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*Profª Ritíssima *

28

ago
2013

Os oito erros mais comuns na redação do Enem

Os oito erros mais comuns na redação do Enem

 

Professores apontam falhas que os candidatos da avaliação federal cometem com mais frequência na prova de dissertação. Saiba como evitá-las

  1. Uso de gírias e expressões típicas da língua falada

 

O uso de gírias e de expressões típicas da comunicação oral deve ser evitado na redação. Embora utilizados no cotidiano, esses registros não fazem parte da norma culta da língua portuguesa, que é a avaliada pelos examinadores do Enem. "O uso dessas expressões acarretam redução na nota do candidato", diz a professora de redação Simone Ferreira Gonçalves da Motta, do curso Etapa.

Exemplos do que deve ser evitado:

1. Registros típicos da oralidade e gírias
Não utilize "né", "daí", "então", "tá ligado", "cara",  "tipo assim"

2. Abreviações usadas em bate-papos da internet
Não utilize "vc", "tb", "pq", "pra". Prefira "você", "também", "porque", "para"

 

2.   Uso de termos pomposos fora de contexto

 

O desejo de ostentar domínio da norma culta costuma levar candidatos a cometer outro erro: o de utilizar palavras difíceis cujo significado ele não compreende. A orientação é simples: para não correr o risco de errar, é preferível escolher palavras e construções simples.

"Não adianta usar um termo bonito de modo errado. Isso pode prejudicar a nota do candidato", diz a professora Simone Ferreira Gonçalves da Motta.

 

3.   Confusão no uso das palavras "mal" e "mau"

 

Outro erro comum é a utilização trocada das palavras "mau" e "mal".

A primeira é um adjetivo, ou seja, qualifica um substantitivo, como ocorre em "lobo mau".

A segunda pode assumir duas funções. Na primeira, como substantivo, dá nome ao que é nocivo ou prejudicial. É o caso de "O mal é um elemento presente nas fábulas". Na segunda, ele assume o papel de advérbio, alterando um verbo, um adjetivo ou mesmo outro advérbio. É o que ocorre em "Ela pareciamal vestida".

Em caso de dúvida, vale usar uma velha orientação para esclarecer o uso de "mal" ou "mau": substitua na frase as palavras por seus antônimos: "bem" em lugar de "mal" e "bom" em lugar de "mau".

Exemplos:

1. "Ela agiu mal." > Na substituição: "Ela agiu bem."

2. "Ele é um mau aluno." > Na substituição: "Ele é um bom aluno."

 

 

4.   Regência verbal e nominal

 

As regras de regência costumam ser quebradas por serem utilizadas de modo diverso na língua falada. Assim, cotidianamente, é comum encontrarmos a seguinte construção: "Assisto o filme na TV". O correto, segundo a norma culta, seria dizer: "Assisti ao filme na TV", pois o verbo assistir, no sentido usado aqui, exige o uso da preposição "a".

Outro exemplo é a construção "sentar à mesa", que indica que uma pessoa está em uma cadeira à beira da mesa. No dia a dia, a expressão é substituída por "sentar na mesa", que significa que a pessoal está sentada sobre a mesa. A mudança transmite informações totalmente diferentes.

Erros como esse podem prejudicar a compreensão do texto, além, é claro, de roubar pontos precisos do candidato. "Algumas palavras precisam da preposição correta para obter o sentido esperado. O aluno precisa dominar essa técnica", diz Simone Ferreira Gonçalves da Motta. 

Como evitar os erros mais comuns:

1. Obedecer: o verbo obedecer exige o uso da preposição "a"
Exemplo: "Os alunos obedecem ao professor"  

2. Ir: o verbo exige o uso da a preposição "a" %u2014 e não "no" ou "na"
Exemplo: "Irei ao teatro"

 

 

5.   Períodos muito longos

 

Frases longas devem ser evitadas, pois atrapalham a coesão do texto, explica Filipe Couto, coordenador de redação do curso Pré-Enem, da Abril Educação. O ideal é verificar no rascunho, antes de passar a limpo o texto, os períodos com mais de duas linhas e tentar organizar as ideias em frases mais curtas e objetivas.

O mesmo cuidado deve ser tomado com os parágrafos, para que não haja desequilíbrio entre eles. A orientação do professor Pablo Jamilk, também do Pré-Enem, é que o estudante divida todo texto em três parágrafos seguindo o padrão: três a quatro linhas para a introdução, cinco a sete linhas para o desenvolvimento, e quatro a cinco linhas para a conclusão.

 

 

6.   Uso indevido da conjunção "contudo"

 

 

A palavra "contudo" é uma conjunção de natureza adversativa que introduz uma oposição a algo que foi dito anteriormente. Assim, não é, como pensam muitos candidatos, o termo apropriado para iniciar, por exemplo, o trecho de conclusão da redação. 

"Essa conjunção deve mostrar que há divergência com o texto anterior. A conclusão, por outro lado, pretende apresentar uma consequência dos argumentos apresentados antes", diz Pablo Jamilk, do Pré-Enem. É melhor usar expressões como "logo", "portanto", "desse modo" ou "assim".

Exemplos:

1. "O presidente agiu corretamente, contudo resolveu-se o problema." (ERRADO)

2. "O governo sabe do problema, contudo não age para resolvê-lo." (CORRETO)

 

 

7.   Senso comum e generalizações

 

Na dissertação do Enem, o candidato deve propor soluções a um problema apresentado. Ele deve, portanto, argumentar. Isso exige atenção redobrada a argumentos considerados clichês, aqueles que, usados à exaustão, perdem seu valor. "São exemplos disso apelos à consciência, culpar o capitalismo por todas as mazelas do mundo ou dizer que o governo não liga para o povo" diz o professor Pablo Jamilk, do Pré-Enem.

O mesmo vale para generalizações. É o caso de afirmações como "a população brasileira não acredita mais no voto como instrumento democrático", entre outras. "A afirmação é imprecisa, já que o aluno não pode garantir que toda a população do país deixou de acreditar no voto", diz o professor Filipe Couto.

Seja cuidadoso ao usar palavras como "único", "sempre", "todos", "jamais". Elas ajudam a construir generalizações indevidas. 

 

 

8.   Cópia de trechos da proposta de redação

 

A proposta de redação de Enem vem sempre acompanhada de uma coletânea de textos de apoio cujo objetivo é subsidiar a discussão a ser desenvolvida pelo candidato. Isso eventualmente inclui, além de textos, mapas e charges.

Um tropeço frequente cometido por participantes da avaliação federal é reproduzir trechos textuais dessas fontes. A cópia, lembra o professor Filipe Couto, acarreta desconto na nota e na contagem de linhas válidas da redação. O mesmo vale para quem parafraseia o trecho, ou seja, reproduz o texto de apoio usando outras palavras. 

 

Colaboraram: Filipe Couto e Pablo Jamilk (Curso Pré-Enem, da Abril Educação) e Simone Ferreira Gonçalves Motta (Curso Etapa)

 

Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/enem-2013-os-oito-erros-mais-comuns-na-redacao 28/08/2013

 

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27

ago
2013

Viva a paz

Viva a Paz!

Dois gatinhos assanhados
se atracaram, enfezados.
A dona se irritou
e a vassoura agarrou! 

E apesar do frio, na hora,
os varreu porta afora,
bem no meio do inverno,
com um frio "do inferno"! 

Os gatinhos, assustados,
se encolheram, já gelados,
junto à porta, no jardim,
aguardando o triste fim! 

De terror acovardados,
os dois gatinhos, coitados,
não puderam nem miar,
lamentando tanto azar! 

Sem ouvir nenhum miado,
a dona, por seu lado,
dos gatinhos teve dó,
e a porta abriu de uma vez só! 

Mesmo estando tão gelados,
os dois gatinhos arrepiados
Zás! Bem junto do fogão
surgem, sem reclamação! 

E a dona comentou:
tanto faz quem começou!
Uma encrenca boba assim
bom é que tenha logo um fim! 

E ela acrescentou, então,
não querem brigar mais, não?
E os gatinhos, enroscados,
esqueceram da briga, aliviados. 

Confortados, no quentinho,
com sossego e com carinho,
dormem bem, bichos queridos,
já da briga esquecidos.

 

Tatiana Belinky, adaptadora desta cancão popular inglesa, é escritora e tradutora. Tem mais de 100 livros publicados. Em 1989, ganhou o Prêmio Jabuti por sua trajetória literária.

 

Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/viva-paz-689868.shtml

 

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27

ago
2013

Ponta da Língua - pura diversão: Amei!

Ponta da Língua

Cheia de graça é a nossa língua, portuguesa. 
Você nem precisa aprender o á-bê-cê para rir com ela. 
Desde pequeno já ouve dizer que mentira tem pernas curtas. 
E mentira tem pernas? 
E a verdade? A verdade tem pernas longas? 
E quando dói a barriga da perna? 
Ou quando ficamos de orelha em pé? 
O que a barriga tem a ver com a perna, e orelha com o pé? 
Pra ser divertido, não leve nada ao pé da letra! 
Até porque letra não tem pé. Ou tem? 
Pé-de-meia é o dinheiro que a gente economiza. 
Pé-de-moleque, doce de amendoim. 
Dedo de prosa é papo rápido. 
Dedo-duro é traidor. 
Pão-duro, pessoa egoísta. 
E boca da noite? E céu da boca? 
É uma brincadeira atrás da outra! 
Cabeça de cebola, dente de alho, braço de mar. 
Com a nossa língua, a gente pode pegar a vida pela mão. 
Pode abrir o coração. Pode fechar a tristeza. 
A gente pode morrer de medo e, ao mesmo tempo, estar vivinho da silva. 
Pode fazer coisas sem pé nem cabeça. 
Mas brincar com palavras também é coisa séria. 
Basta errar o tom e você vai parar no olho do furacão. 
Então, divirta-se. Cuidado só para não morder a língua portuguesa! 

João Anzanello Carrascoza, autor desta crônica, é redator de propaganda 
e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/ponta-lingua-634317.shtml

 

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27

ago
2013

Morada de inventor - Elias José

Morada do inventor

A professora pedia e a gente levava, 
achando loucura ou monte de lixo: 

latas vazias de bebidas, caixas de fósforo, 
pedaços de papel de embrulho, fitas, 
brinquedos quebrados, xícaras sem asa, 
recortes e bichos, pessoas, luas e estrelas, 
revistas e jornais lidos, retalhos de tecido, 
rendas, linhas, penas de aves, cascas de ovo, 
pedaços de madeira, de ferro ou de plástico. 

Um dia, a professora deu a partida 
e transformamos, colamos e colorimos. 
E surgiram bonecos esquisitos, 
bichos de outros planetas, bruxas 
e coisas malucas que Deus não inventou. 

Tudo o que nascia ganhava nome, pais, 
casa, amigos, parentes e país. 
E nasceram histórias de rir ou de arrepiar!... 
E a escola virou morada de inventor!

 

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/morada-inventor-634231.shtml

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27

ago
2013

É sempre era uma vez - Elias José

É sempre era uma vez

Era uma vez uma cachorrinha muito alegre e assanhadinha. 

Era uma vez um tal Marcelo que se achava muito belo. 

Era uma vez um tal João que comia sorvete com feijão. 

Era uma vez um cachorrão, enjoado, latidor e folgadão. 

Era uma vez um palhaço, que só levava tombaço. 

Era uma vez um sacristão, que tocava sino com o dedão. 

Era uma vez uma professora, que teimava em ser cantora. 

Era uma vez um safado prefeito, que dizia: Não tenho defeito! 

Era uma vez um meu colega, que levou uma boa esfrega. 


Era uma vez um músico italiano, que, com pé, tocava o seu piano. 

Era uma vez um aloprado cientista, que passava xixi na vista. 


Era uma vez um feioso estudante, que se dizia muito belo e elegante. 

Era uma vez uma desajeitada menina, que misturava perfume com gasolina. 

Era uma vez o famoso Chico Peão, que contou vantagem e foi pro chão. 

Era uma vez uma tal dona Inês, que tinha cão listrado e gato xadrez. 

E eu quero saber agora o resto destas histórias. 

Conte de uma só vez, quando chegar a sua vez.

 

 

Poema de Elias José

 

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/sempre-era-vez-634315.shtml

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