Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

1

jun
2014

Ser paradoxal (Rita Ramos)

Quantas vezes sentimos e não sentimos? Quantas vezes queremos e não queremos mais... assim somos; parodoxo ambulante! Espero que gostem!

 

Ser  paradoxal

 

Ao sentir, sinto mesmo?

Pressinto ou minto?

Engano ou profano?

Convenço ou venço?

Perplexo ou desconexo?

Amo ou tramo?

Tristeza ou alegria?

A lágrima desconfia...

Paradoxo ambulante

Constantemente,  inconstante

Confesso e nego!

Angústia e liberdade

Expressão e confusão

Sim e não!

 

Rita Ramos (direitos da autora)

 

 

 

 

 

 

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1

jun
2014

Quietude em mim (Rita Ramos)

Sempre que estamos no barulho, interagimos, vivemos, sorrimos, choramos. Quando o silêncio impera, a alma grita, soluça e vive-se... Espero que gostem!

 

Quietude em mim

                   Rita Ramos                                  (direitos da autora)

 

A quietude chegou e se impôs

Não pude evitar seu poder

Instalou-se dentro do ser

E insaciável domínio mostrou!

 

Toda  vez que o silêncio  me abraça

Minha alma grita! Estremece...

Ouço o desespero  sincero

Um inaudível soluço floresce ...

 

Minh'alma  então compreende

Que tem espaço para exortar

Sentimentos e sensações

Que não pode evitar

Nem mostrar ...

 

Se esconde de tudo e de todos

Nos dias de barulho-rotina

Nos dias de correria-vida

Nos dias de faz-se-tudo-para- viver!

 

O silêncio fala mais alto

Percebo que sou assim...

Inexisto no barulho,

Na quietude há tudo de mim!

 

Rita Ramos

 

 

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1

jun
2014

Caçada em linhas imaginárias ( metalinguagem)

Esse é um dos meus poemas favoritos! Surgiu da dificuldade de fazer poesias... Espero que gotem!

 

Caçada em linhas imaginárias

 

Tudo começa em branco,

Trapézio sem doma e sem rumo

Respiro apressada e profundo,

As palavras não querem parar,

Nas linhas imaginárias...

 Mudam tudo que tenho em mente

Escorregam, esfregam as mãos, fogem loucas

Escorrem no chão e depois  pela fresta

Da porta, de uma mente agitada e  desperta

 Que caça todo o sentido perdido

Por vontade e teimosia convexas...

 

Quem escreve entende o que sinto

No entrave que se inicia

No momento  sente que a palavra

É quem manda, e o escritor obedece...

 E a poesia que surge,

 assim, luzidia... quase de susto!

Parto, normal!

 

Imagino aqueles que domaram a poesia

De forma heroica  e final

A palavra de forma vibrante,

 Com consoante  e  vogal  

Surgiram versos perfeitos de significativa emoção

Onde a razão perde o  sentido... e nasce a ilusão

 

Busco nomes no peito escondidos

Como pura forma de inspiração:

Manoel de Barros, Elias José,

Cecília e Patativa do Assaré

Bandeira, Vinicius e Leminski

Tiveram conversas eternas

Com palavras para mim tão modernas,

insanas, mandonas... brigonas,

Fizeram até em  Pessoa

Tudo virar viração e  vibração...

 

O desafio me faz perder o sono

Toda forma de subjetivo proponho...

A elas até me disponho, e componho

Como ainda não sei domá-las,

Sinto um frio vocabular...

 

E parece que riem de mim,

Por saberem da minha aflição,

Me rendo a notar que sou leiga,

E de forma,  vencida por elas

Já posso gritar, sem tremer:

Amasso o papel, vem o grito:

Eu  ainda não sei escrever!

 

E por não saber escrever... POEMO!

 

Rita Ramos (direitos da autora)

 

 

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1

jun
2014

Enamorada

Enamorada

 

Todas as chances

Lançadas no jogo...

Todas as cores

Descubro de novo...

 

Todas as portas

Fechadas,  se abrindo

Todas as almas

Levantam sorrindo...

 

Um novo dia

Começa a surgir...

E todo beijo

Espera por ti...

 

Mesmo a demora

Da tua chegada...

Me lembra sempre

Sou tua amada!

 

Rita Ramos#poesiasescolhidas

 

 

(direitos autorais da autora)

 

 

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