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*Astronomia *

29

mai
2012

20 anos do Hubble, Nasa divulga imagem inédita

por: Herton Escobar

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O telescópio espacial Hubble completa hoje 20 anos. Mas quem ganha o
presente, como sempre, somos nós: uma foto espetacular (ouso dizer, talvez, uma das mais bonitas já feitas pela astronomia) de uma "pontinha" da nebulosa Carina, a 7.500 anos-luz da Terra. Digo "pontinha" porque a nebulosa inteira tem mais de 50 anos-luz de largura (o que significa que seria necessário viajar à velocidade dA luz %u2014 300 mil km/segundo %u2014 durante 50 anos para atravessá-la de ponta a ponta). Já essas torres de poeira e gás que aparecem na imagem tem "apenas" 3 anos-luz de altura.

As nebulosas, como também já abordei em posts anteriores, são gigantescas
nuvens de poeira e gás que funcionam como berçários de estrelas. São feitas
principalmente de hidrogênio (o elemento mais abundante do universo). Dentro
delas, em vários pontos, os gases são espremidos com tanta força pela gravidade
que os átomos de hidrogênio começam a se fundir uns com os outros, produzindo,
assim, átomos de hélio, numa reação em cadeia. E eis que... boom!... nasce uma
estrela!

A luz que ilumina a nebulosa é produzida justamente por essas jovens estrelas
que estão nascendo dentro dela. As diferentes cores são produzidas por
diferentes combinações de gás, poeira e temperatura. E ao mesmo tempo que a
iluminam, as estrelas produzem jatos de gás que deformam as bordas da nebulosa,
com se fossem gigantes soprando dentro de uma nuvem.

Mas a imagem final, é preciso reconhecer, não é exatamente o que você veria a
olho nu se estivesse no espaço e olhasse pela janela. Ela resulta, na verdade,
da sobreposição de seis imagens feitas pela nova câmera Wild Field 3 do Hubble:
três no espectro visível e três, no infravermelho. (Para mais detalhes, veja
essa matéria da revista Science
News
, com um infográfico.
Como diz o autor, a foto final é "uma mistura de arte e ciência".)

Já na imagem abaixo, a Nasa faz uma comparação entre a mesma estrutura vista
no espectro visível e no espectro infravermelho. No segundo caso, é possível ver
estrelas que ficam escondidas por trás da poeira, já que a luz infravermelha não
é bloqueada por ela. (veja outro exemplo nesse post anterior: A
beleza está no telescópio do observador
)

O Hubble é uma joia tecnológica no espaço e devemos muito do que sabemos
sobre o universo a ele. Não só pelas informações científicas que produziu, mas
pela inspiração que suas imagens proporcionam à humanidade, permitindo-nos
enxergar a grandiosidade e a beleza do Universo de maneira incomporável. Ele
orbita a Terra a 569 km de altitude, muito acima das turbulências atmosféricas
que dificultam as observações astronômicas feitas da superfície. Por isso suas
imagens são tão maravilhosas, tanto aos olhos dos cientistas quanto dos
leigos.

Vários telescópios em terra já possuem tecnologias que permitem corrigir
essas deformações atmosféricas ... mas não tem jeito. O Hubble é o Hubble. Ninguém
fotografa o espaço como ele.

Feliz aniversário, então, e que ele permaneça lá em cima por muitos anos
ainda, nos inspirando a admirar o Universo.   Abraços a todos.

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29

mai
2012

Objecto de Hoag - Uma Estranha Galáxia Anular

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Será uma ou duas galáxias? A questão surgiu em 1950 quando o astrónomo Art Hoag encontrou por acaso este invulgar objecto extragaláctico. Do lado de fora está um anel dominado por estrelas azuis e brilhantes, enquanto perto do centro citua-se uma bola de estrelas muito mais amareladas e provavelmente muito mais velhas.
Entre os dois está uma lacuna que parece completamente escura.
 
Como o Objecto de Hoag se formou
permanece desconhecido, embora objectos semelhantes já tenham sido identificado e colectivamente denominados como uma forma de galáxia anular. A hipótese de génese incluíu uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e o transporte gravitacional de uma barra
central que desde aí desapareceu.
 
A foto foi obtida com o Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001 e revela detalhes sem precedentes do Objecto de Hoag, com 100.000 anos-luz de diâmetro e situado a cerca de 600 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação da Serpente. Coincidentemente, visível no intervalo (na posição cerca da 1 hora) está outra galáxia anular provavelmente ainda mais distante.
 
 
 
 

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28

mai
2012

Luas de Marte (Phobos e Deimos)

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 Marte tem duas luas, Phobos e Deimos que têm formas incomuns como você pode
ver na foto.
     

 

 

 

 

 

 

 Phobos é a lua mais próxima de Marte, está a distância de
6.000 quilômetros dele, esta é a menor distância entre as luas do sistema solar
com seu planeta. Também é um das luas menores no sistema solar.

órbita
Phobos
9378 km do centro de Marte
dimensões 27km x 21.6km x 18.8km

      Na mitologia grega, Phobos é um dos filhos de Ares (Marte para os romanos) e
Afrodite (Vênus para os romanos). O significado da palavra "phobos" no grego é
"medo (a raiz de "fobia")".
      Descoberto no dia 12 de agosto de 1877 por
Hall (Hall, Asaph 1829-1907 astrônomo americano), foi fotografado pela sonda
Mariner 9 em 1971, Viking1 em e 1977, e Phobos em 1988.
      A Lua Phobos
por ter uma órbita extremamente baixa ela esta condenada, a chocar-se com o
planeta pois esta se aproxima-se de marte 1,8 metros a cada 100 anos. Fazendo
alguns cálculos, os cientistas estimam que este choque se dará em
aproximadamente 50 milhões de anos.
      Deimos é a segunda lua de Marte,
das duas luas é a mais distante e conhecida como uma das menores do sistema
solar. Veja alguns dados de Deimos:

órbita
Deimos
23.459 km do centro de Marte
dimensões 15km x 12.2km x 11km

 

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27

mai
2012

Ano Luz o que é isto?

 

Qual é o Tamanho do Universo?

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Aqui na Terra estamos sempre comparando o tamanho das coisas, por isso, as     vezes dizemos que algo é pequeno ou grande, ou se algum lugar está perto ou      longe. Por exemplo, geralmente dizemos que um elefante é um animal grande     e  que a cidade de Ibaté é pequena e está próxima de São Carlos.

O conceito de medir, traz em si, uma idéia de comparação. Com o passar do      tempo, houve a necessidade do homem "medir" grandezas físicas como     o  espaço.

Em torno de 4800 a.C., os egípcios já possuíam algumas "soluções  metrológicas",     e posteriormente outros povos como gregos e romanos também  adotaram suas "soluções     metrológicas".

Algumas soluções métricas encontradas por esses povos foram:     O cúbito (distância do cotovelo até a ponta do indicador) ~ 523 mm, palmo     ~ 76 mm e o dígito ~ 19 mm, porém essas medidas eram imprecisas, e com o passar     do tempo surgiu também a necessidade de padronizar um sistema de medidas,     surgindo assim o metro.

Hoje em dia podemos utilizar o metro, por exemplo, para medir a altura de      um prédio, e as dimensões de um campo de futebol.

Quando precisamos medir distâncias maiores como a distância de uma cidade      a outra, ou até mesmo de um país a outro utilizamos como unidade de medida     o  quilômetro.

O diâmetro do nosso planeta também é determinado em quilômetros, sendo esse     igual a 12756 km O diâmetro da Terra é 3,67 vezes maior que o diâmetro da      Lua, e a distância entre esses dois astros é de 380 mil km. Daria para colocar     aproximadamente 30 planetas Terra enfileirados na distância que liga a Terra     e a Lua.

Ao compararmos os diâmetros do Sol (1 390 000 km), Júpiter (142 984 km) que     é o maior planeta do Sistema Solar e Terra (12 756 km), percebemos que o  diâmetro     do Sol é 9,72 vezes maior que o diâmetro de Júpiter, e o diâmetro  de Júpiter     é 11,21 vezes maior que o diâmetro da Terra.

Podemos comparar também o diâmetro da órbita da Lua (760.000 km) com o  diâmetro     do Sol (1.300.000 km) e nota-se que a órbita da Lua e bem menos que  o tamanho     do Sol.

Existem muitas estrelas que são muito maiores que o nosso Sol. Se  colocássemos,     por exemplo, Betelgeuse da constelação de Órion no lugar do  Sol, seu diâmetro     chegaria até aproximadamente a órbita do planeta  Saturno.

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Uma outra maneira de mensurar as distâncias que determinados astros estão      de nós, é através da comparação com a distância entre nosso planeta e o Sol.      Essa distância é de aproximadamente 150 milhões de km, ou uma unidade  astronômica     (UA).

A luz dos objetos celestes que chega até nossos olhos e que nos permite  identificar     suas presenças não é imediata. Em outras palavras, demora certo  tempo para     a luz que saiu de uma estrela, por exemplo, chegar até nossos  olhos, pois     a estrela encontra-se a uma determinada distância da Terra, e a  luz possui     uma velocidade de propagação.

Da mesma maneira que uma viagem de São Carlos a São Paulo não é instantânea,     pois um veículo percorre o percurso a uma velocidade e isso demora um  determinado     tempo, a luz também possui uma velocidade de 300 000 km/s e,  portanto demora     um determinado tempo para percorrer um percurso.

A luz do Sol demora aproximadamente oito minutos para atingir o nosso  planeta,     em outras palavras, se o Sol se apagasse nós demoraríamos  aproximadamente     oito minutos para perceber esse acontecimento.

Um ano possui 31 536 000 segundos, e como a luz se propaga a uma velocidade     de 300 000 km/s, então em um ano, a luz percorre uma distância de 9 460 800     000 000 (9,46 x 1012) km ou 63 mil UA.

imageEm astronomia a distância percorrida pela luz em um ano é denominada ano-luz     e é muito utilizada para medir grandes  distâncias.

Por exemplo, alfa centauri, que é um sistema triplo de estrelas, e são as      estrelas mais próximas da Terra depois do Sol, estão a aproximadamente quatro     anos-luz de distância de nós, ou seja, a luz que vemos dessas estrelas agora,     saiu de sua origem a aproximadamente quatro anos atrás até chegar aos nossos     olhos.

Outra unidade muito utilizada em astronomia para representar distâncias  estelares     é o parsec (pc). Um parsec equivale à distância que um observador  deveria     se situar para ver uma UA dentro de um segundo de arco. Dez anos-luz  = 3,     26pc (parsecs).

Existem muitos objetos dentro de nossa galáxia que estão a mais de mil anos-luz de distância de nós como, por exemplo, a Nebulosa de Órion que está a uma distância de 1500 anos-luz e possui um diâmetro de 20 anos-luz. Existem outros objetos dentro de nossa galáxia que estão muito mais distantes que a Nebulosa de Órion e são bem maiores.

A nossa galáxia, denominada Via-Láctea possui um diâmetro de 100 mil anos-luz     e a nossa estrela, o Sol, está a uma distância de 27 mil anos-luz do núcleo     da galáxia.

A uma distância maior que 100 mil anos-luz, ou seja, o diâmetro da nossa      galáxia, é possível observar várias outras galáxias. Por exemplo, a galáxia      de Andrômeda, que é a galáxia em formato espiral mais próxima de nós está     a  3 milhões de anos-luz e possui um diâmetro de aproximadamente 220 mil anos-luz,     ou seja, um diâmetro de aproximadamente 2,2 vezes maior que o da  Via-Láctea.

Assim como existem bilhões de estrelas dentro de nossa galáxia, e o Sol é      apenas uma simples estrelinha no meio de muitas, existem também bilhões de      galáxias espalhadas pelo Universo, e a Via-Láctea é apenas uma simples e pequena     galáxia quando comparado com o tamanho do Universo visível.

Para se ter uma ideia, a ordem do tamanho de um aglomerado de galáxias é      10 milhões de anos-luz, a ordem do tamanho de um super aglomerado de galáxias     é de 100 milhões de anos-luz e a ordem do tamanho do universo visível é de      13 bilhões de anos-luz.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Fonte:  portalsaofrancisco.com.br

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25

mai
2012

TERRA 48 horas em 5 minutos

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Seqüências em tempo lapso de fotografias tiradas pela tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional a partir de agosto a outubro,2011, eles  bateram essas fotos a uma altitude de cerca de 350 km.

 

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