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*educar para salvar *

24

out
2016

Relação de pais e filhos

 

Quem está atento ao que se passa no mundo apercebe-se sem dificuldades que as relações familiares, especialmente entre pais e filhos está longe de ser a ideal. Embora possamos dizer, com razão, que esses conflitos são quase tão antigos como a humanidade, é um fato que no nosso tempo essas relações se tem agravado.

 

Isso acontece com mais frequência, na adolescência quando começam a sentir a necessidade e a capacidade de serem autônomos. Os pais compreendem, por um lado, que os filhos ainda não estão preparados para serem autônomos e, por outro lado, sentem dificuldades em ter controles sobre eles, pelo sentimento inconsciente de perda de algo que lhes é precioso e dificultam a fase de transição da fase de adolescência para a fase adulta.

 

Um problema sério que se confrontam os lares de hoje é a ausência do pai. Em um número crescente de casos, o pai está fisicamente ausente. Mas em até maior número, a ausência é psicológica. Há pais que entram à noite para suas casas, mas eles chegam tão cansados que eles  não são capazes nem mesmo de manter uma relação agradável com a esposa e com as crianças. Outro problema que também está acontecendo, é que o marido está abandonando o papel  de líder espiritual da família. Conforme o texto de Efésios 5:23: “ Porque o marido é a cabeça da mulher, como, também, Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” A primeira responsabilidade nomeada por Deus ao homem é ser o chefe da família. Todo o marido Cristão tem que assumir o papel que  Deus lhe recomendou de ser o diretor de sua família. Deus deu ao marido a graça e a autoridade de dirigir seu lar. Os homens que rejeitam o princípio bíblico da autoridade da casa e  delegam esta responsabilidade à outras pessoas, cedo ou tarde eles terão que sofrer as consequências por não cumprir a grande responsabilidade de ser cabeça do lar.

 

Ainda mais que estamos vivendo em meio a uma crise de autoridade sem precedentes. Para muitos filhos, é uma grande realidade o dizer popular: “se há autoridade, sou contra”. Alguns pais, por serem filhos de pai tirano, julgam não mais ser necessárias a disciplina e a autoridade paternas. Abolindo toda e qualquer autoridade, permitem que os filhos façam o que quiserem, outros pais abrem caminho para a autoridade através da tirania. Tanto um comportamento como o outro, são extremamente prejudiciais ao relacionamento familiar.

 

A Palavra de Deus mostra-nos exatamente como agir: “Os pais não devem provocar os filhos à ira”; Efésios 6:4.  Podem fazer exigências, mas estas devem ser razoáveis, coerentes e sempre no melhor interesse dos filhos. Ainda mais, não devem ser contrários aos princípios bíblicos.

 

“Acima de tudo, devem os pais cercar os filhos de uma atmosfera de alegria, cortesia e amor. O lar em que habita o amor, e onde encontra expressão nos olhares, nas palavras e atos, é um lugar em que os anjos se deleitam em demorar-se. Pais, que a luz do amor, da jovialidade, e de um feliz contentamento entre em vosso próprio coração, e sua doce influência invada o lar. Manifestai espírito bondoso e paciente; animai vossos filhos, cultivando todas as graças que iluminarão a   vida doméstica. A atmosfera assim criada será para as crianças o que o ar e a luz do Sol são para o mundo vegetal, promovendo a saúde e o vigor do espírito e do corpo.” Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 115. 

 

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29

mai
2016

Como conviver com os outros

Vivendo com Outros

Todas as relações sociais exigem o exercício do domínio próprio, indulgência e simpatia. Diferimos tanto uns dos outros em disposições, hábitos e educação, que variam entre si nossas maneiras de ver as coisas. Julgamos diferente. Nossa compreensão da verdade, nossas ideias em relação à conduta de vida, não são idênticas sob todos os pontos de vista. Não há duas pessoas cuja experiência seja igual em cada particular. As provas de uma não são as provas de outro. Os deveres que uma se apresentam como leves, são para outra mais difíceis e inquietantes.

Tão fraca, ignorante e sujeita ao erro é a natureza humana, que todos devemos ser cautelosos na maneira de julgar o próximo. Pouco sabemos da influência de nossos atos sobre a experiência dos outros. O que fazemos ou dizemos pode parecer-nos de pouca importância, quando, se nossos olhos se abrissem, veríamos que daí resultam as mais importantes consequências para o bem ou para o mal.

Muitas pessoas têm desempenhado tão poucas responsabilidades, seu coração tem experimentado tão pouco as angústias reais, sentido tão pouca perplexidade e preocupação em auxiliar o próximo, que não podem compreender o trabalho de quem tem verdadeiras responsabilidades. São tão incapazes de apreciar seus trabalhos, como a criança de compreender os cuidados e fadigas do preocupado pai. A criança admira-se dos temores e perplexidades do pai; parecem-lhe inúteis. Mas quando os anos de experiência forem acrescentados à sua vida, quando tiver de carregar as próprias responsabilidades, olhará de novo para a vida do pai, e compreenderá então o que outrora lhe era incompreensível. A amarga experiência deu-lhe o conhecimento.

A obra de muitas pessoas que têm responsabilidades não é compreendida, não são apreciados seus trabalhos, enquanto a morte os não abate. Quando outros retomam as funções que eles exerciam, e enfrentam as dificuldades que eles encontram. Compreendem quanto a sua fé e coragem foram provadas. Muitas vezes perdem de vista, então, os erros que estavam tão prontos a censurar. A experiência ensina-lhes a simpatia. É Deus quem permite que os homens sejam colocados em posições de responsabilidade. Quando erram, tem poder para os corrigir, ou para os retirar do cargo que exercem. Devemos acautelar-nos de não tomar em nossas mãos o direito de julgar, que pertence a Deus.

Ordena-nos o Salvador: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” (Mateus 7:1 e 2)

Ellen G. White.

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29

set
2015

A Atuação como Professor de Bíblia

 Na maioria das escolas o Capelão é também o professor de Bíblia, o que torna ainda mais nobre sua tarefa, pois só o fato de ser professor de Bíblia já é uma obra de valor preciosíssimo, devendo ser o orientador na descoberta das verdades bíblicas.

            O professor tem algumas funções, e aqui destaco algumas:

Função Técnica: o devido preparo em conhecimentos para o exercício do magistério, devendo sempre atualizar-se;

Função Didática: é o preparo que capacitará uma melhor orientação da aprendizagem do aluno utilizando métodos e técnicas ativas;

Função Orientadora: é um auxiliador na busca a encontrar saídas para as dificuldades de cada aluno, dentro da problemática de vida, para que possam realizar-se o mais plenamente possível.

Função Facilitadora: o professor deve criar condições que levem os alunos a tomar iniciativas por eles mesmos, isto é, que eles mesmos coordenem e executem os seus próprios passos no caminho da aprendizagem.

            Mais do que ter que possuir qualidades, técnicas e habilidades, existe ainda o fator de responsabilidade que pesa sobre tal tarefa a desempenhar. Ser professor de Bíblia é mais que ensinar uma matéria, é mais que dar estudos bíblicos ou ensinar histórias bíblicas, é uma tarefa que só na eternidade se conhecerá seus resultados de tão extenso e vasto que serão os seus resultados.

            Segundo Ellen White os que tiverem mais vocação para o ministério são esses que deveriam ser empregados para serem professores de Bíblia. Devem ser acurados estudantes da Bíblia, homens que sejam verdadeiros cristãos, e ainda mais, que seus ordenados sejam pagos do dízimo.

Além disso, existem ainda quatro aspectos fundamentais para o bom desempenho do professor de Bíblia.

O Horário: deve-se colocar as aulas de Bíblia nos primeiros horários (antes do recreio); O livro texto: deve adaptar a realidade de cada turma, integrar conteúdos que possam possibilitar os alunos a tomarem parte no processo ensino aprendizagem; A escola: dar o devido valor e destaque que a disciplina requer, sem interferência em suas aulas; O professor: escolher elemento habilitado (pedagogicamente e teologicamente), e que tenha claramente habilidade e/ou gosto para lidar com adolescentes.

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27

mar
2015

A Bíblia Como Fonte Literária

 

 

A Bíblia é por excelência uma fonte literária...

Poesia - caracteriza-se pelo paralelismo, não pela metrica, ritmo ou rima. Ex. Prov. 28: 26 - "O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo". (Contraste)

Biografia - A história dos grande homens e mulheres da Bíblia. (Daniel, José, Rute, Jesus, etc)

AS FIGURAS DE RETÓRICA
Metáfora - comparação, onde o sentido não é literal mas figurativo.
"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor". (João 15.1)
"Eu sou a porta "Eu sou o caminho"; "Eu sou o pão vivo"; "Vós sois a luz, o sal"; "a candeia do corpo são os olhos";

Prosopopeia - E a personificação de coisas inanimadas, atribuindo-se lhes os efeitos e ações das pessoas. Isaias 55:12, "Os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas".

Ironia - Expressão que significa o contrário do que se está pensando ou sentindo; é usada para diminuir e depreciar, mas também para louvar e engrandecer. o profeta Elias, no Carmelo, fala aos sacerdotes do falso deus Baal: "Gritai em altas vozes, pois ele é um deus; ou está em viagem, ou porventura está dormindo, e necessita que o acordem".

Hipérbole - Figura que engrandece ou diminui exageradamente a verdade das coisas, para apresentá-las vivas à imaginação.
Os Espias - "Vimos ali gigantes... e éramos aos nossos olhos como gafanhotos... as cidades são grandes e muradas até o céu" (Nm 13.37; Dt 1.28).

Fábula - Narrativa em que seres irracionais e objetos inanimados são apresentados falando, com paixão e sentimento humano para ensinar lições morais.
2 Reis 14.9 - "O cardo que estava no Líbano, mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: dá tua filha por mulher a meu filho; mas passou uma fera que estava no Líbano e pisou aos pés o cardo".

As narrativas
Epopéia - Os feitos de um herói nacional. Por exemplo, Abraão, Gedeão, e Davi.

Épico - aparecem as narrativas de pessoas com façanhas militares. Lembramos a vida dos israelitas no deserto e a conquista de Canaã.

Tragédia - é a história da decadência de um indivíduo, da fama e honradez ao desastre e a miséria (Sansão, Saul e Salomão).

Romance - Aparece este gênero nos livros de Rute e de Cânticos dos Cânticos.

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4.12).

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17

out
2014

Cosmovisão Bíblica Educacional Adventista

 

Definição de Cosmovisão

Uma Cosmovisão é baseada num conjunto de crenças sobre os temas principais da vida que, como seres humanos, devemos inevitavelmente encarar. A nossa cosmovisão em particular determina as lentes ou filtros que utilizamos para interpretar a realidade. Este processo molda aquilo que cremos, afecta o modo como vivemos, forma a nossa opinião, e governa as nossas acções, inacções ou reacções ao longo da vida. 

"Uma cosmovisão é o ângulo particular a partir  do qual se olha para a realidade. É o conjunto de explicações que se dão para o que existe. A cosmovisão compõe-se de afirmações elementares. Cada pessoa assume-a a seu modo de forma particular" (Smith, 2004, p. 42, trad.
autor).       

Rasi (2000) define Cosmovisão como um modo de pensar pré-filosófico ou pré-científico, muitas vezes não articulado conceptualmente, e diz que o processo de desenvolvimento de uma Cosmovisão pessoal ocorre durante os anos da juventude, como resultado das influências familiares, educativas e sociais entre os 15 e os 25 anos. Cabe então escola ajudar os seus alunos a formarem uma Cosmovisão dentro dos parâmetros bíblicos.

Embora ninguém assuma ter uma Cosmovisão, todos a têm. Ninguém pode subsistir sem ela. É um legado obrigatório. Todos os seres humanos estão compelidos a assumir a sua Cosmovisão, ainda que seja de maneira inconsciente, e esta tem sempre origem na necessidade do homem de buscar um sentido para as coisas perceptíveis, é o que afirma Casarramona (2006).

Pressupostos básicos

Matos (1999) diz que, na perspectiva cristã, uma Cosmovisão deve sempre iniciar-se com Deus, que é a realidade primeira, é um Ser transcendente e pessoal, que é o Criador de todas as coisas existentes. Na sua opinião, é a partir desta verdade fundamental que emergem os pressupostos básicos da Cosmovisão bíblica
educacional.

Alvarez (1994) acrescenta que uma Cosmovisão adventista deve reflectir-se em todas as áreas de acção da escola, sobretudo na elaboração do programa académico, e o mesmo deve ocorrer com todas as actividades curriculares, sejam dentro ou fora das aulas. Portanto, a filosofia educacional adventista precisa de estar baseada numa sólida Cosmovisão bíblica, pois é a partir da Cosmovisão que se elabora a filosofia.

Segundo Smith (2004), o processo de cimentação de uma cosmovisão não surge do nada. Começa no
círculo íntimo de relações pessoais no qual iniciamos a vida e também afecta a reflexão pedagógica, porque esta se baseia em construções mentais prévias. Assim que, a crença numa das duas cosmovisões, bíblica ou não bíblica, tem
consequências directas na maneira de elaborar uma pedagogia. 

A Crise do Sistema

Vivemos uma crise do sistema educativo, e não é devido a um ensino fraco ou sem fundamento. Essa situação deve-se a teorias educacionais que negam a existência de uma verdade transcendente e da moralidade, que renunciam a padrões de excelência. Temos de aprender a analisar e criticar as cosmovisões que formam esses métodos
pedagógicos desastrosos, para então oferecer uma cosmovisão alternativa decisivamente bíblica - que produzirá uma teoria de educação capaz de dar aos educandos uma verdadeira educação.

Na verdade, a nossa "cosmovisão educacional" tem que se diferenciar das modernas visões educacionais, geralmente humanistas. É esse princípio bíblico que deve determinar por onde devemos seguir, qual o caminho a trilhar para desempenhar um papel à altura do plano de Deus elaborado para as Suas escolas. 

"O cristianismo bíblico dos nossos dias trava um forte combate com duas posturas teológico-filosóficas, respectivamente, a da cosmovisão panteísta e a da naturalista. Refiro-me ao secularismo e ao
neopanteísmo"
(Rasi, 2000, p. 31).

No quadro a seguir, desenvolvido por Rasi, temos um contraste claro entre estas três correntes, o cristianismo bíblico, o humanismo secular e o neopanteísmo.

Humanismo Secular

Cristianismo Bíblico

Neopanteísmo

  1. 1.  Realidade Fundamental

Matéria e energia inanimadas.

Um Deus infinito, transcendente, que actua no Universo e
  tomou a iniciativa para Se tornar conhecido pelos seres humanos.

 

O Universo espiritual que é Deus/Um/Tudo.

2. Natureza
  de Deus

Deus é um mito.

Um ser pessoal (triúno) activo na criação, perfeito
  moralmente, Omnisciente, todo-poderoso.

Deus/Um/Tudo, uma entidade impessoal e amoral.

3. Origem do
  Universo e da Vida

O Universo é eterno e opera como um sistema uniforme e fechado
  de causa e feito. Ou, segundo a teoria do Big Bang, o Universo apareceu
  repentinamente, inexplicavelmente.

 

Criado por Deus, pelo poder de Sua Palavra. O Universo opera
  como um sistema uniforme e aberto de causa e efeito.

 

Manifestação de Deus/Um/Tudo, que são eternos.

4. Como
  conhecer a Verdade

Mediante a razão e a intuição humanas, operando segundo o método
  científico.

Auto-revelação de Deus em Jesus Cristo, mediante a Bíblia,
  a consciência e a razão iluminadas pelo Espírito Santo.

Mediante o treino, introspecção e revelação sobrenaturais
  de Deus/Um/Tudo.

5. Natureza
  do Ser Humano

Um complexo mecanismo vivente; um animal altamente evoluído.

Um ser físico-espiritual, criado por Deus à Sua imagem,
  dotado de personalidade e capaz de decisões morais livres, agora em condição
  caída.

Um ser espiritual e parte do Deus/Um/Tudo, residindo
  temporalmente num corpo físico.

6. Propósito
  da Vida Humana

Incerto e discutível: auto realização, prazer, serviço ao
  próximo, melhoria da próxima geração.

Honrar a Deus empregando o nosso potencial, servindo ao
  próximo e preparando-nos para a eternidade.

Transição com vistas a um avanço (ou retrocesso) até
  alcançar a união total com Deus/Um/Tudo.

7.
  Fundamentos das Normas Morais

A opinião da grande maioria; costume da época; circunstâncias
  específicas; convivência.

 

O carácter imutável de Deus (justo e misericordioso), revelado
  em Cristo e na Bíblia.

 

Os impulsos e inclinações naturais; não existe conduta
  "correcta" ou "incorrecta".

8. Problema
  Humano Principal

Ignorância da realidade e do verdadeiro potencial humano;
  legislação justa, governo mais capacitado, maior compreensão e cooperação
  humana.

Pecado: rebelião consciente contra Deus e os Seus
  princípios; propósitos de intronizar o ser humano como
  autoridade autónoma e auto-suficiente; como resultado, desfiguração da imagem
  de Deus no ser humano e sofrimento universal.

 

 

Ignorância da realidade autêntica e do verdadeiro potencial
  humano; falta de compreensão das mensagens sobrenaturais.

9. Solução do
  Principal Problema Humano

Discutível: melhor educação, maior apoio à ciência, avanços
  tecnológicos, legislação justa, governo mais capacitado, maior compreensão e
  cooperação humanas.

Renascimento espiritual: fé na redenção divina mediante o
  sacrifício de Cristo na cruz, que conduz a uma vida de obediência a Deus, de
  auto-compreensão apropriada e amor genuíno ao próximo.

 

Transformação da sensibilidade, que conduz a uma melhor auto-compreensão,
  melhores relações interpessoais e cuidado da biosfera: auto-redenção.

10. A Morte

O fim último da existência em todas as suas dimensões

Um parêntese em estado inconsciente [à espera da
  ressurreição em Cristo].

Uma ilusão; ingresso à seguinte etapa na vida cósmica;
  reencarnação.

11. A
  História Humana

Inapreensível, guiada pelas decisões humanas e por forças
  misteriosas e incontroláveis.

Uma sequência compreensível de eventos dirigida por livres
  decisões humanas e também orientada por Deus, encaminhando-se para a
  realização de um grande plano divino.

 

Um processo cíclico até alcançar o destino final de união com
  Deus/Um/Tudo.

12. Destino
  Final da Existência Humana

 

O nada.

Seres transformados, com vida eterna numa Terra renovada e
  num Universo perfeito, ou aniquilação total para os que desprezam a redenção
  gratuita oferecida por Deus.

 

 

União eterna com Deus/Um/Tudo.

Figura 1: contraste entre três correntes actuais, o cristianismo bíblico, o humanismo secular e o
neopanteísmo.

 

Transposição da Cosmovisão Bíblica para Pratica Educacional

Contudo, o grande problema da nossa cosmovisão não é tanto o facto de ela ser teísta e criacionista, mas sim a transposição da nossa filosofia educacional para a prática educacional, para o currículo, para o dia-a-dia do educando e da educação, afirma Ritter (2005). Diz ele ainda que a nossa ontologia (visão da realidade) é muito vasta - considera Deus como Criador e o homem como Sua criatura, uma criatura que necessita de se reaproximar de Deus; que a nossa epistemologia (teoria do conhecimento) tem Deus como Fonte última do conhecimento e Autor dos critérios para a sua validação, sendo, portanto, um conhecimento directo (interacção directa com a realidade - viver a realidade-percepção).

Permear a nossa educação com essa epistemologia no meio de tantas outras é um desafio. Requer uma metodologia bem diferente das que estão em voga, garante Ritter (2005), uma metodologia que integre as diversas fontes e formas do conhecimento e faça coerentemente, transferindo para a vivência prática.Nossa cosmovisão educacional é completada por um rico elenco de valores, precedida por valores espirituais e religiosos, seguidos por valores intelectuais e corporais e completados por valores práticos, vocacionais e materiais.

 

Conclusão

Cada educador cristão que busca sempre a coerência com os ensinos bíblicos devem conhecer bem os dois lados da moeda, deve estar em perfeita harmonia com os princípios exarados pela palavra de Deus, onde encontra-se a verdadeira fonte do conhecimento em Jesus, "em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos." (Colossenses 2:3).

Esta verdadeira educação parte do princípio de que as crianças não são meros organismos biológicos que se adaptam ao ambiente. Elas foram criadas à imagem de Deus e carregam em si toda a dignidade de seres capazes de reconhecer a verdade, a bondade e a beleza. A meta da educação deveria ser alimentar as almas das crianças através de uma apresentação directiva desses ideais objectivos.

Finalmente, a educação é um dos meios que procuramos usar para inverter os efeitos da queda e restabelecer a dignidade e os propósitos originais da humanidade. A meta da aprendizagem é reconstruir as ruínas devidas às escolhas dos nossos primeiros pais. A base de toda a filosofia dos seres humanos trata da origem, natureza e destino do homem - de onde viemos, para onde vamos e quem somos. A filosofia da educação cristã também trata dos três temas, e é esta filosofia que nos dá base para construirmos a educação, portanto trata da origem, da natureza e do destino do homem - estuda o plano da redenção. Plano este que é nada mais, nada menos, que a obra da redenção.

A educação é a grande arena da guerra espiritual travada no mundo, um campo de batalha para onde deveríamos trazer a cosmovisão cristã para ser difundida: repelir o poder do adversário e reivindicar para Cristo a totalidade do território da mente e do espírito dos nossos alunos.

 

BIBLIOGRAFIA

Alvarez, Marcelo Carvajal. (1994). La ética Cristiana en las realciones interpersonales en el contexto de un colégio o universidad adventista. Christ in the classroom, vol. 13, pp. 41-60. Humberto M. Rasi (Comp.), Silver Spring, MD; USA: Institute for Christian Teaching, Education Department, General Conference of Seventh-day Adventists. 

Casarramona, Mirta Inês Posse. (2006). Material de classe não publicado ditado na matéria "Pedagogia Comparada" do Mestrado em Educação. 

Matos, Admir J. Arrais. (1999). "Integrando fé e ensino na área de ciências", in revista  Escola Adventista, vol. 4, 3, pp. 20-24; UNASPRESS, S. P.

Rasi, Humberto M. (2000). "Cosmovisão, valores cristãos e liderança educacional", in revista Escola Adventista, vol. 5, 4, pp. 29-33; UNASPRESS, S. P.

Ritter, Orlando Rubem. "Em busca da escola adventista ideal". [Consulta em 01 de Julho de 2005] Disponível na Internet: http://www.san.org.br/NPViewArticle.asp?cmd=view&articleid=35>

Smith, René. (2004). El processo pedagógico: Agonia o resurgimiento?, México: Universidade de Montemorelos.

 

Elaborado por: Pr. Eduardo Vieira Camargo

 

 

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30

set
2014

Capelania? O que esperar deste departamento.

Entre as necessidades que assinalam as prioridades da Igreja Adventista ao definir os diversos campos de ação pastoral, põe-se hoje com urgência crescente à relação entre a teologia e a pedagogia, especificamente no que
concerne ao desempenho de uma pastoral escolar, considerando o crescimento da educação adventista, fazem das escolas um ambiente de ação pastoral ordinário e específico.

A função de Capelão escolar se conjuga duas vocações: a de pastor e a de professor. O Capelão é um pastor. Sua igreja são seus alunos, os pais dos alunos e seus colegas de trabalho e a função primordial do Capelão, é a assistência espiritual aos alunos. Tapia (1998)

A Capelania participa do processo educativo em todos os segmentos da escola. Tem o aluno como primeira pessoa na
sua atenção, mas passa também pelo apoio a familiares, além dos professores e funcionários que também experimentam as oportunidades de crescimento espiritual que a Bíblia oferece. Dirigida por um pastor, com o compromisso de valorizar o projeto pedagógico, o capelão coordena a área de ensino religioso, estimula momentos
de busca a Deus e coopera com a direção, em ações que tornem o colégio um divulgador dos ensinos do Senhor Jesus
. (Capelania do Colégio Batista, 2005.)

Desafios:

Neste século vivemos a meio de uma enorme mistura global de culturas religiosas. E por sua vez, estas culturas não subsistem num vazio, estão incorporadas nas sociedades. No passado, a religião desempenhava um papel central na sociedade. Fisher (2000) comentando sobre este aspecto lembra que as crenças religiosas são consideradas escolhas subjetivas em vez de leis absolutas.

Jerônimo (2002) adverte-nos dizendo que a ordem deste "mundo moderno" e o destino da humanidade passaram a ser conduzidos pelo próprio homem, com base nas suas capacidades intelectuais. Por outro lado a ciência apodera-se de um poder secularizado, racional, e tenta de todas as formas erradicar, afastar ou silenciar tudo que esta relacionado com Deus.

Deus aos estabelecer um plano educacional, o fez com objetivos bem claros e definidos.

O sistema de educação instituído no princípio do mundo, devia ser um modelo para o homem em todos os tempos.
Como ilustração de seus princípios se estabeleceu uma escola modelo no Éden... O jardim do Éden era a sala de aula, a natureza o livro texto, o Criador o professor, e os pais da família humana os alunos.
(White, 1964, p.17).

É exatamente neste contexto que aparece a grande importância do Plano Educativo de Deus. Só há uma esperança para a humanidade, o poder de Jesus restaurador. White (1964) diz: "A maior necessidade do homem é cooperar com este poder. Não deveria ser por acaso esta cooperação o propósito mais elevado de todo esforço educativo?". (p.29).

Assim, a Capelania deve ser o elemento catalizador entre todos os departamentos da esfera da escola, leva a responsabilidade por fazer a ligação espiritual de todos os elementos que compõem uma escola.

Como "pastor espiritual", ele recorda a toda gente que somente há vida em Jesus Cristo e que nossa vida somente tem sentido com Ele. O Capelão lembra a toda gente da importância de seguir os princípios de vida estabelecidos por Deus. Sua presença abençoa as pessoas e lhes fortalece a seguir avante um dia de cada vez, mantendo a visão em Cristo. (Abels, 2005, p. 1).

 

Bibliografia

Abels, Gilberto. Cómo empezar um ministério de capellanía civil. [consulta em    16 de Setembro de 2014] Available from Internet: <URL: http://www.sermon dominical.com/manual7.htm>

Capelania do Colégio Batista. Capelania: o porquê e pra quê? [consulta em 20 Agosto 2005] Available from Internet: <URL:http://www.colegiobatista.com.br/brasilia/index.php?modo=conteudo&link=/institucional/diretoria.php>

Fisher, Mary Pat. (2000). A religião no século XXI (Jorge Manuel Costa Almeida  e Pinho, Trad.). Lisboa: Edições 70. (Versão original publicada em 1999).

Jerónimo, Helena Mateus. (2002). Ética e religião na sociedade tecnológica. Lisboa: Notícias.

Tapia, Óscar Félix. (1998). Diseño de una capellanía para instituciones adventistas. Christ in the classroom Vol. 20, pp. 293-310.  Adventist   Approaches to the Integration of Faith and Learning. Humberto M. Rasi (Comp.). Silver Spring, MD; USA: Institute for Cristian Teaching Education Department General Conference of Seventh-day Adventists.

White, Ellen G. (1964). La Educación. Buenos Aires: Casa Editora Sudamericana.

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