Portal da Educao Adventista

*Profª Ritíssima *

4

fev
2015

Atividades com Descritores

Pessoal!

Recebi esse material e gostaria de dividi-lo com vocês! O gabarito está no final!

 

                                    PROJETO ACELERA 8º ANO/LÍNGUA PORTUGUESA    

                                        

 

Capítulo 1: A importância social da escrita

Conversando

   A escrita é uma das modalidades da língua. Além do prestígio que lhe é atribuído por questões de ordem social (quem a domina tem mais acesso a um maior número de bens culturais), seu uso revela práticas sociais muito significativas e que são essenciais no cotidiano. Por tudo isso, afigurou-se-nos fundamental conduzir o aluno a discutir a história do surgimento da escrita e a problematizar os usos sociais que se fazem dela.

   Nesta seção, propõe-se uma reflexão acerca das práticas linguísticas cotidianas que se realizam por meio da escrita, de modo que o aluno perceba que se trata de ações comuns no seu cotidiano.

 

Partindo do texto

   Nesta seção referente à entrevista, discutem-se os propósitos de sua produção, ressaltando-se,

principalmente, o suporte dado ao texto. Para isso, analisa-se o tema que perpassa as perguntas formuladas.

   Nas questões referentes ao prefácio, discutem-se as habilidades necessárias para a produção de diferentes textos escritos, com base nas proposições formuladas pelo autor.

   Nas questões referentes ao poema, problematiza-se a função social do texto poético, ressaltando o seu valor literário.

 

Pensando bem

   Nesta seção, apresenta-se a história da invenção da escrita, com o intuito de mostrar ao aluno que a escrita é um procedimento essencial à vida social. Propõe-se atividade de retextualização para propiciar a comparação entre recursos da oralidade e da escrita.

 

Produzindo texto

No caso do cartaz, os recursos linguísticos serão selecionados concomitantemente aos recursos de

linguagem não verbal, devendo, portanto, haver harmonia entre eles.

 

Capítulo 2: A estrutura do texto escrito

 

Conversando

   Para ressaltar a estrutura do texto escrito, parte-se da análise de textos de natureza não verbal. Propõe-se, inicialmente, a análise das instruções dadas no panfleto %u2014 pede-se ao aluno que, ao julgar a adequação da linguagem e das próprias instruções, considere as condições de leitura do folheto.

   Propõe-se, em seguida, a comparação entre instruções dadas por meio de imagens e por meio de

palavras. Apresentando-se duas versões das instruções construídas em linguagem verbal escrita, propõe-se que o aluno observe as possibilidades de estruturação dos textos verbais, considerando:

- recursos de interação com o público-leitor;

- segmentação das instruções;

- formas verbais empregadas, etc.

   Encerrando as atividades da seção, propõe-se que o aluno crie, empregando recursos de linguagem

diferentes dos que já foram explorados, uma terceira versão do texto instrucional. Pretende-se que, ao

realizar reescritas e comparações, o aluno perceba a diversidade de formas de estruturação do texto escrito.

   Partindo do texto

   As atividades propostas nesta seção visam a ressaltar a estrutura de diferentes textos escritos, com especial atenção às formas de segmentação do texto e às marcas de interação.

 

Pensando bem

   O tópico central da seção é a paragrafação, em que se pretende que o aluno a reconheça como uma

importante estrutura do texto escrito.

   Promove-se uma comparação entre recursos da oralidade e da escrita, a partir da análise e reescrita de transcrição de texto oral, buscando evidenciar formas de estruturação típicas de cada modalidade.

   Analisa-se a paragrafação de textos diversos (artigo de opinião e notícia), ressaltando que a paragrafação constitui recurso de segmentação de ideias e, portanto, de estruturação do fluxo informacional desses textos.

 

Produzindo texto

   Tendo em vista evidenciar que a utilização de diferentes tecnologias influencia na estrutura dos textos

escritos, propõe-se que o aluno produza mensagem de incentivo em gêneros diversos: mensagem de texto para celular; e-mail e carta informal.

   Espera-se que, ao fazer as produções propostas, o aluno empregue reflexivamente diferentes recursos

linguísticos adequados à tecnologia em questão, construindo estruturas conforme o gênero e o suporte

explorados.

 

 

 

                                                                                           QUESTÕES


TEXTO 1

 

 

QUESTÃO 01 (Descritor: analisar o efeito de sentido conseqüente de uma transgressão intencional ou involuntária aos padrões ortográficos ou morfossintáticos da modalidade escrita)

 

Assunto: Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido.

 

Expressões como "pra", "tá", "seu Príncipe" não estão de acordo com o padrão da escrita culta formal. Mas no texto isso se justifica pelo fato de:

 

a)     o locutor ser um exemplo típico do brasileiro comum.

b)    o brasileiro comum não conhecer as normas gramaticais.

c)     o BOL dar a todos, sem distinção, o direito a um e-mail.

d)    o e-mail ser, hoje, um gênero que exige a linguagem coloquial.

 

         Questão 02 (Descritor: reconhecer níveis de registro - formal e informal)

 

Assunto: Variação linguística

 

"Você vai conseguir falar com gente que você nunca falou antes."

 

A frase acima, em registro formal, corresponde a:

 

a)     Você vai conseguir falar com gente com quem nunca falou antes.

b)    Você vai conseguir falar com pessoas com as quais nunca falou antes.

c)     Você vai conseguir falar com pessoas que nunca falou antes.

d)    Você vai conseguir falar com gente com que nunca falou antes.

 

 

Questão 03 (Descritor: avaliar a força argumentativa com a finalidade do texto ou em função do interlocutor)

 

Assunto: Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

 

Você observou que, no texto, o destinatário da mensagem é o Príncipe Charles, da Inglaterra. Esse fato é um poderoso argumento para convencer o leitor de que:

 

a)     todo assinante BOL terá mesmo a chance de trocar e-mails com o próprio Príncipe Charles.

b)    as grandes personalidades do mundo utilizam os serviços prestados pelo BOL - BRASIL ON LINE.

c)     o dono de um e-mail BOL pode trocar mensagem com pessoas as mais variadas possíveis.

d)    o assinante BOL pode tentar os contatos que bem entender, pois não pagará nada por isso.

 

 

Questão 04 (Descritor: relacionar informações oferecidas por figura, foto, gráfico e/ou tabela com as constantes no corpo de um texto)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

A imagem dos dedos segurando a mensagem eletrônica enviada sugere que o BOL oferece todos os benefícios abaixo, EXCETO:

 

a)     a garantia de que as mensagens chegarão aos seus destinatários.

b)    a enorme facilidade com que, nos dias de hoje, se pode ter e usar e-mail.

c)     a certeza de que o e-mail grátis é real e está nas mãos de todo brasileiro.

d)    a proteção contra o envio e o recebimento de mensagens indesejadas.

 

 

Questão 05 (Descritor: correlacionar, em um texto dado, termos, expressões ou idéias que tenham o mesmo referente)

 

Assunto: Coerência e coesão no processamento do texto

 

"É uma excursão, vou conhecer esses castelos aí..."

 

O termo "esses castelos aí..." é uma referência:

 

a)     aos castelos da Inglaterra.

b)    a quaisquer castelos.

c)     a castelos não citados no texto.

d)    aos castelos de toda a Europa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Questão 06 (Descritor: avaliar a função argumentativa de operações como seleção lexical, formas de tratamento e relações de co-referência: hiperonímia, expressões nominais definidas, repetição, sinonímia)

 

Assunto: Coerência e coesão no processamento do texto

 

"É uma excursão, vou conhecer esses castelos aí..."

 

A opção do locutor pelo termo "esses castelos aí..." somente NÃO pode sugerir:

 

a)     pouco caso com relação aos castelos que conhecerá na Inglaterra.

b)    desconhecimento de outros atrativos turísticos da Inglaterra.

c)     argumentação fraca para uma excursão à Inglaterra.

d)    obrigatoriedade de visitar castelos num passeio à Inglaterra.

 

 

Questão 07 (Descritor: analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de pontuação expressiva - interrogação, exclamação, reticências, aspas)

 

Assunto: Coerência e coesão no processamento do texto.

 

"Prezado Príncipe Charles:

Você não me conhece, meu nome é Luís.

Sabe o que é, eu estou indo pra Inglaterra amanhã."

 

Considerando a escrita culta formal, a pontuação CORRETA para a passagem acima é:

 

a)     Prezado Príncipe Charles,

Você não me conhece. Meu nome é Luís.

Sabe o que é? Eu estou indo pra Inglaterra amanhã.

b)    Prezado Príncipe Charles.

Você não me conhece, meu nome é Luís.

Sabe o que é... eu estou indo pra Inglaterra amanhã.

c)     Prezado Príncipe Charles,

Você não me conhece, meu nome é Luís.

Sabe o que é: eu estou indo pra Inglaterra amanhã.

d)    Prezado Príncipe Charles!

Você não me conhece: meu nome é Luís!

Sabe o que é! Eu estou indo pra Inglaterra amanhã!

 

 

Questão 08 (Descritor: avaliar a função argumentativa de operações como seleção lexical, formas de tratamento e relações de co-referência: hiperonímia, expressões nominais definidas, repetição, sinonímia)

 

Assunto: Coerência e coesão no processamento do texto

 

A função dos pronomes destacados nas frases abaixo foi CORRETAMENTE explicitada, EXCETO em:

 

a)     "...eu estou indo pra Inglaterra amanhã."

eu: indica que a ação será praticada pelo próprio locutor da frase.

b)    "...vou conhecer esses castelos aí..."

esses: referir-se a objeto que está próximo do interlocutor.

c)     "Por isso, seu príncipe, será que o senhor poderia..."

isso: fazer referência a elemento já citado no texto.

d)    Por isso, seu príncipe, será que o senhor poderia..."

Seu: indicar o interlocutor como possuidor de algo.

 

 

 

 

 

 

 

 

TEXTO 2

 

 
   


(Fonte: Gente. Lisboa: Dom Quixote, 1991.)

 

 

Questão 09 (Descritor: analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos prosódicos: rima, aliteração, onomatopéia...)

 

Assunto: Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido

 

A respeito das palavras "CRASH", "BOOM", "PAF", "PUM" e "CLANG" podem-se fazer todas as afirmativas abaixo, EXCETO:

 

a)     não têm sentido claro, como é comum nas pichações.

b)    tentam reproduzir ou imitar diversos tipos de ruídos.

c)     opõem-se à ordem expressa na placa "SILÊNCIO HOSPITAL".

d)    estão em letras grandes atendendo às intenções do pichador.

 

 

Questão 10 (Descritor: avaliar a força argumentativa com a finalidade do texto ou em função do interlocutor)

 

Assunto: Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

 

A intenção do texto é:

 

a)     criticar severamente todos aqueles que fazem pichações.

b)    advertir seriamente que as leis devem ser cumpridas.

c)     demonstrar com ironia que a lei é muito rigorosa.

d)    ver com bom humor o desejo de rebeldia do ser humano.

 

 

 

                                                                      TEXTO 3

 
   


A Faculdade Pitágoras está lançando o primeiro curso na área de saúde: Fisioterapia.

Um curso com a metodologia totalmente focada no mercado de trabalho, que une a clássica estrutura de Fisioterapia a um novo conceito de profissional, preparado não apenas para lidar com a saúde, mas com a promoção da qualidade de vida, com seu próprio negócio e com os cenários mundiais da atualidade.

 

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Questão 11 (Descritor: relacionar uma informação identificada no texto com outras oferecidas no próprio texto ou em outros textos)

 

Assunto: Procedimentos de Leitura

 

Releia, com atenção o slogan do anúncio:

 

FISIOTERAPIA

AGORA, NA FACULDADE PITÁGORAS

 

 

O uso do advérbio "AGORA" só NÃO pode ser relacionado ao fato de:

 

a)     a Faculdade Pitágoras ter um novo curso: Fisioterapia

b)    o curso de Fisioterapia só existir na Faculdade Pitágoras.

c)     as aulas do curso de Fisioterapia se iniciarem rapidamente.

d)    a Faculdade Pitágoras ser uma excelente opção para Fisioterapia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Questão 12 (Descritor: depreender de uma informação explícita outra informação implícita no texto)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

A respeito do anúncio, só NÃO podemos deduzir que:

 

a)     o profissional de Fisioterapia é importante para as pessoas que sofreram algum tipo de fratura e precisam de reabilitação.

b)    a Faculdade se compromete a formar bons profissionais, em Fisioterapia, e em direção de suas futuras clínicas.

c)     fisioterapia é o primeiro curso na área de saúde da Faculdade Pitágoras, mas ela oferece outros cursos em outras áreas.

d)    fisioterapia é um curso de grande destaque na sociedade, como demonstram as estrelas desenhadas no gesso.

 

 

TEXTO 4

 

BONS EXERCÍCIOS PARA ERRAR E ACERTAR

 

Uma escola vai levar seus 885 alunos a uma excursão. Para isso, alugará ônibus em que cabem 50 pessoas. Quantos ônibus serão necessários?

 

 

Cálculos e respostas de Lígia:

 

 
   

 

 

50

 

885

 

       
   
 
     

 

 

 

 

 

Resto: 35 : serão necessários 17 ônibus.

 

Cálculos e respostas de Carol:

 
   

 

 

885

35

 

850

 

 

 

Resto: 35 : serão necessários 18 ônibus.

 

 

Revista NOVA ESCOLA, mar. 2004, p. 41

 

 

Questão 13 (Descritor: depreender de uma informação explícita outra informação implícita no texto.)

 

Assunto: Procedimentos de Leitura

 

Considerando o enunciado do problema e as respostas dadas pode-se afirmar que a resposta CORRETA é a de:

 

a)     Lígia, pois além de ter acertado o cálculo, deu uma resposta coerente com o resultado obtido.

b)    Carol, pois acertou o cálculo e se lembrou de que seria preciso mais um ônibus para levar os 35 restantes.

c)     Ambas as alunas, pois, mesmo usando estratégias diferentes no cálculo, chegaram a um mesmo valor.

d)    Lígia, pois é a única que apresenta, no cálculo feito, uma justificativa para a resposta do problema.

 

 

 

 

TEXTO 5

 

 

Educação é minha estrada

 

Conjugo o verbo aprender

Vem do talento de ensinar

Não tem dia

Não tem hora

Vem da vontade de doar

 

Ele tá na minha

Educação

Ele tá ma minha

Professor, muito obrigado!

 

É o amigo na escola

Muito jeito pra explicar

Que nos livros e na vida

A questão é decifrar

Avançar!

 

Ele tá na minha

Obrigado!

Ele tá na minha

Professor, muito obrigado!

Educação é minha estrada

Professor, muito obrigado!

 

O saber é meu tesouro

Dez mil vezes aplicar

Ganho eu

Ganha você

O Brasil vai melhorar!

 

Ele tá na minha

Obrigado!

Ele tá na minha

Professor, muito obrigado!

Educação é minha estrada

Professor, muito obrigado!

 

 

 

Texto-base de uma campanha do Ministério da Educação em

 homenagem ao Dia do Professor / 2004.

 

 

Questão 14 (Descritor: estabelecer, na construção de sentido do texto, articulações entre termos pertencentes a uma família lexical ou de um mesmo campo semântico)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

Todas as passagens abaixo contêm palavras e/ou expressões típicas do ofício de ser professor, EXCETO:

 

a)     "Conjugo o verbo aprender / Vem do talento de ensinar"

b)    "Não tem dia / Não tem hora / Vem da vontade de doar"

c)     "É o amigo na escola / Muito jeito para explicar"

d)    "O saber é meu tesouro / Dez mil vezes aplicar"

 

 

 

 

Questão 15 (Descritor: avaliar o efeito de sentido conseqüente do uso de linguagem figurada - metáfora, hipérbole, eufemismo, repetição, gradação)

 

Assunto: Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido

 

Todas as passagens abaixo buscam reforçar uma idéia por meio de linguagem figurada, EXCETO:

 

a)     "Conjugo o verbo aprender / Vem do talento de ensinar"

b)    "É o amigo na escola / Muito jeito pra explicar"

c)     "Que nos livros e na vida / A questão é decifrar / Avançar"

d)    "O saber é meu tesouro / Dez mil vezes aplicar"

 

 

Questão 16 (Descritor: relacionar uma informação identificada no texto com outras oferecidas no próprio texto ou em outro texto)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

Assinale a única alternativa que NÃO corresponde à frase "Ele tá na minha".

 

a)     O professor está na minha educação.

b)    O professor está na minha vida.

c)     O professor está na minha vontade de doar.

d)    O professor está na minha estrada.

 

 

Questão 17 (Descritor: estabelecer relação entre uma tese - global ou local - e os argumentos oferecidos para sustentá-la)

 

Assunto: Coerência e coesão no processamento do texto

 

A tese central do texto - a importância do professor - é defendida através de todos os argumentos abaixo, EXCETO:

 

a)     O professor não mede esforços para ensinar.

b)    É através do professor que um país pode melhorar.

c)     O saber transmitido pelo professor tem aplicação prática.

d)    O mistério da vida, só o professor pode decifrá-lo.

 

 

TEXTO 6

 

ENTRE RUELAS, PRIMEIRO ESCALÃO PÕE O PÉ NA LAMA

Lula e ministros encerram dia de visita à miséria na favela Brasília Teimosa, no Recife

 

JOÃO DOMINGOS - Enviado especial

 

RECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 29 ministros e secretários encerraram ontem o dia de visita à miséria espremendo-se por ruelas entre os barracos erguidos sobre estacas no leito do mar da Favela Brasília Teimosa,em Recife. Enfiaramo pé na lama, foram aplaudidos, agarrados, cheirados.

Visitaram habitações que não se sabe como permanecem de pé nem como agüentam o peso de dez moradores, como a casa de Erinalda Silva, desempregada, que foi visitada por Lula e a ele entregou um pacote de cartas com pedidos e sugestões da população. Erinalda também fez uma carta pessoal para Lula. Nela, segundo ela, disse que todos ali convivem com ratos, com o perigo de doenças, com falta de saneamento. Os alimentos que ela e seus companheiros de casa recebem são doados pela comunidade, disse.

Nesta segunda etapa da visita, Lula não comentou o contato com as pessoas da palafita de Recife. Segundo o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, o presidente estava muito feliz porque, de todos os documentos recebidos, a maioria não pedia emprego ou ajuda financeira. Sugerem, segundo Palocci, que o governo não esmoreça no combate à fome: "Pedem que não abandonemos nossa fé. Que não nos esqueçamos deles. Que tenhamos força para lutar, para melhorar o País."

 

O ESTADO DE SÃO PAULO, 11 JAN. 2003.

Questão 18 (Descritor: localizar informações num texto)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

A passagem que explica o sentido de "palafita" é:

 

a)     "... barracos erguidos sobre estacas fincadas no leito do mar..."

b)    "... habitações que não se sabe como permanecem de pé..."

c)     "... todos ali convivem com ratos, com o perigo de doenças..."

d)    "... habitações que não se sabe como agüentam o peso de dez moradores..."

 

 

Questão 19 (Descritor: relacionar uma informação identificada no texto com outras pressupostas pelo contexto)

 

Assunto: Procedimentos de leitura

 

O emprego da palavra "cheirados" deve ser relacionado somente a:

 

a)     denúncia das condições sub-humanas em que vivem os moradores da favela Brasília Teimosa.

b)    reforço ao fato de que jamais um presidente da República havia visitado a favela.

c)     oposição entre o cheiro que vinha das entranhas de animais marinhos e o cheiro da comitiva.

d)    admiração que os moradores de Brasília Teimosa têm pelo presidente Lula e seus ministros.

 

 

Questão 20 (Descritor: associar as características e estratégias de um texto ao gênero - ficcional ou não ficcional - e/ou locutor e interlocutor)

 

Assunto: Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

 

Assinale a alternativa INCORRETA com relação às estratégias típicas de uma notícia, usadas no Texto 6.

 

a)     Emprego de termos bem chamativos na manchete, como é o caso de "põe o pé na lama".

b)    Transcrição exata do que disse alguém envolvido no fato, como provam as frases entre aspas.

c)     Manifestação do ponto de vista pessoal do repórter sobre o fato, como na expressão "visita à miséria".

d)    Referência indireta a algum depoimento, como nas expressões "segundo Palocci" e "segundo ela".

 

 

 

GABARITO DAS QUESTÕES OBJETIVAS

 

QUESTÃO 01:

C

 

QUESTÃO 11:

B

QUESTÃO 02:

B

 

QUESTÃO 12:

D

QUESTÃO 03:

C

 

QUESTÃO 13:

B

QUESTÃO 04:

D

 

QUESTÃO 14:

B

QUESTÃO 05:

A

 

QUESTÃO 15:

B

QUESTÃO 06:

D

 

QUESTÃO 16:

C

QUESTÃO 07:

A

 

QUESTÃO 17:

D

QUESTÃO 08:

D

 

QUESTÃO 18:

A

QUESTÃO 09:

A

 

QUESTÃO 19:

A

QUESTÃO 10:

D

 

QUESTÃO 20:

C

 

 

 

   

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2

dez
2013

Gabaritos dos Simulados

Bom dia, meus queridos!

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Gabarito prometido!

8º Ano - Literatura

1-D

2-B

3-C

4-D

5-B

6-C

7-A

8-B

9-D

10-B

8º Ano Português

11-B

12-A

13-C

14-B

15-E

16-B

17-D

18-B

19-B

20-B

Acredito no seu Sucesso! Beijocas! E Férias maravilhosas, Sempre com Jesus!

 

 

 

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29

jul
2013

Literatura de Cordel

O início

A evolução da literatura de cordel no Brasil não ocorreu de maneira harmoniosa. A oral, precursora da escrita, engatinhou penosamente em busca de forma estrutural. Os primeiros repentistas não tinham qualquer compromisso com a métrica e muito menos com o número de versos para compor as estrofes. Alguns versos alongavam-se inaceitavelmente, outros, demasiado breves. Todavia, o interlocutor respondia rimando a última palavra do seu verso com a última do parceiro, mais ou menos assim:

Repentista A - O cantor que pegá-lo de revés
Com o talento que tenho no meu braço... 
Repentista B - Dou-lhe tanto que deixo num bagaço
Só de murro, de soco e ponta-pés.

Parcela ou Verso de quatro sílabas

A parcela ou verso de quatro sílabas é o mais curto conhecido na literatura de cordel. A própria palavra não pode ser longa do contrário ela sozinha ultrapassaria os limites da métrica e o verso sairia de pé quebrado. A literatura de cordel por ser lida e ou cantada é muito exigente com questão da métrica. Vejamos uma estrofe de versos de quatro sílabas, ou parcela.

Eu sou judeu
para o duelo
cantar martelo
queria eu 
o pau bateu 
subiu poeira 
aqui na feira 
não fica gente 
queimo a semente 
da bananeira.

Quando os repentistas cantavam parcela (sim, cantavam, porque esta modalidade caiu em desuso), os versos brotavam numa seqüência alucinante, cada um querendo confundir mais rapida mente o oponente. Esta modalidade é pre-galdiniana, não se conhecendo seu autor.

Verso de cinco sílabas

Já a parcela de cinco sílabas é mais recente, e não há registro de sua presença antes de Firmino Teixeira do Amaral, cunhado de Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo. A parcela de cinco sílabas era cantada também em ritmo acelerado, exigindo do repentista, grande rapidez de raciocínio. Na peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, da autoria de Firmino Teixeira do Amaral, encontramos estas estrofes:

Pretinho:
no sertão eu peguei
um cego malcriado
danei-lhe o machado
caiu, eu sangrei
o couro tirei
em regra de escala
espichei numa sala
puxei para um beco
depois dele seco
fiz dele uma mala

Cego:
Negro, és monturo
Molambo rasgado
Cachimbo apagado
Recanto de muro
Negro sem futuro
Perna de tição
Boca de porão
Beiço de gamela
Venta de moela
Moleque ladrão

Estas modalidades, entretanto, não foram as primeiras na literatura de cordel. Ao contrário, ela vieram quase um século depois das primeiras manifestações mais rudimentares que permitiram, inicialmente, as estrofes de quatro versos de sete sílabas.

Estrofes de quatro versos de sete sílabas

O Mergulhão quando canta
Incha a veia do pescoço
Parece um cachorro velho
Quando está roendo osso.

Não tenho medo do homem
Nem do ronco que ele tem
Um besouro também ronca
Vou olhar não é ninguém

A evolução desta modalidade se deu naturalmente. Vejamos a última estrofe de quatro versos acrescida de mais dois, formando a nossa atual e definitiva sextilha:

Meu avô tinha um ditado 
meu pai dizia também:
não tenho medo do homem 
nem do ronco que ele tem 
um besouro também ronca 
vou olhar não é ninguém.

 

Sextilhas

Agora, de posse da técnica de fazer sextilhas, e uma vez consagradas pelos autores, esta modalidade passou a ser a mais indicada para os longos poemas romanceados, principalmente a do exemplo acima, com o segundo, o quarto e o sexto versos rimando entre si, deixando órfãos o primeiro, terceiro e quinto versos. É a modalidade mais rica, obrigatória no início de qualquer combate poético, nas longas narrativas e nos folhetos de época. Também muito usadas nas sátiras políticas e sociais. É uma modalidade que apresenta nada menos de cinco estilos: aberto, fechado, solto, corrido e desencontrado. Vamos, pois, aos cinco exemplos:

Aberto:
Felicidade, és um sol
dourando a manhã da vida, 
és como um pingo de orvalho 
molhando a flor ressequida 
és a esperança fagueira 
da mocidade florida.

Fechado:
Da inspiração mais pura, 
no mais luminoso dia, 
porque cordel é cultura 
nasceu nossa Academia 
o céu da literatura, 
a casa da poesia.

Solto:
Não sou rico nem sou pobre 
não sou velho nem sou moço 
não sou ouro nem sou cobre 
sou feito de carne e osso
sou ligeiro como o gato
corro mais do que o vento.

Corrido:
Sou poeta repentista
Foi Deus quem me fez artista
Ninguém toma o meu fadário
O meu valor é antigo
Morrendo eu levo comigo
E ninguém faz inventário

Desencontrado:
Meu pai foi homem de bem
Honesto e trabalhador
Nunca negou um favor
Ao semelhante, também
Nunca falou de ninguém
Era um homem de valor.
 

Setilhas

Uma prova de que as setilhas são uma modalidade relativamente recente está na ausência quase completa delas na grande produção de Leandro Gomes de Barros. Sim, porque pela beleza rítmica que essas estrofes oferecem ao declamador, os grandes poetas não conseguiram fugir à tentação de produzi-las. Para alguns, as setilhas, estrofes de sete versos de sete sílabas, foram criadas por José Galdino da Silva Duda, 1866 - 1931. A verdade é que o autor mais rico nessas composições, talvez por se tratar do maior humorista da literatura, de cordel, foi José Pacheco da Rocha, 1890 - 1954. No poema A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO, do inventivo poeta pernambucano, encontram estas estrofes:

Vamos tratar da chegada 
quando Lampião bateu 
um moleque ainda moço 
no portão apareceu.
- Quem é você, Cavalheiro -
- Moleque, sou cangaceiro - 
Lampião lhe respondeu.

- Não senhor - Satanás, disse 
vá dizer que vá embora 
só me chega gente ruim 
eu ando muito caipora 
e já estou com vontade 
de mandar mais da metade 
dos que tem aqui pra fora.

Moleque não, sou vigia
e não sou o seu parceiro
e você aqui não entra
sem dizer quem é primeiro
- Moleque, abra o portão
saiba que sou Lampião
assombro do mundo inteiro.

Excelente para ser cantada nas reuniões festivas ou nas feiras, esta modalidade é, ainda hoje, muito usada pelos cordelistas. Esta modalidade é, também, usada em vários estilos de mourão, que pode ser cantado em seis, sete, oito e dez versos de sete sílabas. Exemplos:

Cantador A
- Eu sou maior do que Deus
maior do que Deus eu sou

Cantador B 
-Você diz que não se engana 
mas agora se enganou

Cantador A 
- Eu não estou enganado 
eu sou maior no pecado
porque Deus nunca pecou.

Ou com todos os versos rimados, a exemplo das sextilhas explicadas antes:

Cantador A -
Este verso não é seu
você tomou emprestado

Cantador B - 
Não reclame o verso meu
que é certo e metrificado

Cantador A -
Esse verso é de Noberto
Se fosse seu estava certo
como não é está errado.
 

Oito pés de quadrão ou Oitavas

Os oito pés de quadrão, ou simplesmente oitavas, são estrofes de oito versos de sete sílabas. A diferença dessas estrofes de cunho popular para as de linha clássica é apenas a disposição das rimas. Vejam como o primeiro e o quinto versos desta oitava de Casimiro de Abreu (1837 - 1860) são órfãos:

Como são belos os dias
Do despontar da existência
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O Céu - Um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida um hino de amor.

Na estrofe popular aparecem os primeiros três versos rimados entre si; também o quinto, o sexto e o sétimo, e finalmente o quarto com o último, não havendo, portanto um único verso órfão. Assim:

Diga Deus Onipotente 
Se é você, realmente
Que autoriza, que consente 
No meu sertão tanta dor
Se o povo imerso no lodo 
apregoa com denodo
que seu coração é todo
De luz, de paz e de amor.

 

Décimas

As décimas, dez versos de sete sílabas, são, desde sua criação no limiar do nosso século, as mais usadas pelos poetas de bancada e pelos repentistas. Excelentes para glosar motes, esta modalidade só perde para as sextilhas, especialmente escolhidas para narrativas de longo fôlego. Ainda assim, entre muitos exemplos, as décimas foram escolhidas por Leandro Gomes de Barros para compor o longo poema épico de cavalaria A BATALHA DE OLIVEIROS COM FERRABRAZ, baseado na obra do imperador francês Carlos Magno:

Eram doze cavalheiros
Homens muito valorosos
Destemidos, corajosos
Entre todos os Guerreiros
Como bem fosse Oliveiros
um dos pares de fiança
Que sua perseverança
Venceu todos os infiéis
Eram uns leões cruéis
Os doze pares de França.
 

Martelo Agalopado

O Martelo agalopado, estrofe dez versos de dez sílabas, é uma das modalidades mais antigas na literatura de cordel. Criada pelo professor Jaime Pedro Martelo (1665 - 1727), as martelianas não tinham, como o nosso martelo agalopado, compromisso com o número de versos para a composição das estrofes. Alongava-se com rimas pares, até completar o sentido desejado. Como exem plo, vejamos estes alexandrinos
 

"Visitando Deus a Adão no Paraíso 
achou-o triste por viver no abandono, 
fê-lo dormir logo um pesado sono 
e lhe arrancou uma costela, de improviso 
estando fresca ficou Deus indeciso 
e a pôs ao Sol para secar um momento 
mas por causa, talvez dum esquecimento 
chegou um cachorro e a carregou, 
nessa hora furioso Deus ficou 
com a grande ousadia do animal
que lhe furtara o bom material
feito para a construção da mulher, 
estou certo, acredite quem quiser 
eu não sou mentiroso nem vilão,
nessa hora correu Deus atrás do cão 
e não podendo alcançar-lhe e dá-lhe cabo 
cortou-lhe simplesmente o meio rabo 
e enquanto Adão estava na trevas 
Deus pegou o rabo do cão e fez a Eva."

Com tamanha irresponsabilidade, totalmente inaceitável na literatura de cordel, o estilo mergulhou, desde o desaparecimento do professor Jaime Pedro Martelo em 1727, em completo esquecimento, até que em 1898, José Galdino da Silva Duda dava à luz feição definitiva ao nosso atual martelo agalopado, tão querido quanto lindo. Pedro Bandeira não nos deixa mentir:

Admiro demais o ser humano
que é gerado num ventre feminino 
envolvido nas dobras do destino
e calibrado nas leis do Soberano
quando faltam três meses para um ano 
a mãe pega a sentir uma moleza
entre gritos lamúrias e esperteza
nasce o homem e aos poucos vai crescendo 
e quando aprende a falar já é dizendo:
quanto é grande o poder da Natureza.

Há, também, o martelo de seis versos, como sempre, refinado, conforme veremos nesta estrofe:
 

Tenho agora um martelo de dez quinas 
fabricado por mãos misteriosas 
enfeitado de pedras cristalinas 
das mais raras, bastante preciosas, 
foi achado nas águas saturninas 
pelas musas do céu, filhas ditosas.

 

Galope à Beira Mar

Com versos de onze sílabas, portanto mais longos do que os de martelo agalopado, são os de galope à beira mar, como estes da autoria de Joaquim Filho:

Falei do sopapo das águas barrentas 
de uma cigana de corpo bem feito 
da Lua, bonita brilhando no leito 
da escuridão das nuvens cinzentas 
do eco do grande furor das tormentas 
da água da chuva que vem pra molhar 
do baile das ondas, que lindo bailar 
da areia branca, da cor de cambraia 
da bela paisagem na beira da praia 
assim é galope na beira do mar.

Logicamente que há o galope alagoano, à feição de martelo agalopado, com dez versos de dez sílabas cuja diferença única é a obrigatoriedade do mote: "Nos dez pés de galope alagoano".
 

Meia Quadra

Outra interessante modalidade é a Meia Quadra ou versos de quinze sílabas. Não sabemos porque se convencionou chamar de meia quadra, quando poderia, muito bem, se chamar de quadra e meia ou até de quadra dupla. As rimas são emparelhadas e os versos, assim compostos:

Quando eu disser dado é dedo você diga dedo é dado
Quando eu disser gado é boi você diga boi é gado
Quando eu disser lado é banda você diga banda é lado
Quando eu disser pão é massa você diga massa é pão

Quando eu disser não é sim você diga sim é não
Quando eu disser veia é sangue você diga sangue é veia
Quando eu disser meia quadra você diga quadra e meia
Quando eu disser quadra e meia você diga meio quadrão.

A classificação da literatura de cordel há sido objeto da preocupação dos chamados iniciados, pesquisadores e estudiosos. As classificações mais conhecidas são a francesa de Robert Mandrou, a espanhola de Julio Caro Baroja, as brasileiras de Ariano Suassuna, Cavalcanti Proença, Orígenes Lessa, Roberto Câmara Benjamin e Carlos Alberto Azevedo. Mas a classificação autenticamente popular nasceu da boca dos próprios poetas.

No limiar do presente século, quando já brilhava intensamente à luz de Leandro Gomes de Barros, fluía abundante o estro de Silvino Pirauá e jorrava preciosa a veia poética de José Galdino da Silva Duda. Esses enviados especiais passaram a dominar com facilidade a rima escorregadia, amoldando, também, no corpo da estrofe o verso rebelde. Era o início de uma literatura tipicamente nordestina e por extensão, brasileira, não havendo mais, nos nossos dias, qualquer vestígio da herança peninsular.

Atualmente a literatura de cordel é escrita em composições que vão desde os versos de quatro ou cinco sílabas ao grande alexandrino. Até mes mo os princípios conservadores defendidos pelos nossos autores ortodoxos referem-se a uma tradição brasileira e não portuguesa ou espanhola. Os textos dos autores contemporâneos, apresentam um cuidado especial com a uniformização ortográfica, com o primor das rimas, com a beleza rítmica e com a preciosidade sonora.

Estas e outras informações sobre as métricas do cordel podem ser encontradas no livro Vertentes e Evolução da Literatura de Cordel.

 

Disponível em: http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/cordel/cordel.htm

 

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29

jul
2013

Literatura de cordel

 

Filho de Gato gatinho é

Patativa do Assaré


Era o esposo assaltante perigoso, 
o mais famoso dentre os marginais, 
porém, se ele era assim astucioso, 
sua esposa roubava muito mais 

A ladra certo dia se sentindo 
com sintoma e sinal de gravidez, 
disse ao marido satisfeita e rindo: 
- Eu vou ser mãe pela primeira vez! 

Ouça, querido, eu tive um pensamento, 
precisamos viver com precaução, 
para nunca saber nosso rebento 
desta nossa maldita profissão. 

Nós vamos educar nosso filhinho 
dando a ele as melhores instruções 
para o mesmo seguir o bom caminho, 
sem conhecer que somos dois ladrões. 

Respondeu o marido: - Está direito, 
meu amor, você disse uma verdade. 
De hoje em diante eu procurarei um jeito 
de roubar com maior sagacidade. 

Aspirando o melhor sonho de Rosa, 
ambos riam fazendo os planos seus. 
E mais tarde a ladrona esperançosa 
teve um parto feliz, graças a Deus. 

"Ai, como é linda, que joinha bela!", 
diziam os ladrões, cheios de amor, 
cada qual desejando para ela 
um futuro risonho e promissor. 

Mas logo viram com igual surpresa 
que uma das mãos da mesma era fechada. 
Disse a mãe, soluçando de tristeza: 
- Minha pobre menina é aleijada. 

A mãe, aflita, teve uma lembrança 
de olhar a mão da filha bem no centro. 
Quando abriu a mãozinha da criança, 
a aliança da parteira estava dentro.



Vocabulário:

Astucioso - : habilidoso,esperto 

Rebento - : filho

Parteira- : mulher que faz parto em casa

Precaução- : cuidado 

Sagacidade- : esperteza

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3

jul
2013

Para onde caminha o Egito

Para onde caminha o Egito

Mais de dois anos após a onda de protestos que culminou com a renúncia do ex-presidente Hosni Murabak, o Egito passa por um novo momento de incertezas, devido às manifestações convocadas por populares pedindo, dessa vez, a cabeça do atual líder egípcio, Mohammed Morsi.

A BBC teve acesso a detalhes do 'mapa' desenhado pelos militares para o futuro do Egito, que inclui, entre outras coisas, a suspensão da nova Constituição e a dissolução do Parlamento.

No dia anterior, as Forças Armadas haviam dado a Morsi um ultimato de 48 horas para que ele respondesse às demandas dos populares. O prazo termina às 10h30 da quarta-feira no Brasil.

Nesta terça-feira, o presidente egípcio rejeitou a ordem dos militares e disse que não vai renunciar, alegando ser contra qualquer afronta à democracia. Autoridades afirmaram que já no início desta quarta-feira ao menos 16 pessoas foram mortas em uma manifestação de suporte a Morsi.

Para entender o atual cenário do país, a BBC fez uma lista de perguntas e respostas.

A que se deve a nova crise?

O descontentamento começou em novembro do ano passado, quando o presidente do Egito, Mohammed Morsi, promulgou um decreto pelo qual extendia mais poderes para si mesmo. Desde então, houve uma cisão política no país. De um lado, Morsi e a Irmandade Muçulmana; de outro, movimentos revolucionários e liberais.

Essa divisão política foi propiciada por uma constituição polêmica, escrita por um painel dominado por islamitas.

O fato foi agravado pelo que a oposição chamou de decisão unilateral adotada pelo governo. Alguns alegaram que muitos dos membros da Constituinte egípcia foram indicados pela Irmandade Muçulmana com base em critérios que privilegiaram a lealdade à competência.

Enquanto isso, a população egípcia continuou sofrendo com as condições precárias da economia e a falta de leis e da Justiça.

Quem são os manifestantes?

Os manifestantes foram convocados por um movimento batizado de Tamarod, organizado por um grupo de jovens apartidários no início de maio.

O movimento diz que coletou mais de 22 milhões de assinaturas reivindicando a renúncia de Morsi.

Milhões de egípcios descontentes com a piora nas condições sócio-econômicas responderam à convocação com um protesto no último dia 30 de junho, o primeiro aniversário da posse de Morsi no cargo.

A sua principal reivindicação é a antecipação das eleições presidenciais.

Qual será o papel das Forças Armadas?

As Forças Armadas podem intervir se o presidente Morsi e seus opositores fracassarem em responder à demanda da população.

Foi dado um ultimato de 48 horas aos grupos rivais para chegarem a um consenso.

Indiretamente, as Forças Armadas também pediram a Morsi que dê uma resposta concreta aos anseios da população. Caso contrário, os militares informaram que terão de intervir para construir uma alternativa para o futuro do país.

No entanto, negaram qualquer intenção de protagonizar um golpe.

O que Morsi está dizendo?

Apesar de admitir que cometeu alguns erros, Morsi insinua que os protestos foram motivados por ex-membros do antigo regime e seus associados. Ele também culpa a oposição por não responder a seus pedidos para a construção de um diálogo nacional. Tais indicações ficaram claras em um pronunciamento à nação em 26 de junho deste ano.

Desde então, Morsi não é visto em público, mas disse, por meio de uma declaração na conta da presidência do Egito no Facebook, que se ateria a seus planos de reconciliação nacional em detrimento de dar uma resposta ao ultimato dos militares.

Ele diz que isso envolveria a comunicação com todas as forças políticas para a construção de um consenso. Ele acrescenta que não foi consultado sobre a declaração das Forças Armadas, que vê como uma forma de aprofundar a divisão e fomentar a confusão entre a população.

Quais são as opções de Morsi?

As Forças Armadas colocaram Morsi em uma sinuca de bico.

O presidente egípcio se vê obrigado a ouvir as demandas da população e oferecer-lhe uma solução.

Ele tanto pode convocar uma eleição presidencial antecipada, como um referendo, ou mesmo promover uma reforma em seu gabinete.

Para onde caminha o Egito?

O Egito vive um período de instabilidade, que pode ser agravado se as Forças Armadas decidirem tirar Morsi do poder, mesmo contra a vontade dos seus apoiadores islamitas.

Se Morsi renunciar e uma eleição presidencial for convocada antecipadamente, a Constituição egípcia prevê que o primeiro-ministro deverá administrar o país enquanto a cadeira estiver vazia.

Cronologia da crise no Egito

Desde que o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou, em março de 2011, em meio à onda de protestos posteriormente conhecida como Primavera Árabe, o Egito vive um cenário de turbulência econômica e social, abrandado apenas nos dias seguintes à eleição de Mohammed Morsi como presidente do país.

Nos últimos dias, entretanto, novos protestos varreram o Egito, convocados por um movimento que reivindica a renúncia de Morsi.

Em meio às manifestações populares, as Forças Armadas deram um ultimato de 48 horas ao líder egípcio na última segunda-feira: ou ele responde às demandas do povo ou os militares intervêm no país.

A BBC teve acesso a detalhes de um plano desenhado pelas Forças Armadas para tomar o poder, o que incluiria a suspensão da nova Constituição e a dissolvição do Parlamento.

Nesta terça-feira, Morsi rejeitou o ultimato dos militares, que termina na quarta-feira, alegando ser contra qualquer intimidação à democracia.

disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130702_egito_morsi_protestos_perguntas_respostas_lgb.shtml

 

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