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*Mundo Afora- Brasil Adentro *

13

set
2010

Caldas Novas: o paraíso das águas quentes do Brasil

Localizada a 168 km de Goiânia, a cidade de Caldas Novas é bastante conhecida pelas fontes termais. Segundo a história, elas foram descobertas acidentalmente.  

Em 1777, Martinho Coelho da Siqueira estava na região à procura de ouro e descobriu as fontes termais Caldas do Pirapitinga e o Córrego de Larvas por conta de um acidente: um de seus cachorros caiu no Lago do Pirapitinga e morreu escaldado.

O município tornou-se mundialmente conhecido por ser a maior estância hidrotermal do mundo, e acredita-se que as fontes hidrotermais tenham propriedades terapêuticas.

A cidade oferece ótima estrutura hoteleira e também inúmeros parques aquáticos, onde é possível se deliciar em piscinas naturais de águas quentes, toboáguas, lagos, etc. Além dos parques aquáticos, veja o que mais a cidade oferece:

Parque Estadual da Serra de Caldas: o parque abriga fauna e flora diversificada e oferece duas opções de trilhas ecológicas que terminam em cachoeiras.

Museu da Soja: Construído pela Só Soja Brasil, o museu mostra a história da soja, apresentando seu processo de produção, os produtos derivados da soja e os benefícios oferecidos pelo consumo do grão.

Culinária: A culinária calda-novense oferece pratos com ingredientes típicos do cerrado, como o pequi, a guariroba, entre outros.

Ao visitar Caldas Novas, não deixe de experimentar alguns pratos típicos como o arroz com pequi, galinhada goiana, doces caseiros, pamonhas, chica doida e o tradicional empadão goiano da Tânia, eleito por 4 anos consecutivos pelo Guia Quatro Rodas como o melhor da cidade. É uma delícia!

Jardim Japonês: A construção do Jardim Japonês foi inspirada nos templos budistas, cada detalhe tem um significado especial. Para isso, o parque conta com guias locais que oferecem a explicação de cada componente do jardim. O lugar é muito bonito; um ambiente muito agradável para relaxar, conversar, bater fotos, etc.

Lago de Corumbá: O Lago de Corumbá é composto pelos rios Pirapitinga, Piracanjuba, Peixe e São Bartolomeu, e tem cerca de 100 km de extensão, que podem ser percorridos em agradáveis passeios de lancha, Jet Ski ou banana boat.

Feira do Luar: A Feira do Luar ocorre nos fins de semana e reúne diversas barracas, onde é possível apreciar o artesanato local e experimentar a saborosa culinária da cidade.

Poço Cozinha Ovos: O Poço Cozinha Ovos é a nascente do Lago do Pirapitinga, e tem as águas mais quentes do país, com temperatura média de 58° (podendo atingir até 70°). É comum encontrar ovos dento da nascente, pois acredita-se que a alta temperatura da água seja capaz de cozinhar ovos.

Uma dica: ao arrumar as malas para Caldas Novas, não se esqueça do protetor solar.

Boa viagem!

Clique aqui e veja as fotos de Caldas Novas

Tatiana Cornieri Martin, analista de suporte.

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16

ago
2010

Lajeado: um vilarejo encantador

Localizada a 61 km de Palmas, a cidade de Lajeado desponta como um dos grandes atrativos turísticos do Tocantins. Logo na entrada do pequeno vilarejo, o turista é surpreendido pelo Morro do Segredo, uma montanha com elevações exóticas de 250 metros de altitude. O monumento natural se assemelha a um vulcão inativo, desprovido de vegetação ao seu redor. Curiosamente, de qualquer lugar da cidade é possível observar a mesma forma das elevações.

Com um cenário naturalmente encantador, com pequenas cachoeiras, piscinas naturais e vegetação exótica, essa pequena cidade, com pouco mais de 2.000 habitantes, atrai anualmente visitantes de vários lugares. Os apaixonados por esportes radicais como montanhismo e esportes aquáticos podem se deleitar nas diversas atrações naturais que o local oferece.

A culinária típica da região é baseada em peixes fritos, pescados dos rios que banham a cidade. Na orla do principal balneário, localizado a 5 minutos do centro, há um restaurante e diversos quiosques com comidas e lanches típicos da região. Para os que desejarem preparar suas próprias refeições, podem fazê-lo à sombra das árvores gigantescas dispostas ao longo das estâncias aquáticas.

 O local tem um rico artesanato cuja matéria-prima é extraída de barro natural, madeira, folhas de coqueiro e palha de buriti.

Quem busca sossego e descanso em meio à natureza, a cidade também serve como uma excelente opção.

Clique aqui e veja as fotos de Lajeado

Luzia Paula, jornalista

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13

jul
2010

Fernando de Noronha: santuário da natureza

O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado a 545 km de Recife e pertence ao estado de Pernambuco. Formado por 21 ilhas e ilhotas, é um dos lugares mais cobiçados pelos amantes da natureza. A população da ilha é de aproximadamente 2.500 habitantes, e o número de visitantes não pode passar de 500 por dia. O fuso horário é de uma hora a mais que o do continente.

Escolhi Fernando de Noronha para passar a minha lua de mel, e, com certeza, é um lugar em que voltaria várias vezes, se não fosse pelo alto investimento. O arquipélago é considerado Parque Nacional, portanto, protegido pelo Ibama. Todos os visitantes devem pagar uma taxa de preservação ambiental que deve ser consultada em uma tabela estabelecida pelo governo. A taxa serve para a proteção de espécies endêmicas existentes no local e da área de concentração dos golfinhos rotadores, que ficam na Baía dos Golfinhos.

Para conhecer todas as praias de Fernando de Noronha basta alugar um bugue e seguir pela única estrada asfaltada (BR 363) existente na ilha. Não tem erro, as placas sempre indicam algum lugar muito lindo. As praias mais conhecidas são a Cacimba do Padre (um dos cartões postais onde fica o Morro Dois Irmãos), Praia do Bode (famosa pela prática de surf) e a Baía do Sancho (ótima para mergulho).

Em todas as praias é possível alugar snorkel e pé de pato para a prática de mergulho livre. A variedade de peixes é muito grande, além de tartarugas, corais, arraias, moreias e até tubarões. Para quem gosta de mergulho com cilindro, lá mesmo são ministradas aulas e é realizado o "batismo", podendo-se mergulhar a profundidades de 30 a 40 metros. Também são realizados passeios de barcos e trilhas. Ainda falando em natureza, o Ibama mantém uma sede em que trabalha com o Projeto Golfinho Rotador e o Projeto Tamar.

Em todas as manhãs os golfinhos rotadores vão até a Baía dos Golfinhos para alimentar seus filhotes, descansar e acasalar. Biólogos do local estudam a espécie e contam diariamente a quantidade de golfinhos quando eles chegam na baía e quando a deixam, no pôr do sol. Para a preservação da espécie, não há acesso à baía e nem é possível mergulhar com os golfinhos,  já que isso poderia assustá-los e, consequentemente, eles abandonariam a ilha. O Projeto Tamar é realizado na Praia do Sueste, nos meses de março e abril, e protege as tartaguras Verde e de Pente.

Fernando de Noronha é repleta de aves, com algumas espécies de atobá, trinta-réis, rabo-de-palha, cococurta, garça-vaqueira, entre outras. Um bicho que me chamou muito a atenção quando estive lá foi o mabuia, espécie de lagarto muito ágil e que se reproduz facilmente.

Ele se alimenta de insetos e flores e é possível vê-lo em todos os cantos da ilha, até mesmo dentro das pousadas. Inofensivo,  pude encontrá-lo facilmente em todo lugar.

A parte histórica do arquipélago também é rica. O Forte de Nossa Senhora dos Remédios já foi a principal estrutura de defesa da ilha. Foi construído pelos portugueses no século18 e funcionou como presídio de 1930 até 1942. Na Segunda Guerra, soldados americanos usaram o forte como abrigo. Hoje o forte é um dos pontos turísticos do local.

O Forte de Santo Antônio já serviu como principal ancoradoura da ilha e integrava a defesa da baía de Santo Antônio. O arquipélago já foi invadido por ingleses, franceses, holandeses e portugueses. Em 1737 foi ocupada definitivamente por portugueses.

Para quem gosta de comer peixe, existem muitos restaurantes espalhados pela ilha e que oferecem boa variedade, como o "Tom Marrom", "Zé Maria", "Xica da Silva", "Museu dos Tubarões", entre outros. Apesar da variedade de peixes, na ilha só é permitida a pesca artesanal. Se você é vegetariano, como eu, existe o restaurante "Flamboyant" na Vila dos Remédios, que oferece refeições em regime de serf service. Apesar de não ser vegetariano, permite que pessoas vegetarianas possam comer bem. O "Restaurante da Edilma", também na Vila dos Remédios é outra ótima opção de comida caseira, bem temperada e simples. É uma delícia sentar na varanda do restaurante e apreciar a vista.

Há muita coisa para dizer sobre Fernando de Noronha. A natureza e a cultura do local são muito ricas e vale a pena reservar um período de férias para visitá-la. Qualquer época do ano é boa para visitar Noronha. O clima é agradável, a água é cristalina e parecida com água doce, de tão pura e limpa, sem as interferências do homem. Do nascer ao pôr do sol, cada minuto vale ser registrado. Fernando de Noronha é considerada o santuário da natureza no Brasil e é muito conhecido fora do país.

Se você pretende conhecê-la, leve seu próprio snorkel para não gastar com o aluguel em todas as praias em que você quiser mergulhar. Dica: a energia elétrica é de 220 volts e, lá, só há o Banco do Brasil. Leve máquina fotográfica, filmadora e, se possível, máquina para fotografar embaixo da água. Bom passeio!

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Andressa Ricon Rocha, jornalista e estudante de Letras.

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23

jun
2010

Brasília: um olhar além da política

Localizada no Centro-Oeste brasileiro, Brasília tem aproximadamente 2,6 milhões de habitantes. Seus pontos turísticos como o Congresso Nacional, Memorial JK, Catetinho, a Catedral e suas formas assimétricas vistas nas ruas e avenidas, recebem mais de um milhão de visitantes por ano.

Tombada pela Unesco, em 1987, Brasília é classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade. Tal honraria a torna especial, por ser o único monumento arquitetônico com menos de 100 anos.

Sob temperaturas que variam entre 22º e 28º, a Capital Federal se divide durante o ano em apenas dois períodos climáticos: seco  e chuvoso.  No mês mais seco do ano, agosto, a capital conta com um truque vindo de sua criação: o Lago Paranoá.

O lago artificial foi criado junto à construção da cidade e se estende por 48 km². Quem vai à Brasília, não pode deixar de conferir a bela paisagem, proporcionada pela Ponte JK.

Além do tradicional roteiro cívico e arquitetônico, a capital convida também para o turismo ecológico, que é destacado pelos amplos parques e áreas de proteção ambiental, como o Parque da Cidade, Parque Nacional, Chapada Imperial e o Jardim Botânico. Nasci nessa terra do cerrado, e afirmo que vale a pena conhecer as belezas da capital do nosso país.

Por: Guilherme Pacheco, analista de sistemas.

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2

jun
2010

Ilha Bela: lindas praias, cachoeiras e muita aventura

A cidade que escolhi para passar a lua de mel foi o litoral de São Paulo, Ilha Bela, situada a 210 km da capital. Com uma população estimada em 25 mil habitantes, Ilhabela é o único município-arquipélago marinho brasileiro. A gastronomia tem pratos caiçaras, como o peixe com banana, caldeiradas e moquecas. É rica em artesanato, confeccionados com materiais rústicos, conchas, folhas de bananeiras, sementes de árvores e outros artigos alternativos.

Antes mesmo de chegar à Ilha Bela, já tem aventura. Da cidade de São Sebastião até o local precisei atravessar o mar com a balsa. Fiquei uma semana na cidade e conheci muitas praias lindas, entre elas, destaco a Praia do Curral e a Praia da Fome. Uma das lembranças que tenho da Praia do Curral é uma bancada de areia que fica há uns 100 metros da beira da praia. Fiz um passeio de caiaque e fui remando até a bancada, onde, você pode ficar em pé, porque é raso. Na Praia da Fome o visitante só chega por trilha ou mar. Optei em ir de lancha contemplando o mar. A água clarinha, torna a praia ideal para a prática de esportes náuticos e mergulho. O interessante é que o mar é calmo e quase não tem onda.

As condições climáticas, o relevo e a preservação ambiental, fazem de Ilha Bela a Capital dos Esportes de Aventura. Kitesurf nas praias mais lindas, rapel em cachoeiras, várias trilhas para desvendar muitas cachoeiras. Passeios a cavalo por trilhas na Mata Atlântica, passando por cachoeiras e lindas paisagens.

Se você pretende conhecer Ilha Bela, uma dica importante e indispensável é incluir na mala repelente, para espantar os pernilongos e muriçocas que rodeiam os visitantes.

Por: Charlise Alves, jornalista.

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21

mai
2010

Goiás: patrimônio mundial da Unesco

Goiás é um Estado que está despontando para o desenvolvimento, crescendo muito economicamente e atraindo pessoas de todas as partes do país. Possui o clima quente a maior parte do ano, e tem a maior estância hidrotermal do mundo, Rio Quente e Caldas Novas.

Embora o desenvolvimento e reconhecimento econômico sejam recentes, a história do Estado nos leva ao século XVI, quando exploradores portugueses desbravaram o interior do Brasil em busca de ouro. E é aí que começa também a história da primeira capital, a cidade que repete o nome do Estado: Goiás, também conhecida como Goiás Velho. E foi em abril que pude pela primeira vez verificar a beleza daquele lugar.

A cidade de Goiás é reconhecida pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como patrimônio mundial, por sua importância para a preservação dos patrimônios históricos e naturais. Ali nasceu a poetisa mundialmente reconhecida por retratar a simplicidade do cotidiano do interior goiano: Cora Coralina, a casa onde ela residia abriga hoje um museu.

Dois grandes eventos atraem muitos visitantes à cidade, que mantém ainda as ruas de pedra e a arquitetura original:  O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA) que é realizado anualmente desde 1999, com produções audio-visuais sobre meio ambiente de todo o mundo; e a Procissão do Fogaréu, realizado no período da Semana Santa, encenando os momentos que antecederam a morte de Jesus Cristo na cruz.

Circular pelas ruas de Goiás é uma volta ao passado, contada pelas construções muito bem preservadas (a cidade mantém mais de 90% de sua arquitetura barroco-colonial original). Para chegar até lá, são quase 150 km de Goiânia em estrada bem pavimentada e sinalizada; chegando à cidade, o visitante pode se hospedar em aconchegantes pousadas localizadas nas serras que circundam a cidade.

Visitar a cidade de Goiás é uma aventura de aprendizado, que leva aos séculos XVII e XVIII. Leve água e aproveite!

Por: Francis Matos, jornalista.

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