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*educar para salvar *

31

out
2016

Jesus Como Mestre: Um exemplo a ser seguido.

            Nos relatos sobre o ministério de Jesus, não nos é possível demarcar uma separação nítida entre pregação e ensino, tão entrelaçados que um não pode ser totalmente separado do outro.

            Vamos focalizar nosso olhar sobre o cotidiano de Jesus, seus gestos e sua prática pedagógica em seus contatos criadores da vida e da esperança. Jesus fez uma clara opção pela prática em relação ao discurso e à fala. Este dado tem enorme relevância para os obreiros cristãos que costumam eleger a fala como principal instrumento de ensino.

            Tomamos o Sermão da Montanha, onde Jesus inicia o ensino centrado no discurso ( Mateus 5, 6 e 7:1-23 ). O desfecho do sermão é onde Jesus privilegia a prática (Mateus 7:24-27 ). Ele não apenas recomenda a prática de seus ensinos como também põe em prática, à vista de todos, a sua graça e sua misericórdia. Vemos isto através das curas que realizou:

Mateus: 8:1-4 ........ .A cura de um leproso.

Mateus: 8:5-13 ........A cura do criado de um centurião.

Mateus: 8:14-15 .......A cura da sogra de Pedro, etc...

            Com a prática das curas Jesus devolve a dignidade aos pobres, aos marginalizados ( mulher adúltera, leprosos ) e outras categorias oprimidas pelo sistema social daquela época. Cada docente deve estar atento ao que passa ao seu redor desenvolvendo o exemplo do mestre.

            Todo o discurso de Jesus é, antes de tudo a explicitação de sua prática. Ele é coerente porque sua prática é o ponto de partida de seu discurso. Esta é uma das razões pelas quais Ele foi rejeitado. A liderança dominadora não conhecia a pedagogia da misericórdia, aquela que, diante dos abandonados e sofridos, começa com atos libertadores.

            A prática pedagógica de Jesus exige que a sociedade humana seja colocado ao avesso. Não basta que uma pedagogia se concentre na prática para que venha a merecer o qualificativo de cristã. Para ser cristã é fundamental que esta pedagogia esteja comprometida com os valores do céu.

            Será que os resultados que estamos produzindo no ensino  são frutos da verdadeira misericórdia cristã?

Marcos: 2:17........ Jesus destaca a importância do homem diante da criação.

Mateus: 18:10-14........ A parábola da ovelha perdida retrata, melhor que qualquer outro episódio, a dimensão absoluta da pessoa, singular para Jesus. É no contexto da família de Deus que uma pessoa pode ter seu valor maior. Tendo a pessoa como centro de sua preocupação, também vemos a valorização inquestionável da criança, grupo marginalizado e desvalorizado naquela época: Mateus 18:1-6; 19:13-15.

            Jesus era simples, humilde, não há em Sua instrução nada vago ou difícil de ser entendido. Ele falava e agia com clareza e ênfase, com força solene e convincente. Jesus não tinha um púlpito, ou uma escola. Ele ensinava, pregava e curava junto ao mar, nas sinagogas, no monte, nas casas, cidades e povoados, no campo, no caminho, no templo, etc.

            Seu ensino é ancorado em situações comuns do dia-a-dia das pessoas: o sal, a luz, o relacionamento senhor X servo, as aves do céu, os lírios do campo, o comer, o vestir, a porta estreita e a porta espaçosa, a seara, o trabalho, a semeadura, o pastoreio, a árvore e seus frutos, etc... Ele não escolheu sábios, nobres ou ricos para seus discípulos, mas convidou rudes pescadores, consertadores de redes, um coletor de impostos, etc.

            Precisamos considerar seriamente os ensinos de Jesus, porque cada educador tem uma vocação divina: lutar pela restauração da imagem de Deus no ser humano, anunciar a mensagem de salvação para o homem, que é a essencia da educação. Esta é a razão primária da existência da escola e por isto mesmo toda a sua atividade de ensino, tem que perseguir este objetivo com obstinação.

mestre

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24

out
2016

Relação de pais e filhos

 

Quem está atento ao que se passa no mundo apercebe-se sem dificuldades que as relações familiares, especialmente entre pais e filhos está longe de ser a ideal. Embora possamos dizer, com razão, que esses conflitos são quase tão antigos como a humanidade, é um fato que no nosso tempo essas relações se tem agravado.

 

Isso acontece com mais frequência, na adolescência quando começam a sentir a necessidade e a capacidade de serem autônomos. Os pais compreendem, por um lado, que os filhos ainda não estão preparados para serem autônomos e, por outro lado, sentem dificuldades em ter controles sobre eles, pelo sentimento inconsciente de perda de algo que lhes é precioso e dificultam a fase de transição da fase de adolescência para a fase adulta.

 

Um problema sério que se confrontam os lares de hoje é a ausência do pai. Em um número crescente de casos, o pai está fisicamente ausente. Mas em até maior número, a ausência é psicológica. Há pais que entram à noite para suas casas, mas eles chegam tão cansados que eles  não são capazes nem mesmo de manter uma relação agradável com a esposa e com as crianças. Outro problema que também está acontecendo, é que o marido está abandonando o papel  de líder espiritual da família. Conforme o texto de Efésios 5:23: “ Porque o marido é a cabeça da mulher, como, também, Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” A primeira responsabilidade nomeada por Deus ao homem é ser o chefe da família. Todo o marido Cristão tem que assumir o papel que  Deus lhe recomendou de ser o diretor de sua família. Deus deu ao marido a graça e a autoridade de dirigir seu lar. Os homens que rejeitam o princípio bíblico da autoridade da casa e  delegam esta responsabilidade à outras pessoas, cedo ou tarde eles terão que sofrer as consequências por não cumprir a grande responsabilidade de ser cabeça do lar.

 

Ainda mais que estamos vivendo em meio a uma crise de autoridade sem precedentes. Para muitos filhos, é uma grande realidade o dizer popular: “se há autoridade, sou contra”. Alguns pais, por serem filhos de pai tirano, julgam não mais ser necessárias a disciplina e a autoridade paternas. Abolindo toda e qualquer autoridade, permitem que os filhos façam o que quiserem, outros pais abrem caminho para a autoridade através da tirania. Tanto um comportamento como o outro, são extremamente prejudiciais ao relacionamento familiar.

 

A Palavra de Deus mostra-nos exatamente como agir: “Os pais não devem provocar os filhos à ira”; Efésios 6:4.  Podem fazer exigências, mas estas devem ser razoáveis, coerentes e sempre no melhor interesse dos filhos. Ainda mais, não devem ser contrários aos princípios bíblicos.

 

“Acima de tudo, devem os pais cercar os filhos de uma atmosfera de alegria, cortesia e amor. O lar em que habita o amor, e onde encontra expressão nos olhares, nas palavras e atos, é um lugar em que os anjos se deleitam em demorar-se. Pais, que a luz do amor, da jovialidade, e de um feliz contentamento entre em vosso próprio coração, e sua doce influência invada o lar. Manifestai espírito bondoso e paciente; animai vossos filhos, cultivando todas as graças que iluminarão a   vida doméstica. A atmosfera assim criada será para as crianças o que o ar e a luz do Sol são para o mundo vegetal, promovendo a saúde e o vigor do espírito e do corpo.” Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 115. 

 

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