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*Horizonte Ampliado*

15

fev
2010

20 dúvidas sobre computadores

20 dúvidas sobre computadores

 

Aprenda e guarde em sua pasta de Utilidades!

 

Mesmo que cada vez mais o computador faça parte da vida e do dia-a-dia de mais e mais pessoas, continuamos tendo dúvidas simples a respeito deste importantíssimo equipamento. Aqui você confere vinte delas:

 

1. Faz mal ao computador ter ímãs colados à CPU?

Não. Não causa nenhum problema com a CPU, mas não podemos dizer o mesmo do monitor, pois desgasta suas cores. Evite a qualquer custo utilizar equipamentos imantados muito próximos dos monitores, pois as cores podem sair distorcidas.

2. Empurrar o CD com o dedo para inseri-lo na CPU é prejudicial ao equipamento?

Não. Nada irá acontecer se você empurrar com uma força normal. Foi feito exatamente para isso.

3. Água ou café derramados sobre o teclado podem arruinar seu funcionamento?

Sim. Estragam as trilhas metalizadas que estão embaixo das teclas. Podem criar um curto-circuito e queimar.

4. É necessário ter espaço entre o monitor e a parede atrás dele?

Não. Monitor não é geladeira. O ambiente em geral deve estar ventilado, mas não é indispensável que a distância seja grande. É muito pior ter outro monitor atrás (como acontece em muitos escritórios), porque pode haver o risco de haver interferências entre os computadores.

5. Quando o computador passou a noite toda ligado, é melhor desligá-lo e voltar a reiniciar?

 Não. Pode continuar ligado sem problema algum. Ainda que pareça o contrário e dê vontade de desligá-lo um pouco, para que descanse, seguindo a lógica humana. Na verdade, o HD dura muito mais se permanecer ligado e não sendo ligado e desligado com frequência. Por uma questão de economia de energia, não convém deixá-lo ligado por vários dias, mas se não levarmos em conta o fator do aquecimento global seria muito melhor para o PC nunca desligá-lo. Eles foram criados para isso.

6. O computador gasta mais energia ao ser ligado do que em várias horas de uso?

Não. Ao ligar, o computador não consome tanto como em várias horas de funcionamento. Ao desligá-lo, poupa-se energia e, ao deixá-lo ligado, gasta-se, como qualquer outro eletrodoméstico.

7. Faz mal ao computador ter algum celular por perto?

Não há problema algum, no máximo um ronco provocado pela interferência de uma chamada.

8. Depois de desligar o computador é melhor deixá-lo descansar uns segundos antes de voltar a ligar?

Sim. É recomendável esperar no mínimo alguns segundos antes de voltar a ligá-lo. 10 segundos deve ser o suficiente.

9. Mover a CPU quando o computador está ligado pode queimar o HD?

Não. A força centrífuga, com que gira o HD, é tanta que não acontece nada ao se mover a CPU. Muito menos ainda em se tratando de um notebook, porque eles foram feitos para isso. Mas é lógico que você não vai sair por aí dando pancadas no equipamento, não é?

10. Pelo bem do monitor, é conveniente usar protetor de tela quando não está em uso?

Sim, Porque o mecanismo do protetor de tela faz com que o desgaste das cores da tela seja uniforme. Ao renovar as imagens constantemente, não se gasta num mesmo lugar.

11. Quando há chuva forte, é absolutamente necessário tirar o plugue do computador da tomada.?

Sim. Deveria ser adotado como uma obrigação, no caso de uma chuva muito forte, com muitos raios e trovões. Da mesma forma, é aconselhável retirar os cabos do telefone e da alimentação do modem para que não queimem com a descarga de raios.

12. Não é conveniente olhar a luz vermelha que está embaixo do mouse ótico?

Sim. Pode até não deixar ninguém cego, mas é uma luz bastante forte que pode, sim, fazer mal à retina.

13. Nos notebooks deve-se acoplar primeiro o cabo de eletricidade à máquina e somente depois esse cabo a tomada?

Tanto faz. Quase todos os equipamentos portáteis atuais têm proteção de curto-circuito e são multivoltagem. Podem ser ligados em tensões de 90 a 240 volts, pelo que são extremamente estáveis.

14. Ao desligar o computador, convém também desligar o monitor?

Mais uma vez, tanto faz. Ao desligar a CPU, o monitor fica num estado em que consome pouca energia (pouco mais que 1 W) e não sofre desgaste algum. A decisão termina sendo em função da economia, ainda que o consumo seja realmente mínimo.

15. Não se deve colocar CD's, disquetes ou qualquer outro elemento sobre a CPU?

Nada do que é colocado sobre a CPU pode ser afetado ou avariado, a não ser que esteja úmido e a água possa chegar ao equipamento.

16. O computador nunca pode ficar ao sol?

Não. Se ele esquentar mais do que o habitual, sua vida útil tende a decrescer. Por isso nunca é boa ideia instalar o PC próximo a janelas onde bata o sol.

17. Se mais de 80% do HD tiver sendo usado, a máquina se torna mais lenta?

Sim. Sempre é uma questão de porcentagem. Por mais que se tenha 20 Gb livres, se for menos de 20% da capacidade do disco, o funcionamento do computador será lento.

18. Não se deve tirar o pen drive sem avisar a máquina?

Sim. Deve ser selecionada a opção 'Retirar hardware com segurança' antes de retirá-lo. Caso contrário, corre-se o risco de queimar a memória do USB.

19. Ter o desktop cheio de ícones deixa o computador mais lento?

Sim. Não importa se são ícones de programas ou arquivos. O que acontece é que a placa de vídeo do computador renova constantemente a informação apresentada na tela, e quanto mais ícones, mais tempo.

20. Desligar a máquina diretamente no botão, sem selecionar previamente a opção de desligar o equipamento, estraga o HD?

Sim. O HD pode queimar, ao ser desligado, enquanto ainda estiver lendo ou escrevendo em alguma parte do sistema. Além disso, quando a energia é desligada subitamente, as placas que cobrem o disco (que gira até 10 mil rotações) descem sobre ele e podem ir riscando até que alcancem a posição de descanso. Ao selecionar a opção 'Desligar o Computador', todo o sistema se prepara para repousar e suspende todas as atividades. Cada peça vai ficar em seu devido lugar.

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12

fev
2010

Bibliografia: como fazer

Recomenda-se sempre mencionar as obras consultadas no final de um trabalho escolar, ensaio ou monografia. Há diferentes normas para indicar as referências de livros, enciclopédias e periódicos (jornais, revistas ou boletins). Observe alguns exemplos :

              Livro: Sobrenome, Nome do autor. Título: subtítulo. Nº da edição. Local, editora, data. Exemplo: Cegalla, Domingos Paschoal. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1999.
             Enciclopédia: Título da enciclopédia. Local, editora, data, volume, páginas. Exemplo: Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo, Editora Nova Cultural, 1998, v. 16. p. 3845.
             Periódico: Sobrenome, Nome do autor do artigo. Título do artigo. Título da revista. Local, volume, nº, páginas, mês, ano.
Martins, Gilberto Figueiredo. Meditações sobre a Paulicéia. Cult. São Paulo, v. III, 30, 32-35, janeiro, 2000.
             Internet: Não há norma técnica, mas por analogia, pode-se seguir a seguinte ordem: Sobrenome, Nome do autor do artigo. Título do artigo. Localização, data da pesquisa. Exemplo: Consolaro, Hélio. Pão Doce. Www.folhanet.com.br/entrelinhas / 30/1/2000.

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12

fev
2010

Quizás Hoy

Confira o clip da belíssima canção de Ricardo Rodríguez: Quizás Hoy, na seção de links, categoria espanhol.

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12

fev
2010

Onde Deus me quer.

Confira este lindo power point no ícone dos downloads.

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11

fev
2010

Falamos a língua de Cabral?

Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou os contornos do Monte Pascoal, certamente não foi "terra ã vishta", assim com o "a" abafado e o "s" chiado que associamos ao sotaque português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam vogais nem chiavam nas consoantes - essas modas surgiram depois do século XVII, na Península Ibérica. Cabral teria berrado um "a" bem pronunciado e dito "vista" com o "s" sibilante igual ao dos paulistas de hoje. O hábito de engolir vogais, da maneira como o fazem os portugueses de hoje, consolidou-se na língua aos poucos, naturalmente. Na verdade, nós, brasileiros, mantivemos os sons que viraram arcaísmos empoeirados para os portugueses.

Só que, ao mesmo tempo, acrescentamos à língua mãe nossas próprias inovações. Demos a ela um ritmo roubado dos índios, introduzimos subversões à gramática herdadas dos escravos negros e temperamos com os sotaques de milhões de imigrantes europeus e asiáticos. Deu algo esquisito: um arcaísmo moderno.
              O português brasileiro levou meio milênio se desenvolvendo longe de Portugal até ficar nitidamente diferente. Mas ainda é quase desconhecido. Até os anos 90, os lingüistas pouco sabiam sobre a história da língua, sobre nosso jeito de falar e as diferenças regionais dentro do Brasil. Agora, três projetos de pesquisa estão mudando isso:
              1) Gramática do português falado:  [...], depois de ocupar 32 lingüistas de doze universidades durante dez anos. " Ao contrário do que se acredita, as pessoas falam com muito mais riqueza do que escrevem", diz à SUPER o professor Ataliba de Castilho, do departamento de Letras da Universidade de São Paulo, que coordena o projeto.
             2) A origem de cada estrutura gramatical: Ao estudar as particularidades da língua falada, os pesquisadores reuniram informações sobre a origem de cada estrutura gramatical. A partir desses dados, estão começando a primeira pesquisa completa sobre a história do português no Brasil. A intenção é identificar todas as influências que a língua sofreu deste lado do Atlântico. Só que essas influências são diferentes em cada parte do país. Daí a importância do terceiro projeto:
            3) O Atlas Lingüístico. "Até 2005, vamos mapear todos os dialetos da nação", prevê Suzana Cardoso, lingüista da Universidade Federal da Bahia e coordenadora da pesquisa, que abrangerá 250 localidades entre o Rio Grande do Sul e a Amazônia.
            Os três projetos somados constituem, sem dúvida, o maior avanço para a compreensão da nossa língua desde que Cabral aportou por aqui.

Caldeirão de povos
            Mas, se há semelhanças entre a língua do Brasil de hoje e o português arcaico, há também muito mais diferenças. Boa parte delas é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número imenso de negros, que não falavam português. " Já no século XVI, a maioria da população da Bahia era africana", diz Rosa Virgínia Matos e Silva, lingüista da Universidade Federal da Bahia. "Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, sem escola", conta. Na ausência de educação formal, a mistura de idiomas torna-se comum e traços de um impregnam o outro. "Assim, os negros deixaram marcas definitivas", ressalta ela.
            Também no século XVI, começaram a surgir diferenças regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas costeiras, onde os índios foram dizimados e os escravos africanos abundavam. No outro, o interior, onde havia sociedades indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as imigrações, que foram gerando diferentes sotaques. "Com certeza, o Brasil hoje comporta diversos dialetos, desde os regionais até os sociais, já que os ricos não falam como os pobres"" afirma Gilvan Müller de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina.
            Mas o grande momento de constituição de uma língua "brasileira" foi o século XVIII, quando se explorou ouro em Minas Gerais. "Lá surgiu a primeira célula do português brasileiro", diz Marlos de Barros Pessoa, da Universidade Federal de Pernambuco. "A riqueza atraiu gente de toda parte - portugueses, bandeirantes paulistas, escravos que saíam de moinhos de cana e nordestinos." Ali, a língua começou a se uniformizar e a exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas comerciais que a exploração do ouro criou.

Falas brasileiro ?
            [....] "Está em gestação uma nova língua: o brasileiro", afirma Ataliba de Castilho.
            As diferenças entre o português e o brasileiro são maiores do que as existentes entre o hindi, um idioma indiano, e o hurdu, falado no Paquistão, duas línguas aceitas como distintas", diz Kanavillil Rajagopalan, especialista em Política Lingüística da Unicamp.
             Algo mais: o português é falado em vários países da África, incluindo Angola e Moçambique, em Macau, na China, em Goa, na Índia e no Timor Leste, recém-independente da Indonésia. O número de falantes beira os 200 milhões, 160 dos quais aqui no Brasil. É o sexto idioma mais falado do mundo.

( fonte: Super Interessante, abril 2000, p. 46)

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