Portal da Educao Adventista

*educar para salvar *

24

out
2016

Relação de pais e filhos

 

Quem está atento ao que se passa no mundo apercebe-se sem dificuldades que as relações familiares, especialmente entre pais e filhos está longe de ser a ideal. Embora possamos dizer, com razão, que esses conflitos são quase tão antigos como a humanidade, é um fato que no nosso tempo essas relações se tem agravado.

 

Isso acontece com mais frequência, na adolescência quando começam a sentir a necessidade e a capacidade de serem autônomos. Os pais compreendem, por um lado, que os filhos ainda não estão preparados para serem autônomos e, por outro lado, sentem dificuldades em ter controles sobre eles, pelo sentimento inconsciente de perda de algo que lhes é precioso e dificultam a fase de transição da fase de adolescência para a fase adulta.

 

Um problema sério que se confrontam os lares de hoje é a ausência do pai. Em um número crescente de casos, o pai está fisicamente ausente. Mas em até maior número, a ausência é psicológica. Há pais que entram à noite para suas casas, mas eles chegam tão cansados que eles  não são capazes nem mesmo de manter uma relação agradável com a esposa e com as crianças. Outro problema que também está acontecendo, é que o marido está abandonando o papel  de líder espiritual da família. Conforme o texto de Efésios 5:23: “ Porque o marido é a cabeça da mulher, como, também, Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” A primeira responsabilidade nomeada por Deus ao homem é ser o chefe da família. Todo o marido Cristão tem que assumir o papel que  Deus lhe recomendou de ser o diretor de sua família. Deus deu ao marido a graça e a autoridade de dirigir seu lar. Os homens que rejeitam o princípio bíblico da autoridade da casa e  delegam esta responsabilidade à outras pessoas, cedo ou tarde eles terão que sofrer as consequências por não cumprir a grande responsabilidade de ser cabeça do lar.

 

Ainda mais que estamos vivendo em meio a uma crise de autoridade sem precedentes. Para muitos filhos, é uma grande realidade o dizer popular: “se há autoridade, sou contra”. Alguns pais, por serem filhos de pai tirano, julgam não mais ser necessárias a disciplina e a autoridade paternas. Abolindo toda e qualquer autoridade, permitem que os filhos façam o que quiserem, outros pais abrem caminho para a autoridade através da tirania. Tanto um comportamento como o outro, são extremamente prejudiciais ao relacionamento familiar.

 

A Palavra de Deus mostra-nos exatamente como agir: “Os pais não devem provocar os filhos à ira”; Efésios 6:4.  Podem fazer exigências, mas estas devem ser razoáveis, coerentes e sempre no melhor interesse dos filhos. Ainda mais, não devem ser contrários aos princípios bíblicos.

 

“Acima de tudo, devem os pais cercar os filhos de uma atmosfera de alegria, cortesia e amor. O lar em que habita o amor, e onde encontra expressão nos olhares, nas palavras e atos, é um lugar em que os anjos se deleitam em demorar-se. Pais, que a luz do amor, da jovialidade, e de um feliz contentamento entre em vosso próprio coração, e sua doce influência invada o lar. Manifestai espírito bondoso e paciente; animai vossos filhos, cultivando todas as graças que iluminarão a   vida doméstica. A atmosfera assim criada será para as crianças o que o ar e a luz do Sol são para o mundo vegetal, promovendo a saúde e o vigor do espírito e do corpo.” Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 115. 

 

Envie para um amigo

Deixe seu comentário

Não há comentários a serem exibidos!

Assinar RSS

mais buscadas

2004-2011 Educação Adventista Todos os direitos reservados.