Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

31

mar
2011

Governo desiste de realizar duas edições do Enem

Folha de São Paulo, 31/03/2011 - São Paulo SP
Governo desiste de realizar duas edições do Enem
ANGELA PINHO DE BRASÍLIA

A promessa do Ministério da Educação de fazer um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no meio do ano e outro no final foi adiada até pelo menos 2012. Oficialmente, o MEC diz que o calendário do exame ainda está em estudo, mas internamente já há convicção de que não existe tempo hábil para a realização de um exame já em maio, como previsto, uma vez que nem sequer se

abriram inscrições. Dessa forma, apenas uma prova deverá ser realizada, em outubro. A realização de mais de um exame anual, prometida em 2009, quando a reformulação do Enem foi anunciada, era vista como uma maneira de dar mais chances para os candidatos a uma vaga no ensino superior e de reduzir a pressão dada por uma seleção baseada em apenas um final de

semana de testes. Além disso, o exame em maio seria usado para selecionar alunos para instituições que têm vestibulares nos dois semestres do ano. No entanto, quando a prova de 2009 vazou e teve que ser adiada, o governo ficou mais cauteloso. A justificativa dada para não fazer um exame no meio do ano em 2010 foi a falta de tempo para formular um novo esquema de segurança.

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30

mar
2011

Brasil está se tornando potência científica, diz relatório

 

Brasil está se tornando potência científica, diz relatório

 

 

Um relatório divulgado na Grã-Bretanha indica que o Brasil e outros países emergentes, liderados pela China, estão despontando como grandes potências na área de produção de estudos científicos, capazes de rivalizar com países que têm tradição nessa área, como os Estados Unidos, nações da Europa Ocidental e o Japão.

De acordo com o estudo feito pela Royal Society, a academia nacional de ciência britânica, São Paulo subiu para do 38º para o 17.º lugar na lista de cidades com mais publicações científicas no mundo, o que "reflete o rápido crescimento da atividade científica brasileira".

A representatividade dos estudos brasileiros teve leve aumento: entre 1999 e 2003, eles equivaliam a 1,3% do total de pesquisas científicas globais. Entre 2004 e 2008, essa porcentagem subiu para 1,6.

Mas "as reduções significativas no orçamento de ciência em 2011 levantam preocupações", diz o relatório. Em meio aos cortes de R$ 50 bilhões anunciados pelo governo no orçamento federal, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve perder R$ 1,7 bilhão.

China
O relatório, chamado Conhecimento, Redes e Nações: A Colaboração Científica no Século 21, analisa a publicação de trabalhos científicos por país no período entre 1996 e 2008.

Segundo o levantamento, o desempenho da China é ''particularmente notável'' - a publicação de documentos científicos do país superou as do Japão e da Europa nos últimos anos.

O país asiático só é ultrapassado pelos Estados Unidos, mas deve superá-los antes de 2020, se a atual tendência continuar.

Em 1996, os Estados Unidos tinham produção científica dez vezes maior que a chinesa; hoje, sua produção, com crescimento menor, não chega a ser o dobro da do país asiático.

No entanto, o relatório diz que ''ainda demorará algum tempo para que a produção dessas nações emergentes esteja à altura de ser uma referência para a comunidade científica internacional'', ressalta a pesquisa.

Áreas específicas
O estudo diz que há avanços em áreas específicas da ciência em alguns países, entre eles o Brasil.

''Existe diversificação de alguns países demonstrando lideranças em setores específicos, como a China em nanotecnolgia, e o Brasil em biocombustíveis, mas as nações avançadas do ponto de vista científico continuam a dominar a contagem de citações.''

A pesquisa também identificou nações emergentes no campo da ciência que não costumam ser associadas a uma base científica forte, como o Irã, a Tunísia e a Turquia.

As projeções feitas pelo relatório "sugerem que o sistema científico global está se desvencilhando de seu padrão anterior".

"China e Coreia do Sul cumprem com suas ambiciosas metas de investimento em pesquisa e desenvolvimento, enquanto economias como Brasil e Rússia também prometem recursos substancialmente maiores para pesquisas."

Com isso, é possível que nações emergentes - Brasil incluído - superem os investimentos de países como Japão e França no setor.

Fonte: Portal Terra

 

 

 

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30

mar
2011

MEC chama universidades para ampliar banco de itens do Enem

 

 

Os primeiros passos para aumentar a escala e o alcance do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam a ser dados. As instituições públicas de ensino superior vão participar da elaboração do banco de itens da prova a partir deste ano.

Antes, as questões do Enem era feitas por professores ou especialistas contratados diretamente para a tarefa. Aumentar o número de questões disponíveis é importante, já que a pretensão do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) é aplicar duas edições da prova ao ano.

Atualmente o Inep tem cerca de 10 mil questões no Banco Nacional de Itens (BNI) do Enem  a meta é chegar a 100 mil. Cada edição do exame é formada por 180 questões. As universidades federais, estaduais e municipais, além dos institutos federais de Educação Profissional podem se cadastrar para participar do edital a partir de amanhã (30). Elas serão pagas pelos itens elaborados, testados e aprovados. O investimento nesse projeto será de R$ 100 milhões.

A ideia é aproveitar a experiência acumulada pelas universidades na elaboração dos seus vestibulares para "engordar" o BNI. "É importante envolver cada vez mais as instituições públicas de ensino superior no Enem. Elas vão compartilhar de forma mais sistêmica", explica a presidente do Inep, Malvina Tuttman. Segundo ela, as instituições já demontraram grande interesse em participar do projeto. Elas deverão formar equipes para elaborar as questões nas quatro áreas que são avaliadas no Enem: linguagens e códigos, ciências da natureza, ciências humanas e matemática.

Um banco de itens mais completo permitirá no futuro a informatização das provas do Enem. O ministro Fernando Haddad espera que esse modelo, já utilizado em países como os Estados Unidos, comece a sair do papel em um prazo de três anos. Pelo sistema CAT (Computer Adaptive Testing), o candidato faz a prova em um terminal capaz de gerar uma prova diferente para cada um. Isso é possível porque a metodologia adotada no Enem é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), um modelo que atribui pesos diferentes às questões em função do número de erros e acertos obtidos pelos candidatos.

"O desenho dessa sala de aplicação está em estudo e assim que for concluído vamos soltar um segundo edital para instituições que queiram se habilitar para aplicar o exame", informou Haddad. Inicialmente essas salas vão servir para testar os itens que vão ser incluídos no BNI. "A informatização necessita da instalação de áreas próprias para aplicação do exame nesse formato, o que exige a aquisição de equipamentos próprios por parte daqueles que vão se habilitar. Não é só o terminal, mas toda uma infraestrutura de segurança", explicou o ministro.

De acordo com Haddad, o Inep ainda não definiu a partir de quando o Enem passará a ter mais de uma edição por ano. O mais provável é que o próximo edital já tenha a previsão da edição deste ano e de outra prova para o primeiro semestre de 2012. "Temos que dar início a esse processo", afirmou.

Fonte: Portal Terra

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28

mar
2011

Aprovar ou reprovar, eis a questão!

 

 

 

O que nos faz aprender é a aprovação, a reprovação ou a educação de qualidade? A aprovação automática, praticada nas escolas paulistas, em face do baixo rendimento dos alunos, agora está em vias de revisão. Em lugar dela a proposta é a de reprovar no terceiro, quinto e nono anos do ensino fundamental, caso isso seja necessário. A cada ano, sete milhões de estudantes brasileiros são reprovados, segundo o Relatório de Monitoramento da Educação para Todos, de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

     Mas, se é verdade que a repetência traz problemas para a nação brasileira, uma vez que exclui por forçar a evasão, por outro lado, não é seguro que a aprovação automática previna contra esses problemas. Além disso, o argumento de que a repetência onera o erário com custos repetidos com o mesmo estudante também não justifica a aprovação automática: gasto com educação não é custo, mas, sim, investimento - e investimento da cidadania nela mesma, diga-se de passagem.

     O debate sobre esse assunto me parece pecar por não ser desenvolvido sob a perspectiva ideológica. Quando muito, ele tem sido proposto sob a luz da economia. E pronto.

     Nessa perspectiva, o que pode garantir o aprendizado significativo são as medidas político-educacionais combinadas com decisões pedagógicas em sala de aula. O estudante tem de contar com condições de acesso e permanência dignas na escola, já que, para isso, recolhe uma infinidade cotidiana de impostos - bom lembrar que a escola pública é socialmente mantida.

     A par do acesso e permanência dignos, os professores precisam ser melhor preparados, teórica, metodológica, ética e salarialmente para o exercício do magistério, sob pena de não terem ferramentas para perceberem quando o aluno em sala precisa da intervenção pedagógica adequada e de qualidade.

     É por isso que a aprovação automática pode significar exclusão ao jogar para o mercado o serviço sujo de não incluir socialmente os brasileiros, nas esferas produtivas e de apropriação de bens materiais, sociais e culturais - uma olhada no setor de recrutamento e seleção para o ingresso no tal mercado de trabalho, para ficar apenas numa dimensão dessa inclusão, evidencia sobejamente como essa exclusão se efetiva.

     Ideologicamente, pois, o ato de aprovar, em si mesmo, não garante aprendizado. O meio indicado é a educação de qualidade e o apoio educativo preciso e qualificado ao estudante naquilo que ele precisar para compreender um conteúdo e poder usá-lo significativamente em sua vida cotidiana.

     Mas isso, segundo os liberais, "custa". E custo é tudo o que os adeptos da economia de mercado tentam evitar, confundindo bem comum administrado pelo Estado com empreendimento privado.

     Deve ser por isso que os liberais de todas as cores fogem do debate sobre as questões ideológicas que atravancam a melhoria da educação escolar do nosso País: eles não querem dar o braço a torcer ao terem que admitir o manejo ideológico com que operam os assuntos educacionais.

     Texto de Wilson Correia - professor adjunto de Filosofia da Educação, no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - enviado ao Jornal Virtual.

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28

mar
2011

todos os livros publicados no País

Cadastro online reunirá todos os livros publicados no País

 

 

Até o fim do ano, bastará acessar um site para encontrar em um só banco de dados informações sobre todos os livros já publicados no Brasil. A plataforma deve facilitar o trabalho de educadores e alunos, que terão a sua disposição uma lista segura de preços e opção de livros didáticos, por exemplo.

Um acordo que prevê a criação de um cadastro nacional de livros foi assinado entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Federación de Grêmios de Editores de Espana (FGEE). O projeto, já implementado na Espanha, garantiu metodologia e normalização para o mercado editorial do país. Com o convênio, será permitido o desenvolvimento da mesma plataforma no Brasil.

O coordenador geral do Cadastro Nacional de Livros, Ednei Procópio, explica que a plataforma funciona como um banco de informações de livros. Segundo ele, neste site estarão arquivados todos os títulos de publicações feitas no Brasil, o que primeiramente vai beneficiar e facilitar o trabalho de editoras e livreiros.

"Para as editoras o cadastro vai servir como uma ferramenta onde poderá publicar digitalmente o catálogo de livros. Então, se ontem as editoras precisavam se cadastrar em diversas livrarias, hoje elas somente precisarão realizar um cadastro. Já as livrarias terão acesso a uma plataforma que irá conter todos as informações sobre todos os títulos e editoras, não precisando recorrer a um sistema próprio de catalogo de livros , que custa muito caro, e nem a sites na internet", explica, dizendo que a ferramenta estará disponível para as editoras em abril, para as livrarias em julho, e no final deste ano para o público em geral.

Porém o coordenador do projeto salienta que apesar de estar disponível on line, primeiramente o cadastro nacional de livros não será aberto ao público. Na fase inicial de implementação, somente editoras e livrarias poderão acessar através de um login determinado pela Câmara Brasileira de Livros, a mantenedora do site.
Aos poucos, a plataforma ficará disponível para bibliotecas, setores do governo, educadores, jornalistas e leitores em geral.

"O cadastro vai facilitar o trabalho de muita gente. Um leitor que busca maiores informações sobre um título saberá exatamente para que site ir, ao invés de rodar a internet em páginas de diferentes revendedoras", diz Procópio.

Porém engana-se quem pensa que o cadastro será sinônimo de biblioteca digital com títulos on line na íntegra. Procópio ressalta que o banco de dados somente irá conter uma ficha técnica de todas as publicações feita no país. "Será um cadastro com informações precisas sobre todos os livros, como autor, preço, sinopse, data de publicação e outras informações", explica.

Fonte: Cartola - Agência de conteúdo

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