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*Profª Ritíssima *

27

fev
2013

Atividades e tarefas

Querido alunos do 8º ano!

Essas atividades são uma forma de revisão. Aproveitem e façam com muito capricho! Corrigiremos em sala.

 

Exercícios 8º Ano

 

Leia:

 

As peras

[...]

O relógio

não mede. Trabalha

no vazio: sua voz desliza

fora dos corpos.

 

Tudo é cansaço

de si. As peras se consomem

no seu doirado

sossego. As flores, no canteiro

diário, ardem,

ardem, em vermelho e azuis. Tudo

desliza e está só.

[...]

 

(Ferreira Hullar. Toda poesia, 6 ed. p. 16. RJ, José Olympio, 1997)

 

1)      Observe as orações do poema e complete a análise sintática.

" [....] sua voz desliza fora dos corpos."

 

Sujeito:

Núcleo do sujeito:

Predicado verbal:

Adjunto adverbial de lugar:

Verbo intransitivo:

 

" Tudo é o cansaço de si."

 

Sujeito:

Núcleo do sujeito:

Predicado nominal:

Verbo de ligação:

Predicativo do sujeito:

 

2)      Indique  a classe gramatical a que pertencem os núcleos dos sujeitos da orações anteriores.

 

 

3)       

 

a.  Em " [...] sua voz desliza para fora dos corpos.", o predicado destacado é

   (   ) nominal    (   ) verbal

 

b. Em "Tudo é o cansaço de si." , o predicado destacado é:

(    ) nominal   (   ) verbal

 

4)      Observe as orações e preencha o que se pede.

 

a)      As crianças dormem no sofá da sala.

b)      Minha mãe assiste à missa naquela igreja.

c)       Meu pai construiu um a churrasqueira no quintal.

d)      As crianças deram os brinquedos aos moradores da favela.

Classificação dos verbos:

 

(    ) VTD

(    ) VTI

(    ) VTDI

 

Classificação dos objetos

(    ) à missa

(     ) _________

(    ) os brinquedos aos moradores da favela

(    ) uma churrasqueira

 

Leia:

 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amos se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como outras, ridículas.

 

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

[...]

(Fernando Pessoa. Obra Poética, p. 399-400. RJ. José Aguilar, 1972)

 

Observe a oração:

"Todas as cartas de amor são ridículas."

a)      Sublinhe o verbo

b)      Que é que são ridículas?

c)       Copie sobre o que se diz sobre esse termo da oração.

d)      Portanto, nessa oração, "todas as cartas de amor" é o _______________ da oração.

 

Arte de ser feliz

 

Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz. [...]

(Cecília Meireles. Quadrante I, p. 10 RJ. Ed. do Autor, 1968)

 

a)      Sublinhe os verbos e locuções verbais do texto.

b)      Quantas orações há nesse texto?

c)       Classifique os sujeitos, conforme as legendas:

 

SS - sujeito simples;

SC - Sujeito Composto;

OSS - Oração sem Sujeito;

SO 0 Sujeito oculto;

SI - Sujeito Indeterminado;

 

  1. (     ) " Houve um tempo[...]"
  2. (     ) "Eu era uma criança [...]"
  3. (     ) "  [... ]a minha janela se abria para um chalé."
  4. (     ) " [...] Sentia-me completamente feliz."

 

Agora sublinhe o predicado dessas orações.

 

Nas orações abaixo, circule o sujeito, sublinhe o predicado e coloque OD para ordem direta e OI para ordem Indireta ou Inversa.

 

  1. (     ) " Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça."
  2. (     ) ' Nesse ovo costumava pousar um pombo branco."
  3. (     ) "[...] nos dias límpidos, [...] o pombo parecia pousado no ar."
  4. (     ) " [...] o céu ficava da mesma cor do ovo de louça [...]"  

 

Disponível em: Descobrindo a gramática. FTD. Língua Portuguesa. Gilio Giacomozzi, Gildete Valério e Cláudia Molinari Reda.

 

 

 

 

 

 

 

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26

fev
2013

Orações coordenadas 9º ano

Queridos!

 

Essas atividades deverão ser efetuadas e coladas no caderno!

 

 

Atividades para o 9º ano

 

Orações coordenadas

 

1. No período "Penso, logo existo", oração em destaque é:

a) coordenada sindética conclusiva
b) coordenada sindética aditiva
c) coordenada sindética alternativa
d) coordenada sindética adversativa
e) n.d.a

 

3. Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:

a - Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
b - Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
c - Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.
d - Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
e - Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.

4. O período composto por coordenação é retratado por orações que não mantêm dependência sintática entre elas, isto é, somente são ligadas pelo uso da conjunção.

Assim sendo, demonstre seu conhecimento elaborando uma oração para cada modalidade solicitada:

a- aditiva
b- adversativa
c- alternativa
d- explicativa
e- conclusiva

5. Observe o seguinte excerto poético e em seguida atente-se para as questões que a ele se referem:

"As horas passam, os homens caem, a poesia fica" (Emílio Moura)

a - Estamos diante de um _________________________________ por ___________________________, pois o mesmo é formado por várias orações que __________________________________________________________________

b - As orações que o compõem são coordenadas sindéticas ou assindéticas? Justifique.

c - Reescreva os versos introduzindo as conjunções coordenadas que melhor se adequarem à ideia expressa.

6. Verifique o código em evidência, empregando-o corretamente de acordo com os casos expressos pelas orações a seguir:

A - coordenada aditiva
B - coordenada adversativa
C - coordenada alternativa
D - coordenada explicativa
E - coordenada conclusiva

a- Não fomos ao aniversário, porém trouxemos o presente (     ).
b - Ou tentas se qualificar melhor, ou serás demitido (     ).
c - Conseguimos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante (     ).
d- A garota não compareceu à aula porque estava doente (     ).
e - Viajamos muito e chegamos exaustos. (    )
f - Não vejo importância neste tema, portanto encerraremos a reunião. (     )
g - Não gosto de sua atitude, todavia não lhe trato mal.(     )

7) Em relação a orações coordenadas é correto afirmar:
a) Sempre possui uma conjunção ligando uma a outra;
b) Nunca possui conjunções, apenas vírgula separando uma das outras;
c) Não possui sentido próprio, logo necessita de outra oração para ter sentido.
d) São orações independentes, tem sentido próprio.

8) Classifique a oração a seguir: "Pedro não trabalhava, nem estudava."
a) É uma oração coordenada assindética;
b) É uma oração coordenada sindética alternativa;
c) É uma oração coordenada sindética aditiva;

9) Na oração "PEDRO NÃO JOGA E NEM ASSISTE", temos a presença de uma oração
coordenada que pode ser classificada em:
a) Coordenada assindética;
b) Coordenada assindética aditiva;
c) Coordenada sindética alternativa;
d) Coordenada sindética aditiva.

 

10) A conjunção E normalmente é usada como conjunção coordenada aditiva. No entanto, em uma das alternativas abaixo, isso não ocorre:

a) Entrou, comprou ingressos e saiu logo.
b) Maria é amiga de César e Vera, de Mário.
c) Não se preparou para o concurso e conseguiu passar.
d) Saia daí e não volte mais!
e) Nem um nem outro conseguiu pagar a conta e ficaram devendo o almoço.


11) A conjunção E tem valor adversativo na frase:

a) Cheguei, vi e venci.
b) Arrumou as malas e despediu-se.
c) Deitei-me exausto e não consegui dormir.
d)Siga o meu conselho e não se arrependerá.
e) Choveu durante toda a noite e não pudemos sair.


12) "Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!"

Neste trecho temos:

a) uma oração coordenada sindética adversativa
b) uma oração coordenada sindética aditiva
c) uma oração coordenada assindética e uma coordenada aditiva
d) uma oração coordenada e uma subordinada


13)"

          Não quis ouvir o teu agouro.

         Colhi todas as rosas que nasceram

          Nos caminhos por onde me levaste

          E as rosas não morreram."

                                    (Álvaro Moreyra)

 Considerando-se o último verso, ele se classifica como uma oração:

a) aditiva
b) explicativa
c) conclusiva
d) alternativa
e) adversativa


14) Meu dia outrora principiava alegre;

       No entanto à noite eu chorava. Hoje mais velho,

       Nascem-me em dúvida os dias, mas

       Findam sagrados, serenamente."

                                      (Manuel Bandeira)

No texto acima encontramos, pela ordem:

a) uma oração coordenada sindética alternativa e uma oração sindética adversativa
b) uma oração coordenada sindética adversativa e uma oração sindética alternativa
c) duas orações coordenadas sindéticas adversativas
d) uma oração coordenada sindética explicativa e uma oração sindética conclusiva
e) duas orações coordenadas sindéticas explicativas


15) "Já estava saturado daquil;. era preciso, porém, suportar aquele voltear de mulheres."

No texto é possível detectar:

a) uma oração coordenada sindética alternativa
b) uma oração coordenada sindética adversativa
c) uma oração coordenada sindética conclusiva
d) uma oração coordenada sindética explicativa


16) No período - "Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas" -a oração destacada é:

a) coordenada sindética alternativa
b) coordenada sindética conclusiva
c) coordenada sindética aditiva
d) coordenada sindética explicativa
e) coordenada sindética adversativa


17) Chamando de:

1. o período composto por coordenação sindética,

2. o período composto por coordenação assindética,

assinale a alternativa correta:

a) Colhemos frutos, jogamos bola. (1)
b) Bem depressa chegou o trem; despedimo-nos sem demora.(1)
c) Os dois anos de serviço acabaram em 1855, e o escravo ficou livre, mas continuou o ofício.(1)
d) Dormi tarde, mas acordei cedo.(2)
e) Fui bem em Português, mas não acertei nada de Química.(2)


18) Assinale a alternativa que contém uma oração coordenada sindética adversativa.

a) A frustração cresce e a desesperança não cede.
b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica ou a auto-absolvição?
c) É também ocioso pensar que nós da elite, temos riqueza suficiente para distribuir.
d) Sejamos francos.
e) Em termos mundiais, como potência econômica, somos irrelevantes, mas extremamente representativos como população.


19) Assinale a alternativa em que aparece uma conjunção coordenada sindética explicativa:

a) A casaca dele estava remendada, mas estava limpa.
b) Eles se amavam, contudo não se falavam.
c) Todos trabalhando: ou varrendo ou lavando as vidraças.
d) Chora, que lágrimas lavam a alma.
e) O time ora atacava, ora defendia e, no placar, o resultado não se movia.

 

 

20)

 

Céu

 

A criança olha

Para o céu azul

Levanta a mãozinha

Quer tocar o céu.

 

Não sente a criança

Que o céu é ilusão

Crê que o não alcança

Quando o tem na mão

 

Manuel Bandeira

( Estrela da Vida inteira. 2 ed. Rio de janeiro: J.O., 1970.p.195)

 

Analise a 1ª estrofe:

 

a)     Quantos verbos e locuções verbais há no poema?

 

 

b)    Qual é o número de períodos?

 

 

C) Os períodos são simples ou compostos?

 

 

 

D) Quantas orações no período dessa estrofe?

 

 

e) As orações são coordenadas entre si? Explique

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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20

fev
2013

Conto

 

O Gato Preto

Autor: Edgar Allan Poe

 

Não espero nem peço que se dê crédito à história sumamente extraordinária e, no entanto, bastante doméstica que vou narrar. Louco seria eu se esperasse tal coisa, tratando-se de um caso que os meus próprios sentidos se negam a aceitar. Não obstante, não estou louco e, com toda a certeza, não sonho. Mas amanhã posso morrer e, por isso, gostaria, hoje, de aliviar o meu espírito. Meu propósito imediato é apresentar ao mundo, clara e sucintamente, mas sem comentários, uma série de simples acontecimentos domésticos. Devido às suas conseqüências, tais acontecimentos me aterrorizaram, torturaram e instruíram.

No entanto, não tentarei esclarecê-los. Em mim, quase não produziram outra coisa senão horror -  mas, em muitas pessoas, talvez lhes pareçam menos terríveis que grotescos. Talvez, mais tarde, haja alguma inteligência que reduza o meu fantasma a algo comum - uma inteligência mais serena, mais lógica e muito menos excitável do que a minha, que perceba, nas circunstâncias a que me refiro com terror, nada mais do que uma sucessão comum de causas e efeitos muito naturais.

Desde a infância, tomaram-se patentes a docilidade e o sentido humano de meu caráter. A ternura de meu coração era tão evidente, que me tomava alvo dos gracejos de meus companheiros. Gostava, especialmente, de animais, e meus pais me permitiam possuir grande variedade deles. Passava com eles quase todo o meu tempo, e jamais me sentia tão feliz como quando lhes dava de comer ou os acariciava. Com os anos, aumentou esta peculiaridade de meu caráter e, quando me tomei adulto, fiz dela uma das minhas principais fontes de prazer. Aos que já sentiram afeto por um cão fiel e sagaz, não preciso dar-me ao trabalho de explicar a natureza ou a intensidade da satisfação que se pode ter com isso. Há algo, no amor desinteressado, e capaz de sacrifícios, de um animal, que toca diretamente o coração daqueles que tiveram ocasiões frequentes de comprovar a amizade mesquinha e a frágil fidelidade de um simples homem.

Casei cedo, e tive a sorte de encontrar em minha mulher disposição semelhante à minha. Notando o meu amor pelos animais domésticos, não perdia a oportunidade de arranjar as espécies mais agradáveis de bichos. Tínhamos pássaros, peixes dourados, um cão, coelhos, um macaquinho e um gato.

Este último era um animal extraordinariamente grande e belo, todo negro e de espantosa sagacidade. Ao referir-se à sua inteligência, minha mulher, que, no íntimo de seu coração, era um tanto supersticiosa, fazia frequentes alusões à antiga crença popular de que todos os gatos pretos são feiticeiras disfarçadas. Não que ela se referisse seriamente a isso: menciono o fato apenas porque aconteceu lembrar-me disso neste momento.

Pluto - assim se chamava o gato - era o meu preferido, com o qual eu mais me distraía. Só eu o alimentava, e ele me seguia sempre pela casa. Tinha dificuldade, mesmo, em impedir que me acompanhasse pela rua.

Nossa amizade durou, desse modo, vários anos, durante os quais não só o meu caráter como o meu temperamento - enrubesço ao confessá-lo - sofreram, devido ao demônio da intemperança, uma modificação radical para pior. Tornava-me, dia a dia, mais taciturno, mais irritadiço, mais indiferente aos sentimentos dos outros. Sofria ao empregar linguagem desabrida ao dirigir-me à minha mulher. No fim, cheguei mesmo a tratá-la com violência. Meus animais, certamente, sentiam a mudança operada em meu caráter. Não apenas não lhes dava atenção alguma, como, ainda, os maltratava. Quanto a Pluto, porém, ainda despertava em mim consideração suficiente que me impedia de maltratá-lo, ao passo que não sentia escrúpulo algum em maltratar os coelhos, o macaco e mesmo o cão, quando, por acaso ou afeto, cruzavam em meu caminho. Meu mal, porém, ia tomando conta de mim - que outro mal pode se comparar ao álcool? - e, no fim, até Pluto, que começava agora a envelhecer e, por conseguinte, se tomara um tanto rabugento, até mesmo Pluto começou a sentir os efeitos de meu mau humor.

Certa noite, ao voltar a casa, muito embriagado, de uma de minhas andanças pela cidade, tive a impressão de que o gato evitava a minha presença. Apanhei-o, e ele, assustado ante a minha violência, me feriu a mão, levemente, com os dentes. Uma fúria demoníaca apoderou-se, instantaneamente, de mim. Já não sabia mais o que estava fazendo. Dir-se-ia que, súbito, minha alma abandonara o corpo, e uma perversidade mais do que diabólica, causada pela genebra, fez vibrar todas as fibras de meu ser. Tirei do bolso um canivete, abri-o, agarrei o pobre animal pela garganta e, friamente, arranquei de sua órbita um dos olhos! Enrubesço, estremeço, abraso-me de vergonha, ao referir-me, aqui, a essa abominável atrocidade.

Quando, com a chegada da manhã, voltei à razão - dissipados já os vapores de minha orgia noturna, experimentei, pelo crime que praticara, um sentimento que era um misto de horror e remorso; mas não passou de um sentimento superficial e equívoco, pois minha alma permaneceu impassível. Mergulhei novamente em excessos, afogando logo no vinho a lembrança do que acontecera.

Entrementes, o gato se restabeleceu, lentamente. A órbita do olho perdido apresentava, é certo, um aspecto horrendo, mas não parecia mais sofrer qualquer dor. Passeava pela casa como de costume, mas, como bem se poderia esperar, fugia, tomado de extremo terror, à minha aproximação. Restava-me ainda o bastante de meu antigo coração para que, a princípio, sofresse com aquela evidente aversão por parte de um animal que, antes, me amara tanto. Mas esse sentimento logo se transformou em irritação. E, então, como para perder-me final e irremissivelmente, surgiu o espírito da perversidade. Desse espírito, a filosofia não toma conhecimento. Não obstante, tão certo como existe minha alma, creio que a perversidade é um dos impulsos primitivos do coração humano - uma das faculdades, ou sentimentos primários, que dirigem o caráter do homem. Quem não se viu, centenas de vezes, a cometer ações vis ou estúpidas, pela única razão de que sabia que não devia cometê-las? Acaso não sentimos uma inclinação constante mesmo quando estamos no melhor do nosso juízo, para violar aquilo que é lei, simplesmente porque a compreendemos como tal? Esse espírito de perversidade, digo eu, foi a causa de minha queda final. O vivo e insondável desejo da alma de atormentar-se a si mesma, de violentar sua própria natureza, de fazer o mal pelo próprio mal, foi o que me levou a continuar e, afinal, a levar a cabo o suplício que infligira ao inofensivo animal. Uma manhã, a sangue frio, meti-lhe um nó corredio em torno do pescoço e enforquei-o no galho de uma árvore. Fi-lo com os olhos cheios de lágrimas, com o coração transbordante do mais amargo remorso. Enforquei-o porque sabia que ele me amara, e porque reconhecia que não me dera motivo algum para que me voltasse contra ele. Enforquei-o porque sabia que estava cometendo um pecado - um pecado mortal que comprometia a minha alma imortal, afastando-a, se é que isso era possível, da misericórdia infinita de um Deus infinitamente misericordioso e infinitamente terrível.

Na noite do dia em que foi cometida essa ação tão cruel, fui despertado pelo grito de "fogo!". As cortinas de minha cama estavam em chamas. Toda a casa ardia. Foi com grande dificuldade que minha mulher, uma criada e eu conseguimos escapar do incêndio. A destruição foi completa. Todos os meus bens terrenos foram tragados pelo fogo, e, desde então, me entreguei ao desespero.

Não pretendo estabelecer relação alguma entre causa e efeito - entre o desastre e a atrocidade por mim cometida. Mas estou descrevendo uma seqüência de fatos, e não desejo omitir nenhum dos elos dessa cadeia de acontecimentos. No dia seguinte ao do incêndio, visitei as ruínas. As paredes, com exceção de uma apenas, tinham desmoronado. Essa única exceção era constituída por um fino tabique interior, situado no meio da casa, junto ao qual se achava a cabeceira de minha cama. O reboco havia, aí, em grande parte, resistido à ação do fogo - coisa que atribuí ao fato de ter sido ele construído recentemente. Densa multidão se reunira em torno dessa parede, e muitas pessoas examinavam, com particular atenção e minuciosidade, uma parte dela, As palavras "estranho!", "singular!", bem como outras expressões semelhantes, despertaram-me a curiosidade. Aproximei-me e vi, como se gravada em baixo-relevo sobre a superfície branca, a figura de um gato gigantesco. A imagem era de uma exatidão verdadeiramente maravilhosa. Havia uma corda em tomo do pescoço do animal.

Logo que vi tal aparição, pois não poderia considerar aquilo como sendo outra coisa, o assombro e terror que se me apoderaram foram extremos. Mas, finalmente, a reflexão veio em meu auxílio. O gato, lembrei-me, fora enforcado num jardim existente junto à casa. Aos gritos de alarma, o jardim fora imediatamente invadido pela multidão. Alguém deve ter retirado o animal da árvore, lançando-o, através de uma janela aberta, para dentro do meu quarto. Isso foi feito, provavelmente, com a intenção de despertar-me. A queda das outras paredes havia comprimido a vítima de minha crueldade no gesso recentemente colocado sobre a parede que permanecera de pé. A cal do muro, com as chamas e o amoníaco desprendido da carcaça, produzira a imagem tal qual eu agora a via.

Embora isso satisfizesse prontamente minha razão, não conseguia fazer o mesmo, de maneira completa, com minha consciência, pois o surpreendente fato que acabo de descrever não deixou de causar-me, apesar de tudo, profunda impressão. Durante meses, não pude livrar-me do fantasma do gato e, nesse espaço de tempo, nasceu em meu espírito uma espécie de sentimento que parecia remorso, embora não o fosse. Cheguei, mesmo, a lamentar a perda do animal e a procurar, nos sórdidos lugares que então freqüentava, outro bichano da mesma espécie e de aparência semelhante que pudesse substituí-lo.

Uma noite, em que me achava sentado, meio aturdido, num antro mais do que infame, tive a atenção despertada, subitamente, por um objeto negro que jazia no alto de um dos enormes barris, de genebra ou rum, que constituíam quase que o único mobiliário do recinto. Fazia já alguns minutos que olhava fixamente o alto do barril, e o que então me surpreendeu foi não ter visto antes o que havia sobre o mesmo. Aproximei-me e toquei-o com a mão. Era um gato preto, enorme - tão grande quanto Pluto - e que, sob todos os aspectos, salvo um, se assemelhava a ele. Pluto não tinha um único pêlo branco em todo o corpo - e o bichano que ali estava possuía uma mancha larga e branca, embora de forma indefinida, a cobrir-lhe quase toda a região do peito.

Ao acariciar-lhe o dorso, ergueu-se imediatamente, ronronando com força e esfregando-se em minha mão, como se a minha atenção lhe causasse prazer. Era, pois, o animal que eu procurava. Apressei-me em propor ao dono a sua aquisição, mas este não manifestou interesse algum pelo felino. Não o conhecia; jamais o vira antes.

Continuei a acariciá-lo e, quando me dispunha a voltar para casa, o animal demonstrou disposição de acompanhar-me. Permiti que o fizesse - detendo-me, de vez em quando, no caminho, para acariciá-lo. Ao chegar, sentiu-se imediatamente à vontade, como se pertencesse a casa, tomando-se, logo, um dos bichanos preferidos de minha mulher.

De minha parte, passei a sentir logo aversão por ele. Acontecia, pois, justamente o contrário do que eu esperava. Mas a verdade é que - não sei como nem por quê - seu evidente amor por mim me desgostava e aborrecia. Lentamente, tais sentimentos de desgosto e fastio se converteram no mais amargo ódio. Evitava o animal. Uma sensação de vergonha, bem como a lembrança da crueldade que praticara, impediam-me de maltratá-lo fisicamente. Durante algumas semanas, não lhe bati nem pratiquei contra ele qualquer violência; mas, aos poucos - muito gradativamente - , passei a sentir por ele inenarrável horror, fugindo, em silêncio, de sua odiosa presença, como se fugisse de uma peste.

Sem dúvida, o que aumentou o meu horror pelo animal foi a descoberta, na manhã do dia seguinte ao que o levei para casa, que, como Pluto, também havia sido privado de um dos olhos. Tal circunstância, porém, apenas contribuiu para que minha mulher sentisse por ele maior carinho, pois, como já disse, era dotada, em alto grau, dessa ternura de sentimentos que constituíra, em outros tempos, um de meus traços principais, bem como fonte de muitos de meus prazeres mais simples e puros.

No entanto, a preferência que o animal demonstrava pela minha pessoa parecia aumentar em razão direta da aversão que sentia por ele. Seguia-me os passos com uma pertinácia que dificilmente poderia fazer com que o leitor compreendesse. Sempre que me sentava, enrodilhava-se embaixo de minha cadeira, ou me saltava ao colo, cobrindo-me com suas odiosas carícias. Se me levantava para andar, metia-se-me entre as pernas e quase me derrubava, ou então, cravando suas longas e afiadas garras em minha roupa, subia por ela até o meu peito. Nessas ocasiões, embora tivesse ímpetos de matá-lo de um golpe, abstinha-me de fazê-lo devido, em parte, à lembrança de meu crime anterior, mas, sobretudo - apresso-me a confessá-lo - , pelo pavor extremo que o animal me despertava. Esse pavor não era exatamente um pavor de mal físico e, contudo, não saberia defini-lo de outra maneira. Quase me envergonha confessar - sim, mesmo nesta cela de criminoso - , quase me envergonha confessar que o terror e o pânico que o animal me inspirava eram aumentados por uma das mais puras fantasias que se possa imaginar. Minha mulher, mais de uma vez, me chamara a atenção para o aspecto da mancha branca a que já me referi, e que constituía a única diferença visível entre aquele estranho animal e o outro, que eu enforcara. O leitor, decerto, se lembrará de que aquele sinal, embora grande, tinha, a princípio, uma forma bastante indefinida. Mas, lentamente, de maneira quase imperceptível - que a minha imaginação, durante muito tempo, lutou por rejeitar como fantasiosa -, adquirira, por fim, uma nitidez rigorosa de contornos. Era, agora, a imagem de um objeto cuja menção me faz tremer... E, sobretudo por isso, eu o encarava como a um monstro de horror e repugnância, do qual eu, se tivesse coragem, me teria livrado. Era agora, confesso, a imagem de uma coisa odiosa, abominável: a imagem da forca! Oh, lúgubre e terrível máquina de horror e de crime, de agonia e de morte!

Na verdade, naquele momento eu era um miserável - um ser que ia além da própria miséria da humanidade. Era uma besta-fera, cujo irmão fora por mim desdenhosamente destruído... uma besta-fera que se engendrara em mim, homem feito à imagem do Deus Altíssimo. Oh, grande e insuportável infortúnio! Ai de mim! Nem de dia, nem de noite, conheceria jamais a bênção do descanso! Durante o dia, o animal não me deixava a sós um único momento; e, à noite, despertava de hora em hora, tomado do indescritível terror de sentir o hálito quente da coisa sobre o meu rosto, e o seu enorme peso - encarnação de um pesadelo que não podia afastar de mim - pousado eternamente sobre o meu coração!

Sob a pressão de tais tormentos, sucumbiu o pouco que restava em mim de bom. Pensamentos maus converteram-se em meus únicos companheiros - os mais sombrios e os mais perversos dos pensamentos. Minha rabugice habitual se transformou em ódio por todas as coisas e por toda a humanidade - e enquanto eu, agora, me entregava cegamente a súbitos, freqüentes e irreprimíveis acessos de cólera, minha mulher - pobre dela! - não se queixava nunca convertendo-se na mais paciente e sofredora das vítimas.

Um dia, acompanhou-me, para ajudar-me numa das tarefas domésticas, até o porão do velho edifício em que nossa pobreza nos obrigava a morar, O gato seguiu-nos e, quase fazendo-me rolar escada abaixo, me exasperou a ponto de perder o juízo. Apanhando uma machadinha e esquecendo o terror pueril que até então contivera minha mão, dirigi ao animal um golpe que teria sido mortal, se atingisse o alvo. Mas minha mulher segurou-me o braço, detendo o golpe. Tomado, então, de fúria demoníaca, livrei o braço do obstáculo que o detinha e cravei-lhe a machadinha no cérebro. Minha mulher caiu morta instantaneamente, sem lançar um gemido.

Realizado o terrível assassínio, procurei, movido por súbita resolução, esconder o corpo. Sabia que não poderia retirá-lo da casa, nem de dia nem de noite, sem correr o risco de ser visto pelos vizinhos.

Ocorreram-me vários planos. Pensei, por um instante, em cortar o corpo em pequenos pedaços e destruí-los por meio do fogo. Resolvi, depois, cavar uma fossa no chão da adega. Em seguida, pensei em atirá-lo ao poço do quintal. Mudei de idéia e decidi metê-lo num caixote, como se fosse uma mercadoria, na forma habitual, fazendo com que um carregador o retirasse da casa. Finalmente, tive uma idéia que me pareceu muito mais prática: resolvi emparedá-lo na adega, como faziam os monges da Idade Média com as suas vítimas.

Aquela adega se prestava muito bem para tal propósito. As paredes não haviam sido construídas com muito cuidado e, pouco antes, haviam sido cobertas, em toda a sua extensão, com um reboco que a umidade impedira de endurecer. Ademais, havia uma saliência numa das paredes, produzida por alguma chaminé ou lareira, que fora tapada para que se assemelhasse ao resto da adega. Não duvidei de que poderia facilmente retirar os tijolos naquele lugar, introduzir o corpo e recolocá-los do mesmo modo, sem que nenhum olhar pudesse descobrir nada que despertasse suspeita. E não me enganei em meus cálculos. Por meio de uma alavanca, desloquei facilmente os tijolos e tendo depositado o corpo, com cuidado, de encontro à parede interior. Segurei-o nessa posição, até poder recolocar, sem grande esforço, os tijolos em seu lugar, tal como estavam anteriormente. Arranjei cimento, cal e areia e, com toda a precaução possível, preparei uma argamassa que não se podia distinguir da anterior, cobrindo com ela, escrupulosamente, a nova parede. Ao terminar, senti-me satisfeito, pois tudo correra bem. A parede não apresentava o menor sinal de ter sido rebocada. Limpei o chão com o maior cuidado e, lançando o olhar em tomo, disse, de mim para comigo: "Pelo menos aqui, o meu trabalho não foi em vão".

O passo seguinte foi procurar o animal que havia sido a causa de tão grande desgraça, pois resolvera, finalmente, matá-lo. Se, naquele momento, tivesse podido encontrá-lo, não haveria dúvida quanto à sua sorte: mas parece que o esperto animal se alarmara ante a violência de minha cólera, e procurava não aparecer diante de mim enquanto me encontrasse naquele estado de espírito. Impossível descrever ou imaginar o profundo e abençoado alívio que me causava a ausência de tão detestável felino. Não apareceu também durante a noite - e, assim, pela primeira vez, desde sua entrada em casa, consegui dormir tranqüila e profundamente. Sim, dormi mesmo com o peso daquele assassínio sobre a minha alma.

Transcorreram o segundo e o terceiro dia - e o meu algoz não apareceu. Pude respirar, novamente, como homem livre. O monstro, aterrorizado fugira para sempre de casa. Não tomaria a vê-lo! Minha felicidade era infinita! A culpa de minha tenebrosa ação pouco me inquietava. Foram feitas algumas investigações, mas respondi prontamente a todas as perguntas. Procedeu-se, também, a uma vistoria em minha casa, mas, naturalmente, nada podia ser descoberto. Eu considerava já como coisa certa a minha felicidade futura.

No quarto dia após o assassinato, uma caravana policial chegou, inesperadamente, a casa, e realizou, de novo, rigorosa investigação. Seguro, no entanto, de que ninguém descobriria jamais o lugar em que eu ocultara o cadáver, não experimentei a menor perturbação. Os policiais pediram-me que os acompanhasse em sua busca. Não deixaram de esquadrinhar um canto sequer da casa. Por fim, pela terceira ou quarta vez, desceram novamente ao porão. Não me alterei o mínimo que fosse. Meu coração batia calmamente, como o de um inocente. Andei por todo o porão, de ponta a ponta. Com os braços cruzados sobre o peito, caminhava, calmamente, de um lado para outro. A polícia estava inteiramente satisfeita e preparava-se para sair. O júbilo que me inundava o coração era forte demais para que pudesse contê-lo. Ardia de desejo de dizer uma palavra, uma única palavra, à guisa de triunfo, e também para tomar duplamente evidente a minha inocência.

- Senhores - disse, por fim, quando os policiais já subiam a escada - , é para mim motivo de grande satisfação haver desfeito qualquer suspeita. Desejo a todos os senhores ótima saúde e um pouco mais de cortesia. Diga-se de passagem, senhores, que esta é uma casa muito bem construída... (Quase não sabia o que dizia, em meu insopitável desejo de falar com naturalidade.) Poderia, mesmo, dizer que é uma casa excelentemente construída. Estas paredes - os senhores já se vão? - , estas paredes são de grande solidez.

Nessa altura, movido por pura e frenética fanfarronada, bati com força, com a bengala que tinha na mão, justamente na parte da parede atrás da qual se achava o corpo da esposa de meu coração.

Que Deus me guarde e livre das garras de Satanás! Mal o eco das batidas mergulhou no silêncio, uma voz me respondeu do fundo da tumba, primeiro com um choro entrecortado e abafado, como os soluços de uma criança; depois, de repente, com um grito prolongado, estridente, contínuo, completamente anormal e inumano. Um uivo, um grito agudo, metade de horror, metade de triunfo, como somente poderia ter surgido do inferno, da garganta dos condenados, em sua agonia, e dos demônios exultantes com a sua condenação.

Quanto aos meus pensamentos, é loucura falar. Sentindo-me desfalecer, cambaleei até à parede oposta. Durante um instante, o grupo de policiais deteve-se na escada, imobilizado pelo terror. Decorrido um momento, doze braços vigorosos atacaram a parede, que caiu por terra. O cadáver, já em adiantado estado de decomposição, e coberto de sangue coagulado, apareceu, ereto, aos olhos dos presentes.

Sobre sua cabeça, com a boca vermelha dilatada e o único olho chamejante, achava-se pousado o animal odioso, cuja astúcia me levou ao assassínio e cuja voz reveladora me entregava ao carrasco. Eu havia emparedado o monstro dentro da tumba!

 

 

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19

fev
2013

1º período de Administração

Bibliografia Básica

 

COLLIS, J. ; HUSSEY, R. Pesquisa em Administração: um guia prático para alunos de graduação e pós graduação. Tradução de Lucia Simonine. 2 ed.. Porto Alegre: Bookman, 2005.                                                                    

 

COOPER, D. R; SHINDLER, P. S. Métodos de Pesquisa em Administração.Tradução de Luciana de Oliveira da Rocha. 7 ed.. Porto Alegre: Bookman, 2003.                                                                                       

 

PEREIRA, A. T.: ROLIM, M.C.M.B.; Faculdades Integradas Curitiba. Orientações para apresentação de trabalhos acadêmicos. Curitiba, PR: Faculdades Integradas Curitiba, 2005.

 

 

Bibliografia complementar

 

ANDRADE, M.M. de. Introdução a metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

 

CERVO, A.L.; BERVIAN, P.A. Metodologia Científica. 6 ed. São Paulo; Prentice Hall, 2007

                                                               

MARCONI, M. A.; LAKATOS  E.M. Metodologia do trabalho científico. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2001.                                                                                   

 

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17

fev
2013

Para começarmos nossas atividades escolares

Gosto muito do poeta Carlos Drummond de Andrade. Sempre me encanto com o "novo" que leio quando "releio" seus poemas.

Estamos começando mais um ano letivo. Para iniciarmos, que tal saborearmos o poema Desejos...

 



DESEJOS


Carlos  Drummond de Andrade

 

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

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