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*Profª Ritíssima *

28

mai
2013

MEC aumenta rigor nas análises das redações do Enem

Diante da repercussão negativa de redações que continham desde receita de macarrão instantâneo a exaltação a time de futebol, o Ministério da Educação (MEC) decidiu aumentar o rigor na análise dos textos para a próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Conforme divulgado na tarde desta quarta-feira, 8, as inscrições do Enem 2013 serão realizadas de 13 a 27 de maio e a aplicação das provas ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro. A taxa de inscrição será de R$ 35.

"Se estamos mudando o padrão e aumentando o rigor, é porque não ficamos confortáveis com algumas avaliações que nós tivemos", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Estamos partindo desses casos específicos para aprimorar ainda mais a correção."

Nos últimos meses, o MEC foi confrontado com a divulgação nas redes sociais de redações com deboche de alunos. Uma delas, com a citação do hino do Palmeiras, ganhou nota 500. Em outra, um estudante detalhou a receita de preparação de Miojo - o tema da redação se voltava para a questão de fluxos migratórios. Agora, com os novos critérios de correção, as duas redações ganhariam nota zero.

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O edital da próxima edição do Enem, que será publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 9, prevê que serão anuladas redações que apresentem "parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto". Outra mudança se refere a uma das cinco competências avaliadas na redação - o domínio da língua portuguesa. A partir de agora, serão aceitos desvios gramaticais como "excepcionalidade" e "quando não caracterizem reincidência". "Em erro crasso excepcional, a banca vai examinar a natureza dessa excepcionalidade, se é um desvio compatível com a nota máxima. É que nem jogo de futebol. A regra é clara, mas a interpretação do juiz nem sempre é consenso, há um grau que compete à banca", disse Mercadante.

O MEC também decidiu diminuir de 200 para 100 a nota de discrepância que leva as redações para um terceiro corretor. Atualmente, todas as redações do Enem são submetidas a dois corretores independentes - na última edição, quando a diferença de notas era superior a 200 pontos, o texto era submetido a uma terceira avaliação. No Enem 2013, quando a diferença for superior a 100 pontos, o texto passará por uma terceira análise. Nos casos em que nem um terceiro corretor chegar a um consenso, a redação vai para uma banca examinadora, que dará a nota final.

De acordo com Mercadante, o MEC trabalha com a estimativa de que, com as mudanças, uma em cada três redações do Enem vá para um terceiro corretor - na edição de 2012, a proporção foi de 21%. O MEC espera em torno de 6,1 milhões de inscrições para o Enem 2013.

 

http://br.noticias.yahoo.com/mec-aumenta-rigor-an%C3%A1lise-reda%C3%A7%C3%A3o-enem-205700585.html

      

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28

mai
2013

Para os casais apaixonados

Esse vídeo é para todos aqueles que ama, e amam muito!

 

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23

mai
2013

Qual o texto mais antigo da língua portuguesa?

 

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É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores, mas o duro é entendê-lo! A semelhança com o português atual é pouquíssima. Até o jeito como o patrício escrevia as letras é complicado! Mas os linguistas identificam vários elementos nele que o caracterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferem do latim, ainda muito empregado na época. O texto lista os fiadores de um tal de Pelágio Romeu, um português que, apesar de nobre, não era rico. O documento foi descoberto pela pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, em 1999. Ela o encontrou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, enquanto pesquisava para sua tese de doutorado. Como o local possui um imenso acervo inexplorado, ainda podem pintar outros documentos mais antigos. Confira a seguir a versão original do velho texto. E depois, claro, sua "tradução"!

Texto Original

Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem

Versão modernizada

Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!

 

Fonte: Mundo Estranho

http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/Curiosidades_texto_mais_antigo.php



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23

mai
2013

O Curioso e Sensível Dicionário feito por crianças!

 

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Já imaginou um dicionário feito por crianças? Engraçado, não? Bem, no mínimo, curioso. Mas foi este um projeto feito por Javier Naranjo, que, perguntou para várias crianças o significado de algumas palavras. Inicialmente a ideia surgiu quando, para celebrar o dia das crianças, Naranjo perguntou o significado da palavra "criança" e uma das crianças respondeu: "Uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo", o que encantou o professor.

Pelo menos para mim, não poderia haver nenhum outro resultado. Crianças são encantadoras, tudo para elas tem um significado diferente, de um jeito diferente de se ver. Aquele jeitinho inocente e infantil. Uma maneira tão "desconexa" ao nosso mundo e verdadeira, coisas que a maioria dos adultos, e inclusive, alguns jovens, já esqueceram. Há poesia na fala de uma criança.

O sorriso verdadeiro, aquele abraço sincero, uma cara de medo e até aquela verdadezinha que se escapa sem querer, e vemos isso no dicionário que ele criou, onde se tem conceitos onde: Guerra quer dizer "Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz.", Mãe: "Mãe entende e depois vai dormir" e Violência "é a parte ruim da paz".

Apesar de o livro ["Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças"] ter sido lançado inicialmente em 1999, ele ganhou destaque quando foi reeditado esse ano e foi a obra mais comentada na Feira Internacional do Livro de Bogotá, agora no final de Abril. Naranjo diz que passou dez anos pegando as informações e definições enquanto trabalhava como professor na região rural da Colômbia. O mais surpreendente das definições é sinceridade/inocência com que elas são feitas.

 

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Em entrevista à BBC, Naranjo disse coisas como:

"Isso me faz pensar que o livro continua revelando, continua falando sobre as pequenas coisas [...] Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos [...] As crianças escolheram algumas palavras e eu também: palavras que me interessavam, sobre as quais eu me perguntava. Mas não fugi de nenhum [...] Nós adultos somos condescendentes quando falamos com as crianças e deve ser o contrário. Mais que nos abaixarmos temos que ficar na altura deles. Estar à altura deles é nos inclinarmos para olhar as crianças nos olhos e falar com elas cara a cara. Escutar suas dúvidas, seus medos e seus desejos"

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Confira agora algumas das palavras usadas no dicionário feito por crianças:

-Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

-Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

-Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

-Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

-Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

-Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

-Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

-Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

-Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

-Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

-Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

-Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

-Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

-Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos) image

-Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

-Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

-Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

-Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

-Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

-Tranquilidade: por exemplo quando seu pai diz que vai te bater e depois diz que não vai.

-Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

-Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Colaboração de Gustavo Magnani, Administrador e idealizador do literatortura

Disponível em: http://literatortura.com/2013/05/22/conheca-o-curioso-e-sensivel-dicionario-feito-por-criancas/ dia 23/05/2013.

 

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22

mai
2013

Português, a língua mais difícil do mundo? Conta outra.

 

Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas no escuro do quarto em pernilongos zumbidores. Os tapas acertam o vazio, os zumbidos continuam lá.

A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais "correto" do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas - e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses, nem o domínio linguístico pomposamente medíocre exibido há décadas por José Sarney podem fazer nada contra isso. Tapas no vazio.

Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português "a língua mais difícil do mundo". Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova. O sujeito erra o gênero da palavra alface e pronto, lá vem a desculpa universal: "Ah, também, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses!"

Não, claro que isso não quer dizer que o queixoso saiba falar holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil. Não é uma conclusão a que se chegue depois de estudar judiciosamente latim, alemão, húngaro, russo e japonês. Ninguém precisa ter encarado um idioma em que se use declinação - vespeiro do qual a gramática portuguesa nos poupou - para sair deplorando em altos brados o desafio invencível da crase.

Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers. Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas.

Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.

 

 

Data: 05/05/2013.

Fonte: veja.abril.com.br.


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