Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

28

out
2010

A importância do lúdico no processo de aprendizagem

 

Diversos estudiosos do desenvolvimento infantil, independentemente das diferenças epistemológicas, apontam a importância do brincar como fator de desenvolvimento afetivo, cognitivo, social e físico. Pesquisas têm demonstrado, porém, que, a despeito desta importância, o brincar está sendo reduzido cada vez mais a mero artifício didático. Além de concebido pelas instituições de ensino como recurso para a recreação das crianças. Estes aspectos nos conduzem a indagar acerca do valor que tal atividade tem enquanto fator de desenvolvimento no contexto educacional infantil.
O modo como a criança brinca demonstra a sua maneira de pensar e sentir. No ato do brincar, as crianças podem desenvolver muitas capacidades importantes, tais como a atenção, imitação, memória e a imaginação. Para tanto, é indispensável que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são proporcionadas. Por meio das brincadeiras, o educando encontra apoio para superar suas dificuldades de aprendizagem.
Perante os avanços tecnológicos da atualidade, a criança deste novo milênio está evoluindo rapidamente. As diferentes áreas do cérebro humano se desenvolvem por meio de estímulos que a criança recebe no decorrer dos sete primeiros anos de vida. Hoje em dia, pais trabalham fora, as famílias são menos numerosas, e as crianças convivem, desde cedo, em berçários, creches e escolinhas maternais, de onde recebem estímulos diferentes dos que recebiam aquelas que eram criadas em casa pelos irmãos e que só eram levadas para a escola aos sete anos.
Temos, atualmente, crianças com características próprias de uma era tecnologicamente desenvolvida; mas temos, também, grande número de crianças imaturas e com dificuldades motoras que necessitam suprir as defasagens para o desenvolvimento de suas potencialidades como pessoa. O desenvolvimento infantil precisa acontecer, ao mesmo tempo, nas diferentes áreas para que ocorra o equilíbrio necessário entre elas e o indivíduo como um todo. Quando o desenvolvimento acontece apenas numa área, seguramente outras ficarão em atraso, e a criança ficará desequilibrada de algum modo. As crianças passam a maior parte do seu tempo na frente da televisão ou com jogos eletrônicos. As imagens hiperestimulam a área cognitiva, mas a criança não está desenvolvendo as áreas afetivas e motoras.
É vital conhecer as características do aprendiz para sabermos quais são as potencialidades que estão sendo desenvolvidas e quais as esquecidas, quais os transtornos que esse desequilíbrio pode causar no desenvolvimento do indivíduo e como podemos estimular a criança para o processo ensino-aprendizagem. Diante disso, a proposta sobre o uso da ludicidade deverá ser a de propiciar uma aprendizagem significativa na pratica pedagógica. Uma vez que ela promove o rendimento escolar, além do conhecimento, da comunicação, do pensamento e do sentimento.

Texto de Marjorie Calumby Gomes de Almeida, psicopedagoga clínica e institucional, de Porto Alegre (RS).
E-mail: marjorie-calumby@hotmail.com

comentários[1]

28

out
2010

Nem tudo é o que deveria ser

 

 

Nestes dias de efervescência política, tenho ouvido e visto várias manifestações sobre o assunto. Todos têm uma opinião formada ou quem sabe "ensinada" sobre a dinâmica de eleger a maior força e responsabilidade do país.

Como educadora não consigo ficar fora dessa dinâmica, então converso diariamente com muitas "cabeças" e descubro várias " sentenças" . Minha ajudadora semanal e filósofa Maria do Belém, acha que tudo está perdido! Meu aluno do Ensino Médio acredita que a baixaria está instaurada ( quem não acredita?) e outros  acham que as coisas estão como sempre. Será?

Ao tomar um vôo que me levaria de Curitiba a São Paulo, me deparei com um céu nublado. Pronto! Escuridão e frio em Curitiba e São Paulo. Mas quando o avião ganhou a altura normal de vôo, um sol radiante tomava conta do verdadeiro céu.  Enquanto respirava feliz pela beleza da visão, observava o balé dos comissários de bordo: maestria e coreografia. Todas as instruções visando o bem comum: máscaras, cintos, celulares desligados, saídas de emergência. Simples e eficiente. Simples instruções.

Aprendemos e apreendemos informações a todo momento. Infelizmente,  a sala de nossa casa, está transformada em arena, onde gigantes se degladiam em busca da aprovação nacional. Nada parecido com a responsabilidade que a função merece. Talvez devessem aprender com quem faz, e faz direito, instruindo as pessoas de maneira eficaz. Existe no país uma necessidade de se dar instruções com eficiência, ensinar nossos cidadãos sobre segurança, economia, educação, quem sabe? Infelizmente o que se vê são guerras onde pessoas se tornam painéis vivos contra uma força ou personagem . Minha filósofa particular continua certa, e nossos jovens também.

Muitos estão esperando o próximo "round" para decidir, neste momento do "jogo", quem vive e quem morre. Que não seja a população a pagar o preço por algo que deveria ser tão brilhante, democrático e  real como o verdadeiro sol no céu, logo acima das nuvens!

 

 

Rita  de Cássia Lima Ramos

 

 

 

 

comentários[0]

20

out
2010

Os meus dias

(texto criado apenas com substantivos)

Sono, chinelo, banheiro, chuveiro, escova, creme dental, uniforme, meias tênis, blusa, mochila, café, saudação, portão, rua, colégio, carteirinha, Gisele, alunos, alunas, saguão, corredor, sala, carteiras, janelas, cortinas, quadro, giz, professores, caderno, lápis, borracha, caneta, apostilas, recreio, futebol, lanche, sala, professores, corredor, saguão, calçada, rua, casa, pratos, garfos, faca, copos, panelas, almoço, salada de frutas, escova de dente, pais, cama, tarefas, rua, escada, curso, colegas, professora, casa, computador, mouse, globo esporte, orkut, msn, música, tarefas, trabalhos, estudos, academia, cansaço, lanche, suco, banho, mochila, material, telefone, televisão, gresaga, carro, campo, quadra, bola, carro, casa, chuveiro, janta, pais, escova, televisão, bíblia, cama, travesseiro, sono.

 

autor: Lucas A. de Lima - 1º ano E.M

comentários[1]

20

out
2010

Preparação para o futuro

( Texto jornalístico)

 

 

A Equipe do Jornal de Guarapuava esteve, no dia 22 de setembro, às 7:30h, no Colégio Adventista Guarapuava, acompanhando os alunos, para verificar como os mesmos se sairiam  no Simulado-3º Bimestre.

O conteúdo das provas estava diversificado, com diferentes assuntos, entre os quais se destacaram: os problemas e as riquezas da Ásia; a situação do mundo em meio a 2ª Guerra Mundial; as reações químicas de substâncias; concordâncias gramaticais, entre outros. Para alguns alunos, as provas estavam fáceis, pois haviam estudado; para outros, muito difíceis, pois o esforço não foi muito grande.

Os alunos que fizeram o simulado são grandes vencedores pois estão se preparando para a mais angustiante etapa da vida acadêmica que enfrentarão: o vestibular, onde irão decidir o que se tornarão futuramente.

Boa sorte a todos os alunos! Logo veremos os resultados de mais um simulado do Colégio Adventista Guarapuava.

 

Texto de : Andressa Hosni - aluna da 8ª série - Proposta de redação do simulado 3ª Bimestre

 

Obs: Andressa conseguiu o 1º lugar no simulado da 8ª série

comentários[21]

18

out
2010

Palavras que promovem a paz

 

Palavras são como ferramentas que podem ser usadas para diversas finalidades. Ao usarmos palavras estamos comunicando algo a alguém, seja qual for a situação. Há alguns anos, um senhor me disse que "toda palavra pode ser dita a toda pessoa - dependendo da forma como é falada". Isso é verdade, pois tal como um artista diante de uma pedra de diamante que precisa passar pelo processo de lapidação, assim também nossas palavras precisam ser moldadas para transmitir a paz, não a guerra, como temos visto acontecer em diversos momentos.
Acontece que, muitas vezes, estamos acostumados à guerra, ao sangue, às lágrimas, a tal ponto que não zelamos mais por aquilo que dizemos. Simplesmente falamos, jogamos para cima do outro nossas insatisfações, sem nos importar com o impacto que nossas palavras podem causar à outra pessoa.
Há, ainda, quem se utiliza dessa prática dizendo que assim faz porque é sincero, ou seja, sem cera, sem maquiagem. Muito mais que uma ferramenta, tais pessoas estão sob o risco de usar as palavras como armamentos que ferem não apenas o corpo, mas todo um sistema psicológico, virando as costas como se nada de tão grave tivesse acontecido.
Não se trata de maquiar o que estamos sentindo, mas de ter o cuidado para expressarmos nossos pensamentos da melhor maneira possível, de modo que aquele que nos ouve não tenha o foco desviado diante da maneira grosseira que estamos, por um acaso, usando. Assim como causadora de dores, a palavra pode trazer paz ao coração, como quando nos deliciamos em leituras que falam de paz, de amor e de segurança.
Nossos jovens, adolescentes e crianças, carecem cada dia mais de palavras assim, pois diariamente estão expostos à violência em forma de brigas, até em programas televisivos, por exemplo. O que dá mais audiência do que brigas, iras, traições e desonestidades?
Muitos de nós, professores, vemos as violências da televisão incorporadas à rotina de vários de nossos alunos. A forma de andar, falar, agir, como também de reagir, nos mostra claramente os reflexos da exposição exagerada diante do mal, diante daquilo que é ruim.
Com os olhos atentos ao mal, nossos jovens se acostumam a ele com uma velocidade assustadora. Há quem diga que os olhos são as janelas da alma. É por meio do olhar atencioso que muitos sentimentos descem ao coração, fixando lá moradia. Assim como numa casa em que há guerra, não há paz no coração que se permite dar abrigo ao que é ruim ou, pelo menos, àquilo que deveria ser tido como ruim, como indesejável.
Nossa missão como professores e também pais é muito nobre para ser deixada de lado. Como pais, não dá mais para fazermos do videogame e da televisão babás para nossos filhos. Como professores, não dá mais para fingir que não estamos vendo o mau caminho que está sendo trilhado por muitos de nossos alunos. É hora de nos motivar, de buscar soluções, de buscar a paz. Para tal, é muito interessante pensar em nossas palavras como ferramentas para construir bases sólidas para uma vida melhor para nossos filhos e alunos.

Texto de Erika de Souza Bueno, consultora pedagógica de Língua Portuguesa do Planeta Educação e editora do Portal Planeta Educação

comentários[0]

calendário


Assinar RSS