Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

10

set
2013

o sertanejo universitário na era da imbecilidade monossilábi

Pessoal, quando li este artigo, vibrei! Trabalho com alunos dese o Oitavo ano até o Ensino Superior. Então é um material muito proveitoso. Espero que sirva de apoio para todos (sem falso moralismo, por favor) pois nosso alunos ouvem toda essa "baboseira" o tempo todo!

 

Boa leitura

 

 


MIB (Música Imbecil Brasileira): o sertanejo universitário na era da imbecilidade monossilábica

 

Revista Bula(WWW.revistabula.com)

 

Um movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral

 

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome "vocês". Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar "correta". Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era "vossa mercê". Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como "vo­cê" %u2014 considerando-o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de "encurtamento" das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada "era digital", esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do "você", nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente "mutilado", tornando-se um singelo "vc". Idêntico fenômeno se observa no verbo "teclar": quando usado na denotação de "acionar por meio de teclas", o usuário da internet tem preferido um simples "tc".

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização %u2014 aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de "modernidade líquida" %u2014, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio. Eis o "idioma da velocidade".

O "idioma da velocidade", dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, "líquido", mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

 

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional

A ideia de "idioma da velocidade", que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de "sertanejo universitário" %u2014 atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de "sertanejo universitário" é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente "contradictio in terminis", afinal, "sertanejo" remete à ideia de "sertão", área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já "universitário" é adjetivo que se liga incontinenti à "universidade", isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir "sertanejo universitário" como sendo o "caipira que passou no vestibular" ou "o cidadão urbano com origens no sertão". Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De "sertanejo" esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e "cair na balada".

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da "música dançante feita para gente descerebrada". É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso".

 

A década perdida da música brasileira

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de "vai dançando gostoso, balançando a bundinha" tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do "prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia". Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa "idade das trevas" das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica "Na boquinha da garrafa", sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias "engatando" bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: "No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa. Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa".

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo %u2014 um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch %u2014, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento "ralando na boquinha da garrafa".

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do "carnaval fora de época". Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era "playboy/patricinha" ou "pobre/povão", pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da "cervejada" ou dos "chicleteiros", relegando o setor da "pipoca" para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas "danças" que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo "artista" de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por "grande cantora", é empurrada "goela abaixo" do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. "Carro velho", sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: "Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha".

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos "clássicos" do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é "batidão"). Nem mesmo o movimento da "suingueira", capitaneado por "pérolas" do nível de "Re­bolation", associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os "sucessos do carnaval", conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

 

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de "ser jovem" com a de "ser um imbecil", aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar "diversão sem compromisso", expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

 

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do "sertanejo universitário".

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: "Pra que estudar se o futuro é a morte?".

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição "Bolo doido", da dupla "Guilherme e Santiago": "Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta. Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber. Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera. E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia. Minha galera bota é pra ferver. Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa. Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer".

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de "baladeiro", necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada %u2014 verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição "Ca­maro amarelo", da dupla Mu­nhoz e Mariano: "Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber. Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu 'véio'. E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. 'To' na grife, 'to' bonito, 'to' andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. 'To' tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero. Quando eu passo no Camaro amarelo".

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e "bota a galera pra ferver". Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da "pegação da mulherada", sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição "Ai se eu te Pego", do cantor Michel Teló: "Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda. Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego".

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar "dançar" com "falar". Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico "toma coragem" e "parte para a caça" na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: "Ai se eu te pego", "ai se eu te pego", ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da "garota mais gostosa".

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem %u2014 o sertanejo universitário %u2014 seja mesmo a preferência pelo "idioma da velocidade". Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do "dizer muito com muito pouco" ou do "falar fácil é que é difícil". Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o "texto enxuto", passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: "Eu quero tchu, eu quero tcha", de João Lucas e Marcelo: "Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã".

"Eu quero tchu, eu quero tcha" é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal "ch" com o "t" e uma vogal ("a" ou "u") e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do "tchu" e do "tcha" na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o "tchu" só existe para o "tcha", de modo que não pode haver "tcha" sem "tchu" nem "tchu" sem "tcha". Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: "Tchu tcha tcha tchu tchu tchã".

Na mesma linha vem a composição "Tchá tchá tchá", cantada por Thaeme e Thiago: "Ai que vontade, ai que vontade que me dá. De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã".

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em "Lê lê lê", de João Neto e Fre­derico. Vejamos: "Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver. Lê lê lê. Lê lê lê".

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero "lê", por que falar mais? O "lê, lê, lê", no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a "filosofia de vida" que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o "lê lê lê" de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

 

A era da imbecilidade monossilábica

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um "idiota", um "imbecil completo", não só não é motivo de desonra %u2014 própria e familiar %u2014 como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta %u2014 em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de "balançando a bundinha" e "boquinha da garrafa", o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar %u2014 incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar "artistas" incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se "bonito" ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na "era da imbecilidade monossilábica".

 

Disponível em http://www.revistabula.com/332-mib-musica-imbecil-brasileira-o-sertanejo-universitario-na-era-da-imbecilidade-monossilabica/?fb_action_ids=594612257248889&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22594612257248889%22%3A142077599309508%7D&action_type_map=%7B%22594612257248889%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D, dia 10/09/2013

 

 

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5

set
2013

Governo quer agilizar segurança de e-mails

Governo quer agilizar processo de segurança de e-mails no Brasil

Depois da divulgação pela mídia da espionagem de dados de cidadãos brasileiros por agências de inteligência dos Estados Unidos, o governo brasileiro solicitou as agências dos Correios, agilidade no processo de desenvolvimento de um aplicativo de segurança nos e-mails de quem usa o serviço.

 

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De acordo com o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, foi pedido aos Correios que eles acelerem o desenvolvimento de um aplicativo de e-mail criptografado e gratuito a população; isso tudo em resposta as denúncias de espionagem de dados de cidadãos brasileiros por agências de inteligência dos Estados Unidos.

Ainda em relação a esse pedido, o novo serviço deverá ser remunerado por meio de anúncios, bem ao estilo Google. Na avaliação de Lins, a empresa de correios e telégrafos do Brasil já trabalham há algum tempo com a certificação digital e criptografada, onde para ele, "passar a um serviço de e-mail em massa, com os mesmos moldes, é fácil".

Mas ainda na avaliação do secretário executivo, o custo da implantação dos sistemas e de um datacenter devem ser bem avaliados, com tudo, o lançamento desta nova ferramenta dos Correios não deverá ocorrer tão logo, pois ainda dependerá das condições de mercado.

Mesmo com a implantação deste novo serviço, a atual arquitetura mundial da internet obrigará o tráfego de parte desses e-mails a passar pelos Estados Unidos, sendo que neste caso, qualquer tentativa de acesso não autorizado ao conteúdo destes "correios eletrônicos" deverão primeiro quebrar o algoritmo da criptografia brasileira, onde Lins diz o seguinte: "É uma grande oportunidade de negócio para os Correios, mas com tantas informações divulgadas pelos meios de comunicações, o governo brasileiro decidiu acelerar todo o processo".



disponível em http://www.oficinadanet.com.br/post/11394-governo-exige-agilidade-no-processo-de-seguranca-de-e-mails-dos-cidadaos-brasileiros

 

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5

set
2013

Como funciona a TV 3D?

Como funciona a TV 3D?

 

A televisão já sofreu inúmeras mudanças ao longo dos anos e, cada vez mais, vem surpreendendo o público. Não sei vocês, mas eu me lembro de ter tido uma TV preto e branco em casa e, imagino que não somente eu, mas muitos de vocês também tiveram a oportunidade de apreciar as imagens em um tom sombrio. Pois bem, o saudosismo acabou, chegamos na era da televisão em terceira dimensão ou apenas, 3D.

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Sabemos que a visão em 3D já surgiu a um bom tempo, como nos cinemas, por exemplo. No entanto, parece que agora as TVs realmente emplacaram nas vendas e estão cada vez mais chegando aos lares. O fato do aumento de comercialização deve-se primeiramente a baixa dos custos, pois as primeiras a serem lançadas, tinham valores incompatíveis com o bolso da maioria das pessoas. Agora que a TV 3D é uma realidade, muitos ainda ficam se questionando como é o real funcionamento da tecnologia empregada, pois bem, a explicação não é tão complicada.

Como funciona a TV 3D?


As telas em 3D funcionam mostrando para cada olho uma imagem diferente, obviamente com muita sutileza, isto cria a ilusão de que a pessoa está vendo algo de mais de um ângulo, ou mesmo, as imagens parecem muito perto de você. Para tanto, para conseguir ver a imagem em 3D, é necessário fazer uso de um óculos especial, assim, as TVs 3D atuais só funcionam combinando um par de óculos, chamados de óculos "active shutter" com uma televisão que possui um emissor infravermelho. Assim, quando a TV exibe um vídeo 3D, ela alterna a exibição entre uma imagem para o olho esquerdo e a outra para o direito, deste modo o seu emissor infravermelho escolhe quando os óculos devem escurecer a lente esquerda ou quando escurecer a lente direita, isso sempre em sincronia com a TV, deste modo é criada a ilusão de 3D.

Podemos dizer seguramente que a terceira dimensão não existe, é apenas uma ilusão na mente das pessoas. O que realmente acontece é a projeção de duas imagens, da mesma cena, em pontos de observação ligeiramente diferentes. O cérebro do telespectador automaticamente junta as duas imagens em apenas uma e, assim, a ilusão de visão em 3D. Uma questão bastante notória é o fato de muitas pessoas com a dúvida se a TV 3D pode causar algum problema de saúde. De acordo com pesquisas, o 3D pode sim fazer mal, mas os riscos são bem pequenos se o seu uso for controlado. No entanto, é preciso ter cuidado para não utilizar de maneira prolongada os óculos especiais, mas lembre-se, se usado da maneira correta e sem exageros, os riscos são bem reduzidos.

O que o óculos faz?


A tecnologia 3D requer que o usuário utilize óculos especificamente criados para esse fim, então o primeiro fator é usar o óculos próprio para cada TV, pois cada fabricante possui um modelo próprio. Como vimos, os óculos fazem com que cérebro transforme a ilusão criada na tela em 3D.

É prejudicial a saúde?


Quem nunca escutou que olhar TV demais estraga os olhos, pois é, não estavam erradas nossas mães. Do mesmo modo que qualquer atividade que force os olhos, o 3D deve ser assistido com moderação, pois os olhos costumam fazer mais força para assistir em 3D do que para ver conteúdo normal. Deste modo, é necessário um descanso aos seus olhos depois de ver um bom filme, seja no cinema ou mesmo em casa. Assim, sair da frente da TV e ir para um computador não é recomendável.

Algumas pessoas já relataram crises forte de enxaqueca após terem assistido a uma programação em 3D. De acordo com especialistas, o caso pode sim acontecer, mas isso deve-se também a fatores de pré-disposição da pessoa em ter dores de cabeça e enxaqueca. Outras pessoas também relataram náuseas e vertigens após o uso prolongado de óculos para assistir a tecnologia 3D. Este fato não é impossível já que, a nossa visão está acostumada com os parâmetros normais e, em decorrência da ilusão de ótica sofrida, pode ser que o organismo reaja de uma forma distinta.

Uma curiosidade, nem todas as pessoas podem ver TV 3D, entre 4% e 10% da população não consegue enxergar imagens 3D, não há um motivo aparente para isso, no entanto, acontece. Quem já comprou um aparelho em 3D deve ter lido as orientações, segundo as fabricantes, TV e filmes em 3D não são indicados para crianças, bêbados, idosos e grávidas, e assistir a conteúdo 3D pode realmente causar desorientação. 

Disponível em: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/tv_digital/como-funciona-uma-tv-3d

 

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5

set
2013

Enem 2013: entenda as novas regras de correção

Enem 2013: entenda as novas regras de correção da redação

Corretores reclamam do volume de trabalho. Governo diz que aperfeiçoou sistema e aumentou o número de avaliadores

 

Os critérios de avaliação da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são alvo constante de dúvidas e reclamações dos candidatos que participam da prova. Isso porque, no ano passado, textos com trechos de receita de macarrão instantâneo e hinos de time de futebol receberam notas consideradas razoáveis, o que tornou a correção da prova um pouco duvidosa. Pensando nisso, o Ministério da Educação (MEC) divulgou um novo edital, prometendo uma prova mais rigorosa neste ano.

A partir de agora, os mais de 8 mil corretores, contra 5 mil do ano passado, não poderão mais tolerar textos com trechos deliberadamente desconectados com o tema proposto e reincidências de erros gramaticais e ortográficos. Além disso, discrepâncias maiores de 100 pontos na nota final implicarão em uma terceira correção - em 2012, a terceira correção dependia de uma diferença de correção igual ou maior que 200. Também não serão aceitos textos com nota máxima que não demonstrarem total domínio da norma culta da língua.

Na opinião de professores, no entanto, o problema não está somente na metodologia de correção, mas também no processo de treinamento dos profissionais, que, muitas vezes, acabam corrigindo centenas de redações diariamente. Professora de língua portuguesa e redação em escolas e cursos pré-vestibulares há quase 10 anos, Maria Aparecida Custódio acredita que a criação de um novo método de capacitação dos corretores é essencial para o resgate da credibilidade da prova. "É preciso haver um sistema de capacitação mais eficaz, como o treinamento ao longo do ano e a implantação de um concurso para selecionar os professores mais aptos ao trabalho", afirma a professora.

Para o professor avaliador da banca de redação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ex-corretor do Enem, Osvaldo Arthur Menezes Vieira, a correção do Enem é tratada com muita informalidade, o que pode incentivar o avaliador a tratar o trabalho com descaso. "Apesar de minha coordenadora na época ter sido muito presente, as correções são feitas da casa do avaliador, que tem acesso aos pacotes de provas pela internet. Não há como comprovar se é mesmo o professor cadastrado que está corrigindo as provas", conta.

O avaliador ainda afirma que sofria pressão para corrigir mais provas em menos tempo e críticas sobre o rigor que utilizava na correção. "Minha coordenadora me pedia para ser menos rigoroso na hora da correção. Mas na grande maioria das provas que recebi, além de erros de ortografia, encontrei erros gravíssimos na organização sintática das frases, algumas nem pareciam português", desabafa.

Hoje, os corretores da redação do Enem são instruídos através de um curso online, que monitora e avalia os professores em 33 requisitos diferentes. Para serem selecionados para o exame, os professores devem alcançar desempenho maior do que 7, em uma escala de 0 a 10 - diferentemente do ano passado, quando a eliminação ocorria somente com notas abaixo de 5. Os avaliadores ainda passarão a receber R$ 3 por prova corrigida - um aumento de R$ 0,65 em relação às edições anteriores.

Mais de cem redações por dia
Maria Aparecida ressalta que deveria ser restrito o número de redações corrigidos por cada professor, já que "é humanamente impossível corrigir mais de cem redações por dia", fato recorrente na prova do Enem segundo ela. "Muitos avaliadores corrigem mais textos do que são capazes para melhorar a renda no fim do mês. Porém, mesmo se capacitados, acabam perdendo o foco e comprometendo a qualidade da correção", diz.

O Inep informou que existe um limite de correções por dia e que os corretores recebem diariamente, pela internet, um pacote com 50 redações. Caso o corretor consiga corrigir todo o pacote, mantendo a qualidade, ele pode receber outro lote.

Segundo o Inep, a capacitação dos avaliadores em 2013 contará com 28 horas a mais que em 2012. Também foram criadas, neste ano, coordenações regionais pedagógicas para auxiliar no processo de correção, aumentando em 23 o número de coordenadores. Também foram selecionados mais profissionais, aumentando de 5,6 mil corretores em 2012 para 8,4 mil em 2013, e de 230 supervisores para 280 em 2013. O Inep também instituiu uma Comissão de Especialistas para a redação do Enem, formada por nove professores doutores. A comissão realiza estudos e pesquisas sobre avaliação textual, que visam a contribuir no aperfeiçoamento do processo de capacitação dos corretores.

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/enem-2013-entenda-as-novas-regras-de-correcao-da-redacao,e25d70174fd90410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

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3

set
2013

Como montar um ambiente de estudo em casa

Ter um lugar para estudar em casa é básico quando estamos estudando. Segue as seguintes dicas para montar um ambiente de estudos eficiente em casa:

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1. Tenha um canto só seu, não importa se não for um cômodo inteiro

É muito chato ter que levar todo o seu material para a mesa de jantar e depois ter que guardar novamente. Procure estabelecer um canto da casa como o seu canto de estudo, nem que seja mínimo.

 

2. Tenha uma mesa e uma cadeira

Pode parecer óbvio, mas quantas pessoas não estudam deitadas na cama? Existem mesas bem pequenas que podem ser encaixadas em qualquer cantinho, especialmente aquelas mesas próprias para computador que são vendidas em grandes lojas. Não precisa ser nada caro ou sofisticado. A importância de ter uma mesa é, muito além da ergonomia, a oficialização do seu cantinho. E uma cadeira que deixe seu corpo confortável também é indispensável.

3. Cuide da iluminação

Se puder escolher o lugar onde colocará a mesa, priorize o local próximo à janela. Mesmo assim, tenha uma luz em sua mesa - pode ser uma luminária simples. Cuidar da iluminação conservará a sua visão. Eu inicialmente coloquei um abajour na minha mesa, e só depois comprei uma luminária mais focada. Contar somente com a luz do lustre é um desastre.

4. Organize seu material

Faça o melhor possível para manter seu material organizado. Se puder adquirir uma estante ou outra solução de armazenamento, melhor. Se não tiver como, vá se virando com os recursos que você tem disponíveis. O importante é manter seu material organizado, tudo junto, colocando os papéis em pastas separadas por categorias, livros do mesmo assunto alocados juntos etc.

 

5. Providencie o seu silêncio

Quis escrever assim porque o silêncio não depende só da gente quando moramos com outras pessoas, então precisamos dar um jeito para conseguir providenciá-lo. Se puder fechar a porta e se isolar enquanto estuda, excelente!  Se precisar estudar na sala ou em outro ambiente com outras pessoas, providencie um abafador de ruídos para usar nos ouvidos! Há aqueles mais simples vendidos em farmácia mas, se você quiser ir além, pode comprar os abafadores maiores em lojas de materiais industriais, que os profissionais usam ao lidar com grande ruído. É a melhor solução nesse caso.

Com esses cinco passos, acreditamos que já seja possível montar um canto de estudos satisfatório na sua casa. Você concorda?

 

Fonte: Vida Organizada

Disponível em: http://canaldoensino.com.br/blog/como-montar-um-ambiente-de-estudo-em-casa

 

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