Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

27

jul
2011

Mania entre os jovens, site que conecta pessoas

aleatoriamente     

O conceito é simples: o internauta clica no botão "play" e imediatamente é conectado a um estranho no seu computador. Não gostou? É só clicar no "next" para trocar aleatoriamente de parceiro virtual. Trata-te do site ChatRoulette, criado em novembro do ano passado por um garoto russo de 17 anos, e que já ganhou milhares de adeptos em todo o mundo. Em novembro, 500 pessoas o visitavam por dia. Em dezembro, 50 mil. No início de março, a conta estava na casa do milhão. 

O problema desse tipo de site é não saber quem aparecerá na sua frente. O sistema ativa a câmera do computador e com um clique é possível encontrar um amigo, alguém da sua idade, do mesmo país ou que mora do outro lado do mundo. Mais um clique em "próximo" e o encontro pode se tornar desagradável: alguém nu (...) Enfim, uma roleta russa.

 Segundo uma pesquisa divulgada em março passado, 13% dos usuários do ChatRoulette são pervertidos. Os dados são da empresa de estatísticas RJ Metrics e deixam os pais em alerta, já que o site faz sucesso entre os adolescentes.

No caso do ChatRoulette, existe a opção de reportar conteúdo inapropriado, porém não é preciso se cadastrar para acessar o serviço. Além disso, a página informa que "não tolera a transmissão de material obsceno, ofensivo e pornográfico". Na prática, pode ser um mundo fascinante, onde há um leque variado de pessoas de todos os cantos ali sua frente, mas, por outro lado, parece não haver muito controle, o que abre espaço para a ação de pedófilos.

Cuidados

 "O assunto é novo, e muitos pais desconhecem as novidades do mercado tecnológico, como o ChatRoulette. Por isso, uma boa orientação é se tornar 'amigo virtual' do filho", aconselha Stoeterau.

É exatamente o que faz a jornalista Tânia Ribeiro, de São Caetano do Sul (SP), em relação à sua filha de 15 anos. "Procuro me manter atualizada e usar as ferramentas que os jovens usam. Também estou nos sites de relacionamentos que ela utiliza e faço parte das listas de amigos, além do Twitter", conta. Dessa maneira, acrescenta Stoeterau, o filho pode tratar dos assuntos da internet com os pais - uma ótima maneira de saber o que ele vê na web.

Outra dica do gerente é conhecer o conteúdo em que o filho navega na rede. "E há ferramentas que podem mostrar isso, como o controle parental, incluindo o bloqueio de conteúdo, caso seja necessário. Mas não basta bloquear, é preciso educar o jovem", diz.

 

E, como o risco desses ambientes sociais na internet é não saber quem está do outro lado, Stoeterau aconselha não mostrar fotos que identificam casa, escola e locais que costuma freqüentar, além de evitar dados pessoais demais e informações sobre hábitos da casa e da família. "Não comente com os filhos sobre os sites que oferecem perigo, pois isso pode estimulá-los a visitá-los", completa.

Baixar a guarda uma única vez é suficiente para acontecer um episódio que pode colocar o jovem em risco. "Um exemplo são os sites de busca, onde aparece de tudo, incluindo sites de pornografia com palavras que não têm essa conotação", diz ele. Portanto, é preciso acompanhar sempre o conteúdo acessado pela criança ou adolescente.

 

Pais e filhos na internet

 

"Existe a exploração dos sites de relacionamentos, e o Brasil se destaca entre os países com maior índice de usuários, fato que expõe mais jovens ao risco", diz Otto Stoeterau, gerente de vendas da Symantec na América Latina.

 Os pais se sentem mais à vontade para discutir sexo com os filhos do que conversar sobre o conteúdo que eles veem na internet. Dados do levantamento comprovam: 72% dos pais se sentem à vontade para confortáveis para falar sobre tabus, como sexo e drogas, mas apenas 66% declararam que conversam sobre os hábitos dos filhos em frente ao computador.

 

Perigo escondido

 

Se antes os pais se preocupavam quando os filhos estavam na rua, hoje essa situação se estende ao computador de casa. "Nas esquinas do quarto" também podem acontecer crimes, desde uma invasão, passando por roubo na conta bancária, até pedofilia. "Sabendo da preferência dos brasileiros pelos ambientes sociais na internet, os criminosos se aproveitam disso", diz Stoeterau.

 "Vejo que os adolescentes que chegam à faculdade fazem tudo pela internet. Ao contrário dos pais, eles pagam contas, compram, conversam, namoram, trabalham. Os jovens não têm noção do perigo que circula nesse meio virtual, pois não é palpável quando não acontece com eles", observa Alexandre Hashimoto, coordenador do curso de Sistemas da Informação das Faculdades Integradas Rio Branco, em São Paulo.

 

Stoeterau lembra que, em São Paulo, um crime é cometido a cada 1,5 minuto; na internet ocorrem quatro crimes por segundo. Os nossos olhos não veem os crimes da internet como nas ruas, mas eles acontecem. 

Disponível em http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2010/04/10/mania-entre-os-jovens-site-que-conecta-pessoas-aleatoriamente-requer-cuidados.htm

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27

jul
2011

A cola, a escola e a internet

 

Fato recente tomou conta dos noticiários no Brasil acerca de uma escola do Rio de Janeiro que enviava os deveres de casa através da internet. Os alunos que dessem conta de todos os exercícios poderiam ser beneficiados com mais um ponto na média do bimestre. A crise foi iniciada quando a escola descobriu que todas as respostas estavam num site de relacionamento de uma das alunas.

     Instalou-se um clima de descontrole. A aluna foi instada a retirar as respostas ou desativar o site. Foi suspensa, segundo a imprensa, por cinco dias e, ainda conforme foi noticiado, enviada para casa no meio do turno escolar, ficando perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro sem que a família fosse avisada. A família recorreu a uma delegacia de polícia alegando constrangimento da aluna.

     Já comentei em meu blog que a aluna merecia um prêmio pelo uso da ferramenta de comunicação. É muita ingenuidade usar a internet para solicitar que os alunos façam exercícios e esperar que a mesma não seja usada para as respostas. A escola não pode desconhecer o poder da eletrônica. Os alunos nasceram dentro desta era e comunicam-se com uma rapidez quase impossível de ser acompanhada.

     O melhor que uma escola pode fazer se quiser usar os meios de comunicação é sugerir que assistam filmes, que discutam com os colegas pelo Twitter alguns assuntos, postando-os nas redes e até enviando desafios acadêmicos para toda a turma da escola, insistindo para que pesquisem, consultem os colegas, troquem experiências e postem os resultados. Os desafios devem ser muito difíceis para criar esse espírito de busca e ousadia do nosso estudante. O erro está em conceder pontuação para este tipo de exercício.

     Outra questão mais importante para os estudantes é saber que, sem fazer exercícios, não aprenderão. Exercitar-se é uma das condições indispensáveis para aprender.

     Se a aluna foi enviada para casa no meio do turno, então se trata de falta grave por parte da escola, sobretudo diante de uma cidade que não oferece tanta segurança.

     Mas, a pergunta fundamental ainda é outra: por que isso ainda ocorre? Por que uma família prefere a delegacia de polícia à coordenação da escola?

     Isso ocorre pela falta de estabelecimento de um elo fraterno entre escola e família muito além da assinatura de um contrato de prestação de serviço. Além disso, tanto a escola e os professores precisam ter mais cuidado com as pessoas, quanto as famílias devem desenvolver em seus filhos o respeito pelos mestres e instituições escolhidas para que eles estudem.

     Em educação, a relação formal precisa existir, no entanto, a relação afetiva e de confiança será o pano de fundo de toda uma educação de excelência.

     Prof. Hamilton Werneck é pedagogo, escritor e conferencista.

Fonte:Jornal Virtual 01/07/2011

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27

jul
2011

Drogas: é preciso prevenir

 

Em todas as civilizações que temos conhecimento constatamos, com maior ou menor intensidade, algum tipo de envolvimento com drogas, seja álcool, tabaco ou outros derivados. A busca pelo prazer através de artifícios faz parte da natureza humana.

     Hoje, com a vida em sociedade cada vez mais precarizada e cheia de pressões, percebemos o comportamento humano voltado para o agora e para a busca de prazer a qualquer preço. Com isso, o mundo das drogas funciona como uma "solução imediata".

     A situação é difícil, mas talvez compreensível em alguns pontos, afinal hoje temos uma sociedade onde as mulheres precisam trabalhar para ajudar no sustento e dar melhores condições para a família. Os filhos, quando pequenos, ficam com babás, com a avó ou em creche, mas, ao iniciar o ensino fundamental, começa o problema: escola somente em meio período. Um turno na escola e o outro? Em casa ou na rua, convivendo com amigos e pessoas de todas as idades. Nesta fase é comum encontrar crianças de 7 anos juntos com jovens de 17.

     Já a partir de 10 anos, vemos crianças já pré-adolescentes e quase 50% semi-alfabetizadas que não conseguem acompanhar a escola. Com muita liberdade e influência dos tais "amigos", começam a ir mal na escola e deixam de frequentá-la. Preferem ficar com os tais "amigos" em shoppings, praças, etc. Nesta hora vem o convite para provar as novidades, sejam legais ou ilegais.

     Com grande acesso à informação, nossos jovens, especialmente os mais carentes, querem ter acesso às coisas bonitas da vida: tênis e roupas de marca, celular e computador do último modelo. Os pais não conseguem comprar nem acompanhar as novidades lançadas pelo mercado. Como praticamente não existem no mundo formal condições para um adolescente de 14 anos ganhar dinheiro honestamente, sobra o convite aos pequenos delitos, furtos, desvios, pequenos favores. Neste círculo vicioso chega a vez do traficante, que também quer "ganhar" seu dinheiro. O grupo de "amigos" influencia comentando que a droga é muito prazerosa.

     A escola sente e acompanha a "perda" de cada um desses alunos a cada ano que passa. O que desanima é que não vemos nenhum governo, municipal, estadual ou federal, pensando em como quebrar esse círculo. A solução passa por rediscutir o modelo social das escolas. Precisamos ter escolas do ensino fundamental ao médio em período integral, das 8h às 17h como na maioria dos países em que a educação escolar faz o seu papel e afasta os jovens do submundo. Nesta escola, além das disciplinas obrigatórias, se ensinam os fundamentos de profissões importantes, como cozinha, panificação, marcenaria, computação, eletricidade, esportes. Com uma escola nesse modelo, não sobraria tempo para os nossos jovens ficarem na rua, com tempo de sobra, pensando apenas em como satisfazer seus prazeres momentâneos.

     Ademar Batista Pereira, presidente do Sindicato das Escolas Particulares - Sinepe/PR

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27

jul
2011

O silêncio antipedagógico na biblioteca pública brasileira

Silêncio: essa parece ser a palavra que melhor retrata a situação caótica de grande parte das bibliotecas públicas brasileiras nos dias atuais. Caótica no sentido de um silenciamento quase sepulcral demonstrado por parte de autoridades governamentais, bibliotecários, pesquisadores, professores, alunos e demais leitores-usuários; dadas as condições praticamente surreais de zelo, atenção, cuidado, organização do acervo e utilização desse espaço cultural.

     É fato que o advento das novas tecnologias de informação e comunicação, com sua enorme parafernália digital (correios eletrônicos, salas de bate-papo, chats, MSN, orkuts, twitters entre outros aparatos virtuais), embora necessárias à evolução do mundo contemporâneo, configuram-se como um dos principais fatores responsáveis pelo quase total abandono, desprezo e indiferença a que vem sendo submetidas muitas bibliotecas públicas brasileiras.

     Todavia, é possível interromper a cerimônia fúnebre em cujo caixão ainda jaz a biblioteca pública no Brasil. Dizemos isto porque entendemos que, a exemplo dos países desenvolvidos, as bibliotecas públicas devem ser vistas como as responsáveis, em grande parte, pelo desenvolvimento de hábitos de leitura em crianças, adolescentes e jovens; bem como pela valorização da cultura humana e formação de leitores crítico-reflexivos realmente comprometidos com o avanço da ciência e o progresso da Nação.

     Já a partir de 10 anos, vemos crianças já pré-adolescentes e quase 50% semi-alfabetizadas que não conseguem acompanhar a escola. Com muita liberdade e influência dos tais "amigos", começam a ir mal na escola e deixam de frequentá-la. Preferem ficar com os tais "amigos" em shoppings, praças, etc. Nesta hora vem o convite para provar as novidades, sejam legais ou ilegais.

     Enquanto defensores da causa das bibliotecas públicas brasileiras, acreditamos ser proveitoso utilizar o espaço físico das mesmas de forma qualitativa e didático-pedagógica e não, como ainda ocorre em muitos casos, principalmente em nível de escolarização básica, como um lugar de "castigo" destinado a alunos ditos indisciplinados que tem como "punição" copiar, de forma meramente mecânica, longos trechos de obras "receitadas" por seus professores em sala de aula; ou ainda, como verdadeiros depósitos de livros e outros materiais impressos, danificados ou não pela ação do tempo e, o que é pior, por mãos humanas insensatas. Acrescente-se a isso os casos de professores que, por motivos de doenças sérias, idade avançada ou estresse pedagógico, são remanejados de suas funções laborais docentes para ficarem "encostados" (no sentido literal do termo) em bibliotecas públicas, visto que erroneamente esta se configura como o melhor lugar para o "repouso profissional", até que chegue a tão almejada aposentadoria.

     Precisamos, pois, urgentemente recuperar o verdadeiro sentido da presença das bibliotecas públicas brasileiras no contexto da sociedade civil organizada: servir de espaço coletivo para a busca de informações e apropriação dos saberes historicamente acumulados. Mas, para tanto, faz-se necessário despertar-nos para a conscientização de sua importância, criando estratégias políticas e sócio-educativas que visem à utilização das bibliotecas públicas como locus de pesquisa, ensino e aprendizagem, isto é, uma espécie de laboratório onde seja possível (re)construir novos conhecimentos a partir dos já existentes.

     Diante do exposto, desejamos bradar, o mais alto possível, nosso manifesto crítico contra todo tipo de descaso, omissão e/ou negligência consentida em relação às bibliotecas públicas brasileiras e, por isso, conclamamos: basta de silêncio! Precisamos lutar fervorosamente em favor da revitalização, adequação, conservação e utilização das bibliotecas públicas como espaço educativo de apreensão do saber historicamente construído e patrimônio cultural da humanidade. Não podemos perder mais tempo. A hora é agora! Vamos começar por nós?

     Marcos Pereira dos Santos é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e professor Auxiliar da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Campus Ponta Grossa

Fonte: Jornal Virtual 15/07/2011

 

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25

jul
2011

Empreendedorismo jovem: qual o seu lugar na escola básica?

 

Iniciamos esse diálogo com uma problematização para a escola, e em especial, para nós, educadores: como os jovens podem fazer a diferença como coautores de uma cidadania planetária e qual o compromisso da escola básica com a formação plena de nossos estudantes?

     Nos últimos trinta anos, as transformações sociais vêm se radicalizando e exigindo posicionamentos científicos e tecnológicos cada vez mais inovadores. A sociedade do conhecimento gera poder na medida em que constrói as relações de subordinação. Por essa razão, uma educação emancipadora se torna indispensável cada vez mais cedo. Não se pode esperar mais o término de um curso superior ou o ingresso no primeiro emprego para se pensar em empreender e inovar. A excelente formação acadêmica e tecnológico-profissional de nossos jovens continua a ser uma das exigências de sua educação plena, porém novas demandas estão se impondo como necessárias à inserção crítica e com autonomia no mercado de trabalho e colocando novos desafios à reinvenção da sua empregabilidade. O emprego, na ótica tradicional, já não dá conta das exigências de sobrevivência, de desenvolvimento sustentável, entre outras demandas da produção de uma sociedade digna, fraterna e justa.

     Problematizar sobre novas possibilidades de emprego e alternativas criativas de sobrevivência, que contribuam para o desenvolvimento das comunidades locais e de processos mais amplos, passa a ser responsabilidade de todos os educadores e profissionais que direta ou indiretamente participam da vida dos jovens no nosso país. Isso também vai fazendo parte da vida do próprio jovem, na medida em que constrói e/ou conquista autonomia.

     

Este conceito precisa ser ampliado, relacionando-o principalmente com as categorias de autonomia, criticidade e criatividade, a partir dos ensinamentos de Paulo Freire. Precisamos estar situados no mundo como sujeitos construtores da história, pois viver intensamente o presente e empreender é iniciar a construção de um futuro provavelmente promissor.

     Eis um grande desafio a enfrentar! É importante considerar o empreendedorismo como uma oportunidade a mais para a inserção crítica e com autonomia do jovem no mercado de trabalho, como possibilidade de afirmação da sua identidade como ser humano. Isso pode torná-lo capaz de socializar ideias, de trabalhar junto, de inovar num processo colaborativo, de realizar-se em processos criativos de trabalho, rompendo com dependência dos padrões tradicionais de emprego. Empreender é ampliar uma visão de mundo, de si mesmo no mundo do trabalho.

     A ideia das novas formas de trabalho e, não exclusivamente de emprego, vem ganhando força entre diversos segmentos da sociedade. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessária a inclusão do tema "empreendedorismo/protagonismo juvenil" nos currículos da escola básica e da universidade, para que o jovem tenha o direito de ser educado para a mudança e não para estabilidade. A responsabilidade e o compromisso com essa formação incluem uma prática educativa dialógica que possibilite aos jovens "uma leitura crítica de mundo" e o reconhecimento de, como sujeitos históricos, podem ousar e intervir com autonomia no mercado de trabalho, participando da construção de um mundo melhor.

     Targélia de Souza Albuquerque é Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

 

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