Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

27

jan
2013

Uma dor Imensurável!

 

Todos sabem do quanto amo ser professora. Amo porque gosto de gente. Amo porque vejo o crescimento dos alunos. Amo porque é uma profissão grandiosa e que faz diferença. Muito mais. Amo por acreditar no ser humano.
Sou professora do ensino superior. Vejo a busca e a expectativa dos acadêmicos ao iniciarem um curso que será seu futuro. 
Sinto uma tristeza imensa por saber que hoje, o Rio Grande do Sul está mais triste, o Brasil está mais triste, o mundo está mais triste...
Certamente, os jovens,envolvidos nessa tragédia, sonhavam com um futuro melhor. E teriam, não fossem vítimas dessa fatalidade. Penso em meus filhos, meus alunos, em meus amigos. Penso nas famílias enlutadas e na dor imensurável de cada uma delas. Só posso pedir a Deus que conforte-as ... O sentimento de impotência não toma conta só do meu coração. O brasileiro é coração e emoção. Então todos nos sentimos desolados. Tenho certeza disso.
Hoje eu estou triste!

comentários[1]

23

jan
2013

12 dicas de literatura afro-brasileira e africana

12 dicas de literatura afro-brasileira e africana

 

Literaturas que valorizam a diversidade étnica e cultural afro-brasileira e africana são uma ótima alternativa para abordar os conteúdos exigidos pela lei 10.639, que obriga o ensino da "História e Cultura afro-brasileira e africana" nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil. Veja 12 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema.

Menina bonita do laço de fita - Ana Maria Machado 

A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial.

 Luana, a menina que viu o Brasil neném - Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo.               O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui

 O menino marrom - Ziraldo

 O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.

 Lendas da África - Júlio Emílio Brás

O livro mostra fábulas tipicamente africanas para leitores de todo mundo. Nas histórias, o autor mostra um pouco do folclore africano, além de passar valores do "tempo em que os animais ainda falavam" para as crianças.

 Terra sonâmbula - Mia Couto

Primeiro livro do autor africano, Terra Sonâmbula foi considerado um dos doze melhores romances do continente no século 20. Numa estória emocionante sobre o encontro de um menino sem memória e um velhinho meio perdido pelo mundo, Mia Couto mistura símbolos tradicionais da cultura e da história moçambicana.

 Meu avô um escriba - Oscar Guille  

A história se passa na África, mais precisamente no Egito. O pequeno Tatu é neto de um escriba. A convivência com o avô permitirá ao menino aprender cálculos, a ter contato com tradições mais antigas de seu país e a se preparar para também ser um escriba um dia.

 O cabelo de Lelê  - Valéria Belém

 Lelê é uma linda menininha negra, que não gosta do seu cabelo cheio de cachinhos. Um dia, através de um fantástico livro, começa a entender melhor a origem de seu cabelo e, assim, passa a valorizar o seu tipo de beleza.

 A varanda do Frangipani - Mia Couto

O romance policial moçambicano é marcado por palavras criadas pelo próprio autor, nascido no país onde se passa a trama. A história conta sobre o violento colonialismo em Moçambique e a superação do país a partir dessa cicatriz histórica.

 Bia na África - Ricardo Dregher  

O livro é parte da coleção "Viagens de Bia". Nessa estória, Bia viaja por diferentes países da África, como Egito, Quênia e Angola. Na aventura, a garotinha conhece, entre outras curiosidades, a história do povo árabe e dos nossos antepassados negros, que vieram como escravos da África para o Brasil há muitos anos.

 Avódezanove e o segredo do soviético - Ondjaki 

Em Luanda, capital da Angola, África, as obras de um mausoléu realizadas por soldados soviéticos ameaçam desalojar morados da PraiaDoBispo, bairro da região. As crianças do bairro percebem as mudanças com olhares desconfiados. Talvez elas sejam as primeiras a perceber que a presença dos soldados soviéticos significa mais do que uma simples reforma espacial.

 Tudo bem ser diferente - Tod Parr

A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais.

 Diversidade - Tatiana Belinky

O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.

 

 

comentários[0]

23

jan
2013

Por que vale a pena ver estes filmes

Filmes  interessantes para se ver

 

 

Que lição tirar de Ao Mestre com Carinho?

Além de discutir as questões raciais, o filme mostra como a realidade social do aluno interfere no desempenho escolar

FILME: Ao Mestre com Carinho, dirigido por James Clavell, com Sidney Poitier, 1967. 

A HISTÓRIA: Mark Thackeray (Sidney Poitier) é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas no bairro operário de East End, em Londres. Mas a turma, cheia de alunos indisciplinados, fará de tudo para que ele desista da sua missão, como fez com os professores anteriores. 

QUEM INDICA: O jornalista e escritor Eduardo Torelli. "Nem todas as armas do professor para motivar seus alunos são encontradas na sala de aula ou nos livros: o protagonista só estabelece uma conexão com os delinqüentes ao provar que há uma relação direta entre os conteúdos ensinados em classe e a progressão do mundo ao redor." 

POR QUE VER: "Retrata a história de um professor que, ensinando sob condições adversas (alunos desinteressados, agressivos, com pouca orientação familiar e sem perspectivas de enxergar a educação como espaço de aprendizado), consegue obter resultados importantes junto aos estudantes", avalia a coordenadora Ana Lúcia Tampellini, da Escola São José de Vila Matilde, de São Paulo. 

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "Características indispensáveis para o perfil de um bom educador: compromisso, seriedade e determinação para resolver os problemas em sala", comenta Ana Lúcia.

 

Que lição tirar de O Céu de Outubro?

Assim como os estudantes do interior dos EUA, é possível aprender a lutar pelos próprios sonhos com paciência e trabalho em equipe

FILME: O Céu de Outubro, dirigido por Joe Johnston, com Jake Gyllenhaal e Chris Cooper, 1999. 

A HISTÓRIA: O adolescente Homer Hickam (Jake Gyllenhaal) vive em uma cidade no interior dos EUA que vive basicamente da mineração. Ao saber que os russos lançaram o satélite Sputnik ao espaço, ele começa a sonhar em colocar um foguete em órbita. Para isso, Homer convence alguns amigos a ajudarem e, com o apoio de uma professora, dá início ao projeto que irá mudar sua vida para sempre. 

QUEM INDICA: o jornalista Paulo Maffia. "O filme mostra que a caminhada rumo ao sucesso é lenta, mas necessita de pessoas com pequenas iniciativas em vários momentos, como a professora. Uma mulher dessas consegue mudar o rumo da humanidade". 

POR QUE VER: "A grande lição é o papel dessa experiência, de como transformar as coisas por meio da prática. Aquele grupo de meninos está ali fazendo coisas. Não está simplesmente vendo conteúdos. O sonho está ali, junto, embrenhado, mas está embrenhado na prática. É uma prática transformadora do cenário social. A superação de obstáculos, o acreditar nos sonhos", avalia Zilton Salgado, professor de artes, filosofia e sociologia do Colégio Vértice, de São Paulo. 

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "O papel da tutoria dessa professora. Conduzir o ideal até a prática. Um caminho muito simpático de como se trabalhar com um projeto. O professor que trabalha com um grupo menor, que encabeça um grupo, faz a diferença na formação de quem tem esses anseios por saber mais", diz Salgado.

 

Que lição tirar de Escola do Rock?

É possível aprender se divertindo, principalmente quando a criatividade faz o aluno descobrir as próprias aptidões

FILME: Escola do Rock, dirigido por Richard Linklater, com Jack Black e Joan Cusack, 2003. 

A HISTÓRIA: Um roqueiro (Jack Black) foi demitido da própria banda e tenta trabalhar como professor de música numa rígida escola particular. Lá, desperta nos estudantes interesse por diversos instrumentos e eles decidem montar uma grande banda sem que os pais saibam. 

QUEM INDICA: o jornalista e escritor Eduardo Torelli. "Mesmo que de forma cômica e nitidamente despretensiosa, esse filme mostra que o professor pode e deve utilizar todos os recursos à mão para estabelecer uma comunicação com seus alunos, incentivando-os a aprender". 

POR QUE VER: "Aquele roqueiro decadente precisa assumir a identidade de um amigo para sobreviver como professor. O desafio é ainda maior por se tratar de uma escola tradicional e bem conceituada", explica a coordenadora pedagógica daEscola São José de Vila Matilde, de São Paulo, Ana Lúcia Tampellini. 

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "A motivação criada pelo professor desperta habilidades e produz resultados fantásticos na aprendizagem. Uma lição valiosa para os educadores carentes de criatividade", avalia Ana Lúcia.

 

Que lição tirar de Gênio Indomável?

Por maior que seja o conhecimento sobre determinada área, é preciso obter formação humana para viver plenamente

FILME: Gênio Indomável, dirigido por Gus Van Sant, com Matt Damon e Robin Williams, 1997. 

A HISTÓRIA: Will Hunting (Matt Damon) tem 20 anos e já registrou algumas passagens pela polícia. Trabalhando como servente em uma universidade, se revela um gênio em matemática. Ele faz terapia, por decisão judicial, mas não apresenta resultados de melhora porque debocha de todos os analistas. Até encontrar um com quem de se identifica. 

QUEM INDICA: O jornalista e escritor Eduardo Torelli. "A obra destaca a diferença entre inteligência e conhecimento, bem como a relevância do meio social na formação de um indivíduo. No entanto, o maior "aprendizado" do protagonista se dá por meio de um psicólogo que trará à luz os traumas e recalques do jovem super-dotado, para transformá-lo em um adulto capaz de exercer plenamente as potencialidades." 

POR QUE VER: "Conhecimento não é tudo. O protagonista é muito bom matemática, mas em termos emocionais é uma criança de cinco anos. É muito legal perceber como a genialidade não é sinônimo de sucesso. Também é interessante mostrar o intelecto como uma forma de dar valor à sua vida, ao bem-estar. Ele é o típico aluno que pode decorar Shakespeare, mas nunca o sentiu", diz Leandro Alcerito, professor de biologia do Colégio Vértice, de São Paulo.

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "Perceber como o saber construído pode servir de metáfora. As soluções dos problemas matemáticos são apresentados como soluções para problemas da vida, o que às vezes pode ser aplicado em sala de aula", observa o professor de artes, filosofia e sociologia Zilton Salgado. 

Que lição tirar de O Homem-Elefante?

Ir além das aparências é a chave para descobrir as possibilidades do aluno e explorar todo o potencial de aprendizagem

FILME: O Homem-Elefante, dirigido por David Lynch, com Anthony Hopkins e John Hurt, 1980. 

A HISTÓRIA: John Merrick (John Hurt), um desafortunado cidadão da Inglaterra vitoriana é portador do caso mais grave de neurofibromatose múltipla registrado, com 90% do corpo deformado. Ele é considerado deficiente mental e explorado em circos de aberrações até ser descoberto pelo médico Frederick Treves (Anthony Hopkins), que o leva a um hospital onde se revela um ser sensível e inteligente. Inspirado na vida de Joseph Merrick. 

QUEM INDICA: O jornalista e escritor Eduardo Torelli. "Vemos que o acesso aos meios culturais é, em última instância, determinante para o modo como assimilamos o mundo - e também, para o modo como o mundo nos avalia. Apresentado como monstro circense, Merrick conquista cidadania ao revelar às pessoas certas sua inclinação natural para a música e para a poesia, que estavam aprisionadas em um exterior monstruoso". 

POR QUE VER: "A gente percebe que existe em todo ser humano uma possibilidade gigantesca. Ela pode aparecer como grotesca, como no filme, mas por trás dessa condição existe alguma coisa diferente. Ao longo do filme, nossa relação com o personagem vai mudando. Coisas feias podem se tornar belas. Causa certo interesse mágico pelo sapo que pode virar príncipe", comenta o professor de artes, filosofia e sociologia Zilton Salgado, do Colégio Vértice, de São Paulo.

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "É possível enxergar nessa obra o valor da inclusão como necessidade social. Além de uma legítima ação reconstrutora da dignidade humana", conclui Ana Lúcia Tampellini, coordenadora pedagógica da Escola São José de Vila Matilde, chamando atenção para o paralelo entre o filme e a sensibilidade necessária para lidar com estudantes portadores de necessidades especiais.

 

Que lição tirar de Legalmente Loira?

Superar os preconceitos e investir no próprio esforço são itens essenciais para a realização pessoal

FILME: Legalmente Loira, dirigido por Robert Luketic, com Reese Whiterspoon e Luke Wilson, 2001. 

A HISTÓRIA: Poucas pessoas no mundo têm os mesmos privilégios que Elle Woods (Reese Whiterspoon). Ela é linda, loira natural, tem muito dinheiro e namora o garoto mais desejado do colégio. Porém, quando ele vai estudar direito em Harvard e se encanta por uma arrogante colega de classe, dispensa Elle por considerá-la fútil. Inconformada com a situação, a patricinha decide ingressar na mesma universidade e provar a todos sua capacidade. 

QUEM INDICA: O jornalista e escritor Eduardo Torelli. "Mostra que a inclinação do indivíduo a determinadas matérias transcende os estereótipos. E que, às vezes, podemos ser notavelmente aptos a algum tipo de atividade sem sequer nos darmos conta desse fator. O meio educacional, o estímulo e a vivência com os demais é que despertarão esse dom em nós. Elle desenvolve um genuíno interesse pela faculdade e se torna uma das melhores advogadas formadas pela instituição." 

POR QUE VER: "Fala do peso que os estereótipos impostos pela sociedade assumem na vida de uma garota. Ela cursa Direito e se sai superbem, sendo que ninguém apostava nela. Se o professor não acredita no potencial do aluno, o desejo dele esbarra na falta de motivação", diz Ana Lúcia Tampellini, coordenadora pedagógica da Escola São José de Vila Matilde, de São Paulo. 

QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "Estereótipos nem sempre se confirmam. No caso do filme, a garota loira e sempre bem arrumada mostra que patricinhas não são necessariamente burras. É uma excelente reflexão para professores que se deixam guiar pelo que lhes é dito e pelo apelo das aparências", alerta Ana Lúcia.

 

O Sorriso de Monalisa

Julia Roberts vive uma professora inconformada que tenta ensinar às suas alunas a importância da emancipação feminina

FILME: O Sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile, 2003, EUA, direção: Mike Newell, 125 min., drama, classificação indicativa: 12 anos)

A HISTÓRIA: Julia Roberts vive a professora de História da Arte Katharine Watson, que quer romper os ideais machistas da sociedade americana da década de 50. Mas ela se depara com a resistência das próprias alunas ao ingressar no corpo docente do Colégio Wellesley. A instituição é famosa por preparar jovens para a vida matrimonial e de dona de casa. Mesmo assim, Katharine decide ir contra as normas para mostrar às estudantes que elas são capazes de enfrentar os desafios da vida adulta sem estar, necessariamente, à sombra de um homem.

POR QUE ASSISTIR: Fernando Roque, professor do curso de Foto & Vídeo da Escola Viva, em São Paulo explica que o determinismo da sociedade machista dos anos 50 era reforçado pelo determinismo educacional, em que todo o conteúdo da formação é levado às alunas por meio da escola. Quando este determinismo é rompido por uma professora, a célula formativa fica desestruturada e levanta contradições a respeito de valores e objetivos da sociedade da época. "Será que este modelo social se extinguiu atualmente, num mundo lotado de celebridades (instantâneas ou não), socialites, reality shows etc?", questiona Roque.

O Clube do Imperador

A relação aluno-professor é explorada na história do rígido professor William Hundert que se surpreende com um aluno recém-chegado

FILME: O Clube do Imperador (The Emperor's Club, 2002, EUA, direção: Michael Hoffman, 109 min., drama, classificação indicativa: 12 anos)


A HISTÓRIA: O ator Kevin Kline vive William Hundert, um docente apaixonado pela profissão e cheio de princípios clássicos. Seu mundo conservador é chacoalhado por um estudante recém-chegado à escola. O que começa como um choque de gerações dá lugar a uma surpreendente relação professor-aluno. O resultado desta experiência é uma lição de vida para ambos, principalmente quando, durante uma competição que dá nome ao filme, o docente se vê numa saia-justa que coloca em xeque seus princípios.


POR QUE ASSISTIR
: De acordo com Fernando Roque, professor do curso de Foto & Vídeo da Escola Viva, em São Paulo, em uma escola voltada para a formação de cidadãos, o entendimento do percurso sócio-político humano é fundamental para quem deseja melhorar a sociedade - e este deveria ser o objetivo das elites e, principalmente, dos líderes. No filme, este saber é medido com um jogo de perguntas e respostas em que o vencedor é coroado como Júlio César. "Parece bobo, mas é emblemático. Se transportarmos esta formação e jogo para as primárias eleitorais americanas (para se escolher o Júlio César de hoje) percebe-se que o jogo está longe de ser irreal", diz Roque.

 

Um Sonho Possível

Baseado no livro "The Blind Side: Evolution of a Game" de Michael Lewis, Um Sonho Possível conta a história de um jovem sem-teto negro vindo que é acolhido por uma família branca de classe alta

FILME: Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009, EUA, direção: John Lee Hancock, 128 min., drama, classificação indicativa: 10 anos)


A HISTÓRIA:
 História real do astro do futebol americano Michael Oher. O jogador só ganha a chance de mostrar seu talento em campo com a ajuda da família milionária Tuohy, que o adota. Oher cresceu na periferia da cidade de Memphis e nunca conseguiu frequentar uma escola com regularidade. Mas sua vontade de entrar na faculdade para jogar futebol americano no time da universidade é maior do que qualquer obstáculo. A evolução do jovem nos estudos e no esporte também vale como troféu para a família que o acolheu.


POR QUE ASSISTIR: O filme ajuda a entender como se forma o alto grau de identificação e de cumplicidade que os norte-americanos têm com as escolas e faculdades em que estudam. Lá, diz Fernando Roque, professor do curso de Foto & Vídeo da Escola Viva, em São Paulo, a escola é a instituição comunitária agregadora por natureza - estudam juntos o filho da caixa do supermercado e a filha do empresário. Isso explica algo muito estranho para nós: a identidade que o americano tem com sua escola. "No mais, é um convite à reflexão a respeito do investimento da família em adotar um garoto apto para o esporte. Será que aconteceria o mesmo se ele não fosse bom em campo?", questiona Roque.

 

 

 

comentários[0]

23

jan
2013

Filmes para ensinar os tipos de discurso

Filmes para ensinar os tipos de discurso

 

Por despertar as emoções e a vontade de falar, o cinema funciona como um trampolim para a expressão oral e escrita. Recurso especialmente útil nas aulas de Língua Portuguesa, ele apresenta, assim como a literatura, as marcas temporais valorizadas nas narrativas (como o uso de advérbios e de diferentes tempos verbais) e facilita o ensino dos discursos direto e indireto. 

Os filmes mudos, em especial, favorecem esse aprendizado. Neles, as legendas ajudam a marcar a diferença entre os dois tipos de discurso, uma vez que a narrativa lança mão do discurso direto para apresentar as falas dos personagens. "O cinema mudo deixa muito evidentes as características de ambos e em que momentos devemos usá-los", comenta Silvinha Meirelles, coordenadora do Cine-Educação, programa da Cinemateca Brasileira. 

Para desenvolver um trabalho eficiente, é importante adotar algumas estratégias. Tudo começa com um bom planejamento. A escolha do filme deve levar em conta o repertório e as preferências da garotada, mas deve-se extrapolar o que é conhecido, apresentando outras referências cinematográficas. "Vale se basear na realidade do aluno, mas não se limitar a ela. O professor não pode ter medo de ampliar horizontes, mesmo enfrentando a eventual rejeição inicial dos estudantes", explica Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e especialista na utilização do cinema com fins didáticos. Definido o filme que será exibido, é preciso vê-lo antes do início do trabalho. Ler críticas sobre a obra ajuda a enriquecer as discussões com a meninada. 

O prazer de assistir a um filme e admirar as características da linguagem cinematográfica deve ser valorizado, mas é preciso deixar claro aos alunos que se trata de uma atividade escolar, que tem uma intencionalidade. Se o objetivo é escrever uma resenha, por exemplo, eles devem ser orientados a anotar partes do enredo que julguem interessantes durante a exibição. Isso os ajudará a retomar pontos importantes da história. "Esse momento deve ser seguido de debate e de algum tipo de produção escrita", sinaliza Napolitano.

 

Objetivos claros, referências clássicas e produção textual 

Para ensinar as diferenças entre os dois tipos de discurso, a professora Cristiane Horta desenvolveu uma sequência didática que utiliza o filme mudo Luzes da Cidade, de Charles Chaplin (1889-1977). A obra conta a história de um mendigo que se apaixona por uma florista cega. A atividade foi realizada com alunos de 3º ano da Escola de Educação Básica de Formação Humana da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, onde a docente lecionou até o fim do ano passado. 

Inicialmente, ela apresentou à turma a biografia de Chaplin e algumas de suas ideias para que todos entendessem melhor quem era o artista e o contexto em que vivia. No entanto, ele não adiantou o enredo do filme nem o conteúdo a ser trabalhado. Em seguida, Cristiane comunicou que passaria o filme e orientou a turma a anotar partes do enredo que julgasse importantes. A obra foi exibida integralmente, em duas aulas. 

Terminada a sessão, os alunos retomaram as anotações para recontar oralmente a história e enriquecer o debate. Com base nessa discussão, foi feita uma transposição dos relatos para um texto, escrito coletivamente, que misturou falas dos personagens a descrições de suas ações. Para que os estudantes percebessem as diferenças pontuais entre os dois tipos de discurso, eles produziram e discutiram duas versões da história - uma no discurso indireto e outra no direto. "Desse modo, com as minhas intervenções, eles identificaram as diferenças e peculiaridades de ambos", conta a professora. 

Enquanto os textos eram lidos, a professora chamava a atenção para os efeitos causados por eles - no direto, a reprodução das falas dos personagens retrata com mais fidelidade as reações deles, ao passo que no indireto as ações do enredo são contadas por um narrador. Feito isso, a turma foi dividida em pequenos grupos para reescrever duas vezes um trecho da história dado pela docente, cada um com um tipo de discurso. "Com os textos finalizados, iniciou-se outra fase importante da sequência, a reescrita e a revisão textuais, feitas inicialmente entre os alunos e depois com a minha orientação", explica a professora Cristiane.

Dica do especialista

"É interessante complementar o trabalho apresentando os discursos direto e indireto nos diferentes gêneros. Na reportagem, por exemplo, as falas dos entrevistados são transformadas em discurso indireto pelo repórter. Já nas peças teatrais predomina o discurso direto." 

Claudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo e selecionador de Língua Portuguesa do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

 

Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/filmes-ensinar-tipos-discurso-639049.shtml      

 

image 

Síntese do Filme: Tempos Modernos

 

Para complementar todos os conceitos da abordagem Clássica, assistimos ao filme "Tempos Modernos" que se passa no início do século XX, na época da Revolução Industrial, onde a produção artesanal foi substituída pela produção em série, o que criou o contexto perfeito para a aplicação das primeiras Teorias da Administração, no filme sendo abordado criticamente as principais abordagens do taylorismo.

Nas primeiras cenas, observamos que a linha de montagem e o invento da máquina alimentadora desenvolvida para eliminar o desperdício de tempos de produção, tinham a finalidade de aumentar a produtividade das organizações enfocando apenas a realização das tarefas de forma rápida e eficiente, sem se preocupar com as limitações físicas e psicológicas do ser humano, trazendo com isso conseqüências graves como: a intensificação e especialização do trabalho do operário, o que acaba tornando desnecessária a sua qualificação e provocando no mesmo, lesões por realizar uma única tarefa repetidamente.

Em um outro momento essa mesma visão de superespecialização do trabalho acarreta problemas ao operário com vimos na cena do novo emprego de Carlitos (Charles Chaplin), onde o ex-operário tinha a tarefa encontrar um pedaço de madeira que fosse parecido com o que ele tinha em suas mãos. Parecia ser uma tarefa tão fácil quanto apertar parafusos, mas trouxe conseqüências desastrosas, pois como era de costume, realizou a tarefa apenas de acordo com a ordem que recebeu do patrão, não utilizou de raciocínio, o que levou o navio para seu desespero deslizar e afundar no lago. Como abordava Taylor, o empregado não tem condições de analisar o trabalho e estabelecer o melhor método de fazê-lo, devido a sua falta de qualificação.

Tempos Modernos mostra claramente a mecanização do trabalho e a desconsideração do elemento humano. A organização era vista como uma máquina e o homem era uma peça do mesmo. O Filme nos faz refletir e discutir todo conceito que a teoria científica trouxe, nos auxiliando a compreender todo o contexto e realidade da época.

disponível em http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAMkYAJ/resumo-filme-tempos-modernos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

comentários[0]

18

jan
2013

Deus de Israel! Feliz Sábado!

Hoje Tua glória invade meu ser!

Grande é o teu nome, Senhor de Israel!

 

Aleluia! Feliz Sábado!

comentários[1]

calendário


Assinar RSS