe der um chute na canela ou jogar pela janela o gatinho de estimação da irmã mais nova, não ouse dar um tapa da bunda dele. Limite-se a dizer: "O papai te ama. E a Xuxa também".

Só para registro: nunca encostei um dedo nas minhas filhas. Oponho-me a qualquer forma de castigo físico, embora tenha levado, sim, alguns safanões da minha mãe %u2014 alguns deles, vejo hoje, até que merecidos. Não me fizeram mal nenhum. Não sou fumante, por exemplo, por falta de algumas chineladas no traseiro quando ela descobria os cigarros escondidos. Queriam o quê? Que ela me viesse com um tratado contra o câncer? As leis que temos são suficientes para punir pais violentos, sem que o estado se meta dessa forma estúpida nas famílias. A questão é de educação, ora bolas! Até porque cabe uma pergunta óbvia: se a proposta é que os pais eduquem seus filhos, ao invés de puni-los, por que o pai-estado opta por punir os adultos, em vez de educá-los? O estado recorre, assim, à palmada para punir a palmada???

Essa lei tem a idade mental do "Xou da Xuxa" e a idade moral do stalinismo e do fascismo.

Por Reinaldo Azevedo

A ESTATIZAÇÃO DAS CRIANÇAS - O PT quer punir os pais decentes, já que não há o que fazer com os indecentes

Antes de Lula se declarar Deus e ter escolhido Dilma como a ungida, ele vivia dizendo que os brasileiros eram seus filhos. "Papai" é o rei do mau exemplo. Já foi multado pelo TSE seis vezes, abusa da autoridade para fazer campanha eleitoral, passa a mão em cabeça de mensaleiro, lidera um governo que quebra ilegalmente o sigilo bancário de caseiro e o fiscal de dirigente da oposição. Irmãos! Não sigamos papai nos maus exemplos! Pois bem, como somos seus "filhos", ele decidiu estatizar os seus netos %u2014 no caso, os nossos filhos. Agora eles todos pertencem a... Lula!

O governo enviou um projeto ao Congresso que proíbe a palmada %u2014 e os beliscões. Pai que der um tapa da bunda do moleque que se joga no chão no shopping porque cismou de comprar um escafandro pode ser denunciado. O tapa na bunda, meu amigo, passou a ser um assunto de estado. Agora, esse estado tanto pode fazer sozinho a usina de Belo Monte e arcar com o seguro da operação como pode criminalizar o tapa %u2014 chinelada, então, deve passar à condição de crime hediondo. Vale para crianças e adolescentes também.

Como sabemos, um dos problemas da educação é a passividade dos adolescentes quando recebem uma ordem dos pais. Isso acabou! Agora eles já podem ir à delegacia mais próxima e denunciar aqueles monstros por "castigo corporal". "Doutor, ele me deu um tapa no traseiro!"

"Nossa preocupação não é com a palmada. Nossa preocupação é com as palmadas reiteradas e a tendência de que a palmada evolua para surras, queimaduras, fraturas, ameaças de morte".
Uau! A fala é da subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, da Secretaria de Direitos Humanos. Ah, é uma subordinada de Paulo Vannuchi. Tudo faz sentido. Em que mundo vive esta senhora? Que diabo de fantasia é essa?

Projeto de Lula, é? Fico aqui pensando: terá sido a falta de palmadas que levou Lulinha a criar a Gamecorp? Ou palmadas terão faltado antes, no pai do rapaz? Naquele filme micado, a mãe de Lula protege o filho da surra do pai alcoólatra. Agora o Brasil tem de pagar o pato porque o presidente, parece, teve um pai ausente e violento %u2014 ao menos é o que ele diz %u2014, o que o impediu de ter superego. Essa última constatação não é parte das minhas ironias, não! Isso é uma verdade psicanalítica. Consultem um especialista.

Agora vem a segunda parte da minha tese: sabem quem Lula elegeu para pai? Sabem quem é o Laio deste Édipo de Garanhuns com registro distorcido? FHC!!! Lula só consegue se entender inteiro se matar FHC, o que ele faz todo dia, tentando eliminá-lo da história. A falta de superego explica essa vaidade desmesurada e esse complexo de Deus. Mas deixo essa mente fascinante para mais tarde.

Volto agora ao projeto. Pais que imponham hoje um castigo cruel aos filhos já são punidos. Se, a despeito das punições previstas, o espancamento ou maltrato acontecem, estamos diante da evidência de que a lei não os intimida. É uma questão de lógica: se o sujeito não teme a lei que proíbe o mais, não vai temer a lei que proíbe o menos.

Logo, a lei de Lula, que estatiza os nossos filhos, busca punir os pais do tapa eventual, às vezes necessário, para coibir um comportamento inconveniente. O Babalorixá propôs uma lei que deixa os violentos, psicopatas ou bandidos onde sempre estiveram e que passa a punir as pessoas normais. A rigor, é o mesmo mecanismo mental estúpido que resultou naquele referendo sobre o desarmamento. Queria proibir a venda de armas legais %u2014 geralmente comprada por cidadãos de bem. Ocorre que o problema do Brasil eram e são as armas ilegais, da bandidagem. Bem, nesse caso, o Estado não podia fazer nada... Quem é Lula para dizer como devemos criar os nossos filhos? As leis existentes já são suficientes para punir os violentos.

Tenho duas filhas, 13 e 15 anos, e meu blog é público. Elas podem me ler. Nunca lhes dei nem uma palmada sequer. Uma vez ou outra, raras, cheguei no "quase". Eu apanhei dos meus pais uma vez ou outra. Tenho 48 anos já. Não sou de um tempo em que a criança era uma majestade intocável, candidata a pequeno terrorista doméstica %u2014 e, depois, do convívio social. Às vezes, eu sabia bem por que estava tomando uns petelecos; noutras, achava uma tremenda injustiça. Aprendi, também ali, a distinguir o justo do injusto? É possível.

Se me fosse dado aconselhar, diria: "Façam como faço; evitem até mesmo a palmada; tentem a conversa e outras formas de punição". Mas isso é uma decisão que, nos limites das leis já existentes, só cabe às famílias. O estado não tem de se meter nessa relação. Daqui a pouco, uma dessas senhoras ensandecidas, metidas a dizer como devemos cuidar dos nossos lares, também vai querer se meter na alimentação das nossas crianças %u2014 idiotas que somos, precisamos de especialistas e ONGs para cuidar até disso. Alguém vai propor punir os pais porque os filhos ou são muito magros ou são obesos.

Em novembro do ano passado, estive no Programa do Jô. Muitos de vocês assistiram à entrevista ou já viram no Youtube. Costumo dizer que, em matéria de Lula e PT, eu jamais erro; só me antecipo um pouco. Se não quiserem ver tudo, recomendo, ilustrando este post e também o que está abaixo, só os 50 segundos finais, a partir dos 7min13s.


Lula ainda não diz como devemos fazer sexo, mas já andou nos aconselhando, por esses dias, sobre como devemos tratar desse assunto com nossos filhos. Considerando umas confissões que ele fez à revista Playboy em 1978, que reproduzo abaixo, acho que dispenso o professor.
"Um moleque, naquele tempo [sua infância], com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais... A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre."

Lula não me parece um bom professor na educação dos filhos ou na educação sexual. Que fique longe das nossas famílias. Já seria um ganho para a República se ele controlasse a dele.

PS: Nos comentários, se possível, ignorem a questão zoológica. O que está em debate é até onde o estado pode se meter nas nossas vidas.

Por Reinaldo Azevedo

Comissão da Câmara decide estatizar os "filhos do Brasil"!

A tal Lei da Palmada foi aprovada numa comissão especial da Câmara em caráter teminativo. Só irá a plenário se alguém se insurgir e recorrer à Mesa. E o medo de passar por espancador de crianças? Criticar uma estultice como essa já é o bastante para confundir os críticos: "Ah, Reinaldo, então você defende palmadas?" Não! Defendo é que o Estado não se meta desse modo na vida das famílias. Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida.

or Gabriel Castro e Bruno Huberman:
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o projeto da chamada Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos a crianças no ambiente familiar. A votação, em caráter terminativo, se deu na comissão especial criada para analisar o texto. A proposta só irá ao plenário da Casa se algum parlamentar fizer um pedido à Mesa Diretora nos próximos dias. Caso contrário, o texto segue direto para o Senado.

A proposta da Lei da Palmada sofreu resistência no Congresso. Alguns deputados argumentavam que a proibição constituía um desrespeito ao direito dos pais. A relatora da proposta, Tereza Surita (PMDB-RR), alterou o texto para permitir a aprovação do projeto. A expressão "castigos corporais" foi substituída por "castigos físicos". Ao fim, o texto foi aprovado por unanimidade. Os pais que desrespeitarem a norma não devem ir para a cadeia. O texto prevê advertências, tratamento psicológico e a adesão a programas de proteção à família. A denúncia pode ser feita ao Conselho Tutelar, delegado de polícia, Ministério Público ou juiz.

Acordo
A votação ocorreria nesta terça-feira, mas foi adiada por falta de quórum. Segundo informações da Agência Câmara, o texto foi votado depois de um acordo entre a relatora, Teresa Surita (PMDB-RR), a bancada evangélica e a Secretaria dos Direitos Humanos. Havia divergências sobre a substituição da expressão "castigos corporais", prevista da proposta original, por "agressão física", como queriam os evangélicos. De acordo com a deputada Liliam Sá (PR-RJ), a bancada evangélica entendeu que a expressão "castigo corporal" interferia na educação dos filhos.

Para a presidente da comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), o texto original não fere a autoridade da família. "Não há na comissão qualquer tipo de dúvida ou qualquer polêmica acerca do sentido do conteúdo do projeto", afirma a deputada. "O que há na Casa são alguns segmentos que acham que esse projeto pode ferir a autoridade da família. Nós queremos convencê-los de que não." A relatora avaliou que as expressões são muito próximas, mas ela optou no final por "castigo físico". "Quando se fala castigo físico fica mais pedagógico", disse.

Voltei
Vocês repararam como o Brasil está se tornando um país engraçado? Quando se conclui que há armas em excesso no país, tenta-se fazer uma lei para proibir A VENDA LEGAL DE ARMAS!!! Quando querem proteger as criancinhas, DECIDEM PROTEGÊ-LAS DOS PRÓPRIOS PAIS. E olhem que não faltam crianças abandonadas nas ruas, sujeitas a todas as violências. O Estatuto da Criança e do Adolescente já serve pra proteger a criança da violência doméstica. Eu não defendo palmada, é evidente! Mas palmada não é espancamento.  A rigor, as famílias modernas tendem a ser é permissivas demais. Amanhã, alguém pode achar desumano que os pais, como castigo, proíbam a criança de sair do seu quarto porque, sei lá, ela resolveu fazer cocô na sala de visitas.

Ainda volto a essa história.

Por Reinaldo Azevedo

 Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/lei-da-palmada/

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6

ago
2014

A interminável guerra entre Palestinos e Israelenses

Texto informativo e interessante. Vale a pena ler!

 

Texto de Juremir Machado da Silva

O massacre atual de palestinos por israelenses me leva a republicar dois textos sobre a origem do conflito e uma entrevista com o historiador judeu Shlomo Sand. Nunca é demais voltar às raízes dos mitos e das verdades em guerra.

Por que a comunidade internacional não interfere?

Por que os palestinos ainda não têm o seu país?

Por que um descendente longínquo de um judeu de dois mil atrás pode ir morar em Israel e aqueles que foram expulsos dos territórios palestinos em 1947 não podem voltar para lá?

%u2022

Dívidas do passado

Essa história poderia ser contada assim. Era uma vez dois povos errantes, hebreus e filisteus, que chegaram mais ou menos na mesma época ao mesmo lugar. Entraram em guerra. Os hebreus venceram. Ao longo do tempo, no entanto, foram invadidos, dominados, deportados e dispersados. É muito provável que os filisteus fossem de Creta, sendo um dos chamados "povos do mar". Viveram em Gaza. Desapareceram depois do cativeiro na Babilônia.

Entre 1517 e 1917 os turcos otomanos mandaram no pedaço e havia poucos judeus por lá.

A comissão King-Crane, designada pelos Estados Unidos em 1919 para tratar da questão do Oriente, constata que "a população não-judia da Palestina constitui noventa por cento da população".

Desde o final do século XIX, porém, com o surgimento do movimento sionista, cresce a imigração judaica pela região à base de compra de terras. Em 1947, o plano de partilha do território entre judeus e palestinos previa 50% para cada lado, embora os judeus fossem 1/3 da população e detivessem apenas 6% das terras, cabendo-lhes praticamente toda a faixa litorânea. Os judeus sustentavam ser aquela a "terra prometida" para eles. Direito religioso. Os palestinos eram vistos só como árabes, tendo muitos outros territórios árabes para viver. Acontece, porém, que eles não pensavam assim.

A conquista da terra pelos israelenses se deu pela compra, pela ocupação e pela expropriação.

Em 1967, Israel passou por cima da Convenção de Genebra e implantou colonos em terras que não lhe pertenciam. Ainda permanece como ocupante em Golã, Jerusalém Oriental e parte da Cisjordânia. Vencida a fase de instalação, palavras terríveis como as de Vladimir Jabotinsky, um dos construtores da nação judaica, foram esquecidas: "Todo povo indígena (e pouco importa que seja civilizado ou selvagem) considera seu país seu lar nacional, do qual ele será sempre e totalmente dono. Jamais tolerará voluntariamente não só um novo dono, mas até mesmo um novo parceiro. Isso é o que ocorre com os árabes (...) A colonização sionista, mesmo a mais restrita, ou deve cessar, ou deve ser conduzida contra a vontade da população indígena (...) Tudo isto não significa que seja impossível um acordo. O acordo voluntário é que é impossível. Enquanto eles tiverem um vislumbre de esperança de poder livrar-se de nós, não venderão este vislumbre por quaisquer palavras doces ou algumas guloseimas, porque não são usurários, mas uma nação, um pouco andrajosa, mas ainda viva". Não parece hoje?

Ao contrário do mito - um povo sem terra para uma terra sem povo - o pedaço tinha dono, embora os palestinos não se vissem como nação, no máximo uma Síria do Sul, nem vissem os judeus como etnia ou povo, mas como praticantes, feito eles, de uma religião. Para uma visão, limitada certamente pelo origem do autor, com muitos dados e citações desconcertantes, não custa ler "Por uma história profana da Palestina", de Lotfallah Soliman. Ou, de outro horizonte, ler "Como foi inventado o povo judeu", do professor da Universidade de Tel-Aviv Shlomo Sand, que, em artigo no jornal Le Monde, comparou Israel a Golias, e os palestinos a Davi, numa inversão do mito. Segundo ele, na medida em que a lei do retorno permite a qualquer judeu viver em Israel, será impossível convencer os refugiados palestinos de 1947 a não desejar o mesmo. Quem é compensado pelo horror supremo com o terror banal acaba sendo combatido pelo terrorismo.

*

Marcas do passado

O conflito entre palestinos e israelenses vai continuar. Não tem fim. As marcas do passado recente são fortes demais para apagar o passado distante. Leiam os textos que seguem e tentem adivinhar o nome do autor: "Não lancemos hoje nenhuma acusação contra os assassinos. Quem somos nós para discutir seu ódio? Faz oito anos que eles nos veem, desde seus campos de refugiados de Gaza, fazer do solo onde viveram seus pais nosso solo e nossa moradia. Somos uma geração de colonos. Sem o capacete e o canhão, não podemos plantar uma única árvore nem construir uma casa sequer. Mas não devemos recuar quando vemos fermentar o ódio que enche a vida de centenas de milhares de árabes que nos observam à nossa volta. Não desviemos por um instante sequer os olhos de nossa tarefa para que ela não nos escape das mãos". De quem é?

Outro texto: "Grandes sofrimentos foram infligidos aos homens que tomaram parte na operação de evacuação. Entre os soldados da Brigada Yiftach, alguns tinham pertencido aos movimentos de juventude, onde lhes foram inculcados valores de humanidade e de fraternidade internacional. A operação contradizia os conceitos aos quais estavam habituados. Depois da operação, teve-se que recorrer a intensas atividades de propaganda para reduzir a amargura deles e explicar-lhes por que tivéramos a obrigação de recorrer a uma ação tão brutal e cruel?" Os judeus levaram séculos para se reinstalar na terra dos seus antepassados. Como imaginar que os refugiados palestinos esqueceriam a terra deles em menos de 70 anos?

Último texto: "Só nos restavam cinco dias antes da data fatídica de 15 de maio. Era urgente limpar a Galileia central e criar uma unidade territorial em toda a Alta-Galileia (...) Recorremos a uma tática que se baseava na impressão deixada pela queda de Safed e pela derrota na região que fora limpa pela Operação Metaheh. Esta tática revelou-se milagrosamente eficiente. Reuni todos os mukhtar judeus que estavam em contato com os árabes e pedi-lhes que fizessem certos árabes ficar sabendo que reforços judeus haviam chegado à Galileia e quem iam queimar todas as aldeias da Huleh. Eles deviam sugerir àqueles árabes, enquanto amigos, que fugissem enquanto ainda era tempo. Assim é que, em toda a Huleh, espalhou-se o boato de que era tempo de fugir. Houve milhares de fugitivos". Em Deir-Yassin, o método foi outro: toda uma aldeia massacrada pelo organismo sionista Irgun. No total, 369 vilarejos foram esvaziados. Segundo Golda Meir, em 1969, os "palestinos não existiam". O primeiro-ministro Levi Eshkol pensava o mesmo: "Quem são os palestinos?" Ele só vira na região árabes e beduínos.

O primeiro texto é de Moshe Dayan, herói israelense, em discurso pronunciado, em 1956, no enterro de uma vítima dos árabes. O segundo faz parte da página secreta eliminada das memórias de Yitzhak Rabin, descoberta e publicada pelo New York Times, a respeito da origem dos refugiados palestinos. O terceiro é de Yigal Allon, um dos pilares do sionismo na época da criação do estado de Israel. O nascimento de uma nação pode exigir ferro e fogo. As marcas ficam. Talvez por isso Yosef Weitz tenha escrito em 1940: "Não há outro meio senão transferir os árabes daqui para os países vizinhos, e transferir todos. Nenhuma aldeia, nenhuma tribo deve ficar. Unicamente após a transferência é que nosso país poderá absorver os milhões de irmãos nossos". Leva tempo para esquecer.

*

Entrevista com Shlomo Sand

Adoro voltar a ser repórter de cultura. Mandei um e-mail para o historiador Shlomo Sand. Ele me enviou seus telefones. Liguei para ele em Israel. Conversamos durante quase uma hora. Pagarei uma fortuna. Resumo do papo:

JMS - O senhor lutou na Guerra dos Seis Dias?

Sand - Claro. Fui soldado. Infelizmente ajudei a conquistar Jerusalém para Israel. Saí sem ferimentos.

JMS - O senhor nasceu num campo de refugiados, não de concentração, obviamente, na Áustria ou na Alemanha?

Sand - Na Áustria, onde só ficamos três semanas. Passamos imediatamente para um campo de refugiados na Alemanha.

JMS - Mantêm suas ideias de que judeus atuais askenazes descendem dos khazares, um reino convertido ao judaísmo?

Sand - Claro que mantenho. É uma evidência. Só os ignorantes e os sionistas rejeitam isso. Em todos os sentidos, inclusive demográficos, os judeus do leste europeu não poderiam ter saído de onde se diz. A origem mítica judia é uma construção sionista do século XIX.

JMS - As críticas não o abalaram?

Sand - Tive mais elogios do que críticas. Grandes historiadores como Tony Judt, Marcel Détienne e Eric Hobsbawm me elogiaram. Edgar Morin me apoiou. Noam Chomsky gostou. Eles são muito mais importantes do que os sionistas que me atacaram. Críticas sionistas são comprometidas. Ganhei o Prix Aujourd'hui 2009, o mais importante atribuído pelos jornalistas franceses. Meu livro será traduzido em 21 línguas. Só os sionistas fanáticos é que o recusam. Só não conseguem refutá-lo.

JMS - Alguns dos seus críticos afirmam que as suas ideias servem aos antissemitas? Isso chega a incomodá-lo?

Sand - Dizer que isso é uma asneira é pouco. Não passa de uma chantagem primária. Não sou antissemista. Sou de origem judaica. Mas ser judeu não é pertencer a uma raça. Isso não existe. Quem pensa assim é racista. Um judeu brasileiro é antes de tudo um brasileiro de religião judaica. Quase nada há em comum entre um judeu polonês e um judeu brasileiro. Não existe uma cultura laica judia.

JMS - O fato de ser um especialista em história europeia deslegitima o seu trabalho sobre a história judaica?

Sand - Outra bobagem. Trabalho na Universidade de Tel Aviv, onde tem um departamento de história judaica e outro de história geral, que não se comunicam. Por eu ser especialista em história geral não poderia falar da história judaica? Só aos sionistas interessa essa ideia.

JMS - Para o senhor, como mostra em "A invenção do povo judeu", o judaísmo é uma religião, não uma nação ou um povo. Significa que Israel não tem direito histórico ao seu território ou que deve dividi-lo com os palestinos?

Sand - Israel não tinha mais direito histórico algum sobre o atual território. Isso é loucura. Dois mil anos depois, com gente nascida por toda parte e de origens diferentes, que é direito é esse? Estou escrevendo uma continuação de meu livro, "O mito da terra de Israel". Por que um brasileiro de remota origem judaica tem direito a ir morar em Israel e um palestino nascido em Jerusalém não pode voltar para a sua terra natal? Israel deve existir por ser um fato consumado. Recuar seria uma tragédia. Devemos formar uma confederação de dois estados nacionais para resolver o problema e ir em frente. Viveremos em paz quando formos israelenses, não judeus.

 

Disponivel em: http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6204

 

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